Texto de Guilherme Valente publicado no "Público" de hoje (versão ligeiramente ampliada):Para o Henrique Medina Carreira, o Mário Crespoa Olga, os Professores da Escola Secundária da CaparicaDemoraram, mas são boas notícias! Afinal o doutor Daniel Sampaio (tem nome e respeito-o) também é um crítico do eduquês (ver Pública, 16/5/10). Apesar de se tratar, como escreve DS, de um grupo de intelectuais, cujo nome não refere, que «´sabem`tudo sobre a escola», da «pressa crítica» que diz terem, do seu «discurso pessimista», do «narcisismo solitário e redutor das suas opiniões», «de se considerarem os únicos que têm razão», DS partilha, afinal, críticas que fazem ao eduquês. E isso é que importante! E vão aparecer mais. Não é novo na História. Pressinto que no final irá restar apenas a doutora Ana Benavente. Um mérito dela, talvez. «Sê tu próprio», exortava-se na Grécia Clássica.O resto do que DS escreve, sem conseguir iludir quem conheça o pensamento e a acção do tal grupo de intelectuais cujos nomes DS omite, é irrelevante e será, porventura, do foro das afecções que os psicólogos costumam resolver. Os médicos não estão imunes à doença.Apenas umas breves notas sobre contradições e erros mais gritantes:DS afirma estar com os professores, mas umas linhas antes atribuíra a responsabilidade da indisciplina às «hesitações dos docentes» (com amigos assim…). Porém, em breve também nisso irá concordar connosco: na forma, no grau, na generalização como se manifesta, a indisciplina é um produto do eduquês. É mesmo um instrumento ao serviço do seu projecto insensato. Uma táctica que também não é nova na História. Esta é, digamos, a «causa formal». A «causa eficiente» é a desvalorização do papel do professor, a sua desautorização, o seu desprestígio aos olhos dos alunos, dos pais e da sociedade, perpretados pelo Ministério e os seus «especialistas» Tudo ligado à desvalorização relativista do conhecimento e da sua transmissão, ao facilitismo, enfim.Como pode haver disciplina se defendem e impõem que se aprenda a brincar? Se vêem a indisciplina e, por isso, a suscitam, como revelação desejável de traumas e ressentimentos sociais? A verdade é que o sentido do bem e do mal, a inteligência, o sentimento e o juízo de justiça, não são qualidades sociais ou de riqueza, são qualidades humanas, que os pobres também têm. As crianças e os jovens não são insectos, como o eduquês as trata.Estar ao lado dos professores é promover as condições para o ensino de qualidade que os realiza e dignifica. Pergunte-se aos professores.E mais: não se percebe se DS reprova ou não a tolice ou o expediente das «competências»; se acha bem a «escola exigente, organizada e geradora de conhecimento e de progresso» (transmissora de conhecimento, precise-se).Fala ainda na «exigente burocracia ministerial» - está a louvar ou a criticar a burocracia? -- que «fez com que predominasse o pessimismo». Não se percebe aonde quer chegar. E -- fantástico, mesmo que seja tão tarde -- afirma que a «a escola deve garantir um mínimo de conhecimentos que possibilite aos jovens que não pretendem continuar a estudar a aprendizagem de um ofício que lhes permita um percurso de autonomia digna». Ora, os tais intelectuais «narcisistas» não se têm cansado de propor isso desde há muitos anos (DS esteve ausente no estrangeiro?), mas de modo muito claro e coerente: uma via técnica-profissional, com dignidade, qualidade e exigência iguais às da via de acesso ao ensino superior, oferecida aos jovens por iniciativa e com o apoio criterioso das escolas, a tempo de evitar o abandono, as retenções, ou os diplomas mentirosos que não correspondem a qualificação nenhuma. Uma via como existe, por exemplo, na Finlândia, sendo ali frequentada, aliás, pela maioria dos estudantes. A Finlândia, que gostam tanto de citar, mas citam quase sempre erradamente.DS acusa esses intelectuais «redutores» de não apresentarem soluções. Não têm feito outra coisa se não sugerir soluções, desde logo mostrando o que é o eduquês . DS escreve como se fosse ele a ter proposto os exames sérios e universais e as vias técnico-profissionais, que agora diz defender.E que soluções avança DS? Repare-se na solução que dá para a indisciplina: «A disciplina só será alcançada com um esforço conjunto dos professores, alunos, e pais». E o Ministério? Pensei que acrescentaria: colocando os alunos e os pais no mesmo plano dos professores… Como se os alunos fossem iguais aos professores, mas não.Um ensino «que inclui», diz DS? Com 40% de abandono escolar? Ouvi o Senhor Primeiro Ministro falar em 30% (deve continuar a ser, portanto, mais de 40%), como se isso, tanto quanto percebi, fosse um êxito. E com que qualificações reais sai do sistema a maioria dos que não o abandonam? Não conheço hoje na Europa sistema de ensino que produza mais exclusão do que este do eduquês.Atente-se na irresponsabilidade mais gritante: a aprendizagem da leitura e da escrita, os níveis de «iliteracia», palavra importada para evitar o termo português que toda a gente perceberia: analfabetismo funcional. Segundo o estudo comparativo mais recente, um estudo oficial, muito eduquês, aliás, na trapalhada nada inocente do seu conteúdo e da sua escrita iletrada, a percentagem de iliteracia (na verdade puro e simples analfabetismo, perguntem aos docentes) é em Portugal de 60%!!! Num País em que o analfabetismo é desde sempre a grande chaga, não seria a alfabetização real do País o grande desafio a empreender e a estar há muito vencido?Continuo a pensar que o Primeiro-Ministro quis enfrentar o problema, como indica o facto de terem sido anunciadas algumas medidas acertadas, que há muito vínhamos propondo. Mas foram logo neutralizadas na sua concretização. