Nova crónica de António Piedade saído n'"O Despertar":As bactérias, microrganismos unicelulares, colonizam o planeta Terra pelo menos há cerca de 3,8 biliões de anos. A sua origem sobrepõe-se à da própria vida tal qual a conhecemos.Sobreviveram a inúmeras e profundas alterações geoclimáticas, catástrofes ditas naturais, a colisões de grandes meteoros com o Planeta. Adaptaram-se a reagir quer à crónica alteração geológica do planeta, quer a situações agudas nos seus ecossistemas. É possível afirmar que são os seres vivos melhor adaptados aos “feitios” do planeta na sua viagem cósmica.Se pensarmos nos efeitos da acção humana sobre o planeta e constatarmos que provocamos alterações nefastas (para nós!), o que dizer da acção das bactérias sobre o condomínio Terra? Basta notar que a oxigenação da atmosfera terrestre se deveu à acção de uma espécie de bactérias púrpuras: as cianobactérias. O aumento, ao longo de milhões de anos, da concentração relativa de oxigénio até aos actuais cerca de 20%, influenciou decisivamente a evolução das formas de vida multicelular e mais complexas, que dele ficaram cativos para os seus processos energéticos. Mas continuaram a existir bactérias que não precisam de oxigénio para viver. Algumas, por exemplo as do género Lactobacillus vivem, sem oxigénio, no nosso intestino.Os microbiologistas têm dificuldade em encontrar lugares no planeta explorado que não estejam colonizados por bactérias. Há bactérias, designadas por extremófilas, que vivem em condições de temperatura, pressão e salubridade incompatíveis para a grande maioria das outras formas de vida do Planeta. Há um microrganismo, a estirpe 116 (Methanopyrus kandleri) que vive e reproduz-se a 122 °C!!!Importa dizer que, apesar de unicelulares, temos sempre de racionalizar as bactérias colocando o acento tónico na sua disseminação em colónias de bilhões de indivíduos! E que ocorre uma constante troca de informação, quer através de moléculas simples quer através de outras complexas, como as dos genes, entre a maior parte das bactérias da colónia.Aliás, podemos, sem exagerar, notar a existência de uma forma refinada de informação bacteriana disseminada em rede e acessível em qualquer ponto da biosfera!Assim, não é de estranhar que as bactérias tenham incorporado na sua máquina de sobrevivência estratégias para alertar os vizinhos colonos quando são alvo de agressões à sua integridade e sobrevivência.É o que acontece com a resistência aos antibióticos. Aliás, muitos dos que usámos primeiramente são produzidos por bactérias. De facto, no combate às que nos causam doenças, utilizamos uma estratégia composta por armas bioquímicas forjadas no cadinho primevo da própria vida.Recentemente, microbiologistas norte-americanos, de vários institutos e universidades do condado de Massachusetts, descobriram que o indol (estrutura na figura ao lado), produto da degradação do aminoácido triptofano no metabolismo bacteriano (presente de forma abundante nas fezes humanas conferindo-lhes um odor fecal característico), é uma molécula sinalizadora de stress ambiental entre bactérias da mesma espécie.Sempre que uma bactéria é atacada por antibiótico, ela activa uma série de processos bioquímicos para sobreviver enquanto indivíduo, mas também para “avisar” as restantes bactérias da colónia da agressão.Assim, através da difusão da “palavra” indol as bactérias da colónia activam processos bioquímicos que as tornam mais resistentes (aumento da actividade de bombas que expulsam o antibiótico do interior da bactéria; activação de processos antioxidantes). E para isso excreta indol como grito de aviso. Ao estudar o comportamento dinâmico de uma colónia de bactérias modelo, neste caso a Escherichia coli, face a doses crescentes de antibióticos, os autores do estudo publicado na revista Nature (aqui) verificaram que bactérias isoladas resistem muito menos aos antibióticos do que a colónia como um todo.Por outro lado, identificaram um comportamento semelhante ao “altruísmo humano”: algumas bactérias da colónia “sujeitam-se” a uma luta individual contra o antibiótico para encontrar uma forma de resistência. Se por um lado se colocam individualmente em perigo, o custo da sua perda resulta, por “tradição adaptativa”, na “descoberta” de uma solução de sobrevivência para a colónia como um todo!Note-se que este comportamento “altruísta” ter-se-á optimizado ao longo da evolução bacteriana, biliões de anos antes de os primeiros mamíferos deixarem os primeiros rastos na Terra.Uma vez que há mais bactérias no nosso intestino do que células no nosso corpo, apetece perguntar, ironizando, se haverá mais altruísmo e caridade nas nossas vísceras do que na inteira humanidade?António Piedade
