Uma grande editora destruiu muitos livros. Dezenas de milhares, diz-se nas notícias.Ao que parece havia de tudo nos lotes que se alienaram: desde manuais escolares desactualizados a obras antigas de Vasco Graça Moura, Jorge de Sena..."É uma inevitabilidade", foi a justificação dum responsável editorial. Justificação que eu já antes tinha percebido ser aceite pacificicamente nos meios editoriais.Felizmente não é aceite desta maneira pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que considerou essa destruição "um massacre", prometendo que tudo fará para encontrar uma solução a curto prazo.
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Um massacre
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March 5 2010, 3:22am | Comments »
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D. MANUEL DO CENÁCULO, UM ILUMINISTA CATÓLICO
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Foi o iluminista Voltaire que disse “Deus é um comediante a actuar para uma plateia assustada de mais para rir”. De facto, o espírito das luzes, que ganhou força na Europa no século XVIII, não conviveu bem com a religião dominante no Velho Continente. Mas houve muitos iluministas católicos e até um movimento com o nome de Iluminismo Católico que tentou trazer para dentro da Igreja, adaptando-o convenientemente, algum do espírito das luzes.Um dos nomes maiores do Iluminismo católico português foi decerto D. Manuel do Cenáculo (1724-1814), que participou na Junta de Providência Literária que preparou a Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra e que dirigiu a Real Mesa Censória, um alto cargo na governação do Marquês de Pombal, e que foi também Bispo de Beja e de Évora. A principal marca que nos deixou foi a criação de bibliotecas, como a Biblioteca da Real Mesa Censória, a Biblioteca da Diocese de Beja e a Biblioteca Pública de Évora, que em 2005 celebrou os 200 anos.D. Manuel do Cenáculo, de seu nome completo D. Frei Manuel do Cenáculo Vilas Boas Anes de Carvalho, deixou resmas de manuscritos, incluindo pormenorizados diários e correspondência trocada com um grande número de personalidades da época, que em boa parte se encontram guardados hoje na Biblioteca de Évora. Uma pequena mas significativa amostra desses escritos saiu há pouco no volume coordenado por Francisco António Lourenço, professor de história na Universidade de Évora, com o título “D. Manuel do Cenáculo. Instruções Pastorais, Projectos de Bibliotecas e Diário”, que é o número 8 da colecção “Ciência e Iluminismo” da Porto Editora. Essa colecção é um verdadeiro achado, para os leitores, como eu, que têm particular interesse e simpatia tanto pela ciência como pelo Iluminismo (os dois estão, como é sabido, muito próximos). A série abriu com a publicação de documentos de um outro iluminista, cientista botânico, o Abade José Correia da Serra, e continuou com textos, entre outros, de Domingos Vandelli, o químico e naturalista que de Pádua veio para Lisboa e Coimbra, e Diogo de Carvalho e Sampayo, o autor do curioso embora desconhecido “Sistema das Cores”.Vejamos, em mais pormenor, a biografia do prelado que tem o seu retrato, merecidamente em grande, na Biblioteca Pública de Évora. Nasceu em Lisboa de origem humilde (o pai era serralheiro de Constantim, arredores de Vila Real). Aos 16 anos entrou para a Ordem Terceira de S. Francisco, da qual viria a ser superior provincial. Forma-se em 1749 em Teologia na Universidade de Coimbra, onde ensinou até 1755, o ano do grande terramoto. O Marquês nomeou-o para o importante lugar de confessor e perceptor do príncipe D. José, filho de D. Maria I e neto de D. José (o livro aqui em causa contém uma lista de livros recomendados para a educação do príncipe). Este príncipe, que casou aos 15 anos com uma tia que tinha o dobro da idade, acabou por falecer de varíola aos 27 anos, permitindo que o trono real fosse ocupado por seu irmão mais novo, que se tornou D. João VI. Em 1770 D. Manuel do Cenáculo foi nomeado o