Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra sobre o Colóquio Internacional a realizar na Biblioteca Joanina, na sexta-feira, dia 10 de Dezembro. Ainda há algumas (poucas) vagas para inscrições de última hora. O sítio da exposição e colóquio é este:Portugal- Britain: 250 years of Scientific Exchange (1660-1910)Friday, 10th December 2010International Colloquium at the Joanina Library, University of CoimbraProgram10.00 - 10.45 – Inaugural addresses (Director of The General Library, Representative of the President of the Royal Society, President of the Foundation for Science and Technology and Rector of the Coimbra University).10.45 - 11.15 – Coffee Break11.15 – 12.00 – Guided tour of the Exhibition12.00 – 12.45 – Science in Oxford, Oxford in science. A tradition revisited, Robert Fox (University of Oxford). Chairman Carlos Matos Ferreira (Technical University of Lisbon)12.45 - 14.30 – Lunch Time14.30 – 14.50 – The Abbé Correia da Serra in London: national ties and the Republic of Letters, Ana Simões (University of Lisbon) Chairman: Denis Weaire (Trinity College Dublin)14.50 – 15.10 – John Hyacinth de Magellan and the 1784 dissensions between Fellows and the President of the Royal Society, Manuel Fernandes Thomaz (University of Aveiro)15.10 - 15.30 – On the trail of João Jacinto Magalhães, F. R. S., Isabel Malaquias (University of Aveiro)15.30 - 15.50 – Fellows of the Royal Society and physics in Portugal, Décio Martins (University of Coimbra)15.50 – 16.00 – Discussion16.00 – 16.30 - Coffee Break16.30 – 17.00 - A brief History of the Royal Society, Keith Moore (Royal Society). Chairwoman: Ana Eiró (Lisbon University)17.00 – 18.00 - Guided Visit to the Museum of Science by Paulo Gama Mota (University of Coimbra)18.00 – 18.15 - Closure at the Coimbra Physics Cabinet
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Colóquio sobre relações científicas lus-britânicas
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December 8 2010, 7:06pm | Comments »
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Biblioteca Joanina mostra tesouros da Royal Society
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Artigo de António Rosado publicado em "As Beiras" no passado dia 26:É de valor incalculável o bloco de magnetite (escondido por baixo de uma coroa de metal) que pode ser contemplado, desde ontem (25), na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (UC). Com 12 quilos de peso, funciona como um íman que suporta até 50 quilos. Pertencente ao Museu da Ciência da UC, esta preciosidade integra durante três meses a exposição sobre os 25 cientistas e diplomatas que, nos séculos XVII, XVIII e XIX, fizeram parte da mais antiga sociedade científica do mundo, a britânica Royal Society. O magnete foi oferecido pelo imperador da China a D. João V, na primeira metade do século XVIII, e foi montado por um instrumentista inglês membro da Royal Society. Serviu para experiências da área da Física.Um dos mais proeminentes professores de Física da UC, Carlos Fiolhais, é o comissário desta exposição, até porque também exerce o cargo de diretor da biblioteca. Explica que esta mostra pretende assinalar os 350 anos da existência da Royal Society, concebida por 12 sábios britânicos, que recebeu depois a chancela real de Carlos II de Inglaterra, o monarca que casou com a portuguesa Catarina de Bragança. Por esse motivo a exposição também integra uma carta escrita, ainda em Portugal, pela mão da rainha e dirigida ao seu marido.Por entre os mais de 60 mil livros antigos, anteriores a 1830, que existem na Biblioteca Joanina – em três pisos, incluindo o da antiga prisão, também recentemente aberta ao público –, encontra-se ainda o livro de 1441 páginas, manuscrito pelo Marquês de Pombal, onde constam os Estatutos da Universidade. Está obra não via a luz do dia desde 1990, data em que se comemoraram os sete séculos da universidade.Com a abertura dos dois pisos inferiores da Biblioteca Joanina aos visitantes, passa a ser possível fazer a circulação direta, pela zona das escadas de Minerva, até ao auditório da Faculdade de Direito. Carlos Fiolhais afirma que este percurso exterior – com obras em curso, que incluem o pátio, no valor de 800 mil euros – dará um novo impulso ao turismo cultural da universidade. Aliás, este ano já se registaram mais de 300 mil entradas, um aumento de 60 por cento relativamente ao ano passado.
