Hoje começa em Coimbra um colóquio com o título que está em cima. Publicamos sobre ele um artigo do organizador do Colóquio, João Gouveia Monteiro, que saiu antes no "Diário de Coimbra":Escrevi há tempos uma crónica intitulada “O Elogio da Leitura”. O objectivo era chamar a atenção para a perda de hábitos de leitura convencional regular entre os jovens. Com consequências nefastas em termos da sua expressão escrita e oral. Esta crónica suscitou diversos comentários e por isso regresso ao tema.Não nego que os nossos jovens não leiam mais. Por exemplo, é seguro que lêem muito mais periódicos. E também lêem muito mais em suporte informático. O que eu digo é que eles, em média, lêem pior, que há uma clara infantilização da leitura. E a prova é que a sua capacidade de expressão por escrito se está a degradar fortemente. Pelo menos entre os jovens que frequentam a Faculdade de Letras, disso não tenho a menor dúvida. E se é assim em Letras…Reconheço que hoje os nossos adolescentes têm capacidades de diversa natureza que superam em muito as da minha geração. Por exemplo, do ponto de vista técnico, do manejo de equipamentos electrónicos essenciais para a satisfação de múltiplas necessidades. Isso é verdade. Mas devemos por isso desvalorizar a degradação de um domínio tão estruturante quanto é a capacidade de expressão oral e escrita? Em que profissão é que isso não lhes será essencial? Em que medida é que a própria formação humanística do indivíduo, do cidadão, não se ressente da perda de qualidade nessas duas vertentes nucleares? A questão é muito complexa e não se resolve com receitas simples. Tem decerto que ver com o panorama da escola pública. E com o aumento de ofertas muito apetecíveis, que vendem aos nossos jovens muito prazer por pouco esforço. A própria forma como hoje a maioria das famílias encara a utilização da televisão ajuda a distorcer as prioridades: a caixa que mudou o Mundo, e que podia ser um instrumento extraordinário de elevação do nível cultural dos cidadãos, é quase sempre um factor de alienação. Entre novelas de baixa qualidade, jogos de futebol em catadupa e programas de informação convertidos em reality shows, a hipotermia cultural é certa. Mas poucos são os que resistem a um zapping sem rumo e oferecem aos filhos um bom livro, um bom programa gravado ou um bom filme. E, no entanto, é seguro que, nestas alternativas, existiria muita matéria para seduzir pela positiva e para instruir sem bocejo os nossos jovens. Uma outra alternativa consistiria em instituir em casa, com os atractivos que se revelassem razoáveis, uma espécie de Plano Paternal de Leitura, paralelo ao Plano Nacional de Leitura. Seria tão bom que livros como O Principezinho, Mobby Dick, Emílio e os Detectives, O Meu Pé de Laranja Lima ou, noutro género, os Contos de Hans Christian Andersen ou O Mundo de Sofia, entre muitos outros, não faltassem na formação literária, cultural e afectiva dos nossos meninos.Estou convicto disto e vou defendê-lo no Colóquio sobre o Livro e a Leitura entre os Jovens que a Imprensa da U.C., a Direcção-Geral da AAC e a Biblioteca Geral vão promover este Novembro, no TAGV (dia 17 às 17h00) e na Faculdade de Letras (dia 18 às 14h30). Quero ver os nossos escritores, jornalistas, editores, responsáveis culturais, professores, os nossos jovens, porem o dedo numa chaga que alastra perigosamente. João Gouveia Monteiro.
