Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada. Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro. O homem acabou por comprar centenas de burros a 5 euros. Quando os habitantes diminuiram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo.É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça.O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.É então que, na ausência, do homem o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:- Sabéis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vende-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado !Entendeste agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?(via APS)E alguma verdade terá esta história.
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Os burros, o mercado de acções e a crise
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November 28 2010, 5:25am | Comments »
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HUMOR: RECESSÃO E FUTEBOL
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November 26 2010, 5:26am | Comments »
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Crónica da desgraça anunciada
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Destaque para a crónica semanal de J.L. Pio Abreu no "Destak":O orçamento derrapou, sabem porquê? Porque se anunciaram restrições, e não houve director, presidente ou autarca que não desatasse a gastar dinheiro enquanto podia dispor dele. Aumentou o consumo de medicamentos, sabem porquê? Porque se anunciou que eles ficariam mais caros, e não houve doente que não os comprasse enquanto eram mais baratos.Quando se anuncia a taxação dos dividendos, não há accionista que não os queira enquanto não forem taxados. Se, por uma crise social, se adivinhar que faltará o abastecimento de bens essenciais, começará sem dúvida o açambarcamento, fazendo apressar a falta. Se alguém souber que um país sairá do Euro, as notas vão sair do circuito económico e dirigir-se rapidamente para debaixo dos colchões.São os nossos Chicos Espertos? É verdade que sim, mas quem os pode condenar quando seguem o exemplo dos mais respeitáveis gestores? O erro, no mundo em que vivemos, é anunciar a desgraça. Tal como na psicologia humana, só o optimismo, mesmo contra as probabilidades, se torna saudável. Os optimistas sabem que a desgraça é possível e que poderão vir a enfrentá-la, mas apostam antes na esperança e até podem ganhar.Viver a pensar no mal que nos pode acontecer é doentio. Causa infelicidade e apressa o próprio mal. No mundo de hoje também é assim. Mas a sociedade, ou parte dela, ou a sua parte mais visível, está doente. Anuncia o mal, causa infelicidade e abre o caminho para a desgraça. J.L. Pio Abreu
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November 26 2010, 5:00am | Comments »
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A inflação explicada às crianças
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A inflação é quando começam a aparecer notas muito giras, como estas.Jugoslávia, 1993Zimbábue, 2009
November 24 2010, 12:55am | Comments »
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INVESTIMENTO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA: O PÚBLICO E O PRIVADO
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Foram recentemente divulgados pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior novos números sobre o investimento em ciência e tecnologia, que mostram ligeira evolução positiva em relação ao ano passado. Como ainda não tive tempo de analisar esses números, assim com os relatórios que os sustentam, deixo um comentário sobre os números anteriores, comentário que, no essencial, se poderá ler no livro de minha autoria “A Ciência em Portugal”, que sairá muito em breve do prelo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.A dotação pública anual para ciência e desenvolvimento, localizada na sua maior parte no Ministério de Ciência e Tecnologia, atingiu, em 2009, um máximo absoluto, orçando em mais de 1700 milhões de euros, quando em 1995, no ano da criação do Ministério da Ciência e Tecnologia, não passava de 440 milhões de euros. Por outro lado, no sector privado, apesar de a percentagem de orçamento de investigação e desenvolvimento a cargo de empresas ter crescido nos últimos tempos muito mais do que o orçamento público, ela está ainda longe da percentagem despendida nos países europeus mais desenvolvidos com a dimensão do nosso.Portanto, apesar