(...)Do estudo, parcialmente, realizado podemos concluir que:1. Os alunos apresentam um elevado envolvimento negativo nas tarefas escolares;2. Os pais apresentam um envolvimento positivo, com pouco significado, nas tarefas escolares dos seus filhos;3. Os alunos sentem-se pouco recompensados pelos professores quando fazem as tarefas escolares (das poucas vezes que as fazem….);4. Os alunos não gostam do ambiente de sala de aula (não gostam das aulas, não gostam do tipo de atenção que têm por parte do professor, abstraem-se facilmente e estão sempre desejando que a aula acabe).No nosso entendimento, a divulgação destes resultados levou alguns professores a adoptar novas metodologias, essencialmente centradas no aluno (e.g. aprender a aprender e aprender fazendo) que, com o aumento da responsabilização dos alunos pelo cumprimento das tarefas escolares, originou que os resultados escolares se alterassem substancialmente. Esta nova postura contribuiu, largamente, para o sucesso verificado no final do ano, ie, todos os alunos transitaram para o 12º ano de escolaridade. Aguardamos que no próximo ano lectivo quer os professores quer os alunos retomem estas práticas e esta co-responsabilização pelo sucesso académico deste tipo de população.(JCMonteiro, no âmbito de Projecto de intervenção na escola)
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Estudar para conhecer; conhecer para intervir; intervir para melhorar
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June 21 2010, 10:57am | Comments »
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Implementar Ideias Relevantes Compatíveis com o Cérebro
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Tempo Para a Tarefa• Não espere que os alunos prestem mais do que 20 minutos de atenção a uma forma de instrução.• Controle as mudanças de atenção dos alunos com um novo método de ensino antes que as atenções deles mudem sem a sua intervenção.• Torne a aprendizagem interessante e divertida para que os alunos se queiram manter a trabalhar nessa tarefa.• Mantenha os alunos envolvidos chamando-os aleatoriamente e não apenas àqueles que levantam a mão.Necessidade de Mais Tempo• Utilize regularmente a revisão através da aplicação. Alguns conceitos precisam de 24 repetições antes de estarem dominados.• Incorpore um tempo para a reflexão nas práticas diárias da sala de aula. Este permite aos cérebros dos alunos desenvolverem um significado e relevância pessoal a partir dos conceitos apresentados pelo professor.• Integre os conceitos de uma disciplina noutras áreas académicas. Faz sentido para o cérebro e liberta tempo para raciocínios de nível elevado e aplicação meticulosa das competências nas aulas.• Use a regra 20-2-20: Volte a explicar no período de 20 minutos, reveja e aplique no período de 2 dias, reflicta e volte a aplicar no período de 20 dias.• Faça com que todos os minutos contem para a aprendizagem!Períodos de Tempo Oportunos para a Aprendizagem no Tempo de Vida de um Indivíduo• Partilhe com os pais quais as idades oportunas para determinadas aprendizagens e desenvolvimento. Eles são os principais professores dos seus filhos, pelo menos nos primeiros cinco anos de vida.• Não considere como “palha” no currículo da Escola Básica a música, as artes, o teatro, a educação física e as segundas línguas. Adiar a instrução destas áreas para a Escola Secundária dificulta o seu pleno domínio pelos alunos.Períodos de Tempo Oportunos para a Aprendizagem num Dia do Aluno• Organize o horário das turmas tendo em conta os ritmos circadianos; maximize os tempos mais despertos do cérebro.• Ensine a matéria mais importante logo de manhã.• Incorpore uma aprendizagem muito activa no período de baixo rendimento do dia (início da tarde) para manter o corpo e o cérebro envolvidos na aprendizagem.• Faça rodar os horários diários de instrução dos alunos para que não seja sempre ensinada a mesma disciplina no período de baixo rendimento do dia.Períodos de Tempo Oportunos para a Aprendizagem numa Aula do Professor• Pense nas aulas em blocos de tempo de 22 ou 44 minutos, dependendo da idade dos aprendizes.• Utilize os primeiros 10-20 minutos (primeiro horário nobre) de cada aula para ensinar a informação nova e mais importante. Não desperdice esse tempo com revisões ou tarefas não instrutivas.• Altere o modo de aprendizagem durante os 2-4 minutos do período de baixo rendimento no meio da aula.• Utilize os últimos 10-20 minutos (segundo horário nobre) de cada aula para ligar a nova informação à aprendizagem passada ou para aplicação dos novos conceitos.Obra citada infra
