A crónica de hoje de Miguel Santos Guerra:Este es el llamativo título de un artículo que publicó hace tiempo Phillipe Perrenoud en un periódico suizo. Me alarmé cuando lo leí aunque, conociendo al famoso sociólogo, pensé de inmediato en el tono incisivo e irónico del aserto.En efecto, cuando comencé a leer caí rápidamente en la cuenta de las pretensiones del autor. .Así comienza el artículo de Perrenoud: “Bin Laden y los terroristas son personas muy instruidas. Como muchos tiranos y fanáticos. Como la mayor parte de quienes organizan el crimen. Como los dirigentes de las multinacionales que juegan con el dinero de los accionistas y se burlan de los usuarios tanto como del bien público. Entre los doce dignatarios nazis que decidieron crear los campos de exterminio más de la mitad tenían un doctorado. Los acontecimientos que agitan el mundo prueban una vez más que un elevado nivel de formación no garantiza nada en el orden de la ética”.Es decir, que uno puede tener un altísimo nivel de instrucción y ser un perfecto sinvergüenza. Los “pásaros” de la operación Malaya, que tenemos tan cerca, no son tontos, no son analfabetas. Saben mucho. Sabrán burlarse de las justicia, de sus expoliados y de la ciudadanía en general. Saldrán de la cárcel. Disfrutarán del dinero robado. ¿Están bien instruidos? Sí. ¿Están bien educados? No. Porque la educación tiene una inexcusable dimensión ética.Fueron médicos bien preparados, ingenieros muy bien formados y enfermeras muy capacitas en su oficio los profesionales que diseñaron las cámaras de gas en la Segunda Guerra Mundial. ¿Sabían mucho? Claro que sabían. Se han hecho estudios de lo bien que funcionaban los hornos crematorios. Pero sus víctimas no se alegraron mucho de todo lo que sus verdugos sabían. En mala hora lo habían aprendido.Texto integral
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A Escola Não Serve Para Nada
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June 20 2009, 9:53am | Comments »
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A Coisa Berlusconi
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José Saramago no El País.No veo qué otro nombre le podría dar. Una cosa peligrosamente parecida a un ser humano, una cosa que da fiestas, organiza orgías y manda en un país llamado Italia. Esta cosa, esta enfermedad, este virus amenaza con ser la causa de la muerte moral del país de Verdi si un vómito profundo no consigue arrancarlo de la conciencia de los italianos antes de que el veneno acabe corroyéndole las venas y destrozando el corazón de una de las más ricas culturas europeas. Los valores básicos de la convivencia humana son pisoteados todos los días por las patas viscosas de la cosa Berlusconi que, entre sus múltiples talentos, tiene una habilidad funambulesca para abusar de las palabras, pervirtiéndoles la intención y el sentido, como en el caso del Polo de la Libertad, que así se llama el partido con que asaltó el poder. Le llamé delincuente a esta cosa y no me arrepiento. Por razones de naturaleza semántica y social que otros podrán explicar mejor que yo, el término delincuente tiene en Italia una carga negativa mucho más fuerte que en cualquier otro idioma hablado en Europa. Para traducir de forma clara y contundente lo que pienso de la cosa Berlusconi utilizo el término en la acepción que la lengua de Dante le viene dando habitualmente, aunque sea más que dudoso que Dante lo haya usado alguna vez. Delincuencia, en mi portugués, significa, de acuerdo con los diccionarios y la práctica corriente de la comunicación, "acto de cometer delitos, desobedecer leyes o padrones morales". La definición asienta en la cosa Berlusconi sin una arruga, sin una tirantez, hasta el punto de parecerse más a una segunda piel que la ropa que se pone encima.El País
June 7 2009, 6:43am | Comments »
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Viver para quê?
