Podemos influenciar positivamente o ambiente em que os alunos aprendem dando relevância aosentimento de inclusão dos alunos, às suas atitudes relativamente à aprendizagem, ao significado que atribuem à matéria da disciplina e às competências que eles consideram que têm. As estratégias enumeradas a seguir sobrepõem-se e devem ser combinadas. Pondere acerca do quanto uma pequena alteração no sentido de um ensino convidativo poderá mudar o ambiente de aprendizagem. E recorra à última página para uma ferramenta de avaliação do seu perfil enquanto professor.1. Estabelecer inclusão: Criar ou reforçar uma atmosfera de aprendizagem em que você e seus os alunos se sentiam respeitados e ligados uns aos outros (concentre-se nestas estratégias, em especial, no início das aulas):• Estabeleça uma relação com os seus alunos partilhando algo especial com eles (e.g., tempo, humor, sentimentos).• Apresente-se de forma a que os alunos saibam mais do que o seu nome e o seu contacto (e.g.,interesses, família, percurso académico, experiências pessoais).• Peça aos estudantes para se apresentarem, quer seja para a turma toda ou para um pequeno grupo (numa turma grande).• Utilize uma pequena actividade inicial (“quebra-gelo”) para ajudar os alunos a relaxar e a seconhecerem uns aos outros.• Conheça os seus alunos enquanto indivíduos (e.g., percurso académico, objectivos na disciplina,planos futuros) através de um questionário.• Trate os alunos pelos nomes, não apenas nas aulas mas também quando der feedback por escrito.• Utilize exemplos inclusivos e culturalmente diversificados.• Escute os alunos com simpatia e respeito – dê-lhes a sua total atenção.• Seja pessoal e acessível – lembre-se do poder positivo de um sorriso.• Considere todos os comentários e questões, mesmo os que pareçam irrelevantes ou inapropriados.• Aceite o criticismo de bom grado e com uma mente aberta.• Quando não souber algo, peça ajuda aos alunos.• Utilize uma gestão justa da turma, que seja aceite pelos alunos, compreendida e aplicadaconsistentemente.• Mantenha-se fiel às suas promessas: cumpra aquilo que disse relativamente a estrutura da turma, conteúdos da disciplina e avaliação.2. Desenvolver atitude: Criar ou reforçar uma atitude favorável dos seus alunos face à aprendizagem na sua disciplina (concentre-se nestas estratégias, em especial, no início das aulas):• Programe o entusiasmo para o tema abordado.• Seja claro relativamente às expectativas: transmita aos alunos o que eles precisam de fazer para serem bem sucedidos na sua disciplina.• Reveja os conteúdos e estrutura da disciplina no sentido de promover o interesse dos alunos.• Utilize métodos de concentração para despertar a curiosidade dos alunos e atrair a sua atenção para novos temas (e.g., questões intrigantes, problemas, histórias envolventes, banda desenhada, recortes de jornais).• Estabeleça objectivos claros da perspectiva dos alunos (e.g., “Irão aprender …”).• Adeque, tanto quanto possível, os conteúdos e os objectivos da disciplina aos interesses enecessidades dos seus alunos – utilize um inquérito ou um questionário para determinar essasnecessidades.• Quando possível, dê aos alunos a oportunidade de escolher o tipo de tarefa a realizar (e.g., trabalho escrito, trabalho de artes plásticas, maqueta, apresentação de grupo).• Dê aos alunos a oportunidade de se auto-descobrirem através da resolução de problemas,experimentação e auto-avaliação.• Permita alguma flexibilidade no cálculo da nota final, e.g., trabalho=35% e frequência=25% ouvice-versa; permita aos alunos realizarem duas frequências ou uma frequência e um trabalho.• Transmita grandes expectativas – parta do princípio que os alunos querem aprender.• Quando as emoções (negativas) de um aluno forem visíveis, aborde o aluno de forma preocupada e discuta os sentimentos em causa, e confronte positivamente possíveis convicções, expectativas e suposições erradas que poderão estar por detrás da atitude negativa do aluno.• Junte um aluno aparentemente desmotivado com alunos entusiásticos relativamente ao tema.3. Melhorar a compreensão: Criar experiências de aprendizagem aliciantes e estimulantes direccionadas para os seus alunos (concentre-se nestas estratégias ao longo do semestre):• Utilize a matéria já conhecida e aprendida para introduzir a nova – comece a partir da informaçãoque os alunos aprenderam, na sua disciplina ou noutras.