Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:Mostra Bibliográfica sobre Santiago| xx de Setembro a xx de Outubro | Prisões Académicas |Horário : 9:30h - 20:00hEstará patente no espaço das Prisões Académicas da Universidade de Coimbra, de xx de Setembro a xx de Outubro uma mostra bibliográfica sobre Santiago por ocasião do Ano Santo de 2010.No ano em que se comemora em Santiago de Compostela o segundo Ano Santo do século XXI, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, evocando o Apóstolo Santiago, o Maior, expõe um pequeno núcleo de obras relativas ao seu apostolado, história, martírio e ligação do Apóstolo Santiago, Patrono de Espanha, ao Santuário que se tornou, desde a Idade Média, um dos mais importantes locais de peregrinação depois de Jerusalém e Roma.O conjunto de obras que compõe a mostra está organizado em quatro núcleos - Vida do Apóstolo, Morte e Martírio, Santiago de Compostela lugar de peregrinação e Iconografia, procurando resgatar parte da biografia do Apóstolo.No primeiro núcleo estão expostas as obras de Abdias, Bispo de Babilónia, Eusébio, Bispo de Cesareia e Isidoro de Sevilha, cujas obras versam sobre o estudo e a crítica bíblica, nomeadamente o Novo Testamento (Evangelhos e Actos dos Apóstolos) com as citações e relatos relativos à vida e apostolado de Tiago, a História da Igreja, o Cristianismo primitivo e o Martirológio. Na sua obra maior, a História Eclesiástica, Eusébio de Cesareia, considerado o pai da história da Igreja, compila e organiza um vastíssimo acervo documental, desde os apóstolos até ao seu tempo. Isidoro de Sevilha, no tratado sobre o nascimento e morte dos Padres De Ortu et Obitum Patrum, refere-se ao apóstolo Santiago, O Maior, numa breve biografia.Nos segundo e terceiro núcleos encontram-se expostas as obras de Ambrosio de Morales e Enrique Flórez dois autores consagrados da História eclesiástica e da Espanha. Ambrosio de Morales (1513-1591) é nomeado em 1563 cronista do reino e é nesta qualidade que, a pedido de Felipe II, na obra La Cronica general de España, dá continuidade às Crónicas de España, iniciadas por Flórian de Ocampo. Ainda a pedido do monarca realiza as inúmeras viagens, cuja relação é descrita na obra, presente na mostra, Viagem de Ambrosio de Morales … a los reynos de Léon, y Galicia, y principado de Asturias, para reconocer las relíquias de Santos , sepulcros reales, y libros manuscritos de las catedrales e monasterios. Destaque ainda para a obra, de Enrique Flórez (1702-1773), a monumental España Sagrada. Na presente mostra podem ser vistos os tomos relativos à vinda do apóstolo a Espanha, a história da primitiva igreja de Iria Flávia e de Compostela até ao seu primeiro Arcebispo Diego Gelmirez que no século XII, converteu a catedral de Santiago numa referência, elevando a peregrinação a Compostela à semelhança de Jerusalém e Roma e, por último, um tomo com o texto da Crónica Compostelana. Do último núcleo, Iconografia, mostramos três edições das Regras e estatutos de Ordem de Santiago, impressas por Hermão de Campos e Germão Galharde, representativas das imagens alusivas a Santiago enquanto apóstolo, cavaleiro e mártir.
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SANTIAGO NA PRISÃO
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September 17 2010, 8:53am | Comments »
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O Livro da Consciência
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Informação recebida da Temas e Debates sobre o novo livro de Damásio a sair a 24 de Setembro: O Livro da Consciência A construção do cérebro consciente de António Damásio Edição: 2010 Páginas: 432 Editor: Temas e Debates ISBN: 9789896441203 23,90€ Sinopse: Como é que o cérebro constrói uma mente? E como é que o cérebro torna essa mente consciente? Qual a estrutura necessária ao cérebro humano e qual a forma como tem de funcionar para que surjam mentes conscientes?Há mais de trinta anos que o neurocientista António Damásio estuda a mente e o cérebro humanos e é autor de vasta obra publicada em livros e artigos científicos. No entanto, formulou o presente livro como um recomeço, quando a reflexão sobre descobertas importantes da investigação, recentes e antigas, alterou profundamente o seu ponto de vista em duas questões particulares: a origem e a natureza dos sentimentos, e os mecanismos por detrás do eu.O Livro da Consciência constitui assim uma tentativa de debater as noções actuais nestes domínios. Uma obra magistral que nos deixa entrever aquilo que ainda não sabemos sobre o cérebro e a consciência, mas gostaríamos muito de saber.
