Acabei de fundar pela primeira vez um grupo no LinkedIn. Trata-se de um grupo sobre jornalismo multimedia em português e pretende reunir profissionais e amadores com interesses neste campo, para partilhar informação, encontrar gente livre e competente para recrutar, e apresentar ideias e produtos. Se algum dos meus leitores se interessa por jornalismo multimedia — e não estou a falar de multimedia enquanto audio-visual, como muitas vezes é confundido — e pelo jornalismo assistido por computador, este é um espaço para estar.
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Jornalismo multimedia em português
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October 26 2008, 10:41am | Comments »
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À atenção do Jornal de Negócios
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O Jornal de Negócios publicou no dia 16 uma peça sobre o caso Renova. Como lhes escapou (ponhamos a coisa assim) o mais importante que se tinha já publicado na Imprensa online portuguesa sobre a matéria, aqui fica a chamada de atenção (ponhamos as coisas assim). Dupla: além de poderem citar quem trabalhou sobre o assunto, podem também dar o justo seguimento à “notícia”, isto é, publicar que a Renova já pediu desculpa. Ou também no online andamos a fazer jornalismo corta&cola em cima do press-release? Ou também no online já chegou o vírus da competição e fingimos que o “rival” não deu a notícia? Por mim, encolho os ombros. Sou um técnico de informação, vertente jornalista. Só preciso de saber qual é a pauta, para dançar em conformidade.
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October 24 2008, 9:03am | Comments »
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A pergunta certa
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Fazer a pergunta certa é meio caminho andado. Para onde? Para o sucesso. “If newspapers had invested in new products even a modest fraction of the bodacious profits they reaped in the last decade and a half, they might have invented anything from MarketWatch to Yelp to Google” diz Alan Mutter, entre muitas outras coisas que recomendo vivamente, em fat newspaper profits are history. A pergunta que se repetiu na indústria dos media (e ainda se ouve) é esta: como posso ganhar dinheiro na Internet? É a pergunta errada. Quem a faz, não faz um cêntimo com as operações Internet. Então qual é a pergunta certa? — pergunta-me por esta altura o leitor. Não vejo razão para não responder à minha própria pergunta certa respondendo-lhe, caro leitor. Todavia, a quantidade de respostas que Mutter dá neste artigo é suficientemente vasta para fornecer algumas das perguntas certas. Mas em primeiro lugar é preciso ler. Ouvir. Descer ao terreno. Estar onde o futuro acontece. Sem isso, nem sequer há perguntas.
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October 24 2008, 3:30am | Comments »
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Renova pede desculpa ao autor do filme plagiado
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Um representante da Renova contactou telefonicamente o realizador da produção video Food Court Musical, Charlie Todd, para pedir desculpa pelo plágio daquele filme. A denúncia do plágio fora feita por Todd no dia 7 de Outubro, num blogue ligado à sua actividade, e noticiada aqui no Expresso Multimedia (Musical dos guardanapos: Renova plagia filme americano). Charlie Todd confirmou-nos o contacto: “desculparam-se e asseguraram-me que o video não será usado em nenhuma acção ou meio” Entretanto, o post onde a Renova publicitava a sua acção de marketing foi também apagado, tal como tinha sido a versão plagiada do video. “Ele não me pareceu muito informado sobre a situação“, referiu-me Charlie Todd. “Estava a responder a um comentário que deixei no blogue da Renova e que nunca foi aprovado. Ainda não tinha visto o meu Food Court Musical e pediu-me para lhe enviar por mail mais informação acerca dele. Foi muito simpático e o pedido de desculps pareceu-me muito sincero“. Charlie Todd coloca assim um ponto final na parte que lhe diz respeito. Mas o incidente levantou de novo o tom das críticas ao comportamento errático das empresas, em especial nas empresas ligadas à comunicação, no seu relacionamento com a web e os conteúdos que ela encerra. Não é por estar noutra língua, e ter sido feito por pessoas que vivem a milhares de quilómetros, que se pode copiar e manter fortes probabilidades de ninguém perceber a marosca. A informação desterritorializou-se. Os negócios estabelecidos em cima da sua territorialidade, e entre eles está o negócio da reprodução, foram totalmente virados. Quem ainda não encaixou isto, vai sofrer. [ Reprodução para arquivo de artigo publicado originalmente no Expresso Multimedia ]
October 24 2008, 2:00am | Comments »
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New Business Models for News Summit, em directo no Certamente
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Em directo de Nova Iorque, eis a New Business Models for News Summit. A transmissão está a ser feita de forma distribuída por diversos pontos, entre os quais Certamente!. É também seguida e comentada em directo via Twitter.