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December 6 2009, 10:21am | Comments »
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Focus group
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O que é?Os focus group são constituídos para se obter uma visão rápida da opinião de um grupo de pessoas sobre um determinado assunto. Esta opinião é depois considerada representativa da opinião pública em geral. O focus group funciona, para a escola, então, como um grupo experimental.Para que serve?Os focus group reúnem em qualquer sítio entre 6 a 20 pessoas, representando como que uma sondagem de opinião. Por exemplo, um focus group de vinte pais pode ser seleccionado para representar as ‘opiniões dos pais’ como um todo. As perguntas e a discussão subsequente procuram dar a conhecer, tão honesta e detalhadamente quanto possível, as opiniões desse grupo de actores. Esta estratégia, muito utilizada por empresas de marketing e governos na concepção de políticas, tem a vantagem de ser económica e eficaz, de proporcionar dados qualitativos e posterior investigação, mas é menos fidedigna que os questionários que dão uma amostra maior, e possivelmente mais representativa.Como fazerÉ importante definir critérios para a selecção de pessoas que são convidadas a fazer parte do focus group, e estes dependem dos objectivos da investigação. Se o focus group são os pais, eles devem ser um grupo representativo e incluir aqueles pais que normalmente não vão à escola, tal como aqueles que vão, porque eles são muitas vezes as vozes silenciosas que não são ouvidas. É importante que as pessoas possam discutir os assuntos em pormenor para descobrirem o máximo possível sobre suposições e expectativas, por isso é preciso encontrar um tempo em que todos possam estar presentes. Se há vários grupos, é útil formular uma lista de perguntas para que possam ser feitas em todos os grupos. Os resultados dos diferentes grupos devem então ser reunidos. Por vezes é necessário recorrer a um processo de validação, em que os resultados são devolvidos aos focus group para que estes verifiquem que o que está escrito representa fielmente as suas opiniões.Como funciona?As escolas que utilizaram esta metodologia reuniram amostras de pais e alunos e serviram-se da técnica de brainstorming e discussão para explorarem os temas que preocupavam a escola. As escolas tiveram dificuldades em conseguir amostras de pais, por isso foi necessário ter cuidado para conseguir obter uma opinião que fosse bastante representativa. A gestão destas sessões também requer uma habilidade considerável para que as pessoas não sejam influenciadas num determinado sentido e possam expressar as suas ideias livremente e sem censuras. É aqui que o amigo crítico pode desempenhar um papel importante, neutral e facilitador.Numa escola irlandesa, os focus groups foram utilizados para avaliar a função do sistema tutorial (sistema segundo o qual um professor tem a responsabilidade sobre uma turma com a qual se encontra diariamente). Os professores foram divididos em quatro grupos, cada grupo reuniu quatro vezes para avaliar o funcionamento do sistema à luz das necessidades dos alunos. Isto foi complementado com um questionário a uma amostra de vinte cinco por cento dos alunos sobre a sua experiência do sistema tutorial.Um outro modo de dar continuidade à actividade é promover discussões de grupo para analisar e interpretar os resultados do questionário. Por vezes, estas discussões envolvem alunos, professores e pais em grupos separados, por vezes em grande grupo, reunindo conjuntamente todos os actores. O uso de afirmações provocatórias como forma de orientar a discussão foi uma técnica utilizada na Finlândia, mas, uma vez mais, este procedimento exige grande habilidade e cuidado.inHistória de Serena, ob citada
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June 6 2009, 4:10pm | Comments »
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Shadowing
