O gráfico de cima mostra, a preços constantes (de 2006), com base nos dados da Pordata, qual foi nas últimas décadas a evolução em Portugal de um índice económico importante: o crescimento do PIB. Independentemente dos governos há uma diminuição do crescimento em média. Quer dizer, actualmente é negativo, mas a tendência já vem de trás.E o segundo gráfico sobrepõe os dados do desemprego, nos últimos anos, com o crescimento do PIB. Parece haver a correlação que seria de esperar: se o PIB cresce menos, o desemprego aumenta. O grave problema do desemprego só se poderá resolver se a economia crescer.
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
MAIS GRÁFICOS PARA MEDITAR
http://dererummundi.blogspot.com/2011/02/mais-graficos-para-meditar.html
- Tags:
- economia
February 18 2011, 3:29am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
OUTRO GRÁFICO PARA MEDITAR
http://dererummundi.blogspot.com/2011/02/outro-grafico-para-meditar.html
Foi anunciado pelo Instituto Nacional de Estatística que, no último trimestre de 2010, a taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo de 11,1%. A evolução nos últimos anos pode ver-se no gráfico do economista Luís Aguiar Conraria, preparado a partir dos números oficiais, e que ainda nãop inclui os últimos dados. É um gráfico para meditar.Depois de ter meditado, o Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional afirmou (transcrição no "Público" de hoje):“Durante 2010 o crescimento do desemprego desacelerou bastante em relação a 2009. Nesse sentido, falei em estabilização e mantenho essa perspectiva, estamos numa estabilização com valores muito elevados que temos de conseguir baixar”.Depois de ter meditado?
February 16 2011, 12:56pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
UM GRÁFICO PARA MEDITAR
http://dererummundi.blogspot.com/2011/02/um-grafico-para-meditar.html
Subida nos últimos 12 meses dos júris da dívida pública portuguesa a dez anos, que acaba de atingir novo máximo histórico (extraído do sítio da Blooomberg). Tal como a outros governos que o precedeream, demos a este o benefício da dúvida e ele deu-nos o malefício da dívida.
- Tags:
- economia
February 10 2011, 3:48am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
FUGA DE CÉREBROS
http://dererummundi.blogspot.com/2011/02/fuga-de-cerebros.html
Minha crónica no "Público" de hoje:Eduardo Lourenço afirmou esta semana, numa lição dada na Biblioteca Joanina, que o acontecimento mais importante da história da Europa foi a reforma religiosa, que separou a Europa do Norte e Central da Europa do Sul e do Leste. Infelizmente, a Espanha e Portugal ficaram do lado a menor velocidade. E o fosso não parece diminuir. O governo alemão acaba de anunciar a sua intenção de promover a emigração de trabalhadores altamente qualificados do Sul e do Leste da Europa. Os engenheiros espanhóis e portugueses estão entre os alvos preferenciais de uma acção que visa prosseguir o crescimento da economia alemã: o valor de 3,6 por cento registado no ano passado foi o maior desde a reunificação! Angela Merkel encontrou-se ontem em Madrid com José Luis Zapatero para tratar, entre outras, desta questão, e José Sócrates faria bem em preparar-se para também ele discutir com ela o mesmo assunto.O problema do desemprego espanhol é bem grave. Ultrapassou já os 20 por cento e tem incidência especial entre os jovens, incluindo os mais qualificados. Por outro lado, a Alemanha precisa de ocupar com emigrantes mais de meio milhão de postos de trabalho, de entre os quais cerca de 50 000 lugares de engenheiros. É, por isso, natural que o “engenheiro Pepe” queira ir trabalhar para a Alemanha. O nome vem num título do jornal El País – “Vente a Alemania Ingeniero Pepe” – evocando um filme espanhol de 1971 – “Vente a Alemania Pepe” –, que retrata o sonho alemão nessa época na Península Ibérica: Angelito, que aparece numa aldeia aragonesa num espampanante Mercedes a gabar a Alemanha e as suas mulheres, convence Pepe a “dar o salto” e este descobre, à sua custa, que a vida de emigrante é bem menos atraente do que lhe tinham contado. Agora, são os filhos do senhor Pepe, de posse de um diploma universitário, falando o inglês e com uma experiência cosmopolita proporcionada pelo programa Erasmus, que buscam o El Dorado germânico. Dantes fugiam os braços, agora fogem os cérebros.O fenómeno da deslocação do melhor capital humano dá pelo nome inglês de brain drain. Os alemães já sofreram desse mal. A Universidade de Oxford, que antes da Segunda Guerra Mundial não conseguia competir científicamente com Cambridge, beneficiou da iniciativa de um físico inglês que sabia alemão e foi à Alemanha recolher cérebros. E os Estados Unidos beneficiaram amplamente da fuga de cérebros alemães antes, durante e após essa guerra (o engenheiro von Braun foi preso e convencido a construir foguetões do outro lado do Atlântico). Invertendo o fluxo migratório, principalmente depois da reunificação, a Alemanha passou a atrair cientistas e engenheiros, informáticos e arquitectos. Agora quer mais, de origem europeia e, portanto, mais permeáveis à cultura alemã, ao mesmo tempo que reconhece o falhanço da política de integração de trabalhadores menos qualificados, na sua maioria turcos (a chanceler Merkel não teve pejo em dizer que “ o multiculturalismo fracassou completamente”). A locomotiva da economia europeia já não quer apenas quem construa as carruagens, quer também quem desenhe os novos TGV, um verdadeiro negócio da China desde que a China se tornou compradora.Nos anos 60 e 70 partilhámos com o país vizinho um destino de emigração. Hoje, para saber o que se vai passar em Portugal, é útil olhar para Espanha, um pouco mais próximo da Alemanha. O nosso “engenheiro José”, desencantado com o desemprego, com o trabalho temporário ou com a falta de perspectivas na carreira, vai, tal como o seu colega Pepe, sentir-se tentado pela chamada alemã (não estou a falar de José Sócrates, bem entendido, pois não acredito que ele queira voltar ao seu breve passado de engenheiro). Será bom para o engenheiro José, mas não o será decerto para nós, que nos últimos anos, ajudados por fundos europeus, investimos de modo notável na qualificação dos jovens, em particular nas áreas da ciência e da tecnologia, e agora nos arriscamos a perder o retorno desse investimento. Vamos a ver o que Sócrates diz a Merkel...
- Tags:
- Política
- tecnologia
- economia
February 4 2011, 1:45am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
ATAQUE À CLASSE MÉDIA
http://dererummundi.blogspot.com/2011/01/ataque-classe-media.html
Um dos nossos leitores fez-nos chegar este Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV extraído da peça de teatro Le Diable Rouge, de Antoine Rault:"• Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…• Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!• Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?• Mazarino: Criam-se outros.• Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.• Mazarino: Sim, é impossível.• Colbert: E então os ricos?• Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.• Colbert: Então como havemos de fazer?• Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável."
