Meu texto de apresentação do livro "Uma Intuição de Portugal" de Sebastião J. Formosinho (Edições Artez):Foi neste mesmo Anfiteatro do Laboratório Chimico que conheci o Doutor Sebastião Formosinho (SF), no ano lectivo de 1973-1974 – o ano lectivo da Revolução – quando fui seu aluno na disciplina de Química Geral. Devo-lhe por isso a minha formação em química no ensino superior. Se bem me lembro, consegui então uma nota razoável (o que não foi fácil, lembro-me de me embrenhar no manual do Pimentel). Estou-lhe por isso muito grato. E é, portanto, com a obrigação de pagamento de dívida que um discípulo tem sempre para com o mestre que me encontro hoje aqui a apresentar o seu último livro, “Uma Intuição por Portugal”. A minha tarefa não é fácil: o livro proporciona múltiplas leituras. Se a história do declínio e queda do projecto que SF impulsionou no Pólo das Beiras da Universidade Católica, quando o dirigiu, parece constituir a motivação principal do livro, o autor soube apresentar esse caso, decerto sintomático, como instrumento para um exame mais profundo – aproveita-o para ensaiar um diagnóstico cultural do país, um diagnóstico que é ao mesmo tempo político e social, académico e científico, cultural e filosófico. O livro fala sobretudo de um problema que nos interessa a todos – que nos devia interessar mais a todos – que é o do défice do desenvolvimento português e das razões desse défice. Porque é que alguns países se desenvolveram e desenvolvem mais do que nós?Cito o poeta Alexandre O’ Neill que escreveu em “Feira Cabisbaixa”:“Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo, /golpe até ao osso, fome sem entretém, / perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,/ rocim engraxado,/ feira cabisbaixa,/ meu remorso,/ meu remorso de todos nós...”O nosso remorso em relação a Portugal será não o termos desenvolvido o suficiente. SF tenta compreender porquê...Antes de entrar na análise do livro falarei do autor. O discípulo não pode ser isento a falar do mestre. Depois de ter estado sentado nos algo desconfortáveis bancos desse anfiteatro, tive a sorte de ter podido beneficiar ao longo dos anos do confortável convívio do autor. Não pude seguir a sua curta experiência no governo por na altura estar a fazer o doutorarento na Alemanha. Mas segui com interesse, bem mais tarde, a sua presidência da Comissão de Incineração de Resíduos Perigosos – devo dizer que apoiei e apoio, no essencial, as teses tão mal compreendidas dessa Comissão. Partilhei a sua companhia em Comissões de Avaliação e, actualmente, estou com ele na Comissão Científica do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), que está a fazer o programa museológico do Museu que tem a pré-figuração neste mesmo espaço. Fiquei contente quando fui tendo notícia das várias distinções que foi obtendo, das quais destaco o Prémio da Fundação Gulbenkian para as Ciências Básicas, de 1994, e o Prémio Estímulo à Excelência da Fundação para a Ciência e Tecnologia, de 2004. E que distinção maior do que a sua nomeação recente, por escolha dos pares, para Presidente do Departamento de Química da UC?Levaria tempo a falar da sua carreira científica, que muito ficou a dever ao Prémio Nobel da Química de 1967, George Porter, com quem se doutorou em Londres. É uma carreira assinalada em mais de 160 artigos científicos, alguns deles com abundantes citações. Mas, como agora sou o professor que tem à guarda a Biblioteca Geral, seja-me permitida uma menção especial à sua bibliografia. “Uma intuição por Portugal” é apenas o mais recente de uma série de duas dezenas e meia de títulos, que todos esperamos que prossiga. Como bibliotecário arrumo esses livros em quatro estantes diferentes:1- Os manuais escolares, tanto para o ensino básico como para o ensino superior. Entre outros, no primeiro grupo, refiro: Problemas e Testes em Química Geral, Coimbra Editora, 1981, com A. C. Cardoso e F. Pinto-Coelho; Química do Quotidiano, Almedina, 1994, com A. C. Cardoso, Química para Ti, Livraria Minerva, 1984, com V. M. S. Gil, J. J. Teixeira Dias e A. C. Cardoso. E, no segundo grupo: Fundamentos de Cinética Química, Fundação Gulbenkian, 1983, e Estrutura Molecular e Reactividade Química, na mesma editora, 1986, com A. J. C. Varandas e Cinética Química. Estrutura Molecular e Reactividade Química. Imprensa da UC, 2003, com L. G. Arnaut, que deu lugar a uma edição internacional Chemical Kinetics. From Molecular Structure to Chemical Reactivity, Elsevier, 2007, com o mesmo coautor e Hugh Burrows.2- Dois livros sobre o processo da coincineração, um contributo de um cientista que na minha opinião não foi suficientemente agradecido para a resolução de um problema nacional – acho que a autarquia de Coimbra se portou mal nesse processo, tendo desperdição uma boa oportunidade para apostar na ciência e tecnologia: Parecer Relativo ao Tratamento de Resíduos Industriais Perigosos. Principia, 2000, com C. Pio, H. Barros, J. Cavalheiro; e Co-incineração. Uma Guerra para o Noticiário das Oito, com os mesmos