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O que é?Shadowing é uma outra forma de observação. O observador actua como uma sombra do aluno, do professor ou do director da escola, seguindo-o durante um certo período de tempo.Para que serve?Em vez de centrar a observação em temáticas ou processos concretos no mundo complexo do ensino, da aprendizagem e da escola em geral, shadowing é um método cujo foco é um indivíduo ou um grupo. Assim, um aluno ou outra pessoa é acompanhada por um observador que o segue como uma sombra (por exemplo, durante um dia). Realizar esta actividade para toda a turma durante um dia ou mais é também uma opção. Este método é particularmente útil em termos de uma visão longitudinal, porque ajuda a identificar o padrão de acontecimentos ao longo do tempo em vez de dar apenas uma perspectiva momentânea. Por outras palavras, proporciona uma fatia longitudinal da vida da escola.Como fazerPor razões éticas é importante ter o consentimento da pessoa que vai ser observada segundo este método, para que esteja consciente do que vai acontecer e qual o objectivo da actividade de avaliação. Mais ainda, aqueles que vão agir como ‘sombras’ têm de saber muito bem quais as suas tarefas antes, durante e depois da actividade de shadowing.Como funciona?Um grupo de desenvolvimento da escola no ‘The Jarvis Court Files’ decidiu realizar a actividade de shadowing sobre alguns alunos, com o objectivo de descobrir como era o ensino em Jarvis Court. As perguntas da Figura 11.15 (MacBeath et al., 1998) ajudaram o grupo a preparar, levar a cabo e discutir as sessões de shadowing.De igual modo, numa das escolas piloto, pais e governadores foram convidados a seguir, cada um deles, um aluno durante um dia. Após cada um dos seis períodos, discutiam com o aluno, perguntando-lhe acerca das suas experiências, a sua aprendizagem, os pontos fortes e fracos.Antes do início da actividade de shadowing:· É apropriado estar com o aluno durante os intervalos e durante a hora de almoço?· O professor e o aluno devem ser do mesmo sexo e etnia?· Como é que informa as pessoas envolvidas que o objectivo do exercício não é vigiá-las?· Que informação de retorno (feedback) dá aos professores (e alunos) sobre a sua experiência?· Como é que se assegura que o exercício é utilizado para melhorar a prática escolar?Durante a actividade de shadowing:· Com que variedade de estilos de ensino é que o aluno é confrontado durante o dia, isto é, trabalho de turma, trabalho de grupo, etc.?· O conteúdo do currículo reflecte, de algum modo, as experiências ou heranças do aluno?· O aluno é encorajado a ser um aprendente autónomo e responsável?· O aluno tem oportunidade de participar no trabalho oral na sala de aula? Se sim, fá-lo?· Quantas interacções é que o aluno tem com os professores durante o dia? Essas interacções são normalmente positivas? O aluno é tratado pelo nome quer na sala de aula, quer nos corredores?· Como é que o aluno se relaciona com os outros alunos?Depois da actividade de shadowing:· Em que medida se verificou e qual a eficácia do apoio à aprendizagem?· Houve alguma ligação entre as diferentes disciplinas? Essa interdisciplinaridade foi visível para o aluno?· Parece ter havido coerência ao longo do dia?· O aluno recebeu mensagens de natureza diversa dos diferentes adultos com quem esteve?· Como é que o aluno passou o tempo fora da sala de aula? Havia algum lugar apropriado para ele ir? Os corredores eram seguros?· O que é que o aluno pensa da escola em geral e em particular do dia em que foi observado?Fig. 11.15 Perguntas feitas em Jarvis Court a propósito da actividade de shadowing aos alunosIn A História de Serena, Obra citada
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June 3 2009, 11:18am | Comments »
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OBSERVAR
http://terrear.blogspot.com/2009/06/observar.html
A observação é uma actividade natural, o que a torna simultaneamente fácil e difícil quando utilizada para fins de avaliação. Como temos tendência para ver o que queremos ver, temos de ter especial cuidado com enviesamentos e ideias pré-concebidas e adaptar cuidadosamente a nossa observação aos critérios definidos.ObservaçãoO que é?A observação é uma actividade com características distintas da visão. A observação para fins profissionais é um modo disciplinado de focalizar a atenção sobre determinados assuntos. Para Jack Sanger (1998:5) a observação é ‘um negócio escorregadio: o mundo é bastante mais confuso que um laboratório.’Para que serve?Recolher