• Descubra as capacidades, interesses e objectivos dos alunos e relacione o tema ou a actividade de aprendizagem com eles.• Utilize técnicas de apresentação efectivas (e.g., movimento, tom de voz, gestos e pausas)• Utilize suporte audiovisual e adereços para reforçar a apresentação da matéria da sua disciplina.• Durante uma exposição longa faça uma pequena pausa.• Seja organizado: seja claro nas suas revisões e transições de tema, estabeleça uma relação explícita entre os objectivos e as actividades da aula.• Varie o seu estilo de apresentação (i.e., não se concentre no ensino expositivo durante todo osemestre)• Utilize humor, exemplos, analogias e histórias.• Utilize técnicas de aprendizagem activas (e.g., sessões de pergunta-resposta, resolução deproblemas, pequenas discussões e breves actividades de estudo independente nas exposições).• Dê aos alunos oportunidades para trabalharem em conjunto (dentro ou fora da aula) em projectosou estudos de caso.• Limite a aplicação de perguntas de conhecimento e compreensão e aumente a aplicação deperguntas práticas, de análise, síntese e avaliação (Ver Ficha de Dicas de Ensino “Fazer Perguntas: Seis Tipos”)• Peça aos alunos para apresentarem exemplos relevantes que advenham da sua experiência.• Convide profissionais duma actividade relevante para fazerem uma apresentação à turma.• Organize uma visita de estudo, que poderá ser ou não no horário da aula (poderá dividir grandes turmas em pequenos grupos).• Tenha expectativas altas mas realistas relativamente aos seus alunos – desafie-os a progredir.• Desafie o pensamento dos alunos relativamente a questões controversas e aborde pontos de vista opostos de uma determinada questão.• Elabore testes que encorajem o tipo de aprendizagem que quer que os alunos alcancemTraduzido e adaptado de Teaching Tips, no âmbito da parceria com o Centre for Teaching Excellence, University of Waterloo (Waterloo,Ontario, Canada).Fonte
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Motivar os Alunos: Criar um Ambiente Desafiante
http://terrear.blogspot.com/2011/02/motivar-os-alunos-criar-um-ambiente.html
February 3 2011, 8:03am | Comments »
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A Motivação
http://terrear.blogspot.com/2011/02/motivacao.html
Yo te enseño, tú aprendes: ¿qué opinan los implicados en este proceso?El profesorado suele decir: “no tienen interés por nada”, “no atienden”,”no trabajan ni hacen la tarea”, “se pasan la clase hablando”. Por su parte el alumnado, también suele decir: “la clase es un rollo”, “no entendemos nada”, “no sabemos que es lo que quieren o lo que nos mandan a hacer”, “desconectamos”.La primera de estas frases, “no tienen interés por nada”, engloba y encierra el principal problemadel aprendizaje y por tanto de la enseñanza: la motivación.LA MOTIVACIÓN: un término muy utilizado por unos y otros; el profesorado se queja de que el alumnado no está motivado y es fácil escuchar de los alumnos la expresión “no me motiva”. Los primeros lo ven y lo confunden como un estado original de la persona, como algo que deben “traer de fábrica”, que depende sólo de ellos. Los segundos como una obligación del profesorado. Ambos, en lo que si están de acuerdo, es que sin motivación no hay aprendizaje.Cómo motivar al alumnado es uno de los temas que más demanda tiene desde el profesorado. Su pregunta: ¿pero qué o cómo lo tengo que hacer? Alguno que no ve la posibilidad me plantea: ¿…que quieres, que me ponga un tutú”? A veces se confunde motivar con estar “de fiesta, hacer lo que ellos quieran, crear continuas situaciones divertidas…”“Hace quince años que imparto clases (se lamenta un profesor). Antes no tenía problemas con los estudiantes; ahora en los últimos años, en cada curso noto mayor desinterés y apatía. Imparto la misma materia y sigo siendo el mismo. ¿Qué ocurre, entonces?”Este profesor, preocupado por no conseguir motivar a su alumnado, vive la misma impotencia que un chófer que ha perdido el control del coche. El poder motivacional es la capacidad de influir en el comportamiento de los demás, o controlarlo.Las técnicas motivacionales que intuitivamente usamos