Um novo ciclo de controlo dos manuais escolares se inicia. Será (seria) interessante analisar os referenciais, os critérios, os resultados da certificação visada. Eis a lista das entidades.
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Lista de Entidades Acreditadas Como Entidades Avaliadoras e Certificadoras
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September 14 2009, 11:08am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Vitórias de Pirro
http://terrear.blogspot.com/2009/05/vitorias-de-pirro.html
(...)O ANO lectivo chega ao fim. Ouvem gritos e suspiros. Do lado, do ministério, festeja-se a “vitória”. Parece que, segundo Walter Lemos, 75 por cento dos professores cumpriram as directivas sobre a avaliação. Outras fontes oficiais dizem que foram 57. Ainda pelas bandas da 5 de Outubro, comemora-se o grande “êxito”: as notas em Matemática e Português nunca foram tão boas. Do lado dos professores, celebra-se também a “vitória”. Nunca se viram manifestações tão grandes. Nunca a mobilização dos professores foi tão impressionante como este ano. Cá fora, na vida e na sociedade, perguntamo-nos: “vitória” de quem? Sobre quê? Contra quem? Esta ideia de que a educação está em guerra e há lugar para vitórias entristece e desmoraliza. Chegou-se a um ponto em que já quase não interessa saber quem tem razão. Todos têm uma parte e todos têm falta de alguma. A situação criada é a de um desastre ecológico. Serão precisos anos ou décadas para reparar os estragos. Só uma nova geração poderá sentir-se em paz consigo, com os outros e com as escolas.(...)António Barreto, Público, 24 de MaioTambém Aqui.Como aqui já escrevemos. Muitas vezes. Sobre estas vitórias que são uma desgraça. Sobre estes manuais de aplicadores que são signo sinal da nossa miséria (ainda que pretensamente legitimada para criar a ilusão da igualdade da "aplicação").
May 24 2009, 4:49pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Didáctica da Língua
http://terrear.blogspot.com/2009/03/didactica-da-lingua.html
Ainda a propósito dos Novos Programas e dos Manuais... um exemplo de um prefácio do Livro de Leitura para a I, II e III classe do Ensino Secundário de 1954, Porto: Livraria Apostolado da Imprensa(correspondente ao 5/6/7 ano). Aos Srs. ProfessoresEste livro encaminha-se a ensinar, com amenidade e proveito - a nossa Língua.Com a mira neste objectivo, respigámos todos os trechos, que aqui se transcrevem, na seara abundante de bons escritores portugueses; e em todos -procurámos que houvesse um pouco de interesse, -para prender a atenção dos alunos e -um pouco de beleza literária,- que lhes fosse despertando o gosto pela arte. Os trechos, portanto, demasiado científicos ou mal escritos ficaram, de antemão, rigorosamente excluídos. -No método que preconizamos fugimos quanto possível, dos excessos e aridezes da teoria; frequentemente inúteis, quando não esterilizam e matam o talento. O ponto não está em encher a memória de abstrações mortas, como quem enche a casa de trastes velhos, mas em tratar com as realidades da língua viva - lendo-a, ouvindo-a, exercitando-a.A leitura e o - exercício são, pois, os dois fulcros principais, sobre que há-de assentar o ensino do Português.Leitura reflectida do aluno e leitura comentada do professor; e, - uma e outra, raciocinada, -sentida, saboreada. É este o grande meio de interessar as crianças pelas belezas da língua.Entremeando com a leitura, os exercícios orais e escritos. Os primeiros podem e devem ser muito variados: - de aquisição do vocabulário: dar as significações, derivados e compostos duma palavra; achar as locuções e idiotismos que com ela se prendem (ex.: mão - mão de Deus, mão de obra, mão de nabos, vir às mãos, etc.); encontrar o qualificativo justo a um nome, o verbo próprio a uma frase; - de educação da fantasia e da sensibilidade: mencionar os objectos dum local determinado, observar uma paisagem e notar as sensações e impressões que ela nos desperta; acabar uma frase, uma comparação, uma história; apontar as belezas e elegâncias duma composição bem feita; - de formação da inteligência: apurar as ideias principais e reconstruir o plano de um trecho, lê-lo com sentido, resumi-lo; reproduzir uma narração, declamar lima poesia, etc., etc:Quanto aos exercícios de redacção, ou temas, há-os, neste livro, abundantes e metodicamente graduados. Ao arbítrio do Professor fica o escolher, de cada grupo, aquele ou aqueles que julgar mais acomodados à sua aula.Só advertimos, que nem todos se devem dar já planeados e arquitectados. Seria isto fomentar a preguiça intelectual e sufocar, à nascença, a originalidade do aluno. E é esta, sem dúvida, a primeira qualidade de todo o escritor e o melhor fruto, por conseguinte, que se há-de esperar da redacção literária.Abel GuerraAlgumas passagens deste trecho fizeram lembrar a jornada de ontem. Sobretudo das palavras muito aplaudidas do Prof. Carlos Reis que verberou as Ciências da Educação pelo desuso da memória e celebrou o valor estético da obra literária.
March 1 2009, 2:36pm | Comments »
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