Post recebido de António Mota de Aguiar (na imagem, astrónomos árabes):No século VII, o pensamento científico grego estava ainda largamente difuso no Médio Oriente, mesmo se não produzia obras originais, encontrava-se contudo emergido noutras tradições, noutras culturas, noutras ciências. Portanto, sob um manto geral de indigência cultural havia o substrato legado pela ciência grega.É nestas condições que chegam os Árabes. Ao mesmo tempo que no Ocidente a ciência atingia o seu ponto decrépito, os Árabes, povo sem ciência, entravam repentinamente no cenário geopolítico do Médio Oriente. Em poucos decénios, este povo desconhecido, destrói os grandes impérios que dominam a região e difunde até às fronteiras da Índia uma nova religião. Entre 632, data da morte do profeta Maomé, e 646, o Islão conquista a península arábica, as regiões da Síria-Palestina, a Mesopotâmia e a Arménia, e chega às planícies do Iraque e do Irão. Logo a seguir, é a vez do Egipto ser também conquistado. Em menos de quinze anos desaparece o Império sassânida e o Império bizantino sai consideravelmente diminuído e enfraquecido.O saber astronómico dos Gregos chega aos Árabes através da Índia em consequência das conquistas de Alexandre, o Grande. Bagdad, nos séculos IX e X, e o Cairo, nos séculos X, XI e XII, constituem grandes centros astronómicos florescentes. Os trabalhos dos gregos são traduzidos e estudados. O astrolábio é aperfeiçoado e multiplicam-se as observações. São criadas tabelas com os índices dos movimentos astrais, utilizados com fins astrológicos e, sobretudo, marítimos (com as posições das latitudes e longitudes).Durante os séculos X e XI dão-se grandes progressos na astronomia árabe. Mesmo em 1258, quando Bagdad cai nas mãos das invasões bárbaras dos Mongóis, a investigação astronómica continua e durante a ocupação Mongol são criados novos centros de observação.A partir do século X a ciência árabe começa a penetrar no Ocidente, nomeadamente Córdoba e Toledo tornam-se centros de estudos astronómicos importantes. Pouco a pouco as obras gregas vão ser traduzidas para latim. O emprego sistemático da trigonometria à astronomia, constitui também uma importante herança deixada pelos Árabes.Apesar destes enormes sucessos no domínio das observações e do cálculo astronómico, os Muçulmanos não foram inovadores científicos. Quase sempre os seus trabalhos se desenvolveram dentro da tradição cosmológica herdada da Grécia Antiga. Não acrescentaram nenhuma técnica qualitativa ao sistema ptolemaico, além de não terem sabido criar um calendário que acertasse com precisão as suas festas tradicionais com as diferentes posições da Terra ao longo da eclíptica: havia portanto desfasamento nas datas de um acontecimento para o outro. O Ramadão, por exemplo, a festa religiosa muçulmana que se realiza no ano da Hégira, o calendário muçulmano, não caía na mesma altura do ano.Além destas contrariedades científicas, a ciência astronómica islâmica também teve os seus inimigos políticos: os astrónomos/ astrólogos eram mal vistos à luz do Corão, porque a lei islâmica diz que ninguém para além de Deus pode prever o futuro. Por isso os edifícios onde se encontravam os aparelhos de medição da época - Planetários, diríamos hoje - foram muitas vezes demolidos.Mas a cristandade soube recuperar o saber antigo a partir das traduções feitas pelos Árabes, com destaque para a obra de Ptolomeu, “O Almageste” (as traduções árabes chamam-lhe “Al-Magiste” cujo significado é “O Maior”; posteriormente as traduções europeias efectuadas a partir do árabe, viriam a chamar-lhe “Almageste”) e, graças a eles, deu decisivos passos em frente no conhecimento astronómico.Foi, portanto, já no fim da Idade Média, por volta do século X, que o Ocidente descobriu nos estudos árabes o saber da astronomia antiga, trabalho este que perdurará até cerca do século XII, e que será um dos principais pilares do despontar do Renascimento.
