Investigadores norte-americanos conseguiram que uma bactéria se transformasse noutra, introduzindo-lhe um cromossoma totalmente fabricado em laboratório e publicaram os resultados na revista Science. É um bom começo para o trabalho que investigadores do FMI e da UE irão tentar fazer em Portugal para publicar no boletim mensal do Banco de Portugal: introduzir na economia portuguesa um ADN artificial com genes da economia Alemã, Escandinava e Chinesa na bactéria económica portuguesa. Espera-se que a economia microbiana portuguesa passe a expressar os factores de competitividade, disciplina orçamental e rigor alemães, a protecção social e flexibilidade laboral escandinavos e o potencial de crescimento chinês, deixando de expressar a corrupção, compadrios e chico-espertismo nacionais.David Marçal, no Inimigo Público
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HUMOR: Vida artificial pode ser a solução para a economia portuguesa
http://dererummundi.blogspot.com/2010/05/humor-vida-artificial-pode-ser-solucao.html
May 28 2010, 5:29am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A consola
http://dererummundi.blogspot.com/2010/05/consola.html
Não resistimos a transcrever uma Carta à Directora do jornal "Público" publicada ontem, dia 26 de Maio:"Um destes dias o meu neto Henrique, que tem oito anitos feitos há pouco, deixou a consola que nunca larga e, anormalmente sério, com ar extremamente preocupado, veio perguntar-me: "Ó avô, os países também morrem?"Senti um pequeno baque que com alguma dificuldade consegui disfarçar, fechei lentamente o jornal que ainda não tinha acabado de ler, limpei esmeradamente os óculos que na altura estavam mais que límpidos, pigarreei para limpar a garganta que estava mais que limpa e, para ganhar ainda mais tempo, voltei a pôr demoradamente os óculos ajustando-os muito bem à cara, como se esta, de forma mais que intrigante, tivesse deixado de ser a minha.Para me recompor e ganhar mais uns segundos, respondi-lhe com uma outra pergunta: "Olha lá, por que é que, assim de repente, me fazes uma pergunta dessas?"O Henrique, sem dizer palavra, pegou no jornal e, com o seu dedito, apontou-me uma notícia bem visível cujo título bem gordo dizia assim: "Portugal está muito doente".Quando lhe ia a responder já ele estava outra vez agarrado à consola!Sem nada dizer a ninguém, saí de casa praticamente a correr para comprar uma consola só para mim.Espero que o Henrique não venha tão cedo a saber! "Isolino de Almeida Braga, Portalegre
May 27 2010, 6:21am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
As infra-estruturas básicas existem. Tirem partido delas.
http://dererummundi.blogspot.com/2010/05/as-infra-estruturas-basicas-existem.html
A minha coluna Passeio Publico, Jornal de Notícias, 19 de Maio de 2010.Acredito firmemente que é nas cidades que deve ser colocado o foco do desenvolvimento no século XXI. É nas cidades que podemos reforçar as nossas vantagens competitivas como país, isto é, é no seu desenvolvimento equilibrado e sustentável que pode ser encontrado o reforço da nossa economia. E o problema não é essencialmente de infra-estruturas, ou seja, de obras e de betão, mas especialmente de conteúdo e actividade.Nas cidades, assim como no país, faltam objectivos estratégicos. É isso que tem permitido o desenvolvimento desequilibrado do país, concentrando a cada vez menor riqueza gerada nos locais com maior poder político, e reduzindo enormemente a nossa capacidade competitiva.É urgente inverter esta marcha. As cidades têm de produzir, criar riqueza, reforçar as suas capacidades humanas e empreendedoras para que possam desenvolver dinâmicas geradoras de actividade e valor.O objectivo de uma cidade não é só ter qualidade de vida (como parece ser o lema da grande maioria dos autarcas, que medem a sua acção pela quantidade de obra que realizam), atraindo o consumo, mas justamente usar a qualidade de vida que for capaz de desenvolver como vantagem competitiva para a geração de riqueza que é a sua verdadeira razão de existir.Consequentemente, os objectivos das cidades devem ser essencialmente os do dinamismo e da criatividade (cultural e económica), tendo os aspectos da qualidade e segurança como condições básicas para os atingir.Este deveria ser o nosso objectivo a médio e longo prazo. Reforçar o papel das cidades, incentivando o funcionamento em rede que evitasse multiplicação de meios e infra-estruturas incentivando a sua partilha e racionalização, fomentando a diferenciação potenciadora de sinergias e reforço de competências, dinamizando o desenvolvimento equilibrado do país como forma de tirar partido das nossas potencialidades como nação.Um plano bem montado teria ainda a capacidade de mobilizar as pessoas, pois elas sabiam com clareza que os seus esforços locais eram bem entendidos, cabiam num plano nacional de desenvolvimento e tinham um contributo visível no sucesso do seu país. E todos sabemos quão importante é a motivação das pessoas, a sua mobilização, para enfrentar dificuldades e realizar politicas de desenvolvimento a médio e longo prazo. E seria muito mais claro e racional decidir como e onde investir.Uma nova estrada, uma nova ponte, uma nova infra-estrutura de transporte rápido, uma infra-estrutura científica ou cultural, etc., seria sempre encarada numa perspectiva nacional e justificada tendo por base o objectivo estratégico de desenvolver essa rede nacional de motores de desenvolvimento que são as cidades. E a cada investimento teria de estar sempre associada uma estratégia de dinamização que permitisse a todos perceber para que serve, como vai ser rentabilizado e como se insere no todo nacional.Portugal tem as infra-estruturas básicas de que precisa. As próximas, aquelas que forem consideradas necessárias, têm de ser justificadas com base num plano de desenvolvimento nacional equilibrado que seja reconhecido pelos cidadãos nacionais como aquilo que querem para o seu país.
