Porque as palavras nos podem unir neste tempo de segregação. Porque as palavras nos podem acariciar neste tempo frio. Porque as palavras nos podem salvar neste tempo de asfixia. Porque as palavras nos podem sarar das esquinas da vida. Porque as palavras nos podem fazer sorrir neste tempo triste. Porque as palavras nos podem, enfim, serenar, gratificar, humanizar, fazer ver, reparar, intervir. Estas são algumas dessas palavras, ontem publicamente lançadas na Biblioteca Municipal de Gondomar. Parabéns à autora, ilustrador e editor.
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Ler histórias juntos
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November 15 2009, 4:31am | Comments »
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CIÊNCIA DA TRETA
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Informação recebida do Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho:Café, Livros e Ciência“Ciência da Treta” de Ben Goldacre5ª feira l 3 Dezembro l 18hNuma parceria entre o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, o Museu da Ciência e a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro surge Café, Livros e Ciência projecto de comunicação de ciência com o objectivo principal de promover a leitura de livros de ciência junto do público em geral. Este evento acontece num ambiente informal, onde o café acompanha os livros.Carlos Fiolhais e Jorge Buescu apresentam-nos “Ciência da Treta” de Ben Goldacre, galardoado pela Real Sociedade Inglesa com o prémio para o melhor livro de ciência de 2008. “Ciência da Treta” apresenta-nos algumas ferramentas para desmontar falsas informações, abusivamente transmitidas sobre milagrosos produtos ou terapêuticas.Café, Livros e Ciência acontece na primeira quinta-feira de cada mês num périplo por cada instituição parceira. Os eventos terão uma cobertura multimédia que posteriormente será colocada no sítio internet de cada parceiro, bem como no Ciência Viva TV. Este programa conta também com a publicação mensal da rubrica “Os meus livros de ciência” por Carlos Fiolhais.Data: 5ª feira, 3 de Dezembro de 2009Local: Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, Departamento de Física, Universidade de Coimbra, piso 0Horário: 18h - 19hPúblico-alvo: jovem e adultocontactos 239410694 ou rc@teor.fis.uc.ptentrada livre
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November 14 2009, 4:32am | Comments »
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FILOSOFIA E NAZISMO
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Um artigo recente na secção de livros do "New York Times", da autoria de Patricia Cohen, recenseia um livro que põe em causa a obra filosófica do alemão Martin Heidegger (na imagem), por ela estar intimamente ligada às suas convicções nazis. Ler aqui.
November 14 2009, 4:08am | Comments »
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Músicas do Mundo
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Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra.O Director da Imprensa da Universidade de Coimbra e a Directora do Teatro Académico de Gil Vicente/Fundação Cultural da Universidade de Coimbra têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra Músicas do Mundo, da autoria de José Eduardo Braga.A sessão terá lugar no dia 26 de Novembro de 2009, pelas 17h30m, no foyer do TAGV, estando a apresentação a cargo de Alexandre Lemos, Presidente da Rádio Universidade de Coimbra (RUC).O livro, um roteiro musical dos cinco continentes (géneros musicais, influências, instrumentos, protagonistas), insere-se na colecção de livros de bolso Estado da Arte, editada pela Imprensa da Universidade de Coimbra.
November 12 2009, 5:00am | Comments »
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O JACKPOT CÓSMICO
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Por amabilidade da Gradiva, publicamos um excerto do prefácio do livro "Jackpot Cósmico" do físico Paul Davies, que acaba de ser publicado por essa editora:Quando estava a terminar o meu doutoramento, no University College London, na década de 1960, o meu orientador deu-me um artigo técnico curioso para ler, «para me aliviar um pouco» do meu projecto principal. O artigo (que de facto não veio nunca a ser publicado na forma na qual o li) baseava-se numa palestra dada nos Estados Unidos pelo jovem cosmólogo e físico teórico inglês Brandon Carter.O assunto era radical e diferente. O trabalho normal de um físico teórico é investigar um problema acerca de um dado fenómeno natural, ainda por resolver, aplicando as leis da física sob a forma de equações matemáticas, e depois tentar resolver as equações para ver a que ponto elas descrevem a realidade. Mas Carter estava a tratar de um tipo de problema completamente diferente, que tinha a ver com a forma das leis propriamente ditas. Fez a si mesmo a seguinte pergunta: «Suponhamos que as leis tinham sido escritas de forma um pouco diferente do que foram na realidade, num ou