Informação recebida da Biblioteca Municipal de Oeiras:Dez Luzes num Século IlustradoPombal e a Censura IluministaCom Rui Tavares e moderação de Paula Moura-PinheiroHoje, às 21H30 no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
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Dez Luzes num Século Ilustrado
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November 18 2009, 1:51pm | Comments »
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Comunicação Política na Revolução de Abril
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As Edições MinervaCoimbra, a Directora da Colecção Comunicação História e Memória, o Autor e o Teatro Académico de Gil Vicente convidam para o lançamento do livroA Comunicação Política na Revolução de Abril (1974-1976), de Marco Gomes.A apresentação será feita pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem, no próximo dia 19 de Novembro, pelas 16h00, no Foyer do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.Sobre o autor: Marco Gomes é Mestre em História das Ideologias e Utopias Contemporâneas, bolseiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20). Em 2003 integrou a equipa responsável pela cobertura noticiosa da Coimbra Capital Nacional da Cultura, tendo sido, posteriormente, colaborador dos jornais A Bola e Diário de Coimbra. Dedicou-se ainda à assessoria de imprensa. Actualmente, desenvolve o projecto de doutoramento em Milão, onde analisa, através da imprensa de referência, o impacto da Revolução dos Cravos em Itália (1974-1976). Colabora também com o Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, numa associação de esforços que visa a criação de um acervo sobre a produção de textos italianos, periódicos, de carácter jornalístico ou cientifico.Sobre o livro, escreveu António Reis no Prefácio: "... A comunicação política é aqui encarada num sentido amplo, abrangendo um leque variado de formas e actores, que extravasa em muito as mensagens dos órgãos de comunicação social, os que até agora mais interesse despertaram entre os estudiosos. Sem deixar de lhes conceder aos jornais, rádio e televisão a atenção necessária, Marco Gomes debruça-se também, no que é o carácter mais inovador do seu trabalho, sobre as mensagens políticas da propaganda partidária, os cartazes, os slogans, as caricaturas, as fotomontagens, a banda desenhada, a pintura mural, o canto de intervenção e a mais variada iconografia da Revolução, desde os emblemas e postais até à estatuária e à medalhística..."Trata-se do primeiro livro da Colecção Comunicação História e Memória, com direcção de Isabel Nobre Vargues. Nas duas vertentes, História e Memória, nesta colecção serão publicados estudos de vária natureza e de investigadores de diversas gerações e formações, sob a forma de ensaio, diário, perfil ou biografia, estudo de associação e de empresa, tese, acta e outras obras, em reedição, pois algumas já não se encontram facilmente disponíveis apesar de serem verdadeiros tesouros para a investigação histórica.
November 18 2009, 8:28am | Comments »
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EXPOSIÇÃO SOBRE CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS
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Excerto do texto da Prof.ª Maria Manuela Delille do Catálogo da Exposição sobre Carolina Michaëlis de Vasconcelos (edição da Imprensa da Universidade), que está patente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra: "Integra-se a presente exposição no Projecto em curso, de carácter interdisciplinar, Carolina Michaëlis (1851-1925) – Joaquim de Vasconcelos (1849-1936): Um Encontro de Culturas e de Saberes, o qual envolve diversas entidades de Coimbra e do Porto empenhadas em prestar homenagem a um casal que se distinguiu no meio científico, cultural e artístico do seu tempo e cuja memória se torna necessário reavivar.Coube à Universidade de Coimbra, designadamente à Faculdade de Letras e à Biblioteca Geral, a organização da exposição bibliográfica e documental sobre a vida e a obra daquela que foi a primeira Professora, a todos os títulos insigne, da nossa Escola, onde leccionou desde Janeiro de 1912, isto é, desde o primeiro ano de funcionamento da então recém-criada Faculdade de Letras, até Fevereiro de 1925, ano em que vem a falecer. No catálogo hoje dado a público, apenas se insere um roteiro com os principais dados biobibliográficos de Carolina Michaëlis de Vasconcelos e uma descrição das espécies bibliográficas e documentais seleccionadas para figurar nas vitrines, incluindo uma pequena amostra da correspondência, tendo sido naturalmente dada prioridade, na selecção efectuada, às obras, artigos de revistas e cartas existentes nas bibliotecas da Faculdade de Letras e na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.Não obstante a sua reduzida dimensão, julgo que o catálogo será suficiente para guiar o visitante através dos três grandes períodos em que se dividiu a vida e a obra de Carolina Michaëlis – anos de Berlim (1851-1876), anos do Porto (1876-1911), anos de Coimbra e do Porto (1912-1925) –, e para lhe permitir levar consigo uma memória concreta, se bem que breve e parcial, desta exposição. Todo o restante material bibliográfico e iconográfico exposto – quer nos painéis que complementam a mostra bibliográfica e documental contida nas vitrines, quer no espaço vestibular –, bem como aquele que se integrou nos apontamentos multimédia, virá a ser incluído num catálogo de maior dimensão que se tenciona publicar, igualmente na Imprensa da Universidade, no final do próximo ano."
