Foi Rubem Alves quem se espantoucom o facto de só se anunciaremcursos de oratória e de haverum grau zero de cursosde escutatória.A oratória ensina a persuadir,a convencer, a dominar o outro.Tem, em regra, larga audiênciaporque parece havera sede de domínio.Pelo contrário,a escutatória procuraensinar a ouvir, a escutar,a centrar a máxima atenção no outro:nos seus silêncios,nas suas dúvidas,inquietações, perplexidades,paradoxos.A sua sede é de compreensão,serviço, emancipação.Este é um cursoque procurará acender esta sede.Na expectativa de uma aprendizagemfecunda que nos faça melhoresnum mundo educativo mais habitável.Serei o primeiro responsávelpara que esta promessa se cumpra.Convosco, conseguiremos.Bem-vindos!15 de Outubro de 2010(marcador distribuído aos alunos do curso de mestrado em Ciências da Educação /Administração e Organização Escolar, que ontem se iniciou na FEP da UCP_Porto.) Signo e sinal de uma viagem que nos tem de interpelar e resgatar da tristeza dos dias)
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A arte da escutatória
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October 16 2010, 12:33pm | Comments »
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http://terrear.blogspot.com/2010/05/mnemonica-acronimo-boost-ajuda-nos.html
A mnemónica (acrónimo) BOOST ajuda-nos a enquadrar os aspectos que devem constar no feedback. Esses aspectos são os seguintes:- Balance (Equilíbrio): Incluir elementos positivos bem como aspectos a melhorar;- Observed (Observado): Aquilo que foi visto os colaboradores fazerem, focando-se no comportamento e não na personalidade;- Ownership (Posse): Ambas as partes envolvidas no processo de dar e receber feedback, devem aceitá-lo para que este seja utilizável e provoque as acções de correcção necessárias;- Specific (Específico): Manter o feedback baseado em factos, de modo a que seja claro e compreensível;- Time (Tempo) - Escolher a altura mais oportuna para dar feedback e fazê-lo numa atmosfera de plena confiança.Geralmente, o melhor começo é o de perguntar às pessoas como é que elas próprias vêem o seu desempenho. Ironicamente, uma das grandes aptidões em termos de feedback é a de saber ouvir.
May 27 2010, 2:58pm | Comments »
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Ouvir e Escutar
http://terrear.blogspot.com/2010/04/ouvir-e-escutar.html
Ouvir é um fenónemo fisiológico; escutar é um acto psicológico. É possível descrever as condições físicas da audição (os seus mecanismos), pelo recurso à acústica e à fisiologia do ouvido; mas a escuta não pode definir-se senão pelo seu objecto, ou, se preferirmos, pelo seu desígnio. Ora, ao longo da escala dos vivos (a scala viventium dos antigos naturalistas) e ao longo da história dos homens, o objecto da escuta, considerado no seu tipo mais geral, varia ou variou. Daí, para simplificarmos até ao extremo, proporemos três tipos de escuta.Segundo a primeira escuta, o ser vivo orienta a sua audição (o exercício da sua faculdade de ouvir) para indícios; nada, a este nível, distingue o animal do homem: o lobo escuta um ruído (possível) de caça, a lebre um ruído (possível) de agressor, a criança, o apaixonado escutam os passos de quem se aproxima e que são, talvez, os passos da mãe ou do ser amada. Esta primeira escuta é, se assim se pode dizer, um alerta.A segunda é uma descodificação; aquilo que se tenta captar pela orelha são signos; aqui, sem dúvida, o homem começa: escuto' como leio, isto é, segundo certos códigos.Finalmente, a terceira escuta, cuja abordagem é completamente moderna (o que não quer dizer que suplante as duas outras) não visa - ou não espera - signos determinados, classificados: não o que é dito, ou emitido, mas quem fala, quem emite: supõe-se que ela se desenvolve num espaço intersubjectivo, onde «eu escuto» quer dizer também «escuta-mo»; aquilo de que ela se apodera para o transformar e o lançar infinitamente no jogo da transferência, é uma «significância» geral, que já não é concebível sem a determinação do inconsciente.Roland BarthesInRoland Barthes (1984). O Óbvio e o Obtuso. Lx: Edições 70, pp. 201- 211