December 1 2010, 2:10pm | Comments »
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CINCO DATAS DECISIVAS NA HISTÓRIA DA CIÊNCIA EM PORTUGAL
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Juntamente com o meu colega Décio Martins, dei uma longa entrevista ao "Sol", que foi publicada na sexta-feira opassada na revista "Tabu", a propósito do nosso recente livro "Breve História da Ciência em Portugal" (Imprensa da Universidade e Gradiva). A pedido do entrevistador, indicámos cinco datas importantes na história da ciência portuguesa:1573- Publicação de "De arte atque ratione navigandi", a obra maior de Pedro Nunes – o criador da ciência da navegação astronómica e o maior vulto internacional da História da Ciência em Portugal. Os Descobrimentos foram uma época de glória, não só com o desenvolvimento tecnológico associado às navegações (astrolábio, caravela) como com a descoberta de novas espécies e em terras distantes e sua aplicação (Garcia da Orta).1772 – A Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra – a mais profunda renovação do ensino das ciências ocorrida em Portugal, merecendo destaque a criação do Gabinete de Física, o Laboratório Chimico, o Museu de História Natural e o Observatório Astronómico, e merecendo relevo os nomes de Giovanni Dalla Bella, Domenico Vandelli e Monteiro da Rocha. Na sequência desta reforma surgiram nomes de destaque na ciência, como José Bonifácio de Andrada e Silva e Félix Avelar Brotero. Paradoxalmente, foi também a época dos "estrangeirados" que viriam a fundar a Academia das Ciências de Lisboa em 1779 (Abade Correia da Serra e outros)1836-37 – A criação da Escola Politécnica de Lisboa e Academia Politécnica do Porto resultou numa grande expansão do ensino das ciências. Nestas escolas passaram, em Lisboa, Agostinho Lourenço e Filipe Folque, e, no Porto, Carlos Ribeiro, António Ferreira da Silva e Francisco Teixeira Gomes. A criação nessa época das Escolas Médico-Cirúrgicas de Lisboa e do Porto contribuiu também para o avanço nas ciências médicas. Nelas escolas encontramos referências da medicina nacional como Câmara Pestana e Ricardo Jorge e Miguel Bombarda.1911 – A criação das Faculdades de Ciências de Coimbra, Lisboa e Porto. Em Lisboa e Porto houve uma reconversão das antigas escolas Politécnicas e das Escolas Médico-Cirúrgicas de Lisboa e do Porto. Na mesma altura foi criado o Instituto Superior Técnico. Ao espírito renovador republicano seguiu-se uma das piores páginas da História da Ciência. Em 1935 e em 1947, quando grandes vultos da ciência foram afastados da Universidades portuguesas. Não soubemos também receber sábios que eram refugiados de guerra.1949- Atribuição do Prémio Nobel da Medicina a Egas Moniz, pelos seus trabalhos na âmbito da neurocirurgia. O seu artigo sobre esse tema de 1936 é um dos artigos científicos de autores portugueses mais citados na primeira metade do século XX.
