Do livro "À espera de Godinho" de quatro exilados portugueses na Bélgica, que a editora Bizâncio irá lançar em breve, trancrevemos com o acordo do autor e da editora, em pré-publicação, este trecho em que Manuel Paiva, físico jubilado da Universidade Livre de Bruxelas e especialista em fisiologia espacial, lembra em diálogo com um dos seus co-autores as circunstâncias da sua saída do país a meio dos anos 60 (na foto a igreja de S.Martinho de Aldoar, Porto):"Jorge Oliveira e Sousa – Manel, quanto tempo estiveste desligado do país?Manuel Paiva – Bastantes anos. Deixa ver… A minha mãe morreu em 1981 e ainda demos uma volta por lá, em mobilhome, no Verão de 1982. A minha mulher Irina e as nossas filhas tinham insistido para voltarmos. Depois, só fui esporadicamente até 1996. Foi nessa altura que Henk Olthof, um alto responsável na Agência Espacial Europeia e que conhecia as minhas origens portuguesas, pediu para que eu contactasse um grupo de investigadores portugueses que estava interessado na medicina espacial. Convidaram-me então para ir fazer umas palestras a Portugal. Depois conto, se vocês estão interessados, mas ainda quero dizer uma palavrinha sobre o nosso jantar em casa do Jorge. Fiquei impressionado com o contraste entre a vida de estudante do José [Morais] e a minha: o José tomou enormes riscos, enquanto que eu decidi, muito simplesmente, ir-me embora.JM – Lembras-te em que circunstâncias?MP – Perfeitamente. Em Janeiro de 1962, estava numa reunião familiar, em casa do tal tio graças a quem tinha obtido o passaporte, e tive uma discussão violenta com o confessor da minha tia, um beneditino de alta patente, que andava sempre lá metido. Exprimiu ideias extremamente racistas. Mostrava as mãos e dizia que muitas vezes tinham ficado vermelhas de tanta bofetada dada em pretos. Depois, a conversa virou para a Ciência e a teoria da evolução e aí o diálogo tornou-se impossível. O resultado é que, ao chegar a casa, levei um raspanete monstro. Curiosamente, a minha mãe, que era a mais crente da família, era também a mais compreensiva. Nesse dia, convenci-me que os meus filhos teriam o direito de crescer noutro tipo de sociedade.Quase 19 anos depois, a lição de tolerância da minha mãe emergiria da profundeza da minha memória durante o nosso último e breve encontro. Por vontade dos filhos não crentes, a cerimónia fúnebre realizava-se na antiga igreja de Aldoar, diante do altar de Nossa Senhora de Fátima, que a minha mãe enfeitara durante tantos anos e onde, vezes sem conta, eu a tinha acompanhado, num ritual que começava pela escolha das flores no nosso jardim até, sentado nos banquinhos reservados à gente modesta, admirar a obra de arte final. A igreja estava cheia de muitos que há tantos anos não me viam e que queriam prestar uma última homenagem à minha mãe. Algumas palavras simples de gente humilde, vindas directamente do coração, contrastaram com a homilia, cuja intolerância culminou com uma frase que me foi pessoalmente dirigida com a voz e o olhar: “…porque a fé não são modelos matemáticos…”. Que a fé não é um ou vários modelos matemáticos é das raras frases que deve fazer a unanimidade entre gente sã de espírito, quaisquer que sejam as suas convicções. O padre não obteve o efeito desejado, pois nunca mais o larguei dos olhos, esperando que interpretasse a frase, mais como a vontade de lhe dar um murro que de sentir um apelo místico vindo sei lá de onde. Pensei no que teria pensado a minha mãe, que deveria ter compreendido mas não aprovado o meu gesto, e limitei-me a cravar os olhos em quem deveria ter aprendido a não tentar tirar partido da fragilidade daqueles que respeitavam, contra as suas próprias convicções, a vontade de quem já não as podia exprimir. Fiquei imóvel como um esteio de granito, enquanto prosseguia um ritual bem meu conhecido e que sempre respeitarei, mas no qual nunca mais ninguém me poderá obrigar a participar. É pena que não tivesse comigo o Evangelho Segundo Jesus Cristo que Saramago ainda não tinha escrito e ter-me-ia apetecido recitar o Poema para Galileu, se