autores e R. Dias e M. Rodrigues, Campo de Letras, 2003.3- Uma trilogia de livros sobre o modo como se faz ciência, em particular o processo de avaliação pelos pares (o autor propôs uma teoria rival da do Nobel da Química de 1992, Rudolph Marcus, que, na sua opinião, era merecedora de um outro acolhimento – aqui, apesar de achar a polémica interessante, não me posso pronunciar por ignorância da matéria): Nos Bastidores da Ciência. Resistência dos Cientistas à Inovação Científica. Gradiva, 1988; O Imprimatur da Ciência. Das Razões dos Homens e da Natureza na Controvérsia Científica. Coimbra Editora, 1994; Nos Bastidores da Ciência. Vinte Anos Depois, Imprensa da UC, 2007.4- Uma outra trilogia, esta de índole filosófico-teológica, que analisa as relações entre ciência e religião, de colaboração com o P. Oliveira Branco: O Brotar da Criação. Um Olhar Dinâmico pela Ciência, a Filosofia e a Teologia. Universidade Católica, 1997, A Pergunta de Job. O mistério do mal, na mesma editora, 2003, e O Deus que não temos. Uma história de grandes intuições e mal-entendidos, Bizâncio, 2008. Nesta área acresce o título: A modernidade do pensamento epistemológico do Cardeal Cerejeira. Principia, 2002.É imediata a conclusão que só dificilmente se poderia ter maior amplidão de títulos e de assuntos. Todos eles diversos mas todos eles com uma escrita competente. SF é pedagogo, cientista, tecnólogo, sociólogo da ciência e filósofo. Costumo queixar-me de não ter mais espaço para livros na Biblioteca Geral, mas prometo que não me vou queixar – antes pelo contrário – da chegada de mais livros deste professor, que tem colocado o nome da sua universidade mais alto na cotação nacional e internacional.Mas é tempo de entrar no livro que nos traz aqui, uma bela edição da Artez. Já disse que o falhanço da experiência de instalação da Medicina Dentária e da Arquitectura na Universidade Católica em Viseu não passará de um meio para o autor colocar uma questão mais profunda: o que nos falta, como país, para sermos não só mais ricos como mais felizes? Não sabendo o suficiente de nenhuma dessas disciplinas, só posso dizer que fiquei surpreendido com a ambição do projecto – sobre este aspecto é deveras eloquente o prefácio de Werner Schneider, professor da Universidade de Uppsala.O pano de fundo filosófico da reflexão de SR, na sequência aliás de outros seus livros, é o pensamento de Michael Polanyi (1891-1976), químico húngaro de origem judaica, que aos 28 anos se converteu ao catolicismo, que aos 42 anos, a viver em Berlim, fugiu ao regime nazi, encontrando refúgio na cidade inglesa de Manchester, e que aos 67 anos publicou a sua obra mais famosa “Personal Knowledge: Towards a Post-Critical Philosophy”, uma referência para vários pensadores cristãos. Confesso que tenho alguma dificuldade em acompanhar o pensamento de Polanyi (estou a falar do pai, pois há um filho também famoso, laureado com o Nobel da Química em 1986), por não me conseguir identificar com a sua tese fundamental: a de que todo o conhecimento, mesmo o científico, é de natureza pessoal, exigindo um envolvimento e compromisso do sujeito. A mim parece-me uma afirmação excessivamente pós-moderna, próxima do relativismo. Revejo-me mais na tradição iluminista da objectividade do conhecimento científico, um conhecimento que resulta mais de uma aquisição colectiva do que pessoal. Concordo que o compromisso intelectual e a busca apaixonada são elementos da descoberta científica, mas a ciência vai, na minha opinião, para além do compromisso e da paixão individual: É um compromisso e uma paixão colectiva. O mundo em que vivemos e que é objecto da nossa ciência tem uma existência objectiva que ultrapassa as nossas visões subjectivas. Mas percebo que o autor do livro que hoje aqui apresento se interesse por Polanyi: ao fim e ao cabo os dois dedicaram-se à cinética química e os dois propuseram uma teoria mal compreendida, sendo também fácil depreender alguma identificação do ponto de vista filosófico-religioso. O Cap. 8 é dedicado ao “conhecimento tácito” de Polanyi, que passou em Manchester de professor de Química a professor de Ciências Sociais (o contrário seria talvez mais difícil). É recompensador ler esse capítulo, tal como os dois seguintes, para perceber melhor as pontes que o pensamento de Polanyi permite fazer entre ciências e humanidades. A causa é boa e aliás muito actual - este ano celebramos os 50 anos da famosa conferência sobre as duas culturas do cientista e escritor inglês C. P. Snow.O título “Intuição por Portugal”, ao usar a palavra intuição no título, revela-se devedor das teses de Polanyi. Mas que intuição tem o nosso autor por Portugal? A intuição de que somos um país blooqueado. SF, depois de, no Cap. 1, fazer uma esclarecedora exposição sobre “os invariantes da sociedade portuguesa” refere no Cap. 2 a falta de coesão social do país, apontando o dedo à centralização desmesurada na capital (um factor que não terá sido estranho ao encerramento do projecto de Viseu, tratado nos Caps. 3 a 5 e que