primeiro bispo de Beja, já que a diocese foi criada nessa mesma data. A Junta de Providência Literária serviu para escrever os Estatutos da Universidade de 1722 (o livro em causa dá conta, na parte dos diários, das reuniões realizadas para esse fim). A Real Mesa Censória, fundada em 1768, e de que D. Manuel do Cenáculo foi segundo presidente, desempenhou um papel essencial no nepotismo do Marquês. Os livros contra a religião eram sumariamente proibidos pela junta formada quase só por clérigos. Mas não eram só esses os livros proibidos: também os “livros que neguem obediência ao Santo Padre, os livros de astrologia, feitiçaria, que promovam a superstição, livros obscenos, os que deturpam as sagradas escrituras e ainda os dos pervertidos filósofos destes últimos tempos”. E até obras dos jesuítas foram alvo de censura, o que não admira sabida como é o ódio do Marquês aos jesuítas. D. Manuel do Cenáculo tentou criar lá uma biblioteca dos livros entregues, que de algum modo é precursora ainda que distante do Depósito Legal.Com a morte de D. José, o Marquês caiu, como é sabido, em desgraça. E o mesmo aconteceu com os seus mais próximos colaboradores. D. Manuel do Cenáculo deixou a política activa, recolhendo à sua diocese de Beja. Aí a sua pastoral desenvolveu-se no sentido da instrução básica do povo analfabeto e de uma instrução mais elevada para os clérigos. Para isso valorizou o papel dos livros e das bibliotecas. D. Manuel do Cenáculo era um bibliófilo, com conta aberta em vários livreiros a quem comprava compulsivamente tudo o que, na sua opinião, de melhor saía no país e lá fora. E coligiu antiguidades: foi um coleccionista e um arqueólogo avant la lettre. Em 1808, o Regente D. João lembrou-se do mestre do seu falecido irmão para a diocese de Évora (nesse tempo o poder temporal e eclesiástico não eram distintos como hoje!) O novo bispo de Évora subiu um pouco mais a Norte no Alentejo, mas continuou a sua acção na mesma linha. Muitos objectos que trouxe de Beja fazem hoje parte do Museu de Évora. E, de novo, fundou uma Biblioteca, a de Évora, que bem podia ter o seu nome. O projecto da Biblioteca da Real Mesa Censória e os Estatutos da Biblioteca Pública de Évora encontram-se transcritos no livro em apreço. Tanto as colecções arqueológicas como as colecções de livros viriam a sofrer com as Invasões Francesas, quando o bispo de Évora já estava velho e alquebrado. Desterrado para Beja, resistiu como pôde. Morreu sempre próximo dos livros.Duas palavras mais sobre o iluminismo católico e a ciência. Um documento do livro coordenado por Lourenço Vaz é bem elucidativo da tentativa de conciliar fé e razão. Tendo havido dúvidas sobre a qualidade da água baptismal de uma certa pia, o bispo não hesitou em fazer ele próprio uma experiência:“Fiz uma junta composta de dois teólogos, de dois médicos, e dois cirurgiões, todos práticos na matéria, e eu provei a água que vossa mercê me enviou em uma redoma: todos igualmente provámos, e cheirámos a mesma água. Não lhe achámos coisa alguma que a inabilitasse para o Sacramento.”Por outro lado, como bem informa o presente livro, D. Manuel do Cenáculo estava a par das novas correntes científicas. Não deixou de criticar Voltaire, mas isso não o impediu de reconhecer o importante papel desse filósofo como divulgador das ideias de Isaac Newton, que marcaram o século das luzes: “Quis Newton, diz Voltaire, que a luz fosse conhecida, e conhece-se a luz”.E, sobre o grande antecessor de Newton que foi Galileu Galilei, escreveu:“Favorece a Providência o empenho de Galileu na invenção do Telescópio. Desta sorte o artifício aumentou as luzes dos modernos para emendarem os erros, tanto negativos, como positivos, dos que não conheceram semelhantes instrumentos, nem souberam, nem puderam trabalhar como os Galilei, e os Cassini.”- Francisco António Lourenço Vaz (introdução e coordenação editorial), “D. Manuel do Cenáculo. Instruções Pastorais, Projectos de Bibliotecas e Diário”, Porto Editora, 2009.
