Informação recebida do Geopark Naturtejo, Castelo Branco:A maior exposição itinerante do Mundo sobre Dinossáurios, alguma vez reunida, está patente no Centro de Exposições do NERCAB, em Castelo Branco, Portugal, até final de Outubro.Esqueletos, crânios de dinossáurios, garras e dentes são algumas das dinocuriosidades que poderão ser exploradas durante a DinoExpo intitulada “Dinossáurios invadem o Geopark Naturtejo”, a qual é promovida pela empresa holandesa Creatures & Features em parceria com o Geopark Naturtejo.São cerca de 3000 m2 de descoberta, nesta fascinante viagem ao passado, que conta também com aves e répteis voadores, contemporâneos dos gigantes do passado. Um dos grandes protagonistas será um enorme saurópode, um Diplodocus de 17 metros, que viveu na América do Norte há cerca de 150 milhões de anos e que, apesar da sua grande envergadura, se alimentava apenas de plantas. Outro dos protagonistas será um gigantesco Tyrannosaurus rex, o mais conhecido e impressionante de todos os dinossáuriosA apresentação pela primeira vez ao púbico da escavação de um original de saurópode (Diplodocus), proveniente do Wyoming (E.U.A.), é mais um destaque. Além de réplicas provenientes dos quatro cantos do mundo a DinoExpo mostra fósseis reais de dinossáurios de Portugal, também nunca antes apresentados ao público.A CP - Comboios de Portugal, a Rodoviária da Beira Interior e a organização da MAIOR exposição itinerante sobre Dinossáurios, alguma vez reunida no Mundo, criaram uma iniciativa denominada “De Comboio aos Dinossáurios - uma campanha amiga do Ambiente”, que oferece descontos no bilhete do comboio e na entrada da exposição, com garantia de transfer entre a Estação e Centro de Exposições, através do “autocarro dos Dinossáurios”.Esta exposição encontra-se aberta diariamente entre as 10h00 e as 19h00, e pode ser visitada por todos, com acompanhamento feito por geólogos ou através de uma visita pedagógica no âmbito de programas educativos.Saliente-se que as visitas pedagógicas, inseridas nos programas educativos do Geopark Naturtejo, estão sujeitas a marcação e destinam-se a alunos e professores do Ensino Pré-Escolar, Básico, Secundário, Profissional e Superior. Este programa é dinamizado por técnicos com formação adequada para explorar pedagogicamente os conteúdos adaptados aos diferentes níveis de ensino e para apoiar as actividades.A esta oportunidade única de ver em Portugal uma grande exposição, que os Museus mais importantes do Mundo gostariam de ter, a Naturtejo acresce a oportunidade de explorar as belezas do Geopark Naturtejo, embarcando numa viagem que recua milhões de anos. O programa especial constituído pela Naturtejo inclui 3 dias / 2 noites de alojamento com pequeno-almoço, 1 Almoço com produtos regionais, visita acompanhada à Exposição “Dinossáurios invadem o Geopark”, realização do PR3-Rota dos Fósseis em Penha Garcia, com passagem pela aldeia típica, pelas ruínas do castelo templário, pelo Parque Icnológico (icnofósseis) e pelos moinhos de rodízio, visita ao Centro de Interpretação Ambiental de Castelo Branco: introdução da paisagem do Tejo Internacional (actividades virtuais) e visita aos Troncos Fósseis da Casa de Artes e Cultura do Tejo com 10 Milhões de Anos.Não perca a oportunidade de visitar esta fascinante exposição dirigida para todas as idades e a preços acessíveis para os diferentes públicos: Individual: 6€ | Grupos Escolares e Grupos Seniores (+25 participantes): 3.5€ | Crianças 6 a 12 anos: 4€ | Cidadãos Seniores (sujeito a apresentação do cartão de pensionista): 4€ | Empresas (+25pessoas): 4€.Para mais DinoInformações encontram-se disponíveis os seguintes contactos: Telefone: 272 320 176 | Fax: 272 320 137 | Central de Reservas: 707 200 065 | Email: geral@naturtejo.com | Programas Educativos: programas_educativos@naturtejo.com; http://www.dinoexpo.com.pt ou http://www.naturtejo.com.Ao longo da exposição não vai faltar animação, através de espectáculos de teatro, música, gastronomia, actividades lúdicas sobre paleontologia e apreciar encantadoras peças de merchandising relacionadas com o tema, entre outras.Local e Duração da Exposição:Centro de Exposições do NercabAvenida do Empresário – Praça Nercab6000 – 767 Castelo Branco - PortugalDe 27 de Março a 30 de Outubro entre as 10h00 e as 19h00
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Dinossáurios chegaram ao Geopark Naturtejo
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June 13 2010, 8:14pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
PEGADAS DE DINOSSÁURIOS DE PORTUGAL
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/pegadas-de-dinossaurios-de-portugal.html
Saiu em 2008 em edição do Museu Nacional de História Natural, encontra-se à venda nesse local, mas é difícil de encontrar noutros sítios. E é pena porque se trata de uma bela edição! Partindo da sua tese de doutoramento a paleontóloga Vanda Santos, nascida em Moçambique e que hoje trabalha naquele Museu, apresenta-nos, com o auxílio de sugestivas ilustrações a cores o essencial do que se sabe sobre as marcas que aqueles monstros deixaram em solo português. Eu, por exemplo, que sabia dos fabulosos rastos na Pedreira do Galinha, em Ourém, e também no Cabo Mondego, na Figueira da Foz, fiquei a saber dos trilhos de um grupo de sete dinossauros, uns maiores e outros menores, no Cabo Espichel. Boa parte de Portugal já foi, portanto, um Parque Jurássico!Deixo aqui a sinopse:"Em Portugal existem pegadas e pistas de dinossáurios em zonas litorais e em antigas pedreiras. O estudo destes icnofósseis permite conhecer a anatomia dos pés e das mãos dos dinossáurios que os produziram, o seu modo de locomoção, o seu comportamento individual e social, os ambientes que frequentaram, entre outros aspectos. As jazidas com pegadas de dinossáurios são, assim, uma importante fonte de informação sobre este grupo de animais já extintos há 65 milhões de anos e constituem, igualmente, locais privilegiados para o ensino de temas relacionados com a Geologia e a Paleontologia. O presente trabalho pretende divulgar o conhecimento científico adquirido com o estudo destas jazidas, realçando o seuvalor científico, cultural, pedagógico e patrimonial, e contribuir para a sua preservação."E deixo uma das ilustrações, mostrando o modo como as pegadas se originaram:
