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Obrigatório Ver
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February 4 2011, 5:02pm | Comments »
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Pedagogia
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January 8 2011, 5:51pm | Comments »
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Ensaio sobre o optimismo em tempo sombrio
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October 10 2010, 10:46am | Comments »
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ABORDAGEM DE FILMES QUE ILUSTRAM ESTRATÉGIAS PARA MOTIVAR OS ALUNOS
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Algumas das estratégias para motivar os alunosreferidas anteriormente encontram-se explicitadas emtrês filmes (“Clube dos poetas mortos”, “O professor” e“Mentes perigosas”), que ilustram possíveis formasde estabelecer “laços” ou desenvolver processos deidentificação que possam contribuir para a motivaçãodos alunos.Tendo em conta que os professores têm poucasoportunidades para serem confrontados com o desempenhode colegas na sala de aula, os filmes em causapodem constituir bons exemplos a reter, pelo que iriamospassar a destacar alguns dos aspectos que, neste âmbito,nos parecem mais relevantes.No “Clube dos poetas mortos” é notória a diferençaentre Mr. Keeting e os professores que aparecem noinício do filme. Estes últimos, para além duma atitudeque traduz pouca motivação para ensinar, enfatizam aavaliação dos conhecimentos como a finalidade doprocesso de ensino-aprendizagem, devendo os alunosestudar as matérias porque vão ser avaliados sobre elas.Mr. Keeting apresenta uma postura de grande entusiasmoe gosto pela docência, procurando contribuir para odesenvolvimento pessoal e social dos seus alunos. Este éum dos grandes objectivos da educação escolar naactualidade pelo que, não obstante este filme procurarretratar a realidade educativa dos anos 60 num colégiotradicional dos EUA, a atitude do Mr. Keeting permanecebastante actual, constituindo um bom exemplopara muitos professores. Especificamente, este professorprocura desenvolver o espírito crítico dos alunos perguntando-lhes constantemente “porque é que o autor dizisto?”. Inclusivamente, a situação em que se coloca emcima da secretária e convida os alunos a fazerem omesmo tem este objectivo: “Estou em cima da secretáriapara me lembrar que devemos olhar constantemente ascoisas de forma diferente. Não tenham só em mente oque o autor pensa. Pensem no que vocês pensam.Esforçem-se por encontrar a vossa própria voz”. Mas aparte do filme que parece melhor ilustrar o papel que oprofessor pode desempenhar a este nível é a situação emque no início da aula Mr. Keeting solicita a um aluno(Mr. Anderson), cujo comportamento revela algumatimidez e falta de confiança em si próprio, para apresentaro poema que todos os alunos deveriam ter feitocomo trabalho de casa e este aluno não o havia realizado.Habitualmente, o que acontece nestas circunstânciasé o professor passar a um aluno seguinte até encontraralgum que tenha feito o “TPC” e a partir daí continuar asua aula. Este tipo de alunos são categorizados como“calados”, mas até correspondem a alunos que osprofessores gostam de ter nas suas turmas porque nãosão indisciplinados e até estão com atenção e obtêmpositiva nos testes de avaliação. Só que, embora estesalunos até adquiram alguns conhecimentos curriculares,no plano do seu desenvolvimento pessoal e social poucoacontece, continuando “calados” nos anos lectivos seguintes.Mr. Keeting revela ter uma sensibilidade particularpara esta situação (“Mr. Anderson pensa que tudodentro de si é inútil e embaraçoso. Engana-se, tem algodentro de si com grande valor”), incentivando este alunopara deixar emergir o seu potencial criativo ao levá-lo aser capaz de criar um poema espontaneamente na sala deaula que surpreendeu o próprio aluno e os seus colegas.Além disso, outra particularidade, nesta situação, éo facto de Mr. Keeting no final ir junto deste alunodizendo-lhe ao ouvido “nunca te esqueças deste momento”.Fundamentalmente, o que todas as