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A História da Crise
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January 30 2011, 10:16am | Comments »
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O Inferno e o Céu
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Um homem, o seu cavalo e o seu cão iam por um caminho. Quando passavam perto de uma árvore enorme, caiu um raio e os três morreram fulminados.Mas o homem não se deu conta de que já tinha abandonado este mundo, e prosseguiu o seu caminho com os seus dois animais (às vezes os mortos andam um certo tempo antes de tomarem consciência da sua nova condição…)O caminho era muito comprido e, colina acima, o Sol estava muito intenso; eles estavam suados e sedentos.Numa curva do caminho viram um magnífico portal de mármore, que conduzia a uma praça pavimentada com portais de ouro.O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada e travou com ele, o seguinte diálogo:- Bons dias.- Bons dias – Respondeu o guardião.- Como se chama este lugar tão lindo?- Aqui é o céu.- Que bom termos chegado ao Céu, porque estamos sedentos!- Você pode entrar e beber quanta água queira. E o guardião apontou a fonte.- Mas o meu cavalo e o meu cão também têm sede...- Sinto muito – disse o guardião – mas aqui não é permitida a entrada de animais.O homem levantou-se com grande desgosto, visto que tinha muitíssima sede, mas não pensava em beber sozinho.Agradeceu ao guardião e seguiu adiante.Depois de caminhar um bom pedaço de tempo encosta acima, já exaustos os três, chegaram a um outro sítio, cuja entrada estava assinalada por uma porta velha que dava para um caminho de terra ladeado por árvores...À sombra de uma das árvores estava deitado um homem, com a cabeça tapada por um chapéu. Dormia, provavelmente.- Bons dias – disse o caminhante.O homem respondeu com um aceno.- Temos muita sede, o meu cavalo, o meu cão e- Há uma fonte no meio daquelas rochas – disse o homem apontando o lugar.- Podeis beber toda a água que quiserdes.O homem, o cavalo e o cão foram até à fonte e mataram a sua sede.O caminhante voltou atrás, para agradecer- Podeis voltar sempre que quiserdes – respondeu este.- A propósito, como se chama este lugar? – perguntou o caminhante.- O Céu? Mas, o guardião do portão de mármore disse-me que ali é que era o Céu!- Ali não é o Céu, é o inferno – contradisse o guardião.O caminhante ficou perplexo.- Deverias proibir que utilizem o vosso nome .Essa informação falsa deve provocar grandes confusões! – advertiu o caminhante.- De modo nenhum! – respondeu o guardião – na realidade, fazem-nos umgrande favor, porque ficam ali todos os que são capazes de abandonar osseus melhores amigos…Jamais abandones os teus verdadeiros Amigos, ainda que isso te traga inconvenientes pessoais.Se eles se vêem a dar o seu amor e companhia, ficas em dívida para com eles:“Nunca os abandones”.Fazer um Amigo é uma Graça.Ter um Amigo é um Dom.Conservar um Amigo é uma Virtude.Ser teu Amigo!É uma Honra.Paulo Coelho
January 20 2011, 3:25pm | Comments »
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Histórias para agir I
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A pedra no caminhoView more presentations from matiasalves.
January 15 2011, 11:28am | Comments »
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Histórias pedagógicas - O GRANDE SONHO DO ESQUILO
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- Aspectos pedagógicos: O objectivo do conto é que as crianças captem o facto de todos os seres terem coisas de que gostam e outras que invejam aos outros. Quer dizer, devemos estar contentes pelo que somos, fazemos ou temos. Este conto permite iniciar os alunos na auto-imagem positiva e levá-los a reconhecer as vantagens e desvantagens de qualquer situação.- Desenvolvimento do conto:«Era uma vez um velho bosque cheio de árvores grandes e pequenas onde vivia uma família de esquilos. O pequeno esquilo era o mais pequenito de seis irmãos. Naquela tarde, de tanto nevar, estava tudo como um grande pastel de nata muito branco. O pequeno esquilo não sentia frio porque estava muito bem aconchegado no ninho junto a seus pais e irmãos. Sonhava. E no bosque continuava a nevar. E o pequeno esquilo continuava a dormir quentinho.