Há maneiras erradas e maneiras certas de promover o lançamento de um livro e o próprio livro. Esta é uma das maneiras certas. O livro é do Jorge Nascimento Rodrigues, jornalista do Expresso e autor do Centro Atlântico — e mantém um dos mais antigos sites informativos de Portugal, o Janela na Web, que hoje integra a rede TubarãoEsquilo, e de Tessaleno Devesas. O editor é o Libório Silva, do Centro Atlântico (onde também já publiquei). Chama-se «1509 - A Batalha que Mudou o Domínio do Comércio Global», e é apresentado na sexta-feira, 24 (próxima semana), em Lisboa. Tem página única — agora com o convite, mais tarde com informação editorial e comercial acerca do livro. O video-apresentação-convite está muito bom:
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
1509 - A Batalha Naval de Diu (ou como promover um livro da maneira certa)
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/422630460/
October 16 2008, 7:00am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O jornalista multimeios: um slideshow
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/421852078/
A indústria do jornalismo atravessa uma crise própria, que nada tem a ver com as oscilações do sistema à sua volta. As mudanças operam-se ao nível da economia, que não pode continuar a assentar num modelo de distribuição de notícias que se esgotou. Mas também se operam ao nível da própria profissão. O que não era ainda claro até há apenas 2 anos, é agora evidente: a sociedade precisa como nunca do jornalista, mas este não pode contar mais com o quadro de apoio em que foi treinado. Eis a síntese de um artigo que publico como convidado no blogue Dados pessoais (Jornalismo; uma profissão em mudança). Inclui um slideshow onde faço um balanço curto de como chegámos a esta encruzilhada e indico alguns dos novos pilares do exercício do profissão pelo jornalista do futuro: o jornalista multimeios. Resta dizer o seguinte: a apresentação foi inicialmente concebida, por convite, para uma jornada de reflexão de um grupo de media. Fiz-lhe uma pequena actualização, que consistiu em incluir 2 slides que tinham ficado de fora, e retocar a assinatura, que continha a menção ao evento.
- Tags:
- media
- jornalismo multimedia
October 15 2008, 12:40pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Musical dos guardanapos: Renova plagia filme americano (arquivo)
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/421674784/
A Renova retirou da conta do Youtube um video que ali tinha sido colocado no dia 3 de Outubro, com publicação no blogue da empresa, depois de ter sido inquirida sobre o facto de o seu anúncio ser uma cópia de um video americano da Improv Everywhere. [ Versão para arquivo pessoal do artigo original, publicado no Expresso Multimedia em 11 de Outubro de 2008 ]
O anúncio, intitulado “Renova Musical” e anunciado como “um happening em plena hora do almoço“, é uma “aposta em marketing de guerrilha“, com o objectivo de “chamar a atenção para a importância dos guardanapos“, segundo a comunicação da Renova. É exactamente igual ao publicado pela Improv Everywhere — uma empresa de ideias e acontecimentos que, tanto quanto apurei até ao momento em que decidi publicar este artigo, não foi abordada e desconhece a existência desta cópia. A Improv Everywhere proibe a reprodução dos seus conteúdos e não usa, sequer, as licenças Creative Commons, que permitem cópias em determinadas circunstâncias. O seu impulsionador, Charlie Todd, diz que “eles copiaram a letra, traduzida, a coreografia, os personagens e a música“. O guião é igual: à hora da refeição num populoso centro comercial, faltam os guardanapos e a funcionária inicia uma sequência musical que se estende a outros personagens típicos daquele ambiente. A música é a mesma. Até a letra foi simplesmente traduzida e adaptada. A coreografia é idêntica. Quando vemos os dois videos, a principal diferença notada é que os cantores da versão da Renova desafiam bastante mais que os actores da versão original. Ao contrário do original, que credita os autores da música, os actores, o realizador do video e o coreógrafo, o anúncio da Renova não tem créditos. Nem sequer uma menção aos autores da ideia. Aguardo resposta ao contacto que efectuei junto da Renova. Aguardo também a aprovação do comentário que deixei no blogue onde o video esteve disponível e foi entretanto retirado. Mas sem grande esperança de obter uma resposta. Enquanto aguardo, aqui ficam os links úteis desta história e uma esclarecedora sequência de fotogramas que retirei dos dois videos. Imagens de marca: Renova aposta em marketing de guerrilha (video do Renova) Renova Musical (post no blogue da Renova; o video foi entretanto retirado e os comentários com perguntas nunca foram aprovados) Food Court Musical (post original da Improv Everywhere, com o video e a sua explicação) Portuguese Food Court Musical (a denúncia, no site Urban Prankster — ligado à Improv Everywhere, ambas da responsabilidade da mesma pessoa, Charlie Todd) Reacções portuguesas até ao momento das publicação: Armando Alves, da agência DraftFCB, publicou no seu blogue pessoal uma crítica (link) e Miguel Albano, da Lift Consulting, conta esta história pouco digna no blogue da empresa (link). Quanto aos fotogramas, escolhi os momentos principais. Do lado esquerdo, as imagens tirada do video original (que foi publicado em Março e já teve, só no YouTube, quase 2 milhões de visualizações). Do lado direito, o eventual plágio feito para a Renova.