já conhecesse o poema de António Gedeão.Recentemente, pensei nisto tudo, porque a minha filha Nathalie quis passar uns dias comigo na Serra Algarvia para falarmos da sua família portuguesa. Veio com a minha neta Coline, que ainda não tinha nascido, e o nosso acordo é que me limitaria a responder às perguntas e que a conversa seria gravada. Fomos ao Costa, na Fábrica, perto de Cacela Velha, comer amêijoas e conversar. Como a primeira pergunta foi sobre as minhas recordações mais antigas, tudo começou pelas “actividades religiosas”, não na antiga igreja de Aldoar, mas no antigo cemitério, do qual a irmã da minha mãe, que toda a gente chamava Dona Rosinha, tinha a chave. Era uma pessoa com uma paciência de anjo e a conversa era, muitas vezes, sobre os que ainda hoje lá devem estar, incluindo ela própria. Os jazigos respeitavam a hierarquia social do Aldoar de então e enquanto eram enfeitadas as diferentes prateleiras, em que a hierarquia familiar também era respeitada, era-me explicado que os parentes nos observavam lá de cima e agradeciam a nossa acção. Um dia, muito mais tarde, até talvez encontrasse pessoalmente o patriarca da família, Joaquim Lopes da Silva, nascido no dia de Natal de 1831 e que tinha trabalhado como um desalmado até voltar do Brasil com fortuna feita. Tudo me parecia então perfeitamente normal e não é estranho que, nas respostas à minha filha, mais que a igreja, fosse o cemitério que tenha simbolizado a vida, no gosto de lhe transmitir recordações dos nossos antepassados. No avião, entre Faro e Bruxelas, pude ler o que a Nathalie tinha escrito e fartei-me de rir, pois como ela escreveu, très souvent la plume s’est envolée et a transformé la réalité… Menos de dois anos depois, no mesmo Costa, enquanto os meus outros netos Alexandre e a Margaux se regalavam com as amêijoas ali mesmo apanhadas, Coline descobria, no dia do seu primeiro aniversário, as delícias da pasta de sardinha. Por aí passa também a busca das raízes lusitanas.Mas para acabar definitivamente com histórias de padres: depois de um período de grande cumplicidade entre o padre e o meu pai, presidente da Junta de Freguesia, deu-se a ruptura. O padre não aceitou que o lavadouro que estava em frente da casa dele fosse coberto, pois as mulheres acordavam-no de manhã cedo, com uma enxurrada de palavrões, chuva celeste que era bem merecida. O conflito fez com que tanto o meu pai como o padre tenham sido substituídos nas suas respectivas funções por ordem das respectivas autoridades, isto é, o Governador Civil do Porto e o Bispo da mesma cidade. Infelizmente, a zanga durou uns tempos, pois fui proibido de ir à igreja de Aldoar e obrigado a ir à de Nevogilde, a ida e volta a pé levando mais tempo que a missa! Depois veio um padre velhinho, muito simpático, mas não fazia a unanimidade das beatas, pois despachava as confissões a grande velocidade. Redescobri o ambiente paroquial português ao ler certos romances do fim do século XIX e a mentalidade paroquial das universidades ao frequentá-las recentemente. As amêijoas esfriaram mas a catarse ficou feita. Desculpem lá.JOS – Por amor de Deus…MP – Talvez não seja a melhor expressão…JOS – Então se bem percebi, tomaste a decisão de deixar o país, depois de um simples episódio com o tal padre beneditino.MP – Claro que isso foi a gota de água que fez desbordar o copo. Andava deprimido sem saber que rumo dar à vida e a partir daí tive uma finalidade. Sabia que com esforço poderia conseguir fazer física numa universidade fora de Portugal. Portanto, até Junho de 64 dei explicações, por vezes tardes inteiras, aos filhos preguiçosos da burguesia portuense. Talvez por causa disso, as lutas estudantis de 62 tiveram menos impacto em mim. Lembro-me também de ter passado a inspecção militar com mais uma centena de jovens nascidos, como eu, em Miragaia. Os médicos perguntaram-me se eu me queixava de alguma coisa e ficaram surpreendidos por eu dizer que não. Aparentemente era o primeiro do grupo que se sentia em boa saúde, talvez por ser o único que já tinha decidido ir-se embora."