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ALTRUÍSMO BACTERIANO
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September 21 2010, 9:54am | Comments »
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Noite Europeia dos Investigadores 2010
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É já nesta sexta-feira!24 DE SETEMBRO 2010PORTOPraça dos Leões, 15h-00hProgramaCOIMBRAMuseu da Ciência, 15h-00hProgramaLISBOAJardim Botânico Tropical, 17h-00hProgramaOLHÃORia Shopping, 10h-23hProgramaENTRADA LIVRE
September 21 2010, 5:13am | Comments »
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Entrevista a Tiago Carneiro
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Entrevista de António Piedade ao biólogo Tiago Carneiro (na foto):O Doutor Tiago Carneiro é investigador do grupo de Telómeros e Estabilidade Genética do Instituto Gulbenkian de Ciência, e acaba de publicar, como primeiro autor, um artigo muito interessante na revista Nature.António Piedade – Os telómeros, garantes estruturais da estabilidade terminal e da individualidade cromossómica, têm também um papel funcional na regulação do ciclo celular?Tiago Carneiro – Claro que sim. Os telómeros além de garantirem que as extremidades dos cromossomas continuam estáveis através do ciclo celular permitem a contagem do número de vezes que uma célula já se dividiu, o que é muito importante para as células de organismos complexos. Na grande maioria das células destes organismos, as pontas dos cromossomas diminuem em cada ciclo celular pois as extremidades dos cromossomas não conseguem ser copiadas pelos mecanismos que normalmente copiam o DNA em duas moléculas iguais a distribuir pelas células filhas. Isto faz com que em cada ciclo celular as pontas diminuam e desta forma a célula perceba o número de vezes que já se dividiu.AP – E o que é que impede à célula de se dividir infinitamente?TC - As células não se dividem infinitamente porque a partir de determinada diminuição das pontas as células param o seu ciclo de divisões. Poder-se-ia pensar que seria uma desvantagem o facto de as células não serem capazes de se dividir para sempre (afinal poderíamos ser imortais!) mas a verdade é que esta capacidade de parar o ciclo celular em resposta a uma diminuição das pontas dos cromossomas é uma protecção contra o cancro. Isto porque, quantas mais vezes uma célula se divide mais mais instável fica o seu material genético e essa instabilidade, se continuada, poderá dar origem a uma desregulação do ciclo celular. Nesse caso, as células poderiam começar a dividir-se descontroladamente e dar origem a um cancro. Um cancro começa sempre por este processo: uma divisão desregulada das células!AP – O que é que a sua descoberta acrescenta ao nosso conhecimento de como a célula se protege de danos e regula a reparação das quebras de continuidade na cadeia de ADN?TC – Quando uma célula se depara com uma quebra no meio da cadeia do ADN, o que produz duas pontas de ADN livres, pára o seu ciclo celular até que essa quebra seja reparada e as duas pontas sejam unidas. Isto é muito importante porque se a célula não reparar o ADN antes de se dividir as duas células, a que vai dar origem, vão acabar por não ter o mesmo conteúdo de ADN da célula mãe o que cria problemas ao organismo onde a célula se insere. Os telómeros por serem pontas também poderiam ser reconhecidos pelas células como quebras na cadeia de ADN. A função da estrutura telomérica é evitar que as pontas dos cromossomas sejam reconhecidas como quebras na cadeia do ADN o que seria perigosíssimo pois levaria a fusões entre cromossomas e a uma instabilidade genética que seria incomportável para a célula. O que nós descobrimos