As oposições dizem: é bom (quereriam dizer, é muito bom?), mas não é novidade. Já estava previsto no programa de Governo decretar a escolaridade obrigatória durante 12 anos. Em nome do desenvolvimento, do progresso, da emancipação, da realização pessoal, social e profissional. Daqui a 30 anos, será obrigatório andar na escola durante 16 anos. Em nome dos mesmos valores e ideais.Entristece que se não veja que para além do palco mediático muitas outras realidades se escondem. Entristece ouvir o coro dos aplausos (alguns resignados). Porque muito mais importante do que isto é assegurar, na prática, as aprendizagens essenciais que permitem aceder a uma cidadania plena.
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12 anos de escolaridade obrigatória
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April 23 2009, 7:19am | Comments »
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E24: a grande solução para a educação.
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Quando ouvi a proposta dos pais, através da CONFAP, para que as escolas passassem a estar abertas 12 horas por dia e, de seguida, conheci a resposta positiva do Ministério da Educação, dei comigo a pensar que o melhor seria propor já, numa atitude politicamente muito mais arrojada, a escola aberta 24 horas por dia.Atendendo às dificuldades das famílias para que pais e filhos se encontrem, que não seja para dormirem sob o mesmo tecto (é esta a nova definição de família), atendendo à necessidade dos pais obterem rendimentos que permitam um “nível de vida adequado aos tempos modernos”, trabalhando mais e mais horas em empregos quantas vezes instáveis, atendendo ainda ao tipo de vida que criámos nas cidades, em que nos levantamos com o sol e chegamos a casa depois dele se ter deitado, consumindo três e quatro horas em transportes que vão furando por entre um caótico trânsito, atendendo às exigências e às dificuldades que hoje representa a educação de uma criança e de um jovem, …claro que os pais têm toda a razão e, por isso, o Ministério da Educação, que existe também para lhes agradar, também tem.Mas o que não estamos a perceber é que esta exigência, que já se seguiu a outras de apenas 8 horas, é uma exigência em progresso, que ainda está na sua fase larvar e que vai chegar (quanto tardará não sei, talvez uns trinta anos, cinquenta, quem sabe) a uma fase madura e muito mais perfeita: a E24, ou seja, a escola aberta 24 sobre 24 horas. Além de se poderem apoiar os pais de um modo muito mais consistente e continuado, sem quebras de ritmo, podendo a escola finalmente incluir no seu currículo as tão proclamadas educação do consumidor, educação sexual, educação do consumo, educação da saúde, educação da autoridade (há tanta falta dela!), educação rodoviária, educação ambiental, educação para os media, educação para a sustentabilidade, educação para a paz, educação para as artes, e tantas outras e tão necessárias educações, sem atropelos desnecessários, além disso, os pais também poderão ganhar a sua vida à vontade, passear e descansar do cansaço do trabalho permanente, constituir novas e renovadas famílias sempre que necessário, além de deixar de ser problemática a perda de quatro ou cinco horas diárias nos trajectos casa-empregos-casa.Ao Estado, como é óbvio, esta pretensão dos pais vem de encontro a um velho desejo de se transformar na grande oportunidade social educadora de todos os cidadãos, sem favorecer as desigualdades sociais, acolhendo todos, sem excepção, 24 horas por dia. Finalmente, alcança-se a tão almejada igualdade de oportunidades, ricos e pobres poderão ter, de uma vez por todas (como gostamos desta expressão!), acesso à mesma educação