Às tantas, começou a sonhar que era um cavalo. Sorriu feliz, porque conseguia trotar mais depressa que o vento, dando música ao bosque com os seus cascos: cataclic, cataclic, tão suave que todos os animais do bosque ficavam de boca aberta. Saltava todos os obstáculos e tinha uma crina larga e muito bonita. Oh!, mas um cavalo também tem que levar gente montada e isso deve ser muito cansativo ou arrastar carros carregados ...E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começa a sonhar que era uma tartaruga. Oh!, se fosse tartaruga dormia todo o Inverno e no Verão caminharia devagar sem se cansar, comeria coisas suaves: alfaces, tomates, morangos ... E se algum dia tivesse medo de alguma coisa podia esconder-se rapidamente dentro da carapaça dura e forte. Ninguém poderia fazer-lhe mal. Oh, mas não poderia saltar, nem correr, nem brincar, nem fazer piruetas ...E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começa a sonhar que era uma truta. Se fosse uma truta estaria todo o dia fresquinha, nadando na água: cnip, cnap, cnip, cnap ... Dormiria em cima das algas, faria grandes viagens pelo rio e chegaria até ao mar, ouviria a música das ondas e nenhum caçador lhe apontaria uma arma Oh!, se fosse uma truta nunca sentiria o calor do Sol e teria que fugir dos pescadores para não ser caça.E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começa a sonhar que era uma aranha. Se fosse uma aranha não teria medo, nem dos caçadores nem dos pescadores. Estaria todo o dia a tecer. Faria bonitas teias de aranha que seriam redes para caçar as desgraçadas moscas. E quando chovesse, as gotas de água fariam lindos colares ao cair da teia. Teria um ninho, viveria numa árvore e passsaria o tempo a balouçar-se. Oh!, mas não teria amigas, comeria sempre moscas e ficaria triste sempre que me rompessem a teia.E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois começou a sonhar que era um faisão.Oh!, que maravilha. Voaria por cima das árvores e muito alto, junto das nuvens. Comeria todo o tipo de grãos e de sementes. Saberia cantar e avisaria todos os habitantes do bosque quando os caçadores se aproximassem. Oh!, mas os caçadores apanhavam-me com os seus cães, depois comiam-me e enfeitavam os seus chapéus com as minhas penas.E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começou a sonhar que era um menino. Podia correr, saltar, dançar, cantar, nadar. Não teria medo dos homens nem dos animais. Não teria frio porque vestiria bonitas roupas feitas pela avó. Oh, mas não poderia estar todo o dia no bosque, porque teria que aprender coisas, não poderia saltar nem correr sempre. Não teria cauda ..Então, o pequeno esquilo acordou e disse:- Sou um esquilo.Tenho uma cabeça pequena, umas orelhas direitas, uns olhos vivos, umas patitas muito fortes. O meu pelo é muito bonito e a minha cauda é muito suave. Tenho todo o Inverno para dormir e um grande bosque para brincar e muitos pinhões para comer. Estou muito contente por ser um esquilo.»- Orientação didáctica:Com os mais pequenos basta explicar o conto. Utilizando as marionetas de pau (simples cartolinas recortadas depois de desenhados e pintados os animais). Terminado o conto, deve ajudar-se as crianças a estarem contentes com tudo o que têm: mãos para moldar plasticina, pernas para saltar, corpo para brincar. etcCom os mais crescidos, o conto pode ser explicado, preparando-o com sombras chinesas e. uma vez finalizada a exposição, estabelecer um diálogo levando-os a entender que não temos, todos, as mesmas coisas ou as mesmas facilidades e que devemos estar contentes com o que somos. Devem ser sugeridos outros animais, para que as crianças vejam outras habilidades ou qualidades que gostaríamos ou não de possuir. Cada aluno ou cada grupo da turma poderá escolher um animal como seu mascote. Poderiam os próprios alunos construir o referido mascote ..inGomez, Mª, Mir, V., Serrats, Mª (2003). Como criar uma boa relação pedagógica. Porto:ASA
January 8 2011, 5:03pm | Comments »
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Tudo é Para Seu Bem
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Com algum atraso, a crónica de Miguel Santos Guerra:(...)Ante lo bueno y malo que nos pasó y ante lo malo y lo bueno que vendrá se puede mantener una actitud positiva o una actitud negativa. ¿De qué depende? No tanto de la proporción de cosas buenas o malas, cuanto de la actitud que tenemos ante ellas. Porque experiencia no es lo que pasa sino lo que nos pasa. Y lo que nos pasa depende más de nosotros que de los acontecimientos externos.Permitidme despedir al 2010 y recibir al 2011 con una historia aleccionadora, como todas las historias. Tiene que ver con esto que estoy diciendo de la actitud.Un rey tiene noticias de