January 24 2011, 9:09am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
AEROPORTO DE MONTE REAL
http://dererummundi.blogspot.com/2011/01/aeroporto-de-monte-real.html
Texto recebido do nosso colaborador de outras ocasiões Armando Vieira:Com a opção do aeroporto da Ota afastada, e nível alarmante da dívida pública a por em causa a construção do novo aeroporto em Alcochete, acho que é altura de relançar a discussão sobre o tema.Os autarcas da região Centro, Oeste e Norte deveriam defender a opção Monte Real? A base aérea de Monte Real está instalada numa zona excelente que podia ser facilmente transformada num aeroporto civil. A topografia do terreno é óptima, a cintura urbana circundante não é muito densa e o impacto ambiental não seria significativo. Com a A1 a poucos quilómetros e após a conclusão da A8, os acessos rodoviários são excelentes, quer para Norte quer para Sul. A única infra-estrutura necessária seria um acesso ferroviário de qualidade, não necessariamente o TGV (outra opção de utilidade discutível). Monte Real tem ainda a vantagem de estar situado no coração de uma zona do país economicamente muito dinâmica além de ficar equidistante do Porto e Lisboa.Poder-se-ia argumentar que a zona centro não tem massa crítica para se construir um grande aeroporto. Mas porque se tem de construir um grande aeroporto com capacidade para mais de 40 milhões de passageiros ano? Não tenhamos a ilusão de transformar este novo aeroporto num hub ibérico. Esse hub já existe e está em Madrid. Barcelona, uma cidade muito maior e mais central que Lisboa, tem apenas mais 40% de tráfego aéreo. É o aeroporto de Barajas em Madrid que fica com a parte de leão do tráfego internacional espanhol.É altura de aprender com a história e deixarmo-nos de megalomanias doentias. O que o país necessita não é um super aeroporto mas um outro aeroporto de apoio à Portela. Com as várias centenas de milhões de euros gastos em obras de ampliação, a Portela terá uma capacidade de até 20 milhões de passageiros. Com um outro aeroporto, sobretudo para as companhias de baixo custo (as designadas low cost), o país ficaria perfeitamente servido.A única desvantagem de Monte Real seria a de estar longe de Lisboa. Porém, está mais que na altura de nos libertarmos das forças centralizadoras da capital. As assimetrias de poder económico entre Lisboa e o resto do país não param de crescer. Se mais investimento não for feito noutras regiões, corremos o risco de nos transformarmos num país como o Brasil, uma nação do tamanho da Europa mas onde quase metade da riqueza é produzida numa única megacidade: São Paulo. Se é o país que vai pagar o aeroporto é para servir o país inteiro que ele deve ser construído.É claro que haverá um custo pela deslocação de infra-estruturas logísticas e pelo transporte de passageiros e mercadoria entre os principais centros urbanos nacionais e Monte Real. Mas esse custo seria compensado pelo desenvolvimento do país inteiro e não apenas de Lisboa e pela qualidade de vida das pessoas que se libertassem do stressante quotidiano da capital.Armando Vieira
January 19 2011, 5:40pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Mercadores possidónios
http://dererummundi.blogspot.com/2011/01/mercadores-possidonios.html
Destaque para a crónica de J. L. Pio de Abreu no "Destak":Nos tempos em que eu era ingénuo, um amigo possidónio explicava-me a fórmula do seu enriquecimento: “Comprar barato e vender caro.” Fiquei a pensar na crua simplicidade desta norma, mas também no facto de que ela nada produz, destrói a economia real e vive à custa dos desesperados que têm de vender barato e comprar caro. Mas estava longe de imaginar que, trinta anos passados, fosse essa a lei que governa o mundo. Graças à instabilidade das Bolsas de Valores por eles provocada, os maestros da economia mundial vivem hoje à conta da máxima “comprar barato para vender caro… e depressa”. Compram agora para vender logo depois, ou chegam a vender caro o que ainda não têm, mas que poderão comprar a seguir mais barato (short selling). Ninguém sabe já o que compra, só sabe que é aquilo que amanhã se venderá a melhor preço. A economia está completamente desligada da produção real, e o seu crescimento é ilusório. De repente pode desvanecer-se, como aconteceu na Irlanda e na Islândia, glorificadas antes pelo crescimento que tinham. Mas o pior é que o enriquecimento de uns se faz à custa do desespero dos outros. Mais do que as pessoas e empresas, os espoliados são os Estados europeus e os cidadãos. E o que se compra para vender é o próprio dinheiro e seus derivados que circulam mais vertiginosamente do que qualquer outra mercadoria. Se ninguém puser pedras nesta engrenagem, a civilização europeia vai ser deglutida por mercadores possidónios.J.L. Pio Abreu