influyen en el comportamiento de los otros. Aunque hubiese personas que solo intentaran influir en los otros de forma ocasional, en los líderes o conductores de grupo, como es el caso del profesorado, eso no sería posible. Un líder que carezca de poder motivacional no es un líder, es una autoridad impuesta.Para Clark. L. Hull (1934) la motivación es el impulso que brota de una necesidad y que conduce a una acción para obtener un incentivo, que reduce la pulsión y satisface la necesidad. Por consiguiente, un alumno estará motivado para aprender cuando los contenidos de la enseñanza se vinculan con sus intereses o necesidades, o bien cuando se le crean nuevas necesidades.Sin embargo no se puede reducir el aprendizaje humano a un mecanismo automático ya que es sobre todo un proceso cognoscitivo. Para desarrollar una enseñanza motivadora es necesario conseguir que lo que se enseña, el modo de enseñar, las circunstancias en que se enseña o las consecuencias de lo que se aprende, queden conectadas con las necesidades de los que aprenden.Los aspectos cognoscitivos modifican el campo de la motivación. Las expectativas y atribuciones del alumnado y del profesorado afectan al aprendizaje. La cognición es una fuente de satisfacción y la forma en que se plantee la información debe desencadenar desequilibrios que impulsen a la investigación.Podemos hablar de dos tipos de motivación: la motivación intrínseca y la motivación extrínseca. La primera emana del propio hacer, de la tarea, del conocimiento mismo; la segunda es externa a la actividad y proviene del entorno del alumnado, del reconocimiento de los demás. La motivación extrínseca sirve de refuerzo negativo o positivo. Suele ser la más utilizada en la enseñanza, tanto por la familia (comprar algo por la buenas notas, por ejemplo) como por el profesorado, sin embargo no es la más adecuada, puesto que para mantenerla hay que estar “dando algo” continuamente, llegando incluso a ser utilizado a veces, por el propio aprendiz como una especie de chantaje. Lo ideal es que las tareas propuestas en el aula fueran tan interesantes y útiles para elalumnado, que al realizarlas le supusiera una retroalimentación continua del procesode trabajo.Fontehttp://www.aprendizajesignificativo.es/mats/Variables del aprendizaje significativo para el desarrollo de las competencias basicas.pdf
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February 2 2011, 4:06pm | Comments »
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Acções e Impactos
http://terrear.blogspot.com/2011/01/accoes-e-impactos.html
Segundo estudo divulgado em sítio interessante ( http://www.aprendizajesignificativo.es) são os seguintes os impactos das seguintes acções - a chave de leitura é, pela ordem das %,melhora, indiferente, piora o desempenho dos alunos:Repreensão pública: 40% 13% 47%Repreensão em privado: 83% 10% 7%Conversa particular amistosa: 96% 4% 0%Elogio público: 91% 8% 1%Sarcasmo: 10% 13% 77%Reconhecimento de progresso: 95% 4% 1%Reconhecimento de que está a piorar: 6% 27% 67%
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January 30 2011, 3:22pm | Comments »
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A motivação escolar e o processo de aprendizagem
http://terrear.blogspot.com/2010/12/motivacao-escolar-e-o-processo-de.html
Este artigo procura salientar a importância da motivação para os processos de aprendizagem epara o sucesso escolar. O envolvimento dos alunos em cada disciplina do currículo varia muitoem função de diversos factores, individuais e de contexto, ligados à motivação. As actuais teorias cognitivas da motivação dão prioridade ao estudo das crenças, valores e emoções do indivíduo, por considerarem que essas são mediadoras do comportamento e exercem forte influência no processo motivacional. As pesquisas realizadas permitem concluir que a relação entre a aprendizagem e a motivação vai além de qualquer pré-condição estabelecida, ela é recíproca e, dessa forma, a motivação pode produzir um efeito na aprendizagem e no desempenho, assim como a aprendizagem pode interferir na motivação. Esta reflexão aponta algumas orientações para a prática educativa.© Cien. Cogn. 2010; Vol. 15 (2): 132-141.Palavras-chave: motivação; aprendizagem; contexto escolar.