de, no investimento em ciência, termos conseguido recentemente, mais por força da evolução dos números do sector privado do que do público, atingir 1,5 por cento, passando para a frente de países da Europa do Sul como a Espanha e a Itália, e mesmo de um país da Europa do Norte, actualmente em dificuldades financeiras, como a Irlanda, estamos ainda abaixo da média europeia (1,8 por cento para a Europa a 27 países) e longe de países mais desenvolvidos com população não muito diferente da nossa, como os países nórdicos (a Suécia, a Finlândia e a Dinamarca lideram o ranking de investimentos, com respectivamente 3,8, 3,7 e 2,7 por cento).Persistem, todavia, alguma questões mal esclarecidas sobre o investimento privado. Em primeiro lugar, o modo como é medido o que é investimento em ciência e tecnologia: não fará sentido considerar ciência e tecnologia tudo o que, mesmo remotamente, tenha a ver com isso e há fortes receios de que isso possa estar a ser feito. Em segundo lugar, permanece a questão de saber se os números das despesas em ciência e tecnologia no sector privado não estarão artificialmente inflacionados pela entrada, nalguns casos bastante generosa, de dinheiros públicos. As famigeradas parcerias público-privadas mostram como tem sido confusa entre nós a relação entre o público e o privado. A injecção de subsídios com origem na União Europeia será investimento privado?Para quem quiser avaliar os maiores investidores nacionais. no sector privado, em ciência e tecnologia, indico o top-ten das empresas que indicam mais despesas em investigação e tecnologia, segundo números de 2009:1- Grupo Portugal Telecom2- BCP – Banco Comercial Português3- Banco BPI SA4- Nokia Siemens Networks Portugal5- ISBAN PT – Engenharia e Software Bancário SA (grupo Santander)6- Grupo EDP7- Grupo Unicer8- Bial – Portela e Cia SA9- Grupo Volkswagen (que inclui a Autoeuropa)10- Grupo José de Melo (que inclui a Brisa, a EFACEC, a CUF).Agora bastará ver nas bases de dados internacionais (publicações e patentes; no caso das patentes não passamos da últimas posições!) para ver qual tem sido o volume de resultados da investigação científica e desenvolvimento dos cientistas e engenheiros que aí trabalham.Em resumo, o País pode orgulhar-se de ter saído, neste sector, do grupo dos Estados menos evoluídos na Europa para “bater à porta” do grupo dos mais avançados. Não é, todavia, de modo nenhum claro como é que os privados estão a investir em ciência e tecnologia. Por enquanto, Portugal está apenas “à porta”, mas espera-se não só que entre dentro de casa como que fique... E, para isso, era necessário que o investimento privado adquirisse outras proporções e, principalmente, consistência.
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November 23 2010, 3:00am | Comments »
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O efeito espirro
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Destaque para a crónica de J. Pio de Abreu no "Destak":O bater de asas de uma borboleta pode causar uma tempestade nos antípodas. Esta é a interpretação popular do “efeito borboleta” descrito em 1963 por Edward Lorenz. Dizem os cientistas que a história não é bem esta, mas a ideia foi correndo a ponto de inspirar vários filmes. Os filmes também não são muito rigorosos, mas tudo se desculpa quando, como é o caso, este efeito ocorre nos sistemas caóticos.Seja ou não assim o efeito borboleta, o certo é que se passa, na actualidade, um fenómeno seme-lhante. É o “efeito espirro”, e descreve-se assim: “O espirro de um ministro das Finanças provoca uma tempestade nos mercados.” Senão, vejamos: um ministro espirrou quando dava uma entrevista ao Financial Times. No dia seguinte, o assunto era divulgado nos jornais de todo o mundo.Em geral, as notícias diziam que o ministro se deixara contagiar pelo mal irlandês. Alguns, porém, disseram que apenas lhe tinham chegado com a mostarda ao nariz. Correu à boca pequena que se tratava de doença grave, e muitos começaram a profetizar o seu desfalecimento. Houve mesmo quem o visse já cadáver.Por cá, jornalistas, comentadores, colunistas, economistas de palco, politólogos e representantes de partidos, os costumeiros sequiosos de sangue, regalaram-se com a notícia e festejaram-na. O país, que já estava de quarentena, ficou finalmente caótico. E foi tão grande a incerteza, que os mercados desataram a vender. A tempestade, contudo, virou-se para a Irlanda.
