O Conselho Nacional da Educação apareceu a aconselhar o fim das reprovações dos alunos até aos 12 anos. Não me surpreenderia que o dito Conselho aparecesse qualquer dia a aconselhar o fim de todas reprovações. Ou mesmo a propor o fim de todas as notas escolares, invocando que os alunos com notas mais baixas podem ficar traumatizados. Só que há aqui um paradoxo. Porque é que o dito Conselho é a favor da avaliação das escolas (já nem, falo da avaliação dos professores) se recusa a avaliação dos alunos?
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O FIM DAS REPROVAÇÕES
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October 29 2008, 8:31pm | Comments »
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ESTREIA DE "A TURMA"
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Informação recebida da Midas Filmes: A TURMA ("Entre les Murs"), o filme de Laurent Cantet, galardoado com a Palma de Ouro no último Festival de Cannes, vai estrear em Portugal a 30 de Outubro em 18 salas de todo o país. O filme estreará também em cópia digital, sendo o primeiro filme independente europeu a ter estreia neste formato, graças ao apoio das salas da Zon Lusomundo, New Lineo e Socorama. Um filme imprescindível no debate sobre a educação, A TURMA teve antestreia no DocLisboa e será o filme de abertura da Festa do Cinema Francês amanhã em Faro, amanhã. Em França, o filme fez já mais de um milhão de espectadores, em Itália, cerca de 150 mil espectadores, na Bélgica também já ultrapassou os 50 mil espectadores e na Suíça mais de 30 mil entradas. A TURMA estreará em todo o país em 18 salas nas cidades de Lisboa, Porto, Matosinhos, Alfragide, Almada, Aveiro, Cascais, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Figueira da Foz, Leiria, Loures, Paços de Ferreira, Seixal e Sintra. Baseado num livro de François Bégaudeau, A TURMA segue um ano de um professor e da sua turma numa escola num bairro problemático de Paris, microcosmos da multietnicidade da população francesa, espelho dos contrates multiculturais dos grandes centros urbanos de todo o mundo. François, professor, e os seus colegas, preparam-se para um novo ano escolar. Cheios de boas intenções, estão decididos a não deixarem que o desencorajamento os impeça de tentar dar a melhor educação aos seus alunos. Mas as culturas e as atitudes diferentes frequentemente colidem dentro da sala de aula. François insiste num atmosfera de respeito e empenho. Mas a ética da sua sala de aula é posta à prova quando os estudantes começam a desafiar os seus métodos. O filme é protagonizado pelo professor que escreveu o livro que deu origem ao filme e os actores não-profissionais que compõem a turma de alunos foram escolhidos entre alunos de um liceu francês. 30 OUTUBRO / GRANDE ESTREIA NACIONAL EM 18 CINEMAS DE TODO O PAÍS LISBOA: Amoreiras, Londres, UCI El Corte Inglês - PORTO: UCI Arrábida 20 - MATOSINHOS: Mar Shopping - AVEIRO: Fórum – COIMBRA: Dolce Vita - LEIRIA: Cinema City - CASCAIS: Cascais Shopping - ALFRAGIDE: Alegro - FARO: Fórum Algarve SEMANA ÚNICA - de 30 de Outubro a 5 de Novembro: ALMADA: Almada Shopping - PAÇOS DE FERREIRA: Ferrara Plaza - FIGUEIRA DA FOZ: Foz Plaza - CASTELO BRANCO: Fórum - SINTRA: Beloura Shopping - LOURES: LouresShopping - SEIXAL: Rio Sul Shopping O filme estreará posteriormente noutras cidades. Consulte o blog a-turma.blogs.sapo.pt para saber a data e o cinema em que o filme estará em exibição noutras localidades. CINEMAS COM DESCONTO PARA GRUPOS ORGANIZADOS DE PROFESSORES E ALUNOSMarta Fernandes MIDAS FILMES http://www.midas-filmes.pt Tel/Fax + 351 213479088 Mob + 351 919466309 Praça de S. Paulo, 19, 2ºE 1200-425 Lisboa PORTUGAL
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October 29 2008, 7:20pm | Comments »
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Civilização ou barbárie em Jonh Dewey