se pode comprovar pelo desclocamento do centro demográfico em direcção a Sul e ao Oeste). Mas fala sobretudo de um problema de cultura, um conceito sempre difícil de definir mas sobre a qual todos temos um conhecimento que se poderá chamar “tácito”. É evidente para o autor – e nisto estou obviamente de acordo com ele - que a ciência é parte e condição da cultura. Afirma – estou de novo de acordo com ele - que há um afastamento continuado do nosso país dos grande centros europeus de cultura e ciência.O autor não faz essa afirmação à laia de conversa de café, mas, vestindo sempre a bata branca de cientista, com base em estudos cuidados de bibliometria que tem efectuado e publicado nos últimos tempos. A análise de indicadores de ciência e tecnologia usando a técnica dos dendrogramas permite encontrar “clusters” de países com afinidades (ver Caps. 6 e 7). E – esta é uma das conclusões mais interessantes do livro – Portugal aparece associado, nem sempre à Espanha, como seria normal pela geografia e história comuns, mas à Hungria e à República Checa, ambas situadas do outro lado da Europa. SF encontrou no historiador Oliveira Martins – cuja biblioteca se conserva na Biblioteca Geral, tendo sido há pouco editado o respectivo catálogo – fundamento para uma ligação entre Portugal e a Hungria, um fundamento que terá a ver com a proximidade entre cristãos e árabes: “Por duas vezes a Espanha representou para a Europa o mesmo que no oriente mais tarde coube à Hungria: foi a atalaia avançada e como que baluarte da sociedade europeia contra as invasões sarracenas” ("História da Civilização Ibérica").Estaremos condenados à periferia da Europa, entre as civilizações ocidental e árabe? Aceitando a tese do autor sobre a nossa proximidade com a Hungria, queria deixar uma nota de optimismo. É que se, de facto, somos semelhantes na ciência e na cultura com a Hungria, não estaremos tão mal assim. Para isso basta pensar que este país tem uma forte tradição na ciência: entre as duas guerras mundiais foi um autêntico viveiro de cientistas. Um grupo de húngaros que nasceu e estudou em Budapeste foi até chamado de “marcianos”, pois não pareciam deste mundo: Eugene Wigner, um físico (originalmente engenheiro químico) que desenvolveu a teoria quântica e lançou as bases da engenharia de reactores nucleares, tendo alcançado o Nobel da Física; John von Neumann, um dos grandes responsáveis pela computação moderna e talvez o maior matemático do século XX; Edward Teller, um físico que explicou a origem da energia das estrelas e desenvolveu armas termonucleares, etc. Todos eles emigraram para os Estados Unidos, à semelhança de outros cientistas europeus confrontados com a ameaça nazi. Budapeste é ainda a terra de Dennis Gabor (inventor da holografia, o que lhe valeu o Nobel da Física), Andrew Grove (fundador da empresa de microprocessadores Intel), Theodor von Karman (especialista em astronáutica), Arthur Koestler (romancista que abordou temas de ciência, nomeadamente em “Os Sonâmbulos”), Leo Szilard (cientista que pediu a Einstein para escrever a Roosevelt alertando-a para a possibilidade da arma atómica), Albert Szent-Györgyi (o médico que identificou a vitamina C, conseguindo assim o Nobel da Medicina), etc.Como explicar esta autêntica proliferação de cientistas e outros notáveis da cultura? Porque a Hungria, e em particular a sua capital, teve, no século XX, uma boa escola, uma escola que permitiu desenvolver as potencialidades dos alunos que a frequentaram. E a boa escola é feita pelos bons professores. Wigner escreveu a este propósito:“Raramente deixo passar uma oportunidade de expressar a minha gratidão aos meus professores e ao Liceu Luterano de Budapeste. Nunca esquecerei os meus professores, entre os quais o meu professor de matemática László Rácz, um pedagogo autêntico e um homem muito cordial, que despertou em mim o amor pela matemática”(...) “Tenho orgulho em dizer que depois de dois anos de estudo da Física no liceu, os cursos de Física na Universidade Técnica de Budapeste e na Escola Técnica Superior de Berlim pareciam quase ser uma mera repetição.”O segredo dos “marcianos” de Budapeste reside, portanto, nos professores que tiveram. Nós, tal como eles, não somos nada sem os nossos professores. Termino agradecendo ao meu ex-professor a estimulante reflexão, bem documentada e concatenada, contida neste seu novo livro. Ao lê-lo impressionou-me sobretudo uma outra citação de Oliveira Martins, retirada do “Portugal Contemporâneo”:“A nós, sucede-nos que além de nos faltar o carvão, matéria-prima industrial, nos faltam matérias primas incomparavelmente mais graves ainda: juízo, saber, educação adquirida, trardição ganha, firmeza de governo e inteligência no capital”.Este “Portugal Contemporâneo” de há mais de cem anos é, infelizmente, ainda o nosso Portugal contemporâneo. Que fazer? Pois, já que a Hungria é nosso vizinho cultural, porque não inspirarmo-nos na escola desse país? SF é fruto de uma boa escola e sempre procurou assegurar uma boa escola. Bem haja!