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April 23 2010, 2:26am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
"THE JESUIT AND THE SKULL"
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/jesuit-and-skull.html
Ainda me lembro de uma frase do Padre Teilhard de Chardin que li na juventude (em "O Despertar dos Mágicos", de Pauwells e Bergier) e me impressionou: "À escala do cósmico (toda a física moderna no-lo ensina) só o fantástico tem probabilidade de ser verdadeiro". Desde essa altura que me tenho interessado pela obra do sacerdote francês, que, ao longo da sua vida, tão incompreendido foi.Assim foi com júbilo que encontrei uma recente biografia do jesuíta e paleontólogo Teilhard de Chardin (1881-1955) da autoria de um escritor norte-americano de divulgação científica de méritos confirmados, Amir D. Aczel (é o autor, entre vários outros, de "O Último Teorema de Fermat"). O livro, intitulado "The Jesuit and the Skull" e subintitulado "Teilhard de Chardin, Evolution, and the Search for Peking Man", saído em 2007 na Riverhead Books (do grupo Penguin) lê-se muito bem. Apesar de captar a vida toda, centra-se no papel que Chardin teve na descoberta do homem de Pequim, nos arredores da capital Chinesa, no final dos anos 20.Lendo-o ficamos a saber mais sobre as perseguições de que Chardin foi vítima por parte da sua própria Ordem e da sua própria Igreja, que impediram qualquer sua publicação em vida que não se restringisse à sua actividade científica estrita. Aliás, Chardin foi, depois de ter participado na Primeira Guerra Mundial (há um livro que conta essa experiência: "Escritos do tempo de guerra", Portugália, 1969) e de se ter doutorado na Sorbonne, enviado para a China em 1922, precisamente por haver receios sobre a propagação das suas posições pouco ortodoxas sobre o pecado original. Hoje o autor de "O Fenómeno Humano" (Tavares Martins, 1965) , que concebeu uma curiosa síntese entre ciência e religião baseada na teoria da evolução está reabilitado, é uma "figura de culto" em muitos meios, objecto de muitos estudos, mesmo dentro da Igreja Católica (essa síntese é pouca ortodoxa e não agrada nem à ciência nem à religião). Não pude, por isso, deixar de me admirar quando Aczel, no prólogo, refere que nos Arquivos da Companhia de Jesus, em Roma, encontrou documentos secretos, tendo sido admoestado pelo Director do Arquivo: "O senhor é um escritor: tenha pois cuidado com o que escreve. Não nos cause problemas com o Vaticano".A história da descoberta em 1929 do homem de Pequim, um exemplo do Homo Erectus fundamental para a compreensão para a evolução humana, é emocionante. Fiquei a saber que a maior parte dos vertígios ósseos desapareceram misteriosamente sem deixar rasto, devido talvez a peripécias da guerra entre China e Japão. Na pesquisa que fiz para saber o que aconteceu a esses restos humanos, fiquei ainda a saber que, segundo a Nature deste ano, um processo de nova datação recente coloca-o numa data mais antiga do que se pensava, há cerca de 800 000 anos, o que pode fazer repensar o modo como se deu o espalhamento da espécie humana "out of Africa".Além da disputa teológica, de arqueologia asiática (incluindo incursões no deserto da Mongólia à la Indiana Jones) e de guerra, o livro contém também um romance. A história de amor que houve, platónica, entre o paleontólogo e a escultora americana Lucile Swan, que fez uma reconstrução plástica do homem de Pequim, tendo-se tornado amiga inseparável de Chardin. Aczel conta como ela quis levar mais longe a relação entre os dois e como ele resistiu a todos esses avanços, nunca renunciando aos seus votos eclesiais (as cartas entre os dois estão hoje publicadas em inglês, mas há cartas dela que nunca foram enviadas).Aczel já escreveu um outro livro depois deste sobre um outro padre cientista, que se cruzou na China com Chardin: o francês Henry Breuil (1877-1961), mais conhecido por "Abbé" Breuil, o estudioso da arte pré-histórica O novo livro intitula-se "The Cave and the Cathedral" (John Wiley, 2009), tive-o em mãos, mas como estas já estavam demasiado cheias, guardei a sua aquisição para outra oportunidade. Não sei, por isso, se o livro fala da relação de Breuil com Portugal. Breuil esteve em Portugal por várias vezes, nomeadamente em 1919, logo depois da Primeira Guerra Mundial, quando foi preso por um guarda-fiscal sob a acusação de espionagem, e em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, tendo nessa altura cá permanecido durante quase dois anos. Breuil e Chardin testemunham a possibilidade de coexistirem na mesma pessoa as funções de cientista e de sacerdote católico. Há mais casos, claro, mas faço notar que nestes dois não houve a atribuição de paróquias. Os dois foram tudo menos paroquiais.
August 9 2009, 7:03pm | Comments »
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