Dizia-me um responsável de uma grande empresa tecnológica nacional que os saltos tecnológicos registados na empresa foram sempre o resultado da intervenção de pessoas que estavam na empresa há menos de um ano. Ou seja, foram o resultado da actividade de pessoas que eram relativamente livres para serem disruptivas e sugerirem alterações ou mudanças inesperadas para os outros. Pessoas criativas, com capacidade de inovar e de colocar em prática as suas ideias. É muito significativa e talvez surpreendente esta observação.Portugal não tem dimensão suficiente para gerar escala, isto é, as empresas nacionais não podem contar com o mercado nacional para se desenvolverem e serem competitivas. Nem sequer para sobreviver. Por isso, precisam de se aventurar em novos mercados, por esse mundo fora, tirando partido da sua criatividade e capacidade empreendedora. Isto é, devem distinguir-se pela qualidade dos seus produtos, pelos serviços que oferecem, pela sua disponibilidade e pela forma como se apresentam ao mundo: têm de ser diferentes e melhores. Não é só design e ergonomia, é também funcionalidade, tecnologia, serviços, integração, novidade ou, numa frase, projecto criativo de produtos e serviços tendo por base a satisfação de interesses do mercado. Para atingir estes objectivos é costume dizer-se que precisamos de inovar, conceito que tem sido usado até à exaustão. Mas as empresas percebem que isso necessita de pessoas criativas que constantemente procuram melhores soluções, mas que também são capazes de se organizar para as colocar em prática. É por aí que tem de começar um plano coerente de desenvolvimento do país: chamem-lhe plano tecnológico, ou mais adequadamente, estratégia para o conhecimento. Pelas pessoas. Pelas novas gerações, em particular. Com o objectivo de criar a consciência colectiva da necessidade de esforço, iniciativa pessoal e original como forma de encarar a vida e planear o futuro. Este esforço é particularmente necessário junto de escolas secundárias onde é importante fazer chegar o exemplo de empreendedores e respectivos trajectos de vida, bem como demonstrar formas alternativas e originais de trabalhar, para que os jovens possam alargar horizontes e se apercebam que dependem de si, da qualidade da educação que tiveram, mas também, em grande medida, da sua atitude perante a vida. Será esse binómio que lhes permitirá aproveitar as oportunidades que a vida lhes proporcionará, mas também criar as suas próprias oportunidades, seja por conta própria ou por conta de outrem. Os cursos de empreendedorismo, o contacto com empresas inovadoras e a relação das escolas com a universidade e centros de saber são ainda mais críticos nestas faixas etárias. Conhecimento, espírito empresarial e empreendedor são valências essenciais ao nosso futuro colectivo.
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Estratégia para o conhecimento
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/estrategia-para-o-conhecimento.html
November 5 2009, 12:17am | Comments »
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Prémios Nobel
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/premios-nobel.html
Como de outras vezes, destacamos a coluna de J. Pio de Abreu no"Destak":A atribuição dos Prémios Nobel pela Real Academia Sueca das Ciências tornou-se um acontecimento central da aldeia global. Há muito tempo que a Academia Sueca sabe que os seus prémios não se dirigem ao passado, mas têm um impacto notável na visibilidade dos galardoados e na aceitação das suas mensagens. Foi assim que a atribuição do prémio a Ramos Horta e Ximenes Belo, não só reconheceu a sua luta, mas influenciou decisivamente o nascimento da primeira nação do século XXI e terminou com um possível genocídio do povo de Timor.Este ano, houve quem criticasse a "precoce" atribuição do prémio da paz a Barack Obama. Curiosamente, os críticos vieram das fileiras dos saudosos da beligerância de direita de Bush, ou dos beligerantes teóricos da esquerda radical. Talvez ignorem que a eleição de Obama restituiu a dignidade à humanidade não branca e sem olhos azuis. E também não repararam que todo o percurso de Obama se baseou no estabelecimento de pontes e contactos não beligerantes.Pouco se falou do Prémio Nobel da Economia, que pode ser mais significativo. A Elionor Ostrom, foi-lhe reconhecido o seu trabalho sobre a administração de empresas cooperativas. Oliver Williamson notabilizou-se pelo estudo das transacções contratuais e negociais nas margens de empresas de carácter diverso. Ambos trabalharam sobre economias alternativas fora dos mercados convencionais. Se algum prenúncio existir, ele tem a ver com o fim do absolutismo do mercado e das teorias económicas predadoras.J.L. Pio Abreu
October 30 2009, 8:06pm | Comments »
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A Crise Financeira Internacional
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/crise-financeira-internacional.html
Informação recebida da Imprensa da Universidade de CoimbraRealiza-se no dia 29 de Outubro, às 15 horas, no Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, a apresentação do livro A Crise Financeira Internacional.Esta obra é da autoria de Fernando Alexandre, Ives Gandra Martins, João Sousa Andrade, Paulo Rabello de Castro e Pedro Bação.O livro é editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, na colecção Estado da Arte, e a apresentação estará a cargo do Prof. Manuel Porto.
