Esperando abrir o apetite para o meu novo livro "A Ciência em Portugal" deixo aqui o início do segundo capítulo, referente à história da ciência (a obra resume também a situação da investigação científica, o ensino das ciências e da cultura científica entre nós):"Convencionando‑se que a ciência moderna começa no início do século XVII com o físico italiano Galileu Galilei, que não só teorizou como praticou o método experimental, além de ser pioneiro da cultura científica ao divulgar a ciência da forma como o fez, terá de se considerar que o período áureo da história de Portugal, o período dos Descobrimentos marítimos, é um pouco anterior à ciência moderna. Mas ele foi essencial ao florescimento da ciência moderna. Johannes Kepler, o grande astrónomo alemão contemporâneo de Galileu, elogiou os feitos dos portugueses. E um dos amigos de Galileu, o jesuíta Christophoro Clavius, matemático principal do Colégio Romano, a sede dos Jesuítas em Roma, estudou cinco anos no Colégio das Artes, ligado à Universidade de Coimbra. Clavius não terá sido aluno em Coimbra do matemático Pedro Nunes, decerto o maior matemático e talvez o maior cientista português, mas ajudou na divulgação do seu nome por toda a Europa culta, ao efectuar numerosas referências ao trabalho daquele que foi cosmógrafo‑mor do rei D. João III.Pedro Nunes é um nome incontornável na ciência dos Descobrimentos. Apesar de nunca ter realizado viagens marítimas, criou um novo ramo da matemática aplicada: a matemática da navegação. Desenvolveu também um útil instrumento de medida, o nónio, que foi utilizado pelo dinamarquês Tycho Brahe, mestre de Kepler e o último grande astrónomo antes da invenção do telescópio por Galileu. Ajudado por Clavius e por outros, a sua fama correu mundo, a ponto de um dos livros alemães da sua época colocar o seu rosto na capa ao mesmo nível que os de Euclides e de outros renomados matemáticos. Além de Nunes, outros cientistas‑navegadores portugueses do tempo foram Duarte Pacheco Pereira, que exaltou o valor da experimentação (“A experiência é a madre de todas as coisas”) e D. João de Castro, que efectuou notáveis medidas da declinação magnética, tornando‑se com isso precursor dos estudos do magnetismoterrestre.Um outro notável cientista na época dos Descobrimentos foi o botânico Garcia de Orta. Viveu na Índia, onde publicou o Colóquio dos Simples, um livro pioneiro sobre plantas tropicais e também sobre doenças cuja cura podia ser obtida com a ajuda dessas plantas. Orta foi amigo de Camões, a ponto de os primeiros versos impressos do nosso maior poeta terem aparecido precisamente na portaria do Colóquio. O facto de a Inquisição ter perseguido postumamente Orta, um cristão ‑novo tal como Nunes, designadamente ao fazer‑lhe um auto‑de‑fé post mortem, exemplifica bem como a ciência enfrentou, em Portugal, desde o seu início, extremas dificuldades advindas de factores de intolerância religiosa, social ou política.Os Jesuítas tinham criado em Portugal alguns dos primeiros colégios do mundo (em Coimbra, o Colégio de Jesus, além do Colégio das Artes, e, em Lisboa, o Colégio de S. Antão). Alguns jesuítas que conviveram com Galileu realizaram entre nós as primeiras observações com o telescópio. Muitos membros estrangeiros da Companhia de Jesus vinham, nessa época, para Portugal com o intuito de ir missionar no Extremo Oriente. O telescópio foi aliás introduzido na China e no Japão através das viagens marítimas que os portugueses empreenderam. E não foram apenas os telescópios: também os relógios mecânicos chegaram ao Oriente por intermédio dos portugueses ou de estrangeiros que passavam por Portugal. Os conhecimentos de astronomia dos europeus eram tão superiores aos dos chineses que o Tribunal das Matemáticas, o organismo que superintendia na corte imperial de Pequim os assuntos relacionados com o calendário e com as efemérides astronómicas, passou a ser dirigido por jesuítas.Com a monarquia dual em Espanha e Portugal, Portugal entrou num período de declínio, que também foi visível na ciência. Só no Século das Luzes, primeiro com o rei D. João V (que criou bibliotecas em Coimbra e em Mafra