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
UMA INTUIÇÃO POR PORTUGAL
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/uma-intuicao-por-portugal_28.html
October 28 2009, 5:59pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Da Eficácia da Acção Docente
http://terrear.blogspot.com/2009/10/da-eficacia-da-acc.html
(...)Las características de los profesores efectivos, se pueden definir, según las investigaciones realizadas en factores directos e indirectos del profesor, donde lo directos serían todas aquellas acciones que realiza el profesor en la interacción con sus alumnos en el aula, y los indirectos se relacionan con las características del profesor y los antecedentes del mismo (Arancibia y Alvarez, 1994).Los factores indirectos se relacionan con la vocación, los rasgos personales y el dominio de los contenidos que enseñan.En primer lugar, la vocación (o compromiso profesional) se evidenciaría a través del “entusiasmo” de enseñar y que según McKean (1989) es la vitalidad y la capacidad de transmitir un contagioso entusiasmo por su materia. Por otra parte, se hace alusión a que un “profesor con vocación da prioridad a los aspectos formativos en su tarea educativa y proyecta las altas expectativas respecto a la capacidad de logro de sus alumnos” (Rittershaussen et. Cols., 1991, en Arancibia, 2005:209).En segundo lugar, los rasgos personales serían aquellas características individuales que tienen los profesores, y que hacen más efectiva su labor educativa. Tausch (1987) plantea que el maestro no puede despojarse de sus características personales por el solo hecho de entrar en una sala, sino que en la situación de enseñanza los atributos personales emergen, y distingue tres características: 1) la comprensión, 2) la preocupación por el alumno, y 3) la naturalidad.Se puede agregar a las características anteriormente señaladas, que en un estudio comparativo realizado por Arancibia y Alvarez (1994), en el cual se estudiaban profesores efectivos (aquellos que sus alumnos tenían buen rendimiento, medido por una prueba externa) y profesores inefectivos (alumnos con mal rendimiento), que atendían a niños del mismo nivel socioeconómico. Se obtuvo como resultado que los profesores efectivos evalúan positivamente sus condiciones laborales en el colegio. Presentan un alto nivel de compromiso profesional, una mayor habilidad verbal, se atribuyen el éxito o fracaso del aprendizaje de los alumnos, y parecen estar conscientes de las implicaciones que tienen sus prácticas instruccionales en el aprendizaje.Los factores directos de los profesores efectivos, que parecen ser los más relevantes, son el clima grupal en la sala de clases y el liderazgo académico.Con relación al clima grupal, se plantea que el profesor eficaz crea un ambiente que es propicio para los aprendizajes, en el cual existe orden, reglas que son seguidas por los estudiantes, pero en donde se les da la oportunidad –alumnos- de ser independientes. De esta forma, serían cuatro los elementos para generar un clima positivo: 1) la creación de un ambiente de trabajo, 2) la creación de un clima afectivo, 3) estimulación y refuerzo permanente a la participación, y 4) adecuado reconocimiento e interpretación de los distintos patrones de comportamiento grupal. Para lo cual se consideran relevantes los siguientes aspectos: -aspectos formales administrativos; preocupación por el cumplimiento efectivo de las normas de convivencia grupal y académicas, generadas participativamente y asumidas por todos; promoción constante de condiciones que faciliten la atención y concentración; y la generación de un ambiente de libertad sin que ello altere el ambiente de trabajo. Por otra parte, McKean (1989), plantea que para generar un clima afectivo adecuado es importante que el profesor conozca las características de la etapa de crecimiento de sus alumnos, sus motivos y necesidades, con el fin de comprender integralmente al niño.Con relación al liderazgo académico, los autores señalados aluden a la capacidad del profesor para dirigirse en forma adecuada al interior de la sala de clases. Algunos elementos de este factor son: el uso de estrategias adecuadas, la organización de instancias evaluativas, el buen uso del tiempo, y la orientación hacia metas formativas.Arancibia (2005) afirma que respecto del uso de estrategias adecuadas, los profesores efectivos utilizan sistemáticamente una secuencia lógica en la enseñanza, y señala además dos conductas de manejo instruccional propiamente tales, que serían exclusivas de los profesores eficaces: la capacidad de mantener la continuidad de la clase, y la capacidad de mantener al curso en actividades instruccionales.Javier Murillo (2003), plantea que los estudios sobre eficacia escolar realizados por investigadores Iberoamericanos, presenta tres características que es importante señalar; en primer lugar su carácter claramente aplicado; en segundo término que la influencia recibida ha sido no sólo de los estudios “ortodoxos” de eficacia escolar sino también de los llamados “estudios de productividad escolar”; y, por último, su clara relación con el desarrollo de la educación y de la investigación educativa, aunque con infinidad de matices.(...)Jorge Salgado,PENSAMIENTO DEL PROFESOR ACERCA DEL ÉXITO O FRACASO DE SU RESPECTIVA UNIDAD EDUCATIVARevista REICE, 2009
October 20 2009, 3:59am | Comments »
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"Ratio Studiorum" da Companhia de Jesus
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/ratio-studiorum-da-companhia-de-jesus.html
A editora Esfera do Caos, na sua colecção Ciências da Cultura, acaba de publicar o Código Pedagógico dos Jesuítas: regime escolar e curriculum de estudos, datado de 1599, numa edição bilingue latim-português.A Nota Prévia, Introdução, Versão Portuguesa e Notas é de Margarida Miranda, professora de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra e especialista nos textos da história pedagógica da Companhia de Jesus. São considerados uma referência os seus trabalhos sobre a utilização do teatro no quadro do ensino dos Jesuítas. É ainda uma reconhecida tradutora de textos neolatinos, sendo especialista na tradução de documentos dos séculos XVI e XVII.O Prefácio, o Estudo introdutório e Posfácio é da autoria de Luiz Fernando Klein, José Manuel Martins Lopes e Norberto Dallabrida.Sobre o livro:Em 1599, na Ratio Studiorum, documento orientador da pedagogia jesuíta, determinou-se que os professores deveriam ser bem tratados para que pudessem ensinar bem! Lendo as recomendações feitas nesta obra, redigida no final do século XVI, torna-se claro que as normas pedagógicas que enuncia poderiam ajudar, com amplo proveito, a decidir as políticas e medidas educativas de hoje.A Ratio Studiorum é considerada a bíblia pedagógica dos Jesuítas e o segredo do seu extraordinário sucesso no plano da formação.A obra, traduzida nas mais diversas línguas onde a Companhia de Jesus instalou a sua rede multinacional de colégios, desde o Brasil até ao Extremo-Oriente, influenciou a revolução educativa da época moderna até aos nossos dias, constituindo um documento pedagógico absolutamente incontornável e ainda hoje, apesar das actualizações a que foi sujeita em relação à sua versão original de 1599, continua a ser uma fonte de inspiração paradigmática, sempre revisitada por todos os que se interessam pelo ensino e se dedicam a essa nobre actividade.Nota: Sobre a obra o De Rerum Natura publicou antes o texto Preservar o entusiasmo dos professores a partir de informação fornecida por Margarida Miranda.
