O jornal "El País" de domingo passado elucida, mostrando números do recente Relatório da Economia Mundial do FMI, qual é o nosso lugar no ranking das nações no que respeita ao crescimento económico (medido em percentagem de aumento do PIB) na década passada, entre 2000 e 2010. Em 180 nações, o nosso lugar é o antepenúltimo (com 6,47%), apenas ficando atrás de nós a Itália (2,43%) e o Haiti (-2,39%). A Espanha está no lugar 144 com 22,43% de crescimento, o que não é nada mau, melhor do que os Estados Unidos e a Alemanha. Do outro lado da lista, entre as economias que mais crescem encontram-se, entre outros, Angola (5.º lugar, 181,87%) e China (6º lugar, 170,86%).As previsões para os próximos cinco anos são sombrias: Portugal, continuando a economia estagnada, será o país que menos crescerá (com 4,1%). A Itália (6,5%) e a Espanha (9,1%) farão melhor do que nós, para já não falar da China, que continuará a crescer muito: 57%.O artigo "A década perdida de Itália e Portugal" de Alicia González, que comenta esses números, pode ser lido aqui traduzido do "El País".São conhecidos os responsáveis pelos sucessivos governos da década passada. Mas não o são totalmente os da próxima meia década. Conseguirão eles mostrar que as previsões do FMI estão erradas? Oxalá que sim, mas receio que não.
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Portugal no antepenúltimo lugar
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October 25 2010, 7:19pm | Comments »
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A aprovação
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Como é habitual, destacamos a coluna de J. Pio de Abreu no "Destak" (o cartoon , de Henrique Monteiro, é de 2008):O orçamento vai ser aprovado? Claro que vai. Não importa muito saber se este ou aquele partido vai votar contra, a favor ou abster-se. Tudo isso são irrelevâncias folclóricas. O parlamento vai aprová-lo porque ele já está aprovado. Foi aprovado pelos mercados, pelo Fundo Monetário Internacional, pelas agências de rating, pela Comunidade Europeia, pelo Banco Central Europeu e pela senhora Merkel.E os portugueses também já aprovaram o orçamento. Enquanto os franceses põem tudo em cacos por verem a reforma aumentada para os 62 anos, os portugueses viram-na aumentada até aos 65 sem um lamento. Deve ser porque o trabalho não dá muito trabalho. E, além disso, se tudo o mais faltar, ainda temos o sol que é de graça.Agora, embora saibam que lhe vão aos bolsos, os portugueses andam contentes. Será porque têm o sol, porque se preparam para fazer ronha, mas é por mais do que isso. O problema é que cada português olha mais para os outros do que para si próprio e custa-lhe menos ganhar pouco do que saber que os outros ganham mais. Isso, sim, é que lhes dói: que exista quem trabalhe menos do que eles e ganhe muito mais. Ora, a grande maioria dos portugueses ganha muito pouco. Vai perder algum, é certo, talvez uns três por cento. Mas fica contente porque aqueles que mais ganham vão perder dez por cento. E então, os políticos, que já perderam cinco por cento, vão agora perder mais dez. Maravilha das maravilhas, que se aprove o orçamento.Desta vez, a inveja ajuda as finanças públicas.J. L. Pio de Abreu
October 22 2010, 6:00am | Comments »
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HUMOR: O ARGUMENTO ECONÓMICO
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Um dos nossos leitores chamou-nos a atenção para este cartoon (tirado das engraçadas tiras XKCD aqui):
October 20 2010, 6:52am | Comments »
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Assimetrias
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Como é habitual e porque nos faz pensar destacamos a opinião de J. L. Pio de Abreu no "Destak" de hoje:O mercado livre que nos rege está cheio de truques contra a sua própria lógica. São esses truques que permitem que o mundo se divida em países produtores, que se enchem de dinheiro, e países consumidores, que têm de pedir emprestado.O principal exemplo é o da China, que produz e acumula dinheiro, e dos Estados Unidos, que consomem e se tornam devedores. Acontece que quem lhes empresta dinheiro é a própria China, pois lhe convém que tudo continue assim e ainda enriquece com os juros.O truque é o facto da moeda chinesa não entrar no mercado livre. Se entrasse, ela subiria de valor, os produtos seriam mais caros e, portanto, menos competitivos, deixariam de se vender e existiria crise e desemprego na China. Os dirigentes chineses calculam que um aumento superior a 3% no valor da sua moeda teria efeitos catastróficos.Na Eurolândia, a Alemanha é produtora e os restantes países são consumidores. Mas aqui, o truque é o Euro que permite à Alemanha vender a preços competitivos para os países que têm a mesma moeda mas que a pedem emprestada.Se a Alemanha saísse do Euro, a sua moeda subiria de valor, os produtos ficariam mais caros, ninguém os comprava, e lá teríamos a Alemanha com uma crise económica e desemprego. Os outros países tornavam-se mais competitivos e veriam a economia crescer.O país mais interessado no Euro é a Alemanha. Não se compreende pois como todos os outros cedem ao braço de ferro da Senhora Merkel.J. L. Pio de Abreu
October 15 2010, 2:18am | Comments »
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HUMOR: O ZÉ NO BURACO
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Clicar para ver ler o que as promessas que o "salvador" faz ao Zé Povinho.