October 20 2009, 5:41am | Comments »
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Peter Schiff Was Right 2006 – 2007
http://pauloquerido.pt/economia/peter-schiff-was-right-2006-2007/
É sempre bom recordar: Peter Schiff Was Right 2006 – 2007. Todos os comentaristas de economia MENOS ELE falharam na previsão da crise do sub-prime. E GOZAVAM-NO.
October 19 2009, 3:00am | Comments »
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SOBRE O NOBEL DA ECONOMIA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/sobre-o-nobel-da-economia.html
Texto recebido do nosso leitor Filipe J. Sousa sobre o Nobel da Economia deste ano: A relevância do estudo da governação da actividade económica: ‘Empresa’, ‘Mercado’, ou ‘Cooperação’ como estruturas de governação Gostaria de deixar uma breve consideração sobre o ’Prémio Sveriges Riksbank nas Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel 2009’. Dois economistas norte-americanos (Elinor Ostrom e Oliver Williamson) partilharam o prémio supracitado, frequentemente (e incorrectamente) citado na imprensa como o ‘Prémio Nobel da Economia’. Segundo o Comité Sueco da Fundação Nobel, a atribuição pretende premiar o extenso trabalho analítico e empírico efectuado pelos dois académicos na análise da governação da actividade económica, em particular no que diz respeito: (i) ao valor dos esforços multilaterais de cooperação colectiva, e.g., na gestão de recursos naturais (acordos usualmente designados na literatura como ‘Commons’); e (ii) ao papel da ‘Empresa’ como instituição relativamente eficiente (mormente quando comparada com a instituição do ‘Mercado’) na execução e coordenação de múltiplas e inter-relacionadas actividades (e.g., I&D, fornecimento, produção, marketing). (Pode consultar-se a respectiva ‘press release’ e o ‘scientific background’ do Prémio.) Do meu ponto de vista, e contrariamente ao que alguns economistas possam pensar (e.g., o Prof. João Cesar das Neves, aqui), o prémio não reflecte a preocupação dos decisores e opinion-makers mundiais com a actual conjuntura económica (de estagnação ou crise) ou uma eventual resposta dos primeiros à segunda. Antes será apenas consequência de uma análise cuidadosa da relevância de uma área de estudo que se tem debruçado desde meados da década de 70 sobre a governação das actividades (económicas), claramente em linha com o Prémio de 1991 atribuído a Ronald Coase (aqui). (Deve-se a Coase a seminal contribuição acerca da raison d’être e das fronteiras da empresa – a empresa como resultado primário da existência de custos de transacção, i.e., custos não nulos (não raras vezes, substanciais) decorrentes do recurso ao mecanismo de preços que subjaz ao mercado (e.g., custos associados com a procura de potenciais vendedores e dos preços praticados, a negociação das condições contratuais da aquisição e a garantia do cumprimento das mesmas por parte de ambas entidades envolvidas na transacção efectuada, etc.). Consultar Coase, R. (1937), "The nature of the firm", Economica, 4 (16), 386-405.) A justificação académica para a atribuição do Prémio é naturalmente partilhada por alguns economistas, e.g., aqui.