dados através da observação é uma boa maneira de iniciar o processo de auto-avaliação, porque não requer muito material. Para além disso, a maior parte dos programas de formação de professores contempla algum tipo de prática de observação (cf. Hook, 1981; Stubbs e Delamont, 1976; Walker, 1985). O que é importante para o desenvolvimento da escola é que as tarefas de observação não sirvam apenas para a melhoria da prática numa única sala de aula, mas que envolvam o maior número possível de professores (cf. Schratz e Walker, 1995). Na observação, os dados recolhidos destacam alguns aspectos e deixam outros para segundo plano. Este método é mais eficaz em situações em que é preciso reduzir a complexidade e fazer sobressair algum aspecto mais concreto. Uma vez que a observação é necessariamente subjectiva, a troca de dados de observação pode permitir chegar a resultados apurados, conseguindo-se uma visão inter-subjectiva.Como fazerA observação pode ser dirigida a um problema em particular (por exemplo, o comportamento dos rapazes vs o comportamento das raparigas) e pode ser feita dentro ou fora da sala de aula (ou em ambos). Há, naturalmente, diversas maneiras de observar, que se situam entre dois extremos. As actividades de observação podem ser classificadas segundo o grau de visibilidade do observador. OBSERVAÇÃOVisível/aberta Não visível/fechadaA escolha entre observação aberta ou fechada tem efeitos na situação, mesmo que o observador não seja ‘visível’ para aqueles que estão a ser observados. A observação fechada tem a vantagem de possibilitar a recolha de dados ‘autênticos’, mas há um aspecto ético envolvido, o qualconfere ao investigador a responsabilidade de actuar eticamente em relação aos outros. Isto quer dizer que o investigador, face ao seu estatuto privilegiado e conhecimento das consequências das actividades de investigação, deve proteger, tanto quanto possível, os participantes que não têm consciência das consequências que a investigação e a avaliação podem ter para si próprios. (Sanger, 1998:36)As actividades de observação também podem ser classificadas segundo a sua focagem: OBSERVAÇÃOLivre/não estruturada Focalizada/estruturadaA vantagem da observação livre é ao mesmo tempo a sua maior desvantagem: quanto mais se tenta observar, menos se vê, porque não há focagem. Por outro lado, quanto mais se estrutura a observação, mais se perde sobre a riqueza do contexto social em que a observação acontece. Consequentemente, seja qual for a alternativa escolhida, devemos ter sempre presente a perspectiva contrária!Numa observação focalizada é útil produzir em conjunto uma lista de verificação que dê a cada pessoa envolvida alguma orientação sobre a sua observação. O exemplo da Figura 11.14 é retirado de um projecto de desenvolvimento escolar em que os professores estavam interessados em observar os efeitos da sua decisão de atribuir certas zonas na escola às raparigas para as ‘proteger’ da interferência dos rapazes.Lista de VerificaçãoQue uso fazem as raparigas das áreas protegidas? (idade das raparigas? números? individualmente / em grupo?)Em que circunstâncias é que os rapazes entram nas áreas protegidas? (lutas? Individualmente / em grupo?)O que acontece quando um rapaz / rapazes entra(m) na área protegida?Data: _____________ Hora: ___________Fig. 11.14 Lista de verificação sobre áreas protegidasDepois de processados os dados da observação verificou-se que a protecção não era vista positivamente pelas raparigas; mais ainda, os rapazes entenderam que todas as outras áreas podiam então ser ocupadas por eles, o que causou mais problemas. A ideia foi de imediato abandonada e procuraram-se novas soluções.Como funciona?OBSERVAÇÃO POR PARESA observação por pares, por parte dos professores, foi usada em várias escolas. Os professores juntaram-se a outro colega com o mesmo estatuto para observar e dar feedback sobre aprendizagem, ensino, apoio às dificuldades de aprendizagem ou outros aspectos da vida da sala de aula. O mérito de conduzir este método de forma colegial, entre colegas, consistiu na possibilidade de os professores poderem trabalhar em conjunto com outros colegas num espírito de confiança e também com uma vontade de se desafiarem mutuamente. Nos casos em que se utilizou este tipo de observação, foi considerado importante negociar antecipadamente qual iria ser o foco