Um texto meu, recentemente publicado no Inimigo Público:
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HUMOR: Novas Oportunidades vão certificar inteligência emocional
http://dererummundi.blogspot.com/2010/11/humor-novas-oportunidades-vao.html
November 9 2010, 7:02am | Comments »
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O Elemento
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From one of the world's leading thinkers and speakers on creativity and innovation, a breakthrough book about talent, passion, and achievement.The element is the point at which natural talent meets personal passion. When people arrive at the element, they feel most themselves and most inspired and achieve at their highest levels. The Element draws on the stories of a wide range of people, from ex-Beatle Paul McCartney to Matt Groening, creator of The Simpsons; from Meg Ryan to Gillian Lynne, who choreographed the Broadway productions of Cats and The Phantom of the Opera; and from writer Arianna Huffington to renowned physicist Richard Feynman and others, including business leaders and athletes. It explores the components of this new paradigm: The diversity of intelligence, the power of imagination and creativity, and the importance of commitment to our own capabilities.Fonte
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November 4 2010, 6:51am | Comments »
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Poema do alegre desespero
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Na sequência do texto anterior, reproduzo o Poema do alegre desespero, de António Gedeão, publicado em Linhas de Força.Sendo Rómulo de Carvalho professor, percebia claramente que o conhecimento tem valor, e estava consciente de que a função de quem ensina é transmiti-lo, fazendo-o renascer, fazendo-o servir... para que a herança da Humanidade possa ser preservada, revista, acrescentada.Compreende-se que lá para o ano três mil e talninguém se lembre de um certo Fernão Barbudoque plantava couves em Oliveira do Hospital,ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Doresque tirou um retrato toda vestida de veludosentada num canapé junto de um vaso com flores.E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto(o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império)com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil,e o Estrabão, o Artaxerxes, e o Xenofonte, e o Heraclito,e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil,e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras,que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio,e passavam a vida inteira a fazer guerras,e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio,e o resto tudo por aí fora,e a Guerra dos Cem Anos,e a Invencível Armada,e as campanhas de Napoleão,e a bomba de hidrogénio,e os poemas de António Gedeão.Compreende-se.Mais império menos império,mais faraó menos faraó,será tudo um vastíssimo cemitério,cacos, cinzas e pó.Compreende-se.Lá para o ano três mil e tal.E o nosso sofrimento para que serviu afinal?
November 2 2010, 3:27pm | Comments »
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HUMOR: Novas Oportunidades vão certificar incompetetências
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Um texto meu, recentemente publicado no Inimigo Público:
October 29 2010, 8:22am | Comments »
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"Apesar de tudo era importante que os alunos convivessem com os professores”
http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/apesar-de-tudo-era-importante-que-os.html
Não entenda o leitor que o propósito deste texto é defender os responsáveis por políticas e medidas educativas nem os especialistas em ciências da educação ou em pedagogia. Não são, aliás as pessoas que se defendem, se questionam ou se combatem, mas as ideias que veiculam.Porém, depois de ter lido duas entrevistas ao Professor António Câmara (aqui e aqui) e das quais Norberto Pires disponibilizou aqui extractos, não pude deixar de pensar, que se tivesse sido um político ou um pedagogo a fazer tais afirmações, o impacto nos leitores teria sido diferente.Independentemente da pessoa que faz tais afirmações, elas não podem deixar de requer ponderação, mesmo quadro do ensino universitário, que me parece ser aquele em que o entrevistado se situa.O primeiro aspecto a ponderar é o facto de o Professor António Câmara se referir a um nicho intelectual e empresarial português. Nesse nicho concreto, é bem possível que “a maior parte das pessoas (seja) dez vezes melhor a matemática que qualquer americano que trabalhe na Google”. Mas esta afirmação não pode ser generalizada para a "literacia matemática" que resultados de provas internacionais indicam, de modo recorrente, que, em média, nos distanciamos muito, dos países com melhores resultados.O segundo aspecto a ponderar é que as considerações que o Professor António Câmara faz sobre o ensino, incidem no nível superior. Neste patamar algumas afirmações são verdadeiras: os alunos, por serem adultos e por, supostamente, serem autónomos e terem interesses próprios que querem seguir, poderão aprender noutros contextos que não o de sala de