Está nas bancas a última edição do diário carioca Tribuna da Imprensa, onde tenho uma coluna semanal desde 2003. O jornal está com dificuldades de manter a folha e depende da viúva lhe pagar o que deve pra continuar circulando. Leia a matéria do Estadão (via Liberal, Libertário, Libertino)
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Jornal brasileiro Tribuna da Imprensa fechou hoje
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December 3 2008, 4:31pm | Comments »
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Caros senhores da “MAPiNET” (act.)
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Caros senhores da “MAPiNET”, antes de prosseguirem com a vossa empreitada terrorista, que tal ouvirem quem sabe? (E não pagar por isso)
Actualização: TODOS OS QUADROS BAIXOS, MÉDIOS E SOBRETUDO ALTOS DOS MEDIA NACIONAIS DEVEM OUVIR CUIDADOSAMENTE, E DE BLOCO NOTAS EM PUNHO, ESTES 31:24 MINUTOS, incluindo quem tenha estado no Mónaco. (dica de Ricardo Valfreixo)
November 28 2008, 6:53pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O conceito de “última hora”
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É curioso, e desconcertante, ver que os mainstream media transportam para a web conceitos que neste ambiente info-rico simplesmente não têm capacidade de colar. Um deles é o conceito de “última hora”. Os diários, rádios e televisões dão as suas “última hora” online com o ênfase de “breaking news”. Nos formatos de origem, admite-se que fazia algum sentido a associação. O público não tinha acesso ao telex da Lusa, pelo que se lhe davam as últimas notícias importantes no momento de fecho da edição (caso dos jornais e telejornais). Como a esmagadora maioria dos públicos não se sobrepunha de título para título, fazia sentido (até económico). Mas no ambiente info-rico da Internet os públicos estão em rede. A distribuição reticular e a existência de novos pontos nevrálgicos de retransmissão faz com que as audiências se sobreponham. Assim, chegamos ao ridículo de ver a mesma informação ser copiada e repassada pelas marcas de jornalismo com o carimbo de “importante”. O efeito de banalização é inevitável. E os seus reflexos atingirão quem? (exercício para a classe). Na web, a maioria das pessoas lê as notícias em agregação, e não por título. Há agregadores para todos os fins e públicos — desde agregadores por grosso, como o News Google, aos agregadores pessoais, via feeds de XML. É uma frustração, ligarmo-nos ao nosso agregador e termos a mesma notícia a ocupar o espaço todo — com o mesmo título, certo ou errado, a mesma declaração, só muda o logotipo do retransmissor armado em “emissor”. Mudar este comportamento dos jornalistas é virtualmente impossível. Está-lhes marcado profundamente, na aprendizagem, a concorrência pela celeridade. Como explicar-lhes que algumas das regras do mundo dos átomos são viradas de cima para baixo no mundo dos bits? Todos queremos dar primeiro, mas só um dá primeiro. No mundo físico, não faz mal, a maioria dos leitores não repara. Mas em rede toda a gente sabe quem deu primeiro. Logo, ou se dá primeiro, ou se retransmite. Não há valor algum em fazer de conta que se deu primeiro. Como não há mecanismos automáticos para eliminar as repetições, a tendência dos “clientes” vai ser a de retirar dos seus agregadores os papagaios. Os geradores de ruído.