September 16 2010, 2:14am | Comments »
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Prémio espanhol para novo livro da série Ciência a Brincar
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Informação do jornal "ENSINO MAGAZINE":"A final do concurso “Ciencia en Acción 2010” vai ter, uma vez mais, a participação de um trabalho produzido por docentes do IPCB. Trata-se do livro “Ciência a Brincar – Ciência no Tempo dos Nossos Avós” produzido pelas docentes do IPCB/Escola Superior de Educação Dolores Alveirinho, Helena Tomás e Margarida Afonso que foi seleccionado na modalidade de “trabajos de divulgación científica en soporte de papel”.O referido trabalho, que entretanto vai ser publicado pela Editora Bizâncio, foi seleccionado para ser apresentado na final do concurso “Ciencia en Acción 2010”, que este ano terá lugar no IES Rosalia de Castro de Santiago de Compostela, de 1 a 3 de Outubro.Considerando que “a tradição e a cultura são dimensões da vida humana que devem ser valorizadas, quer em contextos formais, quer informais, de aprendizagem”, as autoras do trabalho “Ciência a Brincar – Ciência no Tempo dos Nossos Avós”, defendem que “o objectivo central do livro é valorizar e dar a conhecer a cultura do país e algumas das suas tradições”.O livro de Dolores Alveirinho, Helena Tomás e Margarida Afonso apresenta um conjunto de 15 actividades experimentais, pensadas e desenhadas pelas autoras, que procuram reviver as tradições e os contextos em que eram realizadas, fundamentadas e enriquecidas com explicações científicas, que, embora expressas de forma simples, respeitam o rigor e a coerência tão caras à ciência.“Sabem como é que antigamente, quando não havia detergentes, se tiravam as nódoas de gordura da roupa? Por que é que se colocava a água em talhas de barro? Como se extraía o fio dos bonitos casulos feitos pelo bicho-da-seda? E como é que antes de termos luz eléctrica nas nossas casas se iluminava a noite?" Estas são algumas das questões a que as actividades que constam do livro “Ciência a Brincar – Ciência no Tempo dos Nossos Avós” procuram dar resposta. O livro apresenta sugestões finais com tarefas, materiais alternativos e informações que enriquecem e alargam o conhecimento sobre cada uma das tradições.Para as docentes do IPCB Dolores Alveirinho, Helena Tomás e Margarida Afonso, “os destinatários do livro são crianças, educadores de infância, professores, animadores, pais e avós e todos aqueles que, em conjunto, queiram passar bons momentos – de lazer, de comunicação e de troca de sabedorias – em que diferentes gerações se encontram e se valorizam mutuamente, tendo como pano de fundo a cultura, a tradição e a ciência”.O que é o programaA “Ciencia en Acción é um programa organizado por diversas entidades espanholas, nomeadamente o Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), Real Sociedad Española de Física (RSEF) e Sociedad Geológica de España (SGE), cujo principal objectivo é trazer a ciência e a tecnologia, nos seus diferentes aspectos, ao público em geral.Como objectivos mais específicos o concurso pretende, entre outros, encontrar ideias inovadoras para tornar a ciência mais atraente para os cidadãos; destacar a natureza internacional da ciência, contribuir para alargar os contactos e materiais científicos e informativos no contexto europeu; realizar materiais pedagógicos úteis e de qualidade (textos, imagens, vídeos, etc.) que ajudem a complementar os conteúdos curriculares para os diversos níveis educativos; fomentar nos educadores o interesse pela ciência de maneira activa para chegar aos estudantes nas aulas; mostrar a importância da ciência no progresso da sociedade e no bem estar dos cidadãos.O concurso é principalmente direccionado ao ensino primário, secundário e professores universitários, pesquisadores, meios de comunicação científica, bem como a qualquer pessoa interessada no ensino de Ciências em Espanha ou em qualquer país de língua espanhola e portuguesa.O projecto “Mundo da luz”, apresentado pelo docente do IPCB/EST, Rogério Dionísio, em 2007, foi o primeiro trabalho do IPCB seleccionado para a final do concurso “Ciencia en Acción”."
