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HUMOR: MUDANÇA DE PARADIGMA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/05/humor-mudanca-de-paradigma.html
May 11 2009, 6:50pm | Comments »
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Fases pandémicas: o que significa passar de 3 para 4
http://pauloquerido.pt/economia/fases-pandemicas-o-que-significa-passar-de-3-para-4/
A Direcção-Geral de Saúde tem um micro-site algures lá no seu website que, embora útil, padece de uma doença frequente em sites da AP: acessibilidade dificultada. Por isso, republico aqui um quadro com uma informação que foi muito solicitada nas últimas 48 horas e que permite perceber o que significa, verdadeiramente, a WHO ter passado de 3 para 4 o nível de alerta.
Período
Fases
Objectivos fundamentais de saúde pública
Interpandémico
Fase 1 Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe(1) em humanos. Um subtipo de vírus da gripe que já causou infecção em humanos pode estar em circulação entre animais, mas o risco(2) de infecção ou doença humana é baixo
Reforçar a preparação/os planos de contingência para a gripe pandémica, ao nível global, regional, nacional e subnacional
Fase 2 Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe em humanos. No entanto, existe um subtipo do vírus da gripe em circulação em animais que apresenta um elevado risco(2) de infecção humana
Minimizar o risco de transmissão aos humanos através da rápida detecção e declaração de situações de transmissão se ocorrerem
Alerta pandémico
Fase 3 Existe infecção humana com um novo subtipo do vírus, mas não foi detectada transmissão pessoa-a-pessoa ou, no máximo, houve situações de transmissão para contactos próximos(3)
Assegurar a rápida caracterização do novo subtipo do vírus e a detecção atempada, declaração e resposta a casos adicionais
Fase 4 Existem um ou mais pequenos clusters/surtos(4) com transmissão pessoa-a-pessoa limitada, no entanto a disseminação do vírus é completamente localizada, indicando que o vírus ainda não está bem adaptado ao hospedeiro humano
Manter/Conter o novo vírus em focos limitados ou retardar a sua disseminação de forma a ganhar tempo para implementar medidas de preparação/prevenção, incluindo o desenvolvimento de vacinas
Fase 5 Existem clusters/surtos de maiores dimensões(5), mas a transmissão pessoa-a-pessoa ainda é localizada, indicando que o vírus está a adaptar-se gradualmente melhor ao hospedeiro humano, mas ainda não atingiu um nível de transmissão considerado eficaz (substancial risco pandémico)
Reforçar as acções de contenção ou retardamento da disseminação do vírus, de forma a evitar (possivelmente) a pandemia e ganhar tempo para implementar medidas de resposta à pandemia
Pandémico
Fase 6 A pandemia está instalada: existe um risco aumentado e substancial de transmissão na população em geral
Minimizar o impacto da pandemia
(1) Um novo subtipo de vírus é um vírus que ainda não circulou em humanos durante, pelo menos, várias décadas e para o qual a maioria da população humana não tem imunidade. (2) A distinção entre as fases 1 e 2 baseia-se no risco de infecção ou doença humana, resultante de estirpes que circulam em animais. Esta distinção é baseada em vários factores e a sua importância relativa, de acordo com os conhecimentos científicos actuais. Estes factores podem incluir a patogenicidade em animais e humanos; a ocorrência em animais domésticos e gado ou em animais selvagens; a ocorrência em enzootia ou epizootia; a ocorrência em áreas geográficas localizadas ou dispersas e/ou outros parâmetros científicos. (3) A distinção entre as fases 3, 4 e 5 é baseada na avaliação do risco de ocorrência de uma pandemia. Podem ser considerados vários factores e a sua importância relativa, de acordo com os conhecimentos científicos actuais. Estes factores podem incluir a velocidade de transmissão, a localização e disseminação geográfica, a gravidade da doença, a presença de genes de estirpes humanas (se derivados de uma estirpe animal) e/ou outros parâmetros científicos. (4) Surtos com poucos casos humanos (ex. 25 casos, com duração de menos de 2 semanas). Nas fases iniciais de um surto não será possível calcular Ro (taxa/número básico de reprodução = média de novas infecções geradas por um caso), mas, com base em estudos de modelação, calcula-se que estes surtos terão 0 < Ro ≤ 0,5. (5) Surtos com maior número de casos humanos (ex. 25 a 50 casos, com duração de 2 a 4 semanas). Nas fases iniciais de um surto não será possível calcular Ro (taxa/número básico de reprodução = média de novas infecções geradas por um caso), mas, com base em estudos de modelação, calcula-se que estes surtos terão 0,5 < Ro ≤ 1.
April 29 2009, 6:10am | Comments »
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Oracle e Sun: nasce um colosso do open source
http://pauloquerido.pt/tecnologia/oracle-e-sun-nasce-um-colosso-do-open-source/
Com as atenções todas concentradas nos mediáticos nomes Google, Microsoft, Yahoo!, Facebook e Twitter, não admira que a notícia do trimestre, e vamos ver se não é a do ano, tenha surpreendido o jornalismo dos dois lados do Atlântico. Isto, bem entendido, o jornalismo capaz de desenvolver o que está em jogo quando a Oracle compra a Sun.