da observação, a natureza do feedback que iria ser dado e o instrumento ou o calendário da observação a ser utilizado. Este protocolo foi normalmente trabalhado entre os próprios professores ou decidido como parte de uma iniciativa mais ampla da escola. Numa escola da Islândia, oito professores organizaram-se em pares e visitaram as aulas uns dos outros. Reuniram-se previamente para discutir e planear a visita, elaborando uma lista de nove pontos diferentes a observar e sobre os quais iria ser dado feedback. Cada professor fez três visitas, o que deu tempo para se familiarizarem com os procedimentos e ultrapassarem algumas inibições iniciais. As chaves para o sucesso desta estratégia são confiança, honestidade, planificação, acordo sobre as áreas a observar, e feedback que é simultaneamente positivo e desafiador.OBSERVAÇÃO POR ALUNOSA observação por alunos foi usada em escolas de vários países e assumiu formas variadas. Em alguns casos os alunos conceberam os seus próprios calendários de observação, noutros casos trabalharam em conjunto com os professores e/ou o amigo crítico. Numa escola Finlandesa os professores não sabiam quando se realizava a observação, mas concordaram que seria este o procedimento, possibilitando assim uma amostra mais ‘típica’ da interacção na sala de aula.Este método foi muito apreciado pelos alunos e alguns escreveram entusiasticamente sobre as suas experiências numa newsletter. A tónica geral destes comentários foi que a observação tinha despertado a sua consciência para as tarefas e o papel dos professores, assim como para a tensão entre ensino (o que o professor faz) e aprendizagem (o que o aluno faz). Uma aluna Grega afirmou o seguinte: “Pela primeira vez enquanto aluna fiz algo que me vou lembrar para toda a vida. Estive numa aula como simples observadora. Durante a aula preenchi um questionário com base nas minhas observações. Apercebi-me que alguns alunos estavam interessados na aula, enquanto que outros nem estavam interessados nem participavam ... Pergunto-me, de quem é a culpa desta situação? Em que medida somos nós, alunos, os responsáveis, ou é o nosso professor? ... Esta experiência fez-me repensar o meu papel e a minha atitude como aluna no ambiente escolar. Senti que tomei consciência de muitas coisas pela primeira vez. Oxalá a maior parte dos meus colegas pudesse ter a mesma oportunidade.” (EVA Newsletter 3)A História de Serena, Obra citada
June 2 2009, 3:06pm | Comments »
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Campo de forças
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O que é?O campo de forças é utilizado para analisar as ‘forças’ dinâmicas que actuam em direcções opostas, facilitando ou impedindo que os objectivos estabelecidos sejam atingidos.Para que serve?Muito frequentemente, os dados de uma avaliação revelam a existência de forças opostas num processo de desenvolvimento. Uma vez que o desenvolvimento da escola tem que lidar com as dinâmicas dos processos relativos a uma temática em particular, o campo de forças pode contribuir para as tornar visíveis tanto ao nível pessoal como organizacional.Como fazerEm geral, o campo de forças é construído apresentando as forças opostas lado a lado numa mesma página. O campo de forças da Figura 11.13 pede aos alunos que identifiquem os aspectos que contribuem para e os que impedem a aprendizagemAspectos que favorecem a aprendizagem Aspectos que dificultam a aprendizagemNuma escola belga os alunos identificaram os seguintes aspectos:Aspectos que favorecem a aprendizagemProfessores que me aceitam tal como sou;Professores que me dão feedback dos meus resultados; Material bem preparado e bem estruturado; Questões claras e precisas; Explicações dadas por outros colegas; Outros colegas com quem posso falar de tudo abertamente; Um bom ambiente na sala de aula.Aspectos que dificultam a aprendizagemProfessores que me tratam injustamente; Professores que só dão atenção aos melhores alunos; Professores que depreciam o meu trabalho; Perturbações à aprendizagem; Colegas que não nos ajudam; Um horário sobrecarregado em certos dias; Aulas em que não percebo o porquê do que estamos a aprender.Os resultados deram origem a uma discussão profunda entre os professores sobre o que se deve e o que não se deve fazer.in História de Serena, obra citada