noutro aspecto— que consequências teria isto?» Os filósofos chamam «análise contrafactual» a este tipo de investigação, e embora os romancistas utilizem este tipo de ideia há muito tempo (li recentemente um romance em que os nazis derrotaram a Grã-Bretanha na Segunda Guerra Mundial e o Reino Unido se tornou um estado-fantoche da Alemanha), era inovadora para um cientista.O foco da análise do tipo «e se» de Carter era mais uma vez pouco comum para um físico teórico. Dizia respeito à origem da vida. Mais especificamente, os cálculos de Carter sugeriam que, se as leis tivessem diferido mesmo que muito ligeiramente daquilo que hoje vemos, a vida não teria sido possível e não teria havido ninguém para observar o universo. De facto, dizia Carter, a nossa existência depende de uma dada quantidade de «ajustamentos precisos» das leis. Tal como a papa da Joana, as leis da física pareciam a Carter «mesmo boas» para a vida. Parecia batota — uma grande batota. De forma um tanto insensata, deu a este «ajustamento preciso» o nome de «princípio antrópico», o que produz a falsa impressão de que dizia respeito especificamente à humanidade (o que não foi nunca a sua intenção).Embora o artigo de Carter tivesse um alcance modesto e fosse cauteloso nas suas conclusões, desencadeou nada menos que uma revolução no pensamento científico e provocou uma polémica furiosa que divide a comunidade científica até hoje. O estudo da análise contrafactual na física e na cosmologia foi levado a cabo na década de 1970 por Martin Rees e Bernard Carr, e dele resultou um artigo de referência publicado em 19791. Inspirado por esse artigo, escrevi um pequeno livro acerca deste assunto intitulado The Accidental Universe, que foi publicado pela Cambridge University Press em 1982. Alguns anos mais tarde surgiu um texto muito mais sistemático e aprofundado — The Anthropic Cosmological Principle, de John Barrow e Frank Tippler. Tem sido o ponto de partida de centenas de artigos ao longo dos anos.No princípio da década de 1980, o princípio antrópico foi zurzido por muitos cientistas como uma patranha semi-religiosa. Numa crítica devastadora na New York Review of Books em 1986, o matemático e escritor Martin Gardner fez uma lista das várias versões do princípio antrópico (AP): Fraco (WAP), Forte (SAP), Participativo (PAP) e — a sua versão favorita — o Princípio Antrópico Completamente Ridículo (CRAP). Durante mais ou menos uma década o tom do debate foi esse. Contudo, os desenvolvimentos em física de partículas de altas energias e em cosmologia, especialmente no estudo do Big Bang que deu origem ao universo, mudaram aos poucos as opiniões. As leis da física, outrora encaradas como se estivessem gravadas em tabuletas de pedra, começaram a parecer menos absolutas. Acumularam-se indícios de que pelo menos algumas não eram leis verdadeiras, fundamentais, mas sim «leis efectivas», cuja forma familiar só se aplica a energias pequenas comparadas com a violência selvagem do Big Bang. É significativo que as análises teóricas tenham sugerido que algumas das características das leis poderiam ser acidentais, reflectindo os acasos da maneira como o nosso universo arrefeceu depois do Big Bang. Isto implicava claramente que a forma de baixas energias destas leis poderia ter sido diferente, e poderia mesmo ser diferente, em alguma outra região cósmica. Aquilo a que tínhamos chamado previamente o «universo» começou a assemelhar-se a um «multiverso» variado — «uma louca manta de retalhos com propriedades diferentes e leis da física diferentes», nas palavras de Leonard Susskind, um físico teórico e cosmólogo da Universidade de Stanford e um dos principais proponentes da ideia do multiverso. É claro que não seria surpresa nenhuma estarmos a viver numa região adequada à vida, porque obviamente não poderíamos estar a viver num sítio onde a vida fosse impossível.Por esta altura, os ateus começaram a interessar-se pelo assunto. Insatisfeitos com o ajustamento preciso das leis da física por ele sugerir algum tipo de desígnio divino, agarraram-se à teoria do multiverso como explicação simpática da incrível adequação do universo à vida orgânica. Assim, estranhamente, o princípio antrópico acabou por ser encarado, exactamente ao mesmo tempo, quer como alternativa científica ao desígnio quer como teoria quasi-religiosa. Eu entrei para este atoleiro em 2003, quando convenci a John Templeton Foundation a patrocinar uma conferência acerca de cosmologia do multiverso na Universidade de Stanford, à qual presidi com o cosmólogo Andrei Linde. O resultado das nossas deliberações foi publicado num volume editado por Bernard Carr. Uma outra conferência na continuação desta, com mais atenção à teoria das cordas (a tentativa de unificar a física actualmente mais na moda), teve lugar em 2005.Enquanto estes desenvolvimentos teóricos decorriam, eram feitos alguns avanços espectaculares em cosmologia observacional. Resultaram de levantamentos progressivamente