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Está no prelo uma pequena antologia de seis ensaios de filosofia contemporânea sobre o problema do sentido da vida. Intitulada Viver Para Quê? Ensaios sobre o sentido da vida, esta antologia foi organizada e traduzida por mim para a colecção Filosofia Pública, da Dinalivro, dirigida por Pedro Galvão. Gostei muito de fazer este trabalho e espero que quando o livro sair seja estimulante e informativo para os leitores. Para abrir o apetite deixo aqui um pequeno excerto da minha introdução:Quem não conhece a filosofia poderá pensar que procurar o sentido da vida é a tarefa central dos filósofos. Isto é historicamente falso; na sua maior parte, os filósofos não abordaram o problema do sentido da vida, e os que o abordaram não fizeram geralmente disso o tema principal das suas investigações.O leitor comum poderá igualmente esperar que os filósofos se pronunciem um pouco como gurus, declarando do alto da sua inacessível montanha qual é o sentido da vida. E a nós, meros mortais, restar-nos-ia então seguir tais oráculos, ainda que nem os compreendamos muito bem. Esta concepção resulta talvez da dificuldade em compreender a natureza da filosofia. A filosofia não é religião, nem uma prática iniciática de vida; ao invés, é o lugar crítico da razão, como por vezes se diz. Estudar filosofia é aprender a ser crítico, que é precisamente o que os gurus não podem dar-se ao luxo de permitir aos seus acéfalos discípulos. A ideia de que Platão, por exemplo, era discípulo de Sócrates, nessa acepção iniciática, é falsa, tal como é falso que Aristóteles tenha sido discípulo de Platão nessa acepção. Estudaram uns com os outros, sem dúvida, mas porque foram estudantes de filosofia criticaram, divergiram e discutiram argumentos com os seus professores — e fazer filosofia é precisamente isso.A filosofia não é um corpo de conhecimentos que nos baste assimilar acriticamente, mas antes a actividade crítica de estudar ideias e argumentos minuciosamente, para ver se serão plausíveis ou não. Por isso, não se encontra nos melhores filósofos um conjunto de instruções esotéricas para dar sentido às nossas vidas. O que se encontra são estudos cuidadosos de diferentes ideias e argumentos sobre o problema. Isto não significa que não existam conclusões consensuais, entre os filósofos actuais, sobre o sentido da vida. Significa apenas que o trabalho filosófico é fundamentalmente a discussão minuciosa e paciente dessas conclusões e dos argumentos que as sustentam.Os ensaios O estudo contemporâneo do problema filosófico do sentido da vida começa praticamente com o artigo «O Absurdo» (1971) de Thomas Nagel, incluído nesta antologia. Apesar de haver alguns artigos anteriores, Nagel mostrou que um filósofo muitíssimo influente podia tratar este tema sem cair no ridículo e que esse trabalho podia ser publicado numa das mais prestigiadas revistas académicas de filosofia: The Journal of Philosophy.O trabalho mais influente sobre o sentido da vida nas últimas décadas do séc. XX, sobretudo nos EUA, foi o último capítulo do livro Good and Evil (1970), de Richard Taylor, incluído nesta antologia, publicado quase em simultâneo com o artigo de Nagel. O registo escrito da conferência de Kurt Baier proferida em 1957 sobre o tema, também incluída nesta antologia, circulava desde há bastante tempo entre estudantes e professores; este trabalho, contudo, só viria a circular amplamente a partir de 2000, quando foi publicado na antologia de textos sobre o sentido da vida organizada por Klemke para a Oxford University Press. Por esta altura, já o problema do sentido da vida era insistentemente abordado nas revistas académicas, surgindo também cada vez mais livros inteiramente dedicados ao tema.Esta antologia põe o leitor em contacto com esses e outros importantes ensaios filosóficos contemporâneos sobre o sentido da vida. Os ensaios foram dispostos por ordem parcialmente cronológica e parcialmente temática.ÍndiceIntrodução Desidério Murcho1. O Sentido da Vida Richard Taylor2. O Sentido da Vida Kurt Baier3. Poderá o Propósito de Deus ser a Fonte do Sentido da Vida? Thaddeus Metz4. O Absurdo Thomas Nagel5. Felicidade e Sentido: Dois Aspectos da Vida Boa Susan Wolf6. Despromoção e Sentido na Vida Neil LevyLeitura complementar
March 27 2009, 4:39pm | Comments »
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Robôs, Guerra e o Futuro
http://dererummundi.blogspot.com/2009/02/robos-guerra-e-o-futuro.html
