Informação recebida da Editora Ésquilo:O Romance da Bíblia, novo livro de Deana Barroqueiro na Editora Ésquilo.A Ésquilo – edições e multimédia e a CELIVRARIAS têm o prazer de para o lançamento de O Romance da Bíblia – Uma Visão feminina do Antigo Testamento, de Deana Barroqueiro, que terá lugar no próximo dia 17 de Maio, segunda-feira, às 18.30 horas, na CEBUCHHOLZ (antiga Livraria Buchholz), Rua Duque Palmela, 4 (ao Marquês de Pombal), Lisboa. Como escreve Maria Teresa Horta, no Prefácio, neste livro a odisseia das mulheres e homens do Antigo Testamento, é minuciosamente recriada, com «uma escrita toda ela tecida por sensualidades e cintilações audaciosamente irónicas». A apresentação estará a cargo da Doutora Manuela Gamboa, professora de literatura e investigadora. A actriz Tânia Alves, da Comuna – Teatro de Pesquisa, interpretará alguns trechos da obra.Um olhar feminino do Antigo Testamento:«O Romance da Bíblia possui o riso que acontece debaixo da palma da mão entreaberta sobre a boca, mas igualmente o desfrute do gozo, ambiguamente trocado, tomado, pelo gosto do outro, no tactear da língua. Um livro de memórias ancestrais, que nos mostra o despertar da mortal e venenosa serpente das seitas religiosas, do obscurantismo, do sexismo com a sua rancorosa face. Mas, O Romance da Bíblia é ainda a beleza trabalhada, cinzelada, com um bom gosto literário inusitado, eu diria mesmo raro, na ficção portuguesa. (…)O livro de Deana Barroqueiro traz consigo a visão da mulher. Lúcido olhar, que ao longo dos séculos tem faltado à visitação deste universo da Bíblia: Velho Testamento moralista, repleto de anciãos preguiçosos, libidinosos e lascivos, de brutamontes ignorantes e violadores, convocados por um Deus irado frente à própria incompetência e à própria imagem, segundo a qual teria criado o homem, de quem afinal não gosta e castiga. E é precisamente no enredamento deste dilema, que se abrem as páginas do primeiro dos dezanove textos que, fragmentariamente, irão formar um todo literário uno: falando de Noé e de Jacob, de Isaac e de Sansão, de Asmodeu e dos circuncisos, de Labão e de Abraão, arrancando-os do seu pedestal de heróis divinos, com uma habilidosa crueldade implacável.»Maria Teresa Horta
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O Romance da Bíblia
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May 4 2010, 3:05pm | Comments »
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GUERRAS SANTAS 2
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Segunda e última parte do texto de Neil de Grasse Tyson inserto no livro "Morte pelo Buraco Negro e Outros Embaraços Cósmicos" (Gradiva, 2010):"VISTO QUE OS CIENTISTAS OSTENTAM níveis tão elevados de cepticismo, algumas pessoas poderão ficar surpreendidas por saber que os cientistas atribuem as suas maiores recompensas e elogios àqueles que, de facto, descobrem falhas em paradigmas estabelecidos. Essas mesmas recompensas também vão para aqueles que criam novas formas de compreender o universo. Quase todos os cientistas famosos, escolham o vosso favorito, tiveram este tipo de elogios ao longo das suas vidas. Este caminho profissional para o sucesso está nas antípodas daquilo que existe em quase todas as outras organizações humanas — sobretudo a religião.Nada disto significa que o mundo não contenha cientistas religiosos. Numa sondagem recente acerca de crenças religiosas em profissionais de matemática e ciências (Larson e Witham, 1998), 65 por cento dos matemáticos (a percentagem mais elevada) declararam ser religiosos, tal como 22 por cento dos físicos e astrónomos (a percentagem mais