Certaines actions sont de l'ordre de la justice. Elles ont la réciprocité pour règle et prennent appui sur des principes d'équivalence permettant de fonder l'équilibre des relations et des échanges ou de dénoncer ce qui est contraire. Mais le sens de la justice n'est pas sans cesse en alerte et les gens ne passent pas leur temps à se demander ce qu'ils se doivent les uns aux autres. Il existe des actions d'un autre genre dont on dit qu'elles relèvent de l'amour. Elles se manifestent par la gratuité, le renoncement au calcul et, par conséquent, la mise à l'écart de l'équivalence devenue inutile. De ces différents modes d'action, mais aussi de la violence qui réduit la relation à un affrontement entre des forces, les gens sont tous capables. Mais comment en sont-ils capables ?Et comment font-ils pour passer, parfois soudainement, d'un mode à un autre ?Luc Boltanski examine la possibilité de traiter la justice et l'amour en tant que compétences et esquisse des modèles destinés à clarifier les capacités que les personnes mettent en œuvre lorsqu'elles réclament justice, donnent gratuitement, recourent à la force ou encore lorsqu'elles basculent d'un mode à un autre. Ces modèles, appliqués à l'analyse de litiges permettent de mieux comprendre le sentiment d'injustice et les manœuvres que les personnes entreprennent pour obtenir réparation.En effet les opérations que les acteurs d'un litige peuvent mettre en œuvre pour faire valoir leur cause doivent, pour être acceptables, tenir compte de contraintes, dont l'analyse permet de dégager des règles, que l'on peut décrire comme on décrit les règles d'une grammaire.Luc BoltanskiL'Amour et la Justice comme compétences.Trois essais de sociologie de l'actionParis, Métailié, 1990.Fonte(por sugestão de CR)
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
L'Amour et la Justice comme compétences
http://terrear.blogspot.com/2011/02/lamour-et-la-justice-comme-competences.html
- Tags:
- competências
- justiça
- amor
February 5 2011, 4:32am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Diga Não a esta (in)justiça!
http://terrear.blogspot.com/2010/06/diga-nao-esta-injustica.html
Interpelado pelo Rogério Pereira, fui buscar este selo. Porque sempre fui sensível às questões da (in)justiça. Pelo meu lado, enuncio o propósito de aqui dar acolhimento ao relato das situações (in)justas, desde que veiculadas pelo endereço electrónico de suporte a este blogue.
- Tags:
- justiça
June 4 2010, 3:18pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Aviso n.º 7173/2010, Concursos e Iniquidade
http://terrear.blogspot.com/2010/04/aviso-n-71732010-concursos-e-iniquidade.html
Escreve o SPN:(...)Um dos aspectos mais polémicos deste concurso será, decerto, a aplicação, pela 1.ª vez, de uma norma do Decreto-Lei n.º 51/2009, diploma que regula os concursos, que prevê o impacto da última avaliação do desempenho obtida na graduação profissional. Concretamente, a graduação seria bonificada em um valor se essa menção, obtida em 2009, for de Muito Bom, ou em dois valores, se a menção obtida tiver sido Excelente.(...)E escreve bem. Podendo, no plano teórico, ser admissível e até defensável esse efeito, nas condições concretas em que foram produzidas essas classificações, é manifestamente iníquo impor já essa consequência. Porque, podendo ter havido- e houve certamente - situações justas e lisas, outras houve marcadas pelo mais completo descalabro e compadrio.
April 15 2010, 3:18am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
“Há uma injustiça do Estado que inquieta e irrita”
http://terrear.blogspot.com/2010/01/ha-uma-injustica-do-estado-que-inquieta.html
Esta declaração assumida por José Gil em entrevista hoje publicada pelo Jornal de Negócios é de uma extrema acutilância e justeza. Fonte de desesperança, gérmen de revolta, motivo de auto-exclusão e alienação. Portanto, que não apenas inquieta e irrita. Vai muito mais além. Chega à desmoralização, à apatia, ao desmonoramento.E onde está essa injustiça do Estado? Nas coisas mais simples (mas que não deixam de ser gravosas):a) na interminável demora de resposta a cidadãos e empresas que têm pendentes durante meses processos que por lei deveriam ser respondidos com celeridade num mês ou dois;b) no "chico-espertismo" de contornar a lei, fazendo pedidos sucessivos para que os prazos comecem a contar sempre do zero;c) na arrogância, no encolher de ombros perante a manifesta falta de resposta pública (olhe, venha cá daqui a 15 dias...; olhe, telefone para a semana pois o técnico hoje não pode atender; ... olhe...)d) na indiferença "as diferenças", na impessoalidade na forma de tratar as questões, seguindo os "bons" tiques burocráticos....e) na confusão reiterada entre fins e meios (sendos estes muitas vezes transformados em verdadeiros fins)..f) na irresponsabilidade perante a manifesta ineficácia da acção;g) na postura feudalizante em que os cidadãos são tratados como os novos "servos da gleba"...As situações-tipo poderiam ser continuadas. Estas bastam para ilustrar um mal que nos corrói e diminui.