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September 11 2010, 3:16am | Comments »
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Novos livros da Bizâncio
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Informação recebida da Bizâncio:Título: A Ética da CrençaAutor: W. K Clifford / William James / Alvin Plantinga / Desidério Murcho (org.)ISBN: 978-972-53-0458-7Págs.: 208Preço: Euros 12,50FilosofiaMuitos descrentes pensam que há algo de errado em crer em Deus sem provas; muitos crentes pensam que não há nada de errado. Quem tem razão? Este é o problema central de uma área importante da filosofia da religião chamada «ética da crença». Este livro apresenta três textos sobre o tema: os clássicos de W. K. Clifford e de William James, que deram origem à discussão actual, e um texto de Alvin Plantinga, um dos mais importantes filósofos da religião. O quarto texto, do organizador, fornece os instrumentos necessários para que forme a sua própria opinião, assim como uma análise do conceito de fé. De máximo interesse para professores e para estudantes de Filosofia, e também de Religião, este livro é de leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em reflectir cuidadosamente sobre a crença religiosa.------------------------------------------------------------------------------Título: O Médico de CórdovaAutor: Herbert Le PorrierColecção: Ilhas Encantadas, 5ISBN: 978-972-53-0036-7Págs.: 288Preço: Euros 12,50RomanceEm Córdova, na Andaluzia, numa pequena praça do bairro da Judiaria, o turista ainda hoje pode ver o busto em bronze de uma personagem de rosto emaciado e olhar de águia: a inscrição diz-nos que se trata de Moisés Maimónides, médico judeu, nascido em 1135 nessa cidade, na época em que ela atingira o seu apogeu. Ali viviam em harmonia árabes, cristãos e judeus, oferecendo ao mundo um modelo nunca mais igualado de civilização e de tolerância. Aos doze anos, o jovem Moisés Maimónides tornar-se-ia discípulo do grande pensador árabe Averróis, antes de se apaixonar pelo estudo da medicina. Aquele a quem os escolásticos cristãos dariam o nome de «Águia da Sinagoga» por ter tentado, antes de Tomás de Aquino, conciliar a Bíblia e Aristóteles, foi forçado ao exílio devido ao fanatismo dos novos conquistadores árabes. A partir dos treze anos experimentou uma longa errância em redor do litoral mediterrânico. Expulso da Palestina pelos Cruzados, acabou os seus dias no Cairo, como médico e amigo do sultão Saladino, e também enquanto médico dos pobres. Morreu em 1204, tendo deixado uma obra filosófica e científica que iria brilhar ao longo dos séculos por todo o Ocidente.O Médico de Córdova é o romance da sua vida apaixonante.
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September 11 2010, 3:08am | Comments »
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Sobrinho Simões escreve sobre gene, célula, ciência e homem
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Informação recebida da Babel:Título: Gene, Célula, Ciência, HomemAutor: Manuel Sobrinho SimõesP.V.P.: 15,00 €Sobre o livro:Neste Gene, Célula, Ciência, Homem reúnem-se os seus mais interessantes textos sobre o cancro, a genética, o Popeye e as trilobites, entre outras questões tanto científicas como sobre super-heróis. A estes acrescentam-se as suas mais importantes entrevistas, onde a clarividência do seu pensamento é também patente.Várias vezes entrevistado, surpreende o leitor pelo olhar clínico – não fosse ele médico – mas ao mesmo tempo abrangente com que analisa as mais variadas questões. A genética e o ambiente, o ADN ou a clonagem no Gene; o cancro e todas as suas ramificações na Célula; uma curta mas tão incisiva reflexão sobre genética, comportamento humano solidário e solitário na Ciência; e porque vale a pena ser cientista e humanista em algumas entrevistas seleccionadas, bem como o texto de aceitação do Prémio Pessoa no Homem.Sobre o autor:Manuel Sobrinho Simões, fundador e director do IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, Prémio Pessoa em 2002, é um dos mais respeitados cientistas nacionais.