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“À semelhança do que se passa com a vida biológica, a existência da sociedade é devida a um processo de transmissão. É através da comunicação de hábitos de fazer, construir e sentir, por parte dos mais velhos para os mais novos que esta transmissão se processa. Se não acontecer esta comunicação dos ideais, esperanças, expectativas, padrões e opiniões daqueles que mais depressa irão desaparecer do grupo dos vivos para aqueles que começam a fazer parte deste, então a vida social não sobrevive (…). A menos que sejam tomadas medidas de forma a verificar que se processa uma transmissão genuína e completa, qualquer grupo, por mais civilizado que seja, regressa à barbárie e seguidamente ao estado selvagem. De facto, os jovens humanos são de tal forma imaturos que se fossem abandonados a si próprios sem a orientação e ajuda de outros poderiam nem adquirir as competências rudimentares necessárias à própria existência física.”As palavras acima transcritas são de John Dewey (1859-1952) e foram publicadas em 1916, no seu livro Educação e Democracia.Dewey é um dos autores mais referidos nos trabalhos académicos que se produzem na área da pedagogia. Toda e qualquer dissertação de mestrado ou doutoramento, artigo ou livro que trate da aprendizagem, do ensino, da formação de professores, da educação para a democracia, da educação científica, da educação artística, da teoria e desenvolvimento curricular, dos métodos pedagógicos, inclui, por certo, o seu nome.A influência que as suas teses tiveram nas concepções de ensino que se retomaram ou formaram no passado século é inegável. E isso não aconteceu apenas no seu país - os Estados Unidos da América -, cedo chegaram à Europa e, naturalmente, a Portugal. A vastíssima e diversificada obra que produziu poderá justificar este reconhecimento, mas só em parte. Na verdade, os ódios e as paixões que ela desencadeou em muito contribuíram para isso.Muitos foram aqueles que, ainda ele era vivo, o acusaram frontalmente de, com a sua proposta “progressista” contribuir para a acentuada decadência da educação.Os entusiastas dessa proposta aligeiraram-na e transformaram-na em slogans bem conhecidos como “aprendizagem pela descoberta”, “aprendizagem activa”, “ensino centrado no aluno”, “preparação para a vida”, “resolução de problemas complexos”, etc.Quem o reconheceu, talvez em primeira mão, foi o próprio Dewey, que passou grande parte da sua vida a procurar esclarecer o sentido das suas palavras. E, nessa tarefa de reposição do que considerava certo, houve aspectos em que insistiu de modo muito vincado: a importância do ensino, o valor do conhecimento e a sua transmissão estruturada.Dewey criticou sobretudo aqueles que, dizendo segui-lo, contribuíam para a não educação ou para a deseducação, ao defenderam a centração na criança, nos seus interesses e no respeito que mereceriam, ao ponto de advogarem a sua não modificação e proporem actividades pedagógicas sem substância.Se alguma coisa este pedagogo e filósofo fez questão de deixar bem vincada foi a necessidade de se assumir a mudança intelectual e axiológica quando se exerce a acção educativa. Ainda que, para se chegar a todos os alunos, e não apenas aos mais privilegiados, como ele defendia, fosse importante ter em conta os seus interesses, que deveriam constituir um ponto de partida, mas nunca um ponto de chegada.Aos professores atribuiu Dewey essa nobre e difícil tarefa de, partindo dos alunos, proporcionarem experiências de aprendizagem verdadeiramente educativas destinadas a desenvolver a cognição e, assim, assegurarem a manutenção da civilização.Por esta e por outras ideias que veiculou - algumas das quais discutíveis à luz dos conhecimentos actuais - vale a pena a ler a sua obra, na versão original.