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O LIVRO E A LEITURA ENTRE OS JOVENS
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November 17 2009, 5:38am | Comments »
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Ainda a avaliação dos juízes e dos professores
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Senhor Doutor Juiz M. Garcia:“Chorarão os nobres vendo que se não guarda cortesia à sua qualidade” (Padre António Vieira, 1608-1697).Vivi a minha juventude no tempo em que a magistratura judicial tinha uma consideração social que, infelizmente, os ventos da modernidade tornaram reminiscência de uma velha tradição portuguesa. Recordo-me dessa época como simples e respeitoso espectador. Respeito que ainda hoje tenho como intocável.V.Exª. - num tratamento devido aos juízes, mas quase caído em desuso, ou atribuído a quem dele não é merecedor – usufruiu em plenitude uma longa e trabalhosa vida profissional na honra de uma actividade altamente prestigiada. Igualmente, tempos houve em que a profissão de professor liceal tinha um prestígio comparável a todos os outros mesteres exigentes de um curso superior, quiçá, com excepção dos médicos por lidarem com a doença e serem a esperança na sua cura.Disso mesmo nos dá conta a académica Clara Pinto Correia em ”O render dos heróis” (DN, 22/10/1995), em que, a páginas tantas, referindo-se aos professores do liceu (“mesmo que liceu seja uma palavra que já não se usa”, segundo ela), escreve que “devíamos beijar-lhes as fímbrias do manto”. A cátedra universitária e a magistratura ocupavam o topo classificativo do prestígio social que eu mantenho, com excepção dos que dela não são credores e que são certamente do conhecimento pessoal de V.Ex.ª. De casos insólitos tomei conhecimento pela leitura do livro “As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa” (embora correndo o risco do apostema de “parecer contentar-me com prosas alheias”, V. Ex.ª o escreveu, mas que eu aceito na minha condição de leitor compulsivo), da autoria de Sofia Pinto Coelho, jornalista da SIC com formação universitária jurídica.Para utilizar um lugar-comum, não querendo ser vítima de generalizações sempre perigosas tenho para mim que o caso de histórias picarescas de juízes, aí contadas, são a excepção que confirmam a regra do respeito que a profissão nos deve merecer pela isenção e coragem sempre demonstradas em tempos difíceis do Estado Novo.Bem eu sei que esses tempos eram outros com a comunicação social com os riscos do lápis azul da censura sem poderem dar notícia dos escândalos de então envolvendo figuras que, com o manto espesso da sua força política e prestígios profissional e social, se abrigavam de tempestuosos escândalos debaixo do guarda-chuva de um silêncio imposto. Hoje, e felizmente que assim acontece, tudo se sabe e a comunicação social, ampliada por esse órgão difusor de noticiário que alia a palavra à imagem (e como se costuma dizer uma imagem vale por mil palavras), traz ao nosso lar, em fracções de segundo, os escândalos da vida pública que perdeu a privacidade dos salões em que eram apenas ciciados entre os poderosos e os validos.Por tudo isto, Senhor Doutor Juiz, e que de pouco pouco tem, não foi sem um declarado estupor que vi não ter sido compreendida a mensagem que quis fazer passar de um possível laxismo na avaliação dos juízes e dos professores do ensino não superior. E ,assim, não posso deixar de me interrogar:Que pérfidos desígnios desviariam o meu juízo para beliscar a honorabilidade dos juízes em geral? Que loucura perturbaria a minha mente para criar a perplexidade que o meu post anterior parece ter causado? Que hodierno Pégaso me conduziria, em alado e desvairado tropel, não ao Monte Helicon, inspirador de musas e poetas, mas às profundezas do indecoro?Como última ratio, resta-me defender-me perante V. Ex.ª, e perante os leitores que nos possam ter lido, para que a suspeita que pairou sobre a minha modesta escrita, que não foi redigida “de pena ao vento”, como diria Eça, por a ter por meditada, embora no risco de uma simples nuvem poder ser tomada por Juno fazendo cair sobre mim um opróbrio que julgo não merecer. A intenção do meu texto foi apenas a que declaro e que mereceu por parte de V. Ex.ª uma crítica que tenho em minha opinião (e as opiniões valem o que valem) por injusta.Ou seja, o uso que fiz dos dados estatísticos da avaliação dos juízes teve apenas como leitmotiv chamar a atenção para o pedido público, que insistentemente tenho feito, para que fossem arejados de gavetas oficiais bafientas os elementos respeitantes aos professores. Pedido nunca satisfeito, embora os tenha como valiosos para uma discussão que se eterniza sobre um possível, em minha opinião, laxismo, em contraponto com o parecer dos sindicatos que, ao longo dos anos, sempre tiveram essa avaliação como coisa boa e suficiente para os fins em vista, ainda que numa visão toldada por interesses dos seus associados e dos seus dirigentes.Com respeito a outras apreciações críticas que se dignou fazer ao meu texto, poderão elas fazer crer, ao leitor que dele faça um leitura em diagonal, terem saído do teclado do meu computador quando, em boa e justa verdade, foram extraídas do livro de Sofia Pinto Coelho. Para bem ou mal dos meus pecadilhos, mantenho o hábito da leitura de livros numa época em que o Google parece despojá-los da tarefa trabalhosa, mas sempre gratificante, da sua consulta como fonte da maior fiabilidade.Finalmente: “Ora o que se diz no escrito do Autor do Leito de Procusta é que ‘a esmagadora maioria dos juízes é óptima’”. Aceitaria, de melhor grado, até para evitar interpretações enviesadas por parte de leitores menos atentos, que em vez de “escrito” teria um melhor cabimento a palavra “transcrição”. Por outro lado, a classificação de “medíocre”, atribuída a um só juiz, justifica, plenamente, a minha estupefacção e o facto de eu ter ido para a cama com “as cantigas das percentagens”, como escreveu. Sem que isso perturbasse o meu sono.Entre outras, de acordo ambos numa coisa: esta vida não é um mar de rosas. Por vezes, é até um mar de espinhos, que o relato que o Senhor Doutor Juiz faz da sua vida profissional, e que eu li em respeitoso acolhimento, bem o demonstra.Respeitosamente,Rui Baptista
November 14 2009, 1:34pm | Comments »
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Descubra os ERROS!