que en un lugar apartado del reino vive un sabio que siempre interpreta la realidad desde una perspectiva optimista. Todos los acontecimientos pasan para él por un filtro de análisis que se resume en una sentencia: Todo es para bien. Desea conocer al sabio y lo cita en el palacio. El sabio acude a la cita del monarca. Después de una larga entrevista, el rey, entusiasmado con su filosofía, decide contratar sus servicios. El nuevo asesor se convierte casi de inmediato en el predilecto, concitando las envidias de sus compañeros.Un buen día sufre el rey una terrible caída por las escaleras imperiales. Se fractura un brazo que, inmediatamente, los doctores colocan en cabestrillo. Los asesores del rey piensan que, cuando el rey se encuentre con su sabio favorito y le cuente lo sucedido, el rey montará en cólera, indignado por el inevitable diagnóstico de que todo es para bien. Así sucede. Cuando el sabio se encuentra con el rey y ve el llamativo vendaje, le pregunta:- ¿Qué ha pasado, Majestad?- Me he caído, me he fracturado el brazo y tengo unos dolores insoportables.- Majestad, esté tranquilo, todo es para bien.El rey, irritado por los dolores y por una contestación que le parece estúpida y sádica, enfurece y ordena que inmediatamente el sabio sea encerrado en las mazmorras del palacio. Desesperado por el dolor, incapaz de ocuparse en nada, sale de palacio a caballo sin rumbo fijo. Cabalga durante mucho tiempo y, de pronto, se da cuenta de que se ha perdido. No encuentra a nadie a su paso para pedir información. Sigue cabalgando acuciado por los dolores y tratando de buscar el camino de palacio. En vano. Está completamente perdido. De pronto, es capturado por una tribu de antropófagos que decide matarlo y comerlo. Se dispone la ceremonia. En pleno ritual, el hechicero de la tribu llama la atención del jefe y de todos los asistentes.- Alto. No podemos seguir. El rehén tiene un brazo malo. Mirad esos vendajes. Si lo comemos podemos enfermar y morir. Hay que liberarlo inmediatamente y rogarle que se aleje de forma rápida.El rey pregunta por el emplazamiento del palacio. Y de inmediato parte buscando el camino. Mientras cabalga piensa que su asesor tenía razón. Gracias a que tenía el brazo roto, ha podido salvar la vida. Cuando llega a palacio, lo primero que hace es acudir a las mazmorras y ordenar la liberación del sabio. Cuando lo tiene en su presencia, le cuanta lo sucedido. Y concluye.- Tenías razón, una vez más. Ha sido para bien. Si no hubiera tenido el brazo roto me habrían matado y comido. Pero tienes que perdonarme, porque tú has estado encarcelado. Para ti no ha sido para bien.- No Majestad, contesta el sabio. También para mí ha sido para bien. Porque si no hubiera estado en la cárcel, hubiera salido de paseo, como de costumbre, con su Majestad, Nos hubiéramos perdido, nos habrían capturado los antropófagos y, como yo estoy sano, me hubieran comido, aunque su Majestad se hubiera librado.Ya sé que es casi insultante decir que algunas cosas que nos han pasado o que nos pasan se han producido para nuestro bien. La muerte de un familiar, la pérdida del empleo en plena crisis, una ruptura amorosa, la ruina económica, un diagnóstico fatal… ¿Cómo decir que todo ello tiene que ver con nuestro bien? No, no soy estúpido, Esas son desgracias. Pero, ante las desgracias, se puede reaccionar de forma diferente. Se puede uno hundir o puede fortalecerse. Ante el dolor puede alguien aniquilarse y otra persona puede crecer.Nunca desearé que haya corrupción, asesinatos, violaciones, pobreza, opresión… Nunca pediré que ocurran o que me ocurran desgracias. Pero cuando llegan no quiero resignarme, no quiero bajar los brazos, no quiero hundirme. Quiero reaccionar positivamente. Quiero luchar y recuperarme. Quiero buscar esa parte de estímulo que tiene la lucha y la fe en el ser humano. Quiero apoyarme en ese dolor para pensar que debo salir del atolladero. Para hacer lo posible por ser feliz, que es el mandato de la inteligencia.Será inevitable padecer desgracias, fracasos, errores y calamidades en el nuevo año. Pero ante ellas, podemos venirnos abajo o tratar de reaccionar con valentía. Hay un arte en la vida que permite convertir dos signos menos en un signo más. Feliz Nochevieja. Feliz Año Nuevo.Fonte
January 8 2011, 3:49am | Comments »
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Contos para desenvolver a Relação Pedagógica - O Pais sem Ponta
http://terrear.blogspot.com/2011/01/contos-para-desenvolver-relacao_02.html