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June 1 2009, 5:37am | Comments »
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Survey
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O que é?O survey é uma variação do questionário. Difere deste na medida em que é administrado por alguém que supervisiona ou tem um papel directo na recolha de dados. O survey consiste num levantamento de dados, os quais existem na escola ou à volta dela.Para que serve?Este método é utilizado para recolher dados com vista a analisar certos aspectos da vida da escola ou da aprendizagem. Pode ser um levantamento de dados sobre a utilização de computadores, por exemplo, ou sobre o tempo dispendido a mudar de sala, a frequência e a qualidade das cartas aos pais, ou sobre a percepção dos pais em relação às reuniões na escola. Pode ser um método mais eficaz que os questionários porque não pressupõe distribuição, recolha, verificação e análise, as quais exigem muito tempo. Contudo, sacrifica a confidencialidade.Como fazer? Dependendo do seu objectivo, uma pergunta relevante serve de base ao estudo ou à investigação da temática em causa. Elabora-se, então, um protocolo, escrito ou sob a forma de CD-ROM, para recolher e analisar os dados.Num levantamento de dados sobre o desenvolvimento dos professores, podem ser usados os seguintes indicadores:Número de professores envolvidos na formação contínua.Tempo dispendido pelos professores na escola, fora das aulas.Tempo dedicado a actividades de planificação.Tempo dedicado a tomadas de decisão sobre assuntos da escola em geral.Políticas de transferência de actividades de formação contínua.Tempo dispendido com actores.Tempo dispendido com entidades externas (por exemplo, serviços sociais ou polícia).Num levantamento de dados sobre as relações escola-família, podem ser usados os seguintes indicadores:Percentagem de pais atendidos anualmente por professores / directores de escola. Natureza dessas reuniões.Tempo despendido por professores / directores de escola às relações com a família.Conhecimento dos pais acerca de decisões tomadas pela escola.Informação em posse dos professores sobre a situação familiar dos alunos.Percentagem de cartas enviadas para casa durante um mês. Percentagem de cartas com informações positivas e com informações negativas.Percentagem de telefonemas da iniciativa da escola ou da família. Natureza dos telefonemas.in História de Serena, ob citada
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May 27 2009, 1:59pm | Comments »
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Caminhos para a auto-avaliação
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Dez caminhos para concretizar a auto-avaliação (quase o mesmo dizer: recolher dados para compreender, intervir, melhorar; fazer uma investigação-acção) 1.Questionar2.Observar3.Seleccionar e definir prioridades4.Recolher5.Discutir6.Representar7.Medir8.Ilustrar9.Fazer um diário10.Fazer um perfil(a partir de MacBeath e outros, A História de Serena)
May 20 2009, 3:39pm | Comments »
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Usos e Aplicações da Grounded Theory em Administração
http://terrear.blogspot.com/2008/12/usos-e-aplicaes-da-grounded-theory-em.html
Este artigo analisa os usos e aplicações da grounded theory na área de administração. A grounded theory é uma ferramenta de pesquisa sob o paradigma qualitativo que, desde o início em 1967 suscitou vários debates no fórum acadêmico. Seus autores originais, Barney Glaser e Anselm Strauss, desenvolveram, ao longo de suas trajetórias, pensamentos distintos a respeito do processo de coleta e análise
December 27 2008, 11:50am | Comments »
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Constrói outra ciência porque a tua primeira ciência é agora falsa
http://terrear.blogspot.com/2008/12/constri-outra-cincia-porque-tua.html
Voltei-me então para mim próprio; e pondo tudo em dúvida, como se até então nada se tivesse dito, comecei a examinar as próprias coisas: é esse o verdadeiro meio de saber. (...)
se tirarmos as coisas que existem em nós, ou originam em nós, então de toda a espécie de entendimento (cognitio) o de maior confiança é o que ocorre por meio dos sentidos, e o de menos confiança é o que ocorre como
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December 25 2008, 4:18am | Comments »
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