January 8 2010, 7:01am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Justiça, formação ética e dilemas
http://terrear.blogspot.com/2009/12/justica-formacao-etica-e-dilemas.html
Este artigo organiza-se no sentido de mostrar a relevância de uma formação ética de professoresque considere e integre as questões da justiça. As perspectivas da justiça são consideradas não apenas na análise dos enunciados de dilemas dos professores (recolhidos através de questionários) mas ainda como base para reflectir sobre propostas de formação que se centram no aprofundamento dos dilemas dos professores.Descritores – Formação ética de professores; justiça; dilemas.Texto integral
- Tags:
- professores
- justiça
- formação
- dilemas
December 1 2009, 2:19pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Sentiments de justice des élèves de 15 ans en Europe
http://terrear.blogspot.com/2009/11/sentiments-de-justice-des-eleves-de-15.html
L’étude de l’équité des systèmes éducatifs peut se baser sur des inégalités objectives, produites au moyen d’indicateurs objectifs [GERESE 05]. Cependant, si être objectivement traité de manière équitable est primordial, le fait de ressentir ce traitement comme équitable est tout aussi important [GRISAY 97] [MEURET et MARIVAIN 97]. Cet article présente les premiers résultats d’une enquête par questionnaire à visée comparative réalisée dans cinq pays européens, portant précisément sur cet aspect subjectif de l’équité que sont les sentiments et critères de justice des élèves de grade 9 [GERESE 08]. Les résultats montrent que les élèves ne rejettent pas l’école comme un lieu d’injustice flagrant. Une analyse plus détaillée montre cependant certaines tensions entre les critères de justice des élèves et leurs sentiments, ainsi qu’une certaine tendance de certains groupes d’élèves, en particulier ceux relatant de faibles résultats scolaires, à se sentir traités moins justement que les autres. Ces premières observations montrent la nécessité d’analyses complémentaires sur la base des données de l’enquête.MOTS-CLÉS : systèmes éducatifs, équité, sentiments de justice, enseignement secondaireTexto Integral
November 22 2009, 9:40am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Valor do poder
http://terrear.blogspot.com/2009/08/o-valor-do-poder.html
"O poder tem muitas vezes uma conotação negativa. O poder tem o potencial de seduzir, alienar ou de se tornar abusivo. Sempre que há abuso de poder, os indivíduos e a organização sofrem. Contudo, à semelhança da maioria dos restantes valores, é possível potenciar o poder para o bem ou para o mal. O poder utilizado em prol de princípios universais é uma força tremenda para o êxito de uma organização e para o progresso global.O problema do poder é saber como conseguir fazer uma utilização responsável do mesmo, ao invés de o usar de uma forma irresponsável e que beneficie o próprio - ou como fazer que os homens de poder vivam em prol do público e não às custas do público."Robert F. Kennedy (1925- 1968), I Remember, I Believe. The Pursuit of Justice
August 27 2009, 4:35pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Do servant-leaders help satisfy follower needs? An organizational justice perspective
http://terrear.blogspot.com/2009/07/do-servant-leaders-help-satisfy.html
While theoretical work has discussed the link between servant-leadership and the satisfaction of follower needs, empirical research has yet to examine this relationship. The present article seeks to fill this void by reporting on a survey study (n = 187) linking servant-leadership to follower need and job satisfaction through the mediating mechanism of organizational justice. Drawing on the multiple needs model of justice, self-determination theory, needs-based theories of job satisfaction, and the servant-leadership literature, we find support for a theoretical model linking servant-leadership to job satisfaction with organizational justice and need satisfaction as mediators of this relationship.Keywords: Servant-leadership; Organizational justice; Need satisfaction; Job satisfactionFonte
July 26 2009, 4:09pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O contributo da teoria da equidade de ADAMS
http://terrear.blogspot.com/2009/06/o-contributo-da-teoria-da-equidade-de.html
