(...) Constatámos que a grande maioria dos encarregados de educação, tanto do espaço urbano, como do espaço rural, deseja que a escola prepare os seus educandos para o prosseguimento de estudos superiores, para uma boa inserção no mundo laboral, para o exercício da democracia e dacidadania. Os pais manifestaram um profundo desejo de um futuro promissor para os seus filhos. Esperam que a todos, sem excepção, seja facultada uma escola de qualidade, onde impere a disciplina, o respeito e o trabalho, para que, em segurança, os alunos adquiram formação nas vertentes científica, social e ética. Os inquiridos evidenciaram, também, a disponibilidade deinteragir, de algum modo, com a escola.Uma dissertação de Maria Alice Domingues que pode ser lida Aqui.
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Expectativas Parentais em Relação à Escola Pública
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October 24 2010, 1:05pm | Comments »
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Quando a elevação das expectativas são tudo...
http://terrear.blogspot.com/2010/05/quando-elevacao-das-expectativas-sao.html
É uma turma de 12º ano do Agrupamento das Artes.Muito preguiçosos, desde o 10º ano! Sempre ouvi dizer isto, ao longo dos vários conselhos de turma deste ano, e até mesmo aos pais. Agora, no 12º ano, a preguiça agrava-se e sustenta-se no currículo que confere uma preponderância às disciplinas da formação técnica sobre as quais não têm que prestar provas de índole teórica (Desenho, Oficina de Artes, Materiais…)Realizei com estes alunos uma visita de estudo ao Convento de Mafra, onde também viram a representação da peça baseada na obra que estamos a estudar, Memorial do Convento. Como é costume, sabiam que tinham de apresentar um trabalho decorrente da visita mas, desta vez, pus a fasquia acima do que era hábito fazê-lo. Arrisquei …Logo no início do percurso, distribuí um trabalho a todos os alunos realizado por um aluno de outra turma e que considero muito, muito bom, tal como também foi unanimemente considerado. Perante este trabalho, fiz a proposta: tinham de realizar um trabalho que superasse o apresentado. Não valia a pena arriscar numa proposta inferior porque não era aceite. Tinham obrigatoriamente de surpreender (-me). Confesso que, ao mesmo tempo que arrisquei, senti logo que ia ter bons resultados. Foram muitas as fotos; muitos os apontamentos; muitos os esboços que se faziam de vários ângulos da fachada do convento; muitos os comentários em surdina para que a professora não ouvisse. Não se tratava de surpreendê-la? Afinal, não podia levar a mal…No prazo estipulado ( o que já foi uma excepção porque nunca entregam nada dentro de prazos…), todos os alunos apresentaram a sua proposta: em estilos diferentes, fazendo recurso a meios diferentes, usando linguagens e estilos diferentes, todos conseguiram superar o trabalho que lhes foi inicialmente apresentado.Escusado será dizer que me apeteceu, naquele momento, que o ano lectivo não acabasse já!Aprenderam alguma coisa com isso? Claro que sim. Sai no exame? Provavelmente, não. Mas aprenderam o que está para além disso: a serem criativos, a seleccionar, a dar outros sentidos à obra, a aprender a ver e a ouvir, a respeitar prazos (pelo menos, pontualmente…), a superarem-se. Talvez não lhe peçam isso no exame nacional mas vão com certeza pedir-lho qualquer dia e isso vai ser muito mais importante do que saber identificar o estatuto do narrador na obra que estamos a estudar. (AM)
May 30 2010, 9:30am | Comments »
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Expectativas dos professores e rendimento escolar
http://terrear.blogspot.com/2010/05/expectativas-dos-professores-e.html
Ainda que o estudo das expectativas e de seus efeitos sobre as relações interpessoais conte com uma longa tradição na pesquisa psicológica e psicossociológica, alcançou um alto grau de difusão somente a partir do momento em que se colocou em relevo que as expectativas do professor sobre o rendimento de seus alunos podem chegar a ser um fator determinante de tal resultado, o que ocorre em fins da década de sessenta. Muito antes, em 1948, Merton já havia utilizado a expressão "profecia de autocumprimento", para referir-se ao fenómeno consistente em que, quando alguém profetiza um acontecimento, a expectativa que tem a respeito pode modificar sua conduta, de tal maneira que aumenta