September 11 2010, 3:03am | Comments »
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A REPÚBLICA E A CIÊNCIA
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Mesmo nas vésperas da passagem do primeiro centenário da implantação da República em Portugal, é oportuno lembrar as raízes desse movimento político-social. E, entre elas, encontramos a visão científica do mundo e da sociedade que o século XIX proporcionou, na sequência do século que o tinha antecedido, o “século das luzes”.Uma análise profunda das raízes do republicanismo em Portugal encontra-se na obra que acaba de ser reeditada de Fernando Catroga, conhecido professor de História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, “O Republicanismo em Portugal. Da formação ao 5 de Outubro de 1910” (Casa das Letras, 2010). Trata-se de uma terceira edição, a qual, como explica o curto prefácio, mantém o texto da primeira e da segunda edições (de 1991 e de 2000, respectivamente), demandando para esse texto novos leitores. A capa fornece um conjunto de palavras-chave que são, afinal, palavras que convidam à entrada no livro e, portanto, à compreensão da teoria e da prática republicanas:“Liberdade, Livre-Pensamento, Maçonaria, Igreja, Mulher, Moral, Poder, Ciência, Educação e Patriotismo na formação da República”.Lá está a palavra “Ciência”, logo sguida da “Educação”. E, no Capítulo 2, “A Visão Republicana da História e da Natureza”, é explanada a relação entre a República e a Ciência. Escreve Catroga:“E sendo uma opção ditada por uma visão optimista do mundo, o advento da República era sentido como uma consequência inexorável de um destino inscrito na própria evolução cósmica”.E, um pouco mais adiante:“Ainda que nem sempre de um modo sistematizado, é indiscutível que o evolucionismo, que, em última instância, justificava historicamente a República, se baseava numa cosmogonia oposta às concepções criacionistas e providencialistas.”De facto, o século XIX ficou marcado pelas ideias evolucionistas da autoria do naturalista britânico Charles Darwin, o autor de “A Origem das Espécies” (com primeira edição em 1859), segundo as quais o vasto mundo vivo era auto-organizado, não necessitando o seu desenvolvimento de constante intervenção divina. Tão profundo foi o impacto dessas novas ideias que, para muitos, Darwin foi o maior cientista do seu século. Na área da Física, a ideia de transformação apareceu também muito nítida na Segunda Lei da Termodinâmica, ou Lei do Aumento da Entropia, que foi enunciada, de formas diferentes mas equivalentes, quase na mesma altura pelo físico alemão Rudolf Clausius (1850) e pelo físico britânico William Thompson, Lord Kelvin (1851). Tudo muda, seja no mundo biológico, seja no mundo físico em geral, embora tenha demorado algum tempo a perceber que a evolução biológica, em sistemas abertos, que se dá no sentido da organização, não é incompatível com a evolução termodinâmica, em sistemas fechados, que se processa no sentido da desorganização.Os divulgadores da doutrina de Darwin souberam associar a ideia de evolução, patente no aparecimento de espécies mais aperfeiçoadas, com a ideia de progresso a nível histórico e social. O filósofo inglês Herbert Spencer, que é considerado o autor do que hoje se chama “darwinismo social”, escreveu em 1857 um livro com o título de “Do Progresso. Sua Lei e Sua Causa”. Pouco antes, o filósofo francês Auguste Comte tinha introduzido o positivismo, num rompimento epistemológico com a teologia e a metafísica, com o seu “Sistema de Política Positiva”, publicado entre 1851 e 1854, pelo que Spencer pode ser considerado um dos primeiros positivistas.Todos estes autores contribuíram, de um ou de outro modo, para a fermentação da ideologia republicana, que começou num pequeno círculo de intelectuais para depois se ir alargando ao longo da segunda metade do século XIX. Como bem diz Catroga:“A influência do darwinismo punha não só en causa a concepção fixista e criacionista do universo, tal como estava narrada no Génesis, como convidava a soldar o homem à natureza orgânica e biológica, julgando-se que, com isso, se postulavam as condições epistémicas e ônticas necessárias à cientificação da própria realidade social”.As ideias de Deus e de Igreja estavam intimamente ligadas à instituição monárquica que os republicanos queriam arredar. E, por isso, lhes contrapunham as noções de Mundo, governado por leis estritamente deterministas, e de Pátria, cujo governo era um assunto dos homens sem imanência divina. Um poema de uma republicana pouco conhecida, Angelina Vidal, que foi escritora e professora (além de defensora dos direitos das mulheres), saído no “Jornal de Abrantes”, escassos meses antes do 5 de Outubro de 1910, e que é citado na obra em referência, ilustra o afastamento de Deus. São assim os seus últimos versos:“Transformação constante – a causa eterna.Eis a lei que preside e que governa,O facto que destrói a escura fé.É debalde que os crentes se consomem,Se Deus veio primeiro do que o homem,Deve, quando muito, um chimpanzé.”Claro que, mesmo tendo Deus sido apeado em favor do homem, ficava por resolver o problema da conciliação da cientificidade do mundo com o livre-arbítrio humano. Se republicanos mais positivistas como o médico Miguel Bombarda, que não pôde assistir ao triunfo da Revolução (assassinado a 3 de Outubro, foi sepultado a 6 de Outubro de 1910), menorizaram essa questão, autores houve de matriz republicana, como, por exemplo, o filósofo Sampaio Bruno e o escritor e professor Basílio Teles, que se sentiram na necessidade de invocar argumentos espirituais ou metafísicos para compreenderem o pensamento e a acção humanos. A República, numa base que se reclamava científica, defendeu a laicidade da vida pública. Na Universidade de Coimbra, a Faculdade de Teologia foi substituída pela Faculdade de Letras, enquanto as Faculdades de Matemática e de Filosofia se fundiam para formar a Faculdade de Ciências. Mas as notícias sobre a morte de Deus eram manifestamente exageradas...- Fernando Catroga, “O Republicanismo em Portugal. Da formação ao 5 de Outubro de 1910”, Casa das Letras, 2010.