November 19 2010, 3:12am | Comments »
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Os mercados zombeteiros
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Destaque, como é habitual, para a crónica de J. L. Pio Abreu no "Destak" de hoje:Parece que os mercados andaram a gozar com o nosso Ministro das Finanças. Ele disse que o limite eram os 7% de juros e logo os mercados esticaram a corda até esse limite. E andou o ministro a cortar salários, a reduzir pensões, a retirar abonos, a limpar subsídios e a aumentar impostos para compadecer os mercados, e os mercados, nada. Puseram-se no gozo.E veio o nosso Presidente pedir para não afrontar os mercados, e vieram os nossos milhentos Nóbeis em economia explicar o comportamento dos mercados, vieram os jornalistas perdoar-lhes as diatribes, vieram os políticos prescrever receitas para os acalmar, até os nossos juízes abriram os olhos para ver os mercados, e nem sequer o Ministério Público os acusou. E os mercados, nada. Gozaram com todos.A divindade anda desenfreada porque tem amigalhaços poderosos. As bocas da senhora Merkel ajudam imenso e o senhor Sarkozy diz que sim. Ninguém tem culpa dos traumas de infância da senhora Merkel e dos amores do senhor Sarkozy, ambos nas tintas para o poder dos Estados e cada vez mais rendidos à volúpia do Mercado. E o Deus Mercado impera.O problema é que essa divindade perante a qual ajoelhamos deu agora em gozar connosco. Com isso, desceu do altar e mostrou que é tão humana como a senhora Merkel, o senhor Sarkozy ou o nosso Ministro das Finanças. Mas quando é essa divindade desenfreada, improdutiva e zombeteira que nos governa, é porque algo está podre no Reino da Dinamarca.J. L. Pio Abreu
November 12 2010, 2:46am | Comments »
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SEXO E PODER
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Minha crónica no "Público" de hoje:O jornal El País de 24 de Outubro, com base no recente Relatório da Economia Mundial do FMI, divulgou a nossa posição no ranking mundial do crescimento económico (medido em percentagem de aumento do PIB) na década passada. Em 180 nações, o nosso lugar é o antepenúltimo (com 6,5 por cento), só ficando atrás de nós a Itália (2,4 por cento) e o Haiti (-2,4%, o único que decresce). Um artigo intitulado "A década perdida de Itália e Portugal" informava que a dívida pública portuguesa ronda os 80 por cento do PIB ao passo que a de Itália se aproxima dos 130 por cento.Piores que nós parecem, portanto, estar, a avaliar por esses indicadores, os italianos. Mas estarão preocupados com isso? Bem, o assunto em Itália, por estes dias, não é a economia, mas sim a vida sexual do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi. Funciona como uma cortina para tapar a crise. Já tinha havido uma sua relação mal esclarecida com uma menor de Nápoles, que lhe custou o divórcio (a esposa censurou os “pais que oferecem as suas virgens ao imperador”). E já tinha havido uma relação bem esclarecida, esclarecida até demais, com uma prostituta de luxo de Bari, a quem Il Cavaliere não se coibiu de recomendar técnicas sexuais. Mas agora foi anunciado o caso de uma menor de origem marroquina, Karima El Mahroug, refugiada na Sicília, que, tendo rumado ao Norte em busca da fama que só a televisão e a moda podem dar, acabou por entrar na rede que alimentava as casas do chefe de governo de Itália e por participar em festas que a própria designou como bunga-bunga referindo-se a orgias rituais africanas. Pelos escritos dos autores clássicos sabemos que Nero e Calígula terão cometido os seus excessos. Pelos jornais de hoje sabemos que Berlusconi os quer ultrapassar.O escândalo que enche as bocas do mundo mostra que a mistura de sexo e poder é, em certas proporções, explosiva. Ora vejamos.A marroquina, de nome artístico Ruby, viu-se em apuros financeiros, apesar de ter sido paga com dinheiro e jóias pelas suas visitas à casa de Berlusconi em Milão, e terá roubado uma