October 14 2010, 11:05am | Comments »
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OE2011 - O momento ZERO
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O orçamento de estado para 2011, e o momento do seu debate já nos dias 28 e 29 de Outubro, é um assunto de extrema importância para o nosso futuro próximo. Na verdade, considero-o tão decisivo que decidi ir assistir ao vivo (com convite e tudo) ao debate na assembleia da república. Será uma sessão que marcará, para o bem ou para o mal, a história deste país. Será um momento para perceber de que matéria são feitos os nossos políticos. O que têm como prioridade. Que lugar ocupa o país e os portugueses nas suas preocupações.Pois será esse debate, que espero que as televisões e rádios transmitam em directo, sem cortes, nem comentários dos "inteligentes" profissionais, que marcará o momento ZERO da nossa vida nos próximos anos. Não são os múltiplos apelos a Pedro Passos Coelho para que engula um sapo e deixe passar o orçamento de José Sócrates. Apelos bem resumidos nestas duas cartas de Henrique Raposo (carta 1 e carta 2). Nem os apelos daqueles que pensam o contrário (exemplo), nem os muitos apelos e pressões daqueles que já tendo ocupado funções no estado são também co-responsáveis pela situação a que chegamos (são tantos os apelos que não coloco nenhum link, basta googlar).Digo o momento ZERO porque vai marcar a diferença e vai definir o futuro. Saberemos nessa altura, se é que já não sabemos, se este país vale a pena ou se não vale e tomaremos todos, pessoalmente, as medidas que considerarmos necessárias para a nossa vida e para a vida da nossa família. É isto que os políticos não compreendem, tão atarefados andam com as suas guerras de poder. Este país pode deixar de ser importante, e muitos portugueses, cada vez mais, podem pensar que o seu futuro não passa por Portugal aumentando a já vergonhosa (para um país europeu) taxa de emigração (mais de 50 mil por ano).MercadosForam anunciadas medidas de austeridade muito violentas (redução de salários na função pública, aumento do IVA em 2%, aumento de impostos, etc.) que têm como objectivo resolver o nosso problema de contas públicas: deficit orçamental (que pretende ser de 7.6% este ano, 4.3% em 2011 e 3% em 2012) e dívida soberana (que atinge neste momento 236% do PIB e é a 10ª maior dívida pública do mundo em função do PIB). Este pacote de medidas (o famoso PEC3), segue-se a outro (PEC2), anunciado em Maio deste ano, que foi classificado pelo PM como sendo necessário e suficiente.Mas logo percebemos que o esforço não era para todos. Apareceram logo as excepções e recuos. Uma LONGA LISTA de pessoas, entidades e instituições que não fazem o esforço dos outros. E também percebemos que este esforço não chega. Em 2011 serão necessários mais cortes, mais esforço, mais sacrifício. Para quê? Para tapar os buracos que o nosso percurso errático e sem objectivos tem produzido. É assim quando se chega ao fim.Sabem, estou convencido que enfrentamos um problema de regime. O nosso problema é que a situação do país se tem agravado ao longo dos anos. Não temos um projecto nacional, objectivos a atingir, nem uma ideia clara do que queremos ser daqui a 15 ou 20 anos. Sem objectivos e sem planos isto é muito complicado. É andar ao sabor do vento. Ora Portugal foi grande quando aprendeu a aproveitar o vento para atingir os seus objectivos: navegou à bolina e os resultados são por todos conhecidos. Descobrimos novos mundos com as nossas naves espaciais (as caravelas), fizemos evoluir o conhecimento, marcamos a diferença e fazemos saber que tudo "vale a pena quando a alma não é pequena". Até dividimos o mundo ao meio, com a Espanha.Assim, da forma que vivemos, estou certo que se o Bill Gates conseguisse convencer o grupo dos mais ricos do mundo a pagar toda a nossa dívida pública, isso não serviria de nada porque depressa ela voltava. E se calhar ainda com mais força. Porque o nosso deficit é de atitude e cultural, isto é, o de viver sem objectivos acima das nossas possibilidades: é um deficit de responsabilidade (como dizia um amigo meu há dias: "norberto, isto é tudo um bando de garotos a brincar com o país"). O deficit das contas públicas é só uma consequência, assim como o descalabro da educação, da justiça, da saúde, da segurança-social, etc. Um