(...)A prática com esta experiência tem mostrado o quanto temos dificuldade de falar e/ou escrever sobre o vivido. Parece que a trajetória cultural da escola é embotadora desta habilidade e o individualismo social estimulado nos dias de hoje também não favorece este exercício. Além disso, a construção da idéia de que o saber cotidiano distancia-se do conhecimento científico, também foi responsável pela não exploração desta histórica forma de construir informações. Greenne (1995,p.84), abordando a formação docente e refletindo sobre esta situação afirma que, freqüentemente, o professor é tratado como se não tivera vida própria, como se não tivera corpo, uma linguagem, uma história ou uma interioridade...Sua biografia pessoal foi esquecida, assim como as diferentes maneiras com as quais expressa a si mesmo através da linguagem, dos horizontes que percebe, as perspectivas com as quais olha o mundo.A perspectiva de trabalhar com as narrativas tem o propósito de fazer a pessoa tornar-se visível para ela mesma. O sistema social conscientemente envolve as pessoas numa espiral de ação sem reflexão. Fazemos as coisas porque todos fazem, porque nos disseram que assim é que se age, porque a mídia estimula e os padrões sociais aplaudem. Acabamos agindo sobre o ponto de vista do outro, abrindo mão da nossa própria identidade, da nossa liberdade de ver e agir sobre o mundo, da nossa capacidade de entender e significar por nós mesmos. Para o educador esta perspectiva é fatal, porque não só ele se torna vítima destes tentáculos, como não consegue estimular seus discípulos a que se definam a si mesmos como indivíduos.É preciso recuperar a condição da racionalidade prática tão bem explicitado por Pérez Gomez para dizer que o professor tem de ser o sujeito da análise que faz de seu próprio cotidiano, implicando a imersão consciente do homem no mundo de sua experiência, num mundo carregado de conotações, valores, intercâmbios simbólicos, correspondências afetivas, interesses sociais e cenários políticos (1992, p.103). Texto Integral
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Conta-me, agora!
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October 10 2010, 4:05pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A narrativa na (re)construção da profissionalidade docente
http://terrear.blogspot.com/2010/10/narrativa-na-reconstrucao-da.html
Esta investigação visa estudar o impacto formativo de narrativas na educação de professores. A revisão bibliográfica explorou as duas abordagens da narrativa – psicologia cultural (Bruner), o uso de narrativas na psicoterapia cognitiva (Gonçalves) – e abordagens pedagógicas da narrativa (Egan, Máximo- Esteves). A metodologia seguiu uma abordagem qualitativa. É baseada no estudo do uso de três narrativas – A Gata Borralheira e as Manas Mais Velhas, A Pastora Errante e Magia na Escola – em cursos de licenciatura e de mestrado. A observação participante das aulas, a análise de documentos, sobretudo do material usado nessas aulas, e as entrevistas semi-estruturadas para recolha de opiniões e representações dos estudantes, foram os meios técnicos usados. O autor das histórias foi também entrevistado. A análise de conteúdo de documentos, notas de campo e entrevistas, permitiram a emergência de categorias abrangentes como as de Educação, Pedagogia, Criança, Professor, e Culturas Profissionais. A abordagem holística das narrativas foi analisada como um meio de ligar, tal como a Pedagogia faz, crenças, teorias e práticas. A investigação sustenta o grande valor pedagógico de narrativas, tanto para o desenvolvimento de professores como para o uso didáctico na sala de aula.Acesso à dissertação de Maria de Fátima Peixoto
October 10 2010, 3:36pm | Comments »
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