Informação recebida da Imprensa da Universidade de CoimbraRealiza-se no dia 29 de Outubro, às 15 horas, no Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, a apresentação do livro A Crise Financeira Internacional.Esta obra é da autoria de Fernando Alexandre, Ives Gandra Martins, João Sousa Andrade, Paulo Rabello de Castro e Pedro Bação.O livro é editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, na colecção Estado da Arte, e a apresentação estará a cargo do Prof. Manuel Porto.
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A Crise Financeira Internacional
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October 20 2009, 5:41am | Comments »
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A MINISTRA
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Carta de leitor publicada no "Público" de 3 de Agosto, em que ele faz uma curta recensão ao último livro do escritor Miguel Real (saído na Quid Novis):"A actual ministra da educação, Maria de Lurdes R. Rodrigues, deveria ler o livro (bem como toda a gente ligada à área da educação, e não só) da autoria de Miguel Real, enviado há pouco tempo para os escaparates das livrarias do país. Porque nessa obra, e segundo a bitola do autor, é retratada:1 -"Uma mulher seca, que nunca conheceu o amor, de passado trágico e futuro marcado pelo desejo de auto-afirmação;2 - Uma mulher de mentalidade despótica, adversa à espiritualidade dos valores, crente de que a única dimensão do bem reside na sua utilidade social;3 - Uma mulher cuja especialização académica consiste na manipulação de estatísticas, moldando a realidade à medida dos seus interesses;4 - Uma mulher que usa o trabalho, não como forma de realização, mas como modo de exaltação do poder próprio, criando, não o respeito, mas o medo em redor;5 - Uma mulher ensimesmada, arrogante (...) que ama a solidão e despreza os homens;6 - Uma mulher autoritária e severa consigo própria, imune ao princípio da tolerância ;7 - Uma mulher que ambiciona ser ministra. Sê-lo-á?"Quase que consegue, mas não chega a atingir o desiderato devido a um volte-face imprevisível e inimaginável. Ao contrário de Lurdes Rodrigues, que chegou a ser ministra (ainda o é por enquanto) e não terá rigorosamente nada a ver com o romance ficcional de Miguel Real, como é óbvio. A verdade seja dita. Apesar desta irrefragável realidade, no livro de Miguel Real, na página 128, intrigantemente, pode ler-se: "Tenho quatro anos para fazer boa figura, pôr a escola portuguesa na Europa, onde ninguém reprova e todos caminham para um mínimo de cultura geral, mais não é preciso, chega, para o vulgo suburbano basta, a pesquisa na Internet preenche as falhas educativas, gerando uma ilusão de sabedoria para o novo habitante urbano, moldado pelo facilitismo e pela vulgaridade (...), é preciso revolucionar o ensino, dar ao povo o que o povo quer, um nico de cultura, um nico de ciência, umas palavritas de inglês, muita informática, chega, basta, um canalizador ou uma recepcionista de balcão não precisa de mais, é preciso harmonizar o ensino com o povo bárbaro que temos (...) facilitar a vida aos mais novos, empurrando-os para a passagem de ano, todos os anos, criar uma segunda oportunidade aos mais velhos, fazer equivaler a experiência de vida destes aos graus de ensino, basta um dossier com toda a informação, mais uma entrevista, pronto, todo o povo passa a ter o 12.º ano, ficam resolvidos os problemas da formação, acabar com o abandono escolar anulando os programas difíceis, no final dos meus quatro anos as estatísticas na educação têm de ser iguais às da Alemanha (...); a todos farei ver que sem mim o povo não teria o que passará a ter, domínio da informática, conhecimentos de inglês, agilidade mental para se safar na vida, para que precisa o povo de saber os sonetos do Antero ou a prosa do Eça?"...Depois de se ler isto - e muito mais haveria para mostrar -, onde acaba a ficção e começa a realidade? Duma coisa poderemos estar certos, a senhora que é retratada por Miguel Real nada tem a ver com a talentosa e conspícua ministra da Educação do governo patriótico de Portugal..."António Cândido MiguéisLisboa