país à deriva, um povo sem rumo. Bem dizia Camões: fraco rei faz fraca a sua forte gente.Por isso não somos credíveis no exterior. Enfrentamos o problema que enfrentamos porque quem nos emprestou (e continua a emprestar) dinheiro não acredita (ou tem sérias e crescentes dúvidas) que somos capazes de pagar. E não é desta forma que vão acreditar. É preciso ser claro. Em 2011 e anos seguintes aparecerão outras despesas para pagar: mais um submarino, as SCUTS, as parcerias público-privadas, as contas escondidas da saúde, de empresas públicas, etc.E não foi o anúncio destas medidas que acalmou os mercados. Não. Está tudo como estava, senão ligeiramente pior. O problema é a falta de credibilidade. As medidas não estão certas, não são suficientes, são complicadas de implementar e não são verdadeiramente entendidas pelo país ao mais alto nível. Os famosos mercados apercebem-se disso, percebem que não existe uma verdadeira vontade de mudar de vida, e com isso esfuma-se a nossa credibilidade junto deles.Por isso, para mim não é líquido que seja um descalabro que o OE2011 não seja aprovado. O verdadeiro descalabro é que não exista uma mensagem de esperança, um plano consequente, entendido por todos, que mostre bem a todos que ACABOU. Precisamos de mudar de vida HOJE. E que isso vai ser a nossa missão nos próximos MUITOS ANOS. É nestas alturas que aparecem, ou não, os líderes e se faz a sorte de uma nação e de um povo.LiderançaEm minha opinião só existe uma forma de resolver isto. Com um plano sério, a 15 ou 20 anos. Um plano que tivesse uma visão do país para o futuro, que fosse transversal aos ciclos governativos (nada de credível se faz em ciclos de 4 anos), que tivesse os seus objectivos inscritos na lei constitucional (onde estivessem ainda inscritos limites ao endividamento e ao deficit público, bem como os princípios da ética e responsabilização do exercício de funções públicas), que colocasse o foco na re-organização do país, mais realista e mais eficiente, centrada na nossa capacidade e engenho como povo e como país. Um plano que mobilizasse o país e afirmasse de novo que Portugal é viável, tem futuro e que os portugueses sabem disso e estão empenhados. Um plano que mostre o empenhamento de Portugal em resolver os seus problemas estruturais, tendo a folga temporal necessária para o tornar viável, eficiente e consequente.Mas também um plano que explique por que razão não o fizemos até hoje. Por que razão desperdiçamos as várias oportunidades que tivemos, não sendo capazes de fazer aquilo que então afirmaríamos ser capazes. Temos muito que explicar. Por isso, só seremos convincentes se inscrevermos estes objectivos e limites na lei constitucional. Só assim acreditarão em nós. Só assim perceberão que estamos conscientes e firmemente empenhados em cumprir os nossos compromissos e introduzir as reformas que são necessárias e urgentes para que o problema não se repita.Não vejo outro forma. Tudo o resto será circunstancial, de muito curto prazo e nada credível. E terá como consequência o empobrecimento ainda mais acelerado do país. Os números não mentem: em 2028, com as actuais taxas medíocres de crescimento, Portugal será o país mais pobre da Europa com um PIB per capita a rondar os 56% da média comunitária (EU 27, 100%) - recuperar, ou seja, igualar a média comunitária, significa crescer mais do que 3% ao ano durante os próximos 20 anos. Os problemas resolvem-se com estudo e com trabalho, e não com facilitismo e aldrabice. O primeiro caminho gera confiança, credibilidade e respeito, o segundo já todos percebemos ao que conduz.Um caminho claro, bem afirmado e realista, mesmo que difícil, gerará a confiança e credibilidade necessárias.Qual é o drama?O drama é que no debate do OE2011 fique claro que não existem alternativas. Que os outros, PSD e outros, não sabem o que fazer, não saberiam fazer melhor se estivessem eles no governo, e MUITO PIOR do que isso, não queiram governar agora porque essas fragilidades seriam evidentes e ficaria também muito claro que teriam de resolver (e responsabilizar-se, em linguagem de político) o problema criado por outros. E não querem porquê? Porque é difícil, porque não daria benesses, porque não o sabiam fazer, porque se calhar não eram capazes de melhor, porque não existe rasgo nem capacidade para fazer melhor, porque