Novo post convidado de Norberto Pires:Estamos perto de uma revolução tecnológica que terá o nome de “Revolução da Robótica”. Estamos perto, muito perto, de ter robôs a partilhar o nosso dia-a-dia nas tarefas domésticas, como companhia, como colegas de trabalho, como assistentes de todo o tipo de actividades. É fascinante o que pode acontecer, e de facto esta revolução que se aproxima é bem a demonstração do génio e da capacidade do homem em fazer ciência e reinventar o seu futuro.Como é que esta história fascinante começou?Por incrível que pareça a história da robótica funde-se com a história da humanidade. A robótica não é uma invenção do século XX, nem do nosso milénio sequer. Fez parte do tempo e das reflexões de muitos dos melhores pensadores da nossa história comum: passou pela Grécia antiga, pelos árabes, andou com Leonardo Da Vinci, Nicola Tesla e muitos outros. Quando teve as condições próprias desenvolveu-se e está prestes a mudar a forma como vivemos.Veja aqui um texto sobre a evolução da Robótica até aos dias de hoje:http://robotics.dem.uc.pt/norberto/nova/pdfs/gregosxxi.pdfA robótica moderna tem cerca de 50 anos. Teve o seu desenvolvimento potenciado pelo aparecimento do transístor e o desenvolvimento de componentes em semiconductor, e com eles dos computadores, dos sensores e actuadores, da informática e da capacidade de projectar e simular mecanismos complexos. Também beneficiou muito do I&D em novos materiais e soluções estruturais robustas e mais leves.Uma boa revisão do estado actual e perspectivas futuras da robótica é apresentada no livro “Handbook of Robotics”, editado em 2008 pela prestigiada editora Springer (a maior editora mundial de ciência e tecnologia). Esse livro recebeu agora dois prémios PROSE (em Physical Sciences and Mathematics, e em Engineering Technologies), organizados pela Associação Americana de Editores, reconhecendo o mérito dos sucessos obtidos pela comunidade científica mundial na área ao longo destes 50 anos. Os editores do livro (Bruno Siciliano, presidente do IEEE Robotics and Automation Society e professor na Universidade de Nápoles, e Oussama Kathib, professor na Universidade de Stanford) reuniram 64 autores de todo o mundo (um português) com o objectivo de abranger todas as áreas da robótica.Isto são coisas positivas e que nos deixam de olhos postos no futuro.Mas, existe um lado negro e até assustador. Num livro recente (Wired to War), Peter Singer, Director da 21st Century Defense Initiative, lança um alerta sobre a possibilidade de usar a tecnologia robótica em aplicações militares letais e cruéis. Na verdade, isso também está próximo de acontecer. Robôs usados como soldados sem escrúpulos e letais, que fazem o trabalho sujo em cenários de guerra complicados, ou em acções terroristas. Na verdade, um robô não precisa de uma promessa de uma vida eterna com 72 virgens para fazer atentados ou cumprir uma missão assassina. Basta ser programado para isso ou controlado à distancia. Essa tecnologia robotizada e sem intervenção humana já existe, e é usada pelos militares para missões de alto risco. Quando for capaz de ser autónoma (aquilo que já sabemos fazer em muitas situações), isto é, quando for capaz de analisar o cenário e tomar decisões tendo em conta os objectivos que lhe foram fixados, permitirá construir máquinas temíveis, cruéis, muito eficazes e verdadeiramente assustadoras.Também não me deixam nada orgulhoso os desenvolvimentos de robótica usados para a indústria do sexo. Máquinas parecidas com homens e mulheres que podem ser usadas como parceiro sexual. Funcionam, dizem. E como muitos diriam, têm a vantagem de ter um botão de ON e OFF.Como em tudo na vida, podemos optar pela ciência e por usá-la para melhorar a nossa vida, fazendo justiça à nossa capacidade criativa. Mas também podemos criar situações terríveis que colocam em risco aquilo que somos. Como sempre podemos escolher, e eu sei que escolheremos bem.J. Norberto PiresLinks:Handbook of Robotics, Springer, 2008 (aqui)Wired for War, 2009 (aqui)Humanoid robot (woman): aqui
February 11 2009, 5:10am | Comments »
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2009: Desejos de um bom debate
http://dererummundi.blogspot.com/2008/12/2009-desejos-de-um-bom-debate.html