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October 17 2009, 6:47am | Comments »
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Até onde deve chegar a Eficácia Escolar?
http://terrear.blogspot.com/2009/10/ate-onde-deve-chegar-eficacia-escolar.html
La investigación sobre eficacia escolar (IEE) ha resultado un campo de trabajo fructífero, pero en el campo de la formación en valores y del desarrollo moral tiene uno de sus retos más importantes. Debido al hecho de que la IEE ha mostrado que la escuela sí importa y que el trabajo de los docentes es muy relevante (Cf. Murillo, 2008), la expectativa de mejorar la escuela se ha incrementado, tanto por lo que ella puede hacer con el conjunto de sus recursos institucionales, como por la responsabilidad que tienen las sociedades y los gobiernos en darle el máximo apoyo para que atienda su misión, tal como lo señalan las Constituciones de los países y diversos documentos de diagnóstico y de política educativa elaborados por organismos multilaterales.¿Por qué es importante vincular la eficacia escolar y la formación en valores? Varias respuestas pueden ofrecerse. La primera es fundamental y sostiene a todas las demás: porque la idea misma de educación lo exige; realizar la educación significa darle eficacia a una palabra, a una acción que representa la emergencia de la persona, que es la encarnación de los valores. En segundo término, porque la escuela es depositaria social y política de un encargo educativo de profundo sentido axiológico, ético y moral; en tercer lugar, la naturaleza de una escuela eficaz, por la tarea cuyo logro la define, debe extenderse a la cuestión de los valores. Si por algún elemento de la acción escolar resulta desafortunado que existan escuelas ineficaces, el más significativo es el que corresponde a la formación en valores.Dicho con otras palabras, el emblema de la escuela eficaz, el indicador por excelencia de que está haciendo educación, es el proceso de asunción de valores sobre el cual descansa la personalización del individuo, esto es, el más trascendente de los aprendizajes; significa desarrollo integral, crecimiento moral, experiencia comunitaria en la escuela y apoyo a la formación de la comunidad social y política. En última instancia, la experiencia de las sociedades ha permitido un avance muy importante: la esencia del derecho a la educación no se cumple en ir a la escuela, sino en que esta sea un lugar que trabaje estructuralmente apoyada en las dimensiones de la calidad y que en lo relativo al currículo, lo fundamental sea la persona y su desarrollo.Aunque la educación tiene un sentido unitario que surge de la meta de la formación humana, en la práctica tanto la historia de la escuela como el currículo y las políticas educativas, en última instancia apoyados en las dimensiones del desarrollo humano, producen un fraccionamiento de la experiencia que conduce a poner un cuidado especial en la búsqueda de la integralidad.Por todo ello es importante indagar hasta dónde llega en la práctica la eficacia de la escuela, cuáles son los caminos más apropiados para su mejora.Texto integral
October 12 2009, 12:06pm | Comments »
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Ensino Eficaz
http://terrear.blogspot.com/2009/10/ensino-eficaz.html
The Role of Teacher Efficacy and Characteristics on Teaching Effectiveness,
October 3 2009, 3:21pm | Comments »
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O Professor
http://terrear.blogspot.com/2009/09/o-professor.html
Os alunos mais conscienciosos levantam a mão para perguntar como irei avaliá-los no fim do ano. Não lhes dei os testes habituais: escolha múltipla, ligar colunas, preencher espaços em branco, verdadeiro ou falso. Os pais estão preocupados e querem saber. Digo a esses alunos, Façam a vossa auto-avaliação. O quê? Como é que podemos fazer a nossa própria avaliação? Estão sempre a fazer isso. Estamos todos. Há um processo constante de auto-avaliação. De exame de consciência, meninos e meninas. Digam a vocês próprios, honestamente, Aprendi alguma coisa a ler receitas como se fossem poemas, a discutir a pequena Bo Peep como se fosse um verso de T. S. Eliot, a analisar "A Valsa do Meu Pai», a ouvir o James e o Daniel contarem como tinha sido o seu jantar, a fazer um festim em Suyvesant Square, a ler a Mimi Sheraton? Digo-vos uma coisa: Se não aprenderam nada com tudo isto é porque