é que as pontas dos cromossomas activam as vias de reparação de quebras no ADN mas que não levam essa via até ao fim, que a cortam a meio para que as pontas dos cromossomas não sejam unidas. Com o nosso trabalho propomos também que a forma como a célula se “apercebe” das zonas do ADN que têm de ser contínuas, e portanto unidas quando quebradas, das pontas que não podem ser unidas é através de uma proteína que se liga por todo o ADN, que já era conhecida, mas que nós descobrimos que nos telómeros essa proteína tem uma forma diferente em relação ao resto de todo o genoma que tem de ser contínuo.AP – Há alguma interacção, “diálogo”, entre a reparação de uma quebra no interior do cromossoma e a estabilidade telomérica?TC – Essa é a parte engraçada e fascinante dos telómeros. Dado que ligar os telómeros uns aos outros seria catastrófico para as células seria de esperar que eles excluíssem de perto de si as proteínas envolvidas em reparar quebras e ligar pontas do ADN. A verdade é que não só não o fazem como precisam dessas proteínas para manter a sua estabilidade. Como já diz o ditado popular “Mantém os teus amigos perto e os teus inimigos ainda mais perto”.AP – Nas suas experiências utilizou leveduras como modelo celular. Qual é o grau de transposição dos resultados obtidos com leveduras para a realidade das células animais?TC – Neste caso específico, o complexo de proteínas que protege os telómeros da levedura de fissão é muito semelhante ao complexo que tem a mesma função nas células humanas. Uma grande diferença é que as leveduras conseguem compensar a diminuição do tamanho das pontas e nos humanos só uma pequena população de células o consegue fazer (as células estaminais e germinais). No entanto os mecanismos que evitam a fusão de telómeros entre si são muito parecidos. Como em qualquer outra área, as extrapolações são feitas com cuidado. Isto é, se em leveduras se sabe que determinado processo acontece de uma certa forma e que os intervenientes nesse processo são semelhantes aos intervenientes do mesmo processo em células humanas, então pode-se supor que o processo acontecerá de forma semelhante. Claro que depois isto tem de ser demonstrado mas é um ponto de partida que muitas vezes é essencial porque assim já se podem desenhar experiências muito mais focadas.AP – O conhecimento agora produzido identifica novos alvos para controlo exógeno do ciclo e viabilidade celular?TC – Como consequência do trabalho que nós realizamos sabemos um pouco mais sobre a forma como as pontas dos cromossomas se comportam. O conhecimento que nós obtivemos com o nosso trabalho é um ponto de partida. Agora que sabemos que existe uma marca diferencial entre as regiões que devem ser contínuas e não contínuas no ADN temos de perceber como é que a deposição dessa marca no ADN é regulada e como é que pode ser alterada. Claramente percebemos que se ao “brincarmos” e alterarmos de forma exógena essa marca podemos alterar a forma como a célula responde a quebras no seu ADN ou às pontas dos cromossomas e por consequência alterar a velocidade do ciclo celular.AP - Qual é, na sua opinião, a potencial aplicação biotecnológica e no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para doenças como o cancro, que poderão estar a jusante deste seu trabalho?TC - Perceber como é que os telómeros protegem os cromossomas de se fundirem é essencial porque essas fusões cromossómicas darão a instabilidade genómica que pode levar ao aparecimento do cancro. Assim sendo, perceber os mecanismos moleculares que evitam estas fusões é essencial. No fundo o que se espera é compreender a biologia dos telómeros para que quando a sua função está comprometida se possa actuar para a repor e evitar a instabilidade genómica e que poderá causar o cancro. Na mesma linha de pensamento esperamos compreender melhor o que se passa durante a instabilidade genómica para que se possa actuar também nesta fase e ter como alvo a destruição das células instáveis. Por fim, espera-se também conseguir controlar a divisão das células cancerígenas para poder impedir a sua proliferação. Para isto é essencial perceber a forma como as pontas dos cromossomas conferem estabilidade ao nosso genoma.
