Apresentamos, a seguir, uma lista com os erros que os mediadores costumam cometer com mais frequência. Habitualmente, apercebes-te de quais são os erros que fazem com que a mediação não avance. Costumam estar relacionados com “as doze típicas” (Documento IV.5 - situações problemáticas tipo).Fazer demasiadas perguntas O fundamental não é dispor de mais informação, mas que fique bem claro que já estás na posse da mais importante. Pratica a escuta activa e deixa que as partes se expressem ao seu jeito, respeitando inclusivamente os seus silêncios.Colocar demasiados “porquês” Em vez de: “Por que o ofendeste?”, diz-lhe antes: “Conta-me um pouco mais daquilo que aconteceu imediatamente antes de ele/ela dizer que o tinhas ofendido...”Discutir com uma das partes Não te mostres contrariado nem te oponhas ao que diz uma das partes.Emitir juízos Não digas: “Um de vós deve estar a mentir...” mas: “Tendes ambos pontos de vista diferentes acerca do que aconteceu”. Também não digas: “Isso são tolices...”; diz antes: “Se esse assunto vos interessar em especial, poderemos analisá-lo noutra altura”.Dar conselhos Em vez de dizer: “Deveis recordar-vos de que o importante é o respeito mútuo”, utiliza a seguinte formulação: “Como gostaríeis que fosse a vossa relação daqui para a frente?”Ameaçar as partes Não digas: “Se não resolverdes isto aqui, tereis de o resolver no âmbito disciplinar”. Poderás dizer: “Concordastes em tentar resolver este problema, pode ser difícil mas, apesar de tudo, temos avançado muito, e é importante seguir em frente.”Forçar a reconciliação Ela surgirá como uma coisa óbvia, logo que as partes cheguem a acordo, não há que forçá-la. Não lhes peças para serem outra vez amigos, que peçam desculpa ou que perdoem um ao outro, que apertem as mãos. Pergunta-lhes: “Que podereis fazer para vos sentirdes mais felizes?” ou então “Quais seriam as soluções mais justas para ambas as apartes?”Impor a mediação Procura saber de que modo são afectados pelas decisões acabadas de tomar, a projecção que isso terá para eles no futuro, de forma a tomarem bem consciência das suas capacidades O mais importante é ficarem a saber que podem retomar o processo a qualquer momento, logo que se sentirem preparados, ou quando julgarem oportuno, pois têm a porta aberta. Felicita-os pelos esforços desenvolvidos e pela colaboração prestada, e respeita a sua vontade de não prosseguir.FonteSeijo, Juan (2003). Obra citada infra
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
“ERROS COMUNS DOS MEDIADORES: O QUE NÃO SE DEVE FAZER”
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November 30 2009, 7:28am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Mediação de conflitos
http://terrear.blogspot.com/2009/04/mediacao-de-conflitos.html
O quadro teórico de referência para a formação nos procedimentos a levar a cabo aquando da mediação, é o dos princípios da pedagogia pacífica ou da educação para a paz e a convivência escolar, juntamente com os conhecimentos no campo do desenvolvimento organizativo e curricular. Concretamente, e dentro deste quadro, queremos realçar os seguintes:* Uma concepção positiva do conflito. Entendemos o conflito não como algo negativo ou sinónimo de violência, mas como algo consubstancial aos seres humanos e às suas formas de vida social e que, dependendo da forma como for tratado, poderá vir a ser um factor construtivo e benéfico para as partes.* O uso do diálogo como alternativa a outras possíveis respostas menos construtivas face aos conflitos, como a agressão e violência, ou a fuga ou submissão.* Uma aposta na potenciação de contextos cooperativos nas relações interpessoais. Eu ganho/tu ganhas, face a posições antagónicas do tipo: “Eu ganho/tu perdes”, de modo a ficar claro que a consecução dos meus próprios interesses não implica que os outros não possam alcançar os seus.* O desenvolvimento de competências de auto-regulação e autocontrolo, enquanto elemento chave para favorecer, nos indivíduos, a autonomia na tomada de decisões adequadas ao meio social em que vivem, o que contribui para uma melhor integração e para o desenvolvimento da sua auto-estima.* A prática da participação democrática, pois através destes procedimentos podem experimentar a importância das suas opiniões, sentimentos, desejos e necessidades, tanto próprias como alheias, e contribuir para a melhoria de situações injustas ou desagradáveis. A responsabilidade da resolução dum conflito recai sobre as partes directamente implicadas nele.* O desenvolvimento de atitudes de abertura, compreensão e empatia que implica um compromisso de atenção para com o outro, o que ele nos relata, o que necessita, o que deseja, tentando pôr-nos no seu lugar. Através destes procedimentos, as pessoas têm oportunidade de experimentar como cada indivíduo, perante a mesma situação, se apercebe de aspectos diferentes, e de sentir que a opinião do outro merece tanto respeito como a sua.* O protagonismo das partes na resolução dos seus conflitos, pois quando as partes envolvidas no conflito são capazes de identificar as suas necessidades e interesses face ao outro, e de colaborar em conjunto na busca de soluções satisfatórias para ambos os lados, há mais probabilidades de a saída do conflito ser assumida e desenvolvida duma forma comprometida por ambas as partes.Mediação de Conflitos em Instituições Educativas–Manual para Formação de MediadoresJ Seijo - Asa Editores, 2003
April 10 2009, 9:38am | Comments »
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