Meu texto publicado há pouco por convite no "Público on line":É graças à World Wide Web, desenvolvida há pouco mais de 20 anos precisamente no CERN, que acompanhei, com grande interesse, as primeiras colisões de protões a sete biliões de electrões-volt no CERN, na Suíça. Ao contrário do que alguns falsos profetas anunciavam ontem não foi o fim do mundo. Na Web esse facto foi recebido com grande consolo pelo Bruno da Amadora (Público on-line, 30.03.2010 23:07): “Olha: não era hoje que seríamos todos sugados para um buraco negro? É que não me dava muito jeito, na quinta joga o Benfica e eu já tenho bilhete.”Mas, além de não ter impedido o jogo do Benfica, que mais se espera da maior experiência do mundo? A fantástica energia obtida, um record mundial, poderá conduzir à descoberta de uma partícula nova, a partícula de Higgs, que a teoria prevê. Mas estamos a explorar as fronteiras do conhecimento e ninguém sabe bem o que se vai encontrar. A surpresa maior seria se não houvesse surpresa! Muito provavelmente, ao recriar as condições do Universo pouco após o Big Bang, poderá ser feita luz sobre grandes mistérios da ciência de hoje, como o da matéria escura e o da energia escura. Estamos às escuras sobre partes importantes do cosmos e o ser humano sempre ansiou por “mais luz” (a última frase do sábio alemão Goethe, antes de morrer).Pode bem ser que uma das surpresas seja a do aparecimento de aplicações inesperadas que alterem a nossa vida, que tão alterada já foi pela existência dos Googles, dos Facebooks e dos Youtubes (os golos do Benfica, a haver, aparecerão no Youtube). Os novos detectores poderão ser úteis nos nossos hospitais para ver o interior dos nossos corpos. E o poder prodigioso de cálculo que é necessário para tratar a vaga de informação que inunda os detectores, e analisada também nos computadores portugueses, desafiará decerto o engenho humano, para benefício de todos.Mas, por muito notável que seja o ganho material, o ganho imaterial será sempre o mais notável. Saberemos mais, haverá mais luz. Constantino Alves, de Leiria (Público on-line, 31.03.2010 10:35) resumiu bem: “Grande passo da ciência: Acompanho com paixão as grandes descobertas da ciência moderna que realizam o melhor da existência humana.”
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“O MELHOR DA EXISTÊNCIA HUMANA”
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March 31 2010, 6:00am | Comments »
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Hoje há Big Bang
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Informação recebida do LIP- Laboratório de Instrumentação e Partículas:Está agendada para hoje, 3ª feira, uma empolgante jornada no CERN com as primeiras colisões protão-protão à energia de 7 TeV. Se quiserem acompanhar o webcast do CERN em directo, com comentários de colegas nossos, têm a ligação da Ciência Viva disponível em http://www.cvtv.ptCaso prefiram, o canal oficial do CERN para acompanhar o evento será, entre as 7h30 às 17h00 (hora de Portugal), http://webcast.cern.ch/lhcfirstphysics
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March 30 2010, 3:36am | Comments »
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EINSTEIN E A BANDA DESENHADA 2
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Existem em português alguns bons livros de banda desenhada da autoria do matemático francês J. P. Petit que procuram explicar a teoria da relatividade de Einstein:J. P. Petit, "Einstein e a Teoria da Relatividade", D. Quixote, Lisboa (1982), tradução de I. St. Aubyn, revisão técnica de A. St. Aubyn; original francês, "Les Aventures d´Anselme Lanturlu-Tout est relativ", E. Belin 1980; 69 pp.A série de banda desenhada, na qual este livro se integra («As aventuras de Anselmo Curioso»), mostra como a banda desenhada pode ser educativa e servir mesmo de suporte pedagógico para o ensino da física. Humor e pedagogia são afinal bem compatíveis, pelo menos para este astrofísico francês. No entanto, desiludam-se aqueles que, aliciados pelos «bonecos», julgam que a compreensão das ideias expostas é sempre fácil. A revisão científica foi efectuada por A. St. Aubyn, professor de matemática no I.S.A, Lisboa, o mesmo acontecendo nos volumes seguintes.J. P. Petit, "Einstein e o Buraco Negro", D. Quixote, Lisboa (1982), tradução de I. St. Aubyn; original francês, "Les Aventures d´Anselme Lanturlu-Le Trout Noir", E. Belin, 1980; 69 pp.Outro volume publicado entre nós da série do Anselmo, concebida para ensinar ciência a leitores sem grande formação científica. O personagem Anselmo embrenha-se aqui nas singularidades que surgem na relatividade geral, servindo-se de algumas noções geométricas relevantes, como a de curvatura do espaço.J. P. Petit, "Os Mistérios da Geometria", D. Quixote, Lisboa (1982), tradução de L. Pignatelli; original francês, "Les Aventures d´Anselme Lanturlu-Le Geometricon, E. Belin, 1980; 69 pp.O título pode induzir em erro, pois mais do que fazer uma introdução à geometria convencional, o autor fala do conteúdo físico das geometrias, nomeadamente das geometrias não euclideanas, de grande importância para a teoria da relatividade geral. Essa conexão é revelada pelo último «cartoon», onde aparece Einstein.