pessoasprocuram são experiências de vida positivas. Também osalunos apresentam este objectivo, devendo o professortentar proporcionar-lhes este tipo de vivências, pois estastambém representam experiências gratificantes para ospróprios professores.O filme “O professor” apresenta a particularidade detraduzir uma situação cada vez mais frequente, aquelaem que o professor inicia esta actividade profissional deforma transitória e com pouca motivação. É o caso deMr. Holland que foi ser professor porque pensava queesta actividade lhe permitia ter mais “tempo livre” paraescrever as suas músicas, conforme refere logo no inícioa um colega professor. A desmotivação de Mr. Holland ébem manifesta na relação distante que mantém com osalunos, estando apenas preocupado em cumprir oprograma e manifestando-se “irritado” quando os alunosapresentam baixos resultados nos testes. Inclusivamente,refere à sua mulher que quando era aluno queria estarnoutro sítio qualquer, mas nunca pensou que os professoressentissem o mesmo, acrescentando inclusivamenteo seguinte: “Odei-o ensinar. Ninguém consegueensinar aqueles alunos”. Até que resolve começar a ir aoencontro dos interesses dos alunos, verificando que estese ele próprio gostaram mais desta aula do que dasanteriores. Faz então esta opção por tornar as aulas maisinteressantes para os alunos e para si próprio, constituindoum bom exemplo de uma atitude fundamental atomar por qualquer professor, a de tentar tornar asexperiências ocorridas no âmbito do processo de ensinoaprendizagemtão satisfatórias quanto possível e de asvivenciar com alegria. E parece valer a pena, pois nofinal do filme, quando lhe é feita uma festa surpresa dedespedida, são significativas as palavras de uma ex-alunasua: “Mr. Holland teve uma profunda influência naminha vida. Em muitas vidas. Contudo sinto que eleconsidera grande parte da sua vida disperdiçada. Eleestava sempre a trabalhar na sua sinfonia. Ela ia torná-lofamoso, rico. Provavelmente as duas coisas. Mas Mr.Holland não está rico. E não é famoso. Pelo menos forada nossa pequena cidade. Portanto seria natural eleconsiderar-se um falhado. Mas estaria enganado. Porqueeu acho que ele alcançou um êxito muito superior àriqueza e fama. Olhe à sua volta. Não há uma vida nestasala que não tenha influenciado. E cada um de nós é umapessoa melhor graças a si. Nós somos a sua sinfonia Mr.Holland. Nós somos as melodias e as notas da sua obra.Nós somos a música da sua vida”.Por seu turno, o filme “Mentes perigosas” pretendeilustrar a realidade cada vez mais actual das nossasescolas, com turmas constituídas por alunos desinteressadose indisciplinados. Esta situação provoca um“choque com a realidade” da Mrs. Louene, professoraem início de carreira que nunca pensou vir a encontraruma turma com estas características. Face à situaçãogeral de indisciplina dos alunos evidenciada na primeiraaula, esta professora tenta utilizar uma estratégia quehavia lido num livro sobre formas de lidar com aindisciplina, concretamente escrever o nome do alunomais indisciplinado no quadro. No entanto, esta estratégianão resultou, ficando Mrs. Louene desesperadacom o facto de não conseguir controlar a situação.Convém salientar que o problema não está nos livros,mas no aproveitamento que deles é feito, pois assugestões apresentadas para a resolução de situaçõesproblemadevem ser encaradas como meras hipóteses desolução e não como receitas universais. Isto é, qualquerestratégia para resultar tem que ser integrada no estilopessoal do professor que a vai utilizar e na situação emcausa, tendo em conta os alunos envolvidos.Nesse sentido, o aproveitamento da experiência e dasqualidades pessoais por cada professor é fundamentalpara gerir situações de indisciplina. No caso de Mrs.Louene ela tenta chamar a atenção dos alunos ou criarlaços de identificação com eles indo ao encontro dos seusinteresses, ao salientar o facto de já ter sido fuzileira e deos alunos também poderem vir a ser bons fuzileiros,sendo a partir daquele momento cada um deles umaspirante. Inclusivamente, refere aos alunos que “a partirdeste momento todos têm 20 