Hoje, em Coimbra, ~pelas 18 h, é apresentado o livro "Ciência a Brincar - 10" (Bizâncio) que trata a ciência no tempo das nossas avós. Clicar no cartaz para o ver melhor.
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Apresentação da Ciência das Nossas Avós
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November 4 2010, 4:59am | Comments »
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O MISTÉRIO DAS LIVRARIAS PORTUGUESAS
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Motivado por ter visto o filme "Mistérios de Lisboa" andei por várias livrarias (incluindo as maiores: FNACs, Bertrands, Almedinas, etc.) à procura do livro homónimo de Camilo Castelo Branco. Havia nalgumas a edição recente da Relógio d'Água, com prefácio do realizador Raúl Ruiz e a actriz Maria João Bastos na capa. Mas, tirando o caso do "Amor de Perdição" (livro ontem abordado na Biblioteca Joanina) não há - repito, não há - praticamente obras de Camilo à venda... Há uma falta grave na edição corrente dos grandes autores da língua portuguesa. Ou então nas livrarias!
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November 3 2010, 3:17am | Comments »
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Prefácio do tradutor de "Objectos Fractais"
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Dado o recente falecimento de Benoît Mandelbrot, autor do livro "Objectos Fractais", recupero o meu prefácio dessa obra, já com duas edições em português:Quando, em Junho de 1990, o matemático francês Benoît Mandelbrot esteve em Lisboa para presidir à "Fractal 90", uma reunião científica sobre os objectos que lhe devem a paternidade - os objectos fractais -, manifestou o desejo de ver publicada em português a 3.ª edição, datada de 1989, do seu livro francês Les Objects Fractals. A Gradiva acolheu logo com grande entusiasmo a ideia de editar o livro que agora sai do prelo.Esta edição portuguesa inclui, tal como a do original francês que lhe serviu de base, um Panorama Geral da Linguagem Fractal, que é um texto de síntese e de comentário sobre o lugar e e o significado dos fractais no quadro das ciências contemporâneas. Porém, e por especial deferência do autor, o presente texto do Panorama aparece bastante modificado e acrescentado. A bibliografia foi actualizada com referência a alguns trabalhos que, num fluxo crescente, têm vindo a ser publicados nos últimos anos. A fim de ajudar leigos que eventualmente queiram saber mais, incluem-se listas separadas de de livros recentes de divulgação, que de algum modo colocam a ênfase nos fractais, assim como de livros sobre computadores e gráficos, que discutem o caos e os fractais e, finalmente, livros para os mais novos. O primeiro e hoje já um texto histórico, Objectos Fractais, foi expurgado (pelo menos assim se crê...) de pequenas gralhas presentes no original. Os tradutores pretendem agradecer ao autor o interesse com que acompanhou esta edição e a amabilidade com que sempre respondeu às dúvidas que um trabalhoi de tradução naturalmente suscita.A palavra "fractal" é um neologismo introduzido por B. Mandelbrot que entretanto já entrou nas mais diversas línguas. Surge, com este livro e de forma oficial, na língua portuguesa. Embora, na comunidade científica nacional, o número de utentes da geometria fractal seja ainda escasso, o número de pessoas, estudantes, cientistas ou simples leigos que a descobrem e por ela se entusiasmam cresce dia a dia. O pintor Lima de Freitas, por exemplo, encontra nessa geometria a insiopração para algumas das suas últimas obras, julgando ver na arte manuelina reminiscências da "fractalidade" (outro neologismo!).Mandelbrot oferece-nos, com os fractais, uma maneira nova não só de usar a matemática, como de ver e conhecer o mundo, natural ou artificial. Mostra-nos como esse instrumento moderno que é o computador abre fronteiras que são exploradas com esse velho aparelho que é o olho humano. Nos tempos manuelinos, a abertura de novas fronteiras não se fez sem "velhos do Restelo". Ainda hoje os há, nomeadamente entre os (poucos) matemáticos que tinham de todo abdicado da visualização como elemento de descoberta. O físicos, químicos, biólogos e geólogos, dispostos a aprender a forma das nuvens, doa agregados coloidais, dos fetos arbóreos ou das falhas tectónicas, incluíram rapidamente a geometria fractal na sua caixa de ferramentas. Os leigos, por sua vez, dificilmente deixarão de ser percorridos por sentimentos estéticos quando contemplam objectos artificiais que mais parecem naturais ou vice-versa. Com os fractais, ganham, uns, intuições inéditas, outros, descrições diferentes e, outros ainda, emoções particulares.Com todos estes ganhos, é certamente bem-vinda a edição portuguesa dois "Objectos Fractais". Parafraseando Fernando Pessoa / Álvaro de Campos:"O conjunto de Mandelbrot é tão belo como a Vénus de Milo. E há cada vez mais gente a dar por isso"´. "Nova Orleães, Julho de 1991Carlos Fiolhais
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November 2 2010, 7:13pm | Comments »
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RESUMO DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA PORTUGUESA