estiveram a dormir durante a soberba interpretação de Michael ao violino e a epopeia de Pam sobre o pato ou, e isto é possível, meus amigos, é porque eu sou um péssimo professor. Fazem uma festa. É isso. É um péssimo professor. Rimo-nos todos, porque em parte é verdade e porque eles têm liberdade para o dizer e eu aceito a brincadeira. Os estudantes conscienciosos não estão contentes. Argumenntam que nas outras turmas o professor diz aos alunos o que têm de saber. O professor ensina e os alunos aprendem. Depois o professor dá um teste e o aluno tem a nota que merece. Os estudantes conscienciosos dizem que é bom saber antecipadamente o que se tem de saber para poderem empenhar-se em saber isso. Nesta aula nunca sabemos o que temos de saber. Então, como é que podemos estudar e avaliar-nos a nós próprios? Nesta aula nunca se sabe o que vai acontecer. A grande questão ao fim do ano é como é que o professor nos vai dar nota? Vou dizer-vos como é que vos dou nota. Em primeiro lugar, como foi a assiduidade? Mesmo que tenham ficado sentados ao fundo da sala sem dizer nada, mas a pensar nas discussões e nas leiituras, de certeza que aprenderam qualquer coisa. Em segundo lugar, participaram? Qriseram ler às sextas-feiras? Qualquer coisa. Histórias, ensaios, poesia, peças de teatro. Em terceiro lugar, comentaram os trabalhos dos vossos colegas? Em quarto lugar, e isto é convosco, conseguem pensar sobre esta experiência e perguntar a vocês próprios o que aprenderam? Em quinto lugar, limitaram-se a estar aqui sentados e a sonhar? Se foi iss0 que fizeram, avaliem-se por isso. (...)É nesta altura que o professor fica sério e levanta a Grande Questão: Afinal, o que é o ensino? Que estamos a fazer nesta escola? Podem dizer que querem acabar o curso para irem para a faculdade e prepararem-se para uma carreira. Mas, meus caros alunos, é mais do que isso. Eu próprio tive de me interrogar sobre o que estava a fazer nesta sala de aula. Descobri uma equação. Vou escrever do lado esquerdo do quadro um M maiúsculo e do lado direito do quadro um L maiúsculo e depois faço uma seta da esquerda para a direita, de MEDO para LIBERDADE. Acho que nunca ninguém é completamente livre, mas o que estou a tentar fazer com vocês é empurrar o medo para um canto. (...)Uma professora substituta, ainda nova, sentou-se ao pé de mim no refeitório dos professores. Ia começar a dar aulas em Setembro e queria saber se eu tinha algum conselho para lhe dar. Descobre o que gostas de fazer e faz. É tão simples quanto isso. Admito que nem sempre gostei de ensinar. Era de mais para mim. Estamos sozinhos na sala de aula, um homem ou uma mulher, com cinco turmas por dia, cinco turmas de adolescentes. Uma unidade de energia contra cento e setenta e cinco unidades de energia, cento e setenta e cinco bombas-relógio. Temos de descobrir maneiras de salvarmos a vida. Eles podem gostar de nós, podem até adorar-nos, mas são jovens e a função dos jovens é expulsar os velhos do planeta. Sei que estou a exagerar, mas é como um pugilista que vai para o ringue ou um toureiro que entra na arena. Podemos ser deitados ao tapete ou levar uma cornada, e é o fim da nossa carrreira de professores. Mas, se persistirmos, aprendemos os truques. É difícil, mas temos de nos sentir à vontade na sala de aula. Temos de ser egoístas. Quando andamos de avião, dizem-nos que, se faltar o oxigénio, temos de pôr primeiro a máscara, mesmo que o nosso instinto seja salvar uma criança. A sala de aula é um lugar de emoções fortes. Nunca sabereemos o que fizemos pelas centenas de alunos que chegam e partem. Vemo-los a saírem da sala de aula: sonhadores, impávidos, trocistas, sorridentes, confusos. Ao fim de alguns anos, começamos a ter antenas. Percebemos quando conseguimos chegar até eles ou quando os afastamos. É química. É psicologia. É instinto animal. Estamos com os miúdos e, se quisermos mesmo ser professores, não há fuga possível. Não contes com a ajuda dos que fugiram à sala de aula, as pessoas dos gabinetes. Frank McCourt (2009). O Professor. Lisboa: PresençaAinda só li excertos, numa compra vivamente recomendada por um amigo. É um livro que não nos deixa indiferentes (um dos melhores elogios a um livro...), mesmo quando pudemos discordar, como é, em parte, o caso da sequência inicial sobre os critérios de avaliação (aqui substituídos por uma visão artística e holística... que também pode ter o seu lugar.)