exaustivos do universo pelo Telescópio Espacial Hubble e de diversas experiências terrestres, do mapeamentopormenorizado do brilho cósmico do Big Bang por um satélite chamado WMAP e da descoberta inesperada de que o universo está a acelerar sob a acção de uma misteriosa «energia escura». Quase num estalar de dedos, a cosmologia, durante tanto tempo uma província científica longínqua e sem grandes desenvolvimentos, tornou-se uma ciência de vanguarda, com novas ideias a fermentarem, muitas das quais estranhas e contrárias à intuição. Parecemos entrar numa nova era, que está a transformar a nossa visão do universo e o lugar que a humanidade nele ocupa.Neste livro irei explicar as ideias que servem de base a estes desenvolvimentos dramáticos, concentrando-me no «factor Cachos Dourados» — o facto de o universo ser adequado para a vida. Nos primeiros capítulos exponho os conceitos básicos da física e da cosmologia modernas e em seguida descrevo a teoria do multiverso e os argumentos a seu favor e contra ela. No fim do livro faço uma revisão crítica das diversas respostas ao problema do ajustamento preciso. Questionarei também se os cientistas estão prestes a produzir uma teoria de tudo — uma explicação completa e coerente de todo o universo físico — ou se sobrará sempre um mistério no coração da existência.Para estes últimos capítulos inspirei-me no grande físico teórico John Archibald Wheeler, a quem dediquei este livro. Descobri o trabalho de Wheeler quando ainda era estudante, e nos anos seguintes vim a conhecê-lo muito bem, quer ao nível pessoal quer ao nível profissional. Visitei-o em Austin, no Texas, e ele veio visitar-me a Inglaterra em diversas ocasiões. Teve a simpatia de recomendar o meu primeiro livro, The Physics of Time Asymmetry, com elogios entusiásticos e dedicou grande atenção ao meu trabalho ao longo de um período de mais de três décadas. Foi um privilégio contribuir para a organização da conferência de celebração do seu nonagésimo aniversário, em Março de 2002, uma reunião de cientistas ilustres em Princeton, na Nova Jérsia, onde Wheeler começou e terminou a sua carreira. No final dos anos 30, Wheeler trabalhou com o lendário Niels Bohr em aspectos cruciais da fissão nuclear. Prosseguiu e encarregou-se do renascimento da teoria gravitacional na década de 1950, pegando no assunto onde Einstein tinha parado. Foi Wheeler que criou as expressões buraco negro e buraco de verme. Acima de tudo, reconhecia a necessidade de conciliar os pilares gémeos da física do século XX — a teoria da relatividade geral e a mecânica quântica — para formar uma teoria unificada de gravidade quântica. Muitos dos seus estudantes de pós-graduação seguiram carreiras científicas de grande prestígio; um deles foi o bem conhecido Prémio Nobel Richard Feynman.O estilo de Wheeler era diferente. Ele era o mestre da «experiência conceptual». Tomava uma ideia aceite e extrapolava até ao seu limite máximo, para ver se e quando ela deixava de funcionar. Adorava concentrar-se nas questões realmente importantes: se a física podia ser unificada, se o espaço e o tempo podiam ser obtidos a partir de algum tipo de entidade mais básica, se a causalidade podia operar para trás no tempo, se as leis complexas e abstractas da física podiam ser reduzidas a uma única afirmação óbvia e simples e como se enquadravam os observadores nesse esquema. Inconformado com a mera aplicação das leis da mecânica quântica, queria saber de onde elas vinham: «Porquê o quantum?», perguntava. Insatisfeito com a disjunção entre os conceitos de matéria e informação, propôs a ideia de it from bit — a emergência de partículas a partir de bits de informação. A mais ambiciosa de todas as suas perguntas era «porquê a existência?» — uma tentativa de explicar tudo sem recorrer a nenhum tipo de fundamento para a realidade física que tivesse de ser aceite como um «dado».Perguntei uma vez a Wheeler o que considerava o seu sucesso mais importante e ele respondeu, «Mutabilidade!». Com isto queria dizer que nada é absoluto, nada é tão fundamental que não possa mudar se for sujeito a circunstâncias adequadamente extremas — e isso incluía as próprias leis do universo. O conjunto destes conceitos levou-o a propor o «universo participativo», uma ideia (ou, como preferia Wheeler, «uma ideia para uma ideia») que ser tornou uma parte importante da discussão multivero/universo antrópico. Nas suas crenças e atitudes, Wheeler representava uma grande parte da comunidade científica: plenamente dedicado ao método científico de pesquisa, mas sem medo de enfrentar questões filosóficas profundas; sem ser convencionalmente religioso, mas inspirado pela reverência pela natureza e por um sentimento profundo de que os seres humanos fazem parte de um grande esquema que só vemos de forma incompleta; suficientemente arrojado para seguir as leis da física onde quer que elas levem, mas não arrogante ao ponto de acreditar que temos todas as respostas.