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Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra (na imagem, o matemático e astrónomo Clavius, um dos cientistas mais eminentes que esteve em Portugal):Lançamento de livro na quarta-feira, 3 de Novembro, às 18h00, em CoimbraChama-se Breve História da Ciência em Portugal e é a mais recente obra da autoria de Carlos Fiolhais, Professor Catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra (UC) e director da Biblioteca Geral da UC, e de Décio Martins, Professor de Física do mesmo departamento e responsável pelas colecções de Física do Museu de Ciência. O livro é uma co-edição da Imprensa da UC e da Gradiva Publicações e tem apresentação marcada para o dia 3 de Novembro, às 18h00, no Gabinete de Física do Museu da Ciência da UC.“Investigar a história da ciência é a única forma de trazer à luz aspectos da História de Portugal que expliquem melhor quem somos e para onde devemos ir”. É com essas palavras que Carlos Fiolhais e Décio Martins justificam a publicação de Breve História da Ciência em Portugal.Os autores explicam que a obra permite ao leitor “fazer uma viagem no tempo, conhecendo episódios que marcaram a actividade científica nacional desde a época dos Descobrimentos Portugueses até aos dias de hoje”. Acrescentam ainda que o livro “destina-se a todo o público interessado na história da ciência em Portugal, um tema que ainda não tinha sido divulgado no nosso país de forma resumida e acessível ao público não especializado”.Em Breve História da Ciência em Portugal, o leitor pode encontrar, entre outras, a história de Cristophorus Clavius, um dos mais notáveis matemáticos e astrónomos do final do século XVI e início do século XVII. “Cristophorus Clavius foi um jesuíta que estudou em Coimbra e um dos principais autores do Calendário Gregoriano, o calendário utilizado nos países ocidentais. Depois de concluir os seus estudos em Coimbra, foi para Roma, tornando-se amigo de Galileu”, explicam os físicos.A apresentação desta Breve História da Ciência estará a cargo de Fernando Catroga, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da UC. A sessão incluirá uma visita guiada às colecções expostas no Gabinete de Física da UC, orientada pelos autores do livro. A entrada é livre.
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November 2 2010, 5:32pm | Comments »
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José Francisco Correia da Serra (1751-1823)
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Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativa à exposição "Membros portugueses da Royal Society" a inaugurar a 15 de Novembro na Biblioteca Joanina:José Francisco Correia da Serra (1751-1823)Naturalista e diplomata. Foi eleito membro da Royal Society em 3 de Março de 1796.Figura de relevo do Iluminismo português, nasceu em Serpa e estudou em Roma onde se tornou presbítero. De volta ao país, fundou, com o Duque de Lafões, a Academia Real das Ciências de Lisboa e desempenhou o cargo de Secretário da instituição nos seus primeiros anos de actividade, prestando um notável contributo para o desenvolvimento e promoção da investigação científica. Com regressos intermitentes a Portugal, entre 1786 e 1821 esteve emigrado em França, Inglaterra e Estados Unidos, onde contactou com alguns dos mais famosos cientistas da sua época, como por exemplo o geógrafo e naturalista alemão von Humboldt (1769-1859), o botânico suíço Candolle (1778-1841) ou o médico e botânico francês Jussieu (1748-1836). Manteve sempre ligações com o seu país natal, correspondendo-se, entre outros, com Avelar Brotero (1744-1828). Nos Estados Unidos da América desempenhou funções diplomáticas em Washington, conviveu com o presidente Thomas Jefferson (1743-1826), de quem se tornou amigo, e cursou na American Philosophical Society em Filadélfia. Embora estivesse também interessado em Zoologia e Geologia, a sua área de investigação mais fecunda foi a Botânica. Membro de várias academias e sociedades científicas, publicou nas mais prestigiadas publicações europeias e americanas do seu tempo, em especial sobre a classificação sistemática das espécies vegetais, em que introduziu o conceito de simetria, e desenvolveu estudos em Carpologia, um dos ramos da botânica então criados.Em 1796 e 1799 contribuiu nas Philosóphical Transactions com duas comunicações, uma sobre os órgãos reprodutores das algas a outra sobre vegetação submarina na Costa Este da Inglaterra, concluindo assim a colaboração dos portugueses do século XVIII nessa publicação da RSL.Principais trabalhos publicados:- On the Fructification of the submersed algae. Philosophical Transactions. London. 86 (1796) 494-505.- On two genera of plants belonging to the natural family of the Aurantia. Transactions of the Linnean Society of London. 5 (1799) 218-226.- On a submarine Forest, on the East Coast of England. Philosophical Transactions. London. 89 (1799) 145-156.- On the Doryanthes, a new Genus of Plants from New Holland next akin to the Agave. Transactions of the Linnean Society of London. 6 (1800) p. 211-213.- De l’état des sciences et des lettres parmi les Portugais pendant la seconde moitié du siècle dernier. Archives Littéraires de l’Europe. Paris. 1 (1804) 63-77, 269-290.- Observations sur la Famille des Oranges et sur les Limites qui la Circonscrivent.. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 6 (1805) 376-387.- Observations Carpologiques. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 8 (1806) 59-68.e Suite des Observations Carpologiques, id., 389-400.- Vues Carpologiques. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 9 (1807) 283-293, e Suite des Observations Carpologiques, id., 283-288.- Vues Carpologiques, Article II. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 10 (1807) 151-156 e Suite des Observations Carpologiques, id., 157-162.- Sur la germination du Nélumbo. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 14 (1809) 74-81.- Sur la valeur du Périsperme considéré comme caractère d’affinité des plantes. Annales du Muséum d´Histoire Naturelle. Paris. 118 (1811).- General consideration upon the past and future state of Europe. American Review of History and Politics. Philadelphia. 4 (1812) 354-366.- Reduction of all genera of plants contained in the Catalogus plantarum Americae Septentrionalis, of the late Dr. Muhlenberg, to the natural families of Mr. Jussieu´s system : for the use of the gentlemen who attended the course of elementary and philosophical botany in Philadelphia in 1815. Philadelphia : [American Philosophical Society?], 1815.- Observations and Conjectures on the Formation and Nature of the Soil of Kentuky. Philosophical Transactions of the American Philosophical Society. Philadelphia. 1 (1818) 174-180.
