A volta às histórias é uma das novidadesque a moderna psicologia maisrecomenda para a formação pessoal dosalunos. É que as histórias, como as parábolas,os enigmas e os símbolos, dirigem-se à área mais reflexiva da pessoa,onde o afecto e o conhecimento se unem,para nos fazer desejar, admirar e sonhar.Virão depois as razões para confirmar euniversalizar, mas, entretanto, já nos deixámosfascinar.Pedro da CunhaUnir o afecto ao conhecimento. Ligar aemoção à razão. Assumir que não hásaber sem sabor. Fazer de cada liçãouma estória. Saber o erro de Descartes.Fazer de cada aula – ou mais sensatamente,de algumas aulas – uma aventura.Articular os saberes disciplinares. Uniro dentro ao fora. Valorizar as falas e ossilêncios (que falam). Escutar. Adivinhar.Contemplar.Ligar a existência à essência. Combinar otrabalho com o lazer, o rigor e a exigênciacom a distensão. Mobilizar o corpo e amente. Imprimir movimento e cuidar dapausa. Criar a suspensão e o enigma.Federar vontades e recursos. Valorizara pessoa mas não esquecer a importânciado grupo e da equipa. Mobilizarexperiências, energias. Organizar jogosde soma positiva (em que todos possamganhar) e prescindir dos exercíciosda soma nula em que o que um ganhao outro necessariamente perde. Valorizar.Estimular. Sorrir.Lançar as bases de uma pedagogia dafascinação. Porque parece que caminhamostristes e sombrios não sabemosbem para onde. Porque é preciso resistirà tentação tecnocrática. Porque épreciso ter presente a multidimensionalidadeda pessoa humana. Porque épreciso redescobrir o coração da escola.(jma, 2003)
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Uma Pedagogia da fascinação
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November 26 2009, 5:04pm | Comments »
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