March 26 2010, 3:54am | Comments »
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Novos livros da Bizâncio
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Informação meditorial recebida da Bizâncio:Título: Enigmas da ExistênciaSubtítulo: Uma Visita Guiada à MetafísicaAutor: Earl Conee e Theodore SiderColecção: Filosoficamente, 6ISBN: 978-972-53-0450-1Preço: Euros 13,33/ 14,00Págs.: 272Filosofia«Uma introdução à metafísica acessível, competente e apaixonante, escrita por dois filósofos de primeira linha.»The TimesO que é o tempo? Serei realmente livre ao agir? O que faz de mim a mesma pessoa que era em criança? Porque há algo em vez de nada? Será que sou realmente livre, ou tudo está determinado desde antes do meu nascimento? Se alguma vez deu consigo a fazer algumas destas perguntas, este livro é para si. Tratando ainda da existência de Deus e da constituição última da realidade, eis um guia para quem gosta de raciocinar cuidadosamente sobre estes e outros temas — incluindo o problema de saber o que é afinal a própria metafísica. Enigmas da Existência torna a metafísica genuinamente acessível e até divertida. O seu estilo vívido e informal dá fulgor aos enigmas e mostra como pode ser estimulante pensar sobre eles. Não se exige qualquer formação filosófica prévia para desfrutar deste livro: qualquer pessoa que queira pensar sobre as questões mais profundas da vida considerará esta obra um livro provocador e aprazível.Reedição com tradução revista:Título: Mundos ParalelosSubtítulo: Uma Viagem pela Criação, Dimensões Superiores e Futuro do CosmosAutor: Michio KakuColecção: Máquina do MundoISBN: 978-972-53-0285-9Págs.: 432Preço: Euros 19,00Divulgação Científica«Em Mundos Paralelos, Michio Kaku revela o seu notável talento para explicar uma das mais estranhas e mais excitantes possibilidades que emergiram da Física moderna: que o nosso universo pode ser apenas um entre muitos, talvez infinitamente muitos, dispostos numa vasta rede cósmica. Recorrendo habilmente à analogia e ao humor, Kaku apresenta, com paciência, ao leitor, as variações sobre este tema de universos paralelos, desde a mecânica quântica, a cosmologia e, mais recentemente, a teoria M. A leitura deste livro proporciona ao leitor uma viagem maravilhosa, conduzida por um guia experiente, através de um cosmos cuja compreensão nos obriga a alargar os limites da imaginação.»Brian Greene, Professor de Física e de Matemática, Universidade de Columbia, Nova Iorque
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March 17 2010, 5:38pm | Comments »
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Porque a Terra Treme (1)
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Nova crónica de António Piedade saída no Despertar:Terramotos ou maremotos nunca vêm a propósito. Mas, perante a impotência humana para fazer face às mais recentes e violentas movimentações das camadas superficiais da crosta do nosso planeta, reacende-se o apelo mais genuíno à habilidade humana em compreender a natureza deste fenómenos devastadores. Apesar da aparente fragilidade dos actuais modelos geológicos em prever, com uma antecedência humanamente útil, as movimentações da crosta terrestre, a acumulação de informação que resulta da observação e registo dessas mesmas movimentações validam o conhecimento e permitem corrigir e ajustar os modelos.Por exemplo, a observação e análise do grande terramoto que em 1906 flagelou São Francisco (Estados Unidos da América) permitiu ao geofísico norte-americano Harry Fielding Reid propor, faz agora 100 anos, uma teoria para explicar a causa dos terramotos. Segundo o modelo nela incluso, os terramotos resultariam do movimento relativo de uma falha ou fractura na crosta do planeta, contra ou sobre um outra falha. As teorias anteriores invertiam a relação causa – efeito e postulavam, de acordo com o senso comum, que seriam os terramotos que originavam as falhas.Também nesse mesmo ano de 1910, Frank B. Taylor propôs, por intuição, a movimentação dos continentes na litosfera terrestre (a camada exterior do planeta composta por rochas no estado sólido) e que uma região menos profunda no atlântico (hoje