October 15 2008, 9:11am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Cobertura nunca antes feita do debate do Orçamento de Estado para 2009
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/420326519/
Nunca a apresentação do Orçamento de Estado para debate público foi alvo de uma cobertura tão lata como a que se oferece em http://orcamentoestado2009.info — ou simplesmente oe09.info, para ser mais fácil de fixar. Há tempos que sonhava fazer uma coisa assim — e tenho vindo a ganhar experiência e fôlego com projectos tecnologicamente afluentes. Uma aplicação jornalística aberta. Onde o leitor ganha o que nenhum outro órgão oferece, pois os jornais online só mostram os seus próprios conteúdos: uma visão de conjunto do que é escrito e falado sobre o tema em todos os quadrantes, com filtros de ruído muito superiores aos das recolhas mecânicas dos motores de pesquisa — e sem esquecer recomendações específicas de um grupo de editores convidados. Mas não está condenado a ser espectador, nem a misturar a sua voz nas caixas de comentários. Pode participar no processo de selecção dos melhores conteúdos, usando as principais ferramentas para o efeito.
Nenhuma outra página lhe oferece uma perspectiva tão ampla sobre a vida mediática do Orçamento de Estado. À cobertura jornalística juntam-se as reacções da blogosfera, originando um lifestream que pode ser lido em actualização contínua. Este especial multimeios sobre o OE 09 é, também, o primeiro exemplo do género jornalismo colaborativo. Integra as sugestões do cidadão através do microblogging (Twitter) e das bookmarks (Delicious). E dá espaço às recomendações de jornalistas e bloggers convidados. Como participar? > BLOGUES: não é necessária nenhuma acção, uma vez que o sistema rastreia toda a blogosfera usando a tecnologia do Google. Contudo, se o seu blogue não aparece, ou se está a fazer uma cobertura especial, sugira-o para inclusão directa usando este formulário. > TWITTER: usar a hash #oe09 nos tweets que tenham a ver com o debate do Orçamento de Estado para 2009. > DELICIOUS: nas suas bookmarks, use a tag oe09. Pode anotar algo relevante sobre a página que partilha.
