Uma das obsessões que os responsáveis políticos da Reforma, os assessores de formação e os teóricos da pedagogia podem ter é a de considerar fundamental que os professores distingam com precisão quais as diferenças existentes entre um PEE (Projecto Educativo de Escola) e um PCE (Projecto Curricular de Escola) e entre estes e um Plano de Escola... A outra face desta obsessão é a preocupação dos professores em encontrar modelos seguros para realizar um bom projecto educativo. A estratégia que se estabelece, a partir desta concepção verticalmente descendente segue os seguintes passos:1. Os teóricos definem o PEE e o PCE e estabelecem as diferenças existentes entre ambos.2. Os peritos ou os assessores explicam aos professores esses novos conceitos (independentemente de os professores terem interesse e preocupação em conhecê-los).3. Não se faz alusão aos meios necessários para que esses conceitos possam ser colocados em prática de forma real e eficaz.4. Não se explica o porquê de colocar em andamento esses procedimentos e em que medida afectam os que já estavam em curso.5. Nas Escolas não existe uma equipa configurada como tal que formule um nós de forma coesa, estável e consistente.6. Aplica-se a estratégia indiscriminadamente a todas as Escolas, sem ter em conta o seu tamanho, configuração do quadro de pessoal, história, condições...Pois bem, na minha maneira de ver, a sequência deveria ser exactamente ao contrário, de carácter ascendente, a saber:1. Cada Escola constitui uma realidade completamente única, que tem uma configuração, um contexto e uma história diferentes.2. Há que criar ou desenvolver condições que permitam falar de um nós, de uma equipa coesa e coerente.3. Há que gerar condições e oferecer explicações que permitam descobrir o porquê da importância do novo enfoque e a compensação pessoal e social que isso acarreta. 4. É preciso dar os meios necessários (tempo, dinheiro, estímulos...) para que esse discurso possa ser levado à prática.5. Os professores solicitarão ajudas externas que desenvolvam a sua iniciativa, facilitem os seus trabalhos e apoiem nas suas dificuldades.6. Desse trabalho entendido como investigação, surgirão ideias novas e novas concepções. Na primeira sequência é provável que o professor reaja sentindo-se pouco inteligente caso não entenda as definições conceptuais (os peritos conseguiram produzir um intrincado discurso semântico a esse respeito), pouco responsável se não quiser dedicar o tempo necessário que essa nova faceta proposta exige ou pouco hábil se não é capaz de accionar as estratégias necessárias para levar a cabo o projecto. Daí o pedido de explicações externas, a atitude de passividade e o desejo veemente de encontrar modelos e receitas que lhe indiquem como tem que fazer as coisas para as fazer bem. Em suma, para fazer um bom projecto seria necessário olhar mais para o modelo que outros fizeram, do que para a escola onde se trabalha.Miguel Santos Guerra. Entre Bastidores - O lado oculto da organização escolar. Porto: ASA
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Lógicas de Acção
http://terrear.blogspot.com/2009/03/logicas-de-accao.html
March 8 2009, 12:32pm | Comments »
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Organização do trabalho escolar
http://terrear.blogspot.com/2009/02/organizacao-do-trabalho-escolar.html
Um livro essencial:Pour apprendre, il faut travailler. Et pour travailler, il faut que le travail soit organisé. Ordres, filières, cycles, degrés, programmes, classes, horaires, leçons : l’école découpe l’espace et le temps ; elle organise le travail des maîtres qui organisent à leur tour celui de leurs élèves. Au final, c’est dans l’interaction que des apprentissages adviennent, mais au moment et dans les conditions produites par le travail d’arrière-fond qui préstructure la relation.Pourquoi interroger l’organisation du travail scolaire ? Parce que c’est un puissant déterminant de ce que produit l’école, qu’elle sous-tend le travail en train de se faire et demeure souvent l’impensé des réformes et des débats sur les meilleures manières d’enseigner. Son opacité fait sa force : elle crée l’ordre des choses sur lequel prend ensuite appui la partie visible des activités. Le projet de ce livre est de faire le détour par l’étude empirique du travail scolaire pour comprendre et conceptualiser les rapports entre l’organisation de l’enseignement et les forces qui peuvent orienter ou contrarier son évolution.Texto integral
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February 24 2009, 3:56pm | Comments »
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La transgression, une dimension oubliée de l’organisation
http://terrear.blogspot.com/2009/02/la-transgression-une-dimension-oubliee.html