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November 17 2009, 8:06pm | Comments »
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Os Jesuítas e Portugal (História e Cripto-História)
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Informação recebida ad Universidade de Coimbra (na imagem, foto antiga do Colégio de Jesus, em Coimbra):1759-2009 - Os Jesuítas e Portugal (História e Cripto-História)O Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em organização conjunta com o Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto – CEAUCP – promove, a 17 de Novembro de 2009, a realização do Colóquio Internacional “1759-2009. Os Jesuítas e Portugal (História e Cripto-História)”.Decorridos 250 anos após a expulsão dos Jesuítas de Portugal, o debate em torno de um processo complexo e de contornos historiográficos nem sempre coincidentes continua a justificar a ambição de compreensão do peculiar percurso da milícia de Santo Inácio. De uma projecção ímpar lançada no século XVI até ao declínio da chama de fé, religiosidade e ciência que incendiou os vários continentes até ao século XVIII, os Jesuítas mantêm intacta uma aura que alimenta ainda todas as sondagens lançadas sobre um imaginário de poder, arrojo estético, dinamismo e derrota política.O Colóquio, com a presença de reputados especialistas nesta área temática, incidirá sobre o papel fundamental dos Jesuítas no contexto da capacidade de pressão política, da educação ou do desenvolvimento científico. Paralelamente, discutir-se-á a natureza específica das artes plásticas de matriz inaciana, no país ou nos territórios de dominação portuguesa. Em suma, e em resultado das consequências da expulsão, seguir-se-á o rasto dos vencidos até ao território italiano onde a projecção de um saber jesuítico se prolonga para além de 1759. Tal como acontece em Portugal, onde ainda hoje sobrevive a marca de uma identidade forte e determinante nas práticas de preservação patrimonial.
November 15 2009, 4:47am | Comments »
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A IRA DE DEUS
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Há coincidências, ao contrário do que diz um título de um livro. Quase ao mesmo tempo surgiram nas livrarias portuguesas dois livros com um título muito parecido, apesar de versarem assuntos muito diferentes sob formas muitas diferentes. Um é o ensaio histórico “A Ira de Deus”, do historiador inglês Edward Paice, subintitulado esclarecedoramente “O grande terramoto de Lisboa de 1755” (Casa das Letras). O outro é o romance “Fúria Divina”, do jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos (Gradiva), que versa a possibilidade de uma arma atómica cair em mãos de extremistas árabes.Analisemos o primeiro. O título é bem justificado pois o terramoto que assolou no Lisboa fez há poucos dias 254 anos foi na época interpretado como uma manifestação de uma zanga de Deus com os homens. Os homens teriam pecado muito para que os tectos das igrejas caíssem sobre os fiéis quando eles celebravam o Dia-de-Todos-os-Santos. O acontecimento abalou não apenas os edifícios da capital portuguesa, mas também os maiores espíritos da época: Voltaire, Rousseau, Kant e Goethe – todos eles grandes nomes do Iluminismo europeu – não ficaram indiferentes ao extraordinário desastre de Lisboa, tendo sobre ele tecido lucubrações filosófico-morais ou mesmo científicas. É bem conhecida sobretudo a polémica entre Voltaire, o autor do “Poema sobre o desastre de Lisboa” (publicado no próprio ano do terramoto) e do “Cândido ou o Optimismo” (saído só três anos depois), e Jean-Jacques Rousseau, que assumiu as posições optimistas de Gottfried Leibniz e Alexander Pope sobre a “vida no melhor dos mundos” que o filósofo francês tinha atacado. Voltaire não punha em causa a existência de Deus, mas punha em causa a bondade de Deus, pois “nem tudo estava ordenado de forma a favorecer a nossa felicidade presente”. Ao que Rousseau retorquiu dizendo se Deus “não tinha feito melhor era porque Ele não podia fazer melhor” e que a culpa do mal era, em larga medida, do homem, pois “a maior parte dos nossos males físicos é ainda o nosso próprio trabalho”. Um sumário desta tão interessante discussão sobre a teodiceia é apresentada por Edward Paice no Cap. 18, “Jejum e Filosofia”.Mas antes