Michael Bérubé, professor de Inglês na Pennsylvania State University e autor recente de “The Left at War", recenseia o livro "THE MARKETPLACE OF IDEAS" (Norton) de Louis Menand, professor de Inglês em Harvard, aqui. Uma nota interessante refere-se à preponderância da esquerda nas universidades americanas:”Menand explains how academe’s training and hiring system works and suggests, unconvincingly, that the preponderance of liberals in academe is partly a function of “increased time to degree.” It now takes a decade on average to get a Ph.D. in English, and surely that fact discourages risk-taking. But it does not explain, say, why Democrats outnumber Republicans 10 to 1 in departments of physics."Não conhecia estes números. Mas colocam uma questão interessante: Haverá, de facto, mais físicos de esquerda do que de direita? E nas outras ciências é muito diferente?
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A FÍSICA E A ESQUERDA
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/fisica-e-esquerda_30.html
January 30 2010, 4:57am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O GRANDE COLISIONADOR HADRÓNICO
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/o-grande-colisionador-hadronico.html
Post convidado de João Carlos Carvalho (na imagem, o detector da experiência Atlas, no LHC do CERN):Em Novembro de 2009 o grande colisionador hadrónico (LHC) voltou a funcionar no laboratório europeu de física de partículas (CERN), junto a Genebra, na fronteira entre a França e a Suiça. Após cerca de 20 anos de desenho e construção, nos primeiros testes, realizados em Setembro de 2008, o acelerador de partículas sofreu uma avaria grave e esteve parado mais de um ano para reparações e melhoramentos. Agora a máquina, com os seus 27 km de perímetro a maior jamais construída pela humanidade, teve um reinício muito promissor, tendo logo nos primeiros dias batido o recorde de energia em laboratório, em colisões de protões que atingiram o valor de 2.36 TeV (tera electrões-volt).A 20 de Novembro de 2009 era enorme a expectativa e tensão nas salas de controlo do LHC e das experiências instaladas em cavernas ao longo do percurso do feixe. Enquanto os especialistas faziam os ajustes finais nos parâmetros da máquina, os olhos não largavam os ecrãs onde eram mostradas informações acerca do estado e posição e estado do feixe. Ao longo de cerca de 2 horas o feixe foi percorrendo cada vez maior distância dentro do túnel, um oitavo do seu perímetro de cada vez, até que finalmente completou uma volta, acompanhada de uma explosão de alegria geral. Seguiram-se as primeiras colisões com os colimadores do feixe, produzindo enormes quantidades de partículas, registadas pelos diferentes detectores, provando deste modo que estes também estavam a funcionar e preparados para registar os acontecimentos produzidos.O LHC representa um enorme esforço científico global. Dada a sua dimensão, complexidade e custo é um empreendimento que não está ao alcance de um único país; os recursos têm de ser reunidos numa colaboração que envolve países de todos os continentes, desde Marrocos ao Canadá, do Brasil à Coreia do Sul, passando pela generalidade dos países europeus. Portugal, como estado membro do CERN (desde 1986), entrou no projecto logo no seu início, participando no desenho, construção e operação de dois dos detectores instalados (ATLAS e CMS), em estudos de simulação de física de partículas, e no fornecimento, por parte da indústria portuguesa, de componentes e serviços para a construção da máquina.Para conseguir alcançar a enorme energia de colisão necessária para revelar e estudar nova física, é necessário curvar os feixes de protões para que percorram a trajectória circular sempre dentro do tubo de vazio no interior do túnel, escavado a cerca de 100 m de profundidade. Esta curvatura é apenas possível usando campos magnéticos muito intensos, de 8,33 T (cerca de 200 mil vezes mais intensos que o campo magnético terrestre), que precisam de correntes eléctricas muito elevadas para serem produzidos.Para minimizar as perdas devido à resistência eléctrica, o LHC é a maior instalação supercondutora do mundo (a supercondutividade, ou condução de corrente eléctrica sem resistência, é uma propriedade de alguns materiais atingida apenas abaixo de uma certa temperatura crítica). Para arrefecer o material