reduzida). A média nacional entre todos os cientistas é de cerca de 40 por cento, e ficou essencialmente inalterada durante o século passado. Para referência, cerca de 90 por cento do público americano afirmam ser religiosos (uma das percentagens mais elevadas na sociedade ocidental), de forma que, ou as pessoas não-religiosas se sentem atraídas para estudos em ciência, ou estudar ciência nos faz menos religiosos.Mas então e aqueles cientistas que são religiosos? Os investigadores de sucesso não obtém a sua ciência das suas crenças religiosas. Por outro lado, os métodos da ciência não têm actualmente nada a contribuir para a ética, a moral, a beleza, o amor, o ódio ou a estética. Esses são elementos vitais da vida civilizada e centrais para as preocupações de quase todas as religiões. Isto significa que, para muitos cientistas, não há conflito de interesses.Como em breve veremos em detalhe, quando os cientistas falam de Deus geralmente invocam-no nas fronteiras do conhecimento, regiões onde deveremos ser o mais humildes possível e onde o nosso maravilhamento é máximo.É possível cansarmo-nos desse maravilhamento?No século XIII, Afonso, o Sábio (Afonso X), o rei de Espanha, que era também um académico importante, sentia alguma frustração relativamente à complexidade dos epiciclos de Ptolomeu, necessários para explicar um universo geocêntrico. Sendo menos humilde do que outros que também investigavam as fronteiras do conhecimento, Afonso disse uma vez: «Tivesse eu estado presente na criação, teria dado algumas dicas úteis para um ordenamento melhor do universo.» (Carlyle 2004, liv. II, cap. X).Completamente de acordo com as frustrações do Rei Afonso com o universo, Albert Einstein escreveu, numa carta a um colega, que «Se Deus criou o mundo, de certeza que a sua preocupação principal não foi tornar a sua compreensão fácil para nós» (1954). Quando Einstein não conseguiu entender a razão pela qual um universo determinista pudesse requerer os formalismos probabilistas da mecânica quântica, ele disse que «É difícil conseguir dar uma espreitadela às cartas de Deus. Mas que Ele quisesse jogar aos dados com o mundo... é algo em que não consigo acreditar por um momento que seja» (Frank 2002, p. 208). Quando mostraram a Einstein um resultado experimental que, se estivesse correcto, teria derrubado a sua nova teoria da gravidade, Einstein comentou que «O Senhor é subtil, mas não é malicioso» (Frank 2002, p. 285). O físico dinamarquês Niels Bohr, contemporâneo de Einstein, finalmente fartou-se dos comentários de Einstein acerca de Deus e disse que Einstein deveria parar de dizer a Deus o que ele tinha de fazer! (Gleick 1999)Hoje em dia ouve-se um ou outro astrofísico original (talvez um em cem) a invocar Deus em público quando lhe perguntam de onde é que todas as nossas leis da física vieram, ou o que é que havia antes do big bang. Tal como temos vindo a antecipar, essas perguntas englobam a fronteira moderna das descobertas cósmicas e, de momento, transcendem as respostas que os dados e as teorias de que dispomos nos podem dar. Já existem algumas ideias promissoras, como por exemplo a cosmologia inflacionária e a teoria das cordas.Essas ideias poderão, em última análise, acabar por dar-nos as respostas a essas perguntas, empurrando para ainda mais longe o limite do nosso deslumbramento. As minhas opiniões pessoais são completamente pragmáticas e ecoam parcialmente as de Galileu, a quem é atribuída a responsabilidade de ter dito, durante o seu julgamento, que «A Bíblia diz-nos como ir para o Céu, não como os céus funcionam» (Drake 1957, p. 186). Galileu disse mais ainda, numa