o autor conta-nos o terramoto, depois de ter entrado no livro apresentando a entrada de um barco no rio Tejo em Lisboa (Cap. 1, “Quem nunca viu Lisboa não viu coisa boa”), e de ter apresentado o rei que reinou em Lisboa na primeira metade do século XVIII, D. João V, para uns o Magnânimo e para outros o Freirático (Cap. 2, “Na corte do rei D. João”). A impressão que Paice transmite sobre o século XVIII português é a mesma que os viajantes ou residentes estrangeiros deixaram, até porque o autor se baseou em larga medida nas fontes britânicas (e irlandesas), nomeadamente as dos comerciantes dessa nacionalidade que aqui se encontravam na época, dada a existência de alguma protecção ao seu comércio em troca da protecção oferecida nos mares pela Royal Navy. Portugal era, para os estrangeiros que nos demandavam e que aqui se estabeleciam, um sítio algo distante e exótico. Apesar da riqueza que D. João V tão exuberantemente ostentava (em grande parte proveniente do Brasil) era, sob vários pontos de vista incluindo o cultural, um país atrasado relativamente aos países da Europa Central e do Norte. Segundo viajante Arthur Costigan, citado por Pairce, era como se “Igreja e estado concordassem ambos em manter a nação naquele estado de escravatura, ignorância e pobreza do qual dependia a sua própria conservação e segurança.” Dada a familiaridade da língua, é natural que o autor descreva o terramoto (começa a fazê-lo no Cap. 5, “O Dia-de-Todos-os-Santos”) do ponto de vista britânico. Mas podia talvez ter ido mais longe... A narrativa, bem urdida, acompanha de uma forma quase cinematográfica o que aconteceu aos principais cronistas britânicos do desastre de Lisboa. Pode ser um relato fiel, mas é decerto uma visão parcial. Ao fim e ao cabo, os diplomatas e comerciantes que aparecem em discurso directo estavam relativamente bem instalados na capital surpreeendida pelo sismo e não pode deixar de ser uma visão particular aquela que eles nos deixaram. O autor diz, em sua defesa, que os portugueses quase não deixaram documentos relevantes sobre o terramoto, numa crítica ao nosso subdesenvolvimento da época. Cita mesmo uma fonte portuguesa recente segundo a qual, com muito poucas excepções, os relatos portugueses da catástrofe são “uma série de documentos sem valor”.O historiador procura fazer uma descrição científica do terramoto a partir das fontes históricas, designadamente as suas características físicas (o tsunami, as réplicas, os registos fora de Portugal, mesmo muito longe), a extensão dos prejuízos, incluindo o número (que tem sido muito discutido) de vítimas mortais. No Cap. 9, “Teletsunami”, encontra-se esta descrição quantitativa assaz impressionante: “A força do tsunami era tão grande quando alcançou a foz do Tejo que pedregulhos com cerca de 25 toneladas foram arremessados mais de 27 metros terra dentro. Num dado local, uma rocha de 200 toneladas foi deslocada.” De facto, foi a partir do terramoto de Lisboa que se iniciaram os estudos científicos de geofísica, pelo que já alguém disse, com alguma ironia, que a maior contribuição portuguesa para a ciência mundial tinha sido dado de “forma involuntária”... A mim acontece-me amiúde, quando sou apresentado a cientistas estrangeiros, que eles refiram o grande terramoto de Lisboa. Foi um abalo que deixou enormes marcas não só na filosofia e na teologia como na ciência e na tecnologia.Falar do terramoto e não falar do marquês de Pombal seria impossível. De modo que Pairce dá-nos um retrato do marquês, como o homem inteligente que ganha o poder com a sua acção na catástrofe, em contraste com um rei medroso, que passou a viver depois do sismo numa tenda na zona da Ajuda. No Cap. 19, “Execuções”, relata, como não podia deixar de ser, o assassinato dos Távoras às ordens do Marquês, que impressionou muitos espíritos europeus pelos requintes de barbarismo. Pela minha parte, confesso que é sempre com desconforto que passo pelo sítio, em Belém, onde esteve instalado o cadafalso. Conforme afirmou um jornalista inglês da época, o país passou a ficar “nas mãos de aço de um anjo destruidor, espalhando vingança por todo o país”.Em resumo, um livro bem escrito sobre um acontecimento que fez e continua a fazer correr muita tinta. O historiador documentou-se bem e escreve bem, procurando captar a