August 11 2009, 6:08am | Comments »
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A arte militar romana
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Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra:Foi apresentada no dia 16 de Junho no Museu Nacional Machado de Castro, estando agora disponível, a obra “Vegécio. Compêndio da Arte Militar” (edição bilingue latim-português, comentada), da autoria de João Gouveia Monteiro e José Eduardo Braga, com prefácio de Maria Helena da Rocha Pereira.Trata-se da edição bilingue da Epitoma Rei Militaris, um tratado de arte militar elaborado entre finais do séc. IV e meados do séc. V d.C. por Flávio Vegécio Renato, um alto funcionário do Império Romano. Este tratado, que compendia os escritos dos principais estrategos militares romanos do passado, foi uma das obras clássicas mais copiadas e mais traduzidas em todo o Ocidente europeu até 1300, tornando-se num verdadeiro best-seller, tanto nos meios laicos como eclesiásticos. Esta tradução é precedida de um Estudo de 170 páginas sobre o exército romano e completada por 300 Comentários e Notas sobre a guerra na Roma antiga.
June 18 2009, 6:24pm | Comments »
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COMO ERA A PASSAROLA?
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Fig. 1 Gravura austríaca de 1709.Neste Ano Gusmão, celebrado em Portugal e no Brasil, vale a pena voltar ao tema da forma da Passarola, o primeiro balão construído pelo Padre Bartolomeu de Gusmão. E vale a pena transcrever o excerto relevante do livro de Rómulo de Carvalho "História dos Balões" (3ª edição da Atlântida de 1976; há uma reedição mais recente da Relógio d'Água; para uma minha recensão do livro ler aqui):"Os desenhos da Passarola do padre VoadorUm dos assuntos relativos às experiências de Gusmão que maior curiosidade tem despertado é o de conhecer o feitio que teria a sua Passarola. Infelizmente nada sabemos de certeza embora existam desenhos da época que foram divulgados como representação da máquina voadora.O desenho mais antigo que se conhece é de Maio de 1709, isto é, anterior de três meses à data das experiências de Lisboa, e faz parte dum folheto publicado em Viena de Áustria! A partir dessa data aparece o mesmo desenho reproduzido noutras publicações, com algumas diferenças de pormenor.A fantasiosa estampa (ver fig.1) foi imaginada pelo próprio Bartolomeu de Gusmão que desse modo infeliz se quis divertir com a ansiosa expectativa dos lisboetas nas vésperas das anunciadas experiências. Fingiu o inventor que perdera o desenho da sua máquina, deixando-o cair do bolso em qualquer lugar público. Este desenho, ou sua cópia, depressa seria conhecido na Áustria por intermédio da correspondência da rainha [a esposa de D. João V era austríaca].Mais de meio século depois da publicação da estampa de Viena de Áustria, editou-se em Lisboa outra estampa, muito semelhante à anterior (ver fig.2) e que é a primeira que se conhece impressa em Portugal. Esta estampa é acompanhada duma explicação relativa a cada uma das letras que nela se vêem. Comparem-se as duas figuras e repare-se que na de Viena as letras têm a mesma disposição excepto as G e H que estão trocadas.Fig. 2 Gravura de 1774Como se vê, trata-se de uma barca em forma de ave. A letra A indica o "velame, que servirá para fazer cortar os ares"; B a cauda da ave, que faz de leme; C o corpo da barca, construído de modo a esconder, dentro de si, um conjunto de canos ligados a foles destinados a fornecerem o vento necessário à deslocação da Passarola, quando lhes faltassem o vento natural! Em D estão as asas laterais que