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November 27 2008, 2:07am | Comments »
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Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português
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Anita, aquela mesma Anita dos livros infantis, tornou-se numa das grandes estrelas mundiais do Twitter graças aos portugueses. A história — uma história sobre o lado tão inútil quanto divertido das redes sociais — conta-se depressa. (NOTA: versão de arquivo pessoal, a primeira publicação ocorreu no Expresso Multimedia, na semana passada). Tudo começou quando Bruno Amaral, um licenciado em Comunicação Social pelo ISCSP que mantém um dos principais blogs sobre relações públicas (link no final do artigo), lançou uma normalíssima pergunta sobre os livros da Anita aos seus leitores no Twitter: “lembram-se dos livros da anita? que tal “Anita e o Twitter” ou “Anita aprende a usar o delicious” ? ” As respostas não se fizeram esperar e em poucos minutos estava admitido, num daqueles consensos imponderáveis a que as multidões na Internet conseguem chegar, o hash tag #Anita. Um hash tag é um mecanismo simples e eficaz de seguir um assunto na web. No caso, uma pesquisa por #anita no motor de busca do Twitter cria uma página contendo tudo o que foi escrito sobre ela. É muito usado para agregar as pessoas em eventos. O incrível é que bastaram 2 horas e 18 minutos — como me disse o autor numa twinterview que publico mais à frente — para a Anita se tornar no tema mais falado no Twitter em todo o mundo. Ser o primeiro dos trend topics no Twitter não está acessível a qualquer tema. Para o leitor ter uma ideia, no instante em que escrevo os cinco primeiros são: NXE, Thanksgiving, Christmas, #azec e New Xbox Experience. É um top que reflecte naturalmente a predominância da língua inglesa. É claro que o assunto não podia passar despercebido e um blogger americano ajudou à confusão quando, ao contar o que estava a acontecer — era o mais rápido meme da história do Twitter, a “nascer” em tempo real –, confundiu o Brasil com Portugal. Os brasileiros aderiram e #Anita subiu ainda mais depressa. Bruno Amaral faz, então, um post no seu blog repondo a verdade sobre a origem geográfica. Ao mesmo tempo, explica o que estava a acontecer. Ao melhor estilo da cibercultura, em menos de 24 horas estava criado o endereço anitatwitterstar.com para celebrar o feito, manter o relato factual e cavalgar o sucesso. Twinterview ao autor do meme, Bruno Amaral O que se segue é a primeira twinterview da Imprensa portuguesa. Uma twinterview é semelhante a uma flash interview — um conjunto de perguntas e respostas breves e feitas em cima de um acontecimento. As diferenças: é feita através do Twitter, tem uma limitação de 140 caracteres para as respostas e não está limitada pela instantaneidade.
@PauloQuerido Quando percebeste que #anita era um meme?
@brunoamaral Foi na altura em que pessoas que eu não seguia começaram a entrar na brincadeira. Tinha passado 1 hora desde o post inicial.
@PauloQuerido O que se passou depois? Não ficou clara para mim a confusão entre Portugal e Brasil. @brunoamaral Um blogger americano tentou explicar o fenómeno e pensou que tinha tido origem no Brasil (http://tinyurl.com/67ptsk) @PauloQuerido Fizeste logo o post explicativo no teu blog? @brunoamaral Esse post só surgiu ao final do dia,consoante eu ia recolhendo conteúdos e ideias de outros blogs. @PauloQuerido Tens noção de quanto tempo levou a #anita a chegar ao topo do search.twitter? @brunoamaral Entre o primeiro post e a posição no primeiro lugar passaram 2 horas e 18 minutos. @PauloQuerido Como tirar proveito desta acção? @brunoamaral Acho que o importante é participar na conversa,neste caso na brincadeira que se gerou em graças à #Anita. @PauloQuerido Satisfação pessoal/vaidade pelo meme? @brunoamaral Gosto de poder dizer que fui quem deu o primeiro passo. Mas é apenas uma brincadeira que se espalhou, nada de mais. Links Blog Relações públicas, de Bruno Amaral, que inclui o primeiro artigo sobre a ascensão de Anita no Twitter Anita Twitter Star, site bilingue para contar a história do mais rápido meme do Twitter. Inclui adaptações muito boas das ilustrações originais dos livros de Anita. Menção no Tweet Week, um videoblog da estrela geek americana, Julia Roy, como um dos assuntos relevantes da semana em que o Twitter ultrapassou o fantástico número de mil milhões de mensagens (1.000.000.000). Siga aqui o meme #Anita em tempo real no Twitter Paulo Querido, jornalista
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November 24 2008, 9:11am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Os melhores exemplos de jornalismo multimedia nos meios de língua portuguesa
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Lancei hoje uma nova questão no grupo de debate sobre jornalismo multimedia que abri faz tempo no LinkedIn: quais são, na vossa perspectiva, os melhores exemplos de jornalismo multimedia nos meios de língua portuguesa? Lanço um exemplo, para estimular a participação. Se o assunto lhe interessa, leitor, adira ao grupo.