O negócio foi anunciado discretamente num press-release emitido esta segunda-feira: vale 7.400 milhões de dólares, a principal fatia dos quais (5.600 milhões) em papel (aqui, a breve publicada no Expresso Multimedia). Mas o dinheiro é o menos importante. O que conta é o posicionamento no tabuleiro do jogo. A “fusão” deixará Larry Ellison, CEO da Oracle, a comandar o maior potentado de open source do mundo. Um “porta-aviões” capaz de impor respeito até à Google, Inc, mas sobretudo à Microsoft. O colosso resultante da fusão de dois gigantes domina o sector dos grandes servidores nos dois aspectos: software (o Solaris e a reputada base de dados Oracle somam-se à Java da Sun) e hardware (as estações SPARC da Sun, a deslumbrar há mais de 1 década). Na prática, as duas empresas há muito que mantinham uma frutuosa relação: os seus produtos são quase simbióticos e evoluiram em interdependência. Nesse sentido, a fusão é sobretudo financeira e de estratégia, restanto pouco para os engenheiros dos dois lados harmonizarem. Do ponto de vista corporativo, a nova empresa ficará com uma dimensão mais próxima da Microsoft: 100.000 funcionários contra os 90.000 desta, 36.200 milhões de dólares de facturação ainda um pouco abaixo dos 60.000 desta, contas feitas com os números de 2008. A Oracle-Sun fica, também, com rédea livre para fazer face ao paradigma do cloud computing, aumentando a coesão com a sua imensa base instalada ao nível das maiores empresas do mundo. A notícia causou alguma desconfiança na comunidade open source. Desde logo, porque a Oracle passa a controlar um produto que lhe faz alguma concorrência nos mercados de entrada: o MySQL, uma base de dados fundamentalmente gratuita que dá conta das necessidades de milhões de empresas de pequeno e médio porte. Larry Ellison deu o sinal de que pretende manter o compromisso com o código livre — mas Larry Ellison é conhecido há duas décadas por ser fiel ao único fito de ganhar dinheiro e nem uma sobrancelha se levantaria de surpresa se um dia ele deixasse cair o open source. Contudo, ambas as empresas têm um passado de apoio ao código aberto, a começar pelo sistema operativo Linux, passando pelo MySQL — desenvolvido nos últimos anos sob a égide da Sun — e pelo OpenOffice, um pacote alternativo ao Office da Microsoft, tão igual, tão igual, que partilha até os seus defeitos, mas é grátis, uma vantagem importante para alguns decisores. Há quem veja a oportunidade: o MySQL não belisca o mercado do super motor de base de dados Oracle mas tem sido o carrasco do concorrente apresentado pela Microsoft, que visava as faixas médias. E manter o OpenOffice, mais do que contentar os aguerridos defensores do código livre, é pressionar a Microsoft no ponto mais sensível desta: o seu pacote de escritório.
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April 22 2009, 7:21pm | Comments »
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Ttttttentações (e porque lhes resistir)
http://pauloquerido.pt/economia/ttttttentacoes-e-porque-lhes-resistir/
Eu gostava de ser o CEO da Twiter, Evan Williams, em dois momentos recentes. Quando disse “não” a propostas de aquisição por valores daqueles que levam as massas ao delírio. O primeiro momento-não aconteceu há semanas, resistindo à tentação de encaixar, já, 500 milhões de dólares, pagos sobretudo em acções pela Facebook. O segundo momento-não sucedeu mais recentemente, recusando a oferta da Google ela própria: 250 milhões em cash. É mais fácil do que parece, resistir a este tipo de tentações. Mas deve dar um gozo do caraças dizer que não assim. Duas vezes. Consta que Williams — sigam @ev no Twitter — pestanejou. Eu teria pestanejado, admito. E aguentado firme. Dinheiro é coisa que não falta para esta fase da empresa. E se precisar de, digamos, outros 30 milhões de dólares para mais maquinaria, engenheiros, testes, é só abrir a boca e uma dezenas de dedos se erguerão no ar, ansiosos por serem escolhidos para passar o cheque. Assim, para quê correr atrás de foguetes? Se a Google acha que o Twitter vale 250 milhões de dólares é porque o Twitter vale eventualmente 2.500 milhões para ela. E se o Twitter vale eventualmente 2.500 milhões de dólares para a Google, Inc, então é porque vale três ou quatro vezes mais. Os rumores seguintes falavam já de uma oferta de 1.000 milhões, o bilião dos americanos. Muito dinheiro por uma start-up que tem menos de 20 milhões de utilizadores e cujo produto é grátis? Depende da perspectiva. Na perspectiva da imensa maioria das pessoas, é demasiado dinheiro. Pois é, a imensa maioria das pessoas não possui dotes de imaginação capazes de ter uma ideia com poder de mudar uma indústria. Para outros, contudo, é barato. Recue o leitor a 2002, quando a Google, Inc. era uma empresa privada que oferecia, a troco de nada, os melhores resultados da pesquisa na web e não tinha uma ideia concreta sobre que modelo de negócio abraçar (na verdade a Google