e promoveu a vinda para Portugal de um astrónomo italiano, o padre João Baptista Carbone, que havia de publicar os registos das suas observações nas Philosophical Transactions da Royal Society de Londres) e depois com D. José (que haveria de patrocinar a importante Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra) se observou um ressurgimento da ciência entre nós. No tempo de D. João V a ordem religiosa mais proeminente na astronomia e na física experimental já não foram os Jesuítas, mas sim os Oratorianos, que tinham um Colégio no Palácio das Necessidades em Lisboa, onde é hoje a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros.Pontificaram aí dois “estrangeirados”, isto é, portugueses que tiveram de emigrar devido a perseguições na sua terra natal: o padre Teodoro de Almeida, fundador da física experimental em Portugal e também o primeiro divulgador de ciência entre nós, com a sua notável Recreação Filosófica, em dez volumes, e o Padre João Chevalier, um astrónomo que chegou a presidir à Real Academia Belga de Ciências, em Bruxelas. Na segunda metade do século XVIII, o marquês de Pombal, a figura política dominante, perseguiu tanto os Jesuítas (acabando por expulsar essa congregação do país, num movimento que levaria à sua extinção em todo o mundo) como os Oratorianos e, para suprir em parte a sua falta, convidou alguns cientistas italianos a vir leccionar em Portugal (os mais notáveis foram Giovanni dalla Bella e Domenico Vandelli, ambos vindos da Universidade de Pádua, na Itália).Ficou lendária a rápida e eficaz acção do marquês após o grande terramoto de Lisboa de 1755, tendo mandado efectuar um inquérito que é considerado precursor dos estudos sísmicos a nível mundial. A reforma que efectuou em 1772 da Universidade de Coimbra constituiu um momento de rotura contra o ensino ministrado pelos Jesuítas, que tinha estiolado (apesar de haver algum exagero no retrato que a “máquina de propaganda” do marquês fez dos seguidores de Santo Inácio de Loiola). A reforma ficou assinalada pela construção do Laboratório Chimico num antigo refeitório jesuítico (que hoje alberga a sede do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra) numa época em que a ciência química estava a desabrochar pela mão do francês Antoine Lavoisier, e pela criação do Gabinete de Física Experimental (um dos mais notáveis do mundo, cujas colecções de instrumentos integram hoje aquele Museu), do Gabinete de História Natural, do Jardim Botânico de Coimbra (antes tinha sido criado outro na Ajuda, em Lisboa, mas mais vocacionado para recreio e educação da Casa Real), etc. O ensino experimental foi instalado na que era então, desde o fecho da escola jesuítica eborense, a única universidade portuguesa.Não se pode, contudo, dizer que a reforma das ciências ordenada e dirigida pessoalmente pelo marquês tenha beneficiado largas camadas da população, uma vez que o número de alunos que frequentavam nessa época estudos superiores de ciências era extremamente diminuto. As faculdades de Matemática e de Filosofia que então foram criadas serviam essencialmente à preparação para estudos posteriores de Medicina.Influentes no processo de reforma empreendido pelo marquês foram outros “estrangeirados”, como os médicos judeus António Nunes Ribeiro Sanches, que esteve na Holanda, na França e na Rússia, Jacob de Castro Sarmento, que esteve exilado em Inglaterra, e o físico João Jacinto Magalhães, também foragido em Inglaterra, que conviveu com alguns dos mais importantes cientistas da época (como James Watt e Alessandro Volta) e hoje é lembrado por um prémio, instituído em sua honra e com uma dotação inicial doada por si, da American Philosophical Society. (...)"
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
PRIMÓRDIOS DA CIÊNCIA EM PORTUGAL
http://dererummundi.blogspot.com/2011/01/primordios-da-ciencia-em-portugal.html
January 21 2011, 4:46am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A CIÊNCIA EM PORTUGAL
http://dererummundi.blogspot.com/2011/01/ciencia-em-portugal.html
Acaba de sair o meu ensaio "A Ciência em Portugal", publicado pela Fundação Manuel Francsico dos Santos.