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October 22 2008, 4:58pm | Comments »
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A polémica sobre computadores nas escolas
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Novo post de Rui Baptista (no vídeo um dos "sketch" dos Gato Fedorento sobre o computador "Magalhães", que, ao que consta, também irá para escolas da Venezuela e do Brasil):A polémica sobre o “Magalhães” está longe de ter chegado ao fim. Todos os dias são publicados estudos sobre a utilização dos computadores na escola. No meu último post, “Magalhães e Obesidade”, debrucei-me, apenas, sobre o uso desta tecnologia em crianças do 1.º ciclo do ensino básico (antiga instrução primária), tendo apresentado estudos nacionais e estrangeiros que suportam os seus malefícios no desencadear e agravamento da obesidade.Embora este post dissesse apenas respeito ao assunto do respectivo título, num dos comentários foi levantado o seguinte ponto: “Estou a perder dotes de ortografia com os correctores automáticos (…)”. Pelo seu interesse, mereceu-me a seguinte resposta: ”Falemos, então, do corrector de texto. Numa perspectiva hedonística de ensino tem vantagem evidente sobre os maçadores ditados do meu tempo de escola primária. Mas como é hábito dizer-se, o que arde cura. Fazendo a transferência para a aprendizagem quando ela é feita com esforço perdura; o que se aprende facilmente entra por um ouvido e sai por outro”.Neste mesmo blogue já perspectivei outras questões, de natureza cognitiva, num post intitulado “A entrega de portáteis na escola”. Nessa altura, não se tratava da “oferta” de “Magalhães” a alunos 1.º ciclo do ensino básico, mas de computadores mais sofisticados a estudantes do ensino secundário a preço de saldo e com idêntica pompa e circunstância da presença do “staff” governamental. Sobre o perigo do uso dos computadores, escrevi o seguinte: “Pesquisar na Net pode ser uma arma de dois gumes: pode pesquisar-se o que se deve e o que não se deve, pondo nas mãos dos jovens essa triagem e essa responsabilidade num período da vida escolar deveras perigoso porque marca a transição de um ensino básico permissivo para um ensino secundário que se tem sabido manter firme no seu exigente papel de antecâmara do ensino superior”.Segundo uma notícia da Agência Lusa, de 17 de Outubro deste ano, foi divulgado um estudo que envolveu mais de 500 crianças e encarregados de educação de escolas da Grande Lisboa, apresentado na “II Conferência Anual da Entidade Reguladora Para a Comunicação Social”, decorrida em Lisboa. Segundo ele: “11,1% dos jovens inquiridos confessaram que usam a Internet para visitar sites pornográficos”. Entretanto, também aí é acrescentado que “84,1% dos pais acredita que os filhos o fazem para procurar informação”...Os resultados deste estudo são reforçados por um outro, revelado em Setembro deste ano, e intitulado “Projecto Kids Online”, que informa que “Portugal, é a par da Polónia, o único em 21 países europeus onde os pais portugueses menos conhecem o que os seus filhos fazem on-line”.Mas há mais. Assim, recordo o que escrevi sobre a entrega de portáteis na escola: “As horas que deviam ser dedicadas ao estudo correm o risco de se transformarem em ‘conversas da treta, com os colegas”. Confirma-nos agora o último estudo: “Na utilização da Internet, as crianças respondem que o fazem para conversar ou descarregar música (…)”.Penso que ambos, o estudo da Grande Lisboa e o do “Projecto Kids Online”, podem servir de tira-teimas à acalorada polémica sobre computadores no ensino. E julgo que a procissão ainda vai no adro da igreja...
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October 21 2008, 3:58pm | Comments »
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SAÍRAM COMO ENTRARAM
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Hoje, à saída do Ministério da Educação, Mário Nogueira, o dirigente sindical da Fenprof, reconheceu que não tinha conseguido o que queria ("saímos como entrámos"), mas repudiou a manifestação dos professores que está anunciada para o próximo dia 15 de Novembro ("a Fenprof demarca-se, totalmente, dessa manifestação").Há uma coisa que a Fenprof ainda não interiorizou: é que celebrou um acordo com o Ministério da Educação, que agora está evidentemente obrigada a cumprir. É por isso que saíram como entraram, não poderia ser doutra maneira. E é talvez por isso que muitos professores querem sair à rua no dia 15 de Novembro.Há que dizê-lo de um modo claro: O ónus da actual situação educativa tem de ser partilhado pela administração e pelos sindicatos. Por muitas críticas que os professores possam fazer à ministra - e podem, pois ela nunca os valorizou o suficiente - não é justo que ela receba mais críticas do que o dirigente sindical - que, cheio de ideias retrógradas, não conseguiu de todo valorizar os professores.