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A contribuição árabe para o desenvolvimento da Astronomia
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May 6 2010, 6:41pm | Comments »
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COM O COMETA DE HALLEY NÃO SE ACABARÁ O MUNDO
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Excerto de “Halley – O Cometa da República”, de Joaquim Fernandes, Ed. Temas& Debates/Círculo de Leitores, Maio 2010(Imagem: Um título apaziguador em O Liberal, 10 de Março 1910)Manchete positiva, que dava passo a uma “interview com o sr. Costa Lobo”, uma das mais respeitadas autoridades da época garantindo que “o cometa não dará cabo da Terra”.Desenvolvendo relações privilegiadas com instituições internacionais congéneres, em especial com o Observatório de Paris-Meudon, o matemático Francisco da Costa Lobo viria a dirigir o Observatório Astronómico de Coimbra, a partir de 1913, e a revista coimbrã O Instituto, sendo o responsável pela introdução da Astrofisica Solar em Portugal. Fiel à monarquia, Costa Lobo revelou-se uma personalidade polémica na sua evolução e postura científicas.O texto dirige-se aos “mais assustadiços” assegurando-lhes que “o cometa passará sem maior incómodo para nós e para ele. A Humanidade inteira poderá continuar no seu ram ram quotidiano, nas suas lutas de ignóbeis egoísmos, nas suas torpezas e nas suas misérias”. O jornalista reforça essa certeza após ouvir “uma autoridade de incontestável garantia, o sr. Dr. Costa Lobo, sábio e ilustrado lente de astronomia na Universidade de Coimbra que ainda o ano passado andou em visita aos principais observatórios da Europa”.Procurámo-lo ontem à tarde no Hotel Borges tendo-lhe previamente solicitado a entrevista sobre o cometa de Halley. À hora marcada, pontualidade inglesa, encontrava-se o ilustre sábio à nossa espera na sala de visitas do seu Hotel.- Então o que deseja saber a respeito do cometa de Halley? – diz-nos S.Ex.ª- Tudo! Tem-se dito e escrito muito a respeito dele, mas o facto é que anda por aí muita gente desassossegada, embora cada vez perceba menos das explicações que os jornais estão dando. Por isso, desejávamos, em resumo, saber a opinião de S.Ex.ª.Sentando-nos cada um em sua poltrona e depois de acendermos os nossos cigarros, o sr. dr. Costa Lobo diz:- É indubitável que a despeito das repetidas e variadas informações o público continua preocupado com os acontecimentos que receia tenham lugar quando no próximo de Maio o cometa Halley se encontre à mínima distância da Terra na sua presente digressão em volta do Sol.Chega a ser curioso observar que o estado de adiantamento em que a Humanidade se encontra, não evita inquietações análogas às que nos são descritas pela história de épocas remotas, embora com aspecto mais civilizado.- De forma que devem ser muito cautelosas as informações. Não concorda V. Ex.ª.?- Sem dúvida; e sobre tudo é extraordinariamente preciso que essas informações sejam claras a fim de não provocarem injustificado alarme.E decerto assim o sente o grande propagandista Flamarion, a quem a ciência tanto deve pelas suas investigações e o público pelo grande esforço desenvolvido por aquele astrónomo, a fim de difundir os conhecimentos astronómicos e interessar a Humanidade por estes tão importantes estudos, que decerto são de molde a darem ao homem a maior satisfação pelo vigor que têm atingido.- Mas as explicações de Flamarion concorreram talvez para este alcance – dissemos nós- Tem razão. Arrependido se confessou já o ilustre astrónomo, tendo reconhecido o inconveniente de aventar hipóteses simplesmente com o fim de interessar o público pelas observações celestes mas que a fantasia pública rapidamente admitiu como sendo de possível realização, o que não duvido afirmá-lo, nada justifica.Repare-se no uso do qualificativo “propagandista“ atribuído a Flammarion e ao estado de “arrependimento” do mesmo astrónomo, a quem se atribui, com fundadas razões, as origens do aterrorizado rumor do “fim do mundo”. (…)"
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May 4 2010, 5:46am | Comments »
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GRANDES ERROS: PAULI E JUNG
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Que um diploma em Física não é uma garantia contra grandes erros é mostrado pelo caso do físico suíço Wolfgang Pauli, um dos pioneiros da teoria quântica que é conhecido como o autor do princípio de Pauli sobre a ocupação de níveis de energia por partículas e também da ideia de neutrino. Ora acontece que Pauli consultou, em Zurique, numa dada fase da sua vida o famoso psicanalista suíço Carl Jung. Ele próprio explica porquê:"[Contactei] o Sr. Jung por causa de certos fenómenos neuróticos que se relacionam com o facto de ser mais fácil para mim obter sucesso académico do que sucesso com mulheres. Uma vez que com o Sr. Jung sucedia exactamente o contrário, pareceu-me que era o homem mais indicado para me tratar medicamente."Não só os dois ficaram amigos como Pauli depressa se tornou um estudioso das estranhas teorias psicológicas de Jung. Durante essa aproximação, Pauli tornou-se obcecado com o poder explicativo de certos números, como o 137 que descrevia a chamada "constante de estrutura fina", uma constante da física para a qual ele encontrou significados cabalísticos. Por seu lado, Jung queria obter de Pauli uma explicação física, quiçá quântica, para as suas delirantes teorias.O seu trabalho conjunto conduziu, pegando na expressão de Jung, na exploração da "terra de ninguém entre a Física e a Psicologia do Inconsciente... o mais fascinante e o terreno mais escuro dos nossos tempos".Tudo isto e muito mais está contado no livro "Deciphering the Cosmic Number. The strange friendship of Wolfgang Pauli and Carl Jung", do historiador de ciência inglês Arthur Miller (sem mnenhuma relação com o escrirot americano que foi casado com Marilyn Monroe), Norton, 2009.