carta para a grã-duquesa da Toscânia: «Em minha opinião, Deus escreveu dois livros. O primeiro livro é a Bíblia, onde os seres humanos podem descobrir as respostas para as suas questões acerca de valores e de moral. O segundo livro de Deus é o livro da natureza, que nos permite usar observações e experiências para responder às nossas próprias questões acerca do universo» (Drake 1957, p. 173).Eu limito-me a seguir aquilo que resulta. E aquilo que resulta é o cepticismo salutar que está incorporado no método científico. Acreditem quando lhes digo que se a Bíblia se tivesse revelado uma fonte riquíssima de respostas científicas e de compreensão do universo, nós estaríamos a miná-la diariamente para fazermos descobertas cósmicas. Contudo, o meu vocabulário de inspiração científica sobrepõe-se imenso ao dos entusiastas da religião. Eu, como outros, sinto-me humilde na presença dos objectos e dos fenómenos do nosso universo. E vêem-me lágrimas aos olhos devido à admiração que sinto pelo seu esplendor. Mas faço-o sabendo e aceitando que, se eu propuser um Deus que conceda a sua graça ao nosso vale de desconhecimento, pode bem chegar o dia em que, devido ao poder dos avanços da ciência, já não sobrem vales nenhuns."Neil deGrasse Tyson
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February 4 2010, 3:23pm | Comments »
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GUERRAS SANTAS 2
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Segunda e última parte do texto de Neil de Grasse Tyson inserto no livro "Morte pelo Buraco Negro e Outros Embaraços Cósmicos" (Gradiva, 2010):"VISTO QUE OS CIENTISTAS OSTENTAM níveis tão elevados de cepticismo, algumas pessoas poderão ficar surpreendidas por saber que os cientistas atribuem as suas maiores recompensas e elogios àqueles que, de facto, descobrem falhas em paradigmas estabelecidos. Essas mesmas recompensas também vão para aqueles que criam novas formas de compreender o universo. Quase todos os cientistas famosos, escolham o vosso favorito, tiveram este tipo de elogios ao longo das suas vidas. Este caminho profissional para o sucesso está nas antípodas daquilo que existe em quase todas as outras organizações humanas — sobretudo a religião.Nada disto significa que o mundo não contenha cientistas religiosos. Numa sondagem recente acerca de crenças religiosas em profissionais de matemática e ciências (Larson e Witham, 1998), 65 por cento dos matemáticos (a percentagem mais elevada) declararam ser religiosos, tal como 22 por cento dos físicos e astrónomos (a percentagem mais reduzida). A média nacional entre todos os cientistas é de cerca de 40 por cento, e ficou essencialmente inalterada durante o século passado. Para referência, cerca de 90 por cento do público americano afirmam ser religiosos (uma das percentagens mais elevadas na sociedade ocidental), de forma que, ou as pessoas não-religiosas se sentem atraídas para estudos em ciência, ou estudar ciência nos faz menos religiosos.Mas então e aqueles cientistas que são religiosos? Os investigadores de sucesso não obtém a sua ciência das suas crenças religiosas. Por outro lado, os métodos da ciência não têm actualmente nada a contribuir para a ética, a moral, a beleza, o amor, o ódio ou a estética. Esses são elementos vitais da vida civilizada e centrais para as preocupações de quase todas as religiões. Isto significa que, para muitos cientistas, não há conflito de interesses.Como em breve veremos em detalhe, quando os cientistas falam de Deus geralmente invocam-no nas fronteiras do conhecimento, regiões onde deveremos ser o mais humildes possível e onde o nosso maravilhamento é máximo.