nem sabia ainda onde se posicionar, se como empresa de media, de pesquisa, ou de publicidade, e tinha facturado 86 milhões de dólares no ano anterior a vender, além da publicidade no site… a sua tecnologia de pesquisa dentro de uma caixa amarela). Terry Semel, então CEO da Yahoo! (que era a empresa mais forte ao cimo da Internet), ofereceu 3.000 milhões para comprar a Google — estava mais ou menos convencido, ou consciente, do facto de a Google valer então, na verdade, 5.000 milhões. O que teria o leitor pensado então? Que era uma pipa de massa, como diria Belmiro de Azevedo? Por muito entusiasmado que o leitor fosse, o mais certo era, ainda assim, ter vistas curtas. Como a história confirmou, valia dez vezes isso. Nas calmas. As receitas no ano passado foram de 21.700 milhões (margem de 30% de lucro) e duplicam a cada dois anos, números oficiais. Se recordo estes pornográficos números nesta altura, é para vincar que a oferta faz todo o sentido — e a recusa de Ev Williams faz ainda mais sentido. Tal como Brin, Page e Schmidt teriam perdido o seu sonho se tivessem aceite o conforto dos dólares do então incumbente Yahoo!, Jack Dorsey e Biz Stone perderão a hipótese de ver até onde pode ir o seu Twitter caso o vendam nesta altura. Nenhum empreendedor da web 2.0 cometeria semelhante disparate. Equivale a trocar uma viagem transatlântica num excitante caça experimental por uma cabina de luxo num cargueiro. Existe uma verdadeira paranóia com os modelos de negócio na Internet. A precaução na hora de investir e as avaliações fizeram parte integrante, e essencial, da gestão de negócios no mundo físico mas não estou certo que sejam tão importantes no mundo digital em rede, para o qual aflui cada vez mais a criatividade humana. As maiores marcas web — todas as que me consigo lembrar, pelo menos — obedeceram ao mesmo um padrão evolutivo: arrancar e crescer, só decidindo qual o modelo de lucro mais tarde no percurso. Anos mais tarde. A Amazon deu prejuízo, enervando os accionistas durante anos e levando a Imprensa a fustigar o seu CEO, Jeff Bezos, sempre com a mesma questão sobre quando vinham as receitas. A Google, Inc operou quase metade da sua curta vida de uma década sem ter modelo de negócio. Se o utilizadores só a conhecem nos últimos cinco ou seis anos, é natural que não o recordem. Mas esta amnésia colectiva dos media é preocupante. Podia passar o resto do dia a dar exemplos redundantes. Não vamos perder o nosso tempo. O mundo mudou, em especial o mundo empresarial. Fica abaixo, isso sim, um apanhado das respostas dos leitores que me seguem no Twitter (@PauloQuerido). Coloquei a pergunta: o que acham que aconteceria se a Google, Inc comprasse o Twitter?
paulooliv Acho que a questão da lentidão desapareceria about 5 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido missquiz API expansion; live tweets with YouTube video; those little ads on the Twitter home page would quickly become Google ads… about 5 hours ago from web in reply to PauloQuerido crisfbc Passava a beneficiar de uma estrutura com fôlego, talvez deixasse de ter problemas de agora, como panne diária a meio da tarde about 6 hours ago from web in reply to PauloQuerido vitormendes77 Acho que teria ainda mais visibilidade, e se calhar mais funcionalidade interactiva… mas poderia perder alguma originalidade about 7 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido jcaetanodias Faziam mais alguns milionários. O Google Tweet teria um sofisticado motor de busca. Poderíamos mandar tweets do Gmail. about 7 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido Mentooriginal passariamos a ter menos caracteres disponíveis por mensagem (metade). O resto seriam links para publicidade do google :-) about 7 hours ago from twhirl in reply to PauloQuerido frohiky o mesmo que aconteceu ao youtube…. about 7 hours ago from Netvibes in reply to PauloQuerido cmoreira + integração c os serviços (ex:fburner,gmail, gtalk, calendar) Opção d adwords do próprio user.ads nos resultados das search about 7 hours ago from TwitterFox in reply to PauloQuerido adrijobecq Apesar da ameaça de monopólio, o twitter ficaria mais eficiente, e permitiria uma maior interligação com outros widgets about 7 hours ago from web davidl07 O que é que aconteceu quando comprou o YouTube? Nada… about 7 hours ago from web in reply to PauloQuerido pafmax Em perpétua versão beta, claro! (o Gmail está em beta desde 2004… o que é que são 5 anos pa desenvolver software?!) about 7 hours ago from EventBox in reply to PauloQuerido Under Passava a usar o login do google :) about 7 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido marcodinissanto se o Google comprasse o Twitter teríamos buscas integradas. E provavelmente os bots a ver o que twitamos para o adsense. about 7 hours ago from Netvibes in reply to PauloQuerido pafmax Google a comprar o Twitter?! AdTwits!! about 7 hours ago from EventBox in reply to