aula. Isto é o que acontece nas nossas universidades quando se fazem trabalhos de mestrado, doutoramento ou outros, em que em ambiente de seminário, ou tutorial se exploram ideias, se seguem pistas, se analisam dados… Como se perceberá, estas estratégias não tiram o mérito a outras mais vocacionadas para a transmissão de informação a grandes grupos, como, por exemplo, a conferência, a aula magistral, etc.O terceiro aspecto a ponderar é que se a sala de aula pode não ser o espaço privilegiado para desenvolver as primeiras estratégias, já o é para desenvolver as segundas. Por outro lado, temos de ponderar de sala de aula falamos - sala de aula com ou sem equipamentos especiais, por exemplo -, sendo que algumas aulas ou encontros entre professores e alunos não dispensa a sala de aula.O quarto aspecto a ponderar é a cnjectura de que a ausência dos estudantes universitários nas aulas não se deve ao facto de “serem mandriões”, mas ao facto de não encontrarem “oferta” para o que “procuram”. Ora, se todos os alunos quando chegam ao ensino superior soubessem exactamente o que queriam, estariam ao nível de todos os professores, superando, evidentemente cada um. Os primeiros passos nesse ensino, até tendo em conta certos “públicos” pouco interessando no conhecimento que muitas universidades, no presente, recebem, terá de ser, suponho, mais guiado, mais estruturado, do que nos passos seguintes. E isto para que os alunos em geral, e não apenas umas quantas excepções, adquiram saberes fundamentais, organizem ideias… e possam vir a reunir-se, produtivamente, com professores debatendo essas ideias.O quinto aspecto a ponderar, decorrente do anterior, é que, mesmo na universidade, o professor não pode deixar de ter uma função importante de ensino, que é do domínio do formal, e não só nem principalmente de convivência, que é do domínio do informal. Assim, discordo do Professor António Câmara quando subscreve as seguintes palavras do presidente da Universidade Virginia Tech, Charles W. Steger: “apesar de tudo era importante que os alunos convivessem com os professores.”Um sexto e último aspecto a ponderar é que as tecnologias e a arquitectura pela importância de que lhe temos atribuído em termos de aquisição e expressão de informação podem substituir os professores. Na verdade, trata-se de crenças que, nessa medida, não têm confirmação pedagógica, a primeira mais antiga, a segunda mais moderna e assumida muito debatida últimamente em Portugal pela mão da empresa Parque Escolar.
October 23 2010, 7:44am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Pensadores da Educação - um mundo a descobrir
http://terrear.blogspot.com/2010/10/pensadores-da-educacao-um-mundo.html
Thinkers on Education in Electronic FormatThe IBE offers access to the profiles above, together with the profiles which have been published in subsequent issues of PROSPECTS and are available in English, French and Spanish.http://www.ibe.unesco.org/en/services/online-materials/publications/thinkers-on-education.html?type=tahrget=_t(com o agradecimento ao JPA)
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October 15 2010, 5:50am | Comments »
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Os alunos são as vítimas do sistema, não os culpados
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Post na sequência de outro aqui publicado. Ricardo Moreno Castillo é professor de Matemática do Ensino Secundário e professor convidado da Universidade Complutense de Madrid. Crítico destacado do sistema educativo espanhol, escreveu um panfleto - Panfleto antipedagógico - e um livro - De la buena y la mala educación - onde discute as ideias políticas vigentes para o ensino e para a aprendizagem.Reproduzimos abaixo um texto da sua autoria, publicado no jornal El País, em 4 de Dezembro de 2008, intitulado Algunos males del sistema educativo."Un nuevo curso en marcha y estamos como siempre. Desde la reforma introducida por la LOGSE, el sistema educativo español hace agua por todas partes. Los resultados del Informe PISA, que sólo han sorprendido a los ingenuos, han dado lugar a reacciones de lo más variopintas. Unos opinan que la causa del bajo nivel de nuestros estudiantes está en los cambios sociales, otros en la presencia de inmigrantes, y otros en la poca formación de los padres. También hay quienes dicen que la cosa no es para tanto, y que las estadísticas hay que interpretarlas correctamente. Pero a nuestras autoridades educativas ni se les ocurre la posibilidad de que la causa pueda estar en una mala ley de educación. Eso ni se plantea, y la ministra del ramo sigue cantando alegremente las excelencias de nuestro sistema educativo.En primer lugar, ¿hacían falta los datos que ofrece PISA para caer en la cuenta de nuestro desastre educativo? ¿Es que no podemos ver la realidad hasta que esté traducida en gráficos y estadísticas? Que la famosa reforma educativa es un disparate ya lo llevamos denunciando algunos desde hace tiempo (lo cual, por cierto, nos ha valido ser tachados de fascistas, reaccionarios y nostálgicos), y para ver por qué es un disparate no hace falta esperar a que los sociólogos de la educación hagan sus estadísticas y sus