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December 15 2010, 1:27pm | Comments »
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MOTIVAÇÃO
http://terrear.blogspot.com/2010/10/motivacao.html
These 21 tactics will help you maximize motivation in yourself and others.1. Consequences – Never use threats. They’ll turn people against you. But making people aware of the negative consequences of not getting results (for everyone involved) can have a big impact. This one is also big for self motivation. If you don’t get your act together, will you ever get what you want?2. Pleasure – This is the old carrot on a stick technique. Providing pleasurable rewards creates eager and productive people.3. Performance incentives – Appeal to people’s selfish nature. Give them the opportunity to earn more for themselves by earning more for you.4. Detailed instructions – If you want a specific result, give specific instructions. People work better when they know exactly what’s expected.5. Short and long term goals – Use both short and long term goals to guide the action process and create an overall philosophy.6. Kindness – Get people on your side and they’ll want to help you. Piss them off and they’ll do everything they can to screw you over.7. Deadlines – Many people are most productive right before a big deadline. They also have a hard time focusing until that deadline is looming overhead. Use this to your advantage by setting up a series of mini-deadlines building up to an end result.8. Team Spirit – Create an environment of camaraderie. People work more effectively when they feel like part of team — they don’t want to let others down.10. Recognize achievement – Make a point to recognize achievements one-on-one and also in group settings. People like to see that their work isn’t being ignored.11. Personal stake – Think about the personal stake of others. What do they need? By understanding this you’ll be able to keep people happy and productive.12. Concentrate on outcomes – No one likes to work with someone standing over their shoulder. Focus on outcomes — make it clear what you want and cut people loose to get it done on their own.13. Trust and Respect – Give people the trust and respect they deserve and they’ll respond to requests much more favorably.14. Create challenges – People are happy when they’re progressing towards a goal. Give them the opportunity to face new and difficult problems and they’ll be more enthusiastic.15. Let people be creative – Don’t expect everyone to do things your way. Allowing people to be creative creates a more optimistic environment and can lead to awesome new ideas.16. Constructive criticism – Often people don’t realize what they’re doing wrong. Let them know. Most people want to improve and will make an effort once they know how to do it.17. Demand improvement – Don’t let people stagnate. Each time someone advances raise the bar a little higher (especially for yourself).18. Make it fun – Work is most enjoyable when it doesn’t feel like work at all. Let people have fun and the positive environment will lead to better results.19. Create opportunities – Give people the opportunity to advance. Let them know that hard work will pay off.20. Communication – Keep the communication channels open. By being aware of potential problems you can fix them before a serious dispute arises.21. Make it stimulating – Mix it up. Don’t ask people to do the same boring tasks all the time. A stimulating environment creates enthusiasm and the opportunity for “big picture” thinking.Master these key points and you’ll increase motivation with a bit of hard work.http://www.pickthebrain.com/blog/21-proven-motivation-tactics/19 abril 10
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October 14 2010, 3:47pm | Comments »
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Estudar para conhecer; conhecer para intervir; intervir para melhorar
http://terrear.blogspot.com/2010/06/estudar-para-conhecer-conhecer-para.html
(...)Do estudo, parcialmente, realizado podemos concluir que:1. Os alunos apresentam um elevado envolvimento negativo nas tarefas escolares;2. Os pais apresentam um envolvimento positivo, com pouco significado, nas tarefas escolares dos seus filhos;3. Os alunos sentem-se pouco recompensados pelos professores quando fazem as tarefas escolares (das poucas vezes que as fazem….);4. Os alunos não gostam do ambiente de sala de aula (não gostam das aulas, não gostam do tipo de atenção que têm por parte do professor, abstraem-se facilmente e estão sempre desejando que a aula acabe).No nosso entendimento, a divulgação destes resultados levou alguns professores a adoptar novas metodologias, essencialmente centradas no aluno (e.g. aprender a aprender e aprender fazendo) que, com o aumento da responsabilização dos alunos pelo cumprimento das tarefas escolares, originou que os resultados escolares se alterassem substancialmente. Esta nova postura contribuiu, largamente, para o sucesso verificado no final do ano, ie, todos os alunos transitaram para o 12º ano de escolaridade. Aguardamos que no próximo ano lectivo quer os professores quer os alunos retomem estas práticas e esta co-responsabilização pelo sucesso académico deste tipo de população.(JCMonteiro, no âmbito de Projecto de intervenção na escola)