É possível cansarmo-nos desse maravilhamento?No século XIII, Afonso, o Sábio (Afonso X), o rei de Espanha, que era também um académico importante, sentia alguma frustração relativamente à complexidade dos epiciclos de Ptolomeu, necessários para explicar um universo geocêntrico. Sendo menos humilde do que outros que também investigavam as fronteiras do conhecimento, Afonso disse uma vez: «Tivesse eu estado presente na criação, teria dado algumas dicas úteis para um ordenamento melhor do universo.» (Carlyle 2004, liv. II, cap. X).Completamente de acordo com as frustrações do Rei Afonso com o universo, Albert Einstein escreveu, numa carta a um colega, que «Se Deus criou o mundo, de certeza que a sua preocupação principal não foi tornar a sua compreensão fácil para nós» (1954). Quando Einstein não conseguiu entender a razão pela qual um universo determinista pudesse requerer os formalismos probabilistas da mecânica quântica, ele disse que «É difícil conseguir dar uma espreitadela às cartas de Deus. Mas que Ele quisesse jogar aos dados com o mundo... é algo em que não consigo acreditar por um momento que seja» (Frank 2002, p. 208). Quando mostraram a Einstein um resultado experimental que, se estivesse correcto, teria derrubado a sua nova teoria da gravidade, Einstein comentou que «O Senhor é subtil, mas não é malicioso» (Frank 2002, p. 285). O físico dinamarquês Niels Bohr, contemporâneo de Einstein, finalmente fartou-se dos comentários de Einstein acerca de Deus e disse que Einstein deveria parar de dizer a Deus o que ele tinha de fazer! (Gleick 1999)Hoje em dia ouve-se um ou outro astrofísico original (talvez um em cem) a invocar Deus em público quando lhe perguntam de onde é que todas as nossas leis da física vieram, ou o que é que havia antes do big bang. Tal como temos vindo a antecipar, essas perguntas englobam a fronteira moderna das descobertas cósmicas e, de momento, transcendem as respostas que os dados e as teorias de que dispomos nos podem dar. Já existem algumas ideias promissoras, como por exemplo a cosmologia inflacionária e a teoria das cordas.Essas ideias poderão, em última análise, acabar por dar-nos as respostas a essas perguntas, empurrando para ainda mais longe o limite do nosso deslumbramento. As minhas opiniões pessoais são completamente pragmáticas e ecoam parcialmente as de Galileu, a quem é atribuída a responsabilidade de ter dito, durante o seu julgamento, que «A Bíblia diz-nos como ir para o Céu, não como os céus funcionam» (Drake 1957, p. 186). Galileu disse mais ainda, numa carta para a grã-duquesa da Toscânia: «Em minha opinião, Deus escreveu dois livros. O primeiro livro é a Bíblia, onde os seres humanos podem descobrir as respostas para as suas questões acerca de valores e de moral. O segundo livro de Deus é o livro da natureza, que nos permite usar observações e experiências para responder às nossas próprias questões acerca do universo» (Drake 1957, p. 173).Eu limito-me a seguir aquilo que resulta. E aquilo que resulta é o cepticismo salutar que está incorporado no método científico. Acreditem quando lhes digo que se a Bíblia se tivesse revelado uma fonte riquíssima de respostas científicas e de compreensão do universo, nós estaríamos a miná-la diariamente para fazermos descobertas cósmicas. Contudo, o meu vocabulário de inspiração científica sobrepõe-se imenso ao dos entusiastas da religião. Eu, como outros, sinto-me humilde na presença dos objectos e dos fenómenos do nosso universo. E vêem-me lágrimas aos olhos devido à admiração que sinto pelo seu esplendor. Mas faço-o sabendo e aceitando que, se eu propuser um Deus que conceda a sua graça ao nosso vale de desconhecimento, pode bem chegar o dia em que, devido ao poder dos avanços da ciência, já não sobrem vales nenhuns."Neil deGrasse Tyson