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November 30 2010, 2:47am | Comments »
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PREFÁCIO A “AOS OMBROS DE GIGANTES”
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MeupPrefácio ao livro "Aos Ombros de Gigantes" (Texto Editores, textos clássicos da ciência escolhidos e comentados por Stephen Hawking), que já se encontra nas livrarias:Foi o grande físico inglês Isaac Newton o autor do título deste livro. De facto, foi ele quem um dia afirmou:“Se consegui ver mais longe é porque estava aos ombros de gigantes”.Os gigantes a que Newton se referia eram o italiano Galileu Galilei e o alemão Johannes Kepler, que foram contemporâneos um do outro e que pertenceram à geração anterior à de Newton (este nasce no ano em que Galileu morre). Por sua vez, Galileu e Kepler estiveram aos ombros de um outro gigante, um pouco anterior, o monge polaco Nicolau Copérnico, que desafiou a longa tradição geocêntrica ao afirmar que a Terra se movia em torno do Sol.Quer Galileu quer Kepler, enfrentando uma enorme incompreensão à sua volta, defenderam o sistema de Copérnico. Os dois foram observadores dos céus: Galileu construiu e usou a primeira luneta astronómica, e Kepler, com base em sistemáticas observações dos planetas realizadas a olho nu, formulou as três leis que hoje têm o seu nome, dos movimentos planetários.Portanto, a obra de Newton nunca teria sido possível sem Copérnico, Galileu e Kepler. O sábio inglês viu mais longe aos ombros dele: encontrou uma mecânica que engloba as descrições anteriores dos movimentos na Terra realizadas por Galileu (a primeira lei de Newton não é mais do que o princípio da inércia de Galileu, segundo o qual os corpos permanecem parados ou em movimento uniforme se não forem actuados por forças exteriores); mais ainda, essa mecânica descrevia tanto os fenómenos da Terra como os do céu (tanto a maçã sobre a cabeça de Newton como a Lua que ele via ao longe!); e, finalmente, com base nas leis de Kepler, Newton alcançou a lei de gravitação universal, segundo a qual todos os corpos, tanto na Terra como nos céus, se atraem uns aos outros, obedecendo a uma fórmula matemática. Para um homem só, ainda que aos ombros de outros três, é obra!Foi longa a espera – mais de duzentos anos - até surgir um outro gigante que conseguiu subir aos ombros de Newton. O seu nome foi Albert Einstein e celebrámos no ano de 2005, declarado pela Organização das Nações Unidas “Ano Mundial da Física”, o centenário dos seus principais trabalhos. Havia, de facto, alguns problemas com a mecânica de Newton (e dos seus antecessores, a respectiva paternidade deve ser partilhada), nomeadamente a sua compatibilidade com o electromagnetismo, a parte da Física que estuda os fenómenos eléctricos e magnéticos e que tinha, entretanto, sido muito desenvolvida. Einstein, movido pela ideia da unidade conceptual da Física, viu-se obrigado a mudar a antiga mecânica, substituindo-a pela mecânica relativista. Na nova mecânica, nomeadamente na teoria da relatividade restrita, o espaço e o tempo deixavam de ser conceitos absolutos e independentes um do outro, existindo um espaço-tempo para cada observador. Mas Einstein fez essa substituição de um modo subtil: a mecânica antiga continuava, afinal, perfeitamente válida para os fenómenos que decorriam a baixas velocidades, as velocidades a que estamos habituados nas nossas vidas. Por outro lado, ao reparar com algumas dificuldades da teoria newtoniana da gravitação, nomeadamente o facto de a interacção gravítica ter lugar a velocidade infinita, Einstein propôs uma nova teoria da