valores, só tendo que seesforçar para manter a nota”. Este discurso vai levar estesalunos a entender o sentido da escola de forma completamentediferente, voltando a acreditar na possibilidadede obter sucesso escolar e, logo, a apresentarcomportamentos mais adequados para que a aprendizagempudesse ocorrer.A tentativa de ir ao encontro dos interesses, vivênciase linguagem dos alunos também é evidente nospoemas que começa por analisar com eles. Esta é umaestratégia que muitos professores, sobretudo de português,poderiam utilizar na actualidade, aproveitando asletras de algumas músicas de que os alunos gostam, emvez de rejeitarem à partida o interesse destas músicas,porque “é só barulho”. Este ir ao encontro dos interessesdos alunos é fundamental para que o professor consigafazer com que os alunos se interessem pelas matérias queefectivamente pretende que eles aprendam. Concretamente,Mrs. Louene procura levar os alunos a fazeremessa transferência de interesses através do concurso“Dylan-Dylan”. Os vencedores deste concurso teriamuma recompensa. Este é outro aspecto particularmenterelevante nas estratégias para motivação dos alunosevidenciadas neste filme. Isto é, a utilização de recompensaspode resultar numa fase inicial quando os alunosapresentam uma motivação muito baixa para as actividadesescolares. No entanto, quando os alunos começama envolver-se nestas actividades, as estratégiasdeverão ser diferentes, incentivando a sua motivaçãointrínseca. Foi o que Mrs. Louene fez, pois numa situaçãoseguinte em que sugeriu aos alunos a realização deuma tarefa escolar, quando um aluno lhe perguntou qualera o prémio por realizarem essa actividade, ela respondeu:“aprenderem a ler e compreenderem é oprémio”. Depois fundamenta esta posição utilizando umexemplo e uma linguagem compreensível para os alunos:o cérebro é como um músculo e, tal como eles correrãomelhor e mais depressa se treinarem a corrida, tambémpoderão usar melhor o pensamento se aprenderem asmatérias escolares (“Cada nova ideia constrói um novomúsculo. São esses músculos que vos podem tornarpoderosos. São as vossas armas. E neste mundo insegurotêm que andar armados”). Além disso, acentua o factode os alunos terem que ir à escola e já que assim é devemaproveitar para aprender (“Tentem. De qualquer formajá estão aqui. Se no fim do período não forem maisrápidos, fortes e espertos não perderam nada. Mas se issoacontecer vão ser mais díficeis de derrubar”). É tambémparticularmente interessante a forma como Mrs. Louenecontacta os pais de um aluno suspenso, procurando-ospara evidenciar o potencial e as qualidades positivasdo seu filho, contribuindo para a criação de “laços”afectivos também com as famílias. Assim, também sobrea forma de abordar e chamar as famílias a participar noprocesso de educação e de desenvolvimento dos seusfilhos, pela positiva e em colaboração e sintonia com osprofessores, Mrs. Louene constitui um bom exemplo.Em conjunto, estes três filmes ilustram que as aulastanto podem ser “chatas” ou “uma perda de tempo”,como interessantes, evidenciando a importância da motivaçãodos professores para o seu próprio sucesso erealização profissional e também para a motivação dosalunos. No entanto, não há receitas, devendo cada professordescobrir o seu caminho, tendo em conta as suasEstratégias para motivar os alunos experiência e qualidades pessoais, “fazendo uso de simesmo como instrumento” (COMBS, BLUME, NEWMANe WASS, 1979).Os professores são diferentes e devem aceitar essadiferença com naturalidade, tentando aproveitá-la na suaprática pedagógica. As diferenças manifestam-se naprópria interpretação dos acontecimentos, quanto maisna forma de actuação. Por exemplo, face à mesmasituação, “um aluno ri na sala de aula”, diferentesprofessores podem apresentar interpretações diferentescomo sejam: “aquele aluno está a gozar comigo, vourepreendê-lo”; “aquele aluno está satisfeito, deve terentendido a explicação que estou a dar”; “alguém deveter-lhe contado alguma coisa engraçada”; “aquele alunori sem razão, deve ter algum problema psicológico”.Não há um perfil universal de “bom