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu com a avaliação: inventou-se um modelo absurdo, impraticável. Provavelmente para distrair o País do essencial.Fez-se muito, diz o doutor DS. Não fez. Fez-se apenas o que a mudança dos tempos impôs.Não se aproveita nada? Não, não se aproveita nada. Quando não se consegue o mínimo, é preciso varrer tudo. Ou melhor, aproveita-se apenas a resistência de grandes professores, as suas práticas, o seu exemplo.Grandes professores que resistem e continuam a salvar muitos alunos. Estive com Professores assim, recentemente, numa escola pública da Caparica, com professores e alunos que todos os dias enfrentam e vencem o delírio ou a insensatez do eduquês imposto pelo Ministério.Tenho procurado explicar a natureza do eduquês, a essência do problema da educação em Portugal. Natureza que por ser impensável poucos compreenderam. E o eduquês pôde, assim, ocupar o sistema educativo, dominar as escolas de formação de professores, impor a ideologia e as teorias educativas que têm impedido a construção da escola que é imperativa para o progresso do País. Quando acabará o delírio ou a insensatez? Quem pára a besta?Pessimista é quem desiste de lutar, quem se cala perante o mal, acabando, assim, por servi-lo. «Pessimistas», «redutores», «narcisistas», hoje os adjectivos são outros, mas o método velhíssimo. Argumentos, venham os argumentos e os factos.Guilherme Valente
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O PRINCÍPIO DO FIM DO EDUQUÊS?
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May 22 2010, 6:26pm | Comments »
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Optimistas e pessimistas
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"Tenho todas as razões para ser pessimista, por isso sou optimista."Carlos Fiolhais.Não sei se acontece ao leitor, comigo está sempre a acontecer: quando uma conversa sobre assuntos de educação e pedagogia se desvia de dados objectivos e envereda por um caminho mais especulativo, alguém diz imediatamente: "não podemos ser pessimistas", ou "esse optimismo é de quem não está no terreno", ou, ainda, "eu até nem sou pessimista, mas...".Na verdade, quando nos imputamos ou imputamos a outrem atributos pessoais no meio (ou logo no princípio) quando tratamos assuntos relativos a estas áreas tão críticas, onde o rigor e o sangue frio devia ter primazia, as discussões não vai longe...Uma reflexão muito interessante sobre o assunto é apresentada pelo jornalista e escritor francês François de Closets, num livro com um título muito pouco optimista: A felicidade de aprender e como ela é destruída. Escreveu ele:"A primeira coisa que surpreende é a docilidade com que as palavras que ouvimos se moldam ao que gostaríamos de ouvir. Queremos ouvir palavras de pessimismo, ouçamos sicramo. O primeiro deixar-nos-á cansados, por tanto repisar a tecla do «tudo vai de mal a poior». É, aliás, a tecla que pisa e repisa a comunicação social. o outro, obviamente um especialista, dir-nos -á em surdina que, pelo contrário, «as coisas nunca estiveram melhor»."Depois de dar alguns exemplos interessantísmos de "dessa comunicação cacofónica", Closets explica que não é admirar a falta de consenso entre optimistas e pessimistas, pois"A questão escolar é, por natureza, fonte de conflitos e de contradições, dado o lastro ideológico e emocional que arrasta consigo. A radicalização, e não a serenidade, é o seu terreno de eleição. Cada campo procura impor os seus valores fundadores - o património cultural, para uns, os princípios democráticos, para outros. Entre os defensores de um ensino elitista, salvaguarda da nossa cultura, e os partidários de um ensino de massa, garantia de justiça, o debate é forçosamente apaixonado, senão passional. É uma querela que nos faz constantemente baloiçar entre extremos. Quando ouvimos dizer que o nível baixa, a imagem que nos vem ao espírito é o trabalho afincado e colossal dos estudantes que preparam o acesso às grandes escolas. Parecem-nos, então, pouco sérias as referências à falta de competição e a uma menor exigência nos exames. Em contrapartida, se ouvirmos dizer que o ensino manteve a sua qualidade, tendemos forçosamente a comparar essas novas escolas C+S com os liceus que havemos frequentado, e a comparação não joga a seu favor.Ou seja, ninguém se entende e toda a gente tem razão. As próprias estatísticas, num tal contexto, não têm qualquer valor de prova. Servem apenas para aumentar a confusão." Referência completa: Closets, F. (2002. Edição original: 1996). A felicidade de aprender e como ela é destruída. Lisboa: Terramar.