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April 26 2010, 5:07pm | Comments »
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Viagens científicas a estabelecimentos de ensino europeus no século XIX
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Post convidado de António José Leonardo, historiador de ciência sobre o intercâmbio científico internacional da Universidade de Coimbra (UC) no século XIX:Desde o início do século XIX que se foi sentindo a necessidade de efectuar reformas no ensino das ciências tomando como exemplo as instituições similares europeias. Estas tinham também o objectivo de conhecer as novidades científicas e permitir o contacto com professores eminentes e com os instrumentalistas, permitindo formar os congéneres portugueses nas novas técnicas e métodos e facilitar a aquisição de novos aparelhos, instrumentos e colecções científicas, fomentando o apetrechamento dos estabelecimentos de ensino portugueses.No âmbito do ensino das ciências físico-matemáticas, destacaram-se no princípio do século XIX as viagens de José Bonifácio de Andrada e Silva (entre 1790 e 1800), de João António Monteiro (Carta Régia de 9 de Julho de 1804, não tendo regressado a Portugal), Paulino de Nola de Oliveira e Sousa (com início em 1804), Sebastião Navarro de Andrade (em 1805) e Manuel Pedro Homem de Mello (entre 1801 e 1815). Andrada e Silva, ao longo dos dez anos da sua viagem, esteve na Itália, Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Hungria, Noruega, Dinamarca, Inglaterra e Escócia, tendo contactado com os mais importantes cientistas da época, como Lavoisier, Humboldt, Volta, entre outros. António Monteiro distinguiu-se na mineralogia, trabalhando na Alemanha, onde frequentou as lições de Werner em Freiberg, na Áustria, em Inglaterra e em França, onde publicou muitas memórias tendo-se estabelecido em Paris. Paulino de Nola foi pensionado em Paris, Freiberg e Londres. Manuel de Mello era docente da Faculdade de Matemática e passou por muitos estabelecimentos científicos de vários países europeus, como França, Bélgica, Itália e Inglaterra, tendo, inclusivamente, estabelecido contactos com fornecedores de instrumentos, enviando alguns para a UC para serem utilizados nas aulas de Física Experimental e Hidráulica.O período de instabilidade em Portugal, durante e após as invasões francesas, impediu a realização de missões científicas ao exterior, no entanto notou-se um ressurgimento destas iniciativas já na década de 1850, no período da “regeneração”. Estes investigadores reportavam os resultados das suas missões através de relatórios, alguns dos quais foram publicados n’O Instituto.Um primeiro exemplo foi a viagem científica de Matias de Carvalho Vasconcelos, iniciada em 1857. Os objectivos eram diversos e estendiam-se do estudo dos novos métodos de Química prática, em particular os processos metalúrgicos, os desenvolvimentos da Física, nomeadamente no estudo do magnetismo terrestre e da meteorologia, e o conhecimento dos modernos aparelhos de medida em uso nos observatórios europeus. Apesar de ter estado na Inglaterra, Bélgica e Alemanha, Matias de Carvalho centrou-se em Paris, onde esteve durante mais tempo. Enviou três relatórios das suas viagens. O primeiro abordou o magnetismo e a meteorologia, de acordo com as visitas ao Observatório de Greenwich, em Londres, e ao Observatório Real de Bruxelas, onde participou activamente e em conjunto com Quetelet nos trabalhos de observação do eclipse de solar de 15 de Março de 1858. O segundo relatório incidiu na análise química de ligas metálicas estudada no laboratório da casa da Moeda em Paris. Neste mesmo relatório, Matias de Carvalho alertou o Conselho da Faculdade de Filosofia para a necessidade de adopção como novo manual para a cadeira de Química Orgânica o livro de Cahours dado este ter grande e merecida aceitação, correspondendo a um grau superior de instrução público. No último relatório, de 16 de Dezembro de 1858, Matias de Carvalho abordou os novos processos metalúrgicos e a mineralogia. Apesar da apenas ter regressado a Portugal em 1865, tendo ocupado o lugar de provedor da Casa da Moeda em Lisboa, não voltou a enviar relatórios apesar de ter continuado em representação oficial da UC e ter mediado a aquisição de vários instrumentos e exemplares de História Natural. Foi o único representante português no Congresso Internacional da Química que ocorreu em Karlsruhe em 1860, o primeiro congresso científico internacional que foi preponderante no desenvolvimento da Química como ciência.Também Francisco de Sousa Holstein, doutorado em Direito, realizou uma viagem pela Europa em 1859, visitando algumas universidades estrangeiras de onde enviou para a UC os seus regulamentos e estatutos, estabelecendo relações científicas e ajudando à troca de livros com a Universidade de Madrid. Um ano depois, Jacinto António de Sousa, da Faculdade de Filosofia, e Rodrigo Sousa Pinto, da Faculdade de Matemática, deslocaram-se a Espanha integrados numa comissão portuguesa para participar nas observações de eclipse solar de 18 de Julho de 1860. Finalizados os trabalhos, ambos os investigadores da UC partiram em viagem científica pela Europa, tendo Sousa Pinto como alvo os observatórios astronómicos, e Jacinto de Sousa os observatórios meteorológicos e magnéticos. Sousa Pinto os observatórios astronómicos de Madrid e de S. Fernando, em Espanha, de Paris, de Bruxelas e de Greenwich. Jacinto de Sousa visitou os estabelecimentos científicos de Madrid, Paris Bruxelas e Londres (Greenwich e Kew), lamentando-se por alguns se encontrarem fechados ou com os seu professores ausentes, por motivo de férias. Em Setembro regressou ao Observatório de Kew com o intuito de estudar o funcionamento e adquirir instrumentos para o futuro Observatório Meteorológico e Magnético da UC. Estes professores tinham a seu cargo, na altura, as cadeiras de Astronomia e de Física, respectivamente, o que subentende um impacto sensível das suas viagens no ensino destas disciplinas e a actualização científica dos seus docentes.Os professores da Faculdade de Medicina, António