equilibrarão a barca.Começa agora a parte mais fantasiosa da descrição, relativa às esferas assinaladas com as letras E. São de metal e contêm pedaços de magnetite, pedra natural de poder magnético, a que os antigos portugueses chamavam pedra de cevar. Para facilitar a elevação da Passarola seria o seu corpo, que era construído de madeira, todo forrado de chapas de ferro. A pedra de cevar, contida nas esferas, atrairia as chapas de ferro, fazendo-a subir!...A parte das figuras indicada com a letra F não tem, em ambas, igual configuração, Na estampa de Viena, vê-se uma rede que cobre a barca; na de Lisboa vê-se uma fila de pequenos corpos suspensos, que fazem lembrar as borlas duma cortina. A aplicação que acompanha esta última diz que "F) Mostra a coberta feita de arames, a modo de rede, em cujos fios se tem enfiado muita soma de alambre...""Alambre" é forma antiga da palavra "âmbar". É sabido que esta substância, quando friccionada com um pedaço de lã, se electriza e adquire a propriedade de atrair certos corpos leves como, por exemplo, pedaços de palha. Este fenómeno já é conhecido desde tempos anteriores a Cristo.O autor do desenho da Passarola, que não era ignorante destas coisas, reforçava a acção da pedra de cevar, para tornar mais fácil a ascensão da barca, cobrindo-a interiormente de palha de centeio que seria atraída pelos pedaços de âmbar suspensos"! Juntando o útil ao agradável, também a palha servia "para a comodidade da gente, que levará até dez homens, e com o seu inventor onze".A letra G da estampa de Lisboa indica a agulha de marear, para a orientação dos navegadores aéreos.Em H vê-se o aeronauta, servindo-se de um instrumento com o qual "toma a altura do sol, para ver sonde se acha". A seus pés encontram-se as cartas de navegação.Finalmente em I, dum lado e doutro da barca. vêem-se as combinações de roldanas para o manejo do velame indicado com a letra A.O gracejo do Padre Gusmão, ao divulgar o falso desenho da máquina, saiu-lhe bem caro. Muitos estudiosos dos assuntos respeitantes à história da conquista do ar não têm dado apreço nem crédito às experiências do nosso compatriota, julgando-as fantasiosas, só por deitarem os olhos à excêntrica máquina voadora representada na estampa. No decorrer do tempo apenas serviu para desprestigiar o inventor.Sem forçarmos a nota de patriotismo podemos afirmar que Bartolomeu Lourenço de Gusmão foi o inventor dos aeróstatos. Não há dúvida nenhuma sobre a efectivação das suas experiências em Lisboa, durante as quais fez subir, ao ar, alguns balões feitos de arames, papel grosso e madeira fina. Também não há dúvida de que se serviu do fogo para os fazer subir. Seriam, portanto, balões de ar quente. "RÓMULO DE CARVALHO
May 29 2009, 4:57pm | Comments »
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“A amizade pela ciência e pela arte”
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O texto As duas culturas, da Sofia Araújo, fez-me lembrar uma belíssima expressão do grande professor, pedagogo, investigador, divulgador de ciência e poeta que foi Rómulo de Carvalho: “ciências e humanidades é tudo a mesma coisa”, afirmou ele.É tudo a mesma coisa, porque tanto as ciências como as humanidades derivam dessa mesma necessidade que temos de conhecer e de manter vivo o conhecimento; é tudo a mesma coisa porque a nossa atitude face ao conhecimento deve ser semelhante em ambas as áreas; é tudo a mesma coisa, porque elas se interligam de forma hamoniosa, uma não encontrando sentido sem a outra.Sobre esta ideia escreveu maravilhosamente Maria do Carmo Vieira, num livro acabado de sair pela mão da Quimera, que tem por título A arte mestra da vida: reflexões sobre a escola e o gosto pela leitura (páginas 18-20):“Na aventura da palavra ouvida, ou lida, treinamos a imaginação, aprendemos a tocar com os olhos o que nos seduz, alimentamos a sensibilidade para o Belo, nele incluindo