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March 2 2010, 6:21am | Comments »
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SOBRE O LIVRO "CHAMO-ME GALILEU GALILEI"
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Nas escolhas que fiz de livros e que estão no sítio do Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, a última adição é de um livro de Guilherme de Almeida para jovens: "Chamo-me... Galileu Galilei"(Didáctica Editora). Ver o breve vídeo aqui.
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March 1 2010, 5:17pm | Comments »
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PELA CAUSA DA POESIA
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Texto recebido da Editora Alma Azul:A Poesia tem um lugar reduzido nas Livrarias. O seu espaço é cada vez mais consequente com a sua comercialização. Pouca diversidade e reduzidas vendas. E, no entanto, a quantidade de pessoas que quer editar versos é assombrosa. Parece que em Portugal se substitui a leitura de poesia pela escrita de versos.E faz sentido. Só quem nunca leu Giánnis Ritsos, Paul Celan ou Herberto Helder, para só dar três exemplos, é que pode cair na ilusão de que a Poesia está ao alcance de qualquer um. Que ter jeito para rimas e metáforas é meio caminho para a fama e o Olimpo.As palavras têm outra cascalá mais para dentro como as amêndoase a paciência.escreve Giánnis Ritsos, que só descobrimos através da incansável tarefa da leitura e da releitura da Poesia.A Poesia é, pois, um exercício de leitura difícil mas compensador. Acreditem. Neste século XXI em que julgamos tudo perdido, há pelo menos algo que continua inalterado no valor, na riqueza e no conhecimento do homem e do que o rodeia: a Poesia.Se sempre - desde a sua fundação - a Poesia foi uma causa da Alma Azul, hoje, pela força das circunstâncias, é a sua principal Causa.Contra a mediocridade e contra o desalento é altura de regressar à Casa da Poesia, lugar onde - como um dia escreveu Sophia de Mello Breyner - ontem como hoje, (ainda) existe o Esplendor da Linguagem (ler em http://www.alma-azul.pt)Elsa Ligeiro
February 27 2010, 5:22am | Comments »
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Lançamento dos "Tesouros" hoje na Joanina
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Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra:Hoje, dia 25 de Fevereiro de 2010, pelas 17h30m, terá lugar na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra a apresentação pública da obra Tesouros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, com coordenação de A. E. Maia do Amaral. A apresentação do livro estará a cargo do Doutor Jorge Couto, Director-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal.A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra guarda tesouros que nos trazem a memória de cinco séculos do tempo português e mundial. O livro a ser lançado mostra alguns dos muitos tesouros que a Biblioteca Geral alberga. É obrigatório referir a colecção de mais de 3500 manuscritos, que por sua própria natureza são únicos; a Sala do Visconde, com a colecção de folhetos raros do tempo da Restauração; a Sala Oliveira Martins, com o espólio bibliográfico do grande historiador e escritor da “geração de 70”; e a Sala de São Pedro, na qual a rica colecção de livros do Colégio de São Pedro se conserva nas suas estantes de origem e onde tantas e tão notáveis exposições já se realizaram.Beneficiária dos favores reais e do Depósito Legal desde os tempos da República, hoje na Biblioteca Geral pode o leitor encontrar todo o tipo de monografias e de publicações periódicas. Com as novas tecnologias da informação e da comunicação deram-se nos últimos anos passos decisivos para construir uma biblioteca moderna.De tudo isto e muito mais se dá conta pormenorizada neste livro, através dos textos de António Filipe Pimentel sobre a arquitectura e a arte dos dois edifícios, de A. E. Maia do Amaral sobre as bibliotecas eruditas e espólios literários e científicos, num capítulo, e marcas bibliográficas, noutro capítulo, de Saul Gomes sobre os manuscritos iluminados, de Maria da Graça Pericão sobre a tipografia quatrocentista e quinhentista, de Flávio Pinho sobre os documentos