Dado o interesse suscitado pela recente entrevista do astrofísico Stephen Hawking aos leitores da "Time", traduzi mais duas das dez respostas que deu, agora sobre o espaço e a consciência:"-Pensa que a nossa civilização sobreviverá o suficiente para dar o salto para o espaço profundo?" (Harvey Bethea, Stone Mountain, Ga.)- Penso que temos uma boa probabilidade de sobreviver o tempo suficiente para colonizar o sistema solar. No entanto, não há nenhum sítio tão adequado como a Terra, de modo que não é claro se sobreviveremos se a Terra ficasse impracticável para ser habitada. Para assegurar a nossa sobrevivência a longo prazo temos de chegar até às estrelas. Isso vai demorar muito mais tempo. Resta-nos desejar que consigamos lá chegar.- O que julga que acontece à nossa consciência depois da morte? Elliot Giberson, Seattle- Penso que o cérebro é essencialmente um computador e a consciência é como um programa de computador. Deixará de funcionará quando o computador for desligado. Teoricamente, poderia ser recriado num rede neuronal, m,as isso seria muito difícil, uma vez que exigiria todas as memórias de uma pessoa."
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HAWKING SOBRE O ESPAÇO E SOBRE A CONSCIÊNCIA
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November 11 2010, 1:48am | Comments »
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DAMÁSIO DIXIT
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Mensagem recebida do nosso leitor Augusto Kuettner Magalhães:Mais uma excelente entrevista na revista Pública, a António Damásio, o neurocientista português a ensinar, investigar e escrever nos Estados Unidos. Grande cientista português!Sem medos e sem tabus estuda o cérebro, a consciência, as emoções, o eu.Frases interessantes da entrevista:- Gosto de escrever e gosto de conseguir explicar bem o que penso.- Não há razão nenhuma para que os artigos científicos sejam escritos de forma maçadora, num mau estilo ou numa língua pouco trabalhada. Devem ser tão bem escritos como as peças literárias.- …há também pessoas que suspeitam ou temem que tanta biologia, que uma abordagem tão com pletamente biológica do ser humanos, possa de algum modo reduzir a dignidade humana.- … como é que nasce a mente, como é que nasce o eu e como é que se constrói a mente consciente?- a criação da mente propriamente dita reside na capacidade que o cérebro tem de criar mapas neurais que vão dar origem a imagens.- … são imagens que começam a ser geradas ao nível do tronco cerebral, numa região do cérebro que está naquilo que eu descrevo no livro como uma união, uma fusão praticamente completa com o corpo.- Quando olhamos para o mar, não vemos apenas o azul do mar, sentimos que estamos a viver esse momento de percepção.- A ínsula é um córtex com uma parte mais moderna e permite repetir com maior pormenor aquilo que já está no tronco cerebral em matéria de sentimentos.
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October 19 2010, 10:07am | Comments »
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Os desafios éticos das neurociências
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Informação recebida pelo de Rerum Natura.As neurociências estudam as várias abordagens científicas que nos levam a melhor compreender o nosso cérebro e a tratar as suas disfunções. A importante evolução que conheceram nestes últimos vinte anos levanta hoje novas questões. A bio-imagem funcional (tema mesa redonda 1), técnica importante para a investigação médica cuja precisão tem aumentado consideravelmente, vê cada vez mais a sua utilização em áreas judiciais, militares e sociais. O campo de aplicação da estimulação intra-cerebral (mesa redonda 2), técnica utilizada há mais de 20 anos no tratamento sintomático dum certo número de problemas neuropsiquiátricos estendeu-se recentemente de forma impressionante. Até onde a utilização da estimulação irá chegar ? Com a Psicofarmacologia (mesa redonda 3) o mesmo problema se coloca e a questão surge aqui também, até onde deve ir a terapia ?Para responder a estas questões e a muitas outras, investigadores, médicos, jornalistas e políticos, franceses e portugueses, irão debater a 31 de Maio de 2010 (das 9h30 às 19h30), em Lisboa, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.Jean-Pierre Changeux, neurobiólogo, Professor do Collège de France e Director do laboratório de Neurobiologia Molecular do Instituto Pasteur inaugurará o colóquio com uma conferência intitulada : A caminho de uma neurociência da pessoa humana.A entrada é gratuita.Inscrição e mais informação: celine.martins@diplomatie.gouv.fr / 21 393 91 69 .Fundação Calouste GulbenkianAv. de Berna, 45A1067-001 LisboaTransportes públicos: Metro: S. Sebastião (linhas Azul e Vermelha)Autocarros: 16, 718, 726, 742, 746, 56