atenção do leitor: por exemplo, refere que no dia do terramoto estava prevista a representação, na novíssima Ópera do Tejo, de “A Destruição de Tróia”. Este livro, embora demasiado centrado sobre os relatos britânicos, é um contributo valioso para a divulgação histórica de um facto da história mundial. Soma-se a outros, alguns bem recentes, relacionados com a passagem dos 250 anos do desastre, como “The Last Day. Wrath, Ruin and Reason in the great Lisboin Earthquake of 1755”, do jornalista Nicholas Shrady (Penguin Books, 2008), que eu saiba ainda não traduzido entre nós mas que, como o aqui recenseado, o merecia ser.Legenda da figura:Gravura alemã do séc. XVIII da Augsburgische Sammlung, no Museu da Cidade, em Lisboa: “Autêntica representação do cruel terramoto que atingiu a real capital e cidade da residência real de Lisboa em Portugal, quase totalmente devastada e transformada num monte de pedras”.
November 9 2009, 5:52am | Comments »
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Alegações do cardeal Diabo
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Informação recebida da editora Antígona:O Santo Condestável, Alegações do Cardeal DiaboTomás da FonsecaPrefácio de João MacdonaldEste texto reproduz uma conferência de Tomás da Fonseca, proferida na Universidade Livre de Coimbra, em 1932.Decorridos 77 anos sobre a publicação de O Santo Condestável – Alegações do Cardeal Diabo, a orquestra reorganizou-se para a celebração da canonização de Nuno Álvares Pereira, que a Igreja e os seus cúmplices levaram a cabo neste ano de 2009.Seria, portanto, indelicadeza da Antígona não se associar aos festejos desta nova forma de consubstanciação; por isso, considerámos oportuna a reedição deste livro.José Tomás da Fonseca nasceu no dia 10 de Março de 1877. Foi um homem de impressionante produção literária, tendo publicado ao longo da vida cerca de quarenta títulos. Colocou-se permanentemente na linha da frente do arriscado confronto político.À venda nas livrarias a partir de 23 de Outubro.112 pp | pvp €13,00 | ISBN 978-972-608-206-4
October 18 2009, 4:36am | Comments »
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SÍMBOLOS PERDIDOS EM LISBOA?
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Minha crónica no "Sol" de hoje:O recente romance O Símbolo Perdido, do escritor norte-americano Dan Brown é, tal como os seus antecessores Anjos e Demónios e O Código Da Vinci, evidentemente, uma obra de ficção. Desta vez a instituição visada no enredo não é a Igreja Católica, mas a Maçonaria, a associação fundada em Londres em 1717 e que se desenvolveu ao longo do século das luzes. Brown localiza a sua acção na capital norte-americana, Washington D.C., uma cidade fundada precisamente nesse século. Com efeito, foi em 1791 que o presidente George Washington, provavelmente um maçon, encarregou o arquitecto francês Pierre Charles L'Enfant, que não era maçon, de desenhar o projecto da nova cidade, o que este fez, embora pouco depois viesse a abandonar a obra, incompatibilizado com os mandantes. Brown, no seu livro, vê mistérios da arquitectura da cidade que alberga a Casa Branca e o Capitólio. Embora seja possível encontrar alguns elementos maçónicos na urbe, como de resto em muitas outras, é pouco crível que o traço de Washington contenha mensagens secretas, como é dito ou insinuado no “best-seller” instantâneo.Em Lisboa também não são difíceis de encontrar “símbolos perdidos”, isto é, sinais, maiores ou menores, com significado maçónico. Tal resulta do facto de, no século XVIII, terem começado a surgir na capital portuguesa lojas maçónicas ligadas a Inglaterra. O Marquês de Pombal, que alguns dizem ter sido iniciado em Londres, tolerou a maçonaria O nosso Iluminismo foi aliás protagonizado por algumas figuras maçónicas como, por exemplo, só para referir cientistas, o Abade Correia da Serra, Ribeiro Sanches, Domingos Vandelli e Avelar Brotero. Um dos arquitectos da reconstrução de Lisboa após o terramoto, o húngaro Carlos Mardel, era também maçon. A primeira loja mesmo portuguesa, o Grande Oriente Lusitano, só foi criada em 1802, sendo seu primeiro grão-mestre um neto do Marquês. Mas, para desgosto de algumas mentes mais fantasiosas, é muito pouco crível, tal como no caso de Washington, que Lisboa esconda segredos cósmicos...