May 18 2010, 10:43am | Comments »
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"Classroom chaos": Escola 5
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Texto na continuação de outros aqui publicados.Ainda que com algum tempo de intervalo, retomo o conteúdo do documentário Classroom Chaos. Nesta sequência, tocam-se questões também comuns nas escolas portuguesas, a avaliar pelos discursos dos professores: a incomodidade face ao castigo físico, a concentração flutuante dos alunos, a sua consciência dos direitos mais do que dos deveres... Neste particular, chamo a atenção para as palavras sensatas, de um professor, que fecham o texto.Ia dar uma aula de Matemática para alunos de 12 anos. Era uma tarefa complicada. Fui avisada pelo professor principal de Matemática que havia um grupo particular de “engraçadinhos” que deveria logo pôr na linha porque, se eu desse “uma mão”, eles pediam logo o braço.Professora: Vamos, despachem-se! Senta-te, por favor! Estamos fartos de te ouvir brincar com papel. Senta-te, já! Senta-te, por favor!Aluno: Estou quase a acabar.Professora: Não te importas de retirar as jóias?... Importas-te de sentar e continuar com o exercício?Aluno: M…Professora: O que é que disseste?O nível de atenção dos alunos oscila consideravelmente. Num minuto, estão concentrados a fazer exercícios, e, logo a seguir, estão ao telefone, usando os telemóveis que escondem debaixo da mesa.Professora: O que estás a fazer aí em baixo?... Arranjaste uma bonita… Não fales comigo assim.Aluno: E tu também não fales comigo assim. Tenho os mesmos direitos do que tu. Tenho o direito de me manifestar.Professora: E consegues fazê-lo muito bem.Durante essa aula, tive um “ajudante”.Aluno: Não vejo por que é que tenho de ir lá para fora… Arranjar o meu telemóvel é mais importante do que estudar.Professor de Química: As coisas mais simples transformam-se em problemas, pelo que não me surpreende que um professor, numa sala de aula, se veja a braços com um estudante que se manifesta e exige os seus direitos, como se fosse um advogado. Em vez de se rir e de lidar com a situação, o docente acaba por ter dúvidas: “Será que vão ficar do meu lado, se eu tomar uma atitude?"Professora: Quem é que disse que era?Aluno: Eu.Professora: Não podem sair antes do fim da aula.Houve um rapaz que ficou farto do meu controlo e saiu da sala, batendo com a porta.Professora: Se saíres, metes-te numa grande alhada.Antes de entrar na sala de aula, li uma parte das orientações da tutela, para ter a certeza, preto no branco, que se podia aplicar algum castigo físico, no caso de o aluno perturbar a sala de aula, caso dois comecem “à bulha” ou caso danifiquem o património escolar. Assisti a todos esses casos, mas nunca soube o que era isso de “algum castigo físico”, pelo que nunca fazia nada, resolvia que o incidente se resolvesse por si só. Conhecia bem esses conceitos. Mas não concordava. No calor de uma discussão, quem é que vai consultar o advogado para perceber o que é isso de “algum castigo físico”. Quando uma criança irrompe daquela forma, deparo-me com um dilema. Será que devo agarrá-lo pelo braço e obrigá-lo a sentar-se, correndo o risco de ser acusado de usar força excessiva? Ou será que devo deixá-lo sair da sala, correndo o risco que se magoe “fora da sala de aula”, onde deveria ser responsável por ele? É muito difícil decidir “no calor do momento”.Professora: “Para onde é que ele vai?”Por experiência própria o poder mudou de mãos, passando dos docentes para os alunos e eles sabem disso…Tudo… A forma como passam pelos corredores da escola revelam que detêm o poder, que o lugar lhes pertence. Os alunos parecem querer ser adultos mais cedo.Professor de Inglês: Alguns jovens parecem conhecer bem os seus direitos, mas são poucos os que conhecem os deveres e as obrigações. Ainda assim, as crianças não deixam de ser crianças. Querem que lhe sejam impostos limites, elas querem ser controladas, ser tratadas como crianças. Não é fácil lidar com isso. É preciso ter segurança e calma.