Augusto da Costa Simões e Ignácio Rodrigues da Costa Duarte viajaram com destino a Paris, em 1865, para estudar os processos práticos de histologia e fisiologia experimental, tendo também visitado alguns estabelecimentos na Alemanha. Esta viagem foi decisiva na criação de um gabinete de Fisiologia experimental em Coimbra, na qual foram adquiridos alguns dos mais modernos instrumentos.Em 1866, foi a vez de António Santos Viegas obter subvenção para uma viagem científica aos principais estabelecimentos científicos europeus no sentido de investigar a organização do ensino da Física e da Química, com especial ênfase na vertente da física experimental. No primeiro relatório, referente ao período de Dezembro de 1866 a Maio de 1867, Santos Viegas visitou a Universidade de Madrid, inferindo da disposição física dos amfiteatros que “o ensino se dá ainda pelo systema antigo, consistindo unicamente em prelecções oraes, com o auxílio do quadro para cálculos e construções graphicas, e acompanhadas, quando muito, da demonstração de um ou outro aparelho”. Em Espanha também visitou algumas escolas secundárias, designadas de institutos, relatando com pormenor a forma como estava estruturado este nível de ensino no país vizinho. Destacou a proximidade orgânica dos institutos com uma dada universidade central, destacando a carreira do professorado, em que um professor poderia ascender gradualmente desde um instituto de 3.ª classe até chegar a uma universidade central, de acordo com provas dadas. Nas universidades, os concursos eram abertos, especialmente, para cada cadeira, sendo o professor escolhido com base nas suas habilitações nessa área específica. Existiam então dez universidades centrais em Espanha. De Madrid partiu para Paris, onde conheceu os estabelecimentos de ensino superior, como a École Politechnique e o Collège de France, e frequentou cursos públicos de Física da Universidade de Paris/Sorbonne. Estes eram cursos semestrais para alunos dos 1.º e 2.º anos das escolas normais e para ouvintes voluntários. Suponham o conhecimento dos princípios gerais da física, adquiridos nos liceus, e neles já se fazia uso de projecção das lições por meio de luz eléctrica, uma inovação que Santos Viegas já tinha tentado em Coimbra. Aproveitou para fazer algumas encomendas de instrumentos de acústica junto de Koenig.O segundo relatório de Santos Viegas foi relativo ao período de Junho a Novembro de 1867, altura em que esteve na Inglaterra e Escócia. Visitou a Universidade de Londres, estabelecimento no qual apenas eram examinadas as aptidões dos indivíduos que aspiravam aos graus académicos, provenientes de outras universidades ou colégios , as Universidades de Oxford e Cambridge e outras instituições científicas, como a Royal Society, a Sociedade de Química e a Royal Institution. Já na Escócia visitou as Universidades de Glasgow e Edimburgo.Viegas teve o cuidado de descrever com algum pormenor os estabelecimentos anexos dedicados à investigação, como os observatórios, os gabinetes de física, os laboratórios de química e os jardins botânicos e museus naturais, com particular incidência nos seus instrumentos e colecções, tendo também adquirido alguns instrumentos de química. Em 1870, Santos Viegas efectuou uma segunda viagem científica, desta vez a Itália, para estudar espectroscopia com Secchi, numa altura que coincidiu com a entrada das tropas italianas em Roma, para preparação da observação do eclipse solar desse mesmo ano que seria visível no Algarve.Embora não se tratasse de uma viagem científica propriamente dita, em 1874 foi publicado n’O Instituto um “bosquejo histórico” relativos às faculdades de filosofia das universidades alemãs, da autoria de Bernhard Tollens. Este químico alemão e sócio do IC foi contratado como director dos trabalhos práticos de laboratório da UC, tendo permanecido em Coimbra no curto período de Abril de 1869 a Janeiro de 1870. Na sua memória, Tollens descreveu a evolução histórica das universidades na Alemanha, estabelecendo o conteúdo lectivo de uma Faculdade de Filosofia como “tudo o que não entra no quadro das Faculdades de Theologia, Direito e Medicina” . Apesar de referir o caso de alguns estabelecimentos onde a Matemática foi separada da Filosofia, como Portugal, na Alemanha tinha-se conservado o conceito mais alargado de Filosofia, partindo do ponto humano para o domínio das ciências naturais e incluindo as Letras (com a excepção da Universidade de Tuebingen). Os estudantes alemães tinham total liberdade na escolha das cadeiras que desejavam frequentar, sendo estas pagas separadamente, podendo seguir o percurso que desejassem. Tollens apresentou um quadro contendo a forma como se distribuíam, na generalidade, as disciplinas leccionadas nas Faculdades de Filosofia, divididas pelas áreas principais de Ciências Filosóficas ou Letras (que incluíam a Filosofia, Matemáticas, Linguísticas e Literaturas, História e Ciências auxiliares, História das Artes e Ciências Cameralísticas) e as Ciências Naturais ou simplesmente Ciências (que incluíam a Zoologia, Botânica, Mineralogia, Astronomia, Física, Meteorologia, Química, Farmácia, Agricultura), perfazendo um total de 68 cadeiras. De seguida, Tollens descreveu os estabelecimentos especiais das Faculdades de Filosofia, como: observatório astronómico, jardins zoológicos e botânicos, museu de história natural, gabinetes de física e observatório meteorológico, laboratórios de química, dispensário farmacêutico, academias agrícolas e biblioteca.António José Leonardo
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April 26 2010, 3:38am | Comments »
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NOVO JORNAL PARA A HISTÓRIA DA FÍSICA MODERNA
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A Springer anunciou a publicação próxima da nova revista "European Journal of Physica H", dedicada à história da física moderna. O primeiro número estará visível "on-line"."European Journal of Physics" é uma série de revistas europeias, na qual Portugal participa, por nelas se ter integrado a revista "Portugaliae Physica".Para mais informações ver aqui.