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February 4 2010, 3:02pm | Comments »
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CRONOGRAFIA OU REPORTÓRIO DOS TEMPOS
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Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:Agora que se aproxima do fim a primeira década do terceiro milénio, está patente no espaço das Prisões Académicas da Universidade de Coimbra (no edifício da Biblioteca Joanina), até 19 de Março, uma mostra bibliográfica sobre o calendário que expõe edições dos Reportórios dos tempos, precursores dos Almanaques ou Calendários. Estes repositórios de dados e conhecimentos eram destinados ao grande público que neles encontrava os dados astronómicos necessários à vida prática e as tão apreciadas indicações de astrologia.Das obras dedicadas ao calendário religioso os calendários perpétuos destinavam-se ao cômputo a curto ou longo prazo das festas móveis da igreja. Quer o Calendário Gregoriano perpétuo (1583) qyer a Chronographia ou Reportório dos tempos (1506) de André de Avelar (sucessor de Pedro Nunes em Coimbra), incluem as correcções necessárias que se seguiram à reforma do calendário gregoriano, em 1582, que nasceu da necessidade de fazer regressar o equinócio da Primavera a 21 de Março desfazendo o erro de cerca de 10 dias que ocorria na contagem do tempo do calendário juliano.O papa Gregório XIII criou uma comissão formada pelos melhores astrónomos e matemáticos da época, onde o célebre jesuíta Christoph Clavius (antigo aluno da Academia de Coimbra) desempenhou um papel preponderante. Veio a ser escolhido o projecto de reforma apresentado pelo astrónomo Luís Lílio e, após serem ouvidos vários príncipes, bispos e universidades, o papa publicou em 24 de Fevereiro de 1582 a Bula Inter Gravíssimas, que estabeleceu o novo calendário. De início houve algumas críticas, como as de Viète, mas actualmente o calendário gregoriano pode ser considerado de uso universal.Mostra | 18 de Janeiro a 19 de Março | Prisões Académicas da Universiodade de Coimbra2ª. a 6ª. Feira das 9:30h – 17:30hObras expostas (ordem cronológica):ANTÓNIO DE BEJA, fl. 1493-?, Contra os juyzos dos astrólogos. [Lisboa] : Germam Galhard, 1523. R-14-10REGIOMONTANUS, Johannes Müller, 1436-1476 Tabulae directionum et perfectionum clarissimi viri ac praestantissimi mathematici … Eiusdem Regiomontani Tabula sinuum, per singula minuta extensa, universam sphaericorum triangulorum scientiam comprehendens ... Augustae Vindelicorum : excudebat Philippus Ulhardus, 1551. 4 A-16-35-3SACRO BOSCO, Johannes, fl. 1230 Sphaera … emendata. Eliae Vineti Santonis scholia in eandem sphaera ab ipso auctore restituta. Adiunximus huic libro compendium in sphaeram, per Pierium Valerianum Bellunensem, et, Petri Nonii … Demonstratione eorum, quae in extremo capite de climatibus sacroboscius scribit, de inaequali climatum latitudine … Lutetiae : apud Gilielmum Cavellat, 1556. RB-13-3LI, Andrés de, fl. 14-- , Reportorio dos te[m]pos em lingoagem portugues, co[m] as estrellas dos signos, y com as co[n]dições do que for nascido neste signo. E ho crecer y mingoar do dia y noite. E das quatro co[m]preixões, y suas condições. E a declinaçam do sol co[m] seu regimento. E o regimento da estella do Norte, com outras muitas cousas acrescentadas de nouo … Em Enora [sic] : em casa de André de Burgos, 1573. V.T.