- Tags:
- pessoal
- blogosfera
- tecnologia
- economia
- media
- OE09
October 14 2008, 2:00am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Musical dos guardanapos: Renova apanhada a plagiar
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/417950252/
Esta é bem melhor seguir no Expresso Multimedia em vez de esperar pelo arquivo no Certamente!. A Renova foi apanhada a copiar ideias, letra, música e personagens de um clip, retirou o video do YouTube e não responde às perguntas. Fiz um elucidativo comparativo de fotogramas dos dois videos, o original e a cópia, além de novo exemplo de link journalism, com as pistas relevantes desta história que rebentou hoje. A não perder. Musical dos guardanapos: Renova plagia filme americano
October 11 2008, 12:15pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Os blogues estão muito à frente da Imprensa
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/413924190/
Quem o disse foi Miguel Esteves Cardoso. Os blogues estão muito à frente da Imprensa. Até na ética. A melhor coisa que aconteceu em Portugal. E mais umas coisinhas, escutem: Boomp3.com
- Tags:
- blogosfera
- media
October 7 2008, 9:44am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
ERC e blogosfera: o estatuto (s)em debate
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/409054014/
A investida da semana passada da ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social pela blogosfera registou as esperadas reacções ao assunto, mas careceu de melhor análise. Os bloggers reagiram naturalmente às posições de Estrela Serrano e de Azeredo Lopes, presidente do Conselho Regulador da ERC. Enquanto Estrela Serrano debatia o “caso Sócrates” com Gabriel Silva, do Blasfémias, Azeredo Lopes intervinha em dois temas. Primeiro, numa carta publicada no Abrupto, em que “respondia” às “respostas” de Pacheco Pereira sobre “mais um” “exemplo de manipulação e propaganda pró-Governo” no Jornal da Tarde da RTP. Mas não se ficou por aqui a semana de intervenções. Uma outra acção do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas num blog sobre futebol (aqui) deve ser mencionada no mesmo contexto. Não me pretendo alongar sobre os casos, que estão aliás já suficientemente debatidos. E os seus salpicos também digeridos, graças às diligências do Provedor do Público, Joaquim Vieira. Exploro antes o próprio acto da ERC e o seu significado. Este “surto regulatório” pela blogosfera surge curiosamente na mesma semana em que o Parlamento Europeu veio incentivar o debate sobre o estatuto dos blogues. A temática for introduzida antes do Verão, mas agendada para a semana passada. Após a discussão, o Parlamento Europeu adoptou uma aproximação mais cautelosa. A ideia de “clarificar o estatuto” dos blogues (no relatório da comissão parlamentar da Cultura) caiu, sendo substituída pelo “incentivo” a “um debate aberto sobre todas as matérias relacionadas com o estatuto dos blogues” (link). A minudência é esta: o PE abandona (se é que a teve) uma posição activa e adopta uma atitude passiva, remetendo para a sociedade o debate sobre o que é, afinal, um blogue e qual o seu estatuto enquanto veículo de comunicação. Esperam, portanto, que haja auto-regulação num meio que se insurgiu contra uma mirífica hetero-regulação. Estatuto é inevitável Queiram ou não os bloggers, e a maioria afirma claramente, aos GRITOS, que não quer, a clarificação desse estatuto é inevitável. Comes with the job. Vem com a responsabilidade crescente que os blogues, ou alguns deles pelo menos, ocupam na esfera comunicacional. Por muito que eu, como anarquista que sou, ambicione viver numa sociedade sem necessidade de regulamentação que nos proteja uns dos outros e mantenha em funcionamento o sistema, tenho a noção clara do irrealismo presente de tal ideia. Aqui é a mesma coisa. O blogue é um amplificador da voz individual e na medida do seu novo alcance a voz individual deixa de estar confinada a um espaço regulado pela lei geral. Logo, não vejo como evitar que, na passagem para um nível superior de intervenção pública, se não fique sujeito a um maior rigor quanto à forma. O cuidado da ERC em dialogar com a blogosfera é, numa primeira leitura, o próprio reconhecimento desse estatuto. Estatuto que aliás alguns autores buscam afanosamente, na ânsia de serem figuras interventivas, líderes de opinião e spinners merecedores de salário. Mas ao mesmo tempo parecem querer rejeitar os deveres de tais condições. Ora, não há estatutos grátis. É de esperar que nos primeiros tempos a relação seja conturbada — estamos num território novo, onde se procuram discursos adequados e não se conhecem os sinais. Pode, até, não vir a ser a ERC em última análise a entidade encarregue da conflitualidade específica emanada neste meio de comunicação social que é reticular e conversacional, e