de qualidade, garantida pelo Estado. Podemos dizer que as escolas, aí sim, serão instituições verdadeiramente educadoras e capazes, melhor, totalmente capazes. Os professores no desemprego poderão ser contratados, todos poderão ser melhor proletarizados, em ambientes e ritmos de trabalho mais cronometrados pelo Ministério da Educação. Num contexto de tanta incerteza social, que mais e melhor poderíamos pedir? Se a escola pública se oferece para ser uma instituição total, que totalmente ocupa os nossos filhos e netos, que mais poderíamos ansiar como educadores? Se obtemos a sua segurança, a sua educação escolar e o seu pão, que melhor poderemos crer ter? E se a escola agora até acolhe os avós, cada vez mais dependentes e em cima das nossas costas até uma tão avançada idade, nós que temos de trabalhar mais e mais, que melhor instituição poderia haver para acolher, em novas dinâmicas intergeracionais, crianças e avós, 24 horas por dia?De facto, a E24 é a grande solução social do futuro. Famílias não haverá (e para que é que deveria haver, se os pais não ligam nada aos filhos e os filhos aos pais, se as famílias se fazem e desfazem ao ritmo dos bonecos de neve), os empregos serão cada vez mais precários, incertos e mal pagos (e para quê ser diferente se podemos agora combinar dois e três turnos?), o isolamento das pessoas e sobretudo das mais pobres e sós será ultrapassado (poderemos ficar sós todos juntos e a todo o tempo, em instituições de acolhimento verdadeiro!). As novas instituições E24 são o futuro por que tanto ansiamos. E o Ministério da Educação português, a pedido dos pais, oferece-nos, por antecipação, este futuro. Portugal mantém, assim, o seu perfil de povo inovador, gente de sensacionais descobertas, que abre novos mundos ao mundo! Que mais e melhor poderei eu dizer? Viva a E24, a verdadeira revolução da educação promovida pelo Estado, a pedido dos pais! PS: se alguém considerar este texto exagerado, peço apenas que sobreviva uns cinquenta anos, o que comigo já não ocorrerá! Joaquim Azevedo9 de Abril de 2009E então, sim. A estação de serviço 24. Sempre aberta, sempre presente, sempre ausente. Um serviço público de qualidade total. Onde ser é estar. Onde estar é o máximo da condição humana. Tão simples, tão fácil, tão popular. Para mais em ano de eleições. Votos garantidos. Reconhecimentos perpétuos. Poder-se-ia até, em nome da autonomia das escolas, deixar ao critério a duração da abertura: E 24, E 20, E 16, E 14, E12. Sendo que o mímino imposto pelo Estado teria de ser E 12. E quem estivesse na tipologia das E 24 teria financiamento suplementar, lugares cimeiros no ranking. A qualidade total teria aqui o seu indicador primordial. A escola como espaço total, a escola da total fraternidade dos órfãos já começou. Dói escrever isto no tempo da Páscoa (que deveria ser um tempo de passagem). Dói escrever. Mas este é também o tempo da Paixão. Do sofrimento e de uma certa ruína. Mas há sempre a esperança da ressurreição.
April 9 2009, 10:29am | Comments »
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Era uma vez um mau aluno
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Quantas vezes ouvimos histórias de empresários de sucesso, cientistas premiados ou artistas revolucionários que foram péssimos alunos? Em Mágoas da Escola, Daniel Pennac, que foi ele próprio um péssimo estudante, aborda os problemas da escola e da educação desde um ponto de vista insólito – o ponto de vista do mau aluno. Um livro único e irrepetível, que todos os pais e todos os professores não podem deixar de ler – e dar a ler! Para ler sem complexos, com proximidade e distância, para descobrir as pessoas "que moram nos alunos".