November 1 2010, 4:47pm | Comments »
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Lançamento de "Breve História da Ciência em Portugal"
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Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra:O Director da Imprensa da Universidade de Coimbra e o Director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento da obra Breve História da Ciência em Portugal, da autoria de Carlos Fiolhais e de Décio Ruivo Martins, numa co-edição da Imprensa da Universidade de Coimbra e da Gradiva Publicações, Lda.A cerimónia terá lugar no dia 3 de Novembro de 2010, pelas 18h00, no Anfiteatro do Gabinete de Física do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, estando a apresentação a cargo do Prof. Doutor Fernando Catroga.Será realizada uma visita guiada às colecções expostasno Gabinete de Física, orientada pelos autores do livro.
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October 27 2010, 5:19pm | Comments »
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História do PVC em Portugal
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Informação recebida da Livraria Escolar Editora:A Escolar Editora e a Profª Maria Elvira Callapez têm o grato prazer de convidar V. Ex.ª para a sessão de apresentação e lançamento do livro "História do PVC em Portugal - CIRES um caso de sucesso," a realizar no próximo dia 27 de Outubro de 2010, pelas 18:30 horas, na Livraria Escolar Editora da Faculdade de Ciências.A sessão de apresentação do livro será feita pelo Prof. Dr. Nuno Madureira (ISCTE).
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October 26 2010, 6:49pm | Comments »
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Jacob de Castro Sarmento (1691? - 1762)
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Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relativa à exposição, a inaugurar a 15 de Novembro na Biblioteca Joanina, sobre membros portugueses da Sociedade Real de Londres (na figura livro recém-publicado sobre esse notável judeu português):Jacob de Castro Sarmento (1691? - 1762)Médico. Foi eleito membro da Royal Society em 5 de Fevereiro de 1730.De origem judaica, nasceu em Bragança. Formou-se em Artes na Universidade de Évora e em Medicina na Universidade de Coimbra. Para fugir à Inquisição estabeleceu-se em Londres, em 1721. Tornou-se membro do Colégio Real dos Médicos de Londres e obteve o grau de Doutor pela Universidade de Aberdeen, na Escócia.Em Londres conviveu com os médicos Sequeira Samuda e Ribeiro Sanches e relacionou-se com altos dirigentes políticos portugueses em missão diplomática na capital britânica, tais como Marco António de Azevedo Coutinho e Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. Manteve sempre relações com Portugal, exercendo uma forte influência sobre a cultura e a ciência portuguesa, ao divulgar as ideias mais modernas.Ofereceu à Universidade de Coimbra, para uso nas aulas de medicina, um microscópio datado de 1731 e construído por Edmond Culpeper (1670-1738), que pertence hoje ao Museu da Ciência da UC.Com a sua obra Teórica verdadeira das marés… (Londres, 1737) contribuiu para a difusão da filosofia newtoniana em Portugal. Na primeira parte do seu livro Matéria médica… (Londres, 1735), tratou do estudo químico das águas, usando as técnicas então mais recentes nessa área. Realçou as qualidades terapêuticas das águas minerais e fez uma tentativa de classificação sistemática dos medicamentos de origem mineral. Na segunda parte, publicada em 1758, classificou os medicamentos de origem vegetal e animal. No Apêndice ao que se acha escrito na Matéria Médica… (Londres, 1753) analisou as águas minerais das Caldas da Rainha. Notabilizou-se também na actividade comercial, exportando para Portugal a famosa “Água de Inglaterra”, um remédio à base de quinina utilizado para tratar o paludismo. Anos antes, na sua obra Dissertatio in novam, tutam, ac utilem methodum inoculationis… variolarum… (Londres, 1722) tinha estudado e divulgado os novos métodos de inoculação da varíola. Elaborou um plano pormenorizado para a criação de um horto botânico em Coimbra (1731), com