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June 21 2010, 10:57am | Comments »
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Do Trabalho escolar e motivação
http://terrear.blogspot.com/2010/06/do-trabalho-escolar-e-motivacao.html
Se tivesse de listar as dez palavras de que menos gosto, sem dúvida que "motivação" figuraria entre elas! Quando eu quero precisar alguma coisa acerca dos interesses dos alunos, do seu investimento no trabalho escolar e nas aprendizagens, da sua relação com o saber, nunca é essa a palavra que me ocorre. Porquê? Trata-se de uma palavra oca. Dizer de alguém que está motivado sugere que a pessoa tem boas razões para fazer o que faz. Por que é que o faz? O mistério mantém-se. "É interessante a sociologia do interesse?", interrogava-se Caillé [1981]. Não, respondia, porque não explica nada. Não há dúvida que qualquer actor que se empenhe numa detenninada prática ou decisão é porque tem por ela algum interesse. Reiser dizia: "Quando reconhecemos o que sabemos e reconhecemos o que vemos, não nos podemos impedir de pensar o que pensamos." Nem, acrescentaria eu, de fazer o que fazemos. Mas por que é que se reconhece o que se sabe e se reconhece o que se vê? Numa perspectiva construtivista, é isso o essencial. Na escola, e muitas vezes também na vida, a motivação é geralmente invocada quando não existe; estamos no registo da necessidade, das carências, do handicap, da privação: basta ler algumas fichas de avaliação escolares para constatar que "a falta de motivação" é um lugar comum sempre presente na constatação do insucesso, na estigmatização do aluno que não participa no jogo pedagógico, na busca de uma "explicação" que dispense a escola de procurar mais longe, e até na rejeição da responsabilização das famílias. Quando não se sabe o que dizer acerca de um aluno pouco activo, diz-se que "não está motivado". Que poderão fazer os pais face a este diagnóstico? A falta de motivação pode-se tratar? De quem é a culpa? Sugere-se muitas vezes que a motivação é uma característica da pessoa ou da personalidade, qualquer coisa de durável; somos "motivados para as línguas estrangeiras" da mesma fonna que temos "queda para a matemática", como se já tivéssemos nascido assim ... Eu resisto a esta análise, pugnando por uma perspectiva que ligue a motivação, não apenas à pessoa, mas mais à relação, à interacção, à situação. A motivação é um conceito que tem essencialmente a sua origem na Psicologia. Logo, as necessidades, os desejos, as vontades, os interesses provêm tanto de uma abordagem antropológica como sociológica, em termos de pertença a uma comunidade, a uma cultura, a uma classe social, a uma organização, em termos também de estratégias dos actores, de relações de poder, de conformismo, A motivação parece escapar ao sujeito e este ser um seu joguete; mas, quanto a mim, ela provém, em grande parte, das próprias estratégias do sujeito [Perrenoud, 1988a, capítulo VI desta obra]. Qualquer actor com alguma experiência doseia o seu investimento na acção em que se envolve e, principalmente, no trabalho escolar, em função das necessidades que sente e dos fins que se propõe atingir. Nem sempre é necessário que o indivíduo esteja "motivado" para se esforçar. Certamente que o facto de estar motivado impede o aborrecimento mas é, ao mesmo tempo, um gasto de energia ou, até mesmo, um assumir de riscos. Cada qual pondera vantagens e inconvenientes e, até um certo ponto, pode "escolher" ser ou parecer passivo ou activo, aborrecido ou interessado. Pode-se autopersuadir a fazer qualquer coisa a que, cinco minutos antes, se recusara, ou enfastiar-se activamente de qualquer coisa por que antes se apaixonara. Cada qual navega como pode, de forma bastante oportunista, em função da energia de que dispõe e daquilo que a sua atitude lhe pode valer. A preguiça e o desinteresse escolar são, para alguns alunos, estratégias perfeitamente adequadas, uma vez que o facto de estarem "motivados" não lhes traria qualquer benefício, enquanto que outros "se esfalfam", seja em que actividade for, unicamente para conservarem a estima e os favores do professor! Face às diversas razões apresentadas, sugiro uma opção de método: tentemos "libertar-nos" das imagens feitas, associadas ao conceito de motivação e tentemos encontrar uma outra linguagem e uma outra perspectiva menos normativa, mais construtivista e interdisciplinar. Proponho-me, por isso, falar do sentido do trabalho, dos saberes, das situações e das aprendizagens escolares, esboçando três teses sobre o assuntoi) O sentido constrói-se; não é dado a priori.ii) Constrói-se a partir de uma cultura, de um conjunto de valores e de representações.iii) Constrói-se em situação, numa interacção e numa relação. Face à máquina escolar, à omnipresente intenção dos adultos em instruírem, para o seu bem, as crianças e os adolescentes [Perrenoud, 1984, 1986; capítulo III deste livro], os alunos não têm a vida facilitada. Num sistema