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"À ESPERA DE GODINHO" - PRÉ-PUBLICAÇÃO
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March 29 2009, 3:45pm | Comments »
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As Sete Maravilhas do Mundo Antigo
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Vale a penalerTítulo: As Sete Maravilhas do Mundo Antigo - Fontes, Fantasias e ReconstituiçõesOrganização: José Ribeiro Ferreira, Luísa de Nazaré FerreiraEditora: Edições 70Ano: 2009Este livro “propõe uma revisita pelas realizações monumentais que foram sendo escolhidas pelos Antigos como as Sete Maravilhas de então: as Pirâmides de Gize (ou Guiza), os Jardins Suspensos de Babilónia, a Estátua de Zeus em Olímpia, o Mausoléu de Halicarnasso, o Artemísion de Éfeso, o Colosso de Rodes, o Farol de Alexandria - o Senhor Sete que atravessa e marca presença nas diversas culturas ao longo dos tempos.Como guias, há a companhia segura dos textos dos autores antigos (as fontes) e o remanescente do que a usura do tempo nos tirou e que as escavações arqueológicas nos vêm legando e procuram aclarar. Há ainda as ilustrativas imagens das reconstituições, onde não falta sequer a cada passo, em algumas delas, a fantasia de autores e pintores que, desaparecidas essas obras na voracidade do tempo, as tenta recriar com recurso à imaginação. Há também, e sobretudo, os estudos sérios que procuram descrever e interpretar obras que tanto espicaçaram a invenção e a fantasia da mente humana, ao longo dos tempos."JOSÉ RIBEIRO FERREIRA
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March 29 2009, 8:50am | Comments »
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UMA BIBLIOTECA NUMA SÓ FOLHA
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Minha crónica no "Sol" de hoje (na foto, a Bíblia antiga de onde foram aproveitadas as imagens impressas em papel fotocrómico):Quando, durante um colóquio associado à exposição “A Evolução da Bíblia”, patente na Sala de S. Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, perguntei a Elvira Fortunato, a premiada investigadora da Universidade Nova de Lisboa, se, no futuro, com a ajuda da tecnologia dos transístores em papel que a sua equipa está a desenvolver, seria imaginável colocar não apenas uma Bíblia mas toda a Biblioteca do Colégio de S. Pedro, contendo milhares de volumes, numa única folha de papel, a resposta foi afirmativa.Sim, nós poderemos. E já podemos hoje coisas que antes não sonhávamos serem possíveis. Ela própria tinha acabado de efectuar uma demonstração prática, mostrando como uma estampa de uma Bíblia antiga poderia aparecer e desaparecer num papel especial, chamado fotocrómico, onde tinha sido impressa com a ajuda de uma vulgar impressora de jacto de tinta. Poderemos também colocar imagens animadas sobre uma folha de papel, fazendo com que um jornal mostre não apenas texto e imagens paradas, mas também, com a simples pressão de um dedo, alguns vídeos associados às notícias.Não deixa de ser irónico que, tendo ocorrido nos últimos tempos um processo de desmaterialização dos livros que levou a que muitos deles deixassem de ser em papel para passarem a ser electrónicos, aparecendo e desaparecendo num ecrã, agora os livros electrónicos possam aparecer e desaparecer num ecrã de papel. E é igualmente irónico que, existindo hoje oposição entre a imprensa escrita e os media audiovisuais, no futuro as duas formas de comunicação possam coabitar no mesmo suporte, deixando até de se distinguir nitidamente uma da outra.Qual será, neste quadro, o futuro dos livros tradicionais, com letras impressas em papel? Estou em crer que vão continuar a existir. Apesar das fantásticas possibilidades entreabertas por Elvira Fortunato e seus colegas, será sempre um prazer inigualável tirar, numa velha biblioteca como a do Colégio de S. Pedro, um livro da estante, pegar-lhe, abri-lo e virar vagarosamente as suas páginas...