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October 14 2009, 7:13pm | Comments »
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Conhecimento, criatividade e capacidade empreendedora
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/conhecimento-criatividade-e-capacidade.html
Post de Norberto Pires, Presidente do Conselho de Administração do iParque de Coimbra sobre o referido parque de ciênia e tecnologia (na foto: vista aérea da infraestrutura do iParque):A economia do século XXI passa muito pelo progresso das cidades. Essas constituem pólos de desenvolvimento que tendem a constituir zonas metropolitanas alargadas, incluindo vários concelhos, com serviços organizados e complementares, condições de vida atractivas e elementos diferenciadores que constituem mais-valias para a vida das pessoas e das empresas.É importante que as cidades percebam que têm de se organizar para fomentar nas pessoas a ideia simples: tenho de estar aqui porque viver aqui é excitante.Coimbra tem condições para isso. Para constituir uma área metropolitana de considerável dimensão, tendo como lema a marca que a diferencia: a criatividade e a capacidade empreendedora. Mas isso significa actuar em várias frentes.Na frente política é importante que os vários partidos percebam que há projectos que são estratégicos, com dimensão superior às questões locais de curto prazo, e em relação aos quais todos nos devemos colocar de acordo para que estas iniciativas prossigam de forma célere sem sofrerem revezes desnecessários.Na frente educativa é fundamental colocar o foco em iniciativas para crianças e adolescentes. É preciso que eles percebam que o seu futuro depende da qualidade da educação que tiveram, mas também, em grande medida, da sua atitude perante a vida. Será esse binómio que lhes permitirá aproveitar as oportunidades que a vida lhes proporcionará, mas também criar as suas próprias oportunidades, seja por conta própria ou por conta de outrem. Os cursos de empreendedorismo, o contacto com empresas inovadoras e a relação das escolas com a Universidade e centros de saber, são ainda mais críticos nestas faixas etárias.Na frente cultural há muito a fazer. Foram criados espaços interessantes e é preciso tirar partido deles. Em Coimbra tem de existir um fervilhante ambiente cultural. Coimbra tem de ser um dos locais onde as coisas acontecem. Isso é decisivo e crucial. Não perceber isso é verdadeiramente não entender como se organiza o mundo do século XXI. A cultura (e as suas manifestações) é um elemento diferenciador que fixa empreendedores e atrai artistas, cientistas, engenheiros, estudantes, professores, aqueles que fazem a diferença nos vários ramos de actividade. Ao empreenderem geram actividade económica e criam valor. E o seu exemplo é notado, pelo que a cidade se torna mais atractiva num efeito de bola de neve, lento, mas sustentável.Lembro-me dos livros. Por que não uma grande casa do livro? De dimensão internacional, que possa ser um local onde se guarda e encontra o livro, onde se faz história, onde se faz pesquisa, onde se conhecem os escritores, onde se lançam novos livros mas também se revisitam livros já esquecidos trazendo-os de novo à consciência das pessoas, onde se lê e se cultiva o gosto pela leitura, onde está o passado, o presente e, principalmente, o futuro. Um local onde se mostra que os livros têm uma vida própria – que pode fazer parte também da nossa vida – que deve ser respeitada e protegida. Um local onde se fomentará de novo uma grande feira do livro, temática, porventura, que permita colocar Coimbra no roteiro das grandes feiras do livro e da leitura.Lembro-me também do teatro e da música. Porque não um festival de teatro que possa trazer para a rua e para as salas de teatro peças de autores clássicos, mas também textos contemporâneos de qualidade? Pequenos excertos que surpreendam as pessoas na rua no seu dia-a-dia e as chamem para as peças completas na sala de teatro. Aqui poderia ser explorado o património histórico da cidade, usando pequenos excertos da nossa história que pudessem ser representados na rua alertando assim as pessoas para o teatro e para a mais-valia que este constitui. Porque não um festival anual de música de rua? Um evento onde se juntassem várias manifestações musicais desde a música popular e tradicional, ao fado, música ligeira, jazz até à música sinfónica e de câmara.Lembro-me da pintura, escultura, fotografia e das manifestações amadoras destas artes, que animem a cidade e a façam fervilhar de actividade. As ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz, que ligam a