a Natureza, recolhemos experiências das situações vividas pelas personagens, estreamo-las na convivência com o mistério, que é preciso desvendar, actos que estimularão a criatividade e ajudarão a despertar a amizade pela ciência e pela arte.O que sente o cientista perante a Natureza senão espanto e encantamento? Observando e folheando esse grandioso livro, estímulo da sua curiosidade, o cientista procura, como salientou Galileu, aprender a entender a língua, e a conhecer os caracteres em que está escrito, no intuito de interpretar com rigor aquilo que parecia impenetrável. Também nós, ouvindo quando crianças as histórias de fadas, desabrochamos para a ciência, valorizando a observação e descobrindo quão misterioso, belo e exuberante é o espectáculo da Natureza.Aprendemos Geografia, acompanhando cavaleiros, príncipes e futuras princesas, e atravessando com eles aldeias e cidades, rios de corrente calma ou turbulenta, montanhas escarpadas, grutas tenebrosas ou planícies infindas, acabando por adormecer ao relento, sob o luar ou uma cúpula de estrelas; ou olhando, também preocupados, o caudal ameaçador do rio que a chuva torrencial engrossou, mas que o barqueiro ousará passar para salvar a princesa; ou ouvindo o uivo arrepiante e cortante do vento norte, que, condoído, se deitará a dormir para não fazer medo à menina, afligida com as tormentosas botas de ferro; ou assistindo, ainda, agradecidos, à bondade da lua cheia que serena a preocupação do cavaleiro perdido, alertando-o para o caminho, tortuoso e cheio de profundos abismos, que terá de percorrer antes do amanhecer. A Botânica surge nas ervas milagrosas que uma fada velhinha vai apanhar a lugar distante, e só dela conhecido, com as quais curará quem encontrar em aflição ou a procurar; também no bosque frondoso e enfeitiçado que é preciso atravessar, em busca de um imponente carvalho milenar que guarda o segredo de um tesouro; como ainda no florir deslumbrante de uma macieira, de cujas flores resultarão belas maçãs, milagrosamente doiradas e com o dom de satisfazer três pedidos. Num esboço de Zoologia, familiarizamo-nos com nomes de pássaros, reconhecendo o canto da cotovia ao amanhecer ou do rouxinol ao chegar a noite, a que se junta o piar de «mau agoiro» da coruja. Marcamos encontro com a Física e a Química, suspirando pela vinda do sol para derreter a neva que prende a perna da formiguinha, que quer «voltar para a sua vidinha», ou que isolou e aprisionou o rei caçador num velho casebre; ou quando presenciamos, também em aflição, o fogo da floresta e desejamos salvar os animais, que fogem assustados e em pânico por causa do fogo asfixiante. Visita-nos a Matemática em alqueires de trigo, arrobas de batatas, dúzias de ovos ou de maçãs mágicas, milhares de moedas de oiro, ou em números mágicos, como o 3, o 7 e o 40. Até a Mitologia nos presenteia a imaginação com monstros que, não existindo, existem e persistem no nosso imaginário: dragões, sereias e bichos-de-sete-cabeças.O Tempo encarregar-se-á de sustentar e fortalecer gradualmente esse sentimento afectivo pela ciência e também pela arte.”
May 8 2009, 5:54pm | Comments »
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MAPAS DA CIÊNCIA
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Estes dois mapas mostram o território do país de modo proporcional a dois índices de produção científica:- o de cima proporção de artigos científicos mundiais publicados por autores desse país em 2001.- o de baixo a proporção do aumento do número de artigos científicos publicados por autores desse país em 2001 relativamente a 1990.Se no primeiro mapa, Portugal é pequenino, no segundo já está maior...Os mapas são feitos pelo SASI Group e encontram-se no sítio Worldmaps. Os mapas, a maioria deles tão interessantes como estes, saíram na forma de livro no passado mês de Setembro.
October 21 2008, 8:47am | Comments »




