A ser lançada na Universidade do Minho na próxima sexta-feira. Em evento evocativo da República.A aquisição do livro pode ser feita aqui. A um preço especial.
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Uma obra repleta de interpelações!
http://terrear.blogspot.com/2010/10/uma-obra-repleta-de-interpelacoes.html
October 20 2010, 2:24pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Passar das gaiolas ao voo
http://terrear.blogspot.com/2010/06/passar-das-gaiolas-ao-voo.html
“Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controlo. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem de voar.Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”(Rubem Alves, 2004: 7
June 19 2010, 4:30pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Elogio da liberdade e da responsabilidade
http://terrear.blogspot.com/2010/01/elogio-da-liberdade-e-da.html
"A origem etimológica da palavra responsabilidade é a do verbo latino respondere,que significa responder. Há quem não saiba responder pelos seus actos. Quem actua com a inconsciência de uma criança, com a estupidez de um imbecil ou com a maldade de um degenerado. Para que haja responsabilidade tem de haver liberdade. Se não fossemos livres não podíamos ser responsáveis. Estaríamos entregues ao determinismo biológico, psicológicoou social. Não basta ser livres. Há que aprender a ser responsáveis. Com oexercício paciente e esforçado da responsabilidade. O que supõe deixar deser crianças e aprender a ser adultos. O infantilismo está na base da irresponsabilidade.E também a adulteração da consciência."Estas lúcidas palavras de Miguel Santos Guerra podem ser a marca do tempo que devíamos comemorar e do tempo educativo que deveríamos permanentemente exigir e construir. Autonomia, liberdade, responsabilidade. Que são os vértices do triângulo que pode resgatar a escola da menoridade cívica e intelectual que a paralisa. Que a adia para outro século.Como repetidamente temos dito e escrito nos últimos 20 anos, é o modo de governo da escola, é a relação infantilizante que os poderes centrais persistem em manter, é a crença na incapacidade de pensar e decidir ao nível das organizações educativas, é a suspeita de que aspessoas agem em função não do que é justo, adequado e sensato, mas do compadrio e "amiguismo", é dis posição aprendida para a conformidade e segurança do escravo, é a radical desconfiança das pessoas e das organizações que têm enclausurado aescola portuguesa no descalabro.Por isso aqui hoje elogiamos a liberdade e a responsabilidade. Os professores querem poder responder com a sua quota-parte de responsabilidade. E exigem que todos os outros responsáveis educativos sejam também chamados a responder. Só nessa altura a escola portuguesa estará pronta a emergir da asfixia.
- Tags:
- liberdade
- responsabilidade
January 26 2010, 5:57am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A importância de ensinar «o desejo do mar»
http://terrear.blogspot.com/2009/12/importancia-de-ensinar-o-desejo-do-mar.html
(sempre a "repetir-me")Uma das melhores formas de gerar capital social positivo parece passar pelo fomento da «acção propositada» que decorre de dois factores. O primeiro é a volição pessoal - isto é, a noção clara do que se faz e porque se faz. O segundo é um forte sentimento de que a motivação é pessoal, intrínseca e da responsabilidade própria. A pessoa motiva-se, não precisa de ser motivada.Como podem as organizações e os seus líderes estimular a acção propositada dos colaboradores? Ghoshal e Bruch apontam uma imagem de Antoine de Saint-Exupéry, o célebre escritor e aviador francês, autor de O Principezinho: «Se queres construir um navio, não mandes os homens para a floresta cortar madeira, aplaná-la e juntar as placas. Em vez disso, ensina-lhes o desejo do mar.»Nesta perspectiva, em vez. de arranjar soluções, os gestores devem suscitar questões e desenhar visões apelativas. O desejo do mar pode ser ensinado pelos seguintes meios:. É necessário «dar espaço» às pessoas - para que elas criem volição. Pessoas comandadas não têm escolha, não têm vontade (a não ser a de escapar ao controlo!). É preciso, pois, que as organizações concedam liberdade de escolha às pessoas e que estas percebam que têm essa liberdade. Cada um dos autores deste livro pode dispor-se a fechar-se em casa durante uma semana para terminar a obra. Mas o sentimento seria seguramente de grande raiva e desconforto se o nosso «patrão» nos obrigasse a permanecer em casa para fazer o mesmo trabalho. O que nos perturba não é «ficar fechado em casa» - é «ser obrigado a ficar fechado em casa».. É necessário facultar às pessoas a possibilidade de lidarem com problemas difíceis - ainda que situados dentro do seu limite de capacidades. Por regra, os problemas fáceis não são sedutores. As mentes e os corações das pessoas são activados por desafios complicados.. É importante que as pessoas tenham destinos relevantes. É por essa razão que a organização deve clarificar o ponto que deseja atingir. E deve fazê-lo de uma forma que seduza os seus membros. É provável que, para isso, necessite de envolver as pessoas na determinação desse mesmo destino.Quando o desafio é complexo e o destino partilhado, é mais provável que o esforço colectivo se sobreponha ao individual. O «nosso» trabalho passa a ser mais importante do que o «meu» trabalho.In Cunha, Rego e Cunha (2007). Organizações Positivas, Lisboa: Dom Quixote
December 8 2009, 3:09pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Particularmente recomendado em vésperas de decisão popular
http://terrear.blogspot.com/2009/09/particularmente-recomendado-em-vesperas.html
QUE É O ILUMINISMO?(3 de Dezembro.1783)O iluminismo é a saída do homem da menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é por culpa própria se a causa não reside na falta de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo sem a orientação de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do iluminismo.A preguiça e a cobardia são causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também por que a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores.É tão cómodo ser menor. Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide a dieta, então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a maioria dos homens considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar. Só que um tal exemplo intimida e, em geral, gera pavor perante todas as tentativas ulteriores.É, pois, difícil a cada homem desprender-se da menoridade que se lhe tornou / quase uma natureza. Até lhe ganhou amor e é por agora realmente incapaz de se servir do seu próprio entendimento, porque nunca se lhe permitiu fazer uma tal tentativa. Preceitos e fórmulas, instrumentos mecânicos do uso racional ou, antes, do mau uso dos seus dons naturais são os grilhões de uma menoridade perpétua. Mesmo quem deles se soltasse só daria um salto inseguro sobre o mais pequeno fosso, porque não está habituado a este movimento livre. São pois, muito poucos apenas os que conseguiram mediante a transformação do seu espírito arrancar-se à menoridade e iniciar então um andamento seguro.(…) Mas, para esta ilustração, nada mais se exige do que liberdade; e claro está, a mais inofensiva entre tudo o que se pode chamar liberdade, a saber, a de fazer um uso público da sua razão em todos os elementos. Mas agora ouço gritar de todos os lados: não raciocines! Diz o oficial: não raciocines, mas faz exercícios! Diz o funcionário de finanças: não raciocines, paga! E o clérigo: não raciocines, acredita!(…) Mas qual é a restrição que se opõe ao iluminismo? Qual a restrição que não o impede, mas antes o fomenta? Respondo: o uso público da nossa razão deve sempre ser livre e só ele pode levar a cabo a ilustração entre os homens; o uso privado da razão pode, porém, muitas vezes coarctar – se fortemente sem que, no entanto, se impeça por isso notavelmente o progresso da ilustração.Kant. A Paz Perpétua e Outros Opúsculos (Com o agradecimento a AS)
- Tags:
- Antologia
- liberdade
- racionalidade
- homem
September 24 2009, 3:12pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Recomeça
http://terrear.blogspot.com/2009/09/recomeca.html
Se puderesSem angústiaE sem pressa.E os passos que deres,Nesse caminho futuroDá-os em liberdade.Enquanto não alcancesNão descanses.De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado,Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.Sempre a sonhar e vendoO logro da aventura.És homem, não te esqueças!Só é tua a loucuraOnde, com lucidez, te reconheças…Miguel Torga(com agradecimento a AC)Quase de certeza aqui já inscrevi(vi) este magnífico Poema neste espaço. Recebido agora (como se ainda fizesse, de facto, parte do DLR - e talvez faça...) aqui o retomo. Para desejar a todas as professoras e professores um ano lectivo mais sereno, mas também mais exigente e lúcido.