PauloQuerido igotshot Primeira mudança: ia ter publicidade. about 7 hours ago from Twitter Opera widget in reply to PauloQuerido cantodojo teria ad-sense. about 7 hours ago from web in reply to PauloQuerido paulozoom o mesmo q aconteceu ao youtube. fica “independente”, mas com ads. e os resultados da pesquisa integrados na do google. about 7 hours ago from Nambu in reply to PauloQuerido jorge_orge ao twitter aconteceria o mesmo que aconteceu ao youtube about 8 hours ago from twhirl in reply to PauloQuerido JoaoPe Caixa search ficava maior com Ads ao lado dos results. De resto ficava td + ou - na mesma. Mudava o search na internet about 8 hours ago from web in reply to PauloQuerido PauloFurtado contras: publicidade…? perda de alguma identidade própria? questões de privacidade? e todos os add-ons em volta do Twitter? about 8 hours ago from DestroyTwitter in reply to PauloQuerido PauloFurtado prós: integração de serviços = gmail+twitter? pesquisa melhorada? etc about 8 hours ago from DestroyTwitter in reply to PauloQuerido
PauloFurtado os prós: injecção de dinheiro e recursos = menos “failwhale”, mais certeza de que permanece gratuito, melhor interface web about 8 hours ago from DestroyTwitter in reply to PauloQuerido
davidbranco A Baleia deixava de aparecer e haveria AdSense por todo o lado bem ao género do que aconteceu com o youtube :) about 8 hours ago from web in reply to PauloQuerido fernandomateus teríamos text ads na barra lateral ou enfiados nos twits tal como se vê nos blogs. about 8 hours ago from Tweetie in reply to PauloQuerido retorta anúncios contextuais na home e no perfil, eventualmente um serviço pro com funcionalidades extra (arquivo e triagem de fontes) about 8 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido wOwtaku Desejava que corrigisse alguns bugs, mas de resto, espero que não alterasse grande coisa (para já). http://twurl.nl/7ekkqx about 8 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido esgravatar se forem inteligentes não mexem muito e impedem o crash de crescimento about 8 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido dissidencias Seriamos transformados em gootwittles about 8 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido VascoCardoso 2º O Evan Williams e o Biz Stone ficariam livres para criar mais uma fantastica ferramenta web 2.0 :D about 8 hours ago from twhirl in reply to PauloQuerido duartenn melhoravam a performance de uma vez por todas about 8 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido
jptiago No mínimo, começamos a ter tweets de publicidade relacionada com as palavras usadas nos nossos próprios teets about 8 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido fabios O sistema de busca ficaria muito melhor com tradução imediata de “short URLs” e links para imagens. about 8 hours ago from web in reply to PauloQuerido IdeiaDoCamandro Eu julgo que a baleia Guilherma ficaria em perigo de extinção. Um pequeno passo para nós, um grande passo para o twitter. :D about 8 hours ago from web in reply to PauloQuerido VascoCardoso 1º A necessidade d twitter possuir 1 modelo d negocio tornar-se-ia redundante pois o seu search seria integrado no google about 8 hours ago from twhirl in reply to PauloQuerido BordadoIngles Teríamos anúncios a poluir o design do nosso perfil, bordado com tanto carinho about 8 hours ago from web in reply to PauloQuerido filipe_murteiraNão achava nada de estranho :) about 8 hours ago from twhirl in reply to PauloQuerido fernandobatista Sinceramente? Começaríamos a ter o Twitter com Google Ads. That’s it on a first moment about 8 hours ago from twhirl in reply to PauloQuerido MonaLisagasosaAlguém ficaria podre de rico?! :) about 8 hours ago from web in reply to PauloQuerido francismata Ora vamos lá a pensar… mtos geeks, pelo menos, ficavam zangados! about 8 hours ago from web in reply to PauloQuerido Nocas_Mota Deixava de ser o nosso cantinho e passava a ser mais um… about 8 hours ago from TweetDeck in reply to PauloQuerido
April 11 2009, 4:00am | Comments »
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A “praga” da Internet vitima agora o informáticos
http://pauloquerido.pt/tecnologia/a-praga-da-internet-vitima-agora-os-tecnicos-de-informatica/