Se os jornais, rádios e televisões de Portugal não põem os olhos nisto (na conferência tanto quanto na inovadora forma de a distribuir mundialmente a custos baixíssimos), põem os olhos onde? (Convém, já agora, ler o que pensa Dave Winner da conferência. Uma dúvida da qual eu também partilho. Duvido que esta conferência sirva para os editores e responsáveis verem a luz. Continuam a fazer perguntas na direcção errada. Mas louve-se o esforço de Jeff Jarvis…)
October 23 2008, 8:12am | Comments »
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Google Sites em português de Portugal foi lançado hoje
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A Google lançou hoje o Google Sites em mais 37 línguas diferentes, entre elas o Português de Portugal. O Google Sites permite aos utilizadores criarem o seu próprio Web site de internet de forma simples e rápida sem que para isso sejam necessários conhecimentos técnicos. O lançamento em Portugal inclui uma versão totalmente em Português de Portugal dos serviços e as funcionalidades do Google Sites, permitindo a webdesigners ou qualquer utilizador interagirem de uma forma mais natural com o Google Sites na sua língua materna. “Estamos muito satisfeitos em poder disponibilizar aos utilizadores nacionais mais um produto Google em português e localizado em Portugal. Desta forma, qualquer utilizador pode criar o seu próprio site, independentemente dos seus conhecimentos técnicos” refere Inês Gonçalves, Responsável de Marketing da Google Portugal. O Google Sites permite a qualquer utilizador criar um espaço único onde pode partilhar todo o tipo de informação na internet e de uma forma tão simples como editar um documento de texto. Através do http://sites.google.com/[o seu Web site], os utilizadores poderão registar o seu Web site e de uma forma totalmente gratuita adicionar o número de páginas que desejarem e introduzirem qualquer tipo de informação desde calendários, vídeos, imagens, documentos, acessórios e mini-aplicações entre outros. Mais exemplos e vídeos a explicar a forma como os utilizadores podem utilizar o Google Sites estão disponíveis em: http://www.google.com/sites/overview.html.
October 23 2008, 5:42am | Comments »
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Genialidade em rabiscos
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Eis um bom exemplo da serventia da edição pessoal e dessas coisa chamada web 2.0. Que nunca os dedos doam a tão geniais criadores de rabiscos. Sócrates - Sumo de Laranja (Sócrates - Orange Juice) from Spam Cartoon on Vimeo. Realizado por Cristina Sampaio. Argumento de João Paulo Cotrim. Som de José Condeixa. Produzido por Sardinha em Lata. E, a partir de hoje, reproduzido no Certamente! sempre que eu puder.
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October 21 2008, 8:28am | Comments »
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Publicidade em blogues é mais fiável que em outros meios
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Um estudo citado pela Meios & Publicidade informa-nos que a publicidade em blogues é mais fiável que em outros meios. “O estudo realizado pela Social Media, empresa especializada em gestão de blogues e redes na internet, e pela GFK, revela que em Espanha a presença publicitária das marcas em blogues aumenta a sua notoriedade devido ao uso de novos formatos e à afinidade estabelecida com as temáticas abordadas.” (aqui) Os resultados indicam que a leitura de blogues aumenta em detrimento de outros media, como a rádio, a imprensa e televisão — embora eu desconfie que aqui “blogues” tem o sentido lato de “web”, pois que, ao que julgo saber, os sites desses outros media também aumentam os seus índices de leitura. E mais: “40,4 por cento dos inquiridos afirmam que a publicidade é mais fiável quando aparece nos blogues do que em outro meio“. Isto no dia em que decidi retirar do Certamente! a publicidade do programa da Google, o Google AdSense. Não admito (tentativas de) interferências no espaço editorial. A ler, também, esta curiosa opinião: Why online advertising won’t be crushed by the financial crisis.