professor”, talcomo não há um perfil de “líder universal”. Por exemplo,o Modelo Situacional de Liderança, de Blanchard,Zigarmi e Zigarmi (1986), considera que o estilo deliderança mais adequado depende do grau de competênciae de motivação dos sujeitos que o líder pretendeinfluenciar. Neste sentido, distingue entre quatro estilosde liderança: direcção, orientação, apoio e delegação. Nasala de aula, a adequação e eficácia do estilo a adoptarpelo professor também depende muito dos alunos e,inclusivamente, diferentes alunos preferem diferentesestilos de professor. Numa investigação realizada porVilla (1985), em que distinguiu sete tipos de professor –o didáctico (pela clareza da explicação), o organizado(pela metodologia utilizada), o dominante (pela exigência),o fisico (pela aparência), o cordial (pelo humor),o afectivo (pela atenção personalizada) e o entusiasta(pela motivação expressa) – verificou-se que todosos tipos são considerados importantes pelos alunos,consoante o estilo do próprio aluno, o seu nível de ensinoe as situações concretas. Inclusivamente, o mesmo alunopode preferir um estilo de professor num dado momentoe outro estilo noutro momento do mesmo ano lectivo.Por exemplo, os estilos cordial e afectivo podem ser maisvalorizados no início do ano lectivo, enquanto os estilosdidáctico e organizado podem ser preferidos mais nofinal do ano lectivo ou na proximidade de situações deavaliação de conhecimentos.O que é importante é o professor ter uma perspectivaglobal das hipóteses de trabalho ou estratégias possíveispara poder decidir por aquela que considere mais adequadanum determinado momento, em sintonia com oseu estilo pessoal e as situações com que se confronta.REFERÊNCIASABREU, M. V. Pais, professores e psicólogos. Coimbra:Coimbra Editora, 1996.ARENDS, R. Aprender a ensinar. Lisboa: McGraw-Hill,1995.BANDURA, A. Self-efficacy: Toward a Unifying Theory ofBehavioral Change. Psychological Review, n. 84, p. 191-215,1977.BLANCHARD, K.; ZIGARMI, P.; ZIGARMI, D. O líder “umminuto”. Lisboa: Editorial Presença, 1986.CARITA, A.; FERNANDES, G. Indisciplina na sala de aula:Como prevenir? Como remediar? Lisboa: Editorial Presença,1997.CARRASCO, J.; BAIGNOL, J. Técnicas y recursos paramotivar a los alumnos. Madrid: Ediciones Rialp, 1993.COMBS, A.; BLUME, R.; NEWMAN, A.; WASS, H. Clavespara la formación de los profesores. Un enfoque humanístico.Madrid: Editorial Magisterio Español, 1979.CURTO, P. A escola e a indisciplina. Porto: Porto Editora,1998.DECI, E. Intrinsic Motivation. New York: Plenum Press, 1975.ESTEVE, J. M.; FRACCHIA, F. B. Inoculation against stress:a technique for beginning teachers. European Journal ofTeacher Education, n. 9, p. 261-269, 1986.ESTRELA, M. T. Relação pedagógica, disciplina e indisciplinana escola. 3. ed. Porto: Porto Editora, 1992.FRENCH, J.; RAVEN, B. As bases do poder social. In:CARTWRIGHT, D.; ZANDER, A. (Ed.). Dinâmica de grupo:pesquisa e teoria. São Paulo: Herder, 1967.GILLY, M. A propos des rapports enseignant-enseigné: lareprésentation réciproque maître-élève repose-t-elle sur unmalentendu? Congrès Lápport des sciences fundamentales auxsciences de l’education. Actes... Paris: Ed. de L’Épi, 1976.v. II, p. 453-459.GOMEZ, M.; MIR, V.; SERRATS, M. Como criar uma boarelação pedagógica. Porto: Porto Editora, 1993.JESUS, S. N. A motivação para a profissão docente.Contributo para a clarificação de situações de mal-estar e paraa fundamentação de estratégias de formação de professores.Aveiro: Estante Editora, 1996a.______. Influência do professor sobre os alunos. Porto:Edições ASA, 1996b.______. Bem-estar dos professores. Estratégias para realizaçãoe desenvolvimento profissional. 2. ed. Porto: Porto Editora,1998.______. Motivação e formação de professores. Coimbra:Quarteto Editora, 2000.______. Perspectivas para o bem-estar docente. Porto: ASAEditores II, 2002.______. La motivación de los profesores. Revisión de laliteratura. In: GARCÍA-VILLAMISAR, D.; FREIXAS, T.(Ed.). El estrés del profesorado. Valência: Promolibro, 2003.p. 116-139.______. Psicologia da Educação. Coimbra: Quarteto Editora,2004.______. Professor sem stress. Realização e bem-estar docente.Porto Alegre: Editora Mediação, 2007. Saul Neves de Jesus, Refª citada