não vertical e autoritário como os meios tradicionais. Mas há um estatuto por debater e o estabelecimento de normativos afigura-se inevitável. E aqui, ou os autores são capazes de auto-regulação, moldando o futuro normativo à medida das suas reivindicações e necessidades (um exemplo é o reconhecimento em situações de credenciação para cobrir acontecimentos), ou estarão a deixar o espaço regulatório à mercê dos profissionais da regulação em folha de papel. Fugir dessa responsabilidade é um convite para a ERC assumir um papel musculado sobre um espaço que está a ser ainda balizado e que é bastante diferente da comunicação social tradicional, o campo que os seus membros conhecem bem. A blogosfera não é toda igual Por muito que insistam os sargentos em busca de exércitos, a blogosfera não é toda igual. Há blogues e blogues. No mesmo ambiente rico de informação, alimentado pelo debate e tornado poderoso pelo hipertexto, coexistem diversos tipos de projectos de publicação, desde o mais despretencioso diário pessoal, quase íntimo no relacionamento com uma audiência directamente ligada ao autor, até à publicação de múltiplos autores com a ambição de assumir um papel de relevo no panorama mediático e tendo por alvo uma audiência concorrencial, em número, com a dos órgãos tradicionais. A uns dará jeito o actual sistema, controverso e complicado, que na teoria iguala uma voz anónima a um cidadão vulgar e a um profissional de comunicação. Mas este sistema não é auto-sustentável, para roubar a expressão à economia. Meter tudo isto no mesmo saco é péssimo. Ninguém olha todos os blogues por igual — a começar pelos próprios bloggers, que preferem uns e desqualificam outros. Aos poucos, a separação vai-se fazendo. Porque razão não pode também a sociedade preparar um relacionamento diferente, em função das características de cada publicação? Um blogger que quer ser respeitado pelo que faz, num enquadramento de responsabilidade que é recusado pela maioria dos bloggers; o que deve fazer? Sujeitar-se à ditadura de opinião dessa gente? Perder a sua liberdade autoral e de utilizador destas ferramentas tão formidáveis quanto livres e acessíveis a todos, só porque as deseja usar de forma diferente da mole? Eu diria que não. Tal blogger pode ter um estatuto que o reconheça e proteja. Que o liberte para publicar no seu blogue tanto mera opinião como produto jornalístico sem se olhado de lado, colado ao ramalhete dos “póvoas online”, dos “anónimos vigilantes do poder” e outros grupos igualmente idóneos. Há um conjunto de blogues nessas circunstâncias. Não defendo, de forma alguma, que o estatuto seja obrigatório. Pelo contrário. Nada de misturas. A finalizar: a tripla intervenção da ERC na blogosfera é um sinal do estatuto que a sociedade já atribui aos bloggers. Que durante anos reinvindicaram para “a blogosfera” um novo papel cívico. É incongruente querer agora virar as costas às responsabilidades. Mais vale ocupar o espaço. Antes que essa mesma gente de cujas intenções os autores desconfiam, o faça no lugar deles.
October 2 2008, 2:05am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
DoMelhor: uma máquina de bombar tráfego (act.)
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/408325025/
Graças a um par de medidas que deram certo, a curva de tráfego do DoMelhor — o Digg de língua portuguesa — deu um bom de um solavanco este mês de Setembro, conforme podem verificar na imagem tirada do Google Analytics. Note-se que a curva nunca parou de crescer desde que o projecto arrancou, há quase 3 anos. Inexoravelmente, como a máquina de um relógio, cada semana que passava era melhor que a anterior. Podiam ser só 50 visitas ganhas numa semana. Nunca foram foi 50 visitas perdidas. A diferença, em Setembro de 2008, está no salto mais brusco. Agora, o mais interessante, do ponto de vista da comunidade e da blogosfera, é o seguinte: o DoMelhor é uma máquina de bombar tráfego. Nos últimos 30 dias foram ali produzidos 68.601 cliques só em matérias submetidas nesse período. Isto dá uma média superior a 2.000 leitores por dia, que o DoMelhor distribui pelas recomendações dos seus membros. Incluindo as matérias submetidas ao longo de todo o tempo, o número de cliques sobre para cerca de 180.000 no total, no mês de Setembro. Ou seja: o DoMelhor está a enviar por mês, números redondos, 180.000 leitores novos, interessados nos artigos que ali são submetidos para a apreciação e votação da comunidade. UPDATE: Na verdade, a média é muito superior. Cerca de 3 x mais, para dar uma ideia. No último ano registaram-se 1.768.439 cliques, ou seja, 4.845 por dia, em média. Como a quantidade de cliques aumenta com o quantidade de pessoas e o tráfego, calculo, conservadoramente, que em Setembro a média diária andou pelos 6.000 cliques. Não revelarei naturalmente quais