September 19 2010, 5:32pm | Comments »
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A EXTREMIDADE ESTÁVEL
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Novo texto de António Piedade saído no "Diário de Coimbra": Existem muitas diferenças entre uma célula procariótica como as bactérias, e uma célula eucariótica, como as nossas. Uma, essencial, é a de que o material genético nas células eucarióticas está confinado no interior da célula por uma membrana designada por nuclear.No caso das bactérias, o material genético está mais ou menos livre no citoplasma. Outra, é a de que as bactérias têm um único cromossoma circular, logo sem extremidades, enquanto as células eucarióticas possuem cromossomas em forma de bastonete e com duas extremidades designadas por telómeros (do grego “telos”, final, e “meros”, parte). Esta transição, na forma de empacotar a informação genética, de cromossoma circular para cromossomas lineares é ponto charneira na separação entre eucariotas e procariotas, no progressivo aumento de complexidade na evolução das formas de vida. Foi início de um novo paradigma na evolução biomolecular da vida que nos deu origem. Assim, não é de estranhar que os telómeros tenham um papel fulcral em várias etapas do ciclo celular e principalmente durante a divisão celular. Uma constante da vida é a de a função de uma determinada biomolécula ser o resultado da sua estrutura molecular. E claro, os telómeros possuem uma arquitectura adequada à sua posição extrema nos cromossomas: são o resultado da repetição de uma determinada sequência de bases do ADN que o compõe, o motivo da repetição variando entre espécies; estes motivos sequenciais permitem um arranjo tridimensional que origina não uma dupla hélice mas uma estrutura formada por quadruplexos de bases de guanina e citosina. Sabemos que o comprimento dos telómeros se reduz a cada divisão celular e daqui surge a imagem de que eles constituem uma espécie de relógio da longevidade. Na verdade, são mais um indicador da estabilidade e qualidade da informação genética. Outro aspecto importante é o de garantirem a individualidade de cada um dos cromossomas. Se algo correr mal durante uma divisão celular e os teloméricos faróis falharem, poderá ocorrer fusão entre dois cromossomas antes distintos. Como acontecimento anormal pode redundar, muito provavelmente, em morte celular ou desencadear uma divisão celular descontrolada e tumoral. Noutra perspectiva, a fusão cromossómica pode, em teoria, potenciar o aparecimento de uma nova espécie! Com uma estrutura específica, os telómeros possuem uma maquinaria proteica própria para a sua síntese, replicação, manutenção e reparação. E é na identificação destas proteínas, suas funções e a forma como elas “dialogam” com as vias de regulação dos processos celulares, que se têm verificado os avanços promissores nesta área, com potenciais aplicações no desenvolvimento de novas terapêuticas para doenças terminais como o cancro. É neste contexto que se enquadra o trabalho de Tiago Carneiro (investigador no Instituo Gulbenkian de Ciência) recentemente publicado na revista Nature: perceber como é que determinadas proteínas funcionam e permitem que os telómeros evitem que os cromossomas se fundam uns aos outros. http://www.nature.com/nature/journal/v467/n7312/abs/nature09353.htmlAntónio Piedade
September 19 2010, 2:11pm | Comments »
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LINCE-IBÉRICO - UM CASO DE REINTRODUÇÃO
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CICLO DE CONFERÊNCIAS BIODIVERSIDADE 2010 23 DE SETEMBRO (15H00)No âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade 2010, o Museu da Ciência, em colaboração com o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, tem organizado, entre Maio e Dezembro, um ciclo de conferências sobre biodiversidade, destinado ao público em geral..Próxima conferência: LINCE-IBÉRICO - UM CASO DE REINTRODUÇÃO.Eduardo Santos, Liga para a Protecção da Natureza-LIFE HABITAT LINCE ABUTRE: Novo projecto do Programa Lince da LPN Rodrigo Serra, Centro Nacional de Recuperação do Lince-ibérico..Saiba mais aqui.