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May 13 2010, 6:22pm | Comments »
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ASSIGNMENT TO SAVE THE WORLD
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February 1 2010, 4:14pm | Comments »
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DOURO
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November 22 2009, 12:10pm | Comments »
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Para (Re)Ver a "Turma" (Entre les Murs)
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"Entre les murs" : les regards en questionPalme d’or au Festival de Cannes, ce film interroge d’abord le regard. Ou plutôt les regards qui seront posés sur lui. La question de son statut se pose déjà : fiction ou documentaire ? En tout cas il porte sur les relations qui se tissent (mal) entre des personnages, un professeur d’un côté et des élèves de l’autre. Si la langage est au cœur de cet objet cinématographique (ce qu’il donne à entendre), c’est l’incommunicabilité qui crève les yeux. Au-delà des personnages, quelle place pour l’école ? Est-elle simplement réaliste par rapport aux représentations qu’on peut s’en faire ou bien a-t-elle quelque chose à voir avec le réel ? Certains spectateurs pensent revivre des situations vécues. D’autres n’y retrouvent qu’un décor, prétexte au jeu des acteurs. Toujours est-il que la lecture des différents points de vue que nous publions dans ce dossier nous interrogent, en tant qu’enseignants et pédagogues, sur la question de l’exploitation qui peut en être faite. Exploitation politique d’abord, laquelle pourra être faite par les pourfendeurs de l’école. Ou bien exploitation pédagogique que l’on pourra mener en classe avec les élèves. Et puis il y a aussi le plaisir d’assister à un excellent moment de cinéma, en particulier grâce à de formidables acteurs...Acesso a um dossier bastante completo.
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September 14 2009, 12:53pm | Comments »
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La Journée de da Jupe
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Excerto de uma análise (da autoria de Philippe Meirieu) de um filme que creio não chegou ainda a Portugal (La Journée de da Jupe).Notre école, en effet, est devenue fragile parce que notre société est entrée dans le temps des incertitudes. Ce ne sont pas les vilains pédagogistes qui ont saboté l’autorité des enseignants, mais c’est nous tous, collectivement, qui avons abandonné toute référence à des morales théocratiques sur lesquelles nous pouvions nous appuyer en toute sécurité. Cela a été, de toute évidence, une émancipation, mais nous n’avons pas encore réussi à identifier ce qui pourrait maintenant faire tenir nos institutions et, en particulier, celle institution qui a tout particulièrement besoin d’une référence au-delà du présent immédiat – parce que, justement, elle prépare l’avenir –, l’école. D’autant plus que nos dérèglements et nos dérégulations, la surchauffe pulsionnelle et individualiste ne restent plus, aujourd’hui, à la porte de l’école… On voit bien, à cet égard, que le discours sympathique sur le « vivre ensemble » ne peut suffire. Car il se heurte toujours à une question lancinante, une question que posait déjà Platon dans les toutes premières lignes de La République : comment faire entendre raison à celui qui n’a pas choisi la raison ? Que dire à celui qui ne veut rien entendre ? Qu’opposer à la violence de celui et de celle qui se mettent délibérément hors-la-loi ? Comment les contraindre à « poser les lances », selon la belle expression de Marcel Mauss, dès lors que nul ne sait plus construire de « table ronde », comme jadis le charpentier de Cornouailles pour le Roi Arthur ?Il y a là une véritable brèche dans nos démocraties. Puisqu’on sait que le « pacte social » de Rousseau – par lequel chaque individu, s’engageant préalablement à obéir à la règle majoritaire, n’obéit, en réalité, qu’à lui-même en