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March 28 2009, 7:38am | Comments »
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COMO TORNAR-SE INTELIGENTE
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É sempre com gosto que leio o suplemento sobre livros ao fim de semana no "New York Times". Quando vivi nos Estados Unidos em sabáticas por vezes ia longe ao domingo só para ir comprar o jornal com o suplemento sobre livros, que não é só literário mas traz muitas recensões sobre livros de ciência. Hoje as fibras ópticas trazem-me o jornal e leio hoje, muito interessado, uma recensão ("Get Smart", a ilustração ao lado, que acompanha o artigo, é de Tamara Shopsin) de Jim Holt a um livro de Richard E. Nisbett, um psicólogo cognitivista da Universidade de Michigan, intitulado "INTELLIGENCE AND HOW TO GET IT. Why Schools and Culture Count", publicado pela W. W. Norton & Company. O livro ataca as teses sobre a predominância de factores genéticos na inteligência que livros como "The Bell Curve" difundiram há alguns anos. E defende o papel da família (fico a saber que até as mães podem tornar os filhos mais inteligentes se fizerem exercícios físicos adequados durante a gravidez) e da escola, em particular nas idades mais baixas. Não posso deixar de partilhar com os leitores este pequeno trecho:"The challenge is to find educational programs that are as effective as adoption in raising I.Q. So far, Nisbett observes, almost all school-age interventions have yielded disappointing results. But some intensive early-childhood interventions have produced enduring I.Q. gains, at a cost of around $15,000 per child per year. Yet, by the author’s reckoning, it would cost less than $100 billion a year to extend such programs to the neediest third of America’s preschoolers. The gain to society would be incalculable."O resto da recensão, para os interessados, está aqui. Vou talvez pedir o livro à Amazon.
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March 27 2009, 4:02pm | Comments »
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À ESPERA DE GODINHO - QUANDO O FUTURO EXISTIA
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Informação recebida da Editorial Bizâncio:Sairá no próximo mês o livro "À ESPERA DE GODINHO - QUANDO O FUTURO EXISTIA", da autoria de Amadeu Lopes Sabino, Manuel Paiva, José Morais e Jorge Oliveira e Sousa. Na badana Carlos Fiolhais escreve: «Do coração da Europa chega-nos este diálogo de quatro estrangeirados, um relato muito original da nossa história recente. Portugal desafia as leis da óptica: vê-se melhor ao longe do que ao perto.»Três portugueses e um belga de origem portuguesa, nascidos nos anos 40 do século XX e cujos caminhos se cruzam em Bruxelas, reúnem-se em quatro jantares à espera de um quinto conviva que se faz rogado. Reencontram-se na terra de ninguém entre a memória e o esquecimento, os tempos e os espaços em que o futuro foi uma realidade: o Estado Novo e a guerra colonial que todos recusaram, escolhendo a experiência amarga e enriquecedora do exílio; a oposição à ditadura, vivida por cada um de diferentes modos e com diferentes expectativas; as miragens da revolução e da democracia e, encerrado o ciclo do império, o regresso de Portugal ao rectângulo europeu.Em torno da integração política na Europa e das turbulências do início do terceiro milénio reacendem-se os debates do passado revisitado. O diálogo aguça e lima arestas, contradições, interrogações. Chegou a hora de cada um se dedicar a cultivar o seu jardim? Será a Utopia ainda possível ou mais do que nunca nefasta? Quem vence a partida: o descobridor de novos mundos ou o Velho do Restelo?Quem é afinal o convidado que falha sucessivos encontros e recursos? O Godinho que parte para África é um Gonçalo Ramires, o fidalgote queiroziano que passa pelos trópicos sem tostar a pele, ou um senhor Oliveira da Figueira, o laborioso mercador de panos e contas de vidro dos álbuns de Tintim?AUTORESAmadeu Lopes Sabino (Elvas, 1943). Foi advogado, jornalista e docente universitário em Portugal. Exilou-se na Suécia na fase final do Estado Novo. Funcionário da União Europeia, em Bruxelas, a partir de 1984. Conselheiro do presidente da Comissão Europeia para as questões institucionais. Ficcionista e ensaísta.Manuel Paiva (Porto, 1943) naturalizou-se belga em 1972. Físico, exilou-se na Bélgica em 1963. Professor honorário da Universidade Livre de Bruxelas, onde leccionou e dirigiu o Laboratório de Física Biomédica. Autor de obras de divulgação científica.José Morais (Lisboa, 1943). Neuropsicólogo, exilou-se na Bélgica em 1968. Professor emérito da Universidade Livre de Bruxelas onde leccionou Psicologia Cognitiva e dirigiu o Laboratório de Psicologia Experimental. Ensaísta e romancista.Jorge de Oliveira e Sousa (Lisboa, 1945). Politólogo, exilou-se em 1966. Assistente da Universidade Católica de Lovaina, funcionário da Organização das Nações Unidas, posteriormente director-geral da Comunicação na União Europeia e professor no Colégio da Europa (Bruges). Docente do Colégio Europeu.