October 16 2009, 4:03am | Comments »
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Memórias das minhas aulas de História – 2
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Dado que gerou alguma controvérsia a referência que Rui Baptista fez aqui ao seu antigo professor de História no liceu Passos Manuel, José Hermano Saraiva, recebemos do nosso habitual colaborador um acrescento: “Este mundo é duro: haverá sempre inquisidores e fogueiras” (António José Saraiva, 1963).Embora correndo o risco de a deslustrar com a opacidade do verbo desta minha breve introdução, entendo que o meu post anterior, “Memórias das minhas aulas de História” (12 de Outubro de 2009), deve ser complementado com uma carta que recebi do Prof. José Hermano Saraiva a 29 de Setembro de 2005. Uma carta decerto merecedora de divulgação pela sua inegável qualidade literária e pela penetrante ironia de fino aço de Toledo que por ela perpassa.Sem delongas, transcrevo-a como o fiz, depois de devidamente autorizado, na altura em que se desenrolaram os acontecimentos que motivaram o meu post anterior:“Recebi a sua carta com o recorte do 'Diário de Coimbra'.Agradeço-lhe muito as suas palavras amigas que usa a meu respeito. Não sabia do artigo em causa, mas não me surpreende. Conheço a pessoa e sei que não fez aquilo por mal. É apenas incapaz de fazer melhor Fiquei particularmente enternecido com a recordação dos tempos da minha juventude em que com tanto entusiasmo tentava iniciar os meus jovens amigos na inteligência da História.Quero ainda dizer-lhe que concordo inteiramente com o seu ‘P.S.’[1]. Como advogado defendi muitas dezenas de presos políticos no Tribunal Plenário de Lisboa. A discordância vi-a na frase ‘não haver machado que corte a raiz ao pensamento’. Infelizmente há. As fogueiras da Inquisição ainda hoje fazem sentir o seu efeito exterminador, e a prova é que em 1974 as cinzas reacenderam-se e provocaram um novo ‘auto de fé’. Passados 30 anos ainda há quem ache isso bem.Não julgue que estou com isto a censurar os pontos de vista do meu colega e autor da carta. Desde os astrónomos gregos, sabemos que o mundo é redondo e o círculo tem 360 graus. Os meus antípodas têm tanto direito de pensar como eu”.(in Rui Baptista, “O Leito de Procusta – Crónicas sobre o Sistema Educativo”, Lisboa, 2005, p. 103).Aqui chegado, declaro, por meu turno, como escreveu Jacques Leclerc, que “não foi meu propósito favorecer quem quer que fosse , mas sim, e unicamente, expor as coisas que aconteceram” . NOTA:[1] Dizia o meu P.S.: “Para evitar especulações de deturpação de intenções, desde já declaro que abomino qualquer tipo de prisões por motivos políticos que atentem contra a vida de pessoas inocentes ou de mordaça de regimes totalitários à liberdade de expressão, que acaba por não vingar porque, no dizer poético de Carlos de Oliveira, ‘não há machado que corte a raiz ao pensamento’ ”.Rui Baptista
October 14 2009, 6:41pm | Comments »
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"O INSTITUTO" EM LINHA
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Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:Edição digital da histórica revista O Instituto é apresentada na próxima segunda-feiraA Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra apresenta, na próxima segunda-feira, dia 19 de Outubro, pelas 15 horas, na Biblioteca Joanina, a edição digital de O Instituto: Revista Científica e Literária. Esta revista, publicada pelo Instituto de Coimbra, entre 1852 e 1981, num total de 141 volumes, encontra-se agora integralmente digitalizada e “on line”, com mais de 76 mil páginas disponíveis, muito em breve, em http://bdigital.bg.uc.pt .Nesta sessão, presidida pelo Director da Biblioteca Geral, Prof. Doutor Carlos Fiolhais, e que contará com a presença do vice-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Prof. Doutor Francisco Sepúlveda Teixeira, será