identificada como a dorsal meso-atlântica) seria o resquício da separação dos continentes africano e sul-americano. Esta proposta seria mais tarde incorporada na teoria mais ampla da deriva continental. Esta, proposta pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener em 1912, sugeria a partir de dados provenientes de várias disciplinas científicas, que os continentes actuais teriam divergido, quais jangadas, a partir de um continente único e primevo, designado por Pangea (do grego: todas as terras).A confirmação destas teorias ocorreria décadas depois e, principalmente, devido à instrumentação de observação, detecção e análise derivadas de tecnologia militar desenvolvida para as grandes guerras, de que o sonar é um bom exemplo. Isto permitiu um acumular de conhecimento geológico sem precedentes. Foi assim confirmada não só a deriva continental, assim como identificada a expansão dos fundos oceânicos (por Hess, em 1962). Assim, inúmeras observações da dinâmica da litosfera levaram à incorporação das interpretações sísmicas anteriores na teoria designada por tectónica de placas. A formulação desta teoria, através dos contributos complementares e multidisciplinares de Wilson, (1966), McKenzie e Parker (1967), Morgan (1968) e Le Pichon (1968) durante a década de 60 do século XX, proporcionou uma abordagem interdisciplinar no estudo da Terra, confluindo o conhecimento fornecido por diversas ciências como a sismologia, a paleontologia, a petrografia, a física dos materiais, entre outras.(Continua)António PiedadeLegenda da figura:Actividade sísmica registada durante o sismo de 27/02/2010 no Chile.
March 10 2010, 6:55pm | Comments »
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O SEGREDO DO CILINDRO
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Como várias pessoas me têm perguntado porque é que o cilindro quem mostrei não cai no plano inclinado, venho dizer algo que seria desnecessário dizer: não há qualquer violação das leis da física!O cilindro do Museu de Ciência de Lisboa tem, de facto, um "truque": por fora é de madeira, mas não é uniforme no seu interior, tendo lá dentro chumbo numa posição que faz com que o seu centro de gravidade não coincida com o centro do cilindro. Na posição de equilíbrio, há compensação entre o momento da força da gravidade e o momento da força de contacto com o plano. Pode até acontecer, nesta paradoxal máquina, dependendo da situação inicial, que o cilindro suba o plano!Veja-se aqui um modelo antigo semelhante conservado no famoso Museu de Ciência de Florença. Também no Museu de Ciência de Coimbra há dois cilindros antigos, um uniforme (de madeira) e outro não uniforme (de madeira e chumbo) para ver o efeito da diferente localização do centro de massa.
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March 10 2010, 3:29pm | Comments »
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ÚLTIMO PLANO INCLINADO
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Já está disponível o vídeo do último programa "Plano Inclinado" da SIC Notícias no qual participei.
March 10 2010, 11:16am | Comments »
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EINSTEIN E O CINEMA 1
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Vários filmes têm tomado a figura de Einstein como personagem ou, pelo menos, como inspiração para personagem.Ainda em vida de Einstein, no tempo da guerra fria, um dos filmes com um personagem parecido com Einstein é "O Dia em que a Terra parou", filme de 1951 de Robert Wise: trata-se do professor Jacob Barnhardt, físico a trabalhar em Washington D.C., com quem um extraterrestre se encontra para expressar a sua viva preocupação com a corrida aos armamentos nucleares e a ameaça que ela representava para os extraterrestres. Quem faz de professor é o actor Bill Gray, já falecido (ver imagem).No remake recente desse filme, filme de 2008 de Scott Derrickson, quem faz de professor é John Cleese, dos Monty Python (o vídeo está no mercado). Agora já não se trata da corrida aos armamentos, mas o extraterrestre pretende salvar a humanidade de si própria, atendendo às ameaças ambientais que pairam sobre o planeta.