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November 11 2009, 3:00pm | Comments »
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MUITO BARULHO POR NADA
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Do nosso leitor e escritor Cristóvão de Aguiar recebemos o texto que se segue:MUITO BARULHO POR NADAMUCH ADO ABOUT NOTHINGOU A BÍBLIA SEGUNDO SARAMAGOPONTO FINAL E DISSENo Jornal de Letras, de 3 de Novembro, Miguel Real, entre muitas outras coisas, escreve: “Em Caim permanece o estilo tradicional de Saramago (já amiúde analisado), tanto barroquizante (…) (uma floresta de palavras (sublinhado meu) ilustradora de uma ideia) e anarquizante (uma espécie de everything goes), isto é, a confluência de um léxico antigo e vernacular – avonde (pp.16 – com um vocabulário moderno, desenhando um melting pot semântico, aparentemente espontâneo, pelo qual a lógica do texto cria as suas próprias hierarquias gramaticais e ideológicas (...).O estilo enxuto, descarnado, nunca foi dom de Saramago. O escritor explica tudo até à exaustão, o que não raro se torna enfadonho. Dir-se-ia que há uma inundação de palavras, grande parte delas inúteis, como se tivesse ocorrido uma séria avaria na canalização provinda da nascente criadora. Por esta e outras razões, muita boa gente letrada costuma(va) afirmar, em surdina (o politicamente correcto vigora com força), que se a certos livros de Saramago fossem retiradas cem ou cento e cinquenta páginas, não perderiam nada: pelo contrário, ficariam mais claros, exactos, sucintos…Quando assim acontece, alguma coisa está podre no reino da literatura. A arte de dizer muito em poucas palavras é difícil, dura, requer muito esforço, muita lima, muita monda… Escrever é cortar! Veja-se Miguel Torga, um dos mais elevados expoentes de concisão de escrita! Se lhe fosse retirada uma só palavra de uma frase ou de um verso, logo ficariam mancos… Não posso acreditar numa arte literária em que palavra menos palavra vai tudo dar ao mesmo…Os lugares-comuns sempre ocuparam uma posição de relevo na obra romanesca de Saramago. Só do romance Caim extraí uma caterva deles: máquinas de encher chouriços; do pé para a mão; dar tempo ao tempo; para aí virado; fazendo das tripas coração; carta branca; mal se podia ter nas pernas; dois coelhos de uma cajadada; a carne é supinamente fraca (genial, o acrescento do advérbio); chorar o leite derramado (expressão traduzida, à letra, do inglês: em português de lei seria: depois de o mal feito, chorar não é proveito; mas, veja-se a frase completa, para aquilatarmos da genialidade de quem a engendrou: “Chorar o leite derramado não é tão inútil quanto se diz, é de alguma maneira instrutivo porque nos mostra a verdadeira dimensão da frivolidade de certos procedimentos humanos, porquanto se o leite se derramou, derramado está e só há que limpá-lo, e se abel foi morto de morte malvada é porque alguém lhe tirou a vida […] ” (Lili Caneças não diria melhor!) …E por aqui me quedo, que agora me não apetece fustigar mais. Uma nota ainda: durante a leitura do livro, ouvi dezenas de vezes, a matraquear-me no pensamento, o diálogo do Ambrósio com a Senhora, tantos são os algos que o escritor utiliza ao longo do livro: “O que eu queria era algo, Ambrósio, algo de bom, entende, Ambrósio?!” “Entendo, sim, Mylady”...Analise-se alguma da tão autoproclamada ironia saramaguiana, associada a um humor do mais fino recorte. Examinemo-los, contextualizados, em alguns passos de Caim:“Falaste como um livro aberto, disse o querubim, e adão ficou contente por ter falado como um livro aberto, ele que nunca havia feito estudos (…)”, pp. 30;“(…) Esta espada de fogo, para alguma coisa servirá finalmente, basta chegar-lhe a ponta em brasa aos cardos secos e à palha e tereis aí uma fogueira capaz de ser vista desde a lua (…) acabaria por pegar fogo ao jardim do éden, e eu ficaria sem emprego (…)”, pp.31;“O velho das ovelhas não estava ali, o senhor, se era ele, dava-lhe carta-branca (hífen da minha responsabilidade), mas nem mapa de estradas, nem passa¬porte, nem recomendações de hotéis e restaurantes (…)”, pp. 78;“Há que levar em consideração o facto de caim estar mal informado sobre questões cartográficas (…)”, pp. 80;Acerca do jerico em que caim percorria o mundo através do espaço e do tempo: “Pena não haver ali alguém que soubesse interpretar os movimentos das suas orelhas, essa espécie de telégrafo de bandeiras com que a natureza o dotara, sem pensar o afortunado bicho que chegaria o dia em que quereria expressar o inefável, e o inefável, como sabemos, é precisamente o que está para lá de qualquer possibilidade de expressão (…)", pp. 81 (uma das mais profundas definições de inefável jamais proferidas);“O anjo fez cara de contrição, Sinto muito ter chegado atrasado, mas a culpa não foi minha, quando vinha para cá surgiu-me um problema mecânico na asa direita, não sincronizava com a esquerda, o resultado foram contínuas mudanças de rumo que me desorientavam, na verdade vi-me em papos-de-aranha (?) para chegar aqui (…)”, pp. 88… etc., etc.A conjugação verbal da segunda pessoa do plural é tão vulgar no Norte do País e em Trás-os-Montes, que toda a gente a sabe utilizar de olhos fechados. Ao invés, no romance Caim, as misturadas são frequentes. Do mesmo modo, o descaso votado à diferenciação de tempos verbais não é despicienda. Apenas um exemplo dos muitos que poderiam ser dados “[…] Ia, como alguém dirá, decentezinha [referência a Eva], embora não pudesse evitar que os seios, soltos, sem amparo, se movessem ao ritmo dos passos. Não podia impedi-los, nem em tal pensou (pensara, tinha ou havia pensado), pp. 26.No tocante à conjugação verbal da segunda pessoa do plural, analisemos apenas algumas em que o autor se ensarilha e ninguém dos seus acólitos lhe acudiu: “(…) Depois é convosco, aí já não posso nada, arranjem (arranjai) maneira de se juntarem (vos juntardes) à caravana, peçam (pedi) que os contratem (vos contratem) só pela comida, estou convencido de que quatro braços por um prato de lentilhas será bom negócio para todos, tanto para a parte contratada, quando isso acontecer não se esqueçam (vos esqueçais) de apagar a fogueira, assim saberei que já se foram (vos fostes) (…)”, pp. 31.Poderia continuar o massacre, mas não vale a pena: a um Nobel todos os pecados lhe são perdoados. Os estudiosos que o dissecam, como as beatas o Missal Romano, lá se encarregam de lhe transformar os erros em virtudes e em novas regras… Querem continuar sentados ao redor da fogueira, soprando em sustenido as trombetas da louvaminhice, rindo às gargalhadas quando o patrono conta ou escreve uma frase humorística, sem piada nenhuma, na esperança de conseguir, pela devoção que lhe dedicam, a sua migalhinha de fama e prestígio, no universo globalizado da literatura! É tempo de proclamar: O rei vai mesmo nu… Nuinho em folha!Outra das pechas que enxameiam o livro e a Língua Portuguesa: não tenho a menor dúvida, a menor ideia! Menor do que quê? Trata-se de um comparativo de inferioridade. Melhor seria escrever ou dizer não tenho a mais pequena dúvida ou a mínima ideia!Sobre o tempo dos verbos, no discurso indirecto, há também pouca segurança ou mesmo ignorância: em pano nobelizado também chovem nódoas negras… Que dizer desta frase de Eva, no Éden, em resposta a Deus passeando pela brisa da tarde (título do livro do mesmo nome, de Mário de Carvalho, retirado do Génesis: “A serpente enganou-me e eu comi, Falsa, mentirosa, não há serpentes no paraíso, Senhor, eu não disse que haja serpentes no paraíso (…)”, pp.19.Haja Deus! Nem um simples discurso indirecto Eva consegue encarreirar… “Não disse que haja". "Não disse que havia”, assim é que está certo, D. Eva Saramago del Rio! A mesma sábia que escreveu: “Se Deus existisse, já tinha vindo falar com Voltaire e Saramago”. Ó prosápia das prosápias, tudo é prosápia e vaidade!Tempo de fechar a tenda desta escrita. Vou já arrumar o livro na estante, junto dos irmãos colaços. Tenho a esperança de que no futuro um dos meus trinetos ou tetranetos o tire da prateleira para o ler e possa, depois, atestar, com a segurança que o tempo costuma reiterar, ou retirar, às grandiosidades fabricadas