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May 15 2010, 6:50pm | Comments »
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RESPOSTA DE SANTANA CASTILHO A MÁRIO NOGUEIRA
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No 10.º Congresso da Fenprof, Mário Nogueira fez um discurso apologético da sua acção como secretário-geral desta federação, "a maior organização sindical" com ele próprio gosta de adjectivar.Discurso que se compreende pela declarada intenção de levantar a moral das hostes para novas batalhas que se avizinham e pô-las em pé de guerra contra Santana Castilho (sem citar o nome, evocando, como "nódoa" política, a sua qualidade de ex-subsecretário de Estado de Balsemão), que tentou ajudar Aguiar-Branco a "fazer contas" (palavras suas) e "alguns posts em blogues da especialidade" (palavras suas, novamente).Acredito ter sido ovacionado por uma assembleia de pares sugestionada para ouvir aquilo que queria ouvir e que não foi defraudada por aquilo que foi dito. Todavia, entendo que Mário Nogueira devia ter ficado por aqui a digerir a sua"glória" de corifeu. Mas não!Havia que a dar a conhecer ao país, de lés a lés, um artigo de opinião seu no "Público"(03/05/2010), a anunciar o feito com o título exclamativo para maior ênfase: "Esta Fenprof incomoda que se farta!"Terminava o último parágrafo do meu último post, intitulado "Uma carta sobre a Ordem dos Professores", publicado neste blogue no passado dia 11, da forma seguinte: "Mais do que os blogues que debatem temas de ensino e incomodam que se fartam? Mas numa coisa esta federação tem razão: a Fenprof incomoda que se farta não tanto pelo que faz, diz ou escreve, mais pelo nível com que o faz, o diz, o escreve".O notável artigo de Santana Castilho saído no "Público", que aqui se transcreve, demonstra-o sem sombra de dúvida.Rui BaptistaResposta a Mário Nogueira Mário Nogueira assinou um artigo no PÚBLICO, a que deu o título “Esta Fenprof incomoda que se farta!” Dir-se-ia refém de uma qualquer peça de Ionesco, tantos são os absurdos em que se enleia, ou convertido à Patafísica, “ciência” de soluções imaginárias. Mário Nogueira espadeira contra indeterminados, que não tem coragem de citar. Aderente ao axioma “quem não está connosco está contra nós”, Mário Nogueira convive mal com esse espaço de liberdade que designa por “blogues da especialidade”. Mas destaca-me do naipe, que apoda de adversários da Fenprof e arautos de falsidades. A deferência merece resposta: 1. O meu último artigo, que Mário Nogueira refere como exemplo dos ataques à Fenprof e paradigma de falsidades, tem três vertentes claras para quem não seja analfabeto funcional: resenha diacrónica de escritos meus, cuja substância foi confirmada por desenvolvimentos posteriores; opinião, em que sou acompanhado por milhares de professores, divergente da linha oficial da Fenprof, mas que só a escola burlesca de Tarik Aziz poderia ignorar; e perguntas. Perguntas difíceis de tragar por goelas apenas oleadas para dar passagem a elefantes e sapos vermelhos, partidariamente cozinhados. 2. Lê-se no meu artigo: “Conhecemos o texto do acordo. Mas não conhecemos as actas, que se presumem feitas, das discussões havidas na maratona de 14 horas de negociações que o antecederam. A consideração da classificação do desempenho para efeitos de graduação dos professores foi ou não objecto dessa discussão? Se foi, em que termos? Se não foi, por que não foi? Se não foi, que atenção mereceu nos três meses seguintes de reuniões sem fim?” Isto não são falsidades. São perguntas legítimas a que Mário Nogueira não respondeu. E foi mais longe. Disse, com a naturalidade de um amador incompetente, que aguarda, quatro meses volvidos, que lhe enviem a acta de uma reunião de 14 horas, onde se tomaram deliberações graves sobre a vida de todos os professores. Esquecendo, para cúmulo, que a Fenprof divulgou, sob a epígrafe “Acordo de Princípios sobre Aspectos do ECD”, logo em Janeiro de 2010, uma informação aos professores onde invoca o “compromisso assumido pelo ME em acta negocial” (sic, sublinhado meu, retirado de documento que detenho e poderei fornecer a quem o não conheça). 