no fundo, reconhecem que no lugar do governo não fariam melhor do que José Sócrates fez.O drama é que a "politiquice" se sobreponha aos superiores interesses nacionais. O drama é o de verificar-mos, nos dias 28 e 29, que afinal isto "é tudo um bando de garotos a brincar com o país".Ora, os famosos mercados apercebem-se disso com facilidade. E deixarão de acreditar em nós. E isso é o fim de Portugal tal qual o conhecemos hoje.Seis (6) meses só são muito importantes se no exterior perceberem que é indiferente que esteja A ou B, porque nada vai mudar. Esse é o nosso verdadeiro drama.O que aí vem é dramático, seja qual for o caminho. Muito grave e muito complicado. Seja qual for a opção. No dia ZERO eu quero estar lá para ver uma solução de futuro para Portugal: é-me indiferente se o PSD aprova o OE2011 ou não, se Pedro Passos Coelho é um líder ou mais um daqueles sobre o quais a história nada registará. Aliás, para os famosos mercados também é assim. O que interessa, e acalmará os investidores que compraram a nossa dívida, é que se diga a verdade: somos um país POBRE, ENDIVIDADO e sem RUMO. Que se perceba que temos de mudar de vida, e que isso se faz com TRABALHO, ESFORÇO, VIVENDO de acordo com aquilo que produzimos e com OBJECTIVOS de médio e longo prazo. Que se diga que mesmo assim, vai demorar MUITOS ANOS (mais de 10 ou 20 anos) até resolvermos os nossos GRAVES problemas. Mas tem de ser feito, e que esse é um problema de TODOS. Uma missão patriótica.Ou QUEREM ou NÃO QUEREM.Se não querem, o ultimo que feche a porta e apague a luz porque não vai haver dinheiro para pagar ao porteiro nem à companhia da electricidade.
October 13 2010, 2:34am | Comments »
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Aviso II
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Working POOR in Europe.:-(
October 12 2010, 1:19pm | Comments »
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Aviso I
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October 12 2010, 10:14am | Comments »
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Manifesto dos Economistas Aterrorizados
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O De Rerum Natura dá destaque à sugestão de um leitor:A Associação Francesa de Economia Política lançou um Manifesto que tem por título Manifesto dos Economistas Aterrorizados, "documento de análise e de proposta para sairmos da crise europeia causada pelo neoliberalismo".A tradução portuguesa é de Nuno Serra com revisão de João Rodrigues.
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October 9 2010, 8:55am | Comments »
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Polícias do mundo
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Como de outras vezes, destacamos a coluna de opinião do médico psiquiatra J.L. Pio Abreu no "Destak" de hoje:No tempo das esperanças que ainda existiram no fim do século passado, era impossível imaginar o estado em que está o mundo. Perdido o contraponto socialista, o capitalismo sem freios tomou conta de tudo e de todos sob a égide do Deus Mercado. Um Deus que representa as mais gananciosas pessoas do mundo, que nada produzem mas estão sempre dispostas a ganhar à custa alheia.No centro de tudo estão as agências de rating, quais polícias do mundo, preparadas para castigar os que não se comportam dentro das regras. E como castigam elas? Baixam os ratings, o que é um sinal para os investidores pedirem juros mais elevados. Irão assim ganhar mais algum à conta dos pobres que estão em maiores dificuldades, agravando-lhes ainda mais os seus problemas.A hora é de fartura para eles, pois todos fomos vítimas de uma crise económica provocada por quem agora está a ganhar, incluindo as agências. A Irlanda, sendo exaltada durante anos pelos teóricos neoliberais, foi também a que mais sofreu com a crise. Pois agora viu o seu rating a descer, o que agravará as dificuldades que já lhe tinham provocado.Moral, isto não é. E também não é ciência. À falta de um Nostradamus, a economia ocupou o foro das profecias. Aquilo que se disser pela voz "autorizada" das agências de rating tende a realizar-se apenas porque foi dito.E quanto maior for a desgraça anunciada, melhor ela se realizará. E para quê? Para agravar as desigualdades. E até quando? ...J. L. Pio de Abreu
October 8 2010, 5:37am | Comments »







