Não lêm os “clássicos”. Pobres adolescentes retardados. O jornalista George Stephanopoulos, da ABC News, vai entrevistar o candidato presidencial americano derrotado John McCain. No Twitter. Perguntas e respostas em 140 caracteres. São adolescentes. Idiotas. Não pensam.
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Aqueles adolescentes atrasados mentais da ABC News…
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March 15 2009, 6:56pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O tarólogo
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Em mais uma demonstração da sua coragem — <modo ironia> que alguns confundem, apressadamente, com cega soberba </modo ironia> –, Pacheco Pereira relembrou ao mundo que o seu comentário político não é sacado de um baralho de vulgar Tarot. O baralho dele é de outro calibre. As provas? As cartas que lançou há um ano, nas previsões para 2008. “O que eu disse há um ano sobre 2008 foi que “vamos continuar a empobrecer tão certo como dois e dois serem quatro”. A aritmética continua a ser fiável, continuamos a empobrecer. Disse também que “o governo terá a tentação de dar mais do que pode e deve, á medida que se aproximam eleições.” O governo de José Sócrates continua a ser fiável no seu eleitoralismo.” É efectivamente preciso ser um génio da bola de cristal para afirmar que “vamos continuar a empobrecer”. Todos os outros analistas, aliás, disseram o contrário: que 2008 ia interromper o ciclo de empobrecimento e íamos começar a enriquecer. Todos cegos. Todos menos ele, que previu com brilhantismo que “íamos continuar a empobrecer” e agora, muito aritmeticamente, quer cobrar-nos. A aritmética continua a ser tão fiável como a lógica. A lógica que nos permite concluir pela diferença qualitativa entre as cartas do baralho de Pacheco Pereira e os outros Tarots. Admitindo que sejam de melhor papel, dizem o mesmo: recorrentes banalidades. Ou não é uma carta de Tarot e, como tal, uma banalidade recorrente, a frase “o governo continua a ser fiável no seu eleitoralismo”? Isto é previsão de que um homem se gabe? “Depois há duas últimas previsões que estão na ordem do dia: “os partidos vão começar a arder por dentro” à medida que se aproximam eleições, e “vamos ter cada vez mais presidente”. Tivemos e ainda vamos ter mais. Não tenho aqui à mão as cartas do Tarot que foram lançadas no ano passado, mas peço meças“. Duas cartadas do mais clássico que se podem encontrar em qualquer baralho de tarólogo da política, incluindo os baralhos da loja dos chineses aqui do bairro a 1,5 euro. Os partidos “ardem por dentro” (gostei da prosa poética) sempre que se aproximam eleições, e nem mesmo o facto de se aproximarem três seguidas se me afigura possível de, de alguma forma miraculosa, alterar esse comportamento ancestral e repetido como uma missa. Pelo contrário, aconselha-nos a lógica e até mesmo, quiçá, a intuição. E dizer “vamos ter cada vez mais presidente” não significa nada, mas fica sempre bem dizer como cumprimento. É uma carta agradável. Faça o presidente o que fizer, podemos sempre concluir, no final do ano, que “tivemos mais presidente”. Como analista político, Pacheco Pereira hoje vale isto. Um conjunto de recorrentes banalidades apresentadas em papel com monograma.
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January 1 2009, 10:56am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Pacheco tem toda a razão
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É curioso ver como os media albergam, acarinham e discriminam positivamente as personalidades mais preconceituosas em relação ao jornalismo. Atacar o jornalismo e os jornalistas constitui uma espécie de salvo-conduto para escrever nos jornais de referência” — escreveu muito acertamente Luis Paixão Martins em O cão que morde o dono. A blogosfera vai aprender mais esta “lição” dos jornalistas e devolver desmesurada atenção a quem a trata como lixo e a invectiva, desdenha, subalterniza, esnoba e provoca — tudo isto, claro, desde que percebeu que já não é a rainha de Inglaterra do blogómetro. Pacheco tem toda a razão, os bloggers são como os piores jornalistas, uns pategos, uma cambada de idiotas, selvagens, incultos e manobráveis (por outros pachecos, esse é que é o problema de Pacheco). Todos fuzilados de encontro ao desktop. Viva Mao.
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December 30 2008, 12:52pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Falta de jeito
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O artigo de Fernanda Câncio no Diário de Notícias de hoje sobre a derrota de Pacheco (via País Relativo) ficará nos arquivos do melhor de 2008 no campo da análise mediática. O historiador que no pós-25 de Abril fez carreira a confundir propaganda com jornalismo e se distinguiu a defender — corajosamente, que fique escrito — o autoritarismo, falhou cada uma das suas iniciativas partidárias. A Pacheco Pereira, a história da política portuguesa atribuirá as justas responsabilidades pelo atraso da adaptação do PSD à política do século XXI. A insistência na geração passada, boicotando o acesso dos émulos de José Sócrates ao poder partidário, é o corolário de um percurso desastroso no partido hoje consciente de que tardou a atribuir a Pacheco o seu verdadeiro lugar: o de “livre pensador”, que fica prudentemente de fora do tabuleiro de jogo (e a votar em Santarém). Paulo Portas (CDS-PP). José Sócrates (PS). Francisco Louçã (BE). Jerónimo de Sousa (PCP). As principais forças políticas são lideradas por figuras de segunda ou terceira geração. Sujeitaram-se às purgas, às dores de crescimento, à renovação dos seus tecidos, deixaram emergir lideranças que, com maior (Sousa) ou menor (Portas) ligação umbilical às referências históricas e ao passado dos respectivos partidos, fizeram a transição de audiências, que é como quem diz de eleitores. O PSD, não. Desde que foi arredado do poder central, o PSD ficou — qual galinha decapitada — a andar às voltas, picado de fora por duas eminências bastante antigas e nada pardas que tudo fizeram para condicionar o partido aos seus projectos de ambição pessoal, fossem eles quais fossem. Essa interrupção voluntária do normal processo de amadurecimento partidário tem sistematicamente atrasado a modernização de quadros. Sem mudança de líderes e de processos internos que respondam aos seus inputs, os novos mais brilhantes que poderiam estar na calha vêem as suas carreiras tapadas e saem para o estrangeiro, para a universidade ou para o mundo empresarial, ou ficam a marcar passo nos lustrosos institutos do partido. O PSD é o único partido que continua liderado pela geração política correspondente aos reformados do PS, PP e PCP e regido pelos respectivos processos. Os processos tipo Pacheco. Tudo estaria bem se a derrota fosse só dele. (Brevemente, no blog Abrupto, um surto de auto-vitimização).
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December 19 2008, 5:07am | Comments »
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