January 21 2011, 4:34am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Breve História da Ciência em Portugal na RTP
http://dererummundi.blogspot.com/2010/12/breve-historia-da-ciencia-em-portugal.html
No final (minuto 26.45) do seguinte vídeo contendo o programa "Com Ciência" da RTP, do dia 15 de Dezembro, da responsabilidade de Vasco Trigo, é apresentado o livro "Breve História da Ciência em Portugal" (Imprensa da Universidade e Gradiva), de que sou co-autor com Décio Martins.1ª parte do Com Ciência de 2010-12-15 - ComCiência
December 16 2010, 11:07am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Conto de Amor e Psique
http://dererummundi.blogspot.com/2010/12/conto-de-amor-e-psique.html
Nota de apresentação que escrevi para a tradução que fiz do Conto de Amor e Psique, de Apuleio, editada pela Cotovia:A parte central do romance latino O burro de ouro, de Apuleio, é ocupada pelo justamente célebre Conto de Amor e Psique, que tem sido alvo de imensas interpretações, a começar pela leitura alegórica do conto enquanto manifestação da vontade imensa, própria da ‘alma’ humana (Psique), de atingir a dimensão divina e a realização de um amor sublime. Esta e outras abordagens são de facto possíveis e expressivas da riqueza de análise que acompanha O burro de ouro.No entanto, esta longa digressão, cuja estratégia narrativa assenta na estrutura básica do conto popular de fadas, possui igualmente uma pertinência directa para a situação que Lúcio (o protagonista de O burro de ouro, entretanto transformado em asno por causa de um mau uso das artes mágicas) está a viver e, por conseguinte, para a economia global do romance. Pesem embora as diferenças de pormenor, tanto Psique como Lúcio acabam por seguir um trajecto idêntico: vivem experiências extremas motivadas por uma curiositas excessiva, até que, já no limiar da morte, são resgatados por intervenção divina para uma existência superior.Psique junta‑se finalmente e de forma legítima ao Amor, depois de um processo de apoteose; Lúcio conseguirá livrar‑se do aspecto asinino, por graça de Ísis, em cujos mistérios será iniciado, ficando ao serviço da deusa. A bella fabella constitui, pois,uma promessa de libertação, mas Lúcio apreende somente a beleza do relato, pois nele (como de resto em Psique) a recompensa final decorre de um processo de maturação alcançado apenas no termo de um esforçado trajecto de aprendizagem.E uma breve passagem (5.21.5-23.6), que considero ser das mais belas páginas da literatura latina. Nela se relata o momento em que, convencida de que o marido desconhecido é um monstro, a jovem Psique descobre, extasiada, o Amor – para logo em seguida o perder.“21.5. Chegara a noite, chegara também o esposo e, depois de travadas as primeiras escaramuças amorosas, ele mergulha em sono profundo. 22.1. Então Psique, debilitada embora de corpo e espírito, apoia-se na crueza do destino, enche-se de forças, empunha a lucerna e pega na navalha, transformando em audácia a debilidade própria do sexo feminino. 2. Porém, quando aproxima a luz e lança a claridade sobre os segredos do leito, deparou com a mais encantadora e doce de todas as feras selvagens: Cupido em pessoa, o formoso deus, que repousava num quadro repleto de formosura! Perante esta visão, a luz da lucerna avivou-se com alegria e a navalha pôs-se a maldizer o fio sacrílego. 3. Quanto a Psique, ao ser sacudida por um tal espectáculo, perde o domínio de si. Vencida por uma lânguida palidez, tremebunda, sente os joelhos a ceder e tenta ocultar a arma, mas desta vez no próprio peito. 4. E não há dúvida de que o teria feito, se o ferro, assustado com a perspectiva de tamanho crime, se não houvesse escapado, ao deslizar das temerárias mãos. Esgotada já e sem esperança de salvação, recuperou no entanto a presença de espírito, ao remirar uma e outra vez a beleza do rosto divino. 5. Contempla uma nobre cabeleira num vulto de ouro e embebida em ambrósia, um colo de leitosa alvura, umas faces rosadas, uns anéis de cabelo esparzidos e harmoniosamente enredados, ora a pender para a frente ora para trás, cujo brilho era de tal maneira fulgurante que fazia vacilar a própria luz da lucerna. 