Aspectos pedagógicos: com este jogo pretende-se perseguir os objectivos seguintes:- observar a necessidade de boas normas;- saber encontrar a maneira de cumprir as normas;- compreender que uma boa convivência exige o cumprimento de normas e que o seu não cumprimento merece sanção.- Material: nenhum em especial, no entanto, as cenas podem ser preparadas à base de desenhos para apoio da narrração. Ou simplesmente dois fantoches: um homem e um guarda urbano.- Desenvolvimento do conto:«João Corremundo era um viajante. Um dia, quando viajava, chegou a uma população em que as esquinas das casas eram rombudas e os telhados das mesmas não acabavam em ponta mas numa espécie de corcunda suave e divertida. Andando pela rua, reparou na existência de um canteiro de rosas. Então, João teve vontade de colher uma para colocar na lapela do seu casaco. Enquanto colhia a rosa, estava com muito cuidado para se não picar nos espinhos Porém, logo reparou que os espinhos não tinham ponta, não picavam, pois pareciam de borracha e faziam cócegas nas mãos.Estava tão entusiasmado com a descoberta que nem deu pela presença de um guarda municipal que lhe sorria.- Não sabe que é proibido colher rosas?- Desculpe, não pensei nisso.- Nesse caso pagará só meia multa (disse-lhe o guarda que, com aquele sorriso, até parecia o homenzinho de manteiga que levara Pinóquio ao país dos Brinquedos).João observou que o guarda escrevia a multa com um lápis sem ponta, e perguntou-lhe:- Permite que eu veja a sua espada?- Com muito gosto (respondeu o guarda).É evidente que a espada não tinha ponta.- Que país é este? (perguntou João).- É o país Sem Ponta ..- Como pregais as coisas se os pregos não têm ponta?- Há já bastante tempo que não utilizamos pregos. Colamos tudo. E agora, por favor, dê-me duas bofetadas ...- Por Deus! Não quero ir parar à prisão por ofensa a uma autoridade. As duas bofetadas, em todo o caso, devo eu recebê-Ias e não dá-las ..- Mas aqui é assim que se faz. Por uma multa inteira quatro bofetadas no guarda; por meia multa, duas bofetadas.- Bofetadas, ao guarda?- Sim, ao guarda ..- Mas isso é injusto É terrível.- Claro que é injusto e terrível. É tanto, que as pssoas para não se verem obrigadas a bofetear um guarda nunca deixam de cumprir a lei. Vamos, senhor, dê-me as duas bofetadas e para a próxima vez veja se tem cuidado com o que faz ...- Mas eu não quero nem posso fazê-lo. Quando muito far-lhe-ei uma carícia.- Nesse caso, sou obrigado a acompanhá-lo até à fronteira e a expulsá-lo do nosso país.João, humilhado, viu-se obrigado a abandonar o país Sem Ponta. Porém, ainda hoje sonha em poder voltar e viver de uma forma mais alegre numa casinha com o telhado sem pontas».- Orientação didácticaQualquer que seja a forma de apresentação do conto (narrado directamente ou através de marionetas), deve haver o cuidado de variar os tons de voz e cuidar do diálogo.Facilmente se chega à conclusão da necessidade de normas, leis ou regras Podemos insistir na compreensão dos castigos, que poderiam não existir, e que só têm razão de existir para aqueles que o querem.Deve ressaltar-se a sinceridade de João ao reconhecer a sua falta e que toda a norma que não se cumpre pode ser uma injustiça para os outros: não deixamos que exista ordem, que as coisas corram bem, etc.Gomez, M., Mir, Victoria, Serrats, M. (2003).Como Criar uma Boa Relação Pedagógica. Porto: ASA
January 2 2011, 11:49am | Comments »
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Contos para desenvolver a Relação Pedagógica - A Jóia
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(um conto chinês)Aspectos pedagógicos: com este conto podemos perseguir os objectivos seguintes:- descobrir que é mais valioso o que se consegue pelo próprio esforço do que aquilo que nada nos custa;- apreciar os próprios desejos como possíveis ou impossíveis;- concluir que o respeito por condições prévias é mais seguro do que as não ter em conta.Material: não é necessário nenhum. Todavia, pode criar-se algum ambiente chinês (leque, desenhos, etc.). Também se pode ter um vaso com água e uma palhinha para fazer borbulhas.Desenvolvimento do conto:«Há muitos anos, na China, vivia um imperador muito rico e poderoso. Teve uma única filha a quem dava tudo quanto lhe era pedido. Em todo o mundo, ela era a princesa a quem o pai mais coisas dava.Tinha tantas coisas, e tantas coisas continuava a dar-lhe, que um dia, muito aborrecida, passeava pelos jardins do palácio, pensando no que poderia pedir ao pai, já que tinha tudo ou quase tudo e já não conseguia distrair-se.Então, sentou-se junto a uma fonte que tinha um lindo chafariz. Ficou encantada ao contemplar a água que saltitava, dando origem a lindíssimas filigranas que se entrelaçavam. Rapidamente gostou daquele ir e vir da água e dos incríveis desenhos que a queda da água fazia no lago da fonte. Entretanto, surgiu-lhe uma ideia que a fez regressar ao palácio a correr muito.