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April 7 2009, 6:03am | Comments »
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Entre os Muros
http://terrear.blogspot.com/2009/03/entre-os-muros.html
A crónica de hoje de Miguel Santos Guerra (já aqui se fez referência ao filme "Entre les murs").Acabo de ver la película francesa “La clase”, dirigida por Laurent Cantet, que ha sigo ganadora de La Palma de oro del Festival de Cannes de 2008 y que fue propuesta este año para el Oscar a la mejor película extranjera. Es la adaptación cinematográfica del libro del mismo título cuyo autor (y protagonista de la película, es Francçois Bégaudeau. Las traducción española del título no es muy precisa, ni lingüística ni conceptualmente, ya que el libro se titula en francés “Entre les murs” (“Entre los muros”). Y los muros hacen referencia no sólo a la clase, sino al instituto de las afueras de París donde se desarrollan los hechos.Me gusta que el cine, la televisión y la prensa se ocupen y se preocupen de la educación. No sólo para hablar de los escándalos, de los conflictos y de las indudables limitaciones que el sistema educativo tiene. Me gusta que los medios se dediquen a reflexionar, a discutir, a investigar, a proponer soluciones. Es bueno que no se considere la adolescencia como una etapa de estupideces sino de oportunidades. Es mejor que no se considere a los adolescentes como energúmenos o como retrasados mentales sino como personas llenas de vida y de inquietudes.Describe la película, (con un excelente manejo de la cámara que usa y casi abusa de los primeros planos y de los planos detalle) la vida de un instituto francés durante un curso escolar. En él, un conjunto de profesores y profesoras bienintencionados trabajan llenos de buenos propósitos y de algunos inveterados vicios.Es una buena película, alejada de esas cintas americanas (Mentes peligrosas, El Rector…) que nos muestran a los adolescentes como salvajes a quienes pretenden domar unos héroes que están a medio camino entre Superman y Mazinger Z. La película tiene una fuerte dimensión documental y está alejada de los tópicos más manidos y de las perspectivas melodramáticas de otras cintas sobre la escuela, al estilo de El club de los poetas muertos. Se trata de una hermosa película, porque refleja con acierto, con sinceridad, sin tapujos, sin melindres, la vida de un instituto, la dinámica de una clase de francés cuyo profesor es un profesional que lucha cada día por enseñar a su grupo de alumnos y alumnas adolescentes la gramática de Molière.Texto completo.
March 7 2009, 11:21am | Comments »
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A escola como entreposto cultural: o cultural e o simbólico no desenvolvimento democrático da escola
http://terrear.blogspot.com/2008/11/escola-como-entreposto-cultural-o.html
Sujeita a uma multiplicidade de condicionamentos externos de grau e natureza distintos, a escola pública nunca, como nos dias de hoje, se viu confrontada com tantas diversidades culturais, sociais, politicas e ideológicas, que tanto a desafiam à assunção de lógicas de reconfiguração e mudança, como igualmente a colocam numa permanente tensão face à necessidade de preservar a sua matriz
November 15 2008, 5:59pm | Comments »
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Crise da escola ou na escola? Uma análise da crise de sentido dos sistemas públicos de escolarização obrigatória
http://terrear.blogspot.com/2008/11/crise-da-escola-ou-na-escola-uma-anlise.html
Este estudo coloca em discussão os significados que são atribuídos à crise da escola pública de frequência obrigatória na literatura educacional crítica produzida desde fins do século XX no Brasil e em Portugal. Elenca as expectativas otimistas que impulsionaram — após a Segunda Guerra Mundial — a massificação da instituição escolar, fazendo um confronto com os impasses com que os sistemas
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November 15 2008, 5:57pm | Comments »
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A BASE DEFEITUOSA DE NOSSAS ESCOLAS
http://terrear.blogspot.com/2008/11/base-defeituosa-de-nossas-escolas.html
Por Don A. Blackerby, Ph.D.
Desde que o relatório federal "Uma Nação em Risco" foi divulgado, detalhando as imperfeições do nosso sistema educacional nos EUA, existiram mais relatórios e estudos exigindo que os problemas fossem resolvidos. Eu fico me perguntando se esse mesmo tipo de fenômeno está ocorrendo em outros países. Também me perguntava se o mesmo tipo de defeito estrutural do nosso
November 1 2008, 8:59am | Comments »
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Da Inteligência....
http://terrear.blogspot.com/2008/09/da-inteligncia.html
Inteligência, escolarização e idade: normas por idade ou série escolar? Aqui.
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September 28 2008, 10:21am | Comments »