obéissant à la majorité – est définitivement hors de portée… nous sommes contraints d’utiliser des moyens qui nous apparaissent fondamentalement en contradiction avec nos idéaux : exclure, d’une manière ou d’une autre, tous ceux qui compromettent l’existence du collectif. Et, comme nous y répugnons, nous sommes condamnés à une valse-hésitation mortifère. Une oscillation infernale entre le refus de nous salir les mains et l’acharnement à rétablir l’ordre.Le problème devient d’autant plus difficile quand, comme c’est le cas, nous avons à nous faire pardonner nos fautes passées. La colonisation, l’exploitation des immigrés, leur exclusion de l’intérieur sont notre œuvre : notre culpabilité, dans ces domaines, n’est pas prête de s’éteindre… et heureusement ! Elle nous vaccine – il faut l’espérer tout au moins ! – contre de nouvelles erreurs et d’autres errances. Mais elle a son revers : parce que les immigrés ont été des victimes, nous nous croyons contraints de les assigner malgré eux à une sorte d’irresponsabilité collective qui pousse certains de leurs enfants à s’exonérer de toute exigence citoyenne… C’est ce que dénonce, dans une très belle scène du film, Sonia Bergerac. Elle s’efforce de convaincre ses élèves de se déprendre de ce comportement suicidaire pour la société tout entière. Elle a, bien évidemment, raison. Mais son propos est pathétique tant il paraît voué à l’échec. Les bandes maffieuses, les délinquants sans scrupules, les violeurs et les racketteurs ne peuvent l’entendre. Pascal est plus que jamais d’actualité : « La violence et la raison ne peuvent rien l’une sur l’autre » (12ème Provinciale). Sonia Bergerac en fera la triste expérience.On peut comprendre, dans ces conditions, que certains de nos contemporains croient pouvoir se réfugier dans des appels à une improbable restauration. Ils oublient que, selon la belle formule de Milan Kundera, « les nuages orangés du couchant éclairent toutes choses du charme de la nostalgie : même la guillotine. » (L’insoutenable légèreté de l’être). D’autres se réfugient dans la posture désormais la mieux portée chez les intellectuels : l’esthétique de la désespérance.Le pédagogue, lui, ne se résigne pas. Il pense même, contre toute attente, que la situation actuelle pourrait bien être une chance et qu’elle porte en germe de quoi se remettre au travail, bien au-delà de l’école, dans la société tout entière, pour honorer notre « responsabilité à l’égard du futur » dont parle Hans Jonas. Et La journée de la jupe, justement, ouvre des pistes et devrait nous aider à avancer, à condition de prendre les questions que pose le film par le bon bout de la lorgnette, c’est-à-dire sous l’angle anthropologique.Anthropologique, en effet, est la question de la Loi : la Loi qui permet de sortir de la toute-puissance et de la jouissance immédiate et absolue. La Loi qui contraint à surseoir à la pulsion pour permettre l’émergence du désir. La Loi qui pose des butées structurantes au délire et à la violence. La Loi qui marque les bornes en deçà desquelles nous basculons immanquablement dans l’inhumain et la barbarie. En deçà desquelles nous nous condamnons à vivre et à revivre sans cesse, en des huis clos mortifères comme celui dans lequel s’enferme Sonia Bergerac, le chaos et l’entre-déchirement des individus qui s’affrontent. Or, la Loi, nous impose, bien sûr, d’apprendre à « dire non » aux enfants… Mais elle nous impose aussi de lutter contre l’impérialisme des marchands et des médias qui enferment l’enfant dans ses caprices pour en faire un « cœur de cible »… Elle nous impose de mettre en place, partout où c’est possible, des activités dans lesquelles des médiations permettent à chacun de s’engager et d’avoir une place sans la prendre à quelqu’un d’autre… La Loi devrait aussi nous amener à repenser nos espaces, nos lieux et nos temps pour que les coagulations fusionnelles cèdent la place à des configurations réfléchies. Travail de longue haleine, certes. Difficile, mais notre seul espoir à long terme.Anthropologique, aussi, est la question du rapport entre les générations. Rien d’étonnant – on