- Papá! Papá! (disse a princesa ao pai quando o encontrou).Há uma coisa que eu gostaria de ter.- Minha filha (respondeu o rei). - Os teus desejos são ordens que se cumprirão- Gostaria de possuir a jóia mais preciosa que nenhuma outra princesa jamais poderá ter tido. Quero ter o diadema mais formoso e que nunca foi visto.- Concedido, minha filha (e ao mesmo tempo fez soar o gong, chamando os criados).Quando os criados apareceram, o rei ordenou-lhes:- Tragam-me o ourives imperial. Imediatamente.Passado pouco tempo chegou o ourives imperial e o rei disse-lhe:- Quero uma jóia especial, um diadema que seja único no mundo.- A minha oficina e os meus ajudantes estão à tua disposição (respondeu o ourives imperial).Então, a princesa disse ao ourives imperial para a seguir e levou-o à fonte, dizendo-lhe:- Quero um diadema assim ..- Assim, como? [perguntou o ourives que não compreendia o desejo da princesa].- Está bem claro (disse a princesa). Quero um diadema que em lugar de rubis, pérolas ou brilhantes, que são pedras vulgares, tenha borbulhas de água- De água? (perguntou o ourives imperial, espantado). Mas isso é impossível... (mas o imperador nem o deixou acabar a frase).- Até agora foi impossível (respondeu o imperador). Mas tu vais fazê-lo, porque se o não fizeres vais para a prisão.Como não fez o diadema, o ourives imperial foi para a prisão. Então, o imperador fez publicar um decreto prometendo encher de riquezas e honrarias o ourives que fabricasse o diadema pedido pela princesa, ameaçando com a prisão todos aqueles que falhassem.Os ourives de todo o reino tentaram a sua sorte e nenhum deles se livrou da prisão. Entretanto, o decreto do imperador correu mundo e vieram ourives dos países vizinhos tentar fabricar o diadema. Não conseguiram e foram todos parar à prisão.O imperador teve que aumentar os impostos para poder alimentar o número crescente de prisioneiros e para poder suportar a guerra que teve com os reis vizinhos, que estavam ofendidos com a prisão dos seus ourives. Tudo isto custava muito dinheiro e os vassalos do imperador tinham que pagar mais e mais impostos. Já estavam todos fartos do diadema, da princesa e do próprio imperador.Pobre imperador! Não sabia como sair daquela situação.Tinha dado a sua palavra de imperador e já começava a desesperar-se quando lhe apresentaram um jovem mal vestido que se gabava de poder cumprir os desejos da princesa- Se é verdade que podes fazer o diadema, dar-te-ei riquezas e honrarias (disse o imperador ao jovem).- Não, não quero tanto. Ficarei satisfeito com uma moeda de ouro (disse o jovem).- Caramba! Tão pouco? Só isso?- Para mim sim. Porém, ponho três condições: a primeira, que solteis todos os ourives que estão presos.- Concedido! (exclamou o imperador que assim via maneira de resolver o seu problema sem perder a honra da palavra de imperador).- A segunda, que tireis os impostos à população.- Está feito! Se não houver prisioneiros, nem guerras, os impostos não são necessários (disse, com alegria, o imperador).- A terceira condição tem que ser cumprida pela princesa Pedi-lhe que me venha mostrar exactamente o que quer junto do chafariz dos jardins imperiais.E assim se fez. A princesa, muito contente, aproximou-se da fonte, pensando que iria possuir o desejado diadema.- Honrada princesa (disse o jovem). Farei o diadema que quereis. O vosso pai, o imperador, cumpriu as duas primeiras condições. Agora, sois vós a cumprir a terceira condição para que se faça a vossa vontade.- E qual é? (perguntou a princesa)).