September 9 2010, 7:38pm | Comments »
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A MECÂNICA DE DEUS
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Apresento aqui, numa gravação feita no Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, um livro sobre ciência e religião.
September 8 2010, 12:49pm | Comments »
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UMA NOVA CASA PARA OS LIVROS
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Notícia da RTP1 sobre a necessidade de um novo espaço para a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.
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September 8 2010, 2:35am | Comments »
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HAWKING E DEUS
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Habitual destaque à coluna semanal de Robert Park:"STEPHEN HAWKING: HIS BRILLIANT THEORY OF HOW TO MARKET A BOOKSend copies to all the pompous nincompoops it will offend. That's it! They will sell it for you. BBC News today published their reactions to Hawking's new book in which he says that science can explain the origin of the universe without invoking God. This is "naturalism," the dominant philosophy of science in the 21st century. It restates the first law of science discovered by Thales of Miletus in 585 BC: for every observable effect, there is a physical cause. I don't have Hawking's book, so I don't know exactly how he said it, but I would have preferred to say: "invoking God would not help me to explain the origin of the universe.” Hawking explains that the existence of gravity means the universe created itself from nothing. The first offended pompous nincompoop was Chief Rabbi Lord Sacks in the Times: "What would we do for entertainment without scientists telling us with breathless excitement that God did not create the universe as if they were the first to discover this astonishing proposition." Yes, and did you learn anything?"Robert Park
September 3 2010, 6:58pm | Comments »
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Livros da Antígona
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Informação recebida da editora Antígona.Marx e Keynes: Os limites da economia mista, da autoria de Paul MattickCom tradução de Luís Leitão e posfácio de Jorge Valadas, este ensaio, a sair em Outubro, trata de questões fundamentais: a acumulação de capital, a moeda, a automatização, o subdesenvolvimento, o capitalismo de Estado, e não só. No confronto entre Keynes e Marx, o autor conclui que muitas das análises do pensador alemão estão ainda ligadas ao futuro, ao nosso futuro, e que a proposta keynesiana apenas permite adiar o colapso do capitalismo.Paul Mattick, conhecido sobretudo como teórico das crises económicas, foi também um participante empenhado nos acontecimentos revolucionários que abalaram a Europa e as organizações do movimento operário durante a primeira metade do século XX. Marx e Keynes é considerada a sua obra mais importante.Classe, da autoria de Andrea CavallettiCom tradução de António Guerreiro, este ensaio, a sair em Novembro, traça uma genealogia da ideia de classe. Para isso, mostrando que o conceito só se revela plenamente a partir de diversos ângulos de análise, recorre às perspectivas fornecidas pela psicologia, pelas ciências sociais e pela teoria política. Numa época em que se tornou frequente pôr em causa a validade sociológica e política deste conceito, Classe surge não apenas como uma investigação historicamente informada, mas também como uma reflexão orientada para o esclarecimento de um tópico central do debate filosófico contemporâneo.Andrea Cavalletti é professor de Estética e Literatura Italiana na Universidade de Veneza. Autor de vários ensaios de filosofia e de crítica literária, colabora ainda com diversas publicações periódicas.
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September 1 2010, 9:31am | Comments »