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April 17 2010, 3:58pm | Comments »
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Os Postulados da Acção Inteligente
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Si la ressource humaine est considérée comme un bien rare, , c’est la façon dont on conçoit son utilisation qui dépend le succès à long terme. D’immenses réserves de compétences et de bonne volonté demeurent inexploitées. On ne les mobilise pas par décret et pas d’avantages par des harangues. A l’heure actuelle, toute régression vers des comportements de centralisation hiérarchique et de raidissement technocratique risque d’accentuer la démobilisation, non seulement des exécutants mais aussi cette fois de tout l’encadrement au moment même où l’on a le plus besoin de leur engagement. Ce qui manque le plus c’est une connaissance plus réaliste des rapports humains et des systèmes qui les conditionnent. Pour comprendre la ressource humaine, il est indispensable de l’écouter pour analyser son comportement et surtout le contexte relationnel qui le commande. L’écoute apportée au quotidien constitue une priorité absolue dans tout effort de mobilisation des ressources humaines ou de modernisation de l’entreprise .Il est indispensable d’écouter car il n’y a pas de stratégie et d’action raisonnable sans connaissance et pas de connaissance sans écoute. Il faut investir dans les hommes qui doivent se professionnaliser pour répondre à la complexité et à l’apprentissage collectif ce modes plus simples de résolution de problèmes . La base est l’innovation. Elles ne sont pas seulement ou même principalement, des innovations techniques, ce sont des innovations sociales, des innovations de management, d’éducation, de développement de marchés. Apprentissage collectif et innovation vont pouvoir passer au centre des préoccupations.Michel Crozier, L'entreprise à l'écoute -Apprendre le management post-industrielFonte
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January 26 2010, 4:54pm | Comments »
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A Arte de Ouvir
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(para que este blogue se não transforme num repositório excessivamente científico) Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza.. Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas…Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância”… Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa ).Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bate-estacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos ( tantos hai-kais sobre os grilos…), dos galos, o barulho das ondas…“Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…“Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”Rubem Alves
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November 17 2009, 5:39am | Comments »
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Os sons da floresta
http://terrear.blogspot.com/2009/10/os-sons-da-floresta.html
No século III a.C., o rei Ts'ao mandou o seu filho, o príncipe T'ai, estudar para o templo sob a direcção do grande mestre Pan Ku. Como o príncipe T'ai ia suceder a seu pai como rei, Pan Ku devia ensinar-lhe os princípios para se tornar num bom soberano. Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre mandou-o ir sozinho para a floresta Mingli. Ao fim de um ano, o príncipe devia voltar ao templo e descrever os sons da floresta.Quando o príncipe T'ai voltou, Pan Ku pediu-lhe para descrever tudo aquilo que tinha ouvido. "Mestre", respondeu o príncipe, "eu ouvi os cucos a cantar, as folhas a sussurrar, os beija-flores a cantar, os grilos a cantar, a erva a ondular, as abelhas a zumbir e o vento a murmurar e a chamar". Quando o príncipe terminou, o mestre disse-lhe para voltar para a floresta para escutar o que mais conseguia ouvir. O príncipe ficou confuso com o pedido do