a probabilidade de que essa profecia seja cumprida. Pouco depois, Allport (1950) aplicava o mesmo conceito, ao analisar os conflitos bélicos: o comportamento coletivo das nações que pensam em iniciar um conflito armado afeta de tal maneira o comportamento coletivo de seus futuros adversários, que a probabilidade de que se instale um conflito armado se vê incrementada.A existência da profecia de autocumprimento conta, inclusive, com provas anteriores, no campo da psicologia experimental. Um exemplo clássico é o do "engenhoso Hans", um famoso cavalo do princípio do século que, dando batidinhas com sua pata, era capaz de somar, diminuir, multiplicar e dividir, assim como resolver problemas de diversas naturezas. Este caso, conhecido habitualmente pelos psicólogos experimentais como um exemplo de artefato experimental (Lemaine e Lemaine, 1969), pode também ser considerado como uma das primeiras análises detalhadas dos efeitos das expectativas dos experimentadores e da profecia de autocumprimento. As pesquisas sistemáticas empreendidas por Pfungst e Stumpf (Pfungst, 1911) para indagar o talento de Hans lançaram resultados reveladores. Assim, por exemplo, foi possível comprovar que Hans somente era capaz de responder às perguntas formuladas pelo pesquisador, quando este estava presente. Este fato parecia sugerir que, de alguma maneira, e sem se dar conta, o experimentador sinalizava a Hans quando devia começar a golpear com a pata e quando devia parar, para dar a resposta correta a uma pergunta do tipo "5 vezes 4", "18 menos 7", etc. Com efeito, pôde-se comprovar que, quando o pesquisador inclinava ligeiramente a cabeça para frente, Hans começava a golpear com a pata; e quando o pesquisador ficava com a cabeça em pé, na vertical, Hans deixava automaticamente de dar golpes. Isto acontecia, inclusive, no caso de que não se tivesse formulado pergunta alguma.Ao resumir seus trabalhos, os pesquisadores do caso mostraram que os infrutíferos esforços iniciais para explicar o talento de Hans eram atribuíveis ao erro de "procurar no cavalo o que deveria ser procurado no homem". As pessoas que formulavam as perguntas a Hans conheciam obviamente a resposta correta, de tal maneira que, inclusive mantendo uma atitude cética sobre sua suposta inteligência, transmitiam-lhe involuntariamente os sinais que Hans utilizava para iniciar a dar batidas e deixar de dá-las. Transpondo esta conclusão para o campo da pesquisa psicológica, pode ocorrer que "procuremos nos sujeitos experimentais aquilo que na realidade teríamos que procurar no experimentador." Esta é a hipótese que preside as primeiras pesquisas de Rosenthal e de seus colaboradores a partir dos anos cinquenta e cujos resultados (Rosenthal, 1966) mostram que os experimentadores podem transmitir involuntariamente suas expectativas aos sujeitos experimentais, de tal maneira que o comportamento efetivo destes últimos é modificado, no sentido das expectativas dos experimentadores. Note-se que o interesse da profecia do autocumprimento reside no fato de que parece realmente ser produzida uma mudança no comportamento dos depositários das expectativas; não se trata, pois, de uma simples leitura incorreta, de um erro do observador, por parte de quem tem a expectativa, senão de uma mudança real do comportamento do outro, atribuível, em princípio, à expectativa que se projeta sobre ele. Se os sujeitos experimentais podem chegar realmente a executar melhor uma tarefa, a resolver um problema, quando o experimentador espera que assim aconteça, não há, em princípio, nada de estranho em formular a conjetura de que os alunos ·vão aprender mais e melhor, vão obter melhores resultados escolares, quando o professor espera que assim aconteça. Esta é a conjetura submetida a contraste por Rosenthal e Jacobson, em uma pesquisa cujos resultados foram e continuam sendo fonte de discussão e polêmica e que contribuíram enormemente para popularizar a problemática das expectativas no campo da educação. César Col e Mariana Miras. A representação mútua professor/aluno e suas repercussões sobre o ensino e a aprendizagem, im Coll, Palacios e Marchesi (1996). Desenvolvimento Psicológico r educação. Porto Alegre: Artmed
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May 25 2010, 4:33pm | Comments »
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As altas expectativas, profecias que se auto-realizam e sucesso escolar