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May 19 2010, 7:32am | Comments »
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Descascar a fruta
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O habitual destaque para a crónica de J.L. Pio de Abreu no "Destak" de hoje (na figura quadro de Caravaggio):O que nos faz mexer com agrado não é o próprio prazer, mas sim o esforço feito para o obter. A chave deste paradoxo é uma molécula que dá pelo nome de dopamina. Ela liberta-se, nos nossos neurónios, sempre que as coisas estão a correr no sentido da expectativa desejada. A expectativa realizada reforça este caminho mas, por si, não é tão intensa como os passos dados até lá. O facto é que, obtido o desejo, cessa a libertação de dopamina.Este pormenor explica porque é que os alpinistas se torturam para chegar ao cume de um monte, porque é que os toxicodependentes insistem na difícil obtenção da droga que, a partir de certo ponto, apenas lhes traz mais dores, ou porque é que o amor difícil é o que se vive mais intensamente. Mas ajuda-nos também a perceber que a melhor forma de fortalecer a vontade é adiar a recompensa.Na sociedade do "pronto-a-vestir" as recompensas estão na montra e serão obtidas logo que se arranje o dinheiro suficiente. A dopamina vira-se então para o "vil metal", o único caminho para todos os prazeres. Onde está o prazer de cozinhar, de construir um brinquedo, de bordar uma colcha, de preparar um encontro? Tudo sucumbiu perante o tempo dedicado à obtenção do dinheiro.Para aqueles que foram bem treinados na vontade de ganhar dinheiro, fica o golfe. Chegar ao primeiro, segundo e outros buracos, é incentivo suficiente para a expectativa de alcançar o décimo oitavo. Para os outros, resta o prazer de descascar a fruta antes de a comer. Pelo menos, enquanto os supermercados não a venderem já sem casca.J.L. Pio Abreu
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November 6 2009, 6:38am | Comments »
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Egas Moniz. 60 anos do Nobel - Colóquio no Museu da Ciência
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Do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra recebemos esta informação.
Um conjunto notável de descobertas científicas realizadas por Egas Moniz valeram-lhe a atribuição do Prémio Nobel da Medicina há 60 anos. Este permanece o único Prémio Nobel português de ciência.
Aproveitando a efeméride, durante a semana do cérebro, o Centro de Neurociências e Biologia Celular, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX convidaram neurocientistas, neurocirurgiões e historiadores para debaterem o que significam hoje as descobertas deste importante cientista português.
O colóquio ´Egas Moniz. 60 anos do Nobel´ procura ajudar a conhecer e compreender a importância das decobertas, os meandros da sua investigação e ainda as consequências sociais da atribuição do Nobel.Dia 18 de Março PROGRAMA
10H00-10H15: Recepção
10H15-10H30: Abertura
10H30-11H15 Catarina Resende de Oliveira Egas Moniz e a arte de investigar Centro de Neurociências e Biologia Celular
11H15-11H30: Cofee-break
11H30-12H15 Alexandre Castro Caldas A justificação de um Prémio Nobel ICS - Universidade Católica Portuguesa
12H15-13H00: Debate moderado por João Rui Pita
14H30-15H15 Miguel Castelo Branco Egas Moniz – os dilemas de um experimentalista visionário IBILI
15H15-16H00 Fernando Gomes Psicocirurgia de Egas Moniz à actualidade HUC
16H00-16H15: Cofee-break
16H15-17H00 Manuel Correia Egas Moniz: controverso e incontornável (1949-2009) Instituto Superior Técnico | CEIS20
17H00-17H45: Debate moderado por João Rui Pita
March 16 2009, 3:24am | Comments »
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