mestre. Será que ele não tinha distinguido já todos os sons?Durante dias e noites sem fim, o príncipe esteve sentado sozinho na floresta, à escuta. Mas não ouviu outros sons para além daqueles que já tinha ouvido. Então, uma manhã, quando o príncipe se encontrava silenciosamente sentado debaixo das árvores, começou a distinguir débeis sons, diferentes de todos aqueles que já tinha ouvido. Quanto mais intensamente escutava, mais perceptíveis os sons se iam tomando. Sentiu-se invadido por um sentimento de clarividência. "Devem ser estes os sons que o mestre queria que eu distinguisse", reflectiu.Quando o príncipe T'ai voltou ao templo, o mestre perguntou-lhe o que é que tinha ouvido de novo. "Mestre", respondeu o príncipe, reverentemente "quando escutei com mais atenção, ouvi o inescutável - o som das flores a abrirem, o som do sol a aquecer a terra e o som da relva a beber o orvalho matinal". O mestre acenou com a cabeça em sinal de aprovação. "Ouvir o inescutável", disse Pan Ku, "é uma disciplina necessária para se ser um bom governante. Porque só quando um governante aprendeu a escutar de perto os corações das pessoas, ouvindo os seus sentimentos não comunicados, os seus desgostos inexpressados e as queixas não feitas, é que pode inspirar confiança no seu povo, aperceber-se de quando é que há algo que corre mal, e ir de encontro às verdadeiras necessidades dos seus subordinados. A dissolução dos Estados vem quando os líderes só ouvem palavras superficiais e não penetram profundamente nas almas das pessoas para ouvir as suas verdadeiras opiniões, sentimentos e desejos". [In Exame, Dezembro 2002](com agradecimento ao B)
October 31 2009, 5:01pm | Comments »
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A ESCUTA ACTIVA
http://terrear.blogspot.com/2009/05/escuta-activa.html
“Só entenderás alguémquando caminhares com os seus sapatos”.(Provérbio chinês e sioux)Para que serve esta competência A escuta activa é a competência mais poderosa, interessante e útil para mediar qualquer conflito. Serve para compreendermos as duas partes implicadas no conflito e criarmos empatia em relação a elas. É muito útil para que as partes em conflito se entendam e vão passando das posições para as necessidades.Condições prévias Antes de utilizar as técnicas da escuta activa é conveniente ter em conta alguns aspectos:- Assumir como atitude pessoal o pôr-se no lugar da outra pessoa, para poder compreender o que ela está a dizer e a sentir.- Mostrar compreensão e aceitação através dos seguintes comportamentos não verbais:· Um tom de voz suave.· Expressão facial e gestos acolhedores.· Estabelecendo contacto visual.· Assumindo uma postura corporal receptiva.- Não utilizar, na medida do possível, nenhuma das doze típicas.Modo de usar Em sentido estrito, pode dizer-se que alguém pratica escuta activa quando, face a uma mensagem recebida dum emissor, lhe diz o que entendeu daquilo que acabou de ouvir, realçando o sentimento existente por detrás dessa mensagem. Em sentido mais amplo, podemos dizer que a escuta activa é o resultado das seguintes acções:Mostrar interesse O interesse pode mostrar-se de forma não verbal, por exemplo, abanando afirmativamente a cabeça, ou de forma verbal. Se se optar pela forma verbal, é importante utilizar palavras neutras que não revelem nem acordo nem desacordo relativamente ao que a outra pessoa está a dizer, por exemplo: “Podes dizer-me mais qualquer coisa acerca disso?”.ClarificarClarificar significa tornar mais clara uma mensagem. Serve para obter a informação necessária para compreender melhor o que a pessoa está a dizer, ou o problema. “E tu que fizeste nessa altura?”. “Há quanto tempo estais zangados?”. Para facilitar a acção é costume utilizar perguntas abertas que são as que procuram provocar no interlocutor um resposta alargada e não apenas um sim ou um não.Parafrasear Consiste em repetir, por palavras próprias, as principais ideias ou pensamentos expressos por quem fala. Serve para mostrar que se entendeu o que o outro disse, e permite verificar se o significado atribuído pelo emissor à mensagem é idêntico ao entendido pelo receptor. “Quer dizer, então, que para ti o problema é uma tolice”. “Então, aquilo que tu me estás a dizer é...”