tão limitativo como é o da educação obrigatória, os alunos estão condenados a utilizar estratégias de actores dominados, face a um sistema que lhes deixa reduzidíssimas possibilidades de escolha, que lhes impõe um número impressionante de coisas absurdas, incompreensíveis ou penosas que não correspondem, de uma maneira geral, aos seus desejos do momento. Na instituição escolar, aprende-se a jogar com as normas e com as aparências, ainda que os professores tenham dificuldade em aceitar estas verdades! É por isso que a construção do sentido é ao mesmo tempo vital- para assim se sobreviver longos anos - e difícil. Essa construção passa por um verdadeiro trabalho mental, que ninguém pode fazer no lugar do aluno, porque o sentido se liga à sua própria visão da realidade, à sua própria definição do que é coerente, útil, divertido, justo, aborrecido, suportável, necessário, arbitrário ... Podemos, contudo, tentar facilitar este trabalho, concedendo ao aluno um espaço de iniciativa, de autonomia, de negociação, de indecisão, de sonho. Quer o saibam ou não, as pedagogias activas, cooperativas, diferenciadas apenas têm força se permitirem, no espírito dos alunos e talvez mesmo no dos professores, uma outra construção de sentido ... Philippe Perrenoud, Obra citada infra
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June 1 2010, 6:48am | Comments »
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A vida na turma
http://terrear.blogspot.com/2010/05/vida-na-turma.html
Il y a les classes qui « fonctionnent bien », celles qui « sont à la traine », certaines sont mêmes « invivables », avec le sentiment souvent pour l’enseignant de ne pas maitriser grand chose. Comment mobiliser la classe, par exemple autour de projets, engager les élèves dans la coopération plutôt que la compétition ? Comment bien démarrer l’année, utiliser au mieux les heures de vie de classe, travailler en équipe pour réguler les incidents, sortir de situations difficiles ? Pour ne pas subir, ni même seulement « tenir la classe », des idées et des pistes pour « faire la classe », en faire un lieu d’apprentissage et de vie pour les élèves et leurs enseignants. Fonte
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May 29 2010, 9:09am | Comments »
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O "fracasso" não existe
http://terrear.blogspot.com/2010/05/o-fracasso-nao-existe.html
Uma das lições mais importantes que aprendi, trabalhando com pessoas de sucesso ao longo dos anos, é que o "fracasso" é uma atitude e não um resultado. Ou seja, não tem nada a ver com os resultados produzidos, e tem tudo a ver com a forma como se enquadram as coisas. Por exemplo, depois da tentativa infrutífera número 700 de Thomas Edison para inventar a lâmpada eléctrica, foi interrogado por um repórter do New York Times: "Como se sente por ter falhado setecentas vezes?" O grande inventor respondeu com um exemplo clássico de perspectiva positiva: "Não falhei setecentas vezes. Não falhei uma única vez. Consegui provar que essas setecentas formas de fazer não funcionam. Quando tiver eliminado todas as formas em que não funciona, terei descoberto a forma como funciona." Milhares dessas provas de sucesso do que não funcionava sucederam-se, mas Edison descobriu finalmente "a forma que funcionava", e ao fazê-lo. iluminou o mundo.Acima de tudo, o que Edison conseguiu fazer foi enquadrar o seu desafio específico para se manter motivado. Foi suficientemente flexível na sua forma de pensar para ter mais escolhas. E você, consegue ter a mesma flexibilidade!(Paul McKenna)
May 27 2010, 1:15pm | Comments »
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Motivação - O que nos diz a investigação?
http://terrear.blogspot.com/2010/05/motivacao-o-que-nos-diz-investigacao.html
Revenons aux facteurs environnementaux qui influent sur la motivation des élèves. Des enseignants croient que des facteurs échappant à leur action ont plus d’influence sur lamotivation de leurs élèves qu’ils peuvent eux-mêmes en avoir. Ainsi, on les entend souvent dire que les parents ne jouent pas bien leur le rôle. Est-ce que la recherche nous éclaire sur ce sujet? Lorsqu’on examine tous les facteurs environnementaux qui influent sur la motivation des élèves, on remarque que les enseignants ont peu de pouvoir sur certains d’entre eux. De toute manière,les facteurs liés au milieu familial sont probablement les plus importants à prendre enconsidération.Par le passé, les chercheurs se sont demandé quelles attitudes et quels comportements parentaux favorisaient le plus la motivation à apprendre de l’enfant. Ils en sont arrivés à la conclusion que la meilleure façon pour des parents de motiver leur enfant était d’avoir des attentes et des exigences élevées, mais réalistes, sur le plan scolaire, donc adaptées à ses capacités ; d’avoir une très grande confiance en ses capacités de réussir; de créer un climat de soutien et de chaleur humaine autour de lui ; d’être un modèle en matière d’apprentissage en créant des situations qui lui permettent de les voir en train d’apprendre.Tout en confirmant ces conclusions, les résultats des