a proposta, feita à Academia Real de História, do envio de sementes do Chelsea Physic Garden para esse horto.Colaborou nas Philosophical Transactions com um artigo original, publicado em 1731, em que relata a descrição das minas de ouro e diamantes da região do “Serro do Frio” no Brasil, com a apresentação de observações astronómicas que recebeu de Portugal, enviadas por Carbone, Sachetti Barbosa e Chevalier, e de várias comunicações recebidas de cientistas estrangeiros.Principais obras publicadas:- Dissertatio in novam, tutam, ac utilem methodum inoculationis, seu transplantationis variolarum, Thessaliae, Constantinopoli, et Venetiis primò inventam, nunc que hac in Civitate… cum criticis notis in varios autores de hoc morbo scribentes. Editio secunda. Londini : [s.n.], 1722. [6], 40 p.- Siderohydrologia, ou discurso pratico das aguas mineraes espadanas, ou chalybeadas, em que se mostra sua natureza, composição... Londres : [s.n.], 1726.- A letter from Jacob de Castro Sarmento, M. D. and F. R. S. to Cromwell Mortimer, M. D. Secr. R. S. concerning diamonds lately found in Brazil. Philosophical Transactions. London. 37 : 421 (1731) 199-201.- [Projecto de] Bibliotheca Botânica [e Jardim Botânico] [Visual gráfico]. E. Oakley, archit. ; B. Cole, sculp. [S.l : s.n.], 1731. 73,8x54 cm. Projecto, não executado, de Jardim Botânico e Biblioteca Botânica para a Universidade de Coimbra, dedicado a Francisco Carneiro de Figueiroa, Reitor da Universidade. Com a legenda: "... Ichonographiam hanc ad Hortum Botanicum erigendum in Scientiae Naturalis et Medicinae Facultatis augmentum...". No canto superior direito, fig. alegórica "In Horto Proficiam".- Specimen da primeira parte da Materia-medica historico-physico-mechanica, em que se tracta dos fossiles, e de todos os metaes, saes, pedras, terras, enxofres… e se mostram as propriedades e usos humanos dos ditos corpos, d'onde se acham, de que modo se alcançam ou purificam… Londres : [s.n.], 1731.- Materia medica physico-historico-mechanica : Reyno mineral, Parte I, a que se ajuntam, os principaes remedios do prezente estado da Materia Medica; como sangria, sanguesugas, ventosas sarjadas, emeticos, purgantes, vesicatorios, diureticos, sudoriforos, ptyalismicos, opiados, quina quina [sic], e, em especial, as minhas Agoas de Inglaterra como tambem, huma Dissertaçam latina sobre a Inoculaçam das Bexigas. Londres : [s.n.], 1735. [2], 16, liii, 538 [i.e. 529], [22]; [2], IV, 43 p.- Theorica verdadeira das marés, conforme a philosophia do incomparavel cavalhero Isaac Newton. Londres : [s.n.], 1737. XV, [8], 136 p.- Relação de alguns experimentos e observações feitas sobre as medicinas de mad. Stephens, para dissolver a pedra… Ajunta-se um compendio historico de todos os factos desde a origem d’este descobrimento… Londres : [s.n.], 1742.- Tratado das operações de cirurgia, com as figuras e descripção dos instrumentos de que n'ella se faz uso, e uma introducção sobre a natureza e methodo de tractar as feridas, abcessos e chagas composto por Mr. Sharp, traduzido em português, e seguido da Materia-cirurgica. Londres : [s.n.], 1746.- Appendix ao que se acha escrito na Materia Medica, do Dr. J. de Castro Sarmento, sobre a natureza, contentos, effeytos, e uso pratico, em forma de bebida, e banhos, das agoas das Caldas da Rainha… A que se ajunta o novo Methodo de fazer uso da agoa do mar, na cura de muitas enfermidades chronicas, em especial nos achaques das glandulas. Londres : [s.n.], 1753. 179 p.- Do uso, e abuso das minhas Agoas de Inglaterra, ou Directorio, e instruccam, para se saber seguramente, quando se deve, ou não, usar dellas, assim nas enfermedidades agudas como em algumas chronicas e em casos propriamente de cirurgia. Londres : em caza de Guilherme Strahan, 1756. 288 p.- Materia medica physico-historico-mechanica : Reyno mineral, Parte I, a que se ajuntam, os principaes remedios do prezente estado da materia medica… Ediçam nova, corrigida, e repurgada, a que se accrescentam por continuaçam desta obra, para fazela completa, os reynos vegetal, e animal, Parte II. Londres : em caza de Guilherme Strahan, 1758. 14, LI, [1], 580, [22], 6 p.