-18-8-17NUNES, Pedro, 1502-1578 Petri Nonii Salaciensis De arte atque ratione navigandi libri duo. Eiusdem in theoricas planetarum Georgij Purbachiij annotationes... Eiusdem De erratis Orontij Finoei liber unus. Eiusdem De crepusculis lib. I cum libello Allacen De causis crepusculorum. Conimbricae : in aedibus Antonij à Marijs, 1573. RB-29-9JERÓNIMO DE CHAVES, 1523-1574, Chronographia o Reportorio de los tiempos, el mas copioso y preciso que hasta ahora ha salido a luz …Añadio se en esta vltima impression vna Tabla perpetua para saber las Lunas nuevas y outra tabla perpetua para saber la hora dela marea y assi mismo outra tabla perpetua de las fiestas mouibles. Em Lisboa : por António Ribeiro, 1576. R-11-30IGREJA CATÓLICA. Liturgia e ritual. Calendário Calendarium perpetuum triginta sex tabulis comprehensum : breviario romano ex decreto sacrosancti Concilij Tridentini restituto, ac Pij V Pont. Max. iussu aedito cum primis utile & necessarium … Adiectis quoque ad calcem libri non solum Hispaniae, sed & lusitaniae peculiaribus sanctorum festitutatibus quae in hisce provintijs a fidelibus communiter celebrantur. [Conimbricae] : apud Antonium à Mariz, 1581. R-4-23IGREJA CATÓLICA. Liturgia e ritual. Calendário Kalendarium gregorianum perpetuum. Conimbricae : excudebat Antonius à Mariz, 1583. R-3-21TORNAMIRA, Francisco Vicente de, 15-- Chronographia, y Repertorio de los tiempos, a lo moderno, el qual trata varias y diversas cosas: de Cosmographia, Sphera, Theorica, de Planetas, Philosophia, Computo y Astronomia, donde se conforma la Astrologia com la Medicina y se hallaran los motiuos y causas que ha auido para reformar el año y se corrigen muitos passos da Astrologia que por la dicha reformacion quedauan atrasados. Pamplona : por Thomas Porràlis de Sauoya, 1585. R-71-15CLAVIUS, Christoph, 1583-1612 Christophori Clavii … Opera mathematica V tomis distributa ab auctore nunc denuo correcta, et plurimis locis aucta … Moguntiae : sumptibus Antonii Hierat : excudebat Reinhard Eltz, 1592. 1-21-9-4/8AVELAR, André de, 1546-ca 1626 Chronographia ov Reportorio dos Tempos : o mais copioso que te agora sayo a luz. Conforme a noua reformação do Santo Padre Gregório XIII. Nesta quarta impressam reformado, & accrescentado pello mesmo author com hum tratado do pronostico da mudança do ar, & algu[n]s princípios que tocão asi à Philosophia natural, como à Astrologia rústica, & co[m] hu[m]as breues, mas mui proueitosas regras pera sementeiras, cultura de aruores, & criação dos animaes. Lisboa : por Iorge Rodriguez, 1602. R-13-35KEPLER, Johannes, 1571-1630 Astronomia nova … seu Physica coelestis, tradita commentariis de motibus stellae Martis, ex observationibus G. V. Tychonis Brahe … [S.l. : s.n.], 1609. 4 A-26-15-18KEPLER, Johannes, 1571-1630 Ioannis Kepleri mathematici, pro suo opere Harmonices Mundi apologia … Francofurti : sumptibus Godefridi Trampachii, 1622. 4 A-7-1-2BORRI, Cristoforo, 1583-1632 Collecta astronomica … Ulysipone : apud Matthiam Rodrigues, 1631. RB-34-10VIÈTE, François, 1540-1603 Francisci Vietae Opera mathematica, in unum volumen congesta, ac recognita, opera atque studio Francisci à Schooten Leydensis matheseos professoris. Lugduni Batavorum : ex officinâ Bonaventurae & Abrahami Elzeviriorum, 1646. 2-24-15-1SEQUEIRA, Gaspar Cardoso, 15---16-- Thesouro de prudentes ... Lisboa : na officina de Joaõ Galraõ, 1686. 9-(4)-A-180IGREJA CATÓLICA. Liturgia e ritual. Calendário Calendário perpétuo gregoriano com o início em 15 de Outubro de 1582 : prático e de fácil consulta. [Lisboa : s.n., 1957] 5-50-21-14
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January 26 2010, 10:46am | Comments »