no presente, nessa altura já pretérito muito perfeito: “Foi este o primeiro Nobel da Literatura de Portugal? De certeza?Quanto a mim, não insisto: desisto. Não sei se perdi ou ganhei tempo. Quando o embaixador de Espanha, Porras & Porras, apresentou as credenciais ao Rei D. Carlos para encetar as suas funções diplomáticas no nosso País, El-Rei terá comentado com um dos ministros do reino: “Não é pelo nome, é pela insistência”… Eu também não insisto mais. Nem que me caiam pedaços de céu velho em cima da cabeça. Mais não ponho na carta, já vai mui longa.Cristovão de Aguiar (texto publicado antes em: aguiarconraria.blogsome.com)
November 11 2009, 2:43pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A IRA DE DEUS
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Há coincidências, ao contrário do que diz um título de um livro. Quase ao mesmo tempo surgiram nas livrarias portuguesas dois livros com um título muito parecido, apesar de versarem assuntos muito diferentes sob formas muitas diferentes. Um é o ensaio histórico “A Ira de Deus”, do historiador inglês Edward Paice, subintitulado esclarecedoramente “O grande terramoto de Lisboa de 1755” (Casa das Letras). O outro é o romance “Fúria Divina”, do jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos (Gradiva), que versa a possibilidade de uma arma atómica cair em mãos de extremistas árabes.Analisemos o primeiro. O título é bem justificado pois o terramoto que assolou no Lisboa fez há poucos dias 254 anos foi na época interpretado como uma manifestação de uma zanga de Deus com os homens. Os homens teriam pecado muito para que os tectos das igrejas caíssem sobre os fiéis quando eles celebravam o Dia-de-Todos-os-Santos. O acontecimento abalou não apenas os edifícios da capital portuguesa, mas também os maiores espíritos da época: Voltaire, Rousseau, Kant e Goethe – todos eles grandes nomes do Iluminismo europeu – não ficaram indiferentes ao extraordinário desastre de Lisboa, tendo sobre ele tecido lucubrações filosófico-morais ou mesmo científicas. É bem conhecida sobretudo a polémica entre Voltaire, o autor do “Poema sobre o desastre de Lisboa” (publicado no próprio ano do terramoto) e do “Cândido ou o Optimismo” (saído só três anos depois), e Jean-Jacques Rousseau, que assumiu as posições optimistas de Gottfried Leibniz e Alexander Pope sobre a “vida no melhor dos mundos” que o filósofo francês tinha atacado. Voltaire não punha em causa a existência de Deus, mas punha em causa a bondade de Deus, pois “nem tudo estava ordenado de forma a favorecer a nossa felicidade presente”. Ao que Rousseau retorquiu dizendo se Deus “não tinha feito melhor era porque Ele não podia fazer melhor” e que a culpa do mal era, em larga medida, do homem, pois “a maior parte dos nossos males físicos é ainda o nosso próprio trabalho”. Um sumário desta tão interessante discussão sobre a teodiceia é apresentada por Edward Paice no Cap. 18, “Jejum e Filosofia”.Mas antes o autor conta-nos o terramoto, depois de ter entrado no livro apresentando a entrada de um barco no rio Tejo em Lisboa (Cap. 1, “Quem nunca viu Lisboa não viu coisa boa”), e de ter apresentado o rei que reinou em Lisboa na primeira metade do século XVIII, D. João V, para uns o Magnânimo e para outros o Freirático (Cap. 2, “Na corte do rei D. João”). A impressão que Paice transmite sobre o século XVIII português é a mesma que os viajantes ou residentes estrangeiros deixaram, até porque o autor se baseou em larga medida nas fontes britânicas (e irlandesas), nomeadamente as dos comerciantes dessa nacionalidade que aqui se encontravam na época, dada a existência de alguma protecção ao seu comércio em troca da protecção oferecida nos mares pela Royal Navy. Portugal era, para os estrangeiros que nos demandavam e que aqui se estabeleciam, um sítio algo distante e exótico. Apesar da riqueza que D. João V tão exuberantemente ostentava (em grande parte proveniente do Brasil) era, sob vários pontos de vista incluindo o cultural, um país atrasado relativamente aos países da Europa Central e do Norte. Segundo viajante Arthur