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November 24 2008, 5:46am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O Twitter como o barómetro de conteúdo
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Este é um guest post da autoria de Ricardo Valfreixo (*) . Já foi dito que a blogosfera está moribunda. Não vamos “bater mais no ceguinho”. Sim, concordo, subscrevo, até comprei a t-shirt. Mas será que irá acabar? Numa simples palavra: Não! Os jornais impressos sentiram um sério embate com a massificação da informação disponível online. Mas isso não os impediu (pelo menos uma parte deles) de se manterem a funcionar. Alguns mesmo são referências incontornáveis quando se fala de acesso à informação. E, agora que se massifica o micro-blogging, não pense que o blog na sua forma tradicional está para acabar. Muito pelo contrário. As referências são incontornáveis nem que seja pelo facto de que o micro-blogging é efémero. Ou seja, a mensagem é escrita e fica perdida algures na timeline. É impensável irmos ler todas as mensagens de um determinado utilizador durante o passado ano. Por outro lado, o blogging tradicional cria conteúdo persistente. Mesmo que os editor abandonem o blog, esse conteúdo fica e permanece, indexado, pesquisável e acessível, para referência futura. Mas o micro-blogging surge-nos como mais uma ferramenta de edição e de análise. Esta, em tempo real. Muitos são os editores que se dedicaram a serviços de micro-blogging como o Twitter. Estes serviços complementam a informação online com um componente de tempo real. E novas utilidades surgem a cada dia que passa. Mas o Twitter funciona como um verdadeiro barómetro de conteúdo. Isto é: um editor coloca um novo artigo sobre um qualquer assunto. Imediatamente, anuncia no Twitter esse novo conteúdo e imediatamente, os seus subscritores (ou followers na terminologia do Twitter) começam a deslocar-se ao blog (ou site) e lêem o artigo. Se gostam, utilizam a técnica de retweet - que é uma espécie de forward, em analogia ao e-mail. A quantidade de retweets revela a qualidade do conteúdo. Rapidamente e de uma forma directa, o editor tem logo a percepção se a sua mensagem está a passar ou não. Da mesma forma, frequentemente os comentário de um qualquer artigo passam para o Twitter num tom de amena cavaqueira. Dessa troca de mensagens chegam-nos todo o tipo de informação principalmente a quantidade de conteúdo assimilado. Uma boa ideia é estar com atenção a essa desenrolar de ideias (até mesmo fomentá-lo) e criar posts de followup a complementar o post original. Dessa conversa surge até mesmo temas para novos artigos. Fica o Twitter a funcionar também como um gerador de memes. Mas um dos maiores potenciais do Twitter é o crowdsourcing. Este termo é um neologismo que significa atribuir uma tarefa a um conjunto indefinido de pessoas. Isto dito assim é muito vago, deixe-me dar um ou dois exemplos para ilustrar melhor esta ideia. A melhor das formas de o mostrar é a recente eleição para a presidência dos Estados Unidos da América. Todas as pessoas falavam sobre a eleição. A informação chovia em catadupa e seria muito difícil lê-la toda sem uma espécie de agregador. Aqui, os criadores do Twitter criaram uma outra funcionalidade que tem tanto de simples como de brilhante. Aquilo que se chamam as hash words. Ou seja, basta num qualquer comentário do Twitter colocar uma palavra marcada com um cardinal (#eleicaoUSA por exemplo) para ser simples de criar um indexador que pegue em todas as informações dispersas e as agrupe e catalogue num único repositório de dados. Basta apenas espalhar a palavra para se usar essa hash word para que todo e qualquer utilizador do Twitter passe a ser um contribuinte para este repositório de informação. Simples, directo e extremamente poderoso. O Twitter é muito útil e extremamente valioso para todos os que criam conteúdo e utilizam a Internet como seu veículo de trabalho. Serve de barómetro, fonte de inspiração e de ferramenta de networking. Todos os dias surgem utilizações novas para esta ferramenta. Das mais convencionais às mais estranhas e arrojadas, muitas são as aplicações deste serviço. Eu acredito que o Twitter e outros serviços de igual filosofia estão a mudar a face da Internet. Até onde a irão mudar, só o tempo o dirá. Autor Ricardo Valfreixo é um web developer e produtor de conteúdo para Internet. Trabalha nesta área desde 1995. Recentemente optou por trabalhar como freelancer no mercado nacional e internacional. Actualmente gere um projecto pessoal chamado minimalistic studios.
November 20 2008, 2:30am | Comments »
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#Anita chega ao Expresso (e as twinterviews ao jornalismo português)
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Com o título Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português, publiquei há pouco no Expresso um artigo que conta tudo sobre este fenómemo mundial de origem lusa. Mas o artigo é, ele próprio, assinalável (já sei: sou suspeito porque o escrevi ) por duas outras razões (e sim, estou a puxar o lume à minha sardinha):
contém a primeira twinterview do jornalismo português explica em poucas palavras o que são hash tags
Curioso? Não espere pela republicação de arquivo, aqui no C!. Leia já Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português, no Expresso Multimedia.