A primeira vítima da partilha digital foi a indústria musical, já lá vai uma década. O cinema temeu o pior e, talvez por ter reagido cedo, escapou. A seguir foram os jornais a declararem-se vítimas da Internet, essa “praga” que supostamente destrói a capacidade de lucro das indústrias culturais. A próxima vítima chama-se indústria da informática. Mais propriamente, os técnicos e programadores. Os despedimentos na indústria informática dispararam. Despede-se mais que nos meios de comunicação social, só que, ao contrário deste sector, há algum novo emprego. Da Microsoft à IBM à Google passando pela Texas Instruments, Philips, Cisco, Pioneer e Dell, nos dois últimos meses foi um corropio de despedimentos (um quadro possível aqui). Sub-noticiados, em função do seu menor apelo mediático. É claro que “a crise” é apontada como a grande responsável por este ajustamento. Mas olhar assim para o problema equivale a ter a mesma atitude que custou o domínio do mercado mundial da música às antigas editoras majors: ignorar os avisos, como faz a avestruz, não é boa ideia. Na verdade, à medida que os serviços informáticos se espalham pela Internet, os programadores estão cada vez mais no mesmo barco que os outros produtores de conteúdos culturais e de entretenimento. Um barco chamado “de onde virá o próximo salário”. A praga da Internet decorre do seu extraordinário poder produtivo enquanto fábrica colectiva global que é simultaneamente rede de distribuição. Com milhões de processadores incansáveis e grátis, software de fábula grátis e milhões de seres humanos a usá-los, a Internet gera abundância nunca vista. Primeiro, veio a abundância da cópia. Músicas aos milhões, puxáveis por ínfimas fracções de euro (a ligação à Internet tem, apesar de tudo, um preço). Depois, veio a abundância de informação e entretenimento. Recolher os elementos, produzir uma notícia E DIVULGÁ-LA tornaram-se actividades ao alcance económico de qualquer pessoa. Para editar um blog nem é preciso saber escrever, basta saber apontar um rato e carregar num dos dois botões. Os media gemeram. O Caterpillar da abundância atinge agora a programação de software. Com nos blogs, basta saber usar o rato para juntar peças e criar um “programa” para produzir resultados. Um programa partilhável, que outros poderão utilizar, reutilizar, manobrar. Sem que nenhum programador tenha de mexer um dos seus bem pagos dedos. Não falo apenas de sistemas como o fantástico Pipes, da Yahoo!, ou o arsenal de aplicações da Google prontas a enfiar em qualquer página ou site. Várias empresas competem na arena das widgets — pequenas “caixas” com conteúdos ou serviços que são distribuidas e redistribuidas pelos próprios utilizadores. Subindo um pouco — mas não muito — na escala do conhecimento: hoje um programador amador ou hóbista (como é o meu caso) pega em conjuntos de rotinas previamente empacotadas e produz aplicações que até meses atrás só estavam acessíveis a profissionais de alto nível. Assim, tarefas que antes da Internet estavam profissionalizadas e podiam render bons salários, são hoje acessíveis, a custo zero virtual, a praticamente qualquer QI acima de macaco. Duas consequências, a primeira observável desde logo, a segunda a médio prazo. Primeira: as respectivas classes profissionais sofrem no ego a degradação do reconhecimento social e na carteira a degradação da economia das respectivas indústrias. Quanto mais inflacionado estivesse o nível do ego colectivo, pior (muitos jornalistas ainda se acham deuses superiores, apesar de em muitos casos não se distinguirem do cidadão informado e de raciocínio capaz). Segunda, ocorrerá uma triagem, que separará tais classes em vários níveis conforme o seu grau de adaptabilidade às novas circunstâncias. Que comportam tanto de ameaça quanto de oportunidade. Programadores que hoje se acham parte de uma elite terão de procurar o ganha-pão nas zonas do fraco valor acrescentado, na parte nada nobre da programação a retalho, assim ao nível do ajudante de mecânico, comparando com o mundo automóvel. Isto a maioria, enquanto as minorias subirão na escada do valor passando aos macro-serviços. Tal como sucede na indústria da música e no jornalismo, actividades onde continuamos a assistir ao pungente fingimento de que tudo está na mesma, também entre a indústria da informática teremos, não tarda, o grupo dos negacionistas — os que dirão que “a crise” é a única responsável pelos despedimentos e restruturações e que, mal o dinheiro volte a jorrar, retomarão os antigos privilégios. Más notícias para eles: não, não retomarão privilégios. O tsunami do amadorismo varrerá também essa praia. Paulo Querido, jornalista
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March 22 2009, 3:50am | Comments »
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O verdadeiro “campeonato” do Twitter
http://pauloquerido.pt/tecnologia/o-verdadeiro-campeonato-do-twitter/