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April 22 2010, 2:16am | Comments »
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Luz e Cores – dos mitos, lendas e superstições ao conhecimento científico
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Informação recebida da Universidade do Porto (na imagem cores hipnóticas, aproxime e afaste a vista):Sessões à Volta dos Livros 2010Sessões temáticas a partir dos livros editados pela U.Porto editorialSessão 4: Luz e Cores – dos mitos, lendas e superstições ao conhecimento científicoA partir do livro: Histórias da Luz e das Cores, vol. 1, 2 e 3 de Luís Miguel Bernardo29 Abril 2010, às 18h30, na Reitoria da U.PortoA Luz e a Cor: algumas histórias, mitos lendas e superstições. A formulação do conhecimento científico. Os fenómenos da Luz e da Cor.Visita guiada ao Museu da Ciência.Intervenientes:- Prof. Luís Miguel Bernardo, docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e director do Museu da Ciência desta Universidade.- Prof. Hélder Crespo, investigador do Centro de Lasers e Óptica Quântica da FCUP.Limite de participantes: 25 pessoasPreço da sessão: 4 €Inscrições: Ruben Rodrigues E-mail: rrodrigues@reit.up.ptInformações: Manuela Pestana E-mail: mpestana@reit.up.pt – Tel.: 220 408 196Consulte o programa completo das Sessões à Volta dos Livros aqui .
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April 13 2010, 1:33pm | Comments »
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Newton e a Lua
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Excerto do meu livro "Física Divertida", que se encontra em 7.ª edição na Gradiva:Existem em física muitas histórias tão lendárias como a da queda das pedras na Torre de Pisa. Uma das lendas mais famosas é a da maçã de Newton, que, ao que parece, foi inventada pelo próprio para assegurar a prioridade da sua descoberta da gravitação universal. Isaac Newton teve um dia de se refugiar na sua região natal de Lincolnshire, no coração de Inglaterra (tinha-se declara¬do a peste - a SIDA daquela época - na cidade universitária de Cambridge, e era melhor proteger-se no isolamento no campo). Estava Newton sentado debaixo de uma macieira, talvez a amadurecer as suas ideias, quando lhe caiu inopinadamente uma maçã em cima da cabeça. Certamente que a maçã estava demasiado madura. Ao mesmo tempo, a Lua brilhava poeticamente nos céus. Fez-se então luz no espírito de Newton, que compreendeu nesse preciso momento (quando balbuciou "aha!") que a força causadora da queda da maçã na sua cabeça era do mesmo tipo da que fazia a Lua mover-se em volta da Terra. Nascia assim a física, tal como hoje a conhecemos, como uma tentativa de unificar vários fenómenos naturais aparentemente distintos. Pergunta: porque é que a Lua não caiu na cabeça de Newton? Ou melhor, para tornar a questão mais interessante e actual, porque é que a Lua não cai nas nossas cabeças?Em primeiro lugar, é oportuno um comentário para expressar satisfação: ainda bem que a Lua não caiu porque nesse caso teria sido não apenas o princípio mas também o fim da física. Newton criou a física nesse instante de inspiração, em que a maçã lhe fez compreender que os fenómenos do céu eram regidos pelas mesmas leis que os fenómenos da Terra. A física começou pois com uma maçã, à semelhança do pecado que, segundo o relato bíblico, começou também com uma maçã. A lenda só não conta se Newton comeu a sua maçã tal como Adão... O facto de a Lua não cair nas nossas cabeças explica-se facilmente invocando as condições iniciais. O movimento de um qualquer objecto é determinado, como já foi referido, não apenas pela força que sobre ele actua, mas também pelas condições no início do movimento. E a Lua é um objecto como outro qualquer: como uma pedra, uma galinha, uma pena, uma bola, uma bomba ou até uma maçã. Não há nada como uma analogia, mesmo que grosseira, para entender a situação: se dermos uma palmada nas costas a alguém, duas coisas podem acontecer, conforme a "condição inicial" da pessoa que foi importunada. Ou a pessoa está bem disposta (a sua "condição inicial" é estar bem disposta), e não responde, limitando-se a sorrir. Ou está mal disposta (a sua "condição inicial" é estar chateada) e responde com outra palmada de volta. Uma força igual teve portanto efeitos diferentes... Analogamente, a força da gravidade sobre a Lua pode fazê-la cair apressadamente nas nossas cabeças ou fazê-la girar tranquilamente à volta da Terra. Ninguém sabe muito bem como é que a Lua surgiu. Quando a humanidade apareceu já a Lua cá estava... Hoje em dia, cada cabeça científica escolhe a sentença mais convincente. Existem três hipóteses clássicas. Há quem diga que a Lua foi companheira da Terra, desde os mais remotos primórdios do sistema solar. Há quem diga que uma parte da Terra (talvez onde é hoje o Oceano Pacífico) se separou a certa altura para formar a Lua. E há até quem afirme que a Lua foi um corpo estranho que colidiu com uma Terra existente anteriormente. As amostras de rochas lunares trazidas pelos astronautas norte-americanos foram datadas com suficiente rigor, usando a radioactividade natural. As mais velhas têm cerca de 4 mil milhões de anos. Sabe-se hoje que a Lua tem aproximada¬mente a idade da Terra, cerca de 4,5 mil milhões de anos, remontando ambas às origens do sistema solar (quer isto dizer que o Sol tem também, mais ou menos, essa idade). Contudo, a Terra e a Lua nem sempre foram vizinhas como são hoje. A teoria actualmente mais plausível é a indicada pela terceira hipótese. A Lua teria