October 26 2010, 8:11am | Comments »
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AINDA A MOSTRA SOBRE GRACIA NASI E OUTROS JUDEUS PORTUGUESES
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Informação recebida da Biblioteca Geral relativa à mostra sobre Grácia Nasi (1510-1569) e outros judeus portugueses:11. SERMÕES que pregarão os doctos ingenios do K.[all] K.[ados] de Talmud Torah, desta cidade de Amsterdam, no alegre estreamento, e publica celebridade da esnoga que se consagrou a Deos, para caza de oração, cuja entrada se festejou em Sabath Nahamù anno 5435. Em Amsterdam : Em caza & a custa de David de Castro Tartaz, 5435 [i.e. 1675] V.T.-19-6-20Compilação de sermões que foram pregados sobre Kall Kados de Talmud Torah quando foi inaugurada a Sinagoga de Amesterdão. Selomoh de Oliveira, filho de David de Israel de Oliveira, foi professor e orador em muitas instituições de beneficência em Amesterdão e mais tarde Haham (rabino) da comunidade israelita portuguesa. Morreu a 23 de Maio de 1708. O sermão, lido aquando da inauguração da Sinagoga da comunidade portuguesa de Amesterdão, é da sua autoria. Foi impresso por David Castro Tartaz, impressor notável que fundou uma tipografia em Amesterdão que funcionou entre 1660 a 1695. Publicou textos rabínicos, incluindo livros de orações em hebreu, castelhano e português.12. CEREMONIES et coutumes religieuses de tous les peuples du monde. Representées par des figures dessinées de la main de Bernard Picard, avec une explication historique, & quelques dissertations curieuses ... A Amsterdam : chez J. F. Bernard, 1723-[1737]. 1-8-24-542/54312-A. BÍBLIA. A.T. Pentateuco. Humas de Parasioth y Aftharoth. Traduzido palabra por palabra de la verdad hebraica en español. Amsterdam : impresso nuevamente em caza de Imanuel Benveniste, 5403 [i. e. 1643] V.T.-20-8-21Menasseh ben Israel nasceu em Lisboa em 1604, vai para Amesterdão com o pai, Joseph ben Israel, ainda muito jovem, morre em Amesterdão em 1657. Em Amesterdão, funda a primeira tipografia hebraica da qual sairão muitas obras impressas em hebraico e espanhol. Menasseh bem Israel foi um notável impressor editor que viveu em Amesterdão onde fundou uma tipografia que funcionou entre 1640 e 1660. Nesta oficina trabalharam impressores de renome como Judah Gumpel e Samuel Levi. Dos seus prelos saíram vários livros de orações e uma valiosa edição do Talmude em hebraico. As suas obras teológicas, apologéticas e históricas escritas em castelhano e português, latim e hebraico foram muito apreciadas e estimadas A importância que estas obras alcançaram ficou a dever-se á influência deste impressor. A obra Humas de Parasioth y Aftharoth, tradução do Pentateuco, é considerada a primeira a ser impressa em castelhano por Menasseh bem Israel.12-B. LEMOS, Maximiano, 1860-1923 Zacuto Lusitano : a sua vida e a sua obra. Porto : Eduardo Tavares Martins, editor, 1909. 9-(4)-13-2-2813. NETO, David, 1654-1728 Noticias reconditas y posthumas del procedimiento delas inquisiciones de España y Portugal con sus presos ... por un anonimo. Villa Franca [i.e. Londres] : [s.n.], 1722. V.T.-15-9-3414. BARRIOS, Miguel de, 1635-1701 Coro de las musas. En Brusselas : de la imprenta de Baltazar Vivien, 1672. 4-1-2-3Miguel Barrios ou Daniel Levi de Barrios nasceu em Espanha cerca de 1625. Em 1659 parte para Itália (Livorno) e assume publicamente o judaísmo. Entre 1662 e 1674 vive em Bruxelas até que se fixa em Amesterdão. Morreu em 1701 e foi sepultado no cemitério dos judeus portugueses em Amesterdão. Poeta, lírico e dramaturgo escreveu Coro de las Musas que dedica a D. Francisco Manuel de Melo. As cidades de Amesterdão, Veneza e Ferrara são elogiadas na sua poesia.14-A.TASSO, Torquato, 1544-1595 Rime, et prose ... : parte prima di nouo reviste, & corrette, con aggiunta di quanto manca nell'altre editioni. In Ferrara : Ad instanza di Giulio Vassallini, 1583. RB-6-1015. GUARINI, Battista, 1538-1612 El pastor fido. Traducido de italiano en metro español, y illustrado com reflexiones [por Isabel Correa]. Amberez : por Henrico y Cornelio Verdussen, 1694. 4-2-3-24Isabel Correa ou (Rebecca) viveu em Bruxelas, Antuérpia e Amesterdão amiga de Miguel de Barrios a quem elogia a obra Coro de las musas num soneto. D. Manuel de Belmonte ou Ishac Nuñez Belmonte era filho de Jacob Israel Belmonte, natural da Ilha da Madeira, que foi o fundador da primeira Comunidade Israelita portuguesa em Amesterdão. Manuel Belmonte fundou em 1676 a Academia poética de Silibundos e em 1685 a Academia dos Floridos em Amesterdão de que D. Isabel Correa era membro, motivo pelo qual lhe dedica a obra.16. CEBÀ, Ansaldo, 1565-1623 La Reina Esther d'Ansaldo Cebà. In Genova : appresso Giuseppe Pavoni, 1615. 1-3-14-404Ansaldo Cebà monge genovês, cuja obra mais conhecida é o poema épico La Reina Ester que esteve na base de uma vasta correspondência trocada ao longo de quatro anos entre o monge genovês e a poetisa Sara Coppio Sullam, cujo assunto era a controvérsia religiosa. A intenção do autor é a conversão de Sara à religião cristã, propondo uma rainha Esther cristã. O monge viu em Sara uma oportunidade de a converter ao Cristianismo, sugerindo-lhe a leitura de textos sagrados, nunca o conseguiu, uma vez que a poetisa tinha ideias muito claras sobre a sua religião. A poetisa de origem judia nasceu em Veneza em finais do século XVI, viu em Esther um modelo de mulher judia, verdadeira heroína e um exemplo a seguir, assim, o entusiasmo pelo poema heróico de Cebà reside na força que emana a sua protagonista com a qual provavelmente se identificava.17. DELGADO, João