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Parece que a "Face Oculta" está para durar. Mas não era sobre isso que queria falar. Queria só que jogassem comigo ao "descubra os erros".Armando Vara enviou um carta ao conselho superior de supervisão do BCP pedindo "suspenção"/suspensão dos seus mandatos no banco. Mas teve o cuidado de dizer: é uma "suspenção"/suspensão e não uma "renuncia"/renúncia, pois isso poderia ser interpretado como "assumpção"/assunção* de culpa.Veja a carta aqui e descubra os erros de ortografia do administrador do BCP que pelos vistos também suspendeu o Português.:-( É a vida.Isto faz-me lembrar um livrinho muito engraçado que ofereci há dias à minha filha mais nova (a Beatriz de 7 anos). Intitula-se "A menina que não gostava de livros", da autoria de uma senhora indiana a viver no Canadá (Manjusha Pawagi). Muito interessante, fácil de ler e que incentiva a ler. Pode custar no início, como ao gato Max que ficou marcado na cauda com a forma de um grande livro que lhe caiu em cima :-)Mas ajuda pela vida fora, e é uma enorme fonte de prazer.De vez em quando ofereça um livro ao seu filho(a). E leia-o com ele(a), substituindo algum do tempo em frente à televisão. Vai fazer toda a diferença. *assumpção é uma variante de assunção
November 10 2009, 4:25am | Comments »
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Fantástica Mensagem (que devia ser passada no debate sobre o programa de Governo, com os presentes todos em silêncio)
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November 5 2009, 9:51am | Comments »
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Estratégia para o conhecimento
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Dizia-me um responsável de uma grande empresa tecnológica nacional que os saltos tecnológicos registados na empresa foram sempre o resultado da intervenção de pessoas que estavam na empresa há menos de um ano. Ou seja, foram o resultado da actividade de pessoas que eram relativamente livres para serem disruptivas e sugerirem alterações ou mudanças inesperadas para os outros. Pessoas criativas, com capacidade de inovar e de colocar em prática as suas ideias. É muito significativa e talvez surpreendente esta observação.Portugal não tem dimensão suficiente para gerar escala, isto é, as empresas nacionais não podem contar com o mercado nacional para se desenvolverem e serem competitivas. Nem sequer para sobreviver. Por isso, precisam de se aventurar em novos mercados, por esse mundo fora, tirando partido da sua criatividade e capacidade empreendedora. Isto é, devem distinguir-se pela qualidade dos seus produtos, pelos serviços que oferecem, pela sua disponibilidade e pela forma como se apresentam ao mundo: têm de ser diferentes e melhores. Não é só design e ergonomia, é também funcionalidade, tecnologia, serviços, integração, novidade ou, numa frase, projecto criativo de produtos e serviços tendo por base a satisfação de interesses do mercado. Para atingir estes objectivos é costume dizer-se que precisamos de inovar, conceito que tem sido usado até à exaustão. Mas as empresas percebem que isso necessita de pessoas criativas que constantemente procuram melhores soluções, mas que também são capazes de se organizar para as colocar em prática. É por aí que tem de começar um plano coerente de desenvolvimento do país: chamem-lhe plano tecnológico, ou mais adequadamente, estratégia para o conhecimento. Pelas pessoas. Pelas novas gerações, em particular. Com o objectivo de criar a consciência colectiva da necessidade de esforço, iniciativa pessoal e original como forma de encarar a vida e planear o futuro. Este esforço é particularmente necessário junto de escolas secundárias onde é importante fazer chegar o exemplo de empreendedores e respectivos trajectos de vida, bem como demonstrar formas alternativas e originais de trabalhar, para que os jovens possam alargar horizontes e se apercebam que dependem de si, da qualidade da educação que tiveram, mas também, em grande medida, da sua atitude perante a vida. Será esse binómio que lhes permitirá aproveitar as oportunidades que a vida lhes proporcionará, mas também criar as suas próprias oportunidades, seja por conta própria ou por conta de outrem. Os cursos de empreendedorismo, o contacto com empresas inovadoras e a relação das escolas com a universidade e centros de saber são ainda mais críticos nestas faixas etárias. Conhecimento, espírito empresarial e empreendedor são valências essenciais ao nosso futuro colectivo.