Este ano começou sob o signo do Twitter. Uma verdadeira febre assaltou os jornais e televisões, não se passa uma semana sem um artigo, notícia ou reportagem sobre o fenómeno e, por arrasto, os social media. Só um ermita mal informado pode achar que este media frenzy em torno do Twitter é exclusivo nacional e não passa de uma borbulhenta “moda”. Depois da mediática e da política, também a América do dinheiro vive fascinada com os gráficos de crescimento mais empinados de que se recorda. Em Fevereiro, dados da ComScore, 4 milhões visitaram o site a partir dos Estados Unidos, contra 2,6 milhões no mês anterior. Uma taxa de crescimento de 55% AO MÊS, comparada com os 33% registados em cada um dos 2 meses anteriores. Um disparo brutal. E o site só representa uma parte da utilização. A maior parcela, mas uma parcela que andará pelos 40% apenas; o resto do uso do serviço vem por centenas de outros interfaces, muitos dos quais em aparelhos móveis, que rivalizam no acesso através da API - o mecanismo que permite a essa legião de terceiros construir serviços e produtos em cima do Twitter. (Eu, por exemplo, uso o TweetDeck, um programa mais versátil que me permite organizar as minhas 3.700 fontes; e injecto informação - como os títulos dos artigos que escrevo aqui no Expresso - através de mais dois serviços, um dos quais feitos à mão.) A febre mediática passou o Atlântico, a caminho do Brasil, onde na semana passada a quantidade de notícias disparou por seu turno. Enquanto nestes países o interesse se resume a “o que é o Twitter” e “para que serve o Twitter”, nos EUA os últimos dias foram dominados por assuntos bem mais caros, digamos assim. A confirmação de rumores antigos sobre a tentativa de aquisição por parte do Facebook, num negócio que ascenderia a 500 milhões de dólares, e os rumores, estes frescos, de um alegado interesse da Google que o CEO Eric Schmidt não confirmou nem desmentiu, estiveram na ordem do dia. Contudo, mais que as alucinadas verbas com que os jornais e blogs sempre se encantam nestas situações, outros elementos surgiram na última semana, indicando qual é, afinal, o “campeonato” do Twitter.
Não queremos mais capital Comecemos por dizer que o Twitter não tem receitas. Ninguém entendeu, ainda, de que pode o Twitter sobreviver quando se acabar o capital de risco. Aparentemente, os menos incomodados com a situação são os detentores de dinheiro. Apesar das polidas recusas dos fundadores, Jack Dorsey, Biz Stone, e Evan Williams, que dizem viver bem com os 20 milhões de funding iniciais, as empresas de capital de risco saltitam em torno deles com cheques na mão. Mas um homem não é de ferro e o financiamento vai agora em 55 milhões. Os experts “aconselham” Williams, o CEO, e Stone, a figura pública, a meter publicidade nas páginas. Os desenvolvedores de aplicações e serviços pedem, por favor, para pagar! Querem mais acesso à API, que tem limites de utilização muito duros. (Eu estou, muito humildemente, neste grupo: disposto a pagar uns dólares mensais para ter mais de 100 acessos por hora àquela maravilhosa base de dados.) Mas o Twitter continua sem receitas e a fazer orelhas moucas a todos. Porquê? Há dias uma das figuras conhecidas dos social media, Jason Calacanis (CEO da Mahalo), disse que pagava 125.000 dólares por ano, adiantando 250.000 por dois anos em cheque ao portador, simplesmente para ter o seu nome de utilizador numa página nova que o Twitter passou a mostrar aos novos utilizadores no final do processo de inscrição. Uma página contendo 100 sugestões de utilizadores a “seguir” (no Twitter não há “friends” como no Facebook e outras redes, mas sim “followers”). Estalou uma discussão sobre se Calacanis estaria doente, se era um golpe de marketing, ou se devia ser levado a sério. Para começo de conversa: ele propôs a compra directamente a Evans, só depois o disse publicamente. Estava a sério. Contas?
Não queremos o Superbowl “Acredito que no prazo de 5 anos cada lugar do top 20 da lista de recomendações valha 1 milhão por ano“, escreveu Calacanis, equiparando o Twitter ao intervalo do Superbowl. Erick Schonfeld interpretou no TechCrunch (How Much Is A Suggested Slot On Twitter Worth? Jason Calacanis Offers $250,000 ): “Calacanis pretende fixar o preço agora pois acredita que é uma grande oportunidade de marketing. É vulgar as pessoas da lista de sugestões ganharem 10.000 novos “followers” por dia. Isto dá 3,6 milhões por ano e mesmo que metade deixe de subscrever, ainda resta um canal directo para mais de um milhão de potenciais clientes. E clientes que sentem uma ligação com a pessoa por causa da natureza pessoal das mensagens no Twitter“. Eu não compro metade da explicação, mas ainda resta alguma coisa… Foi mais ou menos o que escreveu a seguir Michael Arrington, um dos homens mais bem informados acerca das novas oportunidades. O Techcrunch é uma das contas que passou a figurar na lista das recomendações. Números. Num mês a conta do Techcrunch no Twitter mais do que triplicou a audiência, de 65.573 a 11 de Fevereiro para 217.187 no dia 12 de Março. O tráfego para a publicação oriundo do Twitter aumentou também, mas menos: cerca de 20%. Ao contrário do que os “novos gurus” dos social media andam a vender aos embasbacados clientes, brandindo as manchetes dos jornais para se justificarem, a reputação online não é um pacote de pudim instantâneo. É preciso uma montanha de pudim, um rio caudaloso e mexer durante meses ou anos. Os clientes antigos do Techcrunch valem mais que os recém-chegados, que ainda não têm um(a sensação de) relacionamento com Arrington e a sua marca no Twitter. Mas sempre são 150.000 páginas por mês que