Pinto, 1580-1653 Poema dela reyna Ester : lamentationes del propheta Ieremias : hisória de Rut, y varias poesias. Roven : Dauid du Petit Val, 1627. R-18-14João Pinto Delgado ou Moseh Pinto Delgado Judeu português que nasceu em Portimão ou Tavira em 1580 e morreu em Amesterdão em 1563. Em 1600 parte com a família para Lisboa onde toma contacto com as obras dos poetas castelhanos Jorge Manrique, Garcilaso e Luis de Léon. Em 1624 parte para Ruão para se juntar aos seus pais – o pai era um importante membro da comunidade judaica portuguesa radicada em França - que entretanto tinham fugido às perseguições da Inquisição. É em Ruão que em 1627 publica a colecção de poemas que o viria a tornar famoso. A família de Delgado parte para Antuérpia e logo a seguir para Amesterdão onde perante a relativa tolerância religiosa holandesa, João Pinto Delgado passa a praticar o judaísmo de forma aberta e livre pela primeira vez adoptando o nome de Moseh ou Moisés Pinto Delgado. Entre 1636 e 1640 torna-se um dos sete governadores do seminário religioso Talmud Torá de Amesterdão. Na sua obra poética inspira-se frequentemente na bíblia hebraica, por histórias que relatam o poder de Deus para resgatar o povo de Israel em tempos de perseguições e sofrimento como o demonstram as narrativas de Ester que adoptava na sua poesia. Nas Lamentaciones del profeta Ieremias refere as tragédias da história de Israel. Poeta português, exilado da sua pátria cultivou longe do seu país a poesia e o idioma, é considerado um dos maiores expoentes da poesia cripto-judaica do século XVII.18. LEÃO, Hebreu, ca. 1465-1523. Leonis Hebraei ... De amore dialogi tres ... Venetiis : apud Franciscum Senensem, 1564. R-1-31Jehuda Leon Abravanel é também conhecido por Leão Hebreu ou Medigo. O seu pai Yshac Abravanel foi tesoureiro de D. Afonso V, rei de Portugal e, logo após a morte do rei foi obrigado a deixar o país e, privado dos seus bens e fortuna vai para Madrid onde fica alguns anos. Expulso de Espanha vai para Itália (Nápoles) ao serviço do rei D. Fernando. Leão de Hebreu, que morre em Veneza em 1535, viu-se constrangido ao exílio, a partir do qual deixa marca na cultura europeia. Escreveu em italiano uma obra filosófica Dialoghi di amore que foi traduzida duas vezes em francês, em hebreu e três vezes em espanhol.19. ENRÍQUEZ GÓMEZ, Antonio, 1600-1663 La torre de Babilonia : primera parte ... Por Antonio Henriquez Gomez ... En Ruan : por Laurens Maurry, 1649. V.T.-19-6-16Antonio Enríquez Gómez também conhecido como Enrique Enriquez de Paz, filho de Diego Enriquez Villanueva, nasceu em Segóvia em finais do século XVII. Estudou filosofia e em particular história da literatura. Este autor foi considerado poeta, lírico, épico e dramático. Aos 20 anos abraça a carreira militar e rapidamente foi promovido a capitão. Foi perseguido pela Inquisição, que o acusa de judaísmo e queima a sua efígie (retrato) em Sevilha em 1660. Refugia-se em França, Bordéus e Ruão, onde publica muitas das suas obras. Morre em 1662 na Holanda.21. LEÃO, Manuel de, fl. 1688 Triumpho lusitano aplauzos festivos sumptuosidades regias nos Augustos desposorios do inclito Dom Pedro segundo com ... Maria Sophia-Isabel de Babiera monarchas de Portugal : Rellataõse as grandezas, narraõse as entradas referemse as festividades que se celebraõ na insigne cidade e corte de Lisboa, desde 11 de Agosto athe 25 de Outubro de 1687... Em Brusselas : [s.n.], 1688. V.T.-9-6-7Manuel de Leão nasceu em Leiria e morreu em Amesterdão. A obra é dedicada a Jerónimo Nunes da Costa ou Moseh Curiel como era conhecido entre os judeus radicados em Amesterdão. Nasceu em Florença em 1620 e era o filho mais velho de Duarte Nunes da Costa, cristão-novo nascido em Lisboa de onde saiu para Itália em 1609, fugindo às perseguições da Inquisição. Jerónimo Nunes da Costa diplomata e agente de Portugal em Antuérpia considerado uma das figuras mais proeminentes da comunidade judaica portuguesa em Amesterdão nos finais do século XVII. Possuidor de uma enorme riqueza e líder da nação portuguesa, nome pelo qual eram conhecidos os homens de negócios, gozava de grande prestígio entre os judeus em Amesterdão devido às doações e contributos em favor da comunidade.22- ORTELIUS, Abraham, 1527-1598 Theatrum orbis terrarum. Opus nunc denuo ab ipso Auctore recognitum, multisquè locis castigatum, & quamplurimis novis tabulis atquè commentariis auctum. [Antuerpiae : Ex officina Plantiniana, 1595] J.F.-59-3-1Salónica é no século XVI a cidade do Mediterrâneo com maior número de judeus e um dos centros judaicos mais importantes do mundo tal como Ragusa (actual Dubrovnick) e Split. Na base da procura deste destino estava, citando Esther Mucznick, … o rumor, que corria de comunidade em comunidade de que no Império Otomano reinava a tolerância religiosa e que esta acolhia os judeus com agrado e benevolência (…) um outro mundo de esperança se abria a Turquia era simultaneamente o vestíbulo e o pórtico que conduziam à Terra Prometida.23- BARTOLOCCI, Giulio, 1613-1687 Bibliotheca magna Rabbinica de scriptores, & scriptis hebraicis, ordine alphabetico hebraicè, & latine digestis ... Romae : ex Typographia Sacrae Congregationis de Propaganda Fide, 1675-1693. S.P.-Ad-7-7/1024- ROTH, Cecil, 1899-1970 The House of Nasi : Doña Gracia. New York : Greenwood Press, [1969]. 6-23-20-13225- ROTH, Cecil, idem The House of Nasi : the Duke of Naxos. New York : Greenwood Press, [1948]. 6-23-20-12826- MUCZNIK, Esther Grácia Nasi : a judia portuguesa do século XVI que desafiou o seu próprio destino. Lisboa : Esfera dos Livros, 2010.