informes, basta con abrir los ojos y mirar a nuestro alrededor.Hay alumnos que acaban la Educación Secundaria Obligatoria incapaces de operar con decimales, ignorando cosas muy elementales de geometría y, en algunos casos, sin saber la tabla de multiplicar. En muchas facultades de ciencias ha sido necesario implantar un curso cero, que se imparte durante septiembre, donde se enseñan cosas que antes sabía un estudiante corriente de 14 años. Y la necesidad de este curso no se hizo patente hasta que llegaron los primeros alumnos procedentes de la reforma. Que el gamberrismo e indisciplina en los institutos ha subido hasta cotas alarmantes es algo del dominio público, y del descenso del nivel de madurez de nuestros estudiantes hay pruebas cotidianas. No es insólito que un "niño" vaya con su mamá a matricularse a la facultad, y se han dado casos de alumnos universitarios que han ido a la revisión de notas acompañados de sus padres.A propósito de todo esto, importa mucho aclarar una cosa: si los efectos de la reforma no son todavía más desastrosos, es porque los profesores hacemos bastante más de lo que estrictamente nos corresponde. E importa mucho aclararlo porque también hay quienes achacan el fracaso de nuestro sistema educativo a los profesores, "que no hemos sabido adecuar nuestra mentalidad a los nuevos tiem-pos". Los alumnos llegan a primero de Bachillerato (que empieza a los 16 años) ignorando cosas muy básicas pero indispensables para seguir las asignaturas de matemáticas, de física o de latín. Cumpliendo rigurosamente con su deber, un profesor tendría que empezar por el primer tema dando por sabido todo lo que los alumnos tienen que saber. Y los que no lo sepan, que reclamen a la señora ministra, que mantiene un sistema que concede el título de ESO a quien no lo merece.Afortunadamente, no hacemos así, porque los alumnos son las víctimas del sistema, no los culpables, y casi todos los profesores, la mayoría de los que conozco, nos demoramos explicando cosas que no tenemos ya obligación de explicar en ese nivel. Si los docentes hiciéramos una huelga de celo, cumpliendo estrictamente con nuestras obligaciones pero nada más, el sistema se hundiría en muy poco tiempo. Por ello, la acusación de que los profesores no hemos sabido adaptarnos a la nueva situación es injusta, y también interesada, porque es otra manera más de los creadores del despropósito de eludir sus responsabilidades.Los defensores de nuestro sistema educativo sostienen que, con todos sus defectos, consiguió escolarizar a todo el mundo. ¿Pero qué significa realmente "escolarizar"? Si un alumno está en una clase sin enterarse de nada porque tiene varias asignaturas pendientes del curso anterior, no está escolarizado, está encerrado entre cuatro paredes. Quien llega al final de la ESO redactando mal y escribiendo con faltas de ortografía, no ha estado escolarizado, ha estado encerrado entre cuatro paredes. Si un alumno quiere aprender pero no puede porque se lo impide el alboroto de algunos compañeros, no está escolarizado, está encerrado entre cuatro paredes. Un lugar donde los derechos de quienes no quieren aprender están más protegidos que los derechos de quienes sí quieren, sólo por abuso de lenguaje puede ser llamado centro educativo. Con el sistema anterior los alumnos acababan la enseñanza obligatoria a los 14 años mejor preparados que los que la acaban hoy a los 16. Que en más años se obtengan peores resultados no parece precisamente un progreso.Entre los males de nuestro sistema está la proliferación de unos presuntos expertos que, usando un discurso vacío, están empeñados en intervenir en la formación de los docentes. Algunos de ellos son profesores de instituto que han desertado de la tiza y aprendido la jerga pedagógica. No tienen que soportar las consecuencias de sus propias teorías, pero se dedican a dar cursillos a quienes seguimos dando clase. Otros son profesores de Universidad, que jamás han trabajado con alumnos de instituto, pero que hablan del tema con el atrevimiento propio de los ignorantes."
October 9 2010, 12:27pm | Comments »
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http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/informacao-da-fundacao-francisco-manuel.html
Informação da Fundação Francisco Manuel dos Santos recebida pelo De Rerum Natura.Conferência: O valor de educar Com Fernando Savater, Ricardo Moreno Castillo e Nuno Crato Dias 11 de Outubro, em Faro, e 12 de Outubro, em LisboaSobre a conferência: No debate sobre educação, alguns temas reaparecem repetidamente, tais como a crise no ensino, o insucesso escolar, o papel da criança e do professor, a indefinição da função da escola e a participação da família na vida escolar. Fernando Savater, filósofo, aborda estas questões, começando com algumas perguntas prévias: “Por que educar e para quê educar?” “Por que há-de ser obrigatório educar? Qual o valor da educação?” – a que tentará responder nesta conferência. Na sequência da sua intervenção, será feita uma análise do pensamento educativo actual, em Portugal e em Espanha, discutindo-se o pensamento contemporâneo, os problemas comuns e possíveis soluções." Mais informações aqui.
