A Donone acordou pagar 21 milhões de dolares no âmbito de acordo com os reguladores norte-americanos, por causa do "activia challenge", uma charlatanice pseudo-científica que consiste em convidar pessoas (jornalistas, de preferência) a comer iogurtes num hotel de luxo durante quinze dias e a olhar para as próprias fezes, para concluir que o activia "regula o trânsito intestinal" ou que cura uma treta qualquer que passa sozinha.A Danone reconheceu ainda no âmbito do acordo que não há qualquer evidência que os iogurtes com pro-bióticos façam aquilo que eles dizem que fazem. Não sem acrescentar que "milhões de pessoas acreditam firmemente nos benefícios para a saúde dos iogurtes da danone" e que lhes vão continuar a vender iogurtes.Não sei quantos iogurtes são 21 milhões de dolares, mas dá-me ideia que isto não afecta o trânsito intestinal dos marketeers da Danone.
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IOGURTEGATE
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December 21 2010, 8:49am | Comments »
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Medicamentos para emagrecer: sim ou não?
http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/medicamentos-para-emagrecer-sim-ou-nao.html
Do livro "Emagrecer é...", de Ana Carvalhas, que acaba de sair na Gradiva, publicamos um pequeno excerto sobre medicamentos para emagrecer:"Algumas pessoas que sofrem de excesso de peso chegam à minha consulta com a esperança de que lhes prescreva não só uma “dieta” mas também mais "qualquer coisa" que ajude a alcançar o pretendido objectivo de emagrecer. A ideia de perder peso de um modo fácil e rápido está geralmente associada ao recurso a medicamentos, embora as complicações resultantes da administração de vários medicamentos dietéticos, verificadas ao longo de décadas, coloque em dúvida a boa relação benefícios/riscos desta prática. Nos anos 30 do século passado, o fármaco da moda para emagrecer era o dinitrofenol, um produto que ajudava o corpo a queimar as gorduras. Infelizmente, também provocava cegueira e morte. Nas décadas de 50 e 60, quem queria emagrecer tomava anfetaminas para suprimir o apetite e acelerar o metabolismo, até se ter concluído que essas pessoas ficavam paranóicas e, quando paravam de as tomar, sentiam-se deprimidas e ficavam em risco de criar dependência do medicamento e de ter problemas cardíacos. Perante tal situação, e para minimizar estas reacções adversas, a Food and Drug Administration (FDA), organismo que detém a responsabilidade da supervisão da qualidade dos produtos de consumo nos Estados Unidos, exigiu que o período de ingestão destes medicamentos não fosse suferior a três meses.Entre nós e, recentemente, fizeram furor dois médicos que faziam a prescrição de medicamentos manipulados. O tempo veio mostrar que, por um lado, a utilização de alguns dos ingredientes dos comprimidos (todos nos lembramos da polémica da utilização do pó de tiróide e de hipófise dos comprimidos do Doutor Tallon) prejudicou a saúde dos seus utilizadores e, por outro lado, os doentes, quando deixaram de tomar os medicamentos, não só recuperaram os quilos perdidos mas também ganharam mais alguns como bónus indesejado. As pessoas gastaram tempo, dinheiro e saúde totalmente em vão.Por sua vez, a sibutramina, de nome comercial Reductil, ajudava a controlar o apetite por ser um inibidor de recaptação de serotonina e norepinefrina que actuava aumentando os níveis desses dois neurotransmissores. Foi suspensa a sua venda no início do ano de 2010 porque se provou que aumentava o risco de eventos cardiovasculares graves.O único medicamento, actualmente no mercado, considerado suficientemente seguro (tanto quanto se pode dizer hoje) para ser utilizado num tratamento com o máximo de um ano é o orlistato, que funciona como inibidor da lipase, uma enzima produzida no pâncreas. Este medicamento, comercializado em Portugal com os nomes Xenical e Alli, impede que cerca de 30 por cento da gordura alimentar seja digerida e absorvida no intestino. Os efeitos indesejáveis são a produção de fezes oleosas, o descontrolo das dejecções e a má absorção de vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K). Aconselha-se, por isso, quem esteja a tomar orlistato que compense essa falta com suplementos destas vitaminas. Deve ainda ter em atenção a falta de vitamina B12 e de ferro.A prescrição de qualquer medicamento para emagrecer implica sempre a recomendação de uma dieta baixa em calorias e o aumento do exercício físico. O medicamento por si só, sem uma orientação alimentar adequada, não permite mais do que uma pequeníssima redução de peso. E o peso perdido será recuperado imediatamente logo que se termine a medicação.Por seu lado, as infusões e outros produtos, à venda