Costigan, citado por Pairce, era como se “Igreja e estado concordassem ambos em manter a nação naquele estado de escravatura, ignorância e pobreza do qual dependia a sua própria conservação e segurança.” Dada a familiaridade da língua, é natural que o autor descreva o terramoto (começa a fazê-lo no Cap. 5, “O Dia-de-Todos-os-Santos”) do ponto de vista britânico. Mas podia talvez ter ido mais longe... A narrativa, bem urdida, acompanha de uma forma quase cinematográfica o que aconteceu aos principais cronistas britânicos do desastre de Lisboa. Pode ser um relato fiel, mas é decerto uma visão parcial. Ao fim e ao cabo, os diplomatas e comerciantes que aparecem em discurso directo estavam relativamente bem instalados na capital surpreeendida pelo sismo e não pode deixar de ser uma visão particular aquela que eles nos deixaram. O autor diz, em sua defesa, que os portugueses quase não deixaram documentos relevantes sobre o terramoto, numa crítica ao nosso subdesenvolvimento da época. Cita mesmo uma fonte portuguesa recente segundo a qual, com muito poucas excepções, os relatos portugueses da catástrofe são “uma série de documentos sem valor”.O historiador procura fazer uma descrição científica do terramoto a partir das fontes históricas, designadamente as suas características físicas (o tsunami, as réplicas, os registos fora de Portugal, mesmo muito longe), a extensão dos prejuízos, incluindo o número (que tem sido muito discutido) de vítimas mortais. No Cap. 9, “Teletsunami”, encontra-se esta descrição quantitativa assaz impressionante: “A força do tsunami era tão grande quando alcançou a foz do Tejo que pedregulhos com cerca de 25 toneladas foram arremessados mais de 27 metros terra dentro. Num dado local, uma rocha de 200 toneladas foi deslocada.” De facto, foi a partir do terramoto de Lisboa que se iniciaram os estudos científicos de geofísica, pelo que já alguém disse, com alguma ironia, que a maior contribuição portuguesa para a ciência mundial tinha sido dado de “forma involuntária”... A mim acontece-me amiúde, quando sou apresentado a cientistas estrangeiros, que eles refiram o grande terramoto de Lisboa. Foi um abalo que deixou enormes marcas não só na filosofia e na teologia como na ciência e na tecnologia.Falar do terramoto e não falar do marquês de Pombal seria impossível. De modo que Pairce dá-nos um retrato do marquês, como o homem inteligente que ganha o poder com a sua acção na catástrofe, em contraste com um rei medroso, que passou a viver depois do sismo numa tenda na zona da Ajuda. No Cap. 19, “Execuções”, relata, como não podia deixar de ser, o assassinato dos Távoras às ordens do Marquês, que impressionou muitos espíritos europeus pelos requintes de barbarismo. Pela minha parte, confesso que é sempre com desconforto que passo pelo sítio, em Belém, onde esteve instalado o cadafalso. Conforme afirmou um jornalista inglês da época, o país passou a ficar “nas mãos de aço de um anjo destruidor, espalhando vingança por todo o país”.Em resumo, um livro bem escrito sobre um acontecimento que fez e continua a fazer correr muita tinta. O historiador documentou-se bem e escreve bem, procurando captar a atenção do leitor: por exemplo, refere que no dia do terramoto estava prevista a representação, na novíssima Ópera do Tejo, de “A Destruição de Tróia”. Este livro, embora demasiado centrado sobre os relatos britânicos, é um contributo valioso para a divulgação histórica de um facto da história mundial. Soma-se a outros, alguns bem recentes, relacionados com a passagem dos 250 anos do desastre, como “The Last Day. Wrath, Ruin and Reason in the great Lisboin Earthquake of 1755”, do jornalista Nicholas Shrady (Penguin Books, 2008), que eu saiba ainda não traduzido entre nós mas que, como o aqui recenseado, o merecia ser.Legenda da figura:Gravura alemã do séc. XVIII da Augsburgische Sammlung, no Museu da Cidade, em Lisboa: “Autêntica representação do cruel terramoto que atingiu a real capital e cidade da residência real de Lisboa em Portugal, quase totalmente devastada e transformada num monte de pedras”.