le sait depuis la nuit des temps – à ce que les générations aient du mal à coexister. Les jeunes sont toujours « indisciplinés » et « irrespectueux », leur niveau ne cesse de baisser tant sur le plan moral qu’intellectuel ; leur culture est vulgaire et ils ne méritent pas tout le mal qu’on s’est donné pour eux ! Mais, derrière ces lieux communs folkloriques, il y a une réalité qu’on a sans doute trop oubliée : le rapport entre les anciens et les jeunes ne peut se réduire à une simple transmission à sens unique, au risque d’entretenir une dette insupportable ou une terrible rancœur. Quand la transmission ainsi conçue « fonctionne », les nouveaux n’en finissent pas de payer leur dette envers leurs aînés, jusqu’à s’aliéner toute possibilité de « se faire œuvre d’eux-mêmes ». Quand la transmission ainsi conçue ne fonctionne pas, les anciens ne cessent de crier à la trahison et d’excommunier leur progéniture. Car, anthropologiquement, le rôle des anciens est de confier aux jeunes les savoirs – en réalité, les secrets – de leur histoire… et le rôle des jeunes d’initier les anciens aux savoirs – en réalité, aux secrets – des techniques qu’ils ont découvertes. C’est dans cet échange entre les générations que se construit simultanément et symétriquement, l’origine des nouveaux et le futur des anciens. Tant que nous ne ferons pas de l’échange entre les générations une des priorités de nos sociétés, les générations s’affronteront en vain. C’est ce que nous apprennent, dans le film, les parents de Sonia comme la mère de Melmet.Anthropologique, enfin, est la question du sexe. Et c’est sur ce point que le film La journée de la jupe me semble le plus fabuleux. Oui, il dénonce les comportements de machisme violent et de virilité archaïque d’un certain nombre de garçons (aux origines ethniques et aux appartenances religieuses différentes). Oui, il montre à quel point ces comportements sont insupportables au point de faire exploser toute société possible. Oui, il porte haut et fort les revendications légitimes des filles et des femmes pour une « égale dignité » qui est bien loin d’être atteinte… Mais il nous montre aussi à quel point des jeunes filles et des jeunes femmes peuvent être porteuses de valeurs ! La véritable héroïne du film est, à cet égard, Nawel, cette élève rayonnante, lumineuse, qui a le courage de prendre la défense de sa professeure et de se lever contre la loi oppressive des mâles. C’est une jeune beur, musulmane, qui parle arabe et ne renie rien de ses appartenances, mais elle refuse la barbarie. C’est Nawel, ici, qui porte le message kantien : « L’inhumanité infligée à l’autre détruit l’humanité en moi. » Et ce sont Nawel et ses camarades qui sauveront l’honneur, lors des obsèques de Sonia, en venant jeter une rose sur son cercueil… en jupes. Oui, ici, encore une fois, « la femme est l’avenir de l’homme »… Et l’on n’a que trop tardé à regarder en face la dérive machiste des garçons. On a été infiniment trop indulgent avec elle. On n’a que trop tardé à se poser la question des raisons du retard scolaire et des difficultés d’adaptation de si nombreux garçons. Il serait plus que temps la société tout entière et ses différentes institutions s’en occupent et prennent toutes leurs responsabilités. Il serait temps, enfin, que nous nous préoccupions collectivement d’une question, certes infiniment complexe, mais absolument décisive.Il resterait, bien sûr, beaucoup de choses à dire sur ce film tant son pouvoir d’interpellation est grand. C’est un film qu’il fallait faire. C’est aussi un film qui nous laisse beaucoup à faire… et ce n’est pas – loin s’en faut – son moindre mérite.
April 6 2009, 6:02pm | Comments »
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Nenhum homem é uma ilha
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Em torno do difícil exercício de ver.
January 13 2009, 1:41pm | Comments »
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Ensaio sobre a cegueira
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October 23 2008, 3:47pm | Comments »
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