September 24 2009, 9:45am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
De volta à Ordem dos Professores
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/de-volta-ordem-dos-professores.html
Novo post de Rui Baptista (na foto, recente manifestação de professores em Portugal):“É necessário elaborar uma ideia antes de se intentar uma definição” (James Baldwin, 1887-1924). Os comentários de Helena Ribeiro e João Boaventura ao meu post anterior,“O Estatuto da Carreira Docente e a Fenprof”, pelas questões pertinentes levantadas pela primeira e pelas perspectivas interessantes apresentadas pelo segundo, sugerem-me uma resposta que não deslustre, uma vez que abordam um problema que está longe de esgotado. Ou seja, a questão da Ordem dos Professores continua na ordem do dia, tendo passado de um silêncio quase envergonhado a uma viva discussão pública.Começo pela questão da profissão liberal que continua a ser o último reduto argumentativo dos contraditores à criação dessa Ordem (como refere Helena Ribeiro). De início, eu próprio me debati com o problema do significado de profissão liberal stricto sensu (ou seja, aquela exercida por conta própria), embora mesmo nessa perspectiva não batesse a bota com a perdigota. Isto é, a fazer nela finca-pé só seria obrigatório aos médicos que trabalhassem nos seus consultórios a inscrição na sua ordem profissional. Mas a realidade é outra: ao médico, ainda que em exclusividade no serviço hospitalar (tendo como patrão o Estado), só é permitido o exercício da medicina sob essa condição.Assim, não me contentando com esta espécie de raciocínio, embrenhei-me no estudo de fontes dignas de crédito que transcrevi no meu livro de 2004 Do Caos à Ordem dos Professores (pp. 108-1099):“No desejo de encontrar o fio de Ariadne de uma controversa questão, afadiguei-me como postulante em buscas aturadas em fontes merecedoras de confiança. Deparei-me então com um parecer do Dr. Lopes Cardoso, à época bastonário da Ordem dos Advogados: É necessário que, mesmo quando exercida em regime de contrato de trabalho, essa profissão seja reconhecida socialmente como relevando de grande valor precisamente porque exigindo, pelo menos, uma independência técnica e deontológica incompatível com uma relação laboral de pleno sentido. Com efeito, como tem sido definido doutrinalmente, a noção jurídica de subordinação aparece no direito moderno como perfeitamente compatível com a independência técnica do assalariado" (Cadernos de Economia, Publicações Técnico-Económicas, ano II, Abril/Junho de 1994)”.Por seu turno, João Boaventura problematiza (e fundamenta com argúcia) uma outra forte objecção à criação da Ordem dos Professores de natureza institucional, quando escreve: “O Governo, por constituir-se como uma instituição a-científica, preocupada com a centralização da educação, perderia no confronto com a Ordem dos Professores por, contrariamente àquele, se constituir como uma instituição científica na medida em que a sua preocupação central seria a de libertar-se do jugo que tudo subverte”.Mutatis mutandi, o sindicalismo perderá terreno (igualmente, e segundo penso) com a criação da Ordem dos Professores, dando a própria Fenprof conhecimento público desse receio no seu sítio em 20/06/2008:“Em momentos particularmente agudos de ataque à classe e à profissão, tem caminho fácil a ilusão de que uma "ordem" contribuiria para unir a classe eventualmente dividida e, por essa via, aumentar a capacidade reivindicativa. É uma óbvia ilusão: a criação de uma ordem, no actual contexto, seria mais um factor de divisão. E é uma ilusão enganadora: o campo de intervenção de uma ordem restringe-se ao plano das questões éticas e deontológicas que não são, para já, as questões centrais das preocupações dos professores e das escolas - até porque há uma ética e uma deontologia historicamente construídas assumidas e respeitadas pela classe docente. Os Sindicatos de Professores têm sido e continuarão a ser espaços de análise e discussão das questões da Ética e Deontologia da profissão, conscientes que da sua clara assunção também beneficia a imagem social dos professores que só ilusoriamente seria melhorada pela criação de uma eventual ordem“.Ou seja, propõe-se a Fenprof abusivamente meter foice em seara alheia em questões de natureza ética e deontológica da pertença de ordens profissionais. Aliás, dessa sua tendência nos dá conta Eugénio Lisboa: “Para tudo isto os sindicatos têm dado uma eficaz mãozinha, não raro intervindo, com desenvoltura, em áreas que não são, nem da sua vocação nem da sua competência” (“Jornal de Letras”, n.º 964, de 12 a 25/09/2007).O Prof. António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, numa conferência realizada no Brasil, em Outubro de 2006, a convite do Sindicato dos Professores de São Paulo, intitulada “Desafios do trabalho do professor no mundo contemporâneo”, teceu valiosas considerações sobre uma melhor organização das profissões, de que faço o seguinte extracto:“O primeiro desafio é a ideia de uma melhor organização da profissão. Os modelos de organização dos professores, e em particular dos modelos sindicais – falo da Europa que conheço melhor -, não têm sido capazes de atender aos grandes debates da profissão e aos grandes debates da escola. Isto é, eles não se renovaram suficientemente ao logo dos últimos 30 ou 40 anos. Ficaram um pouco prisioneiros de um combate num plano mais macro, que é um plano importante, sobre questões salariais, sobre determinadas conquistas dos professores, um plano absolutamente essencial. Mas eles não conseguiram criar um modelo de organização mais centrado nas escolas.A profissão tem um deficit grande de organização no interior das escolas. Enquanto outras profissões conseguiram manter as duas camadas, uma mais macro, a exemplo das grandes ordens dos médicos, dos farmacêuticos ou engenheiros, que conseguiram manter um nível de debate político macro muito forte, mas isso não os impediu de terem modelos de organização nas instituições muito mais fortes do que os nossos. Os modelos de organização dentro das escolas são muito débeis, muito burocráticos. E isso tem-nos prejudicado muito”.Confrontei algumas opiniões contra a criação da Ordem dos Professores de que não comungo por ser minha forte convicção que, nos contornos contemporâneos, a profissão de professor nada tem a ver com a distinção que na Roma Antiga se estabelecia entre profissões livres e profissões servis estando destinado aos escravos gregos o papel de pedagogos dos filhos dos senhores do Império Romano ou mesmo de meros acompanhantes a caminho da escola.Rui Baptista
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September 6 2009, 6:10pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Já é mais do que sabido, mas
http://terrear.blogspot.com/2009/09/ja-e-mais-do-que-sabido-mas.html
Bolívar chama a atenção para a importância das emoções no ensino, ao referir que a mudança educativa com vista à melhoria não pode ignorar as emoções, sentimentos e horizontes profissionais dos professores, colocando, assim, a ênfase na dimensão pessoal da mudança. De facto, as mudanças educativas e as reformas afectam sobretudo as relações que os professores têm no seu trabalho, uma vez que estas estão no núcleo dos processos de ensino e aprendizagem. Neste sentido, Hargreaves (2003), cit in Bolívar (2007) defende que a face pessoal e emocional da mudança educativa ocupa um lugar decisivo na prática docente.