Praça do Município à Portagem, podiam bem ser las ramblas de Coimbra. Toda a baixa da cidade tem condições únicas para manifestações culturais de rua que teriam ainda a capacidade de revitalizar o pequeno comércio, para que este se diferencie e especialize.Na frente empresarial é fundamental o foco no conhecimento. Já o estamos a fazer: A Universidade percebeu que tem de se ligar às empresas, de lhes prestar serviços, de fazer transferência de tecnologia e de colocar o conhecimento ao serviço da actividade económica. Isso faz-se incentivando a incubação de empresas e ideias, para que se desenvolvam empresas competitivas baseadas em novas ideias e novos conceitos de negócio. Estamos a fazer isso bem com o Instituto Pedro Nunes e outras incubadoras da região. É preciso reforçar de forma sustentável essa vertente. Devemos prestar atenção à fase de aceleração de empresas, criando condições para que as empresas incubadas cresçam rapidamente e produzam efeitos significativos na economia.É preciso também fazer crescer de forma decisiva o Parque de Ciência e Tecnologia de Coimbra (iParque). Esse é o local onde se materializa grande parte desta estratégia empresarial, oferecendo espaço para empresas com dimensão que possam a partir de Coimbra criar produtos competitivos, necessariamente baseados em conhecimento, gerando valor e actividade económica. A estratégia definida tem essencialmente quatro objectivos:1. Fixar as empresas de Coimbra fruto da nossa actividade criativa e empreendedora, proporcionando-lhes o ambiente e as condições para que se desenvolvam e façam “escola”;2. Promover a aceleração de empresas já incubadas, ajudando a que cresçam junto de empresas grandes criando rede com elas e aproveitando as sinergias;3. Promover o I&D em consórcio, isto é, uma ligação eficaz entre as empresas e os centros de conhecimento;4. Atrair investimento de fora da região que reconheça as nossas capacidades, e que justamente coloque o foco nas mais-valias que somos capazes de gerar: forte aposta em conhecimento, relação com centros de I&D e com a Universidade e Politécnico, e existência de recursos humanos de qualidade.Para isso preparamos um espaço de qualidade. Onde se pode trabalhar, viver e aproveitar momentos de lazer. Definimos com clareza as regras para os edifícios empresariais, seleccionamos as áreas estratégicas e iniciamos as parcerias relevantes, conscientes de que o mundo se faz em rede, cooperando com outras empresas, outros parques, outras realidades. Dotamos o parque das infra-estruturas necessárias para que sejam um aliado da actividade das empresas. Preparamos um Business Center que pode oferecer às empresas as condições para que desenvolvam os seus negócios tendo o apoio e suporte de instalações físicas de qualidade e equipas de apoio especializadas. Planeamos um edifício para aceleração de empresas (incubação de 2.ª fase) a que chamamos Nicola Tesla. Nesse edifício pretendemos sediar empresas em crescimento, e ajudá-las a acelerar o seu crescimento.O objectivo é que estas empresas sejam mais rapidamente elementos transformadores da realidade de Coimbra: na economia, na oferta de emprego qualificado e na relação com os centros de conhecimento.O iParque é um elemento de uma estratégia para a cidade de Coimbra e para o Centro de Portugal. Trabalha em rede com outros parques e incubadoras com o objectivo de ter uma oferta coerente e eficaz. E isso é um elemento estratégico de fundamental relevância, que foi recentemente particularizado na candidatura apresentada ao QREN, medida de Parques de Ciência e Tecnologia e Incubadoras de base Tecnológica, denominada InovC e liderada pela Universidade de Coimbra. Esta candidatura inclui ainda como parceiros nucleares o iParque, o Biocant, o Instituto Pedro Nunes, o Parque de Óbidos, o Parque de Montemor-o-Velho, entre outros.Criado este ambiente, demonstrada a nossa capacidade empreendedora e de geração de actividade económica, verificada a ligação aos centros de saber, Coimbra e o Centro de Portugal serão atractivos para iniciativas empresariais que signifiquem um considerável investimento estrangeiro diferenciador, que é necessariamente o investimento na nossa capacidade de sermos criativos e empreendedores. Esse é que é o investimento relevante e sustentável.J. Norberto PiresMais informação sobre o iParque em http://www.coimbraiparque.ptNota: este artigo foi publicado na revista "Rua Larga" número 26: http://www.uc.pt/rualarga/26
October 14 2009, 1:33am | Comments »
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O que significa deter o poder no mundo da informática?