- Tags:
- economia
January 14 2011, 7:34am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O jogo dos economistas
http://dererummundi.blogspot.com/2011/01/o-jogo-dos-economistas_07.html
Habitual destaque para a crónica de J.L. Pio Abreu no "Destak":"Depois de se meterem no buraco no início de uma crise que não souberam prever, eis que se levantam, de novo, os economistas de palco cheios de receitas para os nossos males. Não os suporto. A satisfação arrogante com que nos propõem o mais miserável destino e as mais contraditórias soluções, põe-me os cabelos em pé.Senhores da fortuna e da desgraça, todos se armam em deuses, sabendo que são deuses menores porque tudo depende dos políticos que neles delegaram as responsabilidades. Mas que fazem eles, os economistas?Nos negócios e empregos que têm, eles são os actores e os principais beneficiários do jogo económico. Nas Universidades, ditam as regras desse jogo. Nos Governos ou na influência que têm, eles apoderam-se também do campo de jogo onde, por suposto, jogam todos os cidadãos.Usam palavras esotéricas, estrangeiradas, com que disfarçam os lances que executam. Nenhum deles aprendeu Matemática, e apenas lida com contas simplórias, feitas de percentagens, somas e subtracções, ao alcance de um computador ou de qualquer contabilista que conheça o significado das palavras. Mas é um jogo onde são jogadores, árbitros, donos do campo e ainda ditam as regras. Assim, qualquer um ganhava.Todo o seu discurso, no fim de contas, se destina a ocultar uma verdade que, incluindo eles, todos conhecem: a única coisa que produz riqueza é o trabalho humano. A contabilidade serve apenas para a distribuir. E mal."J. L. Pio de Abreu
January 6 2011, 7:40pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O PRAZER DAS ESTATÍSTICAS
http://dererummundi.blogspot.com/2010/12/o-prazer-das-estatisticas.html
Hans Rosling mostra o progresso no mundo nos últimos 220 anos. Espectacular!
- Tags:
- economia
- saúde
- Matemática
December 28 2010, 3:29am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A vergonha do BPN
http://dererummundi.blogspot.com/2010/12/vergonha-do-bpn.html
Há cerca de 1 ano publiquei aqui este post: Desemprego ZERO!O estado tinha nacionalizado o BPN e a coisa resumia-se a pouco mais de mil milhões de euros, incorporando o BPN na CGD e tentando tapar o sol com a peneira.Muitos dos "economistas" e "filósofos" do regime por aqui andaram a justificar a coisa. Era um risco sistémico, o estado só estava a prestar um aval, não havia perdas para os contribuintes... havia até um dos leitores/comentadores que dizia que se calhar com isto o estado até ia ganhar dinheiro, e que a CGD ao incorporar o BPN tinha assumido as dívidas mas também ficava com os activos. Ou seja, poderia vir a ser um bom negócio.Enfim... foi o que se viu. A factura que era de 1.3 mil milhões de euros em Janeiro de 2009, está já em 5 MIL MILHÕES DE EUROS: ou seja, os "ganhos" foram de -3.7 mil milhões de euros, e o banco não vale três reis de mel coado (ninguém lhe pegou na privatização que foi tentada pelo governo). O caso BPN é, como era fácil de ver, um CASO DE POLÍCIA que nada tem a ver com a crise financeira internacional, mas sim com roubo e actividade fraudulenta: um crime nojento.Para terem uma ideia do descalabro, 5 mil milhões de euros é o que o nosso PM José Sócrates quer injectar na economia nacional para fazer com que ela recupere da "maior crise dos últimos 80 anos", ou a "maior crise das nossas vidas", como costuma dizer nos seus discursos cheios de VAZIO.Sinceramente, não podem ser os contribuintes a pagar. E o que se espera do governo é que identifique estes casos e actue na defesa dos interesses de todos, e não só de alguns. E seja competente. Fazer o que é óbvio qualquer um é capaz. Colocar os contribuintes a pagar as fraudes cometidas por por estes senhores é INACEITÁVEL.
December 22 2010, 2:20am | Comments »