musicais, de Iuliana Gonçalves sobre a imprensa periódica portuguesa, de Alexandre Ramires sobre a fotografia antiga, e de Carlos Fiolhais e seus colaboradores sobre o Instituto de Coimbra e sobre a rede de bibliotecas da Universidade. De referir, também a arte do físico e fotógrafo Paulo Mendes, que, com grande cuidado e rigor, fixou aspectos e obras de uma maneira por vezes surpreendente. A coordenação esteve a cargo de A. E. Maia do Amaral, Director Adjunto da Biblioteca.Contamos com a vossa presença.Imprensa da Universidade de Coimbra Rua da Ilha - 3000-214 Coimbra Tel. (+351) 239 410 098Fax: (+351) 239 410 043E-mail: imprensauc@ci.uc.ptURL: http://www.uc.pt/imprensa_uc Compras online: http://siglv.uc.pt/imprensa
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February 25 2010, 5:37am | Comments »
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Loja de Matemática on line
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Informação recebida da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM):As novidades da loja da SPM já estão à distância de um clique. A partir de agora já pode efectuar todas as suas consultas e encomendas através do site. A SPM criou este espaço especialmente a pensar nos seus sócios, que, desta forma, podem fazer as suas encomendas com comodidade e a preços especiais. Num formato prático e funcional, a loja online permite-lhe estar sempre actualizado sobre o que é publicado em Portugal na área da matemática. Conheça as novidades, consulte as sinopses e não deixe de visitar as secções de VHS, CD e DVD e também de jogos didácticos. Faça a sua visita ainda hoje!
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February 25 2010, 4:02am | Comments »
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Regressar ao Livro
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Depoimento de João Gouveia Monteiro, director da Imprensa da Universidade de Coimbra, prestado à Newsletter daquela Universidade sobre as mais recentes actividades daquela editora:A Imprensa da Universidade de Coimbra (IUC) tem estado a promover uma série de iniciativas com diversos parceiros dentro da Universidade de Coimbra (Associação Académica, Biblioteca Geral - BGUC, Arquivo, Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras, Teatro Gil Vicente, Secção de Comunicação do Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras, etc.) cujo objectivo prioritário é trazer os jovens (e os menos jovens!) de volta à leitura convencional! Assim, após uma Feira do Livro Universitário nos Jardins da Associação Académica e um Colóquio muito participado que teve lugar em Novembro (sobre “O livro e a leitura entre os Jovens”) a IUC decidiu promover um concurso intitulado “10 Paixões em forma de Romance”. Até 31 de Março, cada docente, estudante e funcionário da UC pode eleger os três romances escritos em língua portuguesa que mais gostou de ler ao longo da sua vida. Podem ser considerados romances de todas as épocas, escritos por autores de Portugal, do Brasil ou da África de expressão portuguesa. O link directo para aceder a esta votação é este. Em princípios de Abril, a IUC e os seu parceiros neste projecto (Biblioteca Geral e Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras) vãoapurar quais as 30 obras mais votadas (até agora, “Os Maias”, de Eça de Queiroz, e “Memorial do Convento”, de José Saramago, encabeçam a votação, mas muitas dezenas de obras foram já votadas por perto de duas centenas de pessoas). Depois disso, um júri composto por escritores, professores e críticos literários seleccionará, de entre essas 30, uma shortlist de 10 obras. Estarão então encontrados os “10 mais” da história da literatura de língua portuguesa, que servirão de pretexto para tertúlias e conferências diversas e para uma exposição na BGUC, ao longo do ano lectivo de 2010-2011.Por outro lado, visando levar mais longe a história da IUC e participar nas comemorações do centenário da Republica portuguesa, estamos a preparar (com a Secção de Comunicação do Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da FLUC e com o TAGV) uma exposição itinerante intitulada “Estórias Republicadas”. Trata-se aqui de evocar a história da Imprensa da