gravitação, a teoria da relatividade geral, uma teoria física muito bela segundo a qual o espaço-tempo se encurvava na vizinhança de uma massa, encurvando-se tanto mais quanto maior for a massa. A força da gravitação era a manifestação visível desse encurvamento geométrico. Mais uma vez, a antiga fórmula da força gravítica de Newton valia no caso em que as massas que encurvavam o espaço-tempo à sua volta eram suficientemente pequenas, mas deixava de valer no caso de estrelas supermassiças. O que era novo não mudava completamente o que era velho, antes o mantinha num limite bem preciso.E é assim que a física – o empreendimento humano da descoberta do mundo – avança... Uns vêem mais do que os outros, mas, ao fazê-lo, prestam homenagem aos outros, que viram o mundo antes deles, mantendo aquilo que for de manter. A pirâmide dos físicos não está certamente acabada: um dia alguém subirá certamente para os ombros de Einstein e verá mais longe do que ele, acrescentando algo a Einstein sem destruir a parte essencial do que ele propôs. Um dos problemas atacados por Einstein, ao longo de décadas da sua vida, foi a tentativa de unificação da força gravítica com a força electromagnética, nomeadamente procurando dar à força electromagnética uma interpretação geométrica semelhante à do caso gravítico. Esse grande problema da unificação das forças permanece hoje em dia por resolver: ele espera um outro Einstein, que poderá surgir a qualquer altura.Mas o novo Einstein terá de ter lido este livro. A obra que o leitor tem em mãos – compilado por um astrofísico muito conhecido que trabalha nas fronteiras da moderna física, o inglês Stephen Hawking – reúne os textos fundamentais de todos os autores que foram atrás referidos: de Nicolau Copérnico, o texto de “Sobre as Revoluções dos Corpos Celestes”, de Galileu, os seus “Diálogos sobre os Duas Novas Ciências”, de Kepler, as suas “Harmonias do Mundo”, de Newton os seus “Princípios Matemáticos de Filosofia Natural” e, finalmente, de Einstein o conjunto dos seus artigos mais importantes sobre as suas teorias da relatividade restrita e geral. Hawking escreveu resenhas biográficas daqueles famosos autores. Se a Fundação Gulbenkian já nos tinha dado a tradução do livro de Copérnico, feita a partir do latim original, e a tradução dos textos fundamentais de Einstein, feita a partir do alemão original, não podemos deixar de agradecer à Texto Editores o facto de publicar pela primeira vez em português de Portugal os referidos textos de Galileu, Kepler e Newton. Salvo erro ou omissão é até a primeira vez que Kepler aparece na língua portuguesa, o que se afigura tanto mais interessante quanto Kepler era um admirador confesso dos feitos dos navegadores portugueses, tendo até redigido os seus trabalhos como uma narrativa de avanços e recuos na sua elaboração, tal como os cronistas de bordo faziam para descrever as aventuras marítimas.Nesta tradução, feita a partir da versão brasileira, mais do que ser absolutamente fiel aos originais procurámos tornar os textos minimamente inteligíveis pelo leitor de hoje que se interesse pelos conteúdos.Este é um grande livro a todos os títulos. É grande não apenas no tamanho, mas é grande por reunir num só volume as maiores ideias dos maiores génios que a humanidade jamais teve! Este volume condensa aquilo que o homem foi sabendo a respeito do mundo físico à sua volta durante cerca de quinhentos anos. O último meio milénio proporcionou um avanço enorme à Física, um avanço conseguido por gigantes intelectuais. Resta-nos sonhar com o próximo meio milénio: é certo que a pirâmide humana vai continuar a subir...