os sites que mais atenção atrairam. Mas sempre adianto que o primeiro da lista viu o seu labor recompensado com 1.994 leitores recebidos apenas em Setembro. Os blogues têm alguma dianteira, mas não muita, sobre os sites de jornais. O primeiro órgão de comunicação social está no top 5 dos mais clicados no mês e recebeu também mais de 1.900 leitores. Das diligências efectuadas nas duas últimas semanas, e que já produziram resultados satisfatórios (bastante!), podemos concluir o seguinte, em termos da forma de melhor explorar o potencial do DoMelhor — e estou a falar das vantagens como utilizador: 1. submeter matérias repetidas, ou que já estão muito batidas nos jornais e nos blogues, é um esforço que pode não compensar 2. compensa mais escolher artigos: a) que marquem a diferença pela originalidade ou pela novidade; b) que tenham um bom título e um texto com um parágrafo, ou mais, bem construído e que efectivamente descreva o conteúdo de forma aliciadora mas com rigor; c) que estejam correctamente etiquetados (tags) 3. dedicar alguma atenção, uns breves minutos que seja, aos outros artigos submetidos, votando-os, tem um efeito de feedback, isto é, retorno positivo. É o efeito-comunidade a funcionar: ajuda a levar o nível geral, levando à primeira página as matérias mais interessantes, o que por arrasto beneficia todos os outros. Na verdade, quanto mais votos, mais interesse apresentam as escolhas para quem vem de fora — e a maioria (mais de dois terços) do tráfego do DoMelhor vem dos motores de pesquisa. O que são boas notícias para os membros, que ali podem converter mais leitores que de outra forma não chegariam aos seus conteúdos. Esta máquina de bombar tráfego tem sido melhor explorada pelos bloggers brasileiros. Mas devo dizer que na sua maioria são um pouco “verdes”: submetem demasiados artigos e participam pouco, pelo que o retorno é menor. É sobretudo com eles em mente que alinhavei os 3 pontos acima. Para os portugueses: estamos a passar ao lado de uma oportunidade? DoMelhor!
October 1 2008, 8:38am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
A crise financeira actualizada ao minuto
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/408058800/
A paciência é uma virtude. Foi preciso esperar algum tempo para conseguir dar ao Expresso multimedia um pouco mais que artigos. Fazer jus ao nome de multimedia. Mas já está. Acabo de publicar, com sucesso, o primeiro mashup num jornal português. Esta recombinação junta num único fluxo, ou lifestream, a “vida” da crise financeira actualizada ao minuto, numa só página, sem necessidade de refrescamento (o dep. de publicidade não vai gostar desta parte!). Vejam a crise financeira num mashup de actualização contínua, na edição multimedia do Expresso. Durante a preparação desta peça de informação dinâmica — que combina posts de blogues, notícias e artigos de mainstream media, estando previsto que cubra mais social media, nomeadamente Twitter, YouTube e Flickr — dei por mim espantado com os números. Em todo o mundo de língua inglesa são publicados não menos de 600 artigos, notícias e posts por hora sobre a crise financeira. Uma média de 10 por minuto. Isto contas por baixo. O busílis foi a parte da actualização das imagens das páginas. Usei um serviço pago, porque além de dar algumas garantias de actualização imediata posso apresentar as imagens sem o “carimbo”, como apresentam praticamente todos os serviços gratuitos. Nunca na vida imaginei que um dia poderia apresentar como nota de despesa de um trabalho jornalístico o serviço de print-screens! Agora resta melhorar a recolha. Em especial na parte dos blogs, os algoritmos do Google não produzem o melhor efeito.
October 1 2008, 2:11am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Teaser: estatuto dos bloggers é inevitável, como demonstrou a ERC
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/406711742/
Queiram-no ou não os bloggers, e a maioria afirma claramente, aos GRITOS, que não, a clarificação do seu estatuto é inevitável. Comes with the job. Vem com a responsabilidade crescente que os blogues, ou alguns deles pelo menos, ocupam na esfera comunicacional. O cuidado da ERC em dialogar com a blogosfera é, numa primeira leitura, o próprio reconhecimento desse estatuto. Estatuto que aliás alguns autores buscam afanosamente, na ânsia de serem figuras interventivas, líderes de opinião e spinners merecedores de salário. Mas ao mesmo tempo parecem querer rejeitar os deveres de tais condições. Ora, não há estatutos grátis. Estas ideias estão explanadas num artigo no Expresso multimedia intitulado ERC e blogosfera: o estatuto (s)em debate e publicado há instantes. Virá para o arquivo mais tarde. Queiram por favor ler na estreia.
- Tags:
- Política
- blogosfera
- media
September 29 2008, 5:31pm | Comments »