November 9 2009, 5:52am | Comments »
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"Milton" de William Blake
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Informação recebida da Antígona:"Milton", William BlakeTradução, introdução e notas; Manuel Portela293 pp (inclui 51 ilustrações a cores) | pvp €35,00Milton continua a publicação das obras de William Blake (1757-1827, artista e poeta), que a Antígona encetou em 1994, com a primeira edição de Cantigas da Inocência e da Experiência, sempre pela experiente e poética mão de Manuel Portela.Milton encena a viagem de autodescoberta e renovação do herói que lhe dá título. No primeiro livro do poema, John Milton regressa do céu ao mundo dos mortais. Sob a forma de um cometa, penetra no corpo de William Blake. A relação entre o poeta vivo e o seu predecessor dramatiza as pulsões contrárias da consciência individual, e uma luta sem tréguas pela afirmação da imaginação e da visão contra a mera exterioridade do mundo material. No segundo livro, Milton une-se à sua emanação feminina, Ololon, progredindo em direcção à superação apocalíptica das divisões entre sexos, entre vivos e mortos, e entre a consciência humana e as suas projecções alienadas no mundo exterior.Este enredo integra inúmeras referências e alusões, que vão desde a Bíblia à vida pessoal de Blake, em particular a difícil relação com o seu mecenas William Hayley. Mas a reescrita dos mitos da criação e a recriação mítica de factos biográficos são apenas duas das múltiplas dimensões desta viagem psiconáutica. Milton é também uma obra sobre a dilaceração do sujeito humano e sobre a presença das forças genesíacas e apocalípticas do universo na forma e nos desejos do corpo.A sua fantasia visionária é, antes de mais, um produto da letra e da escrita como invenção simbólica do humano e como emulação da forja criadora. Como nos restantes livros iluminados, os actos de escrever, desenhar, gravar, imprimir e pintar parecem conter, nas suas interacções, a própria possibilidade do pensamento.À venda nas livrarias a partir de 20 de Novembro
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November 5 2009, 8:02am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Livro e Leitura entre os Jovens
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Os jovens lêem? O que lêem? Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra (UC): Colóquio Livro e Leitura entre os JovensOrganização: Imprensa da UC, Associação Académica de Coimbra e Biblioteca Geral da UCApoios: Teatro Académico de Gil Vicente, Faculdade de Letras da UC, Centro de Literatura Portuguesa (FLUC), Reitoria da UC e Diário de Coimbra1º dia: 17 de Novembro de 2009 (3.ª feira), Foyer do Teatro Académico de Gil Vicente, 17h00Abertura: João Gouveia Monteiro (Director da Imprensa da Universidade de Coimbra)Moderador: José C. Bernardes (Coordenador do Centro de Literatura Portuguesa, FLUC)Fernando Pinto do Amaral (Comissária do Plano Nacional de Leitura)Rui Manuel Amaral (Escritor, Publicitário, Blogger: “Dias Felizes”)Guilherme Valente (Editor, Gradiva)Pedro Gomes (Secção de Escrita e Leitura da AAC)2.º dia: 18 de Novembro de 2009 (4.ª feira), Anfiteatro IV da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (5.º piso), 14h30mModerador: António Sousa Ribeiro (FLUC / Centro de Estudos Sociais)José Carlos de Vasconcelos (Fundador/Director do JL, Coordenador editorial da Visão)Mário de Carvalho (Escritor)João Ribeiro (Secção de Jornalismo da AAC)José Rodrigues dos Santos (Jornalista da RTP e Escritor)Encerramento: Carlos Fiolhais (Director da Biblioteca Geral da UC)
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November 3 2009, 3:50pm | Comments »
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Café, Livros e Ciência
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Informação recebida da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro:Café, Livros e Ciência é uma iniciativa que resulta da parceria entre a Fábrica Centro Ciência Viva em Aveiro (FCVA), o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho em Coimbra em Coimbra e o Museu da Ciência também em Coimbra. Este projecto de divulgação de ciência tem como objectivo principal promover a leitura de livros de ciência junto do público em geral.Num ambiente informal, onde o café acompanha os livros, ilustres convidados vão lançar temas e discussões para o lançamento ou apresentação de livros de ciência ou de divulgação científica.Café, Livros e Ciência acontece na primeira quinta-feira de cada mês e fará um périplo por cada instituição parceira. Assim, a primeira edição, em Novembro, terá lugar na Fábrica CCVA, seguindo-se, em Dezembro, o CCV Rómulo de Carvalho e, em Janeiro, no Museu da Ciência, os dois em Coimbra.“O Património Genético Português A história humana preservada nos genes” de Luísa Pereira e Filipa M. Ribeiro (Gradiva, 2009)Combinando contributos de áreas como a genética, a arqueologia, a antropologia, a história e até a climatologia, este livro oferece uma visão multifacetada de uma memória que deixamos impressa. O leitor é acompanhado ao longo de uma aventura de múltiplas facetas, explorando perspectivas dos recentes avanços no conhecimento quanto às origens e migrações humanas no passado, focando uma temática que nunca havia sido tratada em livro: o património genético português.data quinta-feira, 5 Novembrolocal Fábrica Centro Ciência Viva de Aveirohorário 18h>19hpúblico-alvo jovem e adultocontactos 234 427 053 ou fabrica.cienciaviva@ua.ptentrada livre
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November 3 2009, 3:17pm | Comments »