October 14 2008, 1:00pm | Comments »
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O ENSINO "PRONTO A VESTIR"
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Post convidado da professora Maria do Carmo Vieira, de quem já aqui publicámos um extracto da entrevista que deu à revista "Notícias" do "Diário de Notícias" e do "Jornal de Notícias":Contagiados pela febre de catalogar e incapazes de pensar pela sua própria cabeça, têm-me descrito, uns, como «lamentavelmente fascista», outros, como «sonsa comunista», outros ainda, como estando «a soldo do PSD para destruir o governo socialista», e há também quem me descreva como «agitadora catastrofista», ignorando, sobretudo, estes últimos, que são eles próprios os agitadores ao pretender limitar a liberdade de pensamento e de expressão, que em boa-hora o 25 de Abril nos trouxe. Esquecem ainda que «as ideias têm asas e ninguém as pode impedir de voar», recuperando as palavras do realizador egípcio, recentemente falecido, Youssef Chahine, no seu inesquecível filme «O Destino».Por conhecimento de causa, continuarei a afirmar que o nivelamento por baixo, que oficialmente se instituiu no ensino (lembremo-nos das palavras recentes do Dr. Jorge Pedreira a propósito do ensino em Portugal ser demasiado exigente), faz com que os alunos deixem de acreditar nas suas próprias capacidades, perdendo a vontade e a perseverança, que acompanham habitualmente o desenvolvimento de todo o estudo. É uma forma deselegante, no mínimo, mas também muito elitista, de dizer antecipadamente aos alunos, sobretudo aos da Escola Pública, que são uns incapazes. Com perversa doçura, qual droga que vai corroendo, entrega-se como oferta aos alunos «o êxito a que têm direito» (palavras do coordenador do GAVE) que assim se viciam na crença de que tudo se consegue sem trabalho. E, no entanto, inteligentemente reflectiu Albert Einstein: O único sítio onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.Inebriados pelo facilitismo e estimulados pelo passa palavra de «em pouco tempo faz-se...» (e completamos a frase, o 2º ou 3º ciclos e o secundário) correm também muitos daqueles que, por motivos vários, interromperam, ou tiveram de interromper, os seus estudos, a inscrever-se nos cursos das novas oportunidades, não compreendendo, muitos, ou sequer admitindo, que os objectivos delineados assentam não na preocupação de formar, mas de atingir metas estatísticas.É por ter conhecimento de como se processa este ensino «pronto a vestir», desenhado na base de um suposto «quadro de competências», que põe de lado a noção de programa, transformando-o em pózinhos de saber disto e daquilo (as tais aprendizagens ou saberes ) e que rejeita o diploma, agora tornado certificado («validação das aprendizagens»), de coisa nenhuma, que desejo transcrever as directivas comunitárias, as quais calarão quem tem vindo a insultar e a desmentir os que criticamente têm escrito sobre o assunto, nomeadamente o professor Rui Baptista. Com efeito, cedeu-me uma colega do 1º ciclo textos vários, que colegas franceses, por sua vez, lhe enviaram, os quais demonstram que tudo é orquestrado do exterior, de forma a formatar na obediência e na ausência de espírito crítico. Lendo-os, compreendemos o manifesto desprezo pelas disciplinas de Humanidades, o aligeiramento da matéria científica, o facto de a Escola servir quase exclusivamente para responder ao mercado de trabalho, o porquê da conhecida e divulgadíssima expressão «aprender a aprender», a defesa exaustiva da autonomia das escolas, ou ainda o espírito que rege a avaliação de desempenho dos professores, centrado nos bons resultados com os seus alunos, mediante o cumprimento acrítico das ordens impostas, num convite descarado à desresponsabilização do acto de ensinar. Mas debrucemo-nos, então, sobre os cursos ditos de «novas oportunidades», cuja planificação se inscreve no «Programa de trabalho, educação e formação para 2010», ditado pela Comissão Europeia, e que preconiza que «Os Estados membros devem acelerar o ritmo das reformas do seu sistema de educação e de formação (...)», e daí o célebre «Debate Nacional sobre Educação», cujas áreas temáticas se definiram tendo em conta essas mesmas reformas. Em lugar, por exemplo, de programas, privilegiam-se agora «oito competências-chave» que assegurarão a «Educação e a formação ao longo da vida». Eis as suas designações: Comunicação em língua materna; Comunicação em língua estrangeira; Cultura matemática e competências de base em ciências e tecnologia; Cultura numérica; Aprender a aprender; Competências interpessoais, interculturais e Competências sociais e cívicas; Espírito empresarial; Expressão cultural.De um folheto de uma Escola de Lisboa, divulgando o trabalho de um «Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC)» (ou seja, o lugar ao qual se devem dirigir os candidatos às «novas oportunidades»), transcrevo, não só o texto «Objectivos: «O sistema RVCC é uma oferta do Ministério da Educação que lhe dá a possibilidade de reconhecer, validar e certificar os conhecimentos e as competências resultantes da experiência que adquiriu ao longo da vida», mas também a «Validação»: «Realiza-se perante um júri que valida as competências demonstradas por si, no decorrer do processo de Reconhecimento, de acordo com o Referencial de Competências-Chave. Decalcadas das competências-chave, anteriormente enumeradas, surgem as matérias dos referidos cursos das novas oportunidades: «Linguagem e Comunicação; Matemática para a Vida, Tecnologias de Informação e Comunicação e Cidadania e Empregabilidade».Não virão agora certamente desmentir a existência de um sistema perverso, cozinhado pela Comissão Europeia, que finge formar e educar, num manifesto desrespeito pelo papel da Escola e do professor, pela dignidade dos alunos, seja qual for a sua idade, e do próprio Saber. Cumprem-se ordens. Uma atitude que exige a abdicação de pensar e a anulação da nossa própria consciência e que tem servido de justificação ao longo da História para as maiores aberrações.Por acaso já leram «Desobediência Civil» do escritor Henri Thoreau?Maria do Carmo Vieira