em farmácias e ervanárias, anunciados insistentemente como “devoradores de gordura” com “efeito super-adelgaçante”, principalmente nas vésperas da época balnear, não são mais do que pura charlatanice. Acha a leitora ou leitor que, se acaso houvesse um produto milagroso que devorasse gorduras, que os Estados Unidos e os outros países desenvolvidos continuavam a ter o problema da obesidade que hoje têm?A lipoaspiração, um método também muito procurado por pessoas que pretendem perder peso de um modo fácil e rápido, não é propriamente um método de emagrecimento. Apesar dessa cirurgia ser a campeã das cirurgias plásticas, ela envolve grandes riscos para a saúde e de vida. A lipoaspiração servirá apenas e quando muito para remover gordura localizada que o exercício físico e as dietas não conseguiram eliminar. E o que dizer da tão apregoada “lipo não invasiva”, uma técnica que promete reduzir o número de células de gordura no organismo sem os inconvenientes da cirurgia? O processo utiliza ultra-sons que rompem as membranas dos adipócitos (células gordas) libertando a gordura no sistema linfático para ser posteriormente eliminada pela urina. Este método apesar de ser utilizado em mais de 50 países não foi ainda aprovado pela FDA, nos Estados Unidos. Tenho muitas dúvidas acerca da segurança da sua utilização. A ver vamos! Emagrecer completamente sem esforço é uma utopia. A mudança de hábitos exige força de vontade e determinação. Este é o primeiro passo de um programa de perda de peso consistente e eficaz. O segundo passo será procurar uma ou um nutricionista, o profissional de saúde mais habilitado para acompanhar uma pessoa decidida a emagrecer, primeiro, durante todo o processo de emagrecimento e, depois, durante o processo de manutenção do peso, que é tão importante como o anterior. O terceiro passo será, obviamente, seguir aquilo que o nutricionista prescrever para o caso individual.A conclusão é esta: não há, de facto, medicamentos ou quaisquer outros produtos que sejam milagrosos para o emagrecimento. Sabendo isto, pergunto: Valerá a pena tomar medicamentos para emagrecer?"Ana Carvalhas
October 31 2010, 3:30pm | Comments »
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PREFIRA A DIETA DA FÍSICA
http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/prefira-dieta-da-fisica.html
Destaqque para a coluna do físico Robert Park "What's New":DIET PILLS: SORRY, WE’RE BACK TO THE "PHYSICS DIET."During our first 200,000 years or so, Homo sapiens ate food like plump grubs from beneath rotting logs, and turtle eggs buried on the beach. Although not as convenient as McDonald's fare, it was least as tasty, and obesity was never a problem. Obesity raises concerns about heart attacks and strokes. Earlier this month, after 13 years on the market, the FDA forced the withdrawal of Meridia citing the risk of – heart attacks and strokes. Go figure! According to a story by Andrew Pollack on the front page of this morning's New York Timeshttp://www.blogger.com/img/blank.gif, the FDA has now rejected Qnexa, aother diet pill, because of concerns about birth defects and heart problems. Just last week the FDA declined to approve a drug because it caused tumors in rats. Use the Physics Plan: "Burn more calories than you consume."
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October 30 2010, 8:23am | Comments »
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HUMOR: Defensores dos direitos animais querem acabar com o conceito de predação e outros anacronismos desanimais
http://dererummundi.blogspot.com/2010/01/humor-defensores-dos-direitos-animais.html
"Mal posso esperar por um bom naco de tecido muscular estruturado com sistema vascular na brasa", revelou ao IP um vegetariano desejoso que os próximos cinco anos (o tempo previsto para que a carne in vitro possa chegar às prateleiras dos supermercado) passem a correr. Mas as organizações de defesa dos direitos dos animais querem que o tecido muscular estruturado produzido in vitro chegue a todo o reino animal: "que justificação há para o morticínio das zebras e toda essa violência da cadeia alimentar? Porque não podem todos os animais viver em paz, comendo carne artificial?", questiona o responsável pela organização ambientalista PETA, que confessou no entanto não saber o significado da palavra "anacronismo", situação em que o repórter IP também não pôde ajudar.David Marçal, no Inimigo Público
January 9 2010, 12:07pm | Comments »
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DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/dia-mundial-da-alimentacao.html
Hoje é Dia Mundial da Alimentação. Para ver melhor o mapa da fome no mundo clique sobre a imagem. Para ler um comentário a propósito do dia clique aqui.