November 28 2010, 7:36am | Comments »
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ABRE EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA JOANINA SOBRE A ROYAL SOOCIETY
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Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:EXPOSIÇÂO NA BIBLIOTECA JOANINA DÁ A CONHECER OS MEMBROS PORTUGUESES DA ROYAL SOCIETY, UMA DAS MAIS PRESTIGIADAS ACADEMIAS DE CIÊNCIAS DO MUNDOExposição abre dia 25 de Novembro e estará patente até 28 de Fevereiro de 2011. Visitantes poderão ver instrumentos científicos e documentos históricos, nalguns casos únicos, relacionados com a Royal Society e com os seus sócios portugueses.Por ocasião dos 350 anos da criação da Royal Society of London, a Biblioteca Geral e o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) promovem a exposição “Membros Portugueses da Royal Society", que vai estar patente em todo o edifício da Biblioteca Joanina – aberto há menos de um mês ao público na sua totalidade – e onde vão estar em destaque os 25 sócios portugueses daquela instituição, nomes provavelmente pouco conhecidos do grande público, mas cujos méritos lhes valeram a entrada na mais antiga sociedade científica do mundo ainda em actividade. No dia 25 de Novembro, pelas 10H00, Carlos Fiolhais, director da Biblioteca Geral e comissário da exposição, fará uma breve visita guiada para jornalistas.O primeiro membro português da Royal Society foi o arquivista António Álvares da Cunha, em 1668, tendo-se seguido, já no reinado de D. João V (século XVIII), doze outros portugueses, entre os quais o astrónomo de origem italiana João Baptista Carbone, o médico Jacob de Castro Sarmento e o físico e engenheiro Bento de Moura Portugal, conhecido como “Newton português”. Alguns diplomatas portugueses em Londres tiveram também a honra de entrar para a instituição: o Marquês de Pombal em 1740 e, em 1757, D. João de Bragança, 2.º Duque de Lafões. Ainda no século XVIII, mas já no reinado de D. José, entraram naquela Sociedade mais sete portugueses, alguns dos quais homens de cultura exilados como João Chevalier, astrónomo que viria a ser Director da Real Academia Belga, Teodoro de Almeida, o primeiro físico experimental português, e João Jacinto Magalhães, talvez o mais famoso de todos os cientistas portugueses membros da Royal Society, que conviveu com os maiores cientistas da sua época e foi autor de instrumentos científicos. Durante o reinado de D. Maria I, entraram mais três portugueses, dos quais o mais notável foi o Abade Correia da Serra, botânico e diplomata que, em Washington, se tornou amigo do presidente Jefferson, e que viria a criar a Academia das Ciências de Lisboa com D. João de Bragança. O último português a entrar na Sociedade foi o matemático Garção Stoeckler em 1819.Da exposição fazem parte objectos científicos, das colecções do Museu da Ciência da UC, bem como documentos históricos, nalguns casos únicos, do espólio da Biblioteca Geral (BGUC) e do Arquivo da UC, todos relacionados com os sócios portugueses da Royal Society ou, de alguma forma, com a própria Sociedade. Assim, os visitantes poderão ver um dos mais antigos microscópios existentes em Portugal, que Jacob de Castro Sarmento, formado pela UC e exilado em Londres, ofereceu à Universidade, uma pêndula idealizada e mandada construir por João Jacinto de Magalhães ou ainda um barómetro de viagem que ele concebeu, mas também o magnete chinês oferecido pelo Imperador da China ao rei D. João V, realizado por um membro da Royal Society. Para além de instrumentos científicos, poderão também ser contemplados um exemplar do manuscrito original dos Estatutos Pombalinos da UC, ou ainda a primeira edição da mais antiga revista científica do mundo ainda publicada, a “Philosophical Transactions”, datada de 1665 (a BGUC é a única biblioteca nacional a ter a colecção completa desta revista editada pela Royal Society).A Royal Society foi criada em Londres, em Novembro de 1660, por doze homens que pretendiam aprofundar o estudo experimental da Natureza. Em 1662, o rei inglês Charles II, que em 1661 tinha casado com a portuguesa Catarina de Bragança, filha do rei D. João IV, decidiu que essa sociedade se tornasse Sociedade Real. Desta Sociedade fizeram parte cientistas como Isaac Newton, que foi presidente da Sociedade entre 1703 e 1727, mas também Darwin, Thomson, Crick, Watson, entre outros.A exposição, que abre no próximo dia 25 de Novembro, estará patente até 28 de Fevereiro de 2011, podendo ser visitada das 09h30 às 17h00 durante a semana e das 10h30 às 16h00 ao fim-de-semana, mediante a compra do Bilhete Biblioteca Joanina, do Bilhete Paço das Escolas ou do Bilhete Geral + Museu da Ciência, na Livraria-Loja da UC. Esta iniciativa, que conta com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, pretende também ser uma forma de atrair mais público para a jóia do património da UC que é a Biblioteca Joanina.INFORMAÇÃO ADICIONALSítio da Exposição “Os Membros Portugueses da Royal Society”: aqui.Colóquio associado à exposição "Portugal- Grã-Bretanha: 250 anos de intercâmbio científico (1660-1910): aqui.