May 22 2010, 2:59am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A sangria
http://dererummundi.blogspot.com/2010/05/sangria.html
Com a devida vénia publicamos, como de outras vezes, a crónica do médico José Luís Pio de Abreu que saiu no "Destak" de hoje:Antes do século XVII, os médicos europeus prescreviam a sangria por tudo e por nada. Na verdade, eram tão incompetentes como grandiloquentes. Agarrados aos dogmas, pouco mais sabiam do que profetizar a desgraça com nomes sonantes ou prescrever sangrias.E mesmo estas eram executadas por barbeiros de casta inferior, pois os sacrossantos médicos não podiam sujar as mãos com o sangue dos desgraçados.No século XVIII, as coisas começaram a mudar por várias razões. Primeiro, os barbeiros tornaram-se cirurgiões e médicos, confiando mais na observação directa do que nos dogmas.Segundo, descobriu-se que a cólera vinha da água contaminada. Pasteur e a imunização viriam a seguir e, só no século passado, passaríamos a dispor dos antibióticos. Identificados os agressores – vibriões, bacilos, cocos, riquétsias, vírus – existem hoje várias formas de nos defendermos. A sangria desactualizou-se.Parece que também existem comunidades – instituições e países – que estão doentes. Os seus médicos – os economistas – só sabem profetizar desgraças ou receitar sangrias. Do cimo da sua arrogância e dos seus dogmas, também eles entregam a sangria nas mãos da casta inferior dos políticos. Entretanto, vão-se conhecendo os nomes de alguns agressores: short-selling, naked CDSs, agências de rating, edge funds e outros. O remédio, porém, parece ser sempre o mesmo: sangria.Não se percebe porque é que os tratamentos dos economistas são tão básicos. Mas há quem lembre que os médicos privados podem ganhar mais com a doença do que com a saúde dos outros.J.L. Pio Abreu
May 21 2010, 3:03pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
AS PONTES DO NOSSO ABISMO
http://dererummundi.blogspot.com/2010/05/as-pontes-do-nosso-abismo.html
Reproduzimos crónica do historiador João Gouveia Monteiro, publicada há dias no "Diário de Coimbra", a propósito dos feriados decretados pelo governo por ocasião da visita do papa Bento XVI (na imagem):A tolerância de ponto anunciada para o dia 13 de Maio em todo o País, por motivo da visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI, acompanhada por tolerâncias em Lisboa e no Porto na antevéspera e no dia seguinte, respectivamente, convidam-me a considerar aqui um tema que já pensara tratar por ocasião do feriado da terça-feira de Entrudo. Não é um tema popular, mas penso que vale a pena abordá-lo pois é altura de encararmos de frente os problemas do País que somos todos nós.Portugal ocupa um lugar desolador na maior parte dos indicadores económicos, sociais, culturais e educativos da União Europeia. Temos uma dívida colossal, sobretudo quando comparada com a riqueza que produzimos. Muitos duvidam da nossa capacidade para controlar o défice dentro do prazo exigido e há já quem ameace com a possibilidade de Portugal e a Grécia terem de sair da Zona Euro. O desemprego atinge níveis alarmantes e daí decorrem problemas sociais gravíssimos. E, no entanto, Portugal é um dos países europeus com um maior número de feriados nacionais por ano: uma dúzia. Se a eles acrescentarmos os feriados municipais, os fins-de-semana e uns 20 dias úteis de férias concluiremos que em 2010, nos 365 dias do nosso calendário, muitos Portugueses trabalharão apenas 228.Ainda assim, não trabalhar 137 dias por ano (37,5% do total) não constitui regalia suficiente. Por isso inventámos as “pontes”. Sempre que um dos feriados calha a uma terça ou a uma quinta-feira, é certo que milhares de funcionários gozam de um descanso suplementar. E porquê? Apenas porque se trata de um dia vulgar entalado entre um feriado e um fim-de-semana, ou vice-versa. Somente mais uma interrupção, um dia de férias