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Novo livro da Gradiva
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Informação recebida da Gradiva:Mark Lilla, A Grande Separação - Religião, Política e o Ocidente Moderno, 2010As paixões religiosas estão na ordem do dia da política mundial. O propósito de colocar a vida política sob a autoridade religiosa foi reavivado, frustrando as esperanças num futuro secular universal. O tema deste livro é, por isso, de uma dramática actualidade. Nele, Mark Lilla, notável historiador das ideias, leva-nos a questionar o que julgávamos saber acerca da religião, da política e do destino das civilizações, e recorda-nos a trajectória única do Ocidente moderno e aquilo que é necessário fazer para a preservar. Mais um grande livro Gradiva.«Trajectos», nº 82, 324 pp., € 18,00
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January 15 2010, 11:32am | Comments »
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FAITH: DO WE NEED TO HAVE ANOTHER TALK?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/faith-do-we-need-to-have-another-talk.html
Extracto da habitual coluna "What's New" de fim de semana do físico norte-americano Robert Park:"On Wednesday in the NY Times an op-ed by Nicholas Kristof remarked on a new crop of books dealing with the war between science and religion. He describes this latest crop as "less combative and more thoughtful" than those by Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris and the like. He hopes this "marks an armistice in the religious wars." I hope not. Kristof is particularly taken by Robert Wright's "The Evolution of God." I like it too. Wright is smart, and a really good writer, but he needs to be more like Dawkins, Hichens and Harris. In his latest book he explores how religion has gotten "better" over time. People are no longer burned at the stake in the name of religion. No, now they are now blown to pieces with improvised explosive devices or flown into the side of public buildings. Different religion -- same God."
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November 28 2009, 1:46am | Comments »
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A MECÂNICA DE DEUS
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/mecanica-de-deus.html
Ando a ler o livro "A Mecânica de Deus" com o subtítulo "Como os Cientistas e Engenheiros entendem a Religião", acabado de sair nas Publicações Europa-América. O autor é Guy Consolmagno, astrónomo jesuíta contemporâneo especializado em meteoritos, asteróides e planetas anões (há um asteróide com o seu nome, o 4597 Consolmagno).Não pude deixar de sorrir com vários passos, nomeadamente este da p. 257:"Todavia, é claro que entre todos os tolos do Vaticano de hoje não há nada de semelhante à incrível fileira de patifes que pulularam na história da minha Igreja. Podem discordar o que quiserem dos pontífices mais recentes, mas não há dúvida de que pelo menos tentaram ser Homens Santos, tentando sinceramente fazer aquilo que lhes parecia ser a vontade de Deus. É mais do que poderíamos dizer de muitos outros pontífices da História, a quem não confiaria as chaves do meu automóvel, quanto mais as chaves do Reino dos Céus. E mesmo assim, a Igreja e as suas doutrinas sobreviveram, de algum modo. Eu estou a brincar um pouco (menos de um pouco) quando digo que esta é a derradeira prova da existência de Deus, e um milagre que só Deus poderia ter conseguido".
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November 2 2009, 5:16am | Comments »
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PORQUÊ DEUS SE TEMOS A CIÊNCIA?