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September 17 2010, 1:58pm | Comments »
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O Livro da Consciência
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Informação recebida da Temas e Debates sobre o novo livro de Damásio a sair a 24 de Setembro: O Livro da Consciência A construção do cérebro consciente de António Damásio Edição: 2010 Páginas: 432 Editor: Temas e Debates ISBN: 9789896441203 23,90€ Sinopse: Como é que o cérebro constrói uma mente? E como é que o cérebro torna essa mente consciente? Qual a estrutura necessária ao cérebro humano e qual a forma como tem de funcionar para que surjam mentes conscientes?Há mais de trinta anos que o neurocientista António Damásio estuda a mente e o cérebro humanos e é autor de vasta obra publicada em livros e artigos científicos. No entanto, formulou o presente livro como um recomeço, quando a reflexão sobre descobertas importantes da investigação, recentes e antigas, alterou profundamente o seu ponto de vista em duas questões particulares: a origem e a natureza dos sentimentos, e os mecanismos por detrás do eu.O Livro da Consciência constitui assim uma tentativa de debater as noções actuais nestes domínios. Uma obra magistral que nos deixa entrever aquilo que ainda não sabemos sobre o cérebro e a consciência, mas gostaríamos muito de saber.
September 16 2010, 2:14am | Comments »
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O Método do Bosão de Higgs
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Venha conhecer um método desenvolvido nos melhores e maiores aceleradores de partículas do mundo e que o pode ajudar a viver melhor. O método do bosão de Higgs contempla uma dieta que segue os mais avançados princípios da física de partículas, uma farmacologia quântica que permite tratar a maioria das patologias (incluindo a melancolia invernal), um creme anti-rugas relativista com partículas à velocidade da luz e um escudo iónico que protege da radiação cósmica (tão prático como um vulgar guarda-chuva). Um espectáculo que aumenta a sua longevidade média, recomendado por 9 em cada 10 físicos teóricos. Os espectadores deste espectáculo têm menos 0,5% de probabilidades de partir uma perna.Texto: David MarçalEncenação: Amândio PinheiroInterpretação: Sara PazVideo: Patrícia SaramagoProdução: causa.acCom a participação especial dos investigadores da Universidade de Coimbra: Ângelo Tomé, Carlos Fiolhais, Ercília Sousa, Filipa Heitor, Inês Morte, João Rodrigues, Paulo Gama Mota, Raquel Ferreira, Rui Carvalho e Sílvia Barbeiro.O Método do Bosão de HiggsMuseu da Ciência da Universidade de CoimbraLargo Marquês de Pombal, Coimbra21h30 e 23h0024 de SetembroEntrada livre
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September 13 2010, 1:51am | Comments »
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Prémio espanhol para novo livro da série Ciência a Brincar
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Informação do jornal "ENSINO MAGAZINE":"A final do concurso “Ciencia en Acción 2010” vai ter, uma vez mais, a participação de um trabalho produzido por docentes do IPCB. Trata-se do livro “Ciência a Brincar – Ciência no Tempo dos Nossos Avós” produzido pelas docentes do IPCB/Escola Superior de Educação Dolores Alveirinho, Helena Tomás e Margarida Afonso que foi seleccionado na modalidade de “trabajos de divulgación científica en soporte de papel”.O referido trabalho, que entretanto vai ser publicado pela Editora Bizâncio, foi seleccionado para ser apresentado na final do concurso “Ciencia en Acción 2010”, que este ano terá lugar no IES Rosalia de Castro de Santiago de Compostela, de 1 a 3 de Outubro.Considerando que “a tradição e a cultura são dimensões da vida humana que devem ser valorizadas, quer em contextos formais, quer informais, de aprendizagem”, as autoras do trabalho “Ciência a Brincar – Ciência no Tempo dos Nossos Avós”, defendem que “o objectivo central do livro é valorizar e dar a conhecer a cultura do país e algumas das suas tradições”.O livro de Dolores Alveirinho, Helena Tomás e Margarida Afonso apresenta um conjunto de 15 actividades experimentais, pensadas e desenhadas pelas autoras, que procuram reviver as tradições e os contextos em que eram realizadas, fundamentadas e enriquecidas com explicações científicas, que, embora expressas de forma simples, respeitam o rigor e a coerência tão caras à ciência.