ainda apresentada uma ferramenta inovadora de pesquisa em texto integral, que faculta o acesso à informação por autor, título e palavra significativa. Para além disso, esta nova ferramenta permite o download dos artigos.A edição digital de O Instituto: Revista Científica e Literária é fruto do Projecto “Instituto de Coimbra”, desenvolvido pela Biblioteca Geral, desde Julho de 2008, e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Entre os objectivos deste projecto, salientam-se ainda a catalogação da biblioteca e do acervo arquivístico, bem como a investigação sobre a história desta antiga academia científica e literária.O Instituto de Coimbra, fundado em 1852, foi uma das mais prestigiadas academias nacionais, tendo desenvolvido acção nas áreas das Ciências Físico-Matemáticas, Sociais e Humanas, assim como da Literatura. O Instituto obteve financiamento régio por portaria de 1853, como contrapartida da publicação nas páginas da revista das decisões do Conselho Superior de Instrução Pública, pelo que os interessados na história da educação entre nós passam agora a ter uma nova fonte facilmente acessível.Entre as actividades do Instituto de Coimbra, devem salientar-se as escavações das Ruínas de Conímbriga, que permitiram reunir valiosas colecções de arte e de arqueologia que integram hoje o acervo do Museu Nacional Machado de Castro.Entre as personalidades nacionais e estrangeiras que pertenceram ao Instituto destacam-se Alexandre Herculano, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Ricardo Jorge, Joaquim de Carvalho, Egas Moniz, Eugénio de Castro, Sousa Viterbo, Miguel de Unamuno, Alfred Baudrillart, D. Carlos I, Raymond Poincaré, Anselmo Ferraz de Carvalho e Luís de Albuquerque.A biblioteca do Instituto de Coimbra compõe-se de publicações periódicas e monográficas, resultando um número significativo de revistas da permuta que esta academia estabeleceu com outras academias congéneres nacionais e estrangeiras. Entre estes títulos, encontramos o Boletin de la Real Academia de la Historia, Brotéria, Bulletin of the New York Public Library, Revue des Deux Mondes, Seara Nova e Smithsonian Year. Por outro lado, o acervo arquivístico integra um conjunto de documentos que retratam a vida e a acção da instituição e das personalidades que a dirigiram ao longo de mais de um século. Entre esta documentação, destacam-se os manuscritos das Memórias de Castilho, relativos a António Feliciano de Castilho.A equipa responsável pelo Projecto Instituto de Coimbra, dirigida pelo Director da Biblioteca, é coordenada tecnicamente pelo Doutor Jorge Pais de Sousa, bibliotecário do Serviço Integrado de Bibliotecas da Universidade, e conta com a colaboração de Licínia Ferreira, Cláudia Filipe e Joaquim Veríssimo, todos eles bolseiros da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
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October 14 2009, 8:28am | Comments »
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AGORA, O FILME SOBRE HIPÁTIA
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Movie: "Agora" (2009)Director: Alejandro AmenabarScreenwriter: Mateo Gil, Alejandro Amenabar.Starring: Rachel Weisz, Max Minghella, Oscar Isaac, Ashraf Barhom, Michael Lonsdale, Rupert Evans, Homayoun Ershadi.Plot Summary: 4th century A.D. Egypt under the Roman Empire... Violent religious upheavel in the streets of Alexandria spills over into the city's famous Library. Trapped inside its walls, the brilliant astronomer Hypatia and her disciples fight to save the wisdom of the Ancient World... Among them, the two men competing for her heart: The witty, priviliged Orestes and Davus, Hypatia's young slave, who is torn between his secret love for her and the freedom he knows can be his if he chooses to join the unstoppable surge of the Christians.
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October 11 2009, 7:45pm | Comments »