A habitual crónica dominical de J. Norberto Pires no "Jornal de Notícias" de hoje: A coisa que mais sinto em Portugal é a ausência de debate: parece que estamos numa fuga permanente à realidade. Os portugueses não se envolvem nas opções tomadas para o país, alheando-se de forma preocupante dos caminhos que seguimos e dos objectivos a atingir. Mesmo em momentos eleitorais assiste-se à total ausência de confronto de ideias, onde o importante é a imagem dos candidatos, sempre fiscalizada pelos comentadores profissionais e jornalistas (com foco na postura, na gravata e na pose), e os "soundbytes" que emitem, rejeitando aqueles que tentam formular um raciocínio minimamente coerente. Nada nos discursos para as televisões e jornais tem mais de meia dúzia de palavras, e nunca ultrapassa os três itens.As eleições são mais ou menos como o campeonato de futebol. Existe o Benfica, o Sporting e o Porto, e a grande maioria vota como se estivesse a puxar pelo seu clube e pela nova estrela que o clube contratou. Os outros clubes pouco contam, servem simplesmente para animar o campeonato. Depois a estrela contratada como sendo o próximo Eusébio, afinal não marca golos e é meio coxo. Mas, para os fervorosos adeptos, basta que ele acerte na bola uma vez sequer para que o delírio se instale nas bancadas. E todos os jornais e televisões do “desporto” mostram a jogada fabulosa em que a nossa estrela, por uma vez na vida, acertou na bola. Mas ninguém repara para onde ela foi. Isso não interessa nada, a estrela é mesmo fabulosa.Depois, ano após ano, ficamos muito tristes quando, por momentos, a seguir a um jogo internacional, nos apercebemos que afinal somos o que somos: uma equipa da 3ª divisão europeia com a mania que vai ganhar o troféu internacional, se Deus quiser. Logo a seguir é prometido o próximo Eusébio e... “agora é que vai ser”, “vamos a eles que até os comemos”. Olhar no espelho sempre foi muito difícil, e o melhor é ignorar e acreditar nos vendedores de ilusões.Na vida política e social em Portugal tudo é um pouco assim. A estrela do nosso clube promete o que sabe que não pode cumprir. Promete não aumentar as cotas aos sócios, mas falha esse golo logo no primeiro minuto do jogo de abertura, promete mais empregos no clube, mas a bola nem pela linha final sai, promete reformular a escola de formação do clube, mas não conta com os jovens que formamos e arranja um conflito enorme com os treinadores das camadas jovens, promete uma revolução no estilo de jogo, mas sai um mal amanhado “plano técnico” escrito nas costas de um envelope (que entretanto perde...), promete métodos de treino inovadores e nacionais, e afinal sai o velho “Fernão” que já é refugo nas Américas sendo aqui apresentado como “nosso”, promete revolucionar a equipa fazendo treino com os melhores clubes americanos, esquecendo que o nosso campeonato é outro e as regras são diferentes. Sem os resultados anunciados, diz que são dele os resultados dos outros. Ora bolas!Eventualmente, no final do campeonato, nós os adeptos vamos eleger uma outra estrela. Que fará da mesma maneira, falhando os golos, perdendo os jogos, e afundando cada vez mais o nosso clube.O meu desejo para 2009: Bom debate. O nosso clube precisa!J. Norberto Pires
December 28 2008, 9:37am | Comments »
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Da autoridade, da obediência, da moral
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En los años 60 del siglo XX, el psicólogo Stanley Milgram realizó un controvertido experimento con el que demostró que la obediencia a las órdenes de una autoridad está por encima de la moral de casi cualquier individuo. Personas normales que creían estar aplicando dolorosas corrientes eléctricas a otras personas (en realidad actores que fingían estar sufriendo) no se detuvieron, y siguieron
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December 27 2008, 9:17am | Comments »
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O Como Fazer é Mais Decisivo de que o Que Fazer
http://terrear.blogspot.com/2008/12/o-como-fazer-mais-decisivo-de-que-o-que.html
Para que un negocio llegue a triunfar, su estrategia debe de empezar por basarse en valores y significados. Esta es una de las conclusiones a las que llega el consultor y experto en ética empresarial Dov Seidman en su último libro. Según Seidman, el cómo se hacen las cosas importa más que el qué y considera que los directivos y las empresas que triunfen serán aquellas que integren sus valores más
December 18 2008, 4:06pm | Comments »
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A empresa é intrinsecamente amoral?