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October 16 2009, 7:38am | Comments »
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Sítios 3: Comer bem até aos 100
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/sitios-3-comer-bem-ate-aos-100.html
Já aqui referimos o blpgue "Comer bem até aos 100" sobre alimentos, nutrição, saúde e longevidade. A última notícia interessante é sobre as propriedades do vinagre, mas há lá outras...
September 28 2009, 5:33pm | Comments »
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Magalhães e Obesidade
http://dererummundi.blogspot.com/2008/10/magalhes-e-obesidade.html
Sobre a distribuição massiva de computadores às crianças, novo post de Rui Baptista (ele foi o autor do post publicado aqui no ano passado sobre a distribuição de computadores nas escolas, que mereceu 36 comentários e 4 links): "É preferível que as crianças joguem mal a verem jogar bem" (Bertrand Russel) Numa altura em que o tempo passado em frente do computador já superioriza para muitos jovens as largas horas diárias frente aos ecrãs de televisão, o post “Livros e Magalhães”, aqui publicado, da autoria de J. Norberto Pires, mereceu este oportuno comentário de Fernando Martins: [O Magalhães] “vai ser levado para casa, para sedentarizar e embrutecer a esmagadora maioria dos nossos alunos. E gordos e burros já temos que chegue na nossa sociedade”. O assunto merece atenção. E esse merecimento não é de agora... Em 1960, o futuro presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy (1961-1963), escreveu na revista Sports Illustrated, com o título “The Soft American” (“O Americano Mole”), um artigo que ganhou um prémio da American National Recreation Association. Dele transcrevo este excerto: “O facto desagradável do problema é que também se regista um grande e crescente aumento de jovens americanos que estão a descuidar do seu corpo – cuja aptidão física não é aquela que devia ser – e que se estão a tornar moles. E este amolecimento dos cidadãos pode ajudar a enfraquecer e a destruir a vitalidade da nação”. O que está hoje em debate entre nós é a distribuição entre nós de computadores a alunos do primeiro ciclo do ensino básico que fazem perigar a saúde física dessas crianças por ser actualmente atribuído ao sedentarismo uma larga quota de responsabilidade no desencadear do que a Organização Mundial de Saúde considera como “a epidemia do século XXI” – a obesidade. É bem verdade que o computador ajuda não só os cientistas e técnicos como os cidadãos comuns, que passam muito tempo sozinhos frente ao ecrã. Mas será bom fomentar a “solidão informática” em crianças de tenra idade cortando-lhes o cordão umbilical de uma sociabilização tão necessária ao seu desenvolvimento individual? Na Europa, segundo Carla Pedrosa e Isabel Albuquerque, nutricionistas do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição do Hospital Infante Dom Pedro, em Aveiro, ocupamos o terceiro lugar no ranking das crianças entre os sete e os nove anos de idade com maior prevalência de obesidade. Essas idades correspondem a um período essencial para o crescimento das crianças através de brincadeiras, permitindo que as nossas crianças, quando chegarem à idade adulta, venham a fazer eco da amargura de John Locke (1632-1704): “Eu nunca fui criança porque nunca brinquei”. As questões associadas à obesidade vão muito para além de aspectos meramente estéticos já que têm implicações psicológicas numa idade em que os companheiros de escola são de uma crueldade tremenda para todos quantos saiam da norma (os versos de Ribeiro Couto (1898-1963) glosam o tema: “Que gorda esta menina, que feia! /Que gorda esta menina, que feia!/ E ela chora de infelicidade!...”). Mas há pior. Segundo dados apresntados no VIII Congresso Mundial de Adolescência, realizado em 2005, mais de 90 por cento dos jovens obesos portugueses têm factores de risco cardiovascular associados. Pelo menos 44 por cento apresentam associadas a esta patologia tensão arterial elevada e níveis de colesterol acima do normal sendo candidatos a um enfarto do miocárdio na meia-idade. Porque, na poesia pessoana, “o melhor do mundo são as crianças”, entendo que não se trata de uma questão de somenos importância. Trata-se de um grave assunto de saúde pública!
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October 14 2008, 8:20am | Comments »
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