http://pauloquerido.pt/tecnologia/o-que-significa-deter-o-poder-no-mundo-da-informatica/
A propósito da guerra aberta entre a Google e a Microsoft, perguntas e respostas (). Pergunta – Informação é poder. Acha, que cada vez mais, esta citação é uma realidade? Resposta – Não diria “cada vez mais”. A informação sempre foi poder. Estando a mudar o acesso à informação, os equilíbrios de poderes levarão por tabela. O que significa deter o poder no mundo informático? Significa ter uma base de clientes maior que a concorrência. O que despoleta esta “guerra” entre as empresas? Aceder ao mercado. Quanto maior for o número de clientes, maiores serão os lucros. A Google e a Microsoft são corporações como as outras: competem pelo domínio do mercado. Qual o impacto desta disputa no segmento informático? E no económico? No segmento informático há um impacto esperado. Quanto mais a Google reforçar a sua base instalada, mais o conceito de software aberto e livre, práticas de cooperação e definições (standards) abertas serão reforçadas. Quanto mais a Microsoft reforçar a sua base instalada, mais se reforçam os conceitos de software proprietário, práticas monopolistas e definições fechadas a imporem-se ao tecido dos programadores, a chamada factura-Microsoft. No económico, não tenho a certeza que haja um impacto diferenciado. Talvez a Google penda mais para alguma distribuição e a Microsoft surja como a avarenta, mas em termos de impacto no mercado não vejo grande diferença. Qual a sua perspectiva enquanto utilizador? Sou utilizador de produtos e serviços da Google. Estou satisfeito com a empresa, de uma forma geral. Como parceiro, nem tanto. A Google está a ter um efeito pernicioso no mercado de publicidade, cujo futuro é incerto. Decidi deixar de ser cliente da Microsoft há 3 anos e foi das mais sensatas decisões que tomei, relativamente à minha relação com a informática. Não uso nenhum produto deles e vivo feliz com a ausência dos problemas associados e com a poupança dos custos indirectos (anti-vírus, etc). Como acha que os utilizadores vão reagir a estas mudanças, uma vez que no mercado informático, continuamos a ser animais de hábitos? Há dois tipos de mudança. Por um lado, cada vez mais gente livre do paradigma Microsoft, cuja época já lá vai. Por outro, as pessoas descobrem, ao falar umas com as outras, que afinal há alternativas. Os próprios meios de comunicação genéricos atrevem-se já a desafiar a lógica do press-release e a noticiar as alternativas e os concorrentes de forma séria, em vez de os pintarem como eles surgem aos olhos da Microsoft: malditos, piratas, duvidosos. Ou, na melhor das hipóteses, como figuras circenses. Resta ver a que velocidade se darão as mudanças. Importa-me mais a mudança de paradigma — computação distribuída, aplicações ubíquas — que a mudança de logotipos das empresas dominantes. Uma vez que a Google apenas apresentou no blog a intenção de trabalhar num sistema operativo, pensa que poderá haver um adiamento do projecto ou até mesmo uma desistência? Não creio que desistam. Estão há anos a trabalhar nele, indirectamente. Agora, a data final de saída de um produto unificado, o sistema operativo, pode ser adiada em função dos interesses da empresa. Acha que o Office 2010 e as medidas a ele aplicadas (ser grátis) poderão influenciar os utilizadores? Inevitavelmente, amortecem a queda. Estamos a falar de 1 base de clientes específica, as empresas, habituadas a incluir contratos e licenças nos seus orçamentos. Pensa que o Windows 7 abafará um lançamento do Google Chrome OS? Não imagino que possa abafar. O peso da novidade, da coqueluche fará essa balança pender para o lado da Google. Não conheço o Windows 7 para me pronunciar, mas temo que seja um novo flop, como foi o Vista. E estou curioso para ver como reage a Microsoft a um eventual segundo flop no mercado dos sistemas operativos, onde perde quota devagar, mas inexoravelmente. () Entrevista para Semanário Económico em Julho de 2009
September 28 2009, 3:00am | Comments »
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Simplex: pesquisa simultânea de marcas e domínios
http://pauloquerido.pt/economia/simplex-pesquisa-simultanea-de-marcas-e-dominios/