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Informçação recebida da editora Fronteira do Caos sobre um novo livro:PORQUÊ DEUS SE TEMOS A CIÊNCIA?MANUEL CURADO (Org.) Informação editorial:"Deus não se vai embora. Todas as pessoas mais cedo ou mais tarde têm de ter uma posição sobre a existência de Deus. Não se conhece nenhuma sociedade que não tenha crenças e comportamentos religiosos. Estes dois factos são extraordinários. Se existissem excepções, a vida humana seria radicalmente diferente. Pensemos em indivíduos hipotéticos que vivessem toda uma vida sem se questionarem sobre a existência de uma entidade criadora do que existe ou a fonte do sentido para a existência do homem e do mundo. Este é um exercício difícil porque não reconhecemos traços de humanidade nesses indivíduos hipotéticos. Talvez algumas pessoas tenham sido e sejam assim. Talvez. É justo, contudo, afirmar a seu respeito que lhes falta algo, como se a grandeza da condição humana passasse obrigatoriamente por uma relação pessoal com a questão de Deus. O mesmo poderia ser afirmado a respeito de uma sociedade que não tivesse crenças religiosas, comportamentos abertamente religiosos e em que ninguém apelasse ao religioso. A imaginação de uma sociedade deste tipo é ainda mais violenta porque ainda mais improvável. Seja como for, a relação entre os seres humanos e o religioso é inesgotável. O presente volume procura compreender alguns dos aspectos dessa relação."ISBN: 978-989-8070-42-5 Páginas: 271pp Preço: 19.90 euros
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November 1 2009, 7:47pm | Comments »
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O MARXISMO SEGUNDO ONÉSIMO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/o-marxismo-segundo-onesimo-almeida.html
Excerto do último livro do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, "De Marx a Darwin. A Desconfiança das Ideologias", publicado há pouco na Gradiva:"O marxismo aparece deste modo - Karl Popper apontou-o muito bem - como sistema metafísico não-falsificável, com todos os atributos de uma religião que opera enraizada numa fé não assente em princípios empíricos nem jamais sujeita à obrigação de demonstrações racionais dos seus axiomas de base. Esse sistema metafísico aliás - e não me parece de modo nenhum absurdo aventá-lo - seria assim uma espécie de versão secular da história bíblica judaico-cristã. O paraíso terreal existiu de facto e o ser humano era bom, mas o capitalismo foi, infelizmente, o pecado original que lançou a humanidade na senda de uma história de lutas de classes. No entanto, Marx vai ser o profeta da recuperação do estado original de graça. Fundando a sua Igreja e rodeando-se dos seus apóstolos, vai fazê-los militar na luta pela segunda vinda dessa ordem natural onde de novo reinará o bom selvagem. A felicidade, porém, não acontecerá no outro mundo, mas sim neste, e inevitavelmente virá.Acredito que haja nesta síntese algo de exageradamente redutor, todavia insisto na paridade lógica das duas metafísicas - a marxista e a cristã. O carácter dogmático da sua doutrina é apenas uma faceta adicional a intensificar a legitimidade desse paralelo."Onésimo Teotónio de Almeida
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October 28 2009, 3:40am | Comments »
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"THE CASE FOR GOD"
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/case-for-god.html
Sob o título "Perpetual Revelations", o Book Review do New York Times de hoje, pela pena de Ross Dhoutat, publica uma recensão do livro THE CASE FOR GOD, de Karen Armstrong, saído na Alfred A. Knopf. Começa assim:"The Bush era was a difficult time for liberal religion in America. The events of 9/11 were not exactly an advertisement for the compatibility of faith and reason, faith and modernity, or faith and left-of-center politics. Nor was the domestic culture war that blazed up in their wake, which lent a “with us or against us” quality to nearly every God-related controversy. For many liberals, the only choices seemed to be secularism or fundamentalism, the new atheism or the old-time religion, Richard Dawkins or George W. Bush.But now the wheel has turned, and liberal believers can breathe easier. Bush has retired to Texas, and his successor in the White House is the very model of a modern liberal Christian. Religious conservatism seems diminished and dispirited. The polarizing issues of the moment are health care and deficits, not abstinence education or intelligent design. And the new atheists seem to have temporarily run out of ways to call believers stupid.The time, in other words, is ripe for a book like “The Case for God,” which wraps a rebuke to the more militant sort of atheism in an engaging survey of Western religious thought. Karen Armstrong, a former nun turned prolific popular historian, wants to rescue the idea of God from its cultured despisers and its more literal-minded adherents alike. To that end, she doesn’t just argue that her preferred approach to religion — which emphasizes the pursuit of an unknowable Deity, rather than the quest for theological correctness — is compatible with a liberal, scientific, technologically advanced society."Para o resto ler aqui. Quem quiser ler a crítica de Simon Blackburn no Guardian, de Julho passado, leia aqui.
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October 3 2009, 3:37am | Comments »
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