3. Mário Nogueira chama-me implicitamente desonesto, porque afirmei no meu artigo que a Fenprof não se deu conta, inicialmente, que a classificação do desempenho contava para a graduação profissional, em sede de concurso. Não lhe admito a baixeza. No dia 12 de Abril, no site da Fenprof, estava escrito: “Para o concurso que hoje se inicia, é de salientar o facto de, no respectivo Aviso de Abertura, já não constar qualquer referência à consideração da avaliação para efeitos de graduação profissional, factor que, como a Fenprof tem vindo a exigir e a esmagadora maioria dos professores a defender, não deverá ser considerado já neste concurso.” Não é claro? É preciso fazer desenhos? Não aderi à moda da “acção directa” e por isso não meterei ao bolso o bigode do Mário Nogueira, quando o voltar a encontrar. Mas espero que ele tenha a hombridade de me telefonar a pedir desculpa. 4. Mário Nogueira, numa construção frásica sem coerência, compara a solução (acordo) a que chegou com Sócrates com a admitida pelo PSD. E num jeitinho conveniente, que conheço, atira lá para o meio o meu nome. Entendamo-nos uma vez mais: numa conferência que proferi na Assembleia da República, a convite do PSD, a abrir um debate público em que Mário Nogueira também participou, sintetizei bem o que pensava sobre o destino a dar à avaliação do desempenho em análise: suspensão e lixo. E Mário Nogueira ouviu-me dizer, cara a cara e nessa sessão, a Aguiar Branco e ao PSD, aquilo que ele não pode dizer a Jerónimo de Sousa ou ao PC. É a vantagem de se ser partidariamente independente. O PSD e Aguiar Branco, particularmente, ouviram-me repetidas vezes. Mas não seguiram um só dos meus conselhos e deram o dito por não dito, como o Mário Nogueira. 5. Mário Nogueira desenterrou o “memorando” de má memória, com que salvou Lurdes Rodrigues. Poderia contar a verdadeira história desse episódio, que ele sabe que eu conheço. Preferiu continuar a enganar todas as pessoas todas as vezes, o que é manifestamente impossível, como recordou Lincoln. Devo refrescar-lhe a memória que rejeita. Se numa escola com 100 professores dez foram à reunião de consulta e nove aprovaram o memorando, isso permitiu-lhe dizer que obteve 90 por cento de aprovações. Os bonzos da estatística do Ministério da Educação há cinco anos que usam os mesmos métodos. A escola é a mesma. Mas não é a minha. 6. A polémica, aqui, acaba agora. Diga Mário Nogueira o que disser. A minha luta não é contra os sindicatos, muito menos contra a Fenprof. Não alimentarei o gáudio dos detractores dos professores, nem malbaratarei a generosidade do PÚBLICO, sacrificando o espaço onde há anos defendo a escola pública. Se Mário Nogueira quiser continuar, conte comigo. Desde que os espectadores sejam só professores. Diga o sítio e faça os convites. Lá estarei para, cara a cara, lhe dizer o que precisa de ouvir. Entre professores e a bem dos professores e dos seus sindicatos. Sem conclusões previamente redigidas. Com acta feita na hora.Santana Castilho
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May 12 2010, 3:05pm | Comments »
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Classroom chaos: 4.ª escola
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/classroom-chaos-4-escola.html
Texto na continuação de outros aqui publicados.A professora, autora do documentário Classroom Chaos, confronta alguns dos registos vídeo que efectuou a outros professores, que referem ter as mesmas experiências em contexto de sala de aulaNão consegui entender-me com algumas raparigas quanto aos trabalhos a fazer e que a professora já tinha distribuído.Professora: Era para fazer tudo…Tem calma!Aluna: Estou calma! Se não estivesse, desatava aos gritos por aí, f…!Professora: Estar calma é isso? Tenham calma, as outras!Aluna: Sei o que tenho de fazer. Queres mandar em nós, mas a nossa stôra já disse o que tínhamos de fazer…Aluna 2: Disse sim.Professora: Importam-se de acalmar?Aluna: Vou acalmar-me, stôra. Vou contar até dez…Posso ser uma professora incompetente, que está “enferrujada” e desfasada da realidade, dos novos métodos de ensino, até aceito isso. Mas, quando se é professor substituto, as desvantagens estão todas contra nós: não conhecemos a escola, nem sequer sabemos as matérias que vamos ter de dar e, sobretudo, não conhecemos os alunos. Toda a gente sabe que os jovens provocam os professores substitutos, mas também sei que o nível de perturbação nas salas com que me tenho confrontado está bastante generalizado. Mostrei as gravações que fiz a professores de carreira.Professora de História: É uma situação que se repete todos os dias. Os professores não ficarão surpreendidos ou chocados. Dirão que é a rotina diária que têm de enfrentar. Também passei por um incidente grave como esse, sozinha, numa sala de aula. Tinha um aluno que tinha agredido um docente na véspera, que teve de ficar em casa. Atravessou a sala de aula, enquanto eu estava a ralhar com um aluno, e começou a agredir um outro rapaz.Não me limitei a falar com outros professores sobre o problema da indisciplina dos estudantes, também consultei os relatórios publicados recentemente. Vamos espreitar este. É um estudo de 2004 sobre as escolas escocesas e revela que 99% dos docentes referem o problema de os alunos estarem sempre a conversar ao mesmo tempo. 