suplementar, concedido pelos acasos do calendário. Para azar de muitos, em 2010 só há quatro casos nessas condições: no Entrudo, no Corpo de Deus, no Dia de Portugal e na Implantação da República. Os restantes feriados calham, ou à segunda e sexta-feiras (o que também não é mau), ou à quarta-feira (o que é mais desfavorável mas pode levar alguns a interessar-se pelo significado do 1 e do 8 de Dezembro) ou então ao fim-de-semana (uma sobreposição assaz desagradável). Mas há ainda outras hipóteses para sermos felizes. São as tolerâncias ditadas por circunstâncias excepcionais, como no caso da visita de Bento XVI. Uma tolerância “ad hoc” mas que alcançou já um efeito improvável: pôs de acordo associações patronais e sindicatos quanto à sua inconveniência.Este panorama merece um comentário amargo. Sobretudo no que tem que ver com as “pontes” e com os famosos “roulements” que daí decorrem. Todos sabemos como este sistema é prejudicial ao normal funcionamento de qualquer serviço. Quem está fora, em regime rotativo, não só não trabalha como impede que muitas tarefas, por serem partilhadas ou por falta de informação relevante, não sejam possíveis de concretizar pelos que estão ao trabalho. Daí resulta o adiamento de muitas decisões (ou a tomada de decisões erradas), alguma desorganização interna e a recaída constante em ciclos laborais de “stop and go” deveras prejudiciais. Acho bisonho que um País como o nosso, que importa quase tudo e que deve mais do que aquilo que produz, se permita continuar a viver neste registo. O trabalho não deve ser visto como um ‘frete’, como um ‘mal necessário’, mas como um direito (a que muitos não têm ainda acesso) e como um instrumento para a nossa realização pessoal e para o progresso da sociedade em que vivemos.Os nossos filhos e netos merecem herdar de nós um País mais próspero, mais harmonioso e menos dependente. Não os conseguiremos satisfazer enquanto vogarmos nestas águas estagnadas sobre as quais continuamos a construir feriados e pontes que não nos aproximam de nada a não ser do nosso próprio abismo.João Gouveia Monteiro
- Tags:
- economia
May 6 2010, 1:29pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A nuvem
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/nuvem.html
Como vem sendo habitual, destacamos do "Destak" de hoje a crónica semanal de José Luís Pio de Abreu:Paira sobre a Europa uma nuvem que ninguém quer ver. Não é a primeira vez. Quando Hitler subiu ao poder, até tinha apoio popular. As elites germânicas – e também as europeias – estavam mais preocupadas com brigas paroquiais, enquanto as pessoas desesperavam com a instabilidade política e a crise económica.Não viram a nuvem. A anexação da Áustria foi pacífica, e pouca gente se importou com isso. Até os judeus ricos pensavam que o mal só acontecia aos pobres. Quando Hitler invadiu a Polónia, já era tarde. Depois, foi o que se viu.A nuvem do século XXI já invadiu a Grécia, um pequeno mas simbólico país que, pelos vistos, interessa a pouca gente. A Europa, liderada pelo governo de direita alemão, parece insensível. Talvez o mal só atinja os pobres gregos, definitivamente entregues nas mãos dos especuladores financeiros. Até podem sair do Euro. Se o fizerem, porém, arrastarão, um a um, os outros países.Os europeus vivem hoje apinhados em meios urbanos e dependem da organização pública para a satisfação das mais básicas necessidades. O fim do Euro traria uma instabilidade de consequências imprevisíveis mas seguramente calamitosas. Com a calamidade à porta, ninguém se importa, por enquanto, preferindo discutir as mais variadas irrelevâncias.Mas esta história também não é nova. Quando os Otomanos já entravam em Constantinopla, os parlamentares bizantinos, reunidos em concílio, discutiam o sexo dos anjos.José Luís Pio de Abreu
April 23 2010, 2:44am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Assim é complicado!