supercondutor, uma liga de nióbio-titânio, é usado hélio no estado líquido, a 271 graus abaixo de zero, mais frio que o espaço exterior. Os enormes depósitos especiais usados para armazenar o Hélio foram especialmente desenvolvidos e produzidos pela indústria portuguesa.E o que se pretende estudar com todo este esforço, envolvendo mais de 6000 físicos e engenheiros de todo o mundo? Muitas das questões fundamentais da física de partículas, e logo do nosso conhecimento da constituição mais elementar da matéria e do início e evolução do Universo, estão ainda por esclarecer. Exemplo disto é a constituição da matéria negra, que sendo cerca de 25% da massa do Universo ainda não temos a mínima pista acerca da sua origem (bem como da chamada energia negra, que constitui cerca de 70% do Universo). Ou porque é que as partículas elementares têm massa, e porquê massas diferentes (aqui pode entrar em acção o chamado bosão de Higgs, também ainda não descoberto). Ou porque é que o Universo é essencialmente constituído por matéria e não também por antimatéria. Ou se será possível criar micro buracos negros em laboratório (são buracos negros que se evaporam rapidamente, não aqueles que consomem galáxias inteiras, que não são possíveis criar em laboratório). E muitas outras questões igualmente importantes e fascinantes. No LHC a energia da colisão de protões transforma-se na massa de conhecidas ou desconhecidas partículas, seguindo a relação de Einstein. O trabalho dos físicos, após o registo desses acontecimentos no centro dos detectores, é analisar os dados, interpretá-los à luz do conhecimento actual e testar novas teorias, quando as antigas não descrevem o que é observado.Todos os anos cada experiência do LHC registará milhares de terabytes de dados. Para o seu armazenamento, reconstrução e análise são necessários cerca de 100 mil dos processadores actuais. Como não é prático instalar essa capacidade computacional num único centro (nem existe financiamento para tal), recorreu-se ao conceito de computação distribuída designado por Grid de computação, em que muitos centros, grandes e pequenos, partilham a tarefa de reconstrução e partilha dos dados, ficando assim acessíveis a todos os investigadores envolvidos nas experiências. Em Portugal existe um centro de cálculo de Grid dedicado aos dados do LHC, numa federação entre três centros, dois em Lisboa e um em Coimbra. Tal como o conceito de World Wide Web (www), desenvolvido no CERN nos anos 1980, permitiu a partilha de informação a nível global, expandindo enormemente o alcance da sociedade da informação e facilitando o acesso ao conhecimento, também o conceito de Grid de computação permite o acesso a meios de cálculo poderosos a qualquer investigador localizado em qualquer parte do mundo. A tecnologia de ponta desenvolvida e utilizada no LHC, seja em computação, materiais, detectores, sensores ou software, entrarão, mais tarde ou mais cedo nas nossas vidas.O Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), Laboratório Associado, esteve desde o início envolvido em duas das grandes experiências do LHC: ATLAS e CMS. Por exemplo, a Delegação de Coimbra do LIP, instalada no Departamento de Física, está envolvida na colaboração ATLAS, tendo desenvolvido, produzido e instalado componentes para o detector, para além de importantes estudos no âmbito da simulação e análise de dados, tendo realizado reconhecido trabalho no estudo das propriedades do quark top, a mais pesada das partículas elementares conhecidas. O detector ATLAS, um cilindro com 44 m de altura e 25 m de diâmetro, é o maior e o mais complexo detector de partículasjamais construído.Após uma curta paragem de Inverno, o LHC irá iniciar agora a sua operação regular e, previsivelmente, bater novos recordes de energia e de taxas de colisão, e produzir dados que poderão revolucionar não só a Física como também a nossa imagem da Natureza e do Universo.João Carvalho (LIP Coimbra)
- Tags:
- fisica
January 28 2010, 1:05pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
CIMEIRA SOBRE O UNIVERSO
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/cimeira-sobre-o-universo.html
O "New York Times" de terça-feira, pela pena de Dennis Overbye, informa sobre uma cimeira de físicos (e não só) realizada recentemente em Los Angeles, Califórnia: aqui.Imagem: a física Lisa Randall, uma das participantes.