95% Dizem ter alunos a impedir os colegas de estudar. 94% Denunciam os alunos que comem e mastigam pastilhas, na sala de aula. Tenho aqui outro relatório da Universidade de Warwick. Revela que 81% dos professores dizem ter de enfrentar perturbações constantes durante a aula. Vamos ver este relatório da Universidade de Cambridge. Sabem qual é o principal problema relatado pelos professores? A indisciplina dos alunos. É o principal problema. Para onde quer que se olhe, a “música” é sempre a mesma. Não são professores substitutos. São professores a tempo inteiro. O problema não se resume unicamente a estas estatísticas, mas também os comentários de alguns docentes com os quais me identifiquei. Um diz que o simples acto de dar uma aula é uma luta constante. Tem toda a razão, na minha opinião. Este comentário foi feito por uma professora que entretanto desistiu da carreira de docente: “Era considerada como uma professora forte, mas a verdade é que me senti constantemente insegura e, por fim, nunca fui tão injuriada como nos últimos 12 meses.” São acusações graves!Continuo na quarta escola. Sou chamada para dar uma aula de Artes, uma disciplina em que não estou particularmente à vontade.Professora de História: Temos de lidar com noções tão básicas de disciplina como obrigá-los a sentarem-se… a levantar a mão antes de começar a falar.Professor de Química: A segurança que se ganha em saber exactamente aquilo que os alunos conseguem e não conseguem fazer, pode expor a indisciplina típica destes jovens.Mais tarde, nessa mesma manhã, pediram-me para dar aulas de Inglês a uma turma pequena de alunos com 13 anos. Até pensei que estava a reconstituir as lutas da Muralha de Hadrian, entre os Romanos e os nativos, depois de ver livros, caixas, bolas de papel pelo ar e que eram atirados uns contra os outros. Não conseguia impedi-los. Estiveram o tempo todo naquilo. Cheguei mesmo a ter de “montar guarda” junto à porta para impedir que alguns alunos saíssem. Ainda tentei pedir ajuda a algum professor que estivesse por perto, mas não vi nenhum, e conclui que não os podia travar. Um dos rapazes começou a passear pela sala de aula, batendo com a cabeça nas paredes. Chegou mesmo a intimidar-me e a ameaçar-me.Aluno: Se não nos deixares sair…Houve outro miúdo que disse que eu o tinha insultado, o que era completamente falso.Professora: Podem parar?Aluno: A stôra insultou-me, pessoal.Alguns estudantes pensam que podem ameaçar os professores com queixas e denúncias à polícia, com notificações e processos.Aluno: F…! Se me tocares… Já que me tocaste, vou já “tratar” de ti.Professora: “Não te quero ver nem de longe, Jim!”Era uma grande mentira. Conheço bem as regras do jogo.Aluno: O que é que eu fiz?Professora: A turma inteira pode…Aluno: Por causa do quê?Professora de História: É-nos dito que não podemos tocar no aluno. Nós é que somos os responsáveis. Nas escolas onde leccionei, os professores do sexo masculino nunca ficam sozinhos com as alunas. As professoras têm um pouco mais de “margem demanobra.Aluno 1: “Qual é a tua meu?”Aluno 2: “Ela está a dizer mentiras.”No fundo, quer dizer que temos de andar em terreno frágil”, e, quando isso acontece, não conseguimos disciplinar crianças. Parece-me que é um “pântano de pestes”.Professora: “Não consigo ouvir o que as pessoas estão a dizer.”A avaliação desta escola reconhece que alguns alunos manifestam um comportamento inaceitável, mas a verdade é que o dia que passei aí tive problemas em todas as turmas.Escola 4: Avaliação disciplinar detectou alguns problemas. No geral, o comportamento é satisfatório (Novembro de 2002).
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April 30 2010, 3:27am | Comments »
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PLANO INCLINADO COM PAULO GUINOTE
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Para quem ainda n ão viu o último "Plano Inclinado", com o convidado Paulo Guinote a falar sobre a educação em Portugal.