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/assim-e-complicado.html
Crónica "Olhares da UC" publicada no diário As Beiras de 19 de Abril de 2010:Portugal é um país pequeno e periférico, deprimido, que não se mobiliza e vive sem esperança. Os dias sucedem-se uns após outros e nada acontece. Os jornais, rádios e televisões repetem até à exaustão as mesmas notícias.Portugal é um país parado no tempo, moribundo, constituído por pessoas exaustas, que não acreditam no país e respectivos governantes, e que não perspectivam nenhum tipo de futuro. E o problema é que isto é assim há muito tempo, há demasiado tempo. Somos um povo apático, rezingão e quezilento, que deixa as coisas andar e se acomoda a esta mediocridade que é a vida nacional. A frase que mais ouvimos, mesmo daqueles que sabem que temos de mudar urgentemente este estado de coisas é: “isto funciona assim, demora tempo a mudar; não é assim, de um momento para o outro”. Sim, deixamos que se instalasse a ideia que qualquer coisa, qualquer transformação, demora imenso tempo. É isso que pretende a mediocridade que deixamos que tomasse conta do país e das instituições, e que detesta o sucesso, a diferença, a atitude independente, a competência e a qualidade. Para se perpetuar no poder promove tudo o que é corrupção e amiguismo, pelo que as pessoas sentem-se subjugadas pensando que de pouco vale reclamar, discutir e exigir.Só assim posso compreender a passividade com que encaramos o anúncio dos vencimentos dos CEO das empresas do PSI20. Por princípio não tenho nada a ver com os vencimentos dos outros. Isto é:1. Não tenho inveja;2. Não penso que são todos uns vigaristas;3. Penso que se deve ganhar tendo por base o que se produz;4. Não penso que para funções iguais deve existir vencimento igual, isto é, o vencimento tem de ter por base o mérito;5. Penso que é necessário reter os melhores em Portugal.No entanto, considero verdadeiramente escandalosos os vencimentos publicados dos gestores das empresas do PSI20:a) 3,1 milhões de euros para o CEO da EDP (703 mil euros de vencimento fixo e o restante de bónus anual);b) 2,5 milhões de euros para o CEO da PT (1 milhão de bónus);c) 1 milhão de euros para o CEO do BES;d) 727 mil euros para o CEO do BPI;e) etc., etc., etc.Segundo o Jornal de Negócios, a relação entre os vencimentos médios dos administradores e os salários médios dos trabalhadores em cada empresa do PSI20 é a seguinte:Jerónimo Martins - 60,9 vezesPT - 51,8Sonae - 42,5Zon - 28Mota-Engil - 27,6EDP - 27,1Semapa - 20,9Brisa - 18,8Portucel - 16,7Galp Energia - 16,1Banco Espírito Santo - 14,5BPI - 13BCP - 11,2Sonaecom - 8,1REN - 6,7Sonae Indústria - 6,4Isto é inaceitável. Um escândalo. A demonstração de que somos um país sub-desenvolvido, sem princípios de solidariedade e onde não existe respeito por quem trabalha.Eu considero que num país JUSTO, SOLIDÁRIO e EVOLUÍDO, a relação máxima entre os salários médios dos administradores e os salários médios dos trabalhadores não pode ser superior a 10. E isso deve aplicar-se a todo o país. Ou seja, só as empresas Sonae Indústria, REN e Sonaecom do PSI20 passam neste critério.Lamento mas não consigo perceber como é que numa organização o sucesso pode ser somente de meia dúzia. O sucesso é de todos, desde o administrador de topo ao funcionário da limpeza. E todos têm de ganhar com o sucesso da organização, pois todos contribuem, dentro das suas funções, para os resultados obtidos. É uma questão de princípio.Escandalosos e incompreensíveis estes vencimentos.É necessário poder manter os melhores em Portugal. Mas não a qualquer preço, muito menos se para isso tivermos de ceder nos princípios e no dever de zelar por um desenvolvimento equilibrado e sustentável de Portugal.De uma vez por todas: os vencimentos devem ser atribuídos pelo mérito, estar ligados aos resultados da organização e não deve existir uma relação superior a 10 entre a média dos salários dos administradores e a média dos salários dos trabalhadores.Levantar o país significa dar alento aos portugueses, com exemplos e com uma elite que seja uma referência e uma boa influência. Convencê-los de que vale a pena, que o mal que nos aflige tem solução e que Portugal não está condenado a definhar rumo à irrelevância se não tivermos medo, se formos fortes, decididos, atentos e exigentes.J. Norberto Pires