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High Expectations and Differentiation Equal Academic Success.Henry Ford, the Founder of the Ford Motor Company, once said, “Whether you thinkyou can or think you can’t- you are right.” This also applies to teacher expectationstoward student success. Teacher beliefs tend to create a self-fulfilling prophecy: teacherswill get the outcomes that they expect from their students.Consciously or unconsciously, teachers often act differently toward students based onthe assumptions they have about the individual learner’s capabilities. Jerry Bamburg,professor and director of the Center of Effective Schools at the University of Washington,notes that teachers tend to use more verifying non-verbal mannerisms like smiling,creating eye contact, and positive body language toward students who they believe arehigh-level achievers, and less verifying mannerisms toward students who they believe arelow-level learners (Bamburg, 1994).Studies show that the lack of high expectations tends to go hand-in-hand with lowachieving classrooms (Cotton, 2001). In these classrooms, teachers generally view theirstudents as limited in their ability to learn, and this view tends to create an atmosphere offailure. Adversely, research also shows that when teachers increase their expectations ofstudent success, academic gains are made. (Good, 1987).Texto Integral
November 8 2009, 7:45am | Comments »
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Confiar e Aprender
http://terrear.blogspot.com/2009/07/confiar-e-aprender.html
Um excerto da Crónica de hoje de Miguel Santos Guerra: Una mañana entró a mi oficina un profesor y me dijo preocupado:- Directora, no sé qué hacer con la niña X, no puedo pasarla a segundo. Esta niña está inmadura. ¡Si viera sus cuadernos!Fui al aula y, mientras conversaba con los alumnos, iba revisando disimuladamente sus cuadernos. Me detuve ante la niña X. ¡Tenía razón el profesor! Su cuaderno estaba todo rayado y sucio. En medio de ese caos descubrí una “o”, y le pregunté:- ¿Hiciste tú esa letra tan bonita?Su rostro se iluminó de inmediato y, entusiasmada, contestó afirmativamente. Le dije que pronto iba a escribir muy bien. Y le hice una caricia.Por la tarde, un inspector me dijo que una niña me estaba buscando por todas partes. Yo estaba en una reunión académica con profesores de educación media. Tuve que interrumpir la reunión porque la niña, al parecer, insistía en que no podía irse a su casa sin hablar conmigo. La observé ansiosa y feliz al mostrarme páginas y páginas donde aparecía impecable la letra “o”. ¡Había dedicado toda la mañana a escribir dicha letra!La autora del relato dice, para concluir el texto que envía a la sección de Cartas al Director de la Revista, dice: “Esta simple anécdota pone de relieve que el aprendizaje es posible si nos ponemos en el lugar del niño, si lo comprendemos lo ayudamos y, sobre todo, lo amamos”.Comparto plenamente la visión de la profesora chilena. Es el amor el que abre las puertas del conocimiento. La niña, que llena el cuaderno de garabatos, ante una felicitación y una caricia se siente motivada para el esfuerzo. Un esfuerzo que se le convierte en una actividad placentera. La niña llena las hojas de oes porque se siente estimulada, porque espera seguir recibiendo el afecto y las felicitaciones de la directora. Por eso la busca, por eso quiere presentarle su colección de aciertos. Ella lo sabe hacer, no una vez por casualidad, ella lo puede repetir hasta el infinito.Ahora es capaz de esforzarse. Lo puede hacer durante mucho tiempo. Porque su esfuerzo tiene un sentido. Las teorías constructivistas del aprendizaje sostienen que para que haya aprendizajes relevantes y significativos hace falta que haya una lógica interna en el conocimiento y una lógica externa de modo que el conocimiento nuevo conecte con lo que el aprendiz ya sabe. Y añade que tiene que haber una disposición emocional hacia el aprendizaje. Es la disposición que encuentra la niña para ponerse a trabajar.Sé que los niños tienen que aprender que hay que esforzarse, que existe el deber que nos conduce al trabajo incluso cuando es ingrato. Es cierto. Pero nadie me negará que el esfuerzo adquiere un sentido especial cuando está justificado. Y, sobre todo, cuando la justificación tiene una raíz emocional.FonteMuitas vezes, assim é. Triste não saber.