6. Pelos ombros do deus alado, resplandecia uma penugem, com a candura das flores cintilantes, bafejadas pelo orvalho. E embora as asas estivessem em repouso, a fofinha e delicada plumagem das pontas bulia, sem parar, em caprichoso estremecimento. 7. O restante corpo era tão macio e brilhante que nem a própria Vénus se podia envergonhar de o haver trazido ao mundo. Aos pés do leito, jaziam arco, aljava e flechas, propícias armas do poderoso deus. 23.1. Cheia de curiosidade, Psique não saciou o espírito enquanto não se pôs a examinar, ver e admirar as armas do marido, a ponto de retirar da aljava uma flecha. 2. Ao experimentar a ponta no polegar, apertou com demasiada força o dedo ainda trémulo, de forma que, à superfície da pele, afloraram umas gotitas de róseo sangue.3. E assim aconteceu que, espontaneamente e sem dar conta disso, Psique ficou presa de amores pelo próprio Amor. Então, sente crescer em si cada vez mais a chama do desejo pelo deus do desejo; debruça-se sobre ele, ofegante de paixão, e recobre-o avidamente de largos e intensos beijos, receosa embora de lhe encurtar o sono. 4. Porém, enquanto continuava, de ânimo desfalecido, irresoluta e absorvida por tamanho gozo, a tal lucerna — fosse por extrema perfídia, por maliciosa inveja ou então pela impaciência de tocar ela mesma e de certa forma beijar um corpo assim tão belo — deixou cair da ponta luminosa um salpico de azeite a ferver sobre o ombro direito do deus. 5. Ah lucerna audaciosa e temerária, vil serviçal do amor! Vais queimar o próprio senhor de todo o fogo, quando foi pela certa um amante quem pela primeira vez te inventou, a fim de possuir durante mais tempo e noite dentro o objecto de seus desejos! 6. Mal sentiu a queimadela, o deus levantou-se de um salto e, ao compreender que a sua confiança havia sido traída e enxovalhada, apartou-se dos beijos e abraços da sua desgraçada esposa, fugindo a voar, sem nada lhe dizer.” Delfim F. Leão
- Tags:
- livro
- Cultura clássica
December 14 2010, 11:55am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O professor faz a diferença
http://dererummundi.blogspot.com/2010/12/o-professor-faz-diferenca.html
Devo dizer que esta é a primeira vez que aqui faço referência a um livro sem antes o ter lido. Há uma razão para esta "precipitação": o título - O professor faz a diferença - e a apresentação, de onde tirei o seguinte extracto:"Ao longo destes últimos anos, os autores constataram que a influência do professor é superior a factores como o ambiente familiar do aluno, a sua origem étnica e nível socioeconómico, a sua motivação e potencial intelectual. O que os professores fazem na sala de aula é o principal factor que determina a aprendizagem e o sucesso dos alunos. Nem todas as práticas pedagógicas têm o mesmo efeito na aprendizagem, a diferença está antes relacionada com determinadas características e atitudes dos professores. Que práticas e características dos professores estão então mais directamenterelacionadas com uma aprendizagem eficaz dos alunos?"Título e apresentação veiculam uma ideia: (1) que o professor deve ensinar (2) e que deve ensinar com recurso a métodos pedagógico-didácticas que se revelem eficazes em termos de resultados de aprendizagem.Sim, perguntará, o leitor: onde está a novidade!?De facto, aqui não há novidade nenhuma: tal ideia guia desde aos anos 20 do século XX uma parte substancial da investigação pedagógica que incide na docência (seja ela guiada pelas teorias behaviorista como cognitivistas).Porém, não é essa a ideia que se encontra bem firmada nos documentos curriculares e programáticos vigentes no nosso sistema educativo (mas não só no nosso), onde a palavra "ensino" é cirurgicamente evitada: o professor, guia, orienta, proporciona... O mesmo acontece com a palavra "método" que tem sido substituída sobretudo pela expressão "experiência de aprendizagem"...Como se diz na apresentação do livro em questão, a investigação pedagógica corrobora a afirmação que o ensino faz a diferença e que tem sido substancialmente difundida pelo Pisa, mas que não tem sido suficientemente levada em conta entre nós.
