Já era regente há quase vinte anos, quando de repente comecei a entender que o maestro de uma orquestra não produz qualquer som. Sua fotografia pode aparecer na capa de um CD em várias poses dramáticas, mas sua força verdadeira origina-se da sua capacidade de tornar outra pessoa poderosa. Comecei a perguntar-me "O que torna um grupo entusiasmado e comprometido?", em vez de interrogar-me "Sou bom no que faço?" Tão palpável foi a diferença em minha estratégia para conduzir, quanto o resultado desta descoberta do "regente silencioso", que os músicos da orquestra começaram a perguntar-me: "O que aconteceu com você?" Antes disto, meu principal interesse era saber se minha interpretação havia sido apreciada pela platéia e se, na verdade, os críticos também gostaram, porque isto abriria outras oportunidades e geraria maior sucesso. Para interpretar o meu trabalho, parecia que tudo dependia de ter domínio sobre os músicos, ensiná-los minha interpretação e preenchê-los com força de vontade musical.Agora, à luz da minha "descoberta", comecei a direcionar minha atenção para o quão eficaz estava sendo em habilitar os músicos para que tocassem cada frase tão maravilhosamente quanto fossem capazes. Raramente este aspecto foi levado em conta quando minha posição parecia dar-me absoluto poder, e eu havia regido os músicos como meros instrumentos da minha vontade.Mas como, realmente, poderia saber o que os músicos estavam achando da minha eficácia em libertar o seu poder? Certamente eu poderia dizer muito olhando dentro de seus olhos - os olhos nunca mentem - suas posturas, seu comportamento, e poderia perguntar¬me: "Eles estão engajados?"Benjamin Zander, Obra citada
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Mudando o Estilo de Liderança
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March 31 2010, 2:39pm | Comments »
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