October 21 2008, 4:46am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Tomem a nossa informação para as vossas aplicações
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Depois da apresentação Jornalismo; uma profissão em mudança, cujas envolventes descrevi sinteticamente aqui, um dos jornalistas que veio falar comigo dava nota do facto de ser impossível, como se fosse contra natura, um jornal a meter links para outro. Argumentei com todos os pesos pesados, números e estudos de caso para provar o contrário — mas é simplesmente mais forte que tudo isso, o pavor de dizer ao leitor que há uma notícia algures fora do NOSSO jornal cuja leitura se aconselha. Enquanto os jornais online portugueses teorizam sobre como evitar encontros com o hipertexto, esse grande malandro que nos vai tirar o emprego a todos, o New York Times abre a sua API, anunciada antes do Verão. O que é uma API? Vejam no link a explicação detalhada. Em plain portuguese: tomem lá a nossa informação para as vossas páginas e aplicações e brilhem, rapazes. Já nem falo em algum dia o Parlamento disponibilizar informação dos plenários e das comissões de forma a poder ser perscrutada de forma útil pela sociedade civil, jornalistas incluídos. Ainda de mandam internet, perdão, internar. (btw, pergunta: sabe o leitor quantas formas diferentes tem o americano de saber quem financia quem na política do seu país?)
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October 18 2008, 5:15pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Banda portuguesa ganha 50.000 dólares no Sell A Band
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Uma banda portuguesa, os Nearfield, conseguiu o almejado financiamento de 50.000 dólares no Sell A Band, a editora online comunitária em que os ouvintes apostam comprando acções das bandas. São os primeiros portugueses a conseguir o objectivo dos 50.000 dólares — a fasquia que dá o direito a gravar e editar um álbum em CD. Tanto mais assinalável quanto a fasquia não é nada fácil de atingir: apenas 0,3 por cento das bandas que se inscreveram no Sell A Band desde que este abriu, no Verão de 2006 (noticiei por duas vezes o Sell A Band nesse ano, no caderno de Economia do Expresso, que foi o primeiro órgão de Comunicação Social português a noticiar este potencial). [ Artigo em republicação, para efeitos de arquivo. Primeira versão publicada esta semana no Expresso Multimedia ]
A SellABand (link: http://www.sellaband.com), é uma start-up nascida em Amesterdão, resultando das ideias do visionário Pim Betist e de duas velhas raposas da cena musical europeia, Johan Vosmeijer (carreira de décadas na Sony Music, na Holanda) e Dagmar Heijmans (”feito” na EMI, passou ainda pela Sony BMG). Ao fim de somente um mês de operação o sucesso traduzia-se em mais de 250 bandas de 30 países que em conjunto recolheram 25.000 dólares de mais de 1.500 fãs investidores. Fui também dos primeiros portugueses a investir numa banda: o projecto Merankorii. 20 dólares que serviram para testar o sistema para a reportagem no Expresso, o meu objectivo, mais do que para ajudar a banda, embora esta o merecesse. Nesse longínquo Outubro de 2006 apenas duas bandas portuguesas tinham descoberto o Sell A Band. Na semana em que os Nearfield conseguem o prémio, este número é de 323, num total de 8600 — and counting. Segundo leio no Remixtures, um blogue muito bem informado sobre a nova cena musical, com os 50.000 dólares agora recolhidos os Nearfield irão gravar um duplo álbum intitulado Near U em estúdios situados em Montemor-o-Novo. Pormenor curioso: entre os financiadores dos Nearfield está a Amazon britânica, que tem 100 partes, correspondentes a 1.000 dólares. Crowdfunding O modelo do crowdfunding, arriscado quando o Sell A Band começou, é hoje uma realidade. A empresa obteve já este ano uma injecção de capital no valor de 5 milhões de dólares. E deixou de ser a única a apostar neste esquema em que se recorre à “sabedoria das multidões” para detectar o talento e financiá-lo. Aqui, as bandas inscrevem-se e submetem faixas originais, que são apreciadas por uma plateia mundial. O objectivo é angariarem os 50.000 dólares necessários para gravar 0 CD em estúdio profissional e produzido por especialistas. O financiamento é angariado junto dos próprios fãs de cada banda. Tratados pelo sugestivo nome de “Believers” (os que acreditam), investem “partes” de dez dólares nas bandas favoritas ou promissoras. O dinheiro pode ser canalizado entre grupos musicais. Quando um destes atinge os 50.000 dólares vai para estúdio e cada investidor receberá o CD em edição especial. Mas não só: tem ainda direito a receber uma percentagem sobre as vendas do CD nos canais contratados pela SellABand (que não recebe um cêntimo das vendas) e outra percentagem, calculada ao ano, das receitas de publicidade obtidas pela banda no website da SellABand, onde as suas faixas permanecem para “download” gratuito. O crowdfunding é apontado como uma das soluções de financiamento para o jornalismo num futuro próximo, sobretudo para a investigação e reportagens de fôlego que as empresas de media se mostram incapazes de sustentar, tal como as micro-receitas da web. Links Página dos Nearfield no Sell A Band Artigo do Remixtures
October 17 2008, 10:31am | Comments »