.Fazer-se eco É o que atrás denominámos escuta activa em sentido estrito. Consiste em dizeres por palavras tuas os sentimentos existentes por detrás do que o outro acabou de expressar. Ajuda quem fala a clarificar os seus sentimentos. “Ficas frustrado por te estarem sempre a acusar de seres o que mais falas nas aulas”. “Custa-te que ele te esteja a acusar de lhe teres tirado o lanche”.Resumir Consiste em juntar a informação que nos vai sendo transmitida, referente quer a sentimentos quer a factos. Oferece a quem fala uma boa oportunidade de corrigir ou acrescentar algo ao já dito. “Então, se bem entendi, A andou à luta com C, e tu ficaste ofendido por te considerarem o causador do conflito” ou “Falaste de A e de B, mas não entendo o que é que C tem a ver com tudo isto”. Quando um mediador escuta activamente as partes, está a compreendê-las, a ajudar a que se expressem melhor, e a facilitar a comunicação entre elas. Se, além disso, ainda estimularmos as partes a escutarem-se activamente uma à outra, estamos a dar-lhes mais recursos para poderem comunicar melhor, sem precisarem sempre da presença dum mediador.Quando se pode utilizar Pode e deve praticar-se a escuta activa ao longo de todo o processo de mediação, embora seja na fase número dois (Ora conta lá) que ela se pode usar de forma mais activa. Além disso, ao escutá-las, ajudamos as partes a aprender a escutar-se mutuamente.Quando não convém utilizá-la Este instrumento de trabalho não se pode utilizar quando há algo que interfere ou impede que centremos a nossa atenção no outro, por variados motivos: toca a campainha e tens de te ir embora, ou uma das partes em conflito diz, ou faz algo, que não podes aceitar de modo nenhum. Nessa altura, é melhor não tentar compreender o outro e suspender o processo, ou falar na primeira pessoa.Dificuldades mais comuns A principal dificuldade consiste em meter-se na pele do outro e compreender o conflito conforme ele é entendido por cada pessoa. E isto torna-se particularmente difícil para os que constroem muitas hipóteses sobre o que se está a passar e dizem aos outros aquilo que eles têm de fazer. A chave está em esquecermos um pouco a “nossa sabedoria”. FonteMediação de Conflitos ... (obra citada infra)
May 1 2009, 5:46pm | Comments »
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Da Escuta
http://terrear.blogspot.com/2009/04/da-escuta.html
NO CERNE DAS RELAÇÕES CONSTRUTIVAS está uma competência indispensável: a escuta. Nas empresas, como na família, a falta de escuta é o inimigo número um da autoridade natural e das relações construtivas, inimigo tão pernicioso, que, muitas vezes, temos a ilusão de escutarmos os nossos interlocutores, atentamente. Como dominar a autoridade natural e ter relações satisfatórias se a nossa falta de escuta, nos coloca, sem cessar em desencontro, se as palavras são despropositadas…Eis um caminho em três tempos, para desenvolver as suas capacidades de escuta: escutar, é antes de mais nada escutar-se a si mesmo, discernir a sua postura interior, é, em seguida, escutar o outro, compreendê-lo, ter em conta o que ele nos diz, é, finalmente, fazer-se ouvir, afirmar-se e fazer-se compreender (a escuta construtiva é recíproca, em sentido duplo). Em matéria de escuta, as receitas e as técnicas são estéreis quando estão desgarradas do estado de espírito e da atitude interior. Escutar é desenvolver, primeiro, uma atitude interior favorável.Construa a autoridade naturalobra citada
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April 26 2009, 10:37am | Comments »
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A arte de escuta total: perceber o que o outro nos diz através, daquilo que não nos diz
http://terrear.blogspot.com/2009/04/arte-de-escuta-total-perceber-o-que-o.html