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November 23 2010, 7:26pm | Comments »
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PROVAS E MAIS PROVAS
http://dererummundi.blogspot.com/2010/11/provas-e-mais-provas.html
Temos falado aqui muito da Real Sociedade de Londres, que está a fazer 350 anos (fá-los exactamente durante este mês). Embora ela reclame - e com razão - ser a academia mais antiga do mundo em funcionamento contínuo, há outras academias mais antigas, como a famosa Academia dei Lincei (o lince é um animal de olho vivo!), ligada a Galileu, que teve actividade interrompida durante muito tempo mas que hoje está em actividade. O seu lema era "Minima cura si maxima vis" (Dá conta das pequenas coisas se queres obter grandes resultados"). E houve também a Accademia del Cimento, ligada a discípulos de Galileu (como Torricelli), que teve uma vida efémera.O nosso leitor João Boaventura, um verdadeiro arqueólogo de textos da imprensa antiga, fez-nos chegar este recorte de um periódico português de 1841 ("Revista Universal") que noticia um congresso científico em Florença na qual foi lembrada a Accademia del Cimento. O lema desta é muito sugestivo: "Provando e Riprovando", que vertido em português dá "Provas e mais Provas" ou "Tentando e voltando a tentar" (a frase é um pouco ambígua). Aproxima-se do lema da Sociedade Real de Londres, que era "Nullius in verba", em tradução livre: "Não acredites na palavra das autoridades". Em todas elas está bem expresso o espírito da Revolução Científica, o espírito que mudou o mundo.(clicar em cima do recorte para ler)
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November 17 2010, 4:04am | Comments »
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TYCHO BRAHE DESENTERRADO
http://dererummundi.blogspot.com/2010/11/tycho-brahe-desenterrado.html
No passado dia 15 de Novembro foi desenterrado da Igreja de Nossa Senhora em Týn, no coração da cidade de Praga (muito perto do famoso relógio astronómico, visitado diariamente por hordas de turistas), o grande astrónomo dinamarquês Tycho Brahe. Uma equipa dinamarquesa pretende saber, em colaboração com colegas checos, de que causa exacta ele morreu, vai fazer no próximo ano 400 anos.A morte de Brahe ocorreu poucos dias depois de um banquete e tem sido atribuída a uma infecção urinária (diz-se que, para não quebrar as regras de cortesia, o astrónomo não ousou levantar-se durante o longo banquete para fazer uma necessidade). Em delírio, perto da morte, terá pedido ao seu discípulo Kepler que fizesse com que "a sua vida não tivesse sido em vão" e completasse as suas tábuas astronómicas. Não foi!Mas há também quem atribua a sua morte a um envenenamento por mercúrio. Provavelmente a verdade vai agora ser apurada. Quem quiser ver imagens dos restos mortais tiradas pela equipa de antropologia física da Universidade de Aarhus pode clicar aqui.E cá? Quando é que será finalmente permitido à antropóloga Eugénia Cunha e à sua equipa examinar os restos mortais de D. Afonso Henriques?Na imagem: o túmulo de Brahe, que é de 1901 (ano em que Brahe foi exumado).
November 17 2010, 3:14am | Comments »
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Minha Recensão de "Jacob de Castro Sarmento"
http://dererummundi.blogspot.com/2010/11/minha-recensao-de-jacob-de-castro.html
Minha apreciação do livro "Jacob de Castro Sarmento" de António Júlio de Andrade e Maria Fernanda Guimarães saído na editora Vega, em vídeo filmado no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho em Coimbra: aqui.