Infelizmente só o resumo:Cet article théorique cherche à réhabiliter le rôle de la transgression des règles dans l’organisation. Critiquant la condamnation systématique de tout phénomène transgressif par les sciences de gestion, nous cherchons à montrer qu’une partie du phénomène ne doit pas être comprise comme une pathologie de l’organisation, mais bien comme un élément de son fonctionnement normal. L’analyse stratégique (Crozier et Friedberg) et la théorie de la régulation conjointe (Reynaud) peuvent ainsi être mobilisées pour montrer combien l’acte transgressif peut avoir une dimension positive dans le fonctionnement organisationnel. This theoretical paper argues for a strategic role of rule transgression in organization whereby transgression is understood as an element of normal functioning rather than as a pathology of organization. Following strategic analysis (Crozier and Frieberg) and joint regulation (Reynaud), we analyze rule breaking as a practical means to resolve organizational contradictions.Plan de l'article• I. LA TRANSGRESSION COMME LIEU DE NÉGOCIATION— 1. L’analyse stratégique, ou l’affrontement égoïste d’intérêts particuliers— 2. La théorie de la régulation sociale : l’approche de Jean-Daniel Reynaud• II.UN MÉCANISME DE CONCILIATION DES CONTRADICTIONS QUI PROFITE À L’ORGANISATION— 1. L’utilisation de l’ambiguïté par les acteurs— 2. L’entreprise médiatrice des contradictions• CONCLUSION• BIBLIOGRAPHIEFonte
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February 24 2009, 2:48pm | Comments »
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Há mais de dois anos que
http://terrear.blogspot.com/2009/02/ha-mais-de-dois-anos-que.html
explicava a lógica do simulacro e do faz-de-conta. Não vale a pena repetir-me. O sistema educativo e o sistema de escolas só pode ser compreendido e explicado à luz das teorias pós-burocráticas e pós-estruturalistas. E os professores só conseguirão sobreviver à asfixia se mudarem de lente teórica e de paradigma de acção. Muito lamento, mas as teorias que nos guiam só nos levarão à travessa do túnel.
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February 10 2009, 1:36pm | Comments »
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Qualidade na gestão escolar - contributo para o sucesso no ensino
http://terrear.blogspot.com/2009/02/qualidade-na-gestao-escolar-contributo.html
Identificar qual a frequência com que os gestores escolares adoptam determinados comportamentos, os quais foram previamente traduzidos em sete dimensões a saber: estimula uma visão, actua pelo exemplo, fomenta a aceitação de objectivos (“espírito de equipa”), transmite expectativas de um elevado desempenho; fomenta apoio individual, estimula intelectualmente e actua de modo transacional (recompensa contingente);Conhecer a opinião dos alunos acerca dos professores a nível do comportamento participativo, orientação prática, conscienciosidade pedagógica e (des)cortesia;Transmitir conhecimentos sobre os comportamentos, atitudes e valores a prevalecer nos líderes escolares e sua repercussão nos resultados finais dos respectivos discentes.O presente estudo consistiu, basicamente, na aplicação de dois questionários: um para os professores e outro para os seus alunos. Recolheram-se ainda os resultados da avaliação efectuada por aqueles sobre estes, com vista à verificação da necessária consistência das respostas aos referidos questionários.Texto integral
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February 8 2009, 3:58pm | Comments »
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Construção de uma medida de clima criativo em organizações
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Desenvolveu-se o presente estudo, que teve como objetivo definir as variáveis indicadoras de clima para a criatividade no ambiente organizacional. Para este fim, construiu-se um instrumento que foi aplicado a uma amostra de seis sujeitos de ambos os sexos, professores de uma Universidade Particular situada no interior de São Paulo. O instrumento citado é um questionário objetivo, baseado em estudos anteriores e contém 13 variáveis indicadoras de clima para a criatividade.As variáveis são:Motivação e Comprometimento, Dinamismo e Energia, Tempo para Idéias, Liberdade para Criar, Ludismo e Humor, Apoio às Idéias, Discussão e Debates, Ausência de Conflito, Confiança e Franqueza, Correr Risco, Suporte à Inovação, Salários e Benefícios e Tolerância às Diferenças.Os resultados foram aferidos pela análise de conteúdo das respostas decorrentes da coleta de dados. Os indicadores que tiveram menor número de respostas, ou seja, os mais difíceis de serem definidos foram: Motivação e Comprometimento e Dinamismo e Energia. Os resultados demonstraram uma boa consistência de conteúdos segundo as definições dos sujeitos e algumas definições coincidem com outras encontradas em estudos realizados no Brasil por outros pesquisadores. Podemos concluir que esses indicadores podem ser variáveis importantes no diagnóstico do clima para a criatividade no ambiente de trabalho.Palavras-chave: Indicadores de clima, Criatividade, Ambiente de trabalho.Texto Integral
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February 8 2009, 3:31pm | Comments »
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Das Lógicas da Exclusão