Só uma observação atenta do nosso interlocutor nos dá acesso à escuta total: a escuta da sua linguagem verbal, da sua linguagem não verbal e da linguagem para verbal. Naturalmente, praticamos uma escuta intuitiva da linguagem não verbal dos nossos interlocutores. Para se convencerem disso, podem tentar as seguintes experiências: proponha ao seu par irem ao cinema enquanto se instala confortavelmente no cadeirão e liga a televisão: Observe o resultado…O que é que ele compreendeu? Qual é a usa atitude? Pode também pedir a alguém para fazer alguma coisa utilizando um tom interrogativo e um verbo no condicional: aqui também, observe o resultado… Há nove hipóteses em dez, do seu interlocutor estar desconcertado e de que não faça nada do que lhe pediu. A linguagem não verbal constitui o essencial da nossa comunicação. No entanto, frequentemente, estamos muito pouco conscientes de que ela nos escapa quase totalmente. Eis alguns pontos de referência para uma escuta total do seu interlocutor.Lembremo-nos sempre, quando escutamos a linguagem não verbal de um interlocutor, que esta linguagem é sempre relativa a esta pessoa, num determinado contexto. O mesmo gesto pode ter significados inversos para dois indivíduos em dois contextos diferentes. Um interlocutor que toma uma postura rígida, que se senta cautelosamente na borda da sua cadeira e depois não se mexe mais, pode, desta maneira, manifestar a sua inquietação, o seu mal-estar ou a sua rigidez interior…mas pode também ter um lumbago ou um torcicolo…È por isso que, toda a observação precisa de ser validada, verificada. Frequentemente, as mudanças de atitudes são mais significativas que as próprias atitudes: escutar a linguagem não verbal é pois treinar-se a observar as pequenas mudanças que se produzem em cada interlocutor: mudança de respiração, de ritmo, de tom, de atitude física…É a seguir, relacionar as nossas observações com o conteúdo verbal que as acompanham. Cada mudança tem um sentido, cabe a nós descobri-lo, advinha-lo depois validá-lo permutando as nossas hipóteses com o interessado Neste sentido, uma informação fora do seu contexto não tem qualquer valor. Eis algumas pistas para se treinar escutar o não dito do seu interlocutor.Escutar o corpoOs sinais comportamentais são inumeráveis. Eis alguns. A sua lista está longe de ser exaustiva. A observação dos comportamentos ajuda-nos a entrar no mundo do outro, a compreender as suas emoções, o seu estado de espírito…O modo de se apresentarComo é que o seu interlocutor lhe aperta a mão? O aperto de mão demasiado forte faz pensar que o outro força a sua naturalidade. Demasiado fraco, indica que o outro se posiciona em recuado na relação… ou que ele tem o espírito noutro lugar?Que olhar acompanha este aperto de mão? Um olhar fugidio que traduz um mal-estar, um olhar altivo que assinala um certo desprezo? Um olhar franco e calmo?Que imagem desprende o seu interlocutor? Como caracteriza a sua atitude? Clara, sombria? Espontânea, artificial? Aberta, fechada? À vontade, simples ou reservada? Distante?A ocupação do espaçoComo é que o seu interlocutor ocupa o espaço? Como modifica a sua posição à medida que a troca se desenvolve? Está na ponta da cadeira “ em visita”? Molengão, quase deitado no sofá? Familiar? Demasiado familiar? Provocador? Está tenso, especado, ou muito direito e mobilizado?Como é que ele trata o seu espaço: tem tendência a invadi-lo, a aproximar-se demasiado? Ele limita o espaço dele? Ele tem necessidade de distância física? Tem o sentido dos limites? Deixa-o respirar?O passoComo caracterizar o passo do seu interlocutor? Decidido, hesitante, rápido, lento? Ele dá-vos informações sobre diferentes aspectos. Fornece elementos sobre a sua liberdade de espírito, a sua serenidade: ele força a sua naturalidade? O passo parece-lhe estudado? Espontâneo? Livre? Agitado? Pode igualmente tirar informações da sua relação com o tempo: a que velocidade caminha ele? Tem o passo precipitado de pessoas sempre apressadas, sempre em desequilíbrio? Ele