recherches indiquent à l’heure actuelle quedes comportements verbaux et non verbaux parfois anodins, comme passer des remarques surl’école ou les enseignants, abaissent la motivation de l’enfant. De plus, les valeurs culturelles et religieuses véhiculées par l’ensemble de la famille ou par la communauté dans laquelle vitl’enfant influent de façon significative sur sa motivation. C’est pourquoi on est porté de nos joursà étudier l’ensemble des facteurs liés au milieu familial plutôt qu’à examiner seulementl’influence des parents. On n’est pas en mesure cependant de désigner parmi tous ces facteursceux qui ont le plus de poids sur la motivation des élèves. Il semble toutefois évident que lesparents auront toujours un rôle crucial à jouer. Plusieurs facteurs liés à l’école influent sur la motivation des élèves, mais sait-on quels sont ceux qui méritent une attention particulière?Quand on parle des facteurs liés à l’école, il importe de ne pas inclure dans cette catégorie ceuxqui sont liés à la classe. Ces derniers sont regroupés dans une autre catégorie, car les enseignants ont plus de poids sur eux. Nous y reviendrons si vous le voulez. Pour ce qui est des premiers, les chercheurs américains en ont dégagé trois : la culture et les valeurs que véhicule l’école, la création des classes en fonction du rendement des élèves et l’effet de la transition d’un ordre d’enseignement à un autre sur leur motivation.Au regard des recherches ayant porté sur la culture et les valeurs véhiculées dans les écoles, ilressort que celles dans lesquelles les attentes envers les élèves sont élevées et où il leur estclairement spécifié qu’ils « sont là pour apprendre », favorisent plus leur motivation que dans lecas contraire. En outre, comme le soulignent Maehr et Midgley6, les recherches indiquent que les écoles qui mettent l’accent sur le rendement scolaire et la compétition plutôt que surl’apprentissage en soi et la collaboration minent la motivation des élèves plus qu’elles ne lasuscitent. Il ne faut pas oublier que ces études ont été menées dans des écoles américaines.Obtiendrait-on les mêmes résultats ici? Peut-être, mais on ne peut pas le certifier.Quant aux recherches ayant porté sur la création des classes en fonction du rendement antérieur des élèves (classes distinctes selon que les élèves sont considérés comme « forts » ou comme « faibles »), il est difficile d’en dégager une conclusion unique, car les résultats varient enfonction de nombreux facteurs dont le type de classes étudiées, le contexte scolaire et la durée de la recherche. Toutefois, la tendance est que les élèves des classes dites de « forts » voient leur motivation augmenter, alors que, à long terme, chez les élèves des classes dites de « faibles », lamotivation diminue. L’hypothèse avancée pour expliquer ce phénomène est que l’environnement pédagogique offert à ces derniers est plus pauvre que celui dans lequel se trouvent les premiers.Enfin, en ce qui concerne la transition entre les ordres d’enseignement, il ne semble pas existerd’études portant sur l’effet du passage de la maternelle au primaire sur la motivation des enfants.Quant au passage du primaire au secondaire, il est prouvé , comme nous l’avons signaléprécédemment, que la motivation des enfants à l’égard de certaines matières commence àdiminuer au deuxième cycle du primaire, et que cette tendance à la baisse se poursuit ausecondaire. Nombre de personnes du milieu scolaire québécois en arrivent à la même conclusion, bien que l’ampleur du phénomène n’ait pas encore été mesurée ici.Si l’on tient compte de tous les facteurs liés au milieu familial et à l’école, et ce, sanscompter les facteurs liés à la société, on se demande si l’enseignant peut encore fairequelque chose pour susciter la motivation de ses élèves.Étude après étude, les résultats confirment le rôle primordial de l’enseignant sur la motivation des élèves. Ce rôle, il le joue en prenant en considération les facteurs liés à la classe. Ceux qui semblent avoir le plus d’effet sur la motivation et qui ont fait l’objet de nombreuses études sontles activités pédagogiques proposées, l’évaluation, le système de récompenses et de sanctions et l’enseignant lui-même. Que sait-on sur chacun de ces facteurs?À propos des activités pédagogiques, on décèle au moins six conditions importantes à remplirpour qu’elles puissent susciter la motivation des élèves :a) avoir une certaine signification pour les élèves, c’est-à-dire qu’elles doivent correspondre àleurs champs d’intérêt, s’harmoniser avec leurs projets personnels et répondre à leurspréoccupations;b) représenter pour eux un défi à relever;c) mener à des réalisations semblables à celles qu’ils retrouvent dans la vie courante, commeune affiche, une vidéo, un spectacle;d) être d’un niveau de difficulté qui exige de s’engager sur le plan cognitif;e) les responsabiliser en leur permettant de faire des choix;f) comporter des objectifs et des consignes clairs. On peut souhaiter que toutes les activités pédagogiques proposées aux élèves satisfassent à cesconditions, mais il est plus réaliste de penser qu’un enseignant se fixera cet objectif