November 5 2009, 12:17am | Comments »
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Um comunicado da Fenprof
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Novo post de Rui Baptista: “A vida é um pouco mais complexa do que se diz, e também as circunstâncias. Há uma necessidade premente de demonstrar essa complexidade” (Marcel Proust)Embora sem comungar totalmente com o pessimismo de Antero de que “a nossa fatalidade é a nossa história”, nesta hora de comprovado desastre de uma política educativa que muito se preocupa com meras finalidades estatísticas (como disse Leite Pinto, ministro da Educação do Estado Novo: “Há duas maneiras de mentir: uma é não dizer a verdade, outra fazer estatística”) para consumo tanto interno como externo, como que a modos de pacóvio orgulho nacional que foge, porém, às comparações mais exigentes, deparei-me estes dias com um comunicado/ anúncio da Fenprof no semanário Campeão das Províncias. Paradoxalmente, a doutrina defendida no comentário da Fenprof está de acordo com as medidas legislativas publicadas anteriormente pela anterior tutela do ministério da Educação (Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro) . Para um cotejar de intenções, transcrevo parte do comunicado da Fenprof: “Os professores são exigentes porque querem o melhor para a Escola e para a Educação”. E, como corolário desse exórdio surge depois o requisito impositivo: “A revisão profunda do Decreto Lei n.º 15/2007, Estatuto da Carreira Docente, factor determinante do descontentamento e indignação sentidos pelos docentes portugueses”. Uma leitura atenta do que está plasmado no preâmbulo do referido Decreto-Lei contradiz, porém, a falta de exigência para a Escola e para a Educação. Assim, transcrevo desse preâmbulo: “Contudo, a formação contínua, em que o País investiu avultados recursos, esteve em regra divorciada do aperfeiçoamento das competências científicas e pedagógicas relevantes para o exercício da actividade docente”. De facto, como é consabido, grande parte da formação contínua dos professores esteve longe (bem longe, até) de obedecer às louváveis intenções de “aperfeiçoamento” das competências docentes, uma vez que os professores, por falta de formação contínua específica, se viam obrigados a frequentar acções de formação que nada tinham a ver com as matérias que leccionavam. A título de mero exemplo, cursos de música para professores de português (ou vice-versa) nada acrescentavam à formação académica inicial dos formandos, num mundo em mudança constante, em mudança quase meteórica. No dealbar do século XXI, a Educação não pode nem deve fornecer paliativos burocráticos à crise nas escolas sob a capa de uma formação contínua docente que eu chamaria descontinuada, em eufemismo bondoso.Aliás, no próprio comunicado da Fenprof se dá conta da necessidade de maior exigência quando defende “a abertura de um amplo debate com vista à melhoria da formação inicial dos docentes e uma profunda remodelação da formação contínua” . E aqui reside o caricato da situação. Vir agora a Fenprof a exigir “uma profunda remodelação da formação contínua” com suporte legal em legislação publicada anteriormente pelo ministério da Educação. Ou seja, em certos aspectos, parece ser mais aquilo que une a Fenprof à tutela ministerial da Educação do que aquilo que as separa...Mas, por outro lado, em face da polémica extremada que desencadeou, já não existe concordância entre sindicatos e governo na crítica este que faz ao antigo sistema de avaliação dos professores: “A progressão na carreira passou a depender fundamentalmente do decurso do tempo, o que permitiu que docentes que permaneceram afastados da actividade lectiva durante a maior parte do seu percurso profissional tenham chegado ao topo da carreira “. Como disse Virgílio na Eneida, “hoc opus hic labor est”, ou seja, aqui é que reside a dificuldade em conciliar os interesses dos sindicalistas que se perpetuam nos lugares, em alguns casos, sem quase ou nenhuma experiência docente no seu currículo profissional, para evitar a situação escandalosa de titulares de cargos sindicais terem chegado ao topo da carreira docente sem o conveniente exercício docente e respectiva avaliação.A razão é mais do que óbvia. Mesmo não pondo em dúvida o sentido de “missão” (de que alguns se julgam ou dizem ungidos), um óptimo sindicalista pode ser um péssimo professor e vice-versa. Como advertiu o cientista George Lichtenberg, “se queres provar-nos que és competente em agricultura, não o proves semeando urtigas”.P.S.: Um outro ponto do comunicado da Fenprof merece uma análise aprofundada que ficará para outra altura. Refiro-me a uma outra exigência sindical: “A extinção da espúria prova de ingresso na profissão docente e respeito pelas qualificações dos docentes e pela autonomia das escolas na verificação das condições para o exercício da profissão”.Rui Baptista