A FCCN, Fundação para Computação Científica Nacional acaba de disponibilizar gratuitamente uma ferramenta on-line, que permite a pesquisa simultânea de marcas e domínios .pt. É uma iniciativa conjunta da FCCN e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Visa contribuir para a celeridade, racionalização e simplificação dos serviços por si prestados, respondendo ao desafio lançado ao abrigo do Programa Simplex 2009. Esta ferramenta inovadora agrega, num interface comum, as Bases de Dados do DNS .PT e do INPI, possibilitando aos interessados consultar a existência de determinada marca/domínio em simultâneo e de forma gratuita, imediata e eficiente. Inserida no âmbito do Programa Simplex 2009, esta iniciativa visa o cruzamento da informação essencial de ambos os registos, para simplificação e melhoria da eficiência dos processos inerentes a estas operações. De acordo com Pedro Veiga, presidente da FCCN, “A parceria com o INPI vai permitir simplificar processos transversais, como o registo de domínios e de marcas, garantindo a protecção mais eficaz dos direitos que decorrem destes registos e a redução de tempo, custos e burocracias. Esta medida terá um impacto directo na dinamização da gestão e registo de domínios e, consequentemente, na promoção da comunidade portuguesa na Internet”
September 24 2009, 2:30am | Comments »
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Websites de empresas portuguesas não cumprem acessibilidade
http://pauloquerido.pt/tecnologia/websites-de-empresas-portuguesas-nao-cumprem-acessibilidade/
Uma entre as mil maiores empresas portuguesas cumpre regras de acessibilidade no seu sítio Internet. É a principal conclusão de um estudo realizado pelo Grupo Permanente de Negócio Electrónico da APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgado esta semana. O melhor resultado do estudo foi conseguido pelo sítio Internet da Caixa Geral de Depósitos, que cumpria dois dos três níveis de prioridades internacionalmente definidos. De sublinhar que a plataforma concluiu entretanto o processo e hoje já cumpre os três níveis necessários para garantir a completa acessibilidade da sua morada electrónica. O estudo concluiu que a esmagadora maioria das maiores empresas nacionais não cumpre as regras de acessibilidade definidas pelos organismos internacionais, no sentido de assegurar que as pessoas com necessidades especiais possam usar a Internet sem problemas ou restrições de navegação. A análise revela que, à data do estudo, nenhuma das empresas analisadas respeitava nos seus sítios de Internet o nível máximo de acessibilidade definido de acordo com as recomendações internacionais do World Wide Web Consortium (W3C). Neste Ponto de Situação à Acessibilidade Web das Maiores Empresas Portuguesas, seleccionadas de acordo com a listagem do Instituto Nacional de Estatística publicada em 2007, conclui-se ainda que só 73 empresas cumpriam o nível mínimo de acessibilidade dos três propostos pelas directivas. 777 empresas em análise Em análise estiveram efectivamente os sítios Web de 777 empresas. À data de recolha dos dados – durante o ano passado – o grupo deparou-se com a impossibilidade aceder aos sítios Web de 172 das maiores empresas portuguesas, ou porque estes não existiam, ou porque estavam indisponíveis para manutenção. Outras 51 moradas Web foram desenvolvidas sobre tecnologia que não permite aplicar ferramentas de teste automático de acessibilidade, ou sequer cumprir as normas internacionais. Os resultados apurados resultam unicamente de testes automáticos realizados com recurso à ferramenta de desenvolvimento espanhol Taw3, certificada pelo W3C. Em cada sítio foram analisadas 30 páginas tendo como referencial as recomendações WCAG 1.0. Foi através desta ferramenta que foi possível verificar que, no que se refere à prioridade 1 definida nas normas do W3C – a mais crítica -, 463 empresas encerravam entre 0 e 250 erros nos seus sítios Web. 120 Exibiam mais de mil erros. O estudo fornece ainda alguns dados relativos à distribuição por sectores de actividade (de acordo com o Código de Actividade Económico) das melhores e piores práticas. Como a representatividade dos vários sectores de actividade entre as mil maiores empresas portuguesas é distinta, os resultados devem ser apreciados com reserva. É no entanto visível que o sector da Agricultura se destaca pela positiva com um número médio de 10 erros por empresa, para o nível 1 de acessibilidade, 223 erros para o nível 2 ou 115 erros para o nível 3, o que constitui os melhores resultados em termos de sectores. Contudo, a amostra é apenas composta por 5 sítios Web. O sector mais representado no estudo é o do comércio automóvel que, para os três níveis de acessibilidade analisados, se encontra sensivelmente a meio da tabela, no que refere aos treze sectores considerados.