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November 16 2010, 4:01pm | Comments »
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PORTUGAL E INGLATERRA: UMA ANTIGA ALIANÇA CIENTÍFICA
http://dererummundi.blogspot.com/2010/11/portugal-e-inglaterra-uma-antiga.html
Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:Colóquio assinala o 350º aniversário da Sociedade Real de LondresVai realizar-se, no dia 10 de Dezembro, entre as 10h e as 18h, na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (UC), o colóquio internacional “Portugal- Grã-Bretanha: 250 anos de Intercâmbio Científico (1660-1910)”. Este encontro pretende evocar cientistas portugueses e diplomatas que foram membros da Sociedade Real de Londres, a mais antiga academia científica do mundo actualmente em funcionamento.“Portugal e Inglaterra são parceiros desde o tratado de Windsor, o mais antigo acordo político ainda em vigor, tendo sempre mantido fortes relações”, explica Carlos Fiolhais, director da Biblioteca Geral da UC e membro da comissão organizadora da iniciativa. Neste colóquio serão abordadas “as relações científicas luso-britânicas, estando apresentações a cargo de especialistas britânicos e portugueses”, acrescenta.Este encontro pretende, ainda, retratar a vida e a obra dos sócios portugueses da Sociedade Real de Londres, tais como João Jacinto Magalhães, que conviveu com os maiores cientistas da época, Jacob de Castro Sarmento, um médico judeu que enviou para Coimbra o primeiro microscópio, o Padre Teodoro de Almeida, que foi o primeiro físico experimental português, o Abade Correia da Serra, um botânico e diplomata em Washington, e o Marquês de Pombal, que além de diplomata em Londres, foi primeiro-ministro português e autor da reforma da Universidade de Coimbra, em 1772. Guilherme Elsden, o arquitecto britânico que traçou o edifício do Laboratorio Chimico, actual sede do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, também será recordado.A Sociedade Real de Londres vai marcar presença neste colóquio, representada por Robert Fox, historiador da Universidade de Oxford que dirige uma das publicações desta instituição, e por Keith Moore, director da biblioteca daquela Sociedade.“Portugal- Gã-Bretanha: 250 anos de Intercâmbio Científico” é uma organização da Biblioteca Geral da UC e do Museu da Ciência da mesma universidade, em colaboração com a Sociedade Real de Londres. Os interessados em participar nesta iniciativa deverão efectuar uma inscrição (no valor de 25 €) em: http://www.uc.pt/congressos/pb250se/registration/. Mais informações sobre o programa em http://www.uc.pt/congressos/pb250se/Program/.O colóquio acompanha uma exposição sobre os "Sócios Portugueses da Real Sociedade de Londres", cuja abertura, inicialmente prevista para 15 de Novembro, foi adiada para 25 de Novembro. Os visitantes da Biblioteca já podem porém ver, no local, alguns dos instrumentos científicos que integrarão ma exposição, como o grande magnete chinês que o Imperyador da China ofereceu a D. João V ou o primeiro microscópio usado em Portugal enviado de Londres por Castro Sarmento (em cima).
November 15 2010, 7:40pm | Comments »
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Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal (1699 - 1782)
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"Sebastian Joseph de Carvalho, e Mello Councellor to his Majesty the King of Portugal, his Envoy Extraordinary to his Britanick Majesty; A Member of the Royal Academy of Portugal; well versed in Natural knowledge, and all Polite Litterature, is desirous to be admitted a Fellow of this Learned Society, and we under Written, do recommended him as a person well qualified and one who may prove a worthy Correspondent to the Society to promote the usefull Subjects of our InstitutionHans Sloane; Cadogan; Wm Stukeley; J de Castro Sarmento"Entre os não cientistas, o sócio português mais famoso da Royal Society foi o Marquês de Pombal. Em cima ficha de admissão como sócio, onde se vê que o primeiro signatário foi Hans Sloane, o médico, naturalista e coleccionador cujas colecções deram origem ao British Museum (informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, clicar na imagem para ver melhor).
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November 12 2010, 2:53am | Comments »