companheira brasileira. Tudo não passava de um mero caso de polícia, que estava a ser tratado na esquadra, quando um telefonema do próprio primeiro-ministro exigiu a libertação da detida, alegando que ela era sobrinha do presidente egípcio Mubarak. A jovem, apesar de estar em situação ilegal, não tardou em ser libertada, tendo sido entregue a uma pessoa de confiança de Berlusconi. A justiça procura agora averiguar os factos. Instado pela imprensa a esclarecer, o chefe do governo italiano não esteve com papas na língua ao comentar: “É melhor gostar de mulheres bonitas do que ser gay”. E admitiu ter ajudado a garota. Não é preciso saber muito de história para reconhecer que, no que respeita aos costumes, há um recuo relativamente aos antigos imperadores, que tanto gostavam de mulheres como de rapazes bonitos. Mas ressalta a retórica política: Berlusconi já tinha dito que quem não era por ele era contra Itália, agora diz que quem não é por ele é homosexual.Portugal tem, na economia, óbvias parecenças com Itália. Tem-nas decerto, além da estagnação do PIB e do crescimento da dívida, nas assimetrias regionais (em Portugal a diferença é mais entre o Litoral e o Interior do que entre o Norte e o Sul, para já não falar do desmesurado centralismo da capital) e na corrupção ao mais alto nível (um deputado do PS revelou que o chefe de gabinete do secretário-geral do partido lhe ofereceu um cargo bem remunerado numa empresa pública a troco da desistência numa eleição). Mas na mistura de sexo e poder não conseguimos competir. O Presidente do Governo Regional da Madeira, talvez o político nacional mais parecido com Berlusconi, desfila mascarado no Carnaval, mas não faz, que se saiba, festas bunga-bunga. É certo que há escabrosas histórias sexuais no futebol, mas o Presidente do Porto, a quem não faltam semelhanças com o Presidente do Milão (Berlusconi, para quem não saiba), não tem a mesma ambição política. A nossa situação é má, mas podia ser pior.
November 5 2010, 12:42am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A CRISE EXPLICADA EM DESENHOS
http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/crise-explicada-em-desenhos_30.html
O académico David Harvey explica a actual crise do capitalismo.
October 30 2010, 1:23pm | Comments »
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O sonho
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Destaque para a crónica de J. L. Pio de Abreu no "Destak":Nos anos 80 sonhava-se com o futuro. Sonhava-se que a ciência iria resolver os problemas humanos, a fome seria suprimida e a automação iria substituir o trabalho mais pesado, permitindo uma maior justiça social. Energia e software eram quanto precisávamos para obter os nossos recursos. O trabalho humano seria menos necessário, e os produtos resultantes da automação seriam cada vez mais baratos.Para manter o pleno emprego, o horário de trabalho seria reduzido e a reforma viria mais cedo. Como as pessoas viveriam mais tempo, elas podiam, a partir de certa altura, encetar uma nova vida e dispor de mais tempo para o convívio e educação dos mais novos. Haveria mais produção artística e intelectual e inovadora que resultaria do gosto de criar, o que se faria por opção. Na verdade, já estávamos nesse caminho.Desde então, existiram imensos progressos da genética, da engenharia, da energética e da informática que facilitariam o sonho. A automação aumentou, os seus produtos embarateceram, apareceram as energias renováveis e o software não pára de substituir o trabalho humano, cada vez menos necessário. Mas aumentaram as exigências e o horário de trabalho, bem como a idade da reforma, à custa de um desemprego cada vez maior.Temos hoje melhores condições para cumprir o sonho, no entanto caminhamos no sentido inverso, em direcção ao pesadelo. Nos anos 80 sonhava-se porque não se tinha previsto que o lucro fosse o valor supremo dos anos que a seguir viriam. J. Pio de Abreu
October 29 2010, 1:48am | Comments »