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October 9 2010, 7:45am | Comments »
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Aprender a Educar
http://terrear.blogspot.com/2010/10/aprender-educar.html
Mais do que um curso, um espaço de aprendizagem: ensino (claro), partilha, reflexão. Desde 2004 na Faculdade de Educação e Psicologia da UCP. Agora editado em livro o roteiro desse espaço-tempo. O índice diz (quase) tudo: 1. Não há saúde, sem saúde mental2. Auto-estima e autoconfiança: bens preciosos3. Irmãos (in)separáveis4. Avós precisam-se!5. Regras, limites, castigos e recompensas: quando e como?6. Socorro!... Tenho um filho adolescente!7. Educar na era das novas tecnologias8. Educar para o optimismoPassível de ser adquirido através da FML. Aqui.
October 4 2010, 3:35am | Comments »
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“Por ironia da estupidez”
http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/por-ironia-da-estupidez.html
Agradecendo a Norberto Pires, ter-nos proporcionado o visionamento da entrevista a Frei Bento Ventura, sublinho transcrevendo as palavras que se aplicam à educação."[Há] uma tragédia a que vamos assistindo quase sem reacção (...) teria de se construir um projecto social diferente. Nós temos demasiado denunciadores e não temos anunciadores, e os anunciadores que temos mentem (...). O caminho tem de ser outro, de construção duma consciência social, duma consciência colectiva de co-responsabilidade social (...).[Neste] país de um nível cultural baixíssimo (...) temos agora esta espécie mentira colectiva das Novas Oportunidades, são novas oportunidades de quê? De coisa nenhuma.Vamos dar um canudo às pessoas mas não construir uma consciência cultural, não vamos construir uma consciência social, vamos continuar, e esta é outras das nossas desgraças nacionais, a viver para a cultura do penacho, das peneiras e dos títulos (…) e sabemos como, às vezes, os diplomas se conseguem e as confusões que estão por aí…Se o Bordalo Pinheiro fosse vivo, neste momento, a fotografia que ele faria do país seria barraca de um bairro de lata com um submarino estacionado à porta. Nós somos o país do pessoal das barracas com antena parabólica no tecto, temos um país a cair de podre, mas temos um submarino lindíssimo para as visitas verem, mas se calhar nem sequer temos fundo para o pôr a navegar …Este seria o momento, não de aparição de nenhum messias, mas de aparição de gente capaz de formar opinião, gente capaz de formar consciência, gente capaz de gritar que o rei vai nu por muito engravatado que esteja, gritar que é tempo de mudar e de mudar as estruturas podres que nos conduziram até aqui. E estamos outra vez a sacudir a água do capote (...).O facilitismo começa desde o Jardim-de-infância. Nós estamos a assistir a uma débâcle nacional, estamos a montar uma escola, [onde] teoricamente e por ironia da estupidez, é possível entrar na universidade sem quase saber ler nem escrever.Estamos a mentir às pessoas, não estamos a dar um futuro aos nossos jovens. Pior do que isso, estamos a construir uma sociedade montada na fachada (…). Estamos a formar ou a deformar as gerações que vão ser o futuro desta nossa terra, que estão a crescer sem bases, que estão a crescer sem valores, que estão a crescer dentro duma sociedade que está montada no ter ou não ter e que deixou, esqueceu, o ser pelo ser, e o ser pelo outro e o ser com o outro (...).Reparem no que está a acontecer (…) vamos pagar uma factura extremamente pesada, e muito brevemente: nós estamos a criar gerações de monstros, nós estamos a criar gerações de jovens sem memória, estamos a criar gerações de gente sem história. E quando a memória e a história não se encontram, temos os cataclismos sociais.As nossas crianças desde os três meses estão nos berçários, nos infantários, na escola porque têm que estar porque os pais precisam desesperadamente de ter dois ou três empregos para sobreviver (…) as nossas crianças não têm avós, não têm, sequer, pais (…).É esta estrutura, por dentro, que precisa de mudar, e é a patir da base, a partir da educação.Outra das facturas grandes que estamos a pagar (…) é a de um peneirismo nacional que entrou a seguir ao PREC e resolveu acabar com as Escolas Industriais e Comerciais (…). Não somos técnicos de coisa nenhuma. Veja um jovem que saia do liceu não sabe fazer rigorosamente nada. Temos a brincadeira dos Cursos Técnico Profissionais que são mais fachada do que outra coisa e temos uma população inteira de gente desqualificada. Nós somos os limpadores do mundo (…), continuamos a despejar os caixotes do lixo da Europa e da América do Norte. Não temos formação para mais (...). O destino é sermos comandados."
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October 3 2010, 10:15am | Comments »