sente, constantemente, a necessidade de se despachar? Ou pelo contrário, adopta de bom grado uma atitude fleumática, mesmo mole?O modo de se manter de péPara caracterizar a sua postura pode fazer as seguintes perguntas: Ela indica uma atitude de fecho ou uma atitude de disponibilidade e de abertura? Os gestos de retorno para si, predominam sobre os gestos para o outro? A postura é tónica? A mobilização sobrepõe-se à espera?Sente-se uma aparência tensa, pressionada ou, pelo contrário, uma descontracção, uma naturalidade ou uma construção? Sente-se uma coluna vertebral sólida? Ele abana o pé com irritação?Os movimentos automáticosDão informações sobre o nível de conforto físico e psicológico da pessoa conforme o que ela mais ou menos se mexe, de modo mais ou menos harmonioso, o que brinca com um objecto, tossica, tem tiques…O modo de se vestir…Dá informações sobre o posicionamento das pessoas face à sociedade, ao grupo. Dá indicações sobre o nível de “ conformidade” do seu interlocutor, sobre os espaços de liberdade que ele se concede, as permissões a que se dá. Informa, também, sobre a sua capacidade de respeitar, ao mesmo tempo, as regras do contexto e o seu próprio conforto pessoal.As diferenças de comportamentoPode discernir a selectividade e mesmo o elitismo do seu interlocutor: como é que ele se comporta perante pessoas de estratos sociais diferentes? Que desvios de comportamento observa em função das pessoas com quem ele fala? A que é que dá importância? Ao estatuto social? Aos sinais exteriores de riqueza?Os gestosA través dos gestos pode diferençar o estado de tensão, de controlo, de impulsividade, de liberdade, de inquietação, mesmo de stress ou de conforto…do seu interlocutor. Claro que, aqui também, este estado pode alterar-se no decorrer da troca: pode mesmo provocar a mudança através das suas palavras e da sua linguagem não verbal. A escuta dos gestos exige, pois, uma vigilância permanente.Os gestos informam-nos sobre a capacidade de expansão do interlocutor ou sobre os limites que ele se impõe, sobre o seu grau de confiança ou de desconfiança: todos os gestos de abertura que se soltam do corpo, favorecem uma respiração ampla e profunda, vão ao encontro da expansão. Os gestos de retracção, de fecho vão ao encontro sentido da desconfiança.Que partes do discurso o nosso interlocutor pontua com gestos? São as partes às quais dá mais importância, mais força. Pelo contrário, de que é que duvida? Em que pontos procura aprovação da nossa parte?Os gestos podem ser dominados ou contidos ou sinais de emotividade ou de tensão. A observação deles deve permitir-lhe distinguir se eles servem para dar contenção, como mexer no anel, no lápis, acender um cigarro, ou, se servem para descontrair uma situação vivida como difícil, como por exemplo acariciar a face ou o braço.Escutar o rosto e a vozO olharComo é que o seu interlocutor o olha? Ele evita o seu olhar? Olha-o nos olhos? o que é que isso quer dizer: firmeza interior, naturalidade forçada, atitude provocadora? Que olhar lança em seu redor? Tem um olhar interior, de quem reflecte quando fala, o olhar fixo de provocador, o olhar móvel do curioso que observa tudo o que o rodeia? Onde vai o seu interlocutor buscar o que lhe diz?[1] Nas imagens (olhar dirige-se mais para o alto?) Num discurso interior (o olhar dirige-se para baixo à esquerda?) Nas sensações cinestésicas (o olhar dirige-se para baixo à direita)?As expressões do rostoA expressão do rosto, e, muito particularmente, dos olhos, do olhar, mas também da boca, tem importância para aceder ao mundo interior do interlocutor. Um rosto diz muito a quem sabe perder o tempo a lê-lo. Revela-se através da mobilização dos seus músculos e do lugar que nele têm os órgãos dos sentidos, e muito em particularmente o nariz, a boca e os olhos. A sua acuidade deve recair sobre a aprendizagem da leitura dos sentimentos interiores exteriorizados pelas expressões visíveis e pelas suas evoluções consoante a evolução dos contextos. Uma boca pode ser