October 13 2008, 7:15am | Comments »
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Um peso da consciência desta geração
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O ex-ministro da Educação Marçal Grilo, numa entrevista de Cátia Mateus e Marisa Antunes ao Semanário Expresso de hoje, fez afirmações que raramente tenho lido ou ouvido quando se fala da educação que temos. Aqui reproduzo aquelas que entendo nos deveriam fazer parar para pensar."Preocupa-me (…) a atitude que muitos compatriotas têm em relação à escola. Eles não olham para a escola como algo que possa ser relevante para o futuro dos seus filhos, como um instrumento de aprendizagem, mas mais no sentido de a ultrapassar. Preocupam-se sobretudo que os miúdos passem e não tanto com o que eles sabem."É preciso também perceber o que se pretende com o sucesso nas escolas. Para mim, o sucesso traduz-se nos alunos saberem mais, terem maior consciência das suas capacidades e uma atitude diferente perante o mundo e a sociedade (…).A minha geração vai ficar aqui com um peso na consciência por não ter sido capaz de motivar os jovens para a educação."
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October 11 2008, 5:11pm | Comments »
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Steve Jobs (Apple), 1996
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Na sequência do seu post anterior, Norberto Pires informa sobre a posição de Steve Jobs e de outros autores em relação ao uso de computadores na educação:Do famoso Steve Jobs em 1996 à Wired:Wired: Could technology help by improving education?Steve Jobs: "I used to think that technology could help education. I've probably spearheaded giving away more computer equipment to schools than anybody else on the planet. But I've had to come to the inevitable conclusion that the problem is not one that technology can hope to solve. What's wrong with education cannot be fixed with technology. No amount of technology will make a dent.It's a political problem. The problems are sociopolitical. The problems are unions. You plot the growth of the NEA [National Education Association] and the dropping of SAT scores, and they're inversely proportional. The problems are unions in the schools. The problem is bureaucracy. I'm one of these people who believes the best thing we could ever do is go to the full voucher system. (...) When you have kids you think, what exactly do I want them to learn? Most of the stuff they study in school is completely useless. But some incredibly valuable things you don't learn until you're older - yet you could learn them when you're younger. And you start to think, What would I do if I set a curriculum for a school? God, how exciting that could be! But you can't do it today. You'd be crazy to work in a school today. You don't get to do what you want. You don't get to pick your books, your curriculum. You get to teach one narrow specialization. Who would ever want to do that?These are the solutions to our problems in education. Unfortunately, technology isn't it. You're not going to solve the problems by putting all knowledge onto CD-ROMs. We can put a Web site in every school - none of this is bad. It's bad only if it lulls us into thinking we're doing something to solve the problem with education.Lincoln did not have a Web site at the log cabin where his parents home-schooled him, and he turned out pretty interesting. Historical precedent shows that we can turn out amazing human beings without technology. Precedent also shows that we can turn out very uninteresting human beings with technology. It's not as simple as you think when you're in your 20s - that technology's going to change the world. In some ways it will, in some ways it won't. "Sobre o mesmo asunto, leia-se o Finantial Times (Maio de 2006):"Throwing laptops at the education problem is, alas, a whole lot easier than figuring out how to actually teach kids."Ou daqui esta opinião tirada daqui que refere o caso português:"I'm not saying it's not important for kids to know how to use computers and the Internet. But there's a base level of knowledge that kids need to have first, in all subjects -- math, English, foreign languages, music, art, science and others. It's foolish to kill some academic programs (even music, as Oppenheimer documents in some cases) in favor of technology acquisition. Kids who have access to computers will quickly learn on their own how to make use of the machinery and how to navigate the Internet as needed." Pois... there's more in this than meets the eye...J. Norberto Pires
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October 8 2008, 7:17am | Comments »