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April 29 2010, 5:12pm | Comments »
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"Caos nas salas de aulas": Escola 3
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/caos-nas-salas-de-aulas-escola-3.html
Texto na continuação de dois antes aqui publicados.Nesta escola a professora, que através da BBC realizou o documentário Classroom Chaos, confronta-se com duas medidas terríveis de combate à indisciplina: arame farpado e polícia no recinto escolar. No excerto que, a seguir se transcreve, não se refere, no entanto, que muitas escolas londrinas, recorrem também a medidas que já nos são familiares: câmaras de filmar e detectores de metais.Esta é a via pela qual estamos a enveredar no Ocidente: transformamos as crianças e os jovens em prisioneiros de cadeias de alta segurança, que, paradoxalmente, deixamos que funcionem de modo anárquico. Não podemos deixar de perceber que as crianças e os jovens ficam entregues uns aos outros, vingando a força e, em muitos casos, a crueldade, mas, ainda assim, não cuidamos que conheçam e cumpram as regras de convivência social mais elementares. Até quando continuaremos a repetir o slogan “ideologicamente correcto” mas falacioso, de que eles se auto-orientam e descobrem, por si mesmos, essa regras?As linhas que se podem ler de seguida conduzem-nos a interrogação em que temos insitido neste blogue: onde nos conduzirá a nossa demissão de educar e de ensinar? "Estou a caminho da minha próxima escola. Reparem, o que posso esperar de uma escola cercada por muros com arame farpado? Esta escola é de grande dimensão, com 1200 alunos, e fui chamada para duas aulas de Estudo e Comunicação com uma turma de alunos de 15 anos, numa sala de informática bem equipada. Neste emprego, todos os dias há uma surpresa nova, e hoje não foi excepção.Professora: Então rapazes? Não devem trazer bebidas para a sala de aula! Sabem disso.Eles conhecem as regras de uma sala de aula, estão escritas em todo o lado: nada de comida na sala. Mas, mesmo assim, abrem descaradamente os pacotes de batatas fritas, como se quisessem chamar a atenção.Professora: Já te pedi para guardares a comida, e não estava a brincar.Fica-se com a impressão de que estão a desafiar-nos, do estilo “vamos ver até onde vai, stôra”.Professora: Endireitem os monitores e acabem com a palhaçada. Não vão entrar no eBay, nem ver o sítio do Arsenal…Aluno: Não vamos fazer nada disso.Professora: Não vamos fazer isso. Se apanhar alguém a fazer isso, vai logo para a rua.Aluno: Stôra, porque não se senta e aproveita para ‘tirar uma soneca’?Professora: Não me vou sentar nem ‘tirar uma soneca, porque quero ter a certeza de que aprendem.Aluno: Que m… é esta?Professora: Desculpa, o que é que disseste?... Até parece que estamos na cabeleireira. Não te importas de parar de mexer no cabelo?Aluna: Um segundo… ela está mesmo mal!Professora: O que está a fazer nesse sítio?Reparei que tinha escrito “sexo anal” na página do Google.Aluno: Sim, acabei de escrever “sexo anal”, não é? Sim, porque eu…Professora: Sabes uma coisa? Vais já lá para fora! Já pedi para te virem buscar e para te levarem para outra sala.Alguns minutos mais tarde, um agente da autoridade entra na sala de aula, perguntando se pode dar-me uma palavrinha. Fiquei a saber que era um agente da Polícia Municipal. Queria confirmar comigo o tal incidente. Pareceu-me um bocado excessivo chamar-se a Polícia por causa de alguns rapazes daquela turma. Afinal, ele era o agente residente daquela escola. Nunca tinha ouvido falar em tal coisa. Era novidade para mim. Na realidade, em Abril de 2005, há 260 agentes de serviço, a tempo inteiro, nas escolas inglesas. Não é chocante? Só passei um dia naquela escola e tive problemas com quase todas as turmas.Escola 3: A avaliação disciplinar é boa. Os alunos mais novos não sabem ser disciplinados (Março de 2004).