http://dererummundi.blogspot.com/2008/11/empresa-intrinsecamente-amoral.html
O assunto da ética nos negócios está em Portugal na ordem do dia. O nosso leitor Filipe J. Sousa, Professor do Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Madeira, enviou-nos, com uma introdução, um excerto de uma tradução sua do livro "The Concept of Corporate Strategy" de Kenneth Andrews, famoso professor de Economia de Harvard (na foto), sobre a necessidade de incorporar a ética na estratégia empresarial:A propósito da recente mediatização de recorrentes comportamentos éticos impróprios e reprováveis no mundo empresarial, penso ser conveniente revisitar os ensinamentos de Kenneth Andrews (1926-2005) - professor emérito da Harvard Business School e um dos precursores académicos da área da Gestão Estratégica - no seu livro seminal de 1971 sobre a estratégia da empresa, nomeadamente no que concerne ao que a empresa deve fazer (ao invés do que faz de facto)."O comportamento ético, à semelhança do exercício da preferência [individual], pode ser considerado um produto de valores. (...)A definição legal e económica do propósito da empresa como a maximização da riqueza do accionista [ou proprietário] leva, todavia de forma indirecta, a conclusões de que o comportamento [humano] que não seja claramente ilegal ou imoral é aceitável - aliás indispensável ao sucesso na competição [inter-empresa]. (...)A definição da empresa como [entidade] servindo unicamente os interesses financeiros dos accionistas [ou proprietários] conduz naturalmente à subordinação da preocupação ética ao resultado financeiro. Mas aparte desta histórica má concepção, outras condições da vida empresarial, reprovadas por qualquer estratégia apropriada, tendem a tornar a empresa intrinsecamente amoral. Estas [condições] incluem a necessidade de sucesso sentida por indivíduos ambiciosos e energéticos, o desejo de 'ganhar' que é integral à competição, a tentação de renunciar à 'auto-estrada' em favor dos 'atalhos' [sinuosos], e a pressão das pessoas para atingirem o seu plano [pré-estabelecido] - uma pressão conducente a penalizações no que diz respeito à responsabilidade [da empresa] para com a comunidade envolvente e à sua conduta ética. (...)Os estrategas [da empresa] necessitam de possuir motivações morais e económicas e competência [funcional]. A estratégia empresarial que governa a postura competitiva desses estrategas inclui a combinação de aspirações pessoais e morais com a escolha de bens e serviços a serem disponibilizados nos mercados em níveis apropriados de qualidade e valor que reflictam o intento ético e moral da empresa.Por todas estas razões, não é mais possível evitar a discussão em torno das questões éticas. O desconforto e o desentendimento que complicam as conversações [dentro de e entre empresas acerca da ética nos negócios] são apenas um pequeno investimento na capacidade valiosa de reconhecer atempadamente a existência de dilemas éticos [com potenciais consequências nefastas] e de evitar o tipo de escândalo que arruina carreiras profissionais e exacerba a [massiva] crítica pública do mundo empresarial. (...)Procurar encontrar a moralidade na escolha pode ser o mais extenuante empreendimento no âmbito da decisão estratégica." (Andrews, 1971, pp. 65, 68-9).
November 22 2008, 7:03pm | Comments »
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A ESCOLA ENTRE A AGONIA MORAL E A RENOVAÇÃO ÉTICA
http://terrear.blogspot.com/2008/10/escola-entre-agonia-moral-e-renovao.html
Enquanto a sociedade assiste a uma ruptura entre considerações éticas e princípios estritamente morais, a escola custa para reconhecer a importância da preocupação ética. Em meio a uma crise da educação moral, não consegue legitimar reflexões que, entretanto, fazem parte do cotidiano de alunos e docentes. O presente artigo propõe-se a analisar essa situação, assim como os possíveis esboços de uma
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October 18 2008, 9:19am | Comments »
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Doença e saúde
http://dererummundi.blogspot.com/2008/09/doena-e-sade.html
O que é estar doente e o que é ser saudável?
September 22 2008, 1:00pm | Comments »