April 19 2010, 11:22am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
PORTUGAL E A BANCARROTA
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/portugal-e-bancarrota.html
Excerto do artigoThe Next Global Problem: PortugalBy PETER BOONE AND SIMON JOHNSON (economistas norte-americanos, o segundo professor do MIT e ex-economista-chefe do FMI)saído no "New York Times", com a actualização de ontem:"Next on the radar will be Portugal. This nation has largely missed the spotlight, if only because Greece spiraled downward. But both are economically on the verge of bankruptcy, and they each look far riskier than Argentina did back in 2001 when it succumbed to default. Portugal spent too much over the last several years, building its debt up to 78 percent of G.D.P. at the end of 2009 (compared with Greece’s 114 percent of G.D.P. and Argentina’s 62 percent of G.D.P. at default). The debt has been largely financed by foreigners, and as with Greece, the country has not paid interest outright, but instead refinances its interest payments each year by issuing new debt. By 2012 Portugal’s debt-to-G.D.P. ratio should reach 108 percent of G.D.P. if the country meets its planned budget deficit targets. At some point financial markets will simply refuse to finance this Ponzi game."O artigo todo está aqui.
April 16 2010, 5:49am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
FUGA DE CÉREBROS
http://dererummundi.blogspot.com/2010/03/fuga-de-cerebros.html
O economista Álvaro dos Santos Pereira, professor no Canadá, escreve sobre o problema da fuga de cérebros de Portugal: aqui. Excerto:"A recent study by Docquier and Marfouk (2006) has estimated that Portugal is one of the 30 countries in the world most affected by the brain drain of its university-educated workers (more precisely, of all the countries with more than 4 million people). Hence, since the 1990s, Portugal has “exported” about one fifth of its university graduate workers, a rate that puts us at par (in relative terms) with countries such as Afghanistan, Togo, Malawi, and the Dominican Republic."
- Tags:
- economia
March 31 2010, 11:51am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
OS PROBLEMAS DE PORTUGAL -3
http://dererummundi.blogspot.com/2010/02/os-problemas-de-portugal-3.html
Um excerto final de Vitorino Magalhães Godinho, que surge mesmo no final do seu livro "Mudar Portugal" (Colibri, 2009):"Leio na imprensa (Diário de Notícias, 3-12-2009) uma apreciação global do FMI sobre a situação portuguesa e um articulado de recomendações para a recuperação. Surpreende-nos a superficialidade do diagnóstico e a inadequação do plano de intervenção. Diagnóstico: "economia altamente endividada, condições monetárias provàvelmente mais restritivas, fraca produtividade e necessidade de consolidação da posição orçamental"; reconhece-se, é certo, que os problemas préexistiram à crise. Sem dúvida o alto endividamento e a fraca produtividade fazem parte da caracterização estrutural da economia portuguesa, mas não bastam, como vimos, para definir a sua estrutura. Toda a política proposta se norteia pelo objectivo de consolidação orçamental, que não passa, não deve passar de um instrumento de uma política económica global. Ora o que o FMI propõe é a contenção no aumento dos vencimentos na função pública - e sem dúvida também nos salários do sector privado -, condena a subida do salário mínimo, que é uma das medidas mais indispensáveis. A obsessão é evitar o aumento do défice em 2010 (em 2009 será de 8%), mas entendemos que pode ser necessário mantê-lo elevado por mais um ano ou dois ou mesmo mais. Para atingir aquele objectivo, recomenda o FMI cortes nos apoios sociais - quando se impõe mantê-los e até alargá-los -, e o cúmulo é atingido quando pretende restringir o subsídio de desemprego - a mais grave consequência da crise estrutural. Por outro lado, quere alargar a base contributiva, quando o importante é combater eficazmente a fraude fiscal e subir as taxas para os ganhos faraónicos: e aceita até a subida do IVA - notório atentado ao nível de vida dos desvavorecidos e mesmo da classe média. Para debelar a crise há que tomar medidas de emergência (como a regulação do sistema financeiro e os auxílios), mas simultâneamente realizar a refundição estrutural que leve à economia mixta norteada pelo interesse público."
- Tags:
- economia
February 10 2010, 9:40am | Comments »