March 27 2009, 9:02am | Comments »
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GRANDES LIVROS
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Informação recebida da RTP2 e Companhia das Ideias:Faz sentido falar de literatura em televisão? Contar a história dos livros em tv promove ou afasta os leitores dos livros? Será que é serviço público apresentar ao público de tv as obras portuguesas que são também do domínio público?GRANDES LIVROSEstreia: Sexta, 21h00, RTP 2Para ajudar à discussão, a RTP 2 estreia na sexta-feira (dia 27 de Março) em horário nobre a série "Grandes Livros", produzida pela Companhia de Ideias. “Os Maias”, de Eça de Queiroz; “O Delfim”, de José Cardoso Pires; “Os Lusíadas”, de Luís de Camões; “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco; “Navegações”, de Sophia de Mello Breyner; “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto; “Sermão de Santo António aos Peixes”, de Padre António Vieira; “Aparição”, de Vergílio Ferreira; “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa; “Sinais de Fogo”, de Jorge de Sena; “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garrett; “Mau Tempo no Canal”, de Vitorino Nemésio – estes doze grandes livros não cobrem a imensa riqueza da literatura em língua portuguesa, mas são obras de referência da nossa identidade. E agora passam a fazer parte da identidade audiovisual do país.São 50 minutos que incluem excertos das obras e dos enredos das vidas dos autores, em estilo biográfico, histórico e, surpreendentemente, apelativo. Boa televisão a aproveitar-se da melhor literatura para agilizar as mentes. Todas as sextas na 2.
March 26 2009, 7:27pm | Comments »
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ÚLTIMOS DIAS DA "EVOLUÇÃO DA BÍBLIA"
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Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (na figura imagem da Bíblia que serviu debase ao protótipo de Elvira Fortunato) A Exposição “A Evolução da Bíblia”, presente na Sala Nobre da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Sala de São Pedro, contendo uma rica e aantiga biblioteca, entrou nos seus últimos dias de apresentação pública. Esta é uma oportunidade rara, senão única, de poder ainda ver alguns dos mais preciosos e valiosos livros existentes em Portugal e no mundo, com raríssimos exemplares da Bíblia, sendo o mais antigo do século XII. A Exposição tem o encerramento previsto para o dia 30 de Março, fazendo a Biblioteca Geral visitas guiadas a grupos, com marcação prévia.A Exposição conta ainda com um protótipo, único no mundo, apresentado pela Doutora Elvira Fortunato, investigadora da Universidade Nova de Lisboa, em papel electrocrómico, perspectivando o que será o papel do futuro, na transição do e-paper ou para o paper-e, segundo esta cientista, responsável pela criação de transístores em papel.
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March 25 2009, 7:42am | Comments »
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Alguns deslizes de linguagem
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Aos longo do tempo, Cristóvão de Aguiar foi apontando, presumo, em papéis soltos, cadernos de notas e, quem sabe, contra-capas de livros, os mais diversos tipos de erros de português que, com frequência, surgem em anúncios, jornais, televisão, rádio, conversas... Um dia decidiu reunir alguns desses erros, comentá-los, corrigi-los e explicar a forma correcta de dizer e/ou de escrever. Vários erros têm direito a história... E, assim nasceu o livro Charlas sobre a Língua Portuguesa: Alguns deslizes mais comuns de linguagem, que a Almedina acaba de editar.Numa leitura muito clara e didáctica, o escritor, que também foi professor, dá um contributo para que o comum dos mortais que usa o português melhore a sua competência linguística.Em Coimbra, a apresentação da obra será na próxima quarta-feira, dia 25 de Março, pelas 18h30, na Livraria Almedina-Estádio Cidade de Coimbra e está a cargo de Regina Rocha, linguista e professora de Português, co-autora de um livro com o mesmo propósito do de Cristovão de Aguiar e que se intitula Cuidado com a Língua!