“Sabem como é que antigamente, quando não havia detergentes, se tiravam as nódoas de gordura da roupa? Por que é que se colocava a água em talhas de barro? Como se extraía o fio dos bonitos casulos feitos pelo bicho-da-seda? E como é que antes de termos luz eléctrica nas nossas casas se iluminava a noite?" Estas são algumas das questões a que as actividades que constam do livro “Ciência a Brincar – Ciência no Tempo dos Nossos Avós” procuram dar resposta. O livro apresenta sugestões finais com tarefas, materiais alternativos e informações que enriquecem e alargam o conhecimento sobre cada uma das tradições.Para as docentes do IPCB Dolores Alveirinho, Helena Tomás e Margarida Afonso, “os destinatários do livro são crianças, educadores de infância, professores, animadores, pais e avós e todos aqueles que, em conjunto, queiram passar bons momentos – de lazer, de comunicação e de troca de sabedorias – em que diferentes gerações se encontram e se valorizam mutuamente, tendo como pano de fundo a cultura, a tradição e a ciência”.O que é o programaA “Ciencia en Acción é um programa organizado por diversas entidades espanholas, nomeadamente o Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), Real Sociedad Española de Física (RSEF) e Sociedad Geológica de España (SGE), cujo principal objectivo é trazer a ciência e a tecnologia, nos seus diferentes aspectos, ao público em geral.Como objectivos mais específicos o concurso pretende, entre outros, encontrar ideias inovadoras para tornar a ciência mais atraente para os cidadãos; destacar a natureza internacional da ciência, contribuir para alargar os contactos e materiais científicos e informativos no contexto europeu; realizar materiais pedagógicos úteis e de qualidade (textos, imagens, vídeos, etc.) que ajudem a complementar os conteúdos curriculares para os diversos níveis educativos; fomentar nos educadores o interesse pela ciência de maneira activa para chegar aos estudantes nas aulas; mostrar a importância da ciência no progresso da sociedade e no bem estar dos cidadãos.O concurso é principalmente direccionado ao ensino primário, secundário e professores universitários, pesquisadores, meios de comunicação científica, bem como a qualquer pessoa interessada no ensino de Ciências em Espanha ou em qualquer país de língua espanhola e portuguesa.O projecto “Mundo da luz”, apresentado pelo docente do IPCB/EST, Rogério Dionísio, em 2007, foi o primeiro trabalho do IPCB seleccionado para a final do concurso “Ciencia en Acción”."
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September 11 2010, 3:16am | Comments »
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:Aproveite os últimos dias de Verão e saia de casa com a sua família e amigos para fazer um passeio pedestre pelos lugares à volta do Museu da Ciência e da Universidade de Coimbra à procura da surpreendente ciência que podemos encontrar fora dos edifícios, nas ruas e nos jardins.Cada sessão é orientada por um investigador da Universidade de Coimbra.PRÓXIMA SESSÃO: 12 DE SETEMBRO | 11H00PASSEIO COM A BOTÂNICAAntónio Coutinho (Dep. de Ciências da Vida da FCTUC)Entre a académica Árvore do Ponto, a maior Figueira de Portugal, os Vampiros Vegetais, as Plantas Carnívoras, as Flores das Viúvas, um "limoeiro" com 33 metros de altura, dois Fósseis Vivos, a Árvore da Sombra que Mata e a Planta das Sementes mais Venenosas do Mundo, a dificuldade está na escolha...(este passeio é uma reposição do anterior realizado no dia 4 de Julho)MAIS INFORMAÇÕES- 11H00-12H00- participação gratuita (marcação prévia)- inscrições limitadas (25 participantes)- Aconselhamos os participantes a trazerem chapéu, água para beber, sapatos confortáveis e a utilizarem protector solar.