September 6 2009, 8:48am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
ENTREVISTA SOBRE REGRESSO ÀS AULAS
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/entrevista-sobre-regresso-as-aulas.html
Mini-entrevista sobre memórias escolares que dei ao "Correio da Manhã", publicada ontem:P - Como recorda o seu primeiro dia de aulas?R- O meu primeiro dia de aulas foi no início de Outubro de 1962 (mês em que se deu a crise dos mísseis de Cuba, que quase dava uma guerra mundial), na Escola Primária da Voz do Operário, na Ajuda, em Lisboa. Já não me lembro bem. Mas, pegando na expressão de Fernando Pessoa, de início estranhei, mas depois entranhei. Regressei sempre às aulas em todos os Outubros seguintes!P- O momento mais marcante que teve na escola?R- Quando entrei no doutoramento em Frankfurt, na Alemanha, em Outubro de 1979. Longe de casa, era um mundo novo que se abria para mim... Mal comparado, era como se tivesse estado na Terra e nessa altura descobrisse a Lua.P- Aquele que considera ser o professor que o mais marcou e porquê?P-Tive muitos e bons professores que me marcaram. Mas um dos que achei mais extraordinários foi um velho professor, ou melhor investigador, da Universidade de Coimbra, o Dr. Pedro Martins, infelizmente já falecido. Apesar de ser cego, ensinava, no último ano, recorrendo apenas à memória, a física teórica que ele tinha aprendido há muitos anos. Fixei aquilo tudo e ele deu-me a nota máxima no exame. Como é que não hei-de ter boa memória dele?
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September 5 2009, 6:24pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Contra um código de conduta
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/contra-um-codigo-de-conduta.html
Em Inglaterra existe um organismo denominado General Teaching Council for England que reúne diversos actores educativos e assume várias funções no campo da educação, desde a análise de manuais escolares, ao reconhecimento de diplomas para acesso à carreira docente, passando pelo incentivo às escolas para introduzir as Novas Tecnologias da Informação. Também realiza estudos vários e, naturalmente, pareceres.Há uns tempos este organismo propôs um código de conduta para professores designado por Code of Conduct and Practice for Registered Teachers (que se encontra publicado no livro Deontologia das Profissões da Educação de A. Reis Monteiro, Almedina, 2008), que entrará em vigor no próximo mês de Outubro.Nesse código estão consagrados oito princípios:1. Pôr o bem-estar, desenvolvimento e progresso das crianças e jovens em primeiro plano;2. Assumir a responsabilidade de manter a qualidade das suas práticas de ensino;3. Ajudar as crianças e jovens a tornarem-se alunos confiantes e bem sucedidos;4. Demonstrar respeito pela diversidade e promover a igualdade;5. Esforçar-se estabelecer parcerias produtivas com pais e outros parceiros educativos;6. Trabalhar como parte integrante da escola e de equipas;7. Cooperar com outros profissionais na organização do trabalho dos alunos;8. Demonstrar honestidade e integridade e manter a confiança pública na profissão de ensino.No último ponto deste oitavo princípio preceitua-se que o professor deve: “Demonstrar padrões adequados de comportamento que permitam manter um ambiente de aprendizagem eficaz, a confiança do público e a confiança na profissão”.Ora, é sobretudo este aspecto que tem deixado os professores ingleses muito apreensivos.Chris Keates, secretário geral do maior sindicato de professores, o NASUWT (National Association of Schoolmasters and Union of Women Teachers), afirmou que o código "deu a impressão que os professores não são de confiança” e que, com base nele, é possível haver intromissão na sua vida privada, constituindo uma afronta aos direitos humanos.Concretizando, disse que, por princípio, o sindicato não está contra um código de conduta, mas que não pode estar a favor do código em causa, pois ele abre a porta a abusos. Por exemplo, se o professor falar de modo apaixonado dos assuntos que lecciona, pode ir contra o que está preceituado no código porque não estar a ser imparcial?Efectivamente, ao prescrever comportamentos e atitudes aos professores, mesmo quando eles não estão na escola, em serviço, permite um controlo de todos os aspectos da sua vida e não apenas naqueles que tocam estritamente à docência. Nessa medida, qualquer desvio da norma, em qualquer circunstância pessoal ou profissional, poderá pôr a carreira dos professores em causa.Tudo isto foi negado por Keith Bartley, que dirige o referido General Teaching Council for England, quando afirmou estar "absolutamente explícito" que o código não se intromete na vida privada dos professores.O que é certo é que o NASUWT redigiu e está a fazer correr uma petição que apela à anulação do tal código e que já reuniu milhares de assinaturas de docentes, os quais, pelos vistos, não estão muito certos de que isso seja verdade.
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September 3 2009, 5:19pm | Comments »