a conta no Twitter, alimentada a 140 caracteres de cada vez, proporciona ao Techcrunch. É dinheiro. Apesar de ser dinheiro, Williams não aceitou o cheque de 250.000 dólares de Calacanis. Porquê? Queremos uma fatia do bolo da Google A resposta pode ser bastante simples. Resumível numa única palavra. Qual é a actividade na Internet que mais lucros gerou a uma empresa, tornando-a mesmo num colosso financeiro global? A pesquisa. A Google. O Twitter aponta ao campeonato da pesquisa. O Superbowl é pouco para ele. Feche a boca do espanto, leitor, e escute a minha história. Que é comum a milhares. Há cerca de 3 meses o meu consumo de pesquisa no Google começou a baixar. Desde que incorporei na barra de pesquisa, no canto do meu browser, os resultados da Wikipedia e do Twitter. Uso cada vez mais este último. A pesquisa no Twitter é, ainda, demasiado simples. Não é universal, no sentido em que há temáticas com belos resultados e temáticas deficientes. Mas o Google também começou pela simplicidade e quem se recorda desses tempos sabe que o Altavista era mais eficaz fora das áreas técnicas. O desenlace foi rápido - mas não se pode dizer que a culpa tenha sido da Gogle: basicamente, o Altavista deixou-se dominar, impotente, pela indústria do sexo, que conspurcou (é o termo) os resultados usando técnicas que depois a Google viria a “branquear” chamando-lhes de “optimização”. Os resultados do Twitter têm uma GRANDE vantagem sobre os resultados do Google e, adicionalmente, uma vantagem não tão grande. A grande: são produto exclusivo da filtragem humana. A pequena: funcionam em tempo real. Nenhum conjunto de algoritmos - nem mesmo os mais brilhantes de todos, que são os da Google - conseguiu ainda superar o julgamento humano. Nem em qualidade nem em rapidez. As nossas sinapses são simplesmente melhores. E praticamente instantâneas. Assim, defendem alguns, os resultados de uma extraordinária máquina de atenção humana - isto é, o Twitter - são não apenas melhores a eleger os conteúdos de maior valor como mais rápidos, sendo produzidos em tempo real. Para mim, funciona. Mas em grande medida porque o eixo dos meus interesses passa pelos assuntos mais populados no Twitter: o Twitter ele próprio, a indústria informática, a web, o design, os acontecimentos internacionais, as energias alternativas, a política americana e portuguesa. Nestes campos, seguir o meu conjunto de fontes e ocasionalmente efectuar pesquisas no universo mais alargado do Twitter faz-me perder menos tempo a encontrar a informação certa. Na realidade, no Twitter não procuramos a informação; programamos uma rede de fontes para nos alimentarem continuamente, 24 horas sobre 24 horas, um caudal ininterrupto do que está a acontecer e do que é melhor. Mas isso já é desviarmo-nos do assunto.
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March 22 2009, 3:00am | Comments »
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Outsourcing
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Como vem sendo habitual, republicamos a crónica de José Luís Pio de Abreu no "Destak":Um dia fiquei com o automóvel avariado e a precisar de reboque. Esse serviço estava previsto pelo concessionário da marca, pelo que o requisitei através do número de telefone indicado. Fizeram-me perguntas e disseram-me que iriam contactar com outra grande empresa com quem tinham contratualizado o serviço.A outra empresa contactou-me pouco depois, fez mais perguntas e dispôs-se a resolver o assunto, se eu aguardasse novo telefonema. De empresa em empresa, nem já me lembro se mais alguma se intrometeu. O certo é que, passado algum tempo, lá me telefonaram a perguntar onde tinha o carro. Pouco depois apareceu o pronto-socorro com o respectivo motorista que era, simultaneamente, quem trabalhava.Curioso com a roda das empresas, perguntei-lhe para qual delas trabalhava. Respondeu-me que, ele próprio, era uma empresa - uma microempresa - que prestava serviços a quem o contratava. Tinha investido - tinha comprado o pronto-socorro - e era o trabalhador da sua empresa.Fiquei então a saber várias coisas. A primeira é que a única empresa que, de facto, produzia trabalho visível, estava no fim da hierarquia e era unipessoal. Mas era, também, a única que possuía maquinaria. A segunda é que as grandes empresas, aquelas que têm nome e lucros, não fazem senão conversar ao telefone e contabilizar. Nem têm de fazer investimentos produtivos.Só não consegui saber se os operadores telefónicos se encontravam sediados em Cabo Verde. Mas deu para entender como vai o mundo das empresas - e do trabalho.J.L. Pio Abreu
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March 20 2009, 5:03am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Cobertura em directo do congresso do PS (via Twitter e não só)
http://pauloquerido.pt/economia/cobertura-em-directo-do-congresso-do-ps-via-twitter-e-nao-so/
É simples e cómodo, acompanhar o Congresso do PS.