Falta de consciência Ramiro Gonçalves, Docente e Investigador do Departamento de Engenharias da UTAD, que liderou o grupo responsável pela realização do estudo, sublinhou na apresentação do documento que o grupo procurou apurar as razões que justificam uma aposta tão deficiente das maiores empresas portuguesas na acessibilidade das suas páginas Web. Estes contactos permitiram concluir que as razões são de vária ordem e para as colmatar o grupo elencou um grupo de 10 recomendações que estão publicadas no sítio de Internet da APDSI, com o resumo do documento. Um dos aspectos fortemente sublinhado pelo coordenador do estudo é a falta de consciência das empresas para o potencial desperdiçado quando optam por uma plataforma online não acessível, ou quando os esforços dos seus fornecedores nessa área – como quem contratualizam uma presença acessível – são mal sucedidos. Constam do estudo e foram sublinhadas por Ramiro Gonçalves na apresentação do documento, as conclusões de um estudo realizado no Reino Unido a propósito do potencial dos cidadãos com necessidades especiais na Internet. O documento, divulgado no ano passado, conclui que este grupo representa um potencial económico para o mercado da Internet da ordem dos 120 biliões de libras. Pouca sensibilidade para o tema, falta de informação e dificuldades de implementação são também aspectos que ressaltam dos contactos realizados pelos autores do estudo junto de gestores das empresas avaliadas. O Grupo de Negócio Electrónico da APDSI está agora a aplicar a mesma metodologia de estudo às mil melhores PMEs nacionais, escolhidas através da lista publicada pela revista Exame. O trabalho ainda não está concluído mas já foi possível encontrar resultados mais satisfatórios entre este universo. Por questões técnicas ou tecnológicas só estão disponíveis para análise efectivamente 649 sítios Web. Nestes, um é totalmente acessível. Um outro cumpre dois dos três níveis de referência e 145 cumprem o nível mínimo de acessibilidade. O Grupo tem ainda em agenda uma análise à Acessibilidade Web dos sítios da Administração Pública – obrigados pela legislação a cumprir pelo menos o nível básico de acessibilidade -, uma análise sectorial e uma nova análise aos sítios das 1.000 maiores empresas nacionais. A repetição da análise às mil maiores empresas portugueses terá por base a nova geração de normas do W3C (WCAG 2.0) aprovadas em Dezembro do ano passado e que procuram endereçar algumas das principais questões apontadas pelas empresas como dificuldades para incorporar a versão 1.0 das recomendações e assegurar a acessibilidade dos seus sítios Web. Números da União Europeia (2002) indicam que na região existem 37 milhões de europeus com algum tipo de deficiência. Em Portugal os dados do INE (2002) mostram que 634 mil pessoas possuem deficiência. As normas do W3C indicam no nível 1 um conjunto de pontos que os responsáveis pelo desenvolvimento de sítios Web têm absolutamente de cumprir, sob o risco de um ou mais grupos de utilizadores ficarem impossibilitados de aceder à informação aí contida. O nível 2 diz respeito a um conjunto de regras que devem ser cumpridas e o nível 3 a regras que podem ser cumpridas. O seu nível de criticidade para o acesso de pessoas com necessidade especiais está organizado de forma descendente. Quando um sítio Web é identificado com o nível de conformidade A cumpre todos os pontos de verificação referentes à prioridade 1. O nível de conformidade AA, significa o cumprimento integral das prioridades de nível 1 e 2 e o nível de conformidade AAA significa o cumprimento integral dos pontos referentes aos três escalões de prioridades. Cabem ainda, nos vários níveis, recomendações relativas ao tipo de letra que os sítios Web devem usar, ao tamanho e cor, bem como recomendações relativamente a tecnologias usadas, entre outras.- Tags:
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September 22 2009, 2:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A CONTRACEPÇÃO É A TECNOLOGIA MAIS VERDE
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/contracepcao-e-tecnologia-mais-verde.html
"CONTRACEPTION IS “GREENEST” TECHNOLOGY" é o título de um recente comunicado de imprensa do Optimum Population Fund do Reino Unido, uma organização que trabalha com a London School of Economics. Começa assim o comunicado:"Family planning cheapest way to combat climate changeContraception is almost five times cheaper than conventional green technologies as a means of combating climate change, according to research published today (Wednesday, September 9).Each $7 (£4) spent on basic family planning over the next four decades would reduce global CO2 emissions by more than a tonne. To achieve the same result with low-carbon technologies would cost a minimum of $32 (£19). The UN estimates that 40 per cent of all pregnancies worldwide are unintended.The report, Fewer Emitters, Lower Emissions, Less Cost, commissioned by the Optimum Population Trust from the London School of Economics*, concludes that “considered purely as a method of reducing future CO2 emissions”, family planning is more cost-effective than leading low-carbon technologies. It says family planning should be seen as one of the primary methods of emissions reduction. (...)"Ver o resto da notícia aqui. O relatório completo está aqui.
September 13 2009, 3:07am | Comments »