- Tags:
- fisica
January 28 2010, 6:23am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
FÍSICA E QUÍMICA: NAMOROS E ZANGAS
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/fisica-e-quimica-namoros-e-zangas.html
Recentemente, após uma palestra que dei na Universidade do Minho sobre a teoria quântica no secundário fui questionado sobre a distinção entre física e a química. Transcrevo o meu texto sobre o assunto de "Curiosidade Apaixonada" (Gradiva, 2005):A escola associa tradicionalmente a Física com a Química na disciplina de Ciências Físico-Químicas. Há, por isso, quem pense que são ciências gémeas. Serão?Não são decerto gémeas, porque a Física nasceu no século XVII com o inglês Isaac Newton, autor dos “Princípios Matemáticos de Filosofia Natural”, ao passo que a Química só surgiu no final do século XVIII com o francês Antoine Laurent Lavoisier e o seu “Tratado Elementar de Química”. Facto curioso e pouco conhecido, revelado pelo economista John Keynes, é que Newton foi um alquimista secreto, talvez o último dos grandes alquimistas (não esqueçamos que a alquimia é uma pré-química, é uma espécie de mãe da química!) de modo que foi do fracasso do sonho alquímico de um físico que a Química pôde surgir. Mas a Química tem, de facto, grandes afinidades com a Física. A Física gosta da Química e vice-versa. Não será a disciplina casada com a Física, porque, desde Newton que se sabe que quem forma um matrimónio duradouro com a Física é a Matemática. A Física, e nisso contrasta com a Química, está profundamente unida à Matemática, partilhando com ela cama e mesa a ponto mesmo de não poder sobreviver a um divórcio. Assim, só resta à Química ser uma namorada da Física, com a qual tem tido um prolongado devaneio e com quem naturalmente tem, de vez em quando, alguns arrufos.Tão enlaçadas por vezes as duas ciências que é difícil destrinçar a Física da Química, mas uma definição convencional é que a Física trata das propriedades da matéria e da energia e que a Química trata da organização dos átomos, que se combinam para formar moléculas e materiais. Para os químicos, os átomos são portanto blocos que se ligam num jogo de complexidade crescente, que vai dos átomos isolados até às organizadíssimas estruturas da vida. Como os átomos são tanto dos físicos como dos químicos, é natural que seja longo o convívio da Física com a Química. Muitos Prémios Nobel da Química foram ou são até físicos ilustres, uma vez que os químicos, diligentemente, se adiantaram aos físicos no respectivo reconhecimento. O caso mais antigo é também o mais pitoresco e, por isso, vale a pena contá-lo brevemente. A estrutura do átomo é do domínio da Física. Mas o britânico (nascido na Nova Zelândia) Ernest Rutherford, descobridor do núcleo atómico – o ponto minúsculo no centro do átomo - , ganhou no início do século XX não o Prémio Nobel da Física, mas sim... o da Química! Rutherford, autor das primeiras reacções nucleares artificiais, não resistiu a declarar:“Tenho visto reacções nucleares muito rápidas, mas nenhuma foi tão rápida como a da Academia Nobel que de repente me transformou de um físico num químico”.Mais recentemente, em 2001, o físico norte-americano de origem austríaca Walter Kohn recebeu também o Prémio Nobel da Química pelo seu notável contributo para resolver a equação fundamental da mecânica quântica, facto que o obrigou a iniciar as suas conferências para químicos esclarecendo que não sabia quase nada de Química... E mostrava um cartune que o representava no meio dos frascos de um laboratório de química, onde ele já não entrava desde os tempos do liceu. Os físicos, por seu lado, também não se têm importado em distinguir e premiar químicos. Lá fora é comum encontrar físicos nos departamentos e laboratórios de Química assim como químicos nos departamentos e laboratórios de Física (antepõe-se o “lá fora”, porque em Portugal, um sistema universitário anquilosado tem impedido essa hoje tão necessária interdisciplinaridade).Mas há também zangas. Em 1929, o físico inglês (que, por formação, era engenheiro electrotécnico) Paul Dirac, de quem se comemorou o centenário do nascimento em 2003, escreveu uma frase famosa que pretende reclamar que a Química não passa de um ramo da Física. Repare-se que três anos antes, com a ajuda do próprio Dirac, tinha aparecido a mecânica quântica, a doutrina que permite explicar o funcionamento dos átomos. O papel maior de Dirac tinha sido escrever uma equação matemática (inspirada por argumentos de natureza estética) que juntava a teoria quântica de Bohr e outros com a relatividade de Einstein. A