February 28 2009, 10:51am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
PREVISÕES MARXISTAS
http://dererummundi.blogspot.com/2009/02/previsoes-marxistas.html
Minha crónica no "Público" de hoje:Neste tempo de rápido “corta e cola” de e na Net, tendo sido abandonada a verificação da fiabilidade das fontes, o disparate circula a uma velocidade muito grande, crescendo e multiplicando-se à medida que avança. Uma boa ilustração é a notícia que vem no El País de 22 de Fevereiro passado, sob o título “Marx não disse isso”. Cayo Laro, o líder da Esquerda Unida (força política, com origem no Partido Comunista, que nas eleições espanholas de 2008 obteve quase um milhão de votos), quis sublinhar a actualidade do pensamento de Karl Marx com a leitura, numa reunião do seu Conselho Político, de uma previsão do filósofo alemão que, embora fosse de 1867, parecia ajustar-se como uma luva à actual crise económica:“Os proprietários do capital estimularão a classe trabalhadora para que comprem mais e mais bens, casas, tecnologia cara, empurrando-os a contrair dívidas cada vez maiores até que a dívida se torne insustentável. A dívida por pagar levará à bancarrota dos bancos, os quais terão que ser nacionalizados”.A profecia batia demasiado certo. E, quando a esmola é grande, o pobre deve desconfiar. Mas Laro, talvez por excesso de voluntarismo, não desconfiou. Desconfiaram, isso sim, muitos leitores, alguns dos quais concluíram rapidamente que a citação era falsa e que se tinha vindo a propalar pela Net a partir de um jornal satírico norte-americano. Era como se alguém tivesse levado para a reunião cimeira de um partido um texto recortado do Inimigo Público. O sítio malaprensa.com, que aponta o dedo a erros da imprensa espanhola (bem poderia o sítio tornar-se ibérico!), publicou uma nota com o esclarecedor título “Marx não era Nostradamus”. E o dirigente viu-se obrigado a pedir desculpa pelo erro.Errar é humano e as desculpas devem ser dadas a quem, contrito, as pede. Contudo, o mais extraordinário está a seguir na notícia do El País. Um outro dirigente da Esquerda Unida não se coibiu de comentar: “Pode ser que Marx não tenha dito isso, mas decerto que o pensou”. E, tendo analisado à lupa O Capital, encontrou apenas algo vagamente parecido: “Num sistema de produção em que todo o processo produtivo se baseia no crédito, quanto este cessa de repente e só se admitem pagamentos a pronto, tem de haver imediatamente uma crise...” Marx não disse que a história se repete, primeiro como comédia e depois como tragédia. Embora parecido, disse outra coisa.Este episódio ensina-nos, pelo menos, duas coisas. Em primeiro lugar, o enorme perigo que corre quem se dedica ao corte e cola. Infelizmente, as nossas escolas não têm feito o suficiente para dissuadir os infantes dessa prática. O "Magalhães" vai ampliar o processo de imbecilização em curso, assente no corta e cola indiscriminado. Vão proliferar entre nós os textos apócrifos, como a crónica falsa de Eduardo Prado Coelho sobre o chico-espertismo nacional ou as fontes bastante originais de João César das Neves sobre a nossa economia (inventou há tempos uma fundação alemã e um relatório dela que tem sido citado). Em segundo lugar, ensina a facilidade com que uma forte vontade pode iludir a realidade. Se não é verdade podia muito bem ser... Num filme dos Irmãos Marx, os famosos comediantes americanos, um deles diz que um quadro está numa casa ao lado. E outro responde: “Mas aqui ao lado não há nenhuma casa!” Réplica do primeiro: “Não faz mal, nós podemos construir uma”.A propósito dos Irmãos Marx, não resisto a colar aqui um texto de Groucho, que em 1963 também previu a crise. Invoco como atenuante o facto de não o ter copiado de fonte anónima da Net, mas sim do livro Memórias de um Pinga-Amor (Assírio e Alvim, 1980), cuja autenticidade confirmei:“Nos velhos tempos, quando as pessoas eram pobres viviam pobres. Hoje vivem ricas. Já discuti isto com inúmeros assalariados de oito-a-dez-mil-dólares-por-ano e, na maior parte dos casos, admitem que quase tudo o que possuem não lhes pertence - os automóveis, as televisões, as casas, as mobílias. A filosofia deles parece ser: Que se lixe – podemos morrer amanhã!“
February 26 2009, 7:20pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
A magia do mercado
http://pauloquerido.pt/economia/a-magia-do-mercado/
Felizmente o gozo é sobre os banqueiros e executivos de topo, e não dos banqueiros e executivos de topo, ou aí sim, estávamos falidos. Estes 8:37 valem muito, muito. É a magia do mercado.
(leitores de feed e newsletters, este link)
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February 19 2009, 8:33pm | Comments »