Diferentes teóricos tentaram analisar a noção de equidade. A teoria da dissonância cognitiva de FESTINGER inspirou a teoria de ADAMS, elaborada em 1963.[1] Para ADAMS, existe percepção de uma injustiça cada vez que existe uma desigualdade entre o rácio compensação-retribuição de um indivíduo e o rácio dos outros. A compensação corresponde ao aspecto financeiro, interesse prestado, assim como o nível de formação e de qualificação. «O sentimento de desigualdade» é fonte de tensão e de reequilíbrio do rácio contribuição-retribuição. Determina uma lógica de proporcionalidade entre esforço e recompensa. A necessidade de equidade leva os indivíduos a procurarem um certo equilíbrio, uma harmonia modificando os seus comportamentos. Cada membro da organização compara-se aos outros e todo o desequilíbrio não justificado implica uma acção de reajuste.Para ADAMS, os indivíduos têm necessidade de se sentirem tratados de forma justa e imparcial em relação aos outros, no seu intercâmbio com a organização. A teoria da equidade desenvolvida por ADAMS, teve um eco importante em matéria de psicologia do trabalho. Permite compreender o processo de comparação social no seio da organização. Para ADAMS, o sentimento de equidade é um aspecto fundamental da relação entre o indivíduo e a sua organização. O ser humano tem necessidade de se sentir tratado de forma justa e imparcial. Toda a injustiça arrasta uma acção para restabelecer o equilíbrio. O modelo teórico de Adams dá relevo ao impacto do sentimento de equidade sobre a motivação. A teoria da equidade assenta no princípio que, em toda a relação de troca, o indivíduo procura estabelecer uma relação entre o que dá e o que recebe. «O sentimento de desigualdade» cria uma tensão cuja intensidade é proporcional à importância da desigualdade sentida. A vontade de reduzir esta desigualdade afecta inevitavelmente a motivação.Para ADAMS, existe uma semelhança entre o processo de troca no quadro das relações sociais entre os indivíduos e as relações comerciais no quadro das transacções do mercado. As diferentes estratégias de redução da desigualdade variam segundo as circunstâncias. O indivíduo pode ser tentado a aumentar o seu esforço se for inferior às vantagens concedidas ou ao trabalho dos outros; de reduzir o seu esforço, se for superior às vantagens recebidas ou ao trabalho de outrem; procurar aumentar as suas vantagens se forem inferiores aos esforços que fornece e aos dos outros. Pode igualmente procurar reduzir as suas vantagens se forem superiores às dos outros e ao seu próprio contributo. Enfim, se o sentimento de desigualdade for demasiado forte, ele pode optar por deixar a sua actividade, demitindo-se.[1] J.S. ADAMS: Inequity in social exchange, New York academic press, 1965.InXavier Montesserrat, ob citada
- Tags:
- organização
- justiça
- equidade
June 5 2009, 4:06pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A noção de «desigualdade sentida»: um processo de comparação social determinante
http://terrear.blogspot.com/2009/05/nocao-de-desigualdade-sentida-um.html
Toda a relação de troca inscreve-se num processo de comparação social. O sentimento de desigualdade desencadeia um comportamento que visa restabelecer o equilíbrio por uma variação da actividade ou uma modificação do nível de motivação. A percepção do sentimento de equidade ou desigualdade resulta de uma interpretação subjectiva do modo de tratamento de uma pessoa, em relação a outras na mesma situação. Esta comparação origina uma reacção de compensação da qual decorre uma desmotivação ou uma sobre-motivação. A equidade de tratamento de pessoas que exercem, nas mesmas condições, as mesmas funções, é determinante em matéria de gestão da motivação.Diferentes níveis de comparação social podem ser tidos em conta para instaurar o sentimento de desigualdade: a analogia com os outros, a comparação consigo próprio numa situação anterior, a tomada em conta do empenhamento explícito do empregador.Uma injustiça distributiva, que se segue a uma decisão, só desencadeia geralmente reacções individuais, pelo contrário uma injustiça processual relativa à percepção não igualitária dos procedimentos é susceptível de desencadear reacções colectivas. A participação no processo de decisão reforça o sentimento de equidade e reduz o risco de reacção negativa. Convém insistir no carácter muito subjectivo do sentimento de desigualdade, o que ADAMS designa por «igualdade sentida».Não basta que uma decisão seja justa e equitativa, é preciso sobretudo que seja percebida como tal. Toda a relação de troca inscreve-se num processo de comparação social que afecta a motivação.Idem, ibidem
May 29 2009, 8:18pm | Comments »
1 2