July 18 2009, 4:35am | Comments »
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A Teoria das Janelas Partidas
http://terrear.blogspot.com/2009/05/teoria-das-janelas-partidas.html
Excerto da crónica de hoje de Miguel Santos Guerra:El profesor Phillip Cimbrado, de la Universidad de Stanford, redalizó hace años un curioso experimento de Psicología Social. Dejó un coche abandonado en el Bronx, a la sazón una zona pobre y conflictiva de Nueva York. Y otro, de la misma marca y color en Palo Alto, una zona rica y tranquila de California. Dos coches idénticos abandonados en barrios con poblaciones muy diferentes. Los investigadores observaban lo que sucedía. Resultó que el coche abandonado en el Bronx comenzó a ser destruido en pocas horas. En cambio, el coche abandonado en Palo Alto se mantuvo intacto durante varios días.Podría deducirse de este hecho que la pobreza es la causa del delito. Atribución discutible. El experimento no concluyó ahí. Cuando el auto abandonado en el Bronx estaba destrozado y el de Palo Alto permanecía impecable, los investigadores rompieron un vidrio del coche de Palo Alto. El resultado fue que se desató sobre el mismo un proceso similar al sufrido por el coche colocado en el Bronx. El robo y el vandalismo redujeron el coche al mismo estado que el del barrio pobre.El vidrio roto del coche abandonado transmite una idea de deterioro, de desinterés, de despreocupación que va rompiendo los códigos de respeto y convivencia,. Es un testimonio de ausencia de ley, de normas, de reglas. Es como un cartel en el que alguien hubiera escrito: “Aquí vale todo”. Cada nuevo ataque que sufre el coche, reafirma, profundiza y multiplica esta idea.Experimentos posteriores desarrollaron la teoría de las ventanas rotas.. Si se rompe un vidrio de una ventana de un edificio y nadie lo repara, pronto estarán rotos algunos cristales de las demás ventanas. Si una comunidad exhibe signos de deterioro y esto parece no importarle a nadie, allí se genera el delito en cadena.La teoría de las ventanas rotas fue aplicada por primera vez a mediados de la década de los 80 en el metro de Nueva York, que se había convertido en el punto más peligroso de la ciudad. Se comenzó por combatir las pequeñas transgresiones: suciedad, graffittis, evasiones de pago, ebriedad, pequeños robos y extorsiones. Los resultados fueron rápidos y claros. Comenzando por aspectos pequeños se consiguió convertir el metro en un lugar seguro.Posteriormente, en 1994, Rudlph Giuliani, alcalde de Nueva York, basándose en la teoría de las ventanas rotas y en la experiencia del metro, impulsó una política de “tolerancia cero”. La estrategia consistía en crear comunidades limpias y ordenadas, no permitiéndose actuaciones que transgredieran la ley y las normas de convivencia urbana. El resultado fue el descenso significativo de los índices de criminalidad en toda la ciudad.
May 30 2009, 9:56am | Comments »
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É Com Grande Satisfação Que...
http://terrear.blogspot.com/2009/05/e-com-grande-satisfacao-que.html
Inauguro a manhã chamando à primeira página um depoimento do António, na entrada infra - em contraponto com o que normalmente corre pela net e que parece "celebrar" a miséria dos dia:Deixo aqui uma estória sobre cadernetas.7º ano.O J. era um bocado problemático. De vez em quando lá ia o recado na caderneta. Aliás a caderneta dele era uma espécie de cadastro... Um dia, o J. «portou-se bem»... No outro também...- J., dá cá a caderneta.- Mas ele não fez nada! - exclama a A., futura advogada dos oprimidos, de certeza.- Pois é mesmo isso que quero escrever na caderneta, é para os pais saberem que ele agora está mais responsável.Espanto colectivo... E enquanto eu escrevia era o silêncio total, todos a olhar...Quanto li o recado que começava assim :)«É com grande satisfação que, etc.», nem queiram saber como as cadernetas começaram a sair das sacas, até os que as não tinham trazido as apresentavam...
May 9 2009, 3:16am | Comments »
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Pesimismo defensivo, optimismo y dificultad de la tarea: El papel de las expectativas
http://terrear.blogspot.com/2009/02/pesimismo-defensivo-optimismo-y.html
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February 12 2009, 8:28am | Comments »
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