desdenhosa, desprezível, desgostosa, sorridente, fina e dura, caricata… Um olhar pode ser vivo, expressivo. Pode também ser fugidio, por vezes perturbado. Pode ser provocador, pelo modo, como a pessoa olha ostensivamente algures ou como fixa o seu interlocutor nos olhos. Pode ser interiorizado como o do investigador. Pode ser exteriorizado, como o do extrovertido que se procura no outro, que vai procurar o outro para o trazer para ele, que procura estabelecer contacto. As narinas podem ser afiladas, podem vibrar e indicar a sensibilidade à flor da pele daquele que “sente”, do instinto criativo…A expressão do discursoDá informações sobre o estado de espírito. Como é que o seu interlocutor pontua a sua expressão? Ele escuta-se falar? Dá-se ou não a grandes ares para dizer as coisas… interessantes? Banais? Complicadas? Concretas? Abstractas? Quem lhes dá valor? Quem o desvaloriza?A respiração, a voz, a sua tonalidade, o seu ritmoA voz dá informações tanto mais importantes quanto ela é difícil de dominar. Ela está ligada às emoções e à respiração cujo ritmo e profundidade, ela segue.O interlocutor está tanto mais à vontade e distendido quanto toma tempo para respirar, quanto retoma a sua respiração, faz pausas…Um bom indicador do conforto emocional é a harmonia entre os gestos e a respiração.Pode reparar nos momentos em que, de repente, a respiração muda: alguma coisa acabou de acontecer na relação. Se a respiração tornou-se curta e rápida, o que é que isso significa?O tom de voz e a fluênciaO tom de voz indica até que ponto o seu interlocutor está mobilizado e presente na relação. Ritmado, claro, firme, distinto, ele favorece a escuta e a expressão do carisma. Como caracterizar o tom do seu interlocutor? Firme? Hesitante?A fluência é rápida? Hesitante? Precipitada? Lenta? As mudanças de tom dão informações sobre o que se passa com a pessoa, no instante presente. Convém, pois, verificar o momento em que elas acontecem, o sujeito que as provoca e de procurar o seu significado através de um questionamento adequado O tom pouco preocupado, pouco convencido indica, quer o grau de interesse da pessoa pela relação em curso, quer uma posição de vida distanciada por defesa, por medo de sofrer. Aquele que gosta de jogar com a sua voz, com o seu ritmo, a sua tonalidade, gosta do jogo da relação e demonstra, na maior parte das vezes, tacto.A nossa observação nunca nos deve fazer esquecer que um comportamento é relativo a uma pessoa num determinado contexto: cruzar as pernas não tem o mesmo significado para todos nós. Por isso, atenção às interpretações apressadas.Conclusão: escutar a acção e a ambiência.Numa relação, a escuta do outro liga-se quer à acção quer à ambiência. No capítulo v encontrará elementos para escutar a acção e a ambiência à sua volta. Eis algumas referências principais de questionamento.Escutar a acçãoQual é o conteúdo das nossas trocas? Que dizemos? Sobre que temas comunicamos? Noutros termos, qual é a intriga da nossa relação? Qual é a história que vivemos juntos? Qual é o explícito da relação?Perceber a ambiênciaEm que atmosfera se desenrola a nossa acção? Trepidante? Tensa? Amigável? Abafante? Fria? Quente? Intrometida? Respeitadora?O que se joga na nossa relação por detrás da intriga? Que jogos de influência estão subentendidos? O que implícito da relação?Escutar a coerênciaA acção que se desencadeia está em coerência com a ambiência latente? A maior parte das vezes, quando sentimos um mal-estar inexplicável numa relação, ele resulta da incoerência entre o explícito da relação e o que se desencadeia de forma implícita. Este mal-estar deve ser sempre para nós, o sinal de um elemento novo a integrar. Ele assinala um problema para resolver.[1] NOE Cf. Blandler et Grinder, inventeurs da PNL, Les secrets de la communication, le Jour, 1982.Mathieu Maurice. Construir a autoridade natural.
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April 5 2009, 4:34pm | Comments »
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