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September 10 2010, 7:23am | Comments »
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FLUIR PARA CRESCER
http://dererummundi.blogspot.com/2010/08/fluir-para-crescer.html
Nova crónica de António Piedade saída no "Diário de Coimbra":Logo após a fecundação, depois de uma brevíssima pausa para o zigoto “respirar”, explode uma intensa actividade de divisão, diferenciação e especialização celular. Estes processos vão originar os diversos tecidos e sistemas de órgãos que nos dão forma e nos enchem de vida.Estes processos estão particularmente activos, mas não exclusivamente, durante o desenvolvimento embrionário, no qual são edificados os diferentes tipos de células, blocos estruturantes e funcionais dos diferentes tecidos, alicerces e elementos anatómicos dos órgãos. Numa “tradição” que fica dos tempos embrionários, todos os órgãos cooperam entre si funcionando ao “som” de mensagens bioquímicas (hormonas, neurotransmissores, entre outros compostos), que trocam entre si, numa orquestração homeostática.Um dos veículos de transporte dessas mensagens moleculares é o sangue. Este tecido é composto, como os outros, por um conjunto de células que lhe são específicas. Entre elas encontram-se os glóbulos vermelhos ou eritrócitos.Entre outras funções, ainda hoje pouco esclarecidas, os eritrócitos são responsáveis pelo transporte de oxigénio e de dióxido de carbono, entre os pulmões e os tecidos, garantindo assim que ocorram as trocas gasosas indispensáveis para a respiração pulmonar e celular. É de salientar que os eritrócitos são também indispensáveis na homeostase do ferro e que também podem ser considerados como transportadores deste ião metálico.Regressando ao embrião já nidado à parede uterina materna, as primeiras trocas gasosas que permitem que o oxigénio chegue abundantemente a todas as suas células, e que o dióxido de carbono seja delas removido, são garantidas, inicialmente, por mera difusão. Mas o rápido crescimento do embrião torna a pura difusão insuficiente. A resposta arquitectada é em forma de coração e são desenvolvidos os esboços do que virá a ser o sistema cardiovascular adulto.De facto, um projecto de coração é o primeiro órgão a se formar com a tarefa de propulsionar, por convecção forçada pelo seu bombear, sangue a todas as células. Os primeiros batimentos, numa frequência entre 100 e 115 batimentos por minuto, ocorrem cerca de 21 dias após a fecundação, numa altura em que a mãe, a maior parte das vezes, ainda não sabe que está grávida!Os eritrócitos que fluem nos primeiros tempos de desenvolvimento são gerados por diferenciação de células estaminais embrionárias hematopoiéticas. Recorde-se que o embrião não possui os ossos nem a medula óssea onde os eritrócitos serão gerados quando o organismo estiver completo.A ideia geral sobre a diferenciação celular é a de que ela é mediada por mensageiros químicos, numa interacção célula a célula, que estimula quais e onde se devem especializar as células no, e do, embrião, para executar uma tarefa indispensável para o organismo como um todo. Mas no caso dos eritrócitos, embriologistas moleculares descobriram que as forças biomecânicas do bombear cardíaco, e as resultantes do fluxo sanguíneo, exercem estímulos sobre as células estaminais embrionárias para que estas se diferenciem em eritrócitos (aqui). Ou seja, numa fina e elegante economia de recursos disponíveis, é o próprio bombear do coração que indica a necessidade de se gerar mais glóbulos vermelhos.António Piedade
August 30 2010, 10:56am | Comments »