resultado de um violento choque da Terra com um astro vindo de fora, ficando os dois corpos a mover-se nas órbitas que hoje conhece¬mos. Embora não se saiba muito sobre o início da Lua, sabe-se de certeza uma coisa: a Lua teve uma condição inicial que a levou a permanecer em órbita da Terra desde há vários milhões de anos. Teve pois uma condição inicial "feliz". Há planetas que têm condições iniciais "infelizes", porque acabam por colidir e desaparecer. E há outros que sobrevivem. A Lua teve uma condição inicial que a levou a sobreviver, mantendo-se em órbita em torno da Terra. O que aconteceria se um ser, muito poderoso, parado, pegas¬se na Lua e depois simplesmente a largasse? Não existem dúvidas: então a Lua cairia mesmo sobre a Terra. É um problema simples de física (embora alguns estudantes de física geral o achem complicado) calcular quanto tempo é que a Lua demoraria a cair sobre as nossas inteligentes cabeças. Podemos imaginar uma macieira gigantesca, cujos frutos sejam luas. Se o pé da nossa Lua cedesse (no caso, a macieira tem um único fruto, mas há planetas com muitas luas, como Saturno, que tem pelo menos 18), ela cairia, madura, sobre a Terra. Newton considerou o movimento de um projéctil para várias condições iniciais (o projéctil tanto pode ser um obus de um canhão como uma maçã). Esses desenhos mostram como é que se "transforma" uma maçã numa Lua. É simples. Em vez de se esperar que a maçã caia de podre, dá-se-lhe um pipa¬rote, comunicando-lhe uma pequena velocidade inicial na horizontal. Então a maçã já não cai na cabeça de Newton mas um pouco à frente do respectivo nariz. Se se transmitir à maçã um impulso ainda maior, ela cai ainda mais longe, uns metros à frente de Newton. Dispare-se a maçã com uma boa espingarda (se se conseguir arranjar uma espingarda de disparar maçãs), que ela vai eventualmente cair meio quilómetro à frente (um bocadinho chamuscada pelo tiro, mas cai). Lance-se depois um foguete de mandar maçãs e a maçã pode muito bem, já que a Terra é redonda, dar a volta à Terra e voltar por detrás de Newton. Regressa ao ponto de partida com a mesma velo¬cidade inicial. Esse fenómeno é possível em princípio mas impossível na prática em virtude da resistência do ar, das montanhas da Terra, etc.. Suponhamos, portanto, uma situação ideal. O pobre Newton veria, atónito, a maçã aparecer-lhe por detrás... É um exercício de física geral, que costuma sair nos exames, saber qual tem de ser a velocidade inicial para a maçã ficar em órbita circular e quanto tempo é que a maçã demora a dar uma volta completa. A resposta à primeira pergunta é 8 km/s - a maçã teria de ser muito mais rápida do que uma bala, pelo que não há espingardas capazes de a disparar assim tão rápida; a resposta à segunda questão é 1 h 23 m. Por vezes, sai nos exames um exercício um pouco diferente (e, portanto, um pouco parecido!) que consiste em saber qual é a velocidade da nossa Lua e quanto tempo demora a dar uma volta completa. As respostas são respectivamente 1 km/s, ou se se preferir 3600 km/h - que é, como vimos, a velocidade de uma bala- , e 28 dias - um mês). A Lua corre, veloz como uma bala, em torno da Terra. Se a maçã ficasse em órbita, a Lua teria ganho uma companheira, isto é, passariam a existir dois satélites em volta do nosso planeta. Uma minhoca dentro da maçã (as maçãs podres têm minhocas, como toda a gente sabe) seria assim a primeira minhoca astronauta... A Terra teria assim duas luas (de facto, já tem muitas luas artificiais: os satélites de comunicações são uma espécie de maçãs que se lançaram no espaço). Do ponto de vista da mecânica de Newton, a única diferença entre a Lua e a maçã é o raio da respectiva órbita circular e portanto a velocidade de revolução - os corpos em órbita mais perto da Terra andam com maior velocidade e têm um menor período (o período é o tempo que um objecto demora a dar uma volta completa). A Lua não é mais do que uma maçã grande, que está a "cair" sobre a Terra, de uma maneira muito peculiar. Dizemos que cai, porque, se não existis¬se a Terra, a Lua iria em frente, em linha recta (despreza-se para o caso a acção dos outros corpos do sistema solar). Mas cai pouco: cai só 1,5 mm em cada quilómetro percorrido. Podemos também dizer que demora um tempo infinito a cair e que, portanto, nunca chega de todo a cair na Terra. Não há razões para ter medo da queda da Lua. Newton mostrou que a força entre Terra e Lua ou entre maçã e Terra varia na razão inversa do quadrado da distância. Deduziu isso no seu livro "Princípios Matemáticos de Filosofia Natural", publicado há cerca de trezentos anos. É essa expressão matemática que garante a estabilidade da órbita, tanto à maçã como à Lua. Pode mostrar-se que, se a força variasse com o inverso do cubo da distância, a Lua descreveria uma espiral, acabando mesmo por cair sobre a Terra. Mas, antes disso, já teria caído a Terra sobre o Sol. O sistema solar aguenta-se, no seu conjunto, porque a força é inversamente proporcional ao quadrado da distância. Recentemente, tem-se discutido bastante a possibilidade de os corpos em queda não obedecerem exactamente à lei da gravitação universal de Newton. A chamada "quinta força" poderia introduzir pequenas modificações à descrição newtoniana da queda. Voltaram, por isso, a ser realizadas experiências de queda de objectos. Houve quem deixasse cair graves de torres especiais, com cerca de 500 m de altura, não obtendo qualquer evidência para uma gravitação não newtoniana. As antigas ideias de Newton continuam assim a ser modernas.