December 9 2010, 1:44pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
CINCO DATAS DECISIVAS NA HISTÓRIA DA CIÊNCIA EM PORTUGAL
http://dererummundi.blogspot.com/2010/11/cinco-datas-decisivas-na-historia-da.html
Juntamente com o meu colega Décio Martins, dei uma longa entrevista ao "Sol", que foi publicada na sexta-feira opassada na revista "Tabu", a propósito do nosso recente livro "Breve História da Ciência em Portugal" (Imprensa da Universidade e Gradiva). A pedido do entrevistador, indicámos cinco datas importantes na história da ciência portuguesa:1573- Publicação de "De arte atque ratione navigandi", a obra maior de Pedro Nunes – o criador da ciência da navegação astronómica e o maior vulto internacional da História da Ciência em Portugal. Os Descobrimentos foram uma época de glória, não só com o desenvolvimento tecnológico associado às navegações (astrolábio, caravela) como com a descoberta de novas espécies e em terras distantes e sua aplicação (Garcia da Orta).1772 – A Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra – a mais profunda renovação do ensino das ciências ocorrida em Portugal, merecendo destaque a criação do Gabinete de Física, o Laboratório Chimico, o Museu de História Natural e o Observatório Astronómico, e merecendo relevo os nomes de Giovanni Dalla Bella, Domenico Vandelli e Monteiro da Rocha. Na sequência desta reforma surgiram nomes de destaque na ciência, como José Bonifácio de Andrada e Silva e Félix Avelar Brotero. Paradoxalmente, foi também a época dos "estrangeirados" que viriam a fundar a Academia das Ciências de Lisboa em 1779 (Abade Correia da Serra e outros)1836-37 – A criação da Escola Politécnica de Lisboa e Academia Politécnica do Porto resultou numa grande expansão do ensino das ciências. Nestas escolas passaram, em Lisboa, Agostinho Lourenço e Filipe Folque, e, no Porto, Carlos Ribeiro, António Ferreira da Silva e Francisco Teixeira Gomes. A criação nessa época das Escolas Médico-Cirúrgicas de Lisboa e do Porto contribuiu também para o avanço nas ciências médicas. Nelas escolas encontramos referências da medicina nacional como Câmara Pestana e Ricardo Jorge e Miguel Bombarda.1911 – A criação das Faculdades de Ciências de Coimbra, Lisboa e Porto. Em Lisboa e Porto houve uma reconversão das antigas escolas Politécnicas e das Escolas Médico-Cirúrgicas de Lisboa e do Porto. Na mesma altura foi criado o Instituto Superior Técnico. Ao espírito renovador republicano seguiu-se uma das piores páginas da História da Ciência. Em 1935 e em 1947, quando grandes vultos da ciência foram afastados da Universidades portuguesas. Não soubemos também receber sábios que eram refugiados de guerra.1949- Atribuição do Prémio Nobel da Medicina a Egas Moniz, pelos seus trabalhos na âmbito da neurocirurgia. O seu artigo sobre esse tema de 1936 é um dos artigos científicos de autores portugueses mais citados na primeira metade do século XX.
- Tags:
- história da ciência
- livro
November 30 2010, 2:47am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Dez grandes estadistas atenienses
http://dererummundi.blogspot.com/2010/11/dez-grandes-estadistas-atenienses.html
O livro Dez grandes estadistas atenienses, recentemente publicado pelas Edições 70, da autoria de José Ribeiro Ferreira e Delfim Leão resulta da confluência de investigação desenvolvida, ao longo de quase duas décadas, sobre matérias relacionadas com a história da Grécia antiga.O volume cobre, sobretudo, o período compreendido entre a segunda metade do século VII e o último quartel do século V a.C., facultando uma abordagem diacrónica da evoluçãopolítico-constitucional de Atenas, através da análise da obra de dezgrandes estadistas. Além da discussão crítica da bibliografia específica mais significativa,a análise privilegia o uso das fontes antigas como principal fio condutorda exposição, pois é dessas mesmas fontes literárias (frequentementeconjugadas com os dados fornecidos pela arqueologia, epigrafia enumismática) que resulta o conhecimento em primeira mão do que hoje sesabe sobre a antiguidade clássica.Ao elaborar esta análise de dois séculos e meio da históriapolítico-constitucional de Atenas, os autores guiaram-se pelo objectivo deencontrar o equilíbrio entre uma forma de exposição que possa sersimultaneamente útil a especialistas em antiguidade clássica, a estudantesde nível avançado e ainda ao público em geral.
- Tags:
- livro
- Cultura clássica
November 3 2010, 5:37am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
“Peregrinações”
http://dererummundi.blogspot.com/2010/09/peregrinacoes.html
Informação recebida pelo De Rerum Natura.No próximo dia 25 de Setembro (Sábado), pelas 18h00, será apresentado o livro “Peregrinações” na Galeria Municipal de Montemor-o-Velho.A obra, da autoria de João Maria André, professor de filosofia da Universidade de Coimbra, e publicada pela Imprensa da Universidade de Coimbra, reúne um conjunto de quadros inspirados em Fernão Mendes Pinto.