UC desde as suas origens (1772/73, com o Marquês de Pombal) até aos dias de hoje. Por aqui desfilarão momentos como a reforma pombalina da UC, as Invasões Francesas e a resistência do Batalhão Académico, o aparecimento da imprensa periódica em Coimbra (com o jornal “Minerva Lusitana”), as lutas liberais, a Lei das Rolhas, a implantação da República, o Estado Novo e a extinção da IUC, etc. Esta exposição, composta por cerca de duas dezenas e meia de painéis com pouco texto e muita imagem, acompanhados por um CD-Rom que permitirá grande actividade com o público e que ajudará a explorar diversos temas relacionados com os núcleos citados, circulará a partir de Abril por 25 bibliotecas municipais e escolares e por muitas escolas do ensino básico e secundário da Região Centro de Portugal. Mas, mais tarde, em 2010-2011, a sua itinerância levá-la-á ainda mais longe, a Portugal inteiro e, se possível, ao Brasil e a Angola.Em 15 e 16 de Abril, a IUC organizará também, na sua sede na Rua da Ilha e na Fundação Cultural Universidade de Coimbra (FCUC: Palácio Sacadura Botte, à Sé Velha), um Colóquio sobre Gestão Editorial e Marketing do Livro, uma iniciativa nunca antes realizada em Coimbra. Trata-se, no primeiro dia, de reunir os melhores editores portugueses, de escutar o balanço e os segredos das suas experiências de sucesso e de discutir com eles temas tão actuais quanto a divulgação do livro, a era do digital, a distribuição ou o próprio futuro do livro!... No segundo dia, na FCUC, o evento funcionará em regime de workshop sobre Mercado Editorial Português e Estratégias de Valorização do Livro, com o apoio dos Booktailors. A iniciativa reúne a IUC ao Mestrado em Estudos Editoriais da Universidade de Aveiro e à Associação Portuguesa de Editoras do Ensino Superior. As inscrições poderão ser feitas através deste sítio.Na segunda quinzena de Abril, a IUC também estará presente na Feira do Livro de Coimbra. Aí poderemos exibir as nossas novidades editoriais (temos já mais de 200 títulos em Catálogo e estamos a publicar cerca de um livro por semana), arrumadas em 3 séries (Investigação, Ensino e Documentos) e em 14 colecções temáticas. Destas, destacamos a nova colecção “Estado da Arte”, virada para o grande público: livros de bolso versando temas de interesse geral abordados por especialistas reputados com capacidade para escrever de forma didáctica (e quase sem notas e bibliografia!). Depois de “A Crise Financeira Internacional” (João Sousa Andrade et alii) e de “Músicas do Mundo”, de José Eduardo Braga (os últimos títulos a serem editados, em finais de 2009), esta colecção prosseguirá com pequenos livros sobre a aventura da hominização (Eugénia Cunha), sobre violência doméstica (Teresa Magalhães), sobre empreendedorismo (Pedro Saraiva e Jorge Figueira), sobre infertilidade (Teresa Almeida Santos), sobre o envelhecimento (Margarida Pedroso de Lima), sobre a ciência em Portugal (Carlos Fiolhais e Décio Martins), sobre a pintura ocidental (Fernando Montesino), sobre o diálogo inter-religioso (Anselmo Borges), sobre a música erudita ocidental (J. M. Pedrosa Cardoso) e sobre muitos outros temas que oportunamente confirmaremos. Por menos de 8 euros por livrinho, poderemos todos formar uma colecção excelente, diversificada e muito actualizada!De modo a apoiar o mais possível os seus autores, a IUC acaba de decidir oferecer-lhes um desconto de 45% na aquisição de qualquer título do nosso Catálogo (desde que a aquisição se faça através de cheque, na nossa sede da Rua da Ilha, n.º 1, bem juntinho à Sé Velha). Além disso, 2010 será o ano da 1.ª edição do Prémio Joaquim de Carvalho, que visa distinguir a melhor obra editada pela IUC no ano anterior. O vencedor deste Prémio (no valor de 3000 euros e que contará com um mecenas: Sr. Carlos Dias), será anunciado em finais de Março, no termo dos trabalhos de um júri rotativo nomeado pelo Conselho Editorial da IUC e que reúne em 2010 os Doutores Alexandre Sá (Letras), Manuel Godinho (Ciências e Tecnologia), Fernando Ramos (Farmácia), Joaquim Feio (Economia) e Salomé Marivoet (Desporto e Educação Física). O galardão será entregue em cerimónia a anunciar oportunamente, durante o 1.