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October 31 2009, 2:19pm | Comments »
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"PORTUGAL ESTÁ PREOCUPANTEMENTE AFASTADO DA MODERNIDADE EUROPEIA"
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/portugal-esta-preocupantemente-afastado.html
Informação recebida do Museu de Ciência de Coimbra (na imagem, cartoon de João Abel Manta):Sebastião Formosinho vai lançar, a 28 de Outubro, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), o livro "Uma Intuição por Portugal"Portugal está "preocupantemente" afastado da modernidade europeia. O alerta é do director do Departamento de Química da Universidade de Coimbra, Sebastião Formosinho, que explora as "fraquezas" da ciência portuguesa no novo livro "Uma intuição por Portugal". A obra vai ser lançada no dia 28 de Outubro às 18 horas no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), com apresentação do físico e director da Biblioteca Geral da UC, Carlos Fiolhais."A partir de um estudo do conhecimento tácito — o conhecimento que adquirimos por aprendizagem com os mestres vivos ou já falecidos — a obra debruça-se sobre a coesão do nosso país, sobre as dificuldades que temos de enfrentar para que possamos atingir a modernidade europeia", avança Sebastião Formosinho.Em "Uma Intuição por Portugal", o cientista analisa as semelhanças e as diferenças entre países em diversos domínios, como o da ciência ou o da educação. E é dos agrupamentos que forma a partir daí, que surgem as suas conclusões relativamente a Portugal, e nomeadamente à ciência portuguesa."Da teoria do conhecimento tácito decorre (e a obra confirma-o recorrendo à estatística) que o conhecimento científico há-de apresentar marcas culturais, dado que é realizado com uma base fiduciária da língua, das tradições, das culturas, reflectidas na geografia dos povos europeus. Estas marcas culturais estão patentes nas semelhanças ou diferenças entre países, para as configurações das diferentes áreas científicas", explica o cientista. Nesse aspecto, sublinha, Portugal está mais próximo da República Checa e da Hungria do que dos seus vizinhos geográficos, enquanto que, por exemplo, a Espanha, que tem uma raiz cultural "bastante comum" com o nosso país, "já evoluiu", encontrando-se no grupo da França, da Suíça e da Alemanha. "A Espanha aproximou-se da sua geografia de maior modernidade europeia", nota.Para Sebastião Formosinho, há em Portugal questões culturais que estão a "determinar" o nosso modo de vida e a "distanciar-nos" da geografia a que pertencemos. "Pedindo emprestadas palavras do filósofo José Gil, é o 'medo de existir' que atormenta de há muito Portugal. Um medo que arrasta consigo a inveja, a fuga ao risco, a não-inscrição, a instabilidade de estratégias políticas, institucionais, administrativas e outras constituindo já, infelizmente, uma marca cultural", explica."Dada a importância da ciência nos países desenvolvidos, o facto de Portugal se ver distanciado da Espanha e ficar numa geografia que não é a mais natural, enfraquece-nos e é motivo de preocupação futura", adverte Sebastião Formosinho. Daí que o cientista tenha decidido chamar à sua obra "Uma Intuição por Portugal", porque nela apresenta sugestões, alguma das quais "intuídas" do estudo realizado, com o objectivo de "reaportuguesar Portugal, tornando-o Europeu", isto é, de aproximar o nosso país da sua geografia natural.De resto, adianta o director do Departamento de Química da UC, já houve em Portugal a tentativa de implementar uma escola que privilegiasse o conhecimento tácito, o tal conhecimento que advém da experiência, da relação