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O pensamento moderno ocidental é um pensamento abissal2. Consiste num sistema de distinções visíveis e invisíveis, sendo que estas últimas fundamentam as primeiras. As distinções invisíveis são estabelecidas por meio de linhas radicais que dividem a realidade social em dois universos distintos: o "deste lado da linha" e o "do outro lado da linha". A divisão é tal que "o outro lado da linha" desaparece como realidade, torna-se inexistente e é mesmo produzido como inexistente. Inexistência significa não existir sob qualquer modo de ser relevante ou compreensível3. Tudo aquilo que é produzido como inexistente é excluído de forma radical porque permanece exterior ao universo que a própria concepção de inclusão considera como o "outro". A característica fundamental do pensamento abissal é a impossibilidade da co-presença dos dois lados da linha. O universo "deste lado da linha" só prevalece na medida em que esgota o campo da realidade relevante: para além da linha há apenas inexistência, invisibilidade e ausência não-dialética.Boaventura Sousa SantosTexto integral
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February 7 2009, 12:57pm | Comments »
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O Actor e a sua Estratégia
http://terrear.blogspot.com/2009/02/o-actor-e-sua-estrategia.html
En general vivimos con una imagen falsa de lo que es la acción organizada. Sobrevaluamos demasiado la racionalidad del funcionamiento de las organizaciones. Las comparaciones que nos vienen a la mente son de tipo mecánico. Organización nos evoca, ante todo, un conjunto de engranajes complicados pero bien dispuestos. Pero esos engranajes son personas y los análisis han mostrado hasta que punto los comportamientos humanos son y seguirán siendo complejos y están lejos de una coordinación mecánica (determinismo simple).El hombre conserva siempre un mínimo de libertad, y nunca deja de valerse de ella para "combatir el sistema". Por eso, los estudios muestran que el condicionamiento y la manipulación no causan un verdadero efecto sino van unidos a la represión. La conducta de un individuo frente a sus superiores jerárquicos no corresponde a un simple modelo de obediencia y de conformismo, aun cuando esté moderado por una resistencia pasiva. Es el resultado de una negociación. Por supuesto, la autonomía del subordinado y las tradiciones técnicas y sociales del oficio, definen de una manera estrecha el campo de esta negociación. Pero la conducta del subordinado también está en función de las posibilidades de agruparse con sus colegas y de su capacidad para construir relaciones, comunicarse, gestar alianzas, y soportar las tensiones psicológicas propias de cualquier conflicto.EL ACTOR Y EL SISTEMA: Las restricciones de la acción colectivaMichel Crozier y Erhard Friedberg FonteUm livro de leitura obrigatória. Sobretudo para todos os dirigentes políticos.
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February 7 2009, 12:12pm | Comments »
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Nuevos modelos organizativos para la escuela del siglo XXI
http://terrear.blogspot.com/2009/01/nuevos-modelos-organizativos-para-la.html
El modelo organizativo de la escuela actual es heredado, principalmente, delnacimiento de dos revoluciones, la Francesa y la Industrial, aportando, laprimera, el logro que suponía que todos tuvieran derecho a la educación yla modernización de la administración y, la segunda, el planteamiento dela necesidad de alfabetizar a las clases trabajadoras, y, seguramente, de la aplicacióndel modelo de producción en serie al agrupamiento de los alumnos y la propiaorganización escolar asimilada a los procesos de producción industrial. Dudamosde que esta organización pudiera ser la mejor respuesta en algún momento, pero,desde luego, para la sociedad del siglo XXI se manifiesta obsoleta e inadecuada a lasnecesidades de los ciudadanos de nuestro tiempo.Por una parte, desde una perspectiva general de la institución escolar, las reformas y laspropuestas de mejora hechas en el siglo pasado, desde instancias externas a la propia escuela,desde las administraciones y desde instancias dedicadas a realizar estudios, especialmenteteóricos, sobre organización y gestión educativa, se han manifestado poco efi cacespara el logro del cambio real de la escuela, más allá de aportar nuevas nomenclaturas. Portanto, habrá que revisar y crear las condiciones para que cada escuela se convierta en protagonista de su propio cambio. Para ello necesitamos superar viejos corsés y ataduras quenos liberen de la “cultura instalada”, la fuerza de la inercia, para transformar la escuela enun espacio de autonomía pedagógica real, lugar de encuentro social, fl exible y participativo,que forme parte de su entorno y al que proporcione la respuesta educativa que necesita yque tenga sentido para los ciudadanos en el mundo que les ha tocado vivir.Texto integral
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January 31 2009, 4:36pm | Comments »
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As empresas mudarão. E as escolas?
http://terrear.blogspot.com/2009/01/as-empresas-mudaro-e-as-escolas.html
El paisaje en las empresas tal y como lo conocemos se transformará de aquí al año 2018. Eso es, al menos, lo que piensa un panel de expertos en Recursos Humanos reunidos por el portal Worforce Management. Según estos expertos, de empresas como Yahoo, SAP o Ernst & Young, las nuevas tecnologías y las redes sociales harán que el trabajo sea más flexible y que empiecen a imperar los “freelance”. El
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January 19 2009, 4:43pm | Comments »