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October 21 2010, 6:30pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Mostra sobre Gracia Nasi (1510-1569) e outros judeus portugueses
http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/mostra-sobre-gracia-nasi-1510-1569-e.html
Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra com a descrição de alguns livros expostos na mostra sobre a judia portuguesa Grácia Nasi e outros judeus portugueses:1.USQUE, Samuel, séc. 16, Consolacam as tribulacoens de Ysrael. [2ª ed.]. Empresso en Ferrara : en casa de Abraham aben Usque, 5313 da criaçam. 27 de Setembro [i.e. 1553], R-19-28Samuel Usque, judeu português que sofreu as vicissitudes e perseguições de que foram alvo os judeus portugueses no período renascentista, nasceu provavelmente em Lisboa, tendo aí permanecido até pouco antes da instalação da Inquisição. Viveu durante algum tempo em Ferrara e, mais tarde, na Palestina. Exilado em Ferrara publicou, em 1553, a obra Consolação às tribos de Israel que dedica a Dona Gracia Nasi que, à data da impressão do livro, se encontrava já em Constantinopla (actual Istambul), assumindo-se claramente judia. No terceiro dialogo Consolo humano nas tribulações de Israel , Samuel Usque refere-se à justa Gracia Nasi (…) Esta no principio da viagem, aos teus necessitados filhos a quem a pouca fazenda enfraquecia pêra sayr do foguo e acometer hum tam longuo caminho, muito esforço, lhe deve sua esperança. Esta aos que jaa sahiam, e em frandes [Flandres], e noutras partes chegavam vencidos da pobreza, desconsolados do mar, e em perigo de nã[o] passar adiante, cõ[m] dinheiro e muitos outros remédios e co[n]fortos a suas minguoas com maõ liberalíssima socorreo(…), numa alusão aos esforços que despendeu para ajudar os seus correligionários a fugirem às perseguições da Inquisição e a instalarem-se em Veneza, Ferrara e Istambul lugares de maior tolerância religiosa. Nesta fuga, a rede de ajuda que se estendia de Portugal à Turquia, dirigida por Dona Grácia e João Micas, teve um papel determinante no salvamento e resgate dos seus correligionários como o revelam as múltiplas dedicatórias referindo-se à sua acção de salvamento e apoio.Obra essencial para robustecer as crenças judaicas inspirada nos textos bíblicos, na literatura sagrada, conta a história do povo judaico, mártir e perseguido e ao mesmo tempo declara a esperança dos Judeus em atingir a Terra Santa, tem por objectivo consolar os irmãos do infortúnio e de os aproximar da fé, ao relatar-lhes as perseguições que tinham sofrido. A obra que foi reimpressa em Amesterdão, em 1599, apresenta um carácter vincadamente apologético do judaísmo e narra o sofrimento e as perseguições de que fora alvo o seu povo desde os tempos bíblicos até às opressões de que o próprio autor fora vítima.2 e 3.USQUE, Samuel, séc. 16, Consolaçam ás tribulaçoens de Israel. Coimbra : França Amado, 1906-1908. V.T-6-1-13 e RB-37-23. Edições mais recentes.4. PANTALEÃO, de Aveiro, fl. 15- Itinerario da Terra Sancta e suas particularidades. Em Lisboa : em casa de Simão Lopez, 1593, J.F.-37-2-20Frei Pantaleão de Aveiro no Itinerario da Terra Sancta (1593) no cap. LXXXII De Cana de Galilea, & do mar de Tiberiade, & outros lugares faz o seguinte relato (…) Tinha aquela judia Portuguesa grandissimas riquezas, … com as quais fugio de Portugal (…) Fugio esta molher de Portugal com outra sua irmãa também viúva, como ella & ambas forão ter a Veneza, onde estando algu[n]s annos, esta de que vou tratando, cujo sobrenome era Luna, se passou a Constantinopla com suas riquezas, com as quaes por feitores seus se meteo a tratar por todas aquellas partes, em especial polas marítimas, com fazer copia de nãos segundo me affirmou em hu[m]a certa parte um judeu natural de Lisboa, muito seu familiar … dos quaes foi bem favorecido & ajudado. (…) A judia, q[eu] deu consigo em Constantinopla, & estava de caminho para Tiberia, fez se tão poderosa, q[ue] os judeus não a nomeão por seu nome próprio, mas chamão-lhe a Señora.5. PANTALEÃO, de Aveiro, fl. 15- Itinerario da Terra Sancta e suas particularidades. 7ª ed. rev. Coimbra : Imp. da Universidade, 1927. 