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April 8 2010, 3:39am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
GASTRONOMIA NOBEL
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Um livro interessante para os amantes da boa cozinha e da boa ciência que vai sair em Maio na World Scientific:THE NOBEL BANQUETSA century of culinary history (1901-2001)by Ulrica Soderlind (Stockholm University, Sweden)Translated from the Swedish by Michael KnightThe Nobel Banquets is not about Alfred Nobel's personal dining habits; it is about his "gift to mankind" — the five original Nobel Prizes and the festivities that are arranged every year to celebrate them.There is hardly any other banquet in the world that is as famous as the Nobel Banquet which many would give a fortune to attend. It is held on December 10 in Stockholm every year. Countless articles and books have been written describing what the guests eat and drink, the table decorations and the serving ceremonies, the placing lists and of course the Nobel laureates themselves.This comprehensive book presents not only all the known facts about the Nobel banquet menus but also many unknown details, both about the Nobel Banquets themselves and about the traditional banquets held at the Royal Court by the King and Queen of Sweden on December 11 in honour of the laureates.The main focus is on the food and drink that have been served annually for more than a century. The gastronomic man is at the centre. The composition and contents of each banquet are listed and analysed. Today, the guiding principle is that the menus should have a touch of Scandinavia. The reader is given interesting insights into the work in the kitchens, the decanting of the wines and the special challenges that the waiters and waitresses face.The Nobel Banquets contains many photographs. It is a goldmine for gourmets and for anyone interested in knowing more about all the effort that goes into these fabulous festivities.Contents: * The Nobel Prizes: Background * Gastronomic Man * A Gastronomic Mix * The Nobel Banquets * The Nobel Menus, 1901-2007 * Good Food — Good Conversation * Appendices
April 8 2010, 3:29am | Comments »
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O caso Galileu: os Factos, os Documentos, a Polémica
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:O caso Galileu: os Factos, os Documentos, a PolémicaHENRIQUE LEITÃOCentro de História das Ciências Universidade de LisboaCurso de Formação22 a 30 de AbrilO Ano Internacional da Astronomia comemorou os 400 anos das primeiras observações astronómicas feitas por Galileu. Estas observações conduziram a descobertas científicas notáveis, já que Galileu teve a oportunidade de observar, pela primeira vez na história da humanidade, as fases de Vénus, os satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as crateras da Lua. Em Março de 1610, poucos meses depois das suas primeiras observações, Galileu publicava "Sidereus Nuncius", onde descreveu algumas das suas descobertas. Tratava-se da primeira obra científica de astronomia baseada em observações astronómicas realizadas com telescópio.No curso "O caso Galileu: os factos, os documentos, a polémica", uma parceria Museu da Ciência e Nova Agora - CFAE que conta com o apoio do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, teremos a oportunidade de conhecer a vida de Galileu Galilei, o seu legado científico e o impacto das suas descobertas na cultura ocidental.OBJECTIVOS1. Familiarização com o contexto histórico-científico da ciência europeia no início do século XVII2. Conhecimento das circunstâncias históricas em torno da vida e obra de Galileu3. Tomada de conhecimento de documentação relativa ao «caso Galileu»4. Participação em discussões em torno da interpretação da documentação estudada5. Melhoria de conhecimentos científicos, astronómicos e de história das ideias relevantes no período da Revolução CientíficaCONTEÚDOS22 de Abril (17H00 - 20H00)Objectivos do Curso. Bibliografia e materiais de apoio. Os Documentos.O «caso Galileu» na cultura ocidental e na actualidade. Historiografia sobre Galileu e as diferentes tendências interpretativas sobre o «caso». Dados preliminares para o enquadramento das sessões: o contexto político-militar europeu; a situação política italiana; o Concílio de Trento, em especial a sessão IV. Biografia de Galileu.24 de Abril (10H00 - 13H00)A filosofia natural aristotélica e a descrição do mundo físico. Aastronomia de Ptolomeu. O livro de Copérnico. O prefácio de Osiander.Instrumentalismo versus realismo nas teorias astronómicas. Reacções às ideias de Copérnico. O modelo de Tycho Brahe. Fase inicial da carreira de Galileu: avanços e recuos na sua adesão ao heliocentrismo.28 de Abril (17H00 - 20H00)As