equação de Dirac, bela e lapidar, permitia, pelo menos em princípio (haveria que resolvê-la, o que era impossível em casos não triviais, dada a indisponibilidade na época do computador), descrever uma multidão de fenómenos físicos e a totalidade dos fenómenos químicos. Vejamos então o que Dirac afirmou:“As leis físicas subjacentes à teoria matemática de uma larga parte da física e de toda a química são, portanto, completamente conhecidas, sendo a única dificuldade o facto de a aplicação destas leis conduzir a equações demasiado complicadas para serem resolvidas. É por isso desejável desenvolver métodos práticos de aplicação da mecânica quântica que ofereçam uma explicação das principais características dos sistemas atómicos complexos sem recorrer a muitos cálculos.”Esta afirmação conduziu a uma discussão sobre a “redução” da Química à Física. Será que toda (sublinhe-se: toda) a Química se pode reduzir à Física? Ou usando, uma linguagem um pouco mais forte, será que a Física possui toda a Química?Embora se possa perceber o que Dirac tinha em mente, julgo que é manifestamente exagerado pretender que a Química seja um ramo da Física. Na mesma linha de ideias, a Biologia seria um ramo da Química e, portanto, um subramo da Física. Etc. Isto é, tudo ou quase tudo seria Física. A afirmação de Dirac, mais do que reducionista, parece, vista deste modo, totalitária. Não haveriam várias ciências mas simplesmente uma ciência. Reside aqui decerto um dos motivos de algumas zangas entre físicos e químicos. Os físicos são acusados da “tentação totalitária” , da tentação de tudo quererem englobar. É um facto que alguns físicos – os que perseguem, na linha de Dirac, mas agora a um nível mais microscópico, uma “teoria de tudo”, uma “teoria final” – defendem que o “leitmotiv” da Física deve ser a busca do mais pequeno e da força unificada que una os blocos mais fundamentais. Mas não é menos verdade que cada vez mais físicos entendem hoje que o domínio da complexidade não lhes é alheio e que o Universo é muito mais vasto e plural do que a atitute estritamente reducionista pressupõe.Física e Química são subculturas diferentes da mesma cultura científica. São maneiras diversas de ver o mesmo mundo. Concerteza que têm, por isso, muito em comum (usando uma metáfora teológica, não pode o homem separar aquilo que Deus uniu!). Mas também concerteza que são disciplinas com individualidade própria. Os esforços a fazer deverão ir não no sentido de fundir essas culturas mas sim de fomentar o seu contacto. Isto é: de manter o namoro sem zangas de maior.
January 25 2010, 3:43am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Newton e a maçã
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/newton-e-maca.html
A Royal Society, a comemorar 350 anos, disponibiliza nas suas páginas Web a cópia do manuscrito de William Stukeley, Memoirs of Sir Isaac Newton’s Life (1752), no qual ele descreve a história da maçã de Newton, que lhe foi contada pelo próprio: ver aqui.‘After dinner, the weather being warm, we went into the garden and drank tea, under the shade of some apple trees… he told me, he was just in the same situation, as when formerly, the notion of gravitation came into his mind. It was occasion’d by the fall of an apple, as he sat in a contemplative mood. Why should that apple always descend perpendicularly to the ground, thought he to himself…’Esta é a origem da lenda. Muitos relatos e cartoons da maçã têm sido bastante exagerados...
- Tags:
- história da ciência
- fisica
January 20 2010, 8:07pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A física do futebol
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/fisica-do-futebol.html
Cristiano Ronaldo, a 8 de Dezembro, passado marcou um notável golo de livre directo a 35 metros de distância da baliza, num jogo do Real Madrid contra o Olympique de Marseille. Agora dois investigadores de Biomecânica das Universidades de Castilla - La Mancha e de Elche analisaram a física do golo: o ângulo de lançamento foi de 25º, o tempo de voo de 1,44 s e a velocidade média da bola 87 km/h. O mais importante: a bola não teria entrado sem o efeito que foi dado, pois na na fase final do trajecto cai relativamente à trajectória sem efeito.Como vai ser na África do Sul? Um físico inglês da Universidade de Bath, Ken Bray, que escreveu um livro sobre física e futebol ("How to Score. Science and the the Beautiful Game") afirmou recentemente que a nova bola do Mundial vai ser menos susceptível a efeitos. O ideal seria que o avançado português passasse já a treinar com a nova bola...