March 9 2010, 4:48pm | Comments »
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O TEMOR DA TERRA´
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Minha crónica na rev ista "Tabu" do semanário "Sol": No Chile a terra costuma, de vez em quando, tremer. E, quando treme, é de temer! Na lista dos dezoito tremores de terra mais violentos de todos os tempos que a Wikipedia elenca, seis tiveram epicentros no território chileno. O mais recente, ocorrido na região de Maule, no Norte do Chile, no dia 27 de Fevereiro último, alcançou a magnitude 8,8 na escala de Richter, causando 730 óbitos até à data. O mais violento terramoto de todos os tempos ocorreu também no Chile, a 22 de Maio de 1960: localizado na cidade de Valdivia, no Sul, teve a magnitude de 9,5 na mesma escala e originou cerca de 1700 mortos. Para termo de comparação, acrescente-se que o terramoto do Haiti de 12 de Janeiro passado teve a magnitude 7,0 e fez mais de 220 000 mortos. Ainda para comparação: ao grande terramoto de Lisboa de 1 de Novembro de 1755 é atribuída a magnitude de 8,7 (um cálculo, pois na época não havia os sismógrafos que há hoje) e cerca de 60 000 mortos (um número muito incerto). Viu-se agora relegado do 10.º para o 11.º lugar na referida lista dos terramotos. O que significa o valor de 8,8 na escala de Richer, que acaba de ser registado no Chile? Essa escala mede a energia libertada no sismo, o que se traduz no seu potencial poder de destruição. Claro que se o sismo destrói muito (como aconteceu no Haiti ou em Lisboa) ou pouco, causando mais ou menos vítimas mortais, depende de outros factores como a densidade e a qualidade da construção. A energia libertada no Norte do Chile foi o equivalente a 16 mil milhões de toneladas de TNT, o que contrasta brutalmente com a energia correspondente a 15 mil toneladas da bomba atómica que explodiu sobre Hiroxima no final da Segunda Guerra Mundial. Impressiona a energia do último abalo de terra chileno, e mais ainda a do abalo de terra extremo de 1960, quando cotejada com a das armas de destruição massiça que o homem inventou. Num dos versos de “A Fala do Homem Nascido”, escreveu o poeta António Gedeão: “as forças da Natureza nunca ninguém as venceu”. De facto, o homem tem de se sentir pequeno perante as fúrias do seu planeta. No Chile, agora como de outras vezes, deu-se um embate frontal da placa Nazca, no Pacífico, e da placa da América do Sul, mergulhando a primeira por baixo da segunda. A tendência, que se manifesta de forma muito lenta, consiste no alargamento do Atlântico e na diminuição do Pacífico. Mas o homem quer ser grande: “Quero eu e a Natureza que a Natureza sou eu”. Por enquanto, não é capaz de prever quando se libertará a gigantesca energia acumulada na zona de contacto entre placas tectónicas. Mas persegue essa possibilidade. Pode bem ser que, com o progresso da sismologia, consiga um dia antecipar catástrofes iminentes. Nessa altura diminuirá o temor da Terra...
March 4 2010, 5:49pm | Comments »
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EINSTEIN E A ARTE 1
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Andy Warhol, o artista pop norte-americano, autor entre muitos outras de uma famosa gravura de Marilyn Monroe, efectuou em 1980 uma gravura com o retrato de Albert Einstein, numa série intitulada "Dez judeus do século XX" (que incluiu, além de Einstein, Franz Kafka, Gertrude Stein, Martin Buber, George Gershwin, os irmãos Marx, Golda Meir, Sarah Bernhardt, George Gershwin e Louis Brandeis). Ver aqui esta galeria de judeus.Sobreposto ao desenho da face está uma composição geométrica, que se pode pensar ser abstracta e resultado da livre imaginação do artista. Mas não: a composição foi inspirada em diagramas do espaço-tempo da autoria de Hermann Minkowski, o matemático que foi professor de Einstein e Zurique e que desenvolveu a geometria do espaço-tempo que tem o seu nome.
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February 28 2010, 11:00am | Comments »