September 9 2009, 1:58pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Tirania do Auxílio
http://terrear.blogspot.com/2009/06/tirania-do-auxilio.html
- É curioso não é?... E olhe que há pontos secundários também muito curiosos... Por exemplo: a tirania do auxílio...- A quê?- A tirania do auxílio. Havia entre nós quem, em vez de mandar nos outros, en vez de impor aos outros, pelo contrário os auxiliava em tudo quanto podia. Parece o contrário, não é verdade? Pois olhe que é o mesmo. É a mesma tirania nova. É do mesmo modo ir contra os princípios anarquistas.- Essa é boa! Em quê?- Auxiliar alguém, meu amigo, é tomar alguém por incapaz; se esse alguém não é incapaz, é fazê-lo tal, ou supo-lo tal, e isto é, no primeiro caso uma tirania, e no segundo um desprezo. (...)Fernando Pessoa. O Banqueiro Anarquista. Lisboa: Antígona, 1981
June 11 2009, 6:00am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
European Charter on Freedom of the Press
http://pauloquerido.pt/media/european-charter-on-freedom-of-the-press/
Certamente! acaba de subscrever a European Charter on Freedom of the Press. Reproduzo abaixo os artigos, certo de que quando falamos em jornalismo, é da actividade que falamos em geral, e não apenas das indústrias que a suportaram no século XX. Freedom of the press is essential to a democratic society. To uphold and protect it, and to respect its diversity and its political, social and cultural missions, is the mandate of all governments. Censorship is impermissible. Independent journalism in all media is free of persecution and repression, without a guarantee of political or regulatory interference by government. Press and online media shall not be subject to state licensing. The right of journalists and media to gather and disseminate information and opinions must not be threatened, restricted or made subject to punishment. The protection of journalistic sources shall be strictly upheld. Surveillance of, electronic eavesdropping on or searches of newsrooms, private rooms or journalists’ computers with the aim of identifying sources of information or infringing on editorial confidentiality are unacceptable. All states must ensure that the media have the full protection of the law and the authorities while carrying out their role. This applies in particular to defending journalists and their employees from harassment and/or physical attack. Threats to or violations of these rights must be carefully investigated and punished by the judiciary. The economic livelihood of the media must not be endangered by the state or by state-controlled institutions. The threat of economic sanctions is also unacceptable. Private-sector companies must respect the journalistic freedom of the media. They shall neither exert pressure on journalistic content nor attempt to mix commercial content with journalistic content. State or state-controlled institutions shall not hinder the freedom of access of the media and journalists to information. They have a duty to support them in their mandate to provide information. Media and journalists have a right to unimpeded access to all news and information sources, including those from abroad. For their reporting, foreign journalists should be provided with visas, accreditation and other required documents without delay. The public of any state shall be granted free access to all national and foreign media and sources of information. The government shall not restrict entry into the profession of journalism.
- Tags:
- media
- jornalismo
- liberdade
June 9 2009, 9:53am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Actor e a sua Estratégia
http://terrear.blogspot.com/2009/02/o-actor-e-sua-estrategia.html
En general vivimos con una imagen falsa de lo que es la acción organizada. Sobrevaluamos demasiado la racionalidad del funcionamiento de las organizaciones. Las comparaciones que nos vienen a la mente son de tipo mecánico. Organización nos evoca, ante todo, un conjunto de engranajes complicados pero bien dispuestos. Pero esos engranajes son personas y los análisis han mostrado hasta que punto los comportamientos humanos son y seguirán siendo complejos y están lejos de una coordinación mecánica (determinismo simple).El hombre conserva siempre un mínimo de libertad, y nunca deja de valerse de ella para "combatir el sistema". Por eso, los estudios muestran que el condicionamiento y la manipulación no causan un verdadero efecto sino van unidos a la represión. La conducta de un individuo frente a sus superiores jerárquicos no corresponde a un simple modelo de obediencia y de conformismo, aun cuando esté moderado por una resistencia pasiva. Es el resultado de una negociación. Por supuesto, la autonomía del subordinado y las tradiciones técnicas y sociales del oficio, definen de una manera estrecha el campo de esta negociación. Pero la conducta del subordinado también está en función de las posibilidades de agruparse con sus colegas y de su capacidad para construir relaciones, comunicarse, gestar alianzas, y soportar las tensiones psicológicas propias de cualquier conflicto.EL ACTOR Y EL SISTEMA: Las restricciones de la acción colectivaMichel Crozier y Erhard Friedberg FonteUm livro de leitura obrigatória. Sobretudo para todos os dirigentes políticos.
- Tags:
- organização
- acção social
- liberdade
February 7 2009, 12:12pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Liberdade é uma Ficção Cerebral (?)
http://terrear.blogspot.com/2008/11/liberdade-uma-fico-cerebral.html
La libertad es una ficción cerebral, según confirman las últimas investigaciones sobre neurociencias. Estas investigaciones han determinado que la actividad cerebral previa a un movimiento, realizado por el sujeto en un tiempo por él elegido, es muy anterior (hasta 10 segundos) a la impresión subjetiva del propio sujeto de que va a realizar ese movimiento. Y aunque la falta de libertad es algo
- Tags:
- acção social
- liberdade
November 29 2008, 12:47pm | Comments »
1 2