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November 19 2008, 12:37pm | Comments »
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Slides e comentários sobre o fim da blogosfera
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Publiquei no Expresso multimedia um artigo com comentários sobre algumas antecipações, produzidas na semana passada pela blogosfera, do que viria a ser a minha apresentação ao IV Encontro de blogs, na sexta-feira passada. De Paulo Pinto Mascarenhas a Rogério Santos (organizador do Encontro) a João Pedro Pereira (links contextuais no artigo do Expresso), havia a curiosidade de explicar o que eu iria apresentar como O fim da blogosfera — o título da apresentação. Uns acertaram, outros nem tanto. O tema tem, afinal, alguma premência também na blogosfera portuguesa, pelo que mais satisfeito fico por o ter levado ao Encontro. O artigo contém ainda os slides que serviram de suporte e guião à apresentação. Publico-os a pedido de diversos leitores e também participantes no IV Encontro. Inclui ainda, além das observações, um gráfico da Gartner com o ciclo do hype dos social media. E os links relevantes sobre o assunto, em português e inglês. Saiba tudo sobre o fim da blogosfera. (Nota: comentários fechados aqui, abertos no artigo do Expresso)
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November 16 2008, 6:04pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Acabá-la
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Eu nem queria, mas não é possível calar. É preciso desmontar a cabala que Manuela Ferreira Leite denunciou: a Imensa Conspiração Jornalística que Tem O Ousado Desplante de Escolher Aquilo Que Transmite. Não pode ser. Os jornais e as televisões são “veículos de suporte” para “passar mensagens”, logo são demasiado importantes para a acção política e não devem ser deixados às mãos dessas crianças estouvadas, esquerdófilas e também liberais a precisar de uma temporada na casa de correcção, que são os jornalistas. (Blogger! Prepara-te! A seguir vais tu!)
November 15 2008, 10:03am | Comments »
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A mudança chegou aos EUA: change.gov
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Devo dizer que não andei propriamente atrás da fanfarra eleitoral de Barack Obama (*). Tirei o figurativo chapéu ao homem apenas hoje — depois de ver a página que aqui mostro em imagem, sita no endereço change.gov. Isso mesmo. 24 horas depois de ter sido eleita, a dupla Obama-Biden começou imediatamente a trabalhar. Só no dia 20 de Janeiro assumirá funções de liderança da nação mais conhecida do mundo. A “inauguração”, como se refere no site. Mas no dia seguinte já está a indicar ao mundo o que planeia fazer. não se trata de promessas eleitorais, mas sim de uma carta de intenções. Ou, usando a terminologia de Obama, “the agenda”.
“The agenda” destaca: revitalizar a economia; por fim à guerra no Iraque; garantir o sistema de saúde para todos; proteger a América (o conceito mais lato) e renovar o liderança americana no planeta (a intenção mais improvável de concretizar). Para mim, ver este site significou a confirmação de que a relação de Obama com a Internet não se limitou ao marketing eleitoral — só por si espantosamente bom. Não. Ele usa efectivamente as “novas” tecnologias de comunicação. E efectivamente, aqui, não é força de expressão ou floreado: tal como o seu site de campanha já tinha mostrado, Obama (ou a equipa dele, o que é a mesma coisa) sabe o que fazer com um computador e uma rede digital povoada por milhões de pessoas, uma fatia significativa das quais (os mais jovens) é nativo da rede e já nem usa os meios de comunicação de massas “tradicionais” (arcaísmos). Em muitos sentidos, de Obama espera-se uma lufada de ar fresco na governação. A ver vamos. Mas no uso dos media reticulares, já vimos o sinal. No dia seguinte lança um domínio novo e a respirar boas intenções, debaixo de um top level domain reservado ao governo americano — change.gov. (* Admito que Obama tem o tipo de carisma que dá imenso jeito a um país mergulhado no mar de problemas como é a América. Se eu escolhesse, entre ele e McCain escolhia certamente Obama. Embora com alguma pena: McCain é, também, um homem invulgar e à altura do cargo. É engraçado ver agora a direita portuguesa (e não só) começar já a oposição uivante a Obama. Nomeadamente com o argumento da expectativa que, segundo alguns profetas, estará demasiado alta. Não concordo. Pelo contrário, a fasquia está muito baixa. Está onde a deixou o pior presidente americano de que os meus 48 anos têm memória. As comparações serão feitas não pela cor dos olhos, ou pelo grau de intelectualismo dos discursos, mas entre os resultados da governação de Barack Obama e o que produziu a governação de George W. Bush. A expectativa é de que faça melhor que este. Aqui só para nós que ninguém nos ouve, não me parece façanha nada difícil. Obama parece homem para ir até um pouco mais longe.) Paulo Querido, jornalista
November 10 2008, 2:15am | Comments »