March 23 2009, 12:51pm | Comments »
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NOVOS LIVROS DA GRADIVA
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Informação recebida da Gradiva:Novos livros em Março (livros disponíveis a 19 de Março)- Jorge Estrela, Leiria no Tempo das Invasões Francesas, Lançamento Especial, Tiragem LimitadaEntre 1807 e 1811 todo o território português esteve sob ocupação de tropas estrangeiras, no contexto daquilo que se veio a designar como «invasões francesas». Apesar dos efeitos se terem sentido de Norte a Sul, o sofrimento das populações nem sempre foi o mesmo. A região mais afectada terá sido a Estremadura, entre o Mondego e as Linhas de Torres e entre o Tejo e o mar. Aí, e durante um ano, a lei foi feita por tropas à solta, desertores de vários exércitos, salteadores calcorreando aldeias, torturando e roubando quem se atravessasse no seu caminho. Trezentas e cinquenta mil pessoas foram deslocadas para locais de recurso, em Lisboa ou no Norte. Nesta terra de ninguém, nada escapou: culturas arrasadas, gado dizimado, túmulos profanados, habitações e edifícios públicos saqueados ou incendiados. No epicentro da desolação encontrava-se a cidade de Leiria, que nos finais do século XVIII conhecia momentos de prosperidade que se evolaram para sempre. O objectivo deste livro é revisitar essa cidade de há duzentos anos, através de um conjunto de imagens pouco conhecidas ou mesmo inéditas. A região surge na sua fragilidade e no seu encanto: palácios, conventos e praças reerguem-se ao nosso olhar, enquanto ao longe se divisam os campos duma ruralidade desaparecida. A passagem dos exércitos e as batalhas decisivas partilham esse espaço de memória, num Portugal que demoraria quase um século a reencontrar-se.«Fora de Colecção», nº 313, 172 pp., € 19,00- David Sloan Wilson, A Evolução para TodosComo a teoria de Darwin pode mudar a nossa forma de pensar na vida. Num livro que será lido com prazer por todos, descrevem-se os princípios básicos da evolução e mostra-se como estes lançam luz sobre todos os aspectos da criação e constituem o fundamento da capacidade humana para o pensamento simbólico, a cultura e a moral.«Ciência Aberta», nº 176, 560 pp., € 29,00- António Firmino da Costa (coord.), Cristina Palma Conceição, Ana Rita Coelho e Ângela Dias, Trajectórias de Jovens Cientistas - O Prémio Estímulo à Investigação (1994-2006)O percurso dos jovens investigadores contemplados com o Prémio Estímulo à Investigação instituído pela Fundação Calouste Gulbenkian: as suas áreas de interesse e o modo como prosseguiram a carreira após o final do programa. Exemplos a seguir e fontes de inspiração para outros jovens com gosto pela investigação.«Fora de Colecção», nº 312, 116 pp., € 10,00- Valentino Viegas, João Frada e José Pereira Miguel, A Direcção-Geral da Saúde - Notas HistóricasSabia que Portugal foi pioneiro na área da saúde pública, criando uma das primeiras organizações europeias neste campo? Neste livro extremamente informativo e esclarecedor, o leitor ficará a conhecer a história das instituições de saúde pública em Portugal desde os seus primórdios até aos nossos dias.140 pp., € 10,00
March 12 2009, 5:12pm | Comments »
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A BIBLIOTECA JOANINA NA BBC - BRASIL
http://dererummundi.blogspot.com/2009/03/joanina-na-bbc-brasil.html
Vídeo sobre a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra feito pela BBC- Brasil, no qual o director apresenta aquela biblioteca ao público brasileiro: aqui.
March 5 2009, 6:56am | Comments »