observações telescópicas de Galileu (1609-1611). O Sidereus Nuncius (1610). O cardeal Belarmino e os astrónomos jesuítas (Abr. 1611). Galileu recebido no colégio romano (Mai 1611). Ludovico delle Colombe e o argumento escrituristico (1610/11). A Carta a Castelli (1613). Carta de Belarmino a Foscarini (12 Abr 1615). Os acontecimentos de 1616: relatório da comissão de teólogos; encontro com Bellarmino; injunção especial; édito da Congregação do Índice.29 de Abril (17H00 - 20H00)Análise dos acontecimentos de 1616 e seu impacto. Polémicascientíficas: as manchas solares e os cometas. O Il Saggiatore (1623).O documento G3. A «meravigliosa congiuntura». Os seis encontros com o Papa; a resposta a Ingoli; A "prova" pelas marés. O Diálogo sobre os Máximos Sistemas (1632). O problema das licenças.30 de Abril (17H00 - 20H00)O relatório sobre o Dialogo. O processo contra Galileu. As deposições de Galileu (Abr.-Jun 1633). Negociações e tentativas de resolução. A sentença (22 Jun 1633). A abjuração. Uma reabilitação moderna?AvaliaçãoDURAÇÃO: 15 horas presenciaisCRÉDITOS: 0,6 (Aplicável no caso dos professores, nos termos dos regulamentos do CCPFC).VALOR DE INSCRIÇÃO90 euros | Geral70 euros | Professores55 euros | Professores das escolas associadas do Nova Agora-CFAE e estudantesDESTINATÁRIOS- Professores de todas as áreas disciplinares dos 2.º e 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário- Estudantes- Público em geralINSCRIÇÕES- Professores: on line em http://www.cfagora.net- Estudantes e público em geral: telefone ou e-mail através dos contactos do Museu da CiênciaAs inscrições só serão consideradas válidas após efectuado o respectivo pagamento, no Museu da Ciência ou através do envio de cheque endossado ao Museu da Ciência, até ao final do prazo de inscrição.PRAZO DE INSCRIÇÃO: até 16 de AbrilCRITÉRIO DE SELECÇÃO: ordem de inscriçãoN.º LIMITE DE VAGAS: Professores: 20; Estudantes e público em geral: 15AVALIAÇÃO: A Avaliação quantitativa dos formandos será expressa numa escala de 1 a 10 valores, com base nos seguintes parâmetros e ponderação:- Participação (tendo em atenção a assiduidade, a qualidade das intervenções orais e a capacidade crítica) – 70 %- Trabalho individual final (Pequeno teste final, de resposta desenvolvida, por escrito, a uma pergunta/tema, em1 hora) – 30 %LOCAL E CRONOGRAMAMuseu da Ciência da Universidade de Coimbra22, 29 e 30 de Abril (17H00 - 20H00)24 de Abril (10H00 - 13H00)
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April 7 2010, 1:42pm | Comments »
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Café, livros e ciência: O Mensageiro das Estrelas
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Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:Café, livros e ciênciaSIDEREUS NUNCIUS. O MENSAGEIRO DAS ESTRELAS,de Galileu Galilei (1610)tradução e anotações de Henrique Leitão (Universidade de Lisboa)apresentação por João Fernandes(Coordenador Nacional do Ano Internacional da Astronomia 2009)15 de Abril | 18H00No Museu da Ciência da Universidade de CoimbraEntrada livreDurante o ano de 2009, o Ano Internacional da Astronomia comemorou os 400 anos das primeiras observações astronómicas feitas por Galileu. Estas observações levaram a descobertas científicas notáveis, já que Galileu teve a oportunidade de observar pela primeira vez na história da humanidade as fases de Vénus, os satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as crateras da Lua. Em Março de 1610, poucos meses depois das suas primeiras observações, Galileu publicava "Sidereus Nuncius", onde descreveu algumas das suas descobertas. Tratava-se da primeira obra científica de astronomia baseada em observações astronómicas realizadas com telescópio.400 anos depois da sua publicação, "Sidereus Nuncius. O Mensageiro das Estrelas", com tradução e anotações de Henrique Leitão, é a primeira obra de Galileu Galilei a ser traduzida integralmente em Portugal. Nesta sessão vamos ter a oportunidade de conhecer mais de perto esta grande obra, que é dirigida ao público em geral, tal como o seu original em latim, publicado há quatro séculos.Café, Livros e Ciência é um projecto de comunicação de ciência com o objectivo principal de promover a leitura de livros de ciência junto do público em geral. Este evento acontece num ambiente informal, onde o café acompanha os livros. Trata-se de uma parceria entre o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho e a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro e acontece na primeira quinta-feira de cada mês num périplo por cada instituição parceira. Os eventos contam com uma cobertura multimédia que posteriormente será colocada no sítio internet de cada parceiro, bem como no Ciência Viva TV.
April 6 2010, 5:33am | Comments »