- Tags:
- livro
September 20 2010, 11:53am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O Relógio da República
http://dererummundi.blogspot.com/2010/09/o-relogio-da-republica.html
Informação recebida da editora Âncora:O Relógio da República, novo livro de Fernando Correia de OliveiraNo Centenário da República, uma viagem, do Tiro da Politécnica aos tiros do AdamastorO Relógio da República procura identificar e contextualizar quais as mudanças estruturais que o novo regime trouxe, há cem aos, ao quotidiano do tempo nacional. Duas, essencialmente – a adesão ao sistema internacional de Fusos Horários, por um lado; a introdução do regime de Hora de Verão e de Hora de Inverno, por outro.Pelo meio, ficam personagens que ditaram os últimos dias da Monarquia em termos de tempo colectivo – os relojoeiros Veríssimo Alves Pereira e Augusto Justiniano de Araújo; ou marcadores de tempo como o Balão do Arsenal ou o Tiro da Politécnica.Ou ainda figuras revolucionárias, como um jovem relojoeiro suíço, Giuseppe Fontana, que trouxe para Portugal o ideário socialista, a visão cooperativa das comunidades de relojoeiros da sua terra natal. Ou Mendes Cabeçadas, que comandou a partir do Adamastor, e coordenando-se pelo seu relógio de bolso, os tiros decisivos contra o Palácio das Necessidades, a 4 de Outubro de 1910.Do novo regime, saía reforçado o papel do Observatório Astronómico de Lisboa como emissor único do tempo oficial português ou a implantação do Relógio da Hora Legal, ao Cais do Sodré.O Relógio da República, Editora Âncora. Apoio Longines e Tempus InternacionalSobre o autor:Fernando Correia de Oliveira (Lisboa, 1954). Jornalista e investigador da área do Tempo, teve a sua carreira ligada às Agências Noticiosas nacionais (ANI, ANOP, NP e Lusa), onde se manteve 20 anos. Primeiro correspondente português em Beijing (1988-1990), ingressou depois no Público, onde esteve nos dez anos seguintes. É desde 2002 jornalista freelancer, produzindo regularmente suplementos e artigos sobre o Tempo e a Relojoaria para o Público, Expresso, Diário Económico, Focus, Espiral do Tempo, etc. É o Director do Anuário dos Relógios e correspondente internacional de publicações especializadas em Espanha, Brasil, México e Coreia do Sul. Consultor do Governo português para o património relojoeiro, é membros de várias instituições internacionais sobre o estudo do Tempo, e mantém o blog Estação Cronográfica.Tem publicado regularmente: Portugal na I Guerra Mundial (Cadernos do Público, 997); 500 Anos de Contactos Luso-Chineses (Público / Fundação Oriente, 1998); Machado Joalheiro, no Porto desde 1880 (Machado Joalheiro, 2002); História do Tempo em Portugal (Diamantouro, 2003); Cronologia do Tempo em Portugal (Lagonda, 2004); Manuscrito Anónimo de Relojoaria na Academia das Ciências de Lisboa (edição de autor, 2005); Relógios e Relojoeiros – Quem É Quem no Tempo em Portugal (com José Mota Tavares, Âncora, 2006); Relógios de Sol (com Suzana Metello de Nápoles e Nuno Crato, CTT, 2007); Dicionário de Relojoaria – O Universo do Tempo e dos seus Medidores (Âncora, 2007); Tempo e Poder em Lisboa – O Relógio do Arco da Rua Augusta (Espiral do Tempo, 2008); Portugal, o Tempo e a Modernidade (Academia de Marinha, 2008).
September 17 2010, 1:49am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O Estado Novo e o Volfrâmio
http://dererummundi.blogspot.com/2010/05/o-estado-novo-e-o-volframio.html
Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra.A apresentação da obra (1933-1947), O Estado Novo e o Volfrâmio, da autoria de João Paulo Avelãs Nunes, terá lugar no próximo dia 7 de Maio (6.ª feira), pelas 17h30m, na Sala Carlos Ribeiro do Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra (Colégio de Jesus, Largo Marquês de Pombal) e estará a cargo do Doutor Fernando Rosas, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.Esta obra visa reconstituir e analisar a evolução do subsector luso do volfrâmio, quer na década de 1930 – etapa de crise e paulatina reactivação -, quer ao longo dos anos quarenta, com destaque para o período da Segunda Guerra Mundial (fase de “euforia especulativa”).Durante a sessão, o circuito do Museu (em especial as salas vocacionadas para a mineralogia) estará aberto ao público que pretender visitá-lo.
- Tags:
- tecnologia
- livro
May 3 2010, 1:27pm | Comments »