January 17 2010, 7:49am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Nova Gazeta de Física
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/nova-gazeta-de-fisica.html
Mensagem recebida da Sociedade Portuguesa de Física (SPF):Encontra-se disponível aqui o novo número da Gazeta de Física (GF). Desde há uma semana, a GF está no Facebook. Pode agora visitar a Gazeta no Facebook e faça-se "fan": com os mais e os menos jovens, esperamos assim alargar o impacto da Gazeta de Física.Teresa Peña(Vice-Presidente da SPF e Directora Editorial da GF)
January 15 2010, 2:12pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
E O MENINO JESUS SABE FÍSICA?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/e-o-menino-jesus-sabe-fisica.html
A resposta também já aqui foi dada: aqui.Na imagem: Max Ernst - Virgem sovando o menino Jesus perante três testemunhas: André Breton, Paul Éluard e o pintor
December 25 2009, 4:00am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
AVATAR
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/avatar.html
Já está nos cinemas um dos filmes mais aguardados de todos os tempos: "Avatar", escrito e dirigido pelo realizador canadiano James Cameron, que estudou Física na Universidade da Califórnia. Disse a sua biógrafa Rebecca Keegan recentemente ao "Los Angeles Times":"The fact that he has this sort of equally developed two sides to his personality -- the scientist and the artist. ... [At Fullerton College] he was majoring in physics and at the point when he had to decide between the scientist and the artist. And he chose the artist. Usually people are a left brain or a right brain. ... He's as good a painter as he is a designer of cameras. ... He worked with NASA. He could hold his own in a room full of scientists. This is a guy with a couple of junior college physics classics. ... For him, science and art are equally necessary parts of what he does. In a town, Hollywood, where people get by being really good B.S.ers, he's actually incapable of it -- to a point of detriment, at times. ... He really tells you what he thinks to your face."
December 21 2009, 12:55pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Cientista com cruz gamada
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/cientista-com-cruz-gamada.html
Com a amável autorização do autor Hélder Costa, publicamos um pequeno excerto da peça "As peúgas de Einstein" que foi recentemente levada à cena no Brasil e que em Portugal está por estrear (na foto o físico alemão Philippe von Lenard, 1862-1947, prémio Nobel da Física de 1905 e defensor activo da ideologia nazi):"(Cientista com cruz gamada no braço, brandindo papéis)Lenard – (senta-se no banco)Eu, Philippe von Lenard, declaro que Einstein é o rei dos judeus vigaristas, é o símbolo da mentira dessa raça sub-humana. A teoria da relatividade é mais uma falsificação judia! Temos de esmagar e destruir essa gente, esses traidores da filosofia e da ciência da grande Alemanha. Temos de os expulsar da nossa santa Pátria. Rua da Alemanha! Fora da Alemanha!(Levanta-se, fica à frente do banco) Os estudantes judeus não podem entrar nas nossas universidades. Os professores judeus deixam de ter alunos. Rua da Alemanha! Se a estupidez e a teimosia judia não os fizerem desistir, trancaremos as suas salas de aula com cadeados. Morte a essa raça indigna! (sai) (Palmas amplificadas com som)(Música expressionista)(Einstein, Elsa e Max Planck)Einstein (E.) (circula) –Oo saber e a Ciência na mão dos nazis! Como é possivel!?Elsa – (entra e leva banco do centro de cena para a mesa) Albert, mein Liebe, não te preocupes com Lenard e com os seus amigos. (Tira pacotes de cartas de um saco). Olha o teu correio. Vem de toda a parte do mundo, felicitam-te, pedem-te conselhos e fotos autografadas.E.- Katherine Hepburn, Picasso, Bette Davis... Charlie Chaplin...Elsa - Nem uma estrela de cinema tem tanta adoração.E.- Não me queiras comparar com a Marlene Dietrich.Elsa – Acho que tu és mais bonito.E.- Pois , pois, tudo é relativo… (beijam-se)(Sem ruído surge Max Planck)Elsa - Max!E.- Max Planck, meu grande amigo e mestre! Em minha casa! Cuidado, eu sou judeu.M. Planck – Albert, eu acho que o problema que existe consigo se deve à sua constante intervenção politica. Faça o seu trabalho cientifico e deixe esses assuntos para outra gente.E.- Eu não acho que o cientista deva ficar em silêncio perante a política, perante a vida, perante os problemas do dia a dia. Eu não me arrependo de uma única palavra e estou convicto de que as minhas acções servem a humanidade.M. Planck – O nazismo está a avançar em força. Mataram o seu amigo íntimo, o Walter Rathenau.E.- Sim, e também mataram o Walter, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha. Estão a apontar muito alto. Matam e ficam impunes. Pobre Alemanha! Eu gosto do trabalho científico que estamos a realizar. Ficarei em Berlim até ao último instante."Hélder Costa
December 18 2009, 7:50am | Comments »