º semestre de 2010.2010 será também um ano importante para a expansão das livrarias da IUC. Juntamente com o nosso parceiro comercial (a Coimbra Editora, que assegura também a distribuição das nossas obras em todo o país) abriremos duas novas livrarias: uma no Pólo 2, no edifício central da Faculdade de Ciências e Tecnologia (mesmo ao lado do balcão do Banco Santander que já lá está instalado) e no Pólo 3 (no edifício da Biblioteca de Ciências da Saúde). Esperamos poder fazer chegar as nossas novidades editoriais cada vez mais longe, cobrindo o melhor possível toda a comunidade universitária. A IUC deseja ser a Casa-editora de toda a UC e também por isso aposta na diversificação das áreas científicas cobertas pelas suas edições. Entretanto, animaremos também a nossa livraria virtual, em fase de grande expansão e à qual todos podem aceder através deste sítio .Por fim, já podemos também divulgar a realização, em Novembro de 2010, em dia a anunciar, de um importante Colóquio sobre “As três Religiões do Livro”. Queremos discutir em profundidade e em conjunto as premissas e a viabilidade de um verdadeiro diálogo entre culturas religiosas que têm uma matriz comum (as três religiões abraâmicas: Judaísmo, Cristianismo e Islão) mas tantas diferenças cultuais e entendimentos e propostas aparentemente tão distintas para o futuro da Humanidade. Estimamos poder contar com presenças muito relevantes nesta iniciativa, que decerto irá animar na próxima rentrée a comunidade universitária e a própria cidade de Coimbra!João Gouveia MonteiroDirector da Imprensa da Universidade de Coimbra
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February 25 2010, 4:00am | Comments »
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LIVRARIA IDEAL
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Dei uma entrevista ao programa "Livraria Ideal", da responsabilidade do jornalista João paulo Sacadura, que passou an TVI24, mas que pode ser visto na Internet: aqui (clicar em vídeo).
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February 24 2010, 9:04pm | Comments »
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A JUSTIÇA EM PORTUGAL VISTA POR UM FRANCÊS EM 1766
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Do livro "O Reino de Portugal em 1766", de Charles Dumouriez (introdução de António Ventura), Caleidoscópio, 2007: "A polícia de Lisboa e de todo o Portugal, tão mal exercida quanto as infelicidades da vida que lá se sofrem o provam, está entre as mãos dos juízes, chamados Juízes de Fora, os quais estão subordinados corregedor e ao ouvidor; todo o Portugal está dividido em correições e ouvidorias. Nada é mais insolente e ávido do que esta quantidade de diferentes juízes.
"A justiça é administrada com as mesmas extorsões, o mesmo amontoado de leis e a mesma quantidade de advocacia e de obstáculos que em Espanha, ou seja, pior ainda que no resto da Europa.
"As prisões são o alojamento da barbárie e do desespero; é-se muito arruinado se se é inocente; arruinado e absolvido se se é culpado. A impunidade do crime alenta. Vi, em Lisboa, um empregado assassinar o seu camarada em pleno dia, no meio da rua, retirar-se friamente com a sua faca na mão, ser conduzido para a prisão rindo e sair alguns meses depois para exercer o ofício de carrasco."A justiça melhorou muito desde 1766. Mas terá melhorado o suficiente?
February 23 2010, 3:35am | Comments »
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MEDIR OS CÉUS PARA CONQUISTAR A TERRA
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Informação recebida do Museu da Ciência de Lisboa:Já saiu o Catálogo da exposição "Medir os céus para dominar a Terra" subintitulada "A Astronomia na Escola Politécnica de Lisboa, 1837-1911. Medir o tempo, medir o mundo, medir o mar".Sumário:- Nota de Abertura, Ana Maria Eiró- O Ensino da Astronomia na Escola Politécnica de Lisboa 1837-1911, Luís Miguel Carolino e Teresa Salomé Alves da Mota- Filipe de Sousa Folque (1800-1874) Breve Biografia, Vanda Leitão- Cartas Geographicas dee Portugal (1860-1899), João Carlos Garcia- Medir o tempo, medir o mundo, medir o mar, Nuno Crato- Catálogo da Exposição
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February 18 2010, 5:04am | Comments »