mestre/aprendiz. "Possuímos conhecimento que não conseguimos verbalizar inteiramente, pelo que sabemos mais do que conseguimos dizer. Assim, a experiência de Viseu poderia ter sido uma escola com uma vocação para o ensino do conhecimento tácito e do conhecimento explícito, graças a uma patente aí desenvolvida, intitulada HEINET (Human Education Interface Network), e que interessou operadores no campo da medicina dentária e da arquitectura".Licenciado em Física e Química pela Universidade de Coimbra e doutorado em Londres pelo Royal Institution of Great Britain, Sebastião Formosinho (nascido em 1943) é membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e dirige desde 2004 o Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Ao longo de uma carreira académica que iniciou em 1964, foi distinguido com diversos prémios científicos, entre os quais o Prémio Gulbenkian para Ciências Básicas de 1994. Entre os cargos de relevo que desempenhou, foi Secretário de Estado para o Ensino Superior (1980-81) e presidente da Sociedade Portuguesa de Química (1992-98).
October 27 2009, 6:12am | Comments »
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"Desafio da Convicção"
http://terrear.blogspot.com/2009/10/desafio-da-conviccao.html
Subscrevo com convicção. O problema de MLR foi o de ter dificuldade de ver todas as faces do problema e de agir em conformidade. Um excerto de notícia do "Público":Por último, as escolas devem acolher o “desafio da convicção”.“Se aceitamos a escolaridade longa, precisamos de aceitar que todos podem aprender e ser ensinados, mesmo os que têm dificuldades ou menos motivação”, uma incumbência que disse caber também às famílias e empresas, que devem ser mais exigentes em relação ao nível de educação dos jovens.Também o Estado tem a obrigação, sustentou, de “garantir que a escola pública tem e terá todas as condições, todos os recursos humanos e profissionais, todos os recursos físicos e tecnológicos, todos os recursos organizacionais e de gestão para cumprir as metas que hoje lhe atribui”.“Não podemos desistir de nenhum dos nossos jovens. Nenhuma criança, adolescente ou jovem pode ser deixado para trás”, sublinhou ainda na sua intervenção.
October 16 2009, 5:31pm | Comments »
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Quem Educa Ama
http://terrear.blogspot.com/2009/10/quem-educa-ama.html
A esta crónica, estimulante, de Miguel Santos Guerra:“Quien ama educa” es el título de un reciente libro de Içami Tiba, licenciado en Psiquiatría por la Universidad brasileña de Sao Paulo. El libro está dirigido a padres y madres y, también, a educadores y educadoras. En él se “ofrecen las claves necesarias para impedir que los hijos los tiranicen, les ayuda a descubrir las consecuencias de una educación permisiva y los prepara ante posibles situaciones críticas”, se dice en la contraportada. Cuestiones importantes y en absoluto sencillas sobre las que conviene reflexionar. Pero no me importa tanto el contenido del libro como glosar su hermoso y certero título que, a mi juicio, encierra una gran verdad. Si la educación es algo, es precisamente comunicación influyente y beneficiosa. Y para ser comunicación beneficiosa entre personas, tiene que estar sustentada en el amor.Me preocupa que haya mercenarios en la educación. Caracteriza a los mercenarios el desempeño de un oficio por un salario, sin que medie apasionamiento, sin que en el ejercicio de la tarea existan sentimiento alguno. Hay muchos rebotados que aterrizan en la enseñanza porque no han podido hacer lo que realmente querían. Me preocupa el hecho de que algunos se dediquen a esta tarea “porque de algo hay que vivir”, “porque es un modo como otro cualquiera de ganar un dinero” y “porque no encontré otra cosa mejor”….(Continua)
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October 3 2009, 11:33am | Comments »
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Melhores filhos para o nosso planeta!?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/melhores-filhos-para-o-nosso-planeta.html
"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"Esta foi a pergunta vencedora num congresso sobre vida sustentável.Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
September 28 2009, 4:35pm | Comments »