pour desprojets ou des démarches pédagogiques comprenant plusieurs activités.Par ailleurs, il ressort des différentes études que les pratiques évaluatives qui ont pour but decontrôler ou qui amènent les élèves à se comparer entre eux (par exemple, affichage des notes ou présentation des résultats à l’ensemble de la classe) ou à être en compétition (par exemple,attribution d’un prix ou d’un privilège aux meilleurs élèves) peuvent les motiver à avoir de bonsrésultats, mais elles font généralement obstacle à leur motivation à apprendre. Les pratiquesévaluatives axées sur le rendement nuisent particulièrement à la motivation des élèves ditsfaibles. Se voyant toujours au bas de l’échelle, ces élèves sont portés, pour protéger leur imagede soi, à utiliser des stratégies d’évitement plutôt que de travailler réellement. De plus, lespratiques évaluatives centrées sur le rendement incitent les élèves à croire que les seules activités importantes en classe sont celles qui sont notées. Enfin, dans un contexte scolaire où seul le rendement est pris en considération, un grand nombre d'élèves choisiront les activités faciles plutôt que celles qui les obligent à relever un défi.En ce qui a trait aux récompenses et aux sanctions, on se souviendra que, sous l’influence de lapsychologie behavioriste, un grand nombre de recherches menées dans les années 60 ont montré que le fait de récompenser les élèves lorsqu'ils adoptent un comportement souhaité les motive à le répéter. Toutes les façons de les récompenser mises en avant dans les classes par la suite sont fortement contestées par des chercheurs d'inspiration cognitiviste. En fait, ces derniers ne doutent pas que l'on puisse inciter un élève à accomplir une activité d'apprentissage en le récompensant, mais ils nous mettent en garde contre l'effet de surjustification, qu'entraînent les récompenses. Cet effet se produit lorsque la motivation intrinsèque d'un élève diminue du fait même qu’une récompense se rattache à l’accomplissement de l’activité demandée. En d'autres termes, récompenser un élève l'amène à ne plus travailler pour le plaisir d'apprendre, mais pour obtenir des récompenses. L'effet de surjustification peut expliquer pourquoi des élèves, incités à travailler pour obtenir une bonne note dans leur bulletin ou pour recevoir des prix d'excellence, ont de la difficulté à se motiver dans une classe où l’on ne leur demande que de travailler dans le « simple » but d'apprendre. Des nuances doivent cependant être apportées en ce qui concerne ceteffet. Dans leur recension des recherches, Tang et Hall7 concluent que les récompenses peuvent favoriser la motivation intrinsèque, quand celle-ci est faible au départ, ou quand les récompenses se présentent sous forme de commentaires positifs qui aident les élèves à se considérer comme capables d'accomplir l'activité demandée. Par contre, les récompenses diminuent la motivation intrinsèque des élèves lorsque, au départ, leur motivation intrinsèque est élevée, lorsqu’ils s'attendent à être récompensés pour avoir accompli l'activité demandée et lorsque la récompense à venir est d’ordre matériel (par exemple, prix, argent scolaire, etc.).Enfin, de nombreuses recherches ont porté sur l’effet que peut avoir l’enseignant sur lamotivation des élèves. Les premières avaient pour objet les traits de personnalité de l’enseignant.On voulait savoir si un enseignant chaleureux avec ses élèves, c’est-à-dire ouvert, ayant le sensde l’humour, empathique, etc., avait plus d’influence sur leur motivation qu’un enseignant sévère et strict. Les résultats se sont révélés concluants dès que les chercheurs ont ajouté aux traits de personnalité d’un enseignant chaleureux, sa compétence à organiser et à gérer sa classe d’une manière efficace. Ainsi, un enseignant considéré comme chaleureux suscitera la motivation de ses élèves, s’il sait créer une atmosphère favorable à l’apprentissage en les mettant à contribution dans les décisions relatives à la gestion tout en leur faisant respecter les règles de travail et de conduite qui en découlent.Par le passé, il a été établi que certains enseignants portent une attention particulière aux élèves qu'ils estiment intelligents et motivés et négligent ceux qu’ils considèrent comme faibles. Plusrécemment, on a démontré que de tels comportements ont un effet négatif sur la motivation desélèves faibles, à condition que ces derniers soient conscients que l’enseignant les néglige audétriment des autres élèves. Eccles et ses collègues croient que ce sont les filles, les élèves endifficulté et ceux qui viennent des groupes minoritaires, par exemple, les immigrants, qui sont les plus susceptibles de se démotiver à cause de comportements désintéressés de la part desenseignants.Voilà donc très brièvement l’état des recherches sur les facteurs liés à la classe qui influent leplus sur la motivation des élèves. Il ne faut pas oublier toutefois que la très grande majorité desrecherches dont nous venons de rapporter les résultats ont été menées aux États-Unis.Ler mais
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May 26 2010, 5:38pm | Comments »