- Colhei, vós mesmo, as borbulhas de água e dai-mas. Com elas, eu farei o diadema e também os colares, braceletes e anéis que queirais.O imperador, então, começou a rir-se e talvez ainda esteja a rir-se. Não se sabe se a princesa ainda está a tentar colher as borbulhas de água no chafariz do jardim imperial para ter o desejado diadema. Esperemos que já tenha desistido.»)Orientação didáctica:É preferível que o conto seja narrado pelo professor. Também se pode transmitir o conto com marionetas. Ou, então, se houver um grupo encarregado das dramatizações, deve-se preparar o conto com esse grupo e apresentá-lo ao grande grupo (turma).O mais importante é o momento de pôr em comum, o descobrir as atitudes das personagens. Por exemplo:- a atitude de superprotecção que o imperador tinha com a filha;- a atitude passiva da princesa que pedia o impossível.Conclusão:As atitudes negativas geram mal-estar (aborrecimento, exigências] e injustiças (impôr impostos, castigar com a prisão)Se na nossa aula, houver alunos que querem fazer apenas o que desejam, isso será fastidioso para os outros. Se não houver disciplina, se tivermos que impor as coisas, exigindo em vez de oferecer, surgem sempre as injustiças e os castigos ...As atitudes positivas proporcionam soluções, embora determinem condições que devemos aceitar. O imperador e a princesa aceitaram as condições razoáveis e solucionaram o seu problema. Se aceitamos condições de disciplina, todos lucraremos com isso ..Podemos tirar várias conclusões a partir deste conto. Tudo dependerá da motivação dos alunos.Gomez, M., Mir, Victoria, Serrats, M. (2003). Como Criar uma Boa Relação Pedagógica. Porto: ASA, pp.138-141
January 1 2011, 10:19am | Comments »
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Os burros, o mercado de acções e a crise
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Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada. Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro. O homem acabou por comprar centenas de burros a 5 euros. Quando os habitantes diminuiram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo.É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça.O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.É então que, na ausência, do homem o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:- Sabéis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vende-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um.Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado !Entendeste agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?(via APS)E alguma verdade terá esta história.
November 28 2010, 5:25am | Comments »
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A narrativa na (re)construção da profissionalidade docente
http://terrear.blogspot.com/2010/10/narrativa-na-reconstrucao-da.html
Esta investigação visa estudar o impacto formativo de narrativas na educação de professores. A revisão bibliográfica explorou as duas abordagens da narrativa – psicologia cultural (Bruner), o uso de narrativas na psicoterapia cognitiva (Gonçalves) – e abordagens pedagógicas da narrativa (Egan, Máximo- Esteves). A metodologia seguiu uma abordagem qualitativa. É baseada no estudo do uso de três narrativas – A Gata Borralheira e as Manas Mais Velhas, A Pastora Errante e Magia na Escola – em cursos de licenciatura e de mestrado. A observação participante das aulas, a análise de documentos, sobretudo do material usado nessas aulas, e as entrevistas semi-estruturadas para recolha de opiniões e representações dos estudantes, foram os meios técnicos usados. O autor das histórias foi também entrevistado. A análise de conteúdo de documentos, notas de campo e entrevistas, permitiram a emergência de categorias abrangentes como as de Educação, Pedagogia, Criança, Professor, e Culturas Profissionais. A abordagem holística das narrativas foi analisada como um meio de ligar, tal como a Pedagogia faz, crenças, teorias e práticas. A investigação sustenta o grande valor pedagógico de narrativas, tanto para o desenvolvimento de professores como para o uso didáctico na sala de aula.Acesso à dissertação de Maria de Fátima Peixoto
October 10 2010, 3:36pm | Comments »
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Temos de ser personagens de uma história a narrar
http://terrear.blogspot.com/2010/10/temos-de-ser-personagens-de-uma.html
E não meros figurantes. Se queremos sair da crise.―When I say story or narrative, I have a pretty elaborate definition. There has to be a pro-tagonist. There have to be goals. There have to be obstacles people can identify with. There has to be an ultimate resolution? Hopefully a positive one. It‘s not the same as having a message or a vision or a slogan. It‘s a more encompassing, realistic, enveloping thing.Cf. Entrevista de Howard Gardner, Changing Minds is Difficult, Retirado dehttp://www.cio.com/article/32212/Harvard_s_Howard_Gardner_Changing_Minds_is_Difficult?page=3
October 10 2010, 2:16pm | Comments »
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