9-(4)-13-2-38. Edição mais recente.6. AMATO LUSITANO, pseud. Amati Lusitani ... Curationum medicinalium centuriae septem, varia multiplicique rerum cognitione referte, & in hac ultima editione recognitae & valde correcte … Burdigalae : ex typographia Gilberti Vernoy, 1620. 4 A-2-8-8Amato Lusitano, judeu português natural de Castelo Branco, nasceu em 1511 (para o ano assinalam-se os 500 anos) com o patronímico João Rodrigues de Castelo Branco. Estudou medicina em Salamanca e exerceu durante vários anos em Lisboa. Perseguido pela Inquisição vai para Antuérpia, partindo depois para Itália, vive em Veneza e Ferrara, em cuja Universidade assiste a aulas públicas de Anatomia. Mais tarde estabelece-se em Ancona, onde fica até 1555. De forma a evitar as perseguições do Papa Paulo IV parte para Pesaro, depois de passar algum tempo em Ragusa (actual Dubrovnick) vive em Salónica onde morre em 1568.Amato Lusitano notabilizou-se não só como médico mas também como escritor, a quinta Centúria da obra Curatorium medicinalium centuriae septem, é dedicada a Joseph Nasi, de quem foi amigo e médico. Nessa dedicatória diz que … tendo de publica ras suas quinta e sexta Centurias não teve de deliberar por muito tempo sobre a pessoa a quem as devia dedicar. Ocorrera-lhe imediatamente o nome de José Nasci, não só porque era douto, mas grande e admirável favorecedor dos doutos … Em humanidade ninguém o excedia e a ela acrescia insigne liberalidade que sempre costuma acompanhar outras virtudes … Por estas reazões lhe pede que aceite aquele livro e lhe deseja venturas e prosperidades, assim como à ilustríssima Gracia.7. LEMOS, Maximiano, 1860-1923 Amato Lusitano : a sua vida e a sua obra. Porto : Eduardo Tavares Martins, 1907. 9-(4)-13-2-298. APIAN, Petrus, 1495-1552 Cosmographia, sive Descriptio universi orbis, Petri Apiani & Gemmae Frisii, mathemathicorum insignium, iam demùm integrati suae restituta ... Antuerpiae : ex officinal Ioannis Withagij, 1584. R-40-6Na passagem por Antuérpia Diogo Pires deixa um poema a acompanhar a edição da Cosmographia, sive Descriptio universi orbis , Petri Apiani & Gemmae Frisii, ali publicada em 1584, dedicado a Gemma Frisius (1508-1555) médico e matemático holandês que estudou medicina em Lovaina e naquela universidade provavelmente terá sido contemporâneo de Diogo Pires.9. QUINTUS, Smyrnaeus, 03..-03.. Quinti Calabri derelictorum ab Homero libri quatuordecim. Jodoco Velareo [sic] interprete ; Coluti Thebani raptus Helenae eodem interprete. Editio prima. Antuerpiae : apud Joannem Steelsium, 1539. 1-3-1-34Diogo Pires (1517-1599) nasceu em Évora e como muitos outros judeus, fugiu de Portugal na primeira metade do séc. XVI. Em 1535 foi estudar primeiro na Universidade de Salamanca e depois em Lovaina. Cerca de 1540 encontra-se em Itália, permanecendo algum tempo em Ferrara. É em Ferrara que encontra Amato Lusitano, diversos membros da família Abravanel, D. Grácia Nasi e ainda Samuel e Abraão Usque. Em finais de 1556 vai para Ragusa (actual Dubrovnick), na altura uma pequena república independente que fazia a ponte entre a Europa e o Império Turco, passando a adoptar o nome hebraico Isaías Cohen, aí permanece quarenta anos vindo a falecer em 1599.Diogo Pires ou Didacus Pyrrhus Lusitanus, símbolo da diáspora lusitana, foi um humanista e excelente poeta da língua latina, grande parte da sua poesia canta a saudade de Portugal e a tristeza do exílio forçado. Durante a estadia em Itália relaciona-se com os principais nomes do Humanismo italiano a quem dedica versos. Dedicou as suas poesias aos amigos Amato Lusitano e André de Resende e ao poeta épico grego Quinto de Esmirna, numa elegia no final da obra, em seu louvor.10. CARDOSO, Isac, 1615-1680 Las excelencias de los hebreos. Por el doctor Yshac Cardoso. Impresso en Amsterdam : en casa de David de Castro Tartas, 1679. V.T.-17-7-17Isac Cardoso ou Fernando Cardoso nasceu em 1615 em Portugal. Estudou Filosofia e Medicina em Salamanca. Exerceu durante alguns anos em Valladolid e Madrid. Em Madrid converteu-se ao judaísmo adoptando o passou a chamar-se Fernando Cardoso. Em 1645 deixa Espanha e vai para Veneza, aí relaciona-se com Samuel Aboad, rabino na sinagoga de Veneza, assume publicamente o judaísmo adoptando o nome judaico de Isac. Morre em 1680 em Verona.
October 21 2010, 2:12pm | Comments »