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April 29 2010, 3:02am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Vem recriar a tua interpretação de forma lúdico-pedagógica
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No dia 10 de Junho próximo, a revista Forúm Estudante comemora, pela primeira vez, o Dia da História, o que se traduz num concurso nacional dirigido a alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário. Essa iniciativa, que decorre durante todo o dia, terá por cenário o Castelo de S. Jorge, em Lisboa. Se o leitor estiver a par do modo como é (mal)tratada a História nos sistemas educativos ocidentais, não poderá deixar de pensar: excelente iniciativa e excelente sítio!O sítio é, na verdade, excelente, mas a inciativa... Explico o que justifica as minhas reticências, tomando a liberdade de sublinhar algumas expressões contestáveis:"Vem recriar a História de Portugal. Com a tua Escola, escolhe um facto da nossa História e através do teatro, da música, da dança ou da internet, vem apresentar a tua interpretação..."... "tem por objectivo proporcionar um aprofundamento do conhecimento da História de Portugal, de forma lúdico-pedagógica e em clima de festa."Considero que se trata de expressões que podem desencadear equívocos por parte dos alunos, o que se deveria pugnar por não acontecer. Explico: .Por um lado, é possível os alunos entenderem que, não obstante a sua condição de aprendizes, podem, com legitimidade, fazer, ter e apresentar publicamente "a sua interpretação" de factos históricos. Ora, a interpretação de factos históricos deve estar reservada aos especialistas que, em virtude de os terem estudo e de, por isso, os conhecerem a fundo, têm legitimidade para se pronunciarem interpretativamente acerca dos mesmos. Logo, quem dá os primeiros passos no conhecimento dos factos históricos deve, neste tipo de circunstância, representá-los; não recriá-los segundo a sua versão. Dar-lhes a entender o contrário é enganá-los ou enganarmo-nos..Por outro lado, o lúdico e o pedagógico têm um lugar distinto, ainda que fundamental, na vida dos jovens. O lúdico não é suportado, nem tem de ser, em conhecimento científico; o pedagógico não pode deixar de o ser..Neste passo, devemos perguntar quem apoia esta iniciativa? Quem a apoia é o Ministério da Educação através da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular; a Câmara Municipal de Lisboa através dos pelouro da Cultura e Turismo e da Educação e Juventude); do Castelo de S. Jorge; a Associação de Professores de História e o Centro de Estudos de Povos e Culturas de Expressão Portuguesa, da Universidade Católica Portuguesa. .A sociedade portuguesa, portanto!.Para mais informações sobre o assunto pode consultar o sítio da DGIDC.
April 28 2010, 12:52pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
"Caos nas salas de aulas": Escola 2
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Texto na continuação de um outro antes aqui publicado.No documentário da BBC, intitulado Classroom Chaos, a professora tece considerações sobre uma segunda escola da zona de Londres. Faz notar, como excepção, o funcionamento normal de uma turma:Agora, vou a caminho Segunda escola documentada: de uma escola que tem tido problemas bastante graves. Contudo, tomou posse uma nova Direcção e consta que estão a tratar dos problemas. Esperemos que a experiência de hoje seja um pouco melhor que a dos outros dias. A segunda escola que filmei é de dimensão média e conta com cerca de 600 alunos. Hoje tive uma experiência bastante engraçada. Estive numa escola de Londres com problemas sociais graves.(...) A escola é frequentada por muitos filhos de imigrantes e de requerentes de asilo, assim como por muitos alunos repetentes.Nesta aula de Geografia para miúdos de 12 anos, ao fim de quinze minutos, pensei: “o que se passa aqui?”. Pensei: “Meu Deus, isto está tão calmo!”. Manteve-se assim, e os miúdos portaram-se lindamente. Contudo, foi a experiência mais estranha que já vivi. Há muito tempo que não via algo assim.Professora: “Sabia que conseguem assimilar isto três vezes mais rápido do que a outra turma?”Contudo, a minha satisfação não durou muito mais, já que as duas, três aulas seguintes eram com outros alunos, jovens com 14 anos. É o velho problema da idade. Convencê-los a despir os casacos, a guardar as mochilas por baixo da mesa, e apresentar os trabalhos e a prestar-me atenção foi de todo impossível. Eu era uma mulher invisível. Segundo a avaliação desta escola, sabe-se que os alunos portam-se mal com os professores substitutos.Escola 2: A nível disciplinar, a avaliação é boa. Alguns alunos têm problemas com os professores substitutos (Fevereiro de 2003).
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April 27 2010, 9:42am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
NOVA EQUIPA DA EDUCAÇÃO EM DIFICULDADES
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Análise de Nuno Crato publicada hoje no "Diário Económico":"O governo anterior, na segunda metade dos seus quatro anos, perdeu por completo o norte educativo: envolveu-se numa guerra sem sentido e embrenhou-se em ofertas de computadores, na simplificação dos exames e na manipulação de estatísticas. Viveu para a imagem. Perdeu-se pela imagem. O resultado, dramaticamente para todos, é que se comprometeu uma oportunidade histórica para melhorar o sistema educativo. A nova equipa está com dificuldades aparentemente insuperáveis. Mas não basta voltar atrás em tudo o que o Ministério anterior fez. É preciso avançar para a qualidade do ensino. Será necessário, por exemplo, aumentar a coerência dos programas e subir o seu grau de exigência. A nova ministra decidiu, acertadamente, traçar metas educativas - objectivos curriculares simples, observáveis e mensuráveis -, algo que estava em gestação intermitente no ministério desde 2003. Mas isso não pode ser feito com quem defendeu "competências" vagas e sempre se opôs à clareza nos objectivos e nos conteúdos".Nuno CratoPresidente da Sociedade Portuguesa de Matemática
April 24 2010, 11:23am | Comments »

