Não se pode aprender sem uma auto-estima elevada. Assim, é preciso convencer os alunos em dificuldade de que eles podem aprender, assim como valorizar todos os seus progressos, por menores que sejam. Enquanto uma pedagogia frontal muitas vezes se orgulha da dureza das hierarquias de excelência que ela constrói e toma públicas, uma pedagogia diferenciada sempre deve navegar entre dois perigos: dizer a realidade sobre os desvios e as dificuldades e, portanto, desencorajar; ou encorajar e, portanto, criar a enganadora ilusão de que tudo está bem.Tudo fica ainda mais difícil quando é preciso conciliar uma avaliação formativa a serviço da diferenciação, em uma lógica pragmática (Perrenoud, 1991a), e uma avaliação certificativa/seletiva a serviço do sistema, que exige equidade formal e transparência das hierarquias.Philippe Perrenoud, obra citada infra
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O paradoxo das pedagogias do sucesso
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July 8 2010, 7:10am | Comments »
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Paradoxos
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Os paradoxos não são resistências que podem ser atribuídas aos atores, mas consequências da complexidade dos processos de ensino e aprendizagem.O paradoxo das novas pedagogiasA aprendizagem é uma atividade bastante caprichosa, que exige um forte envolvimento da pessoa e que, por isso, deve ter sentido, se possível para além da simples conformidade às expectativas do outro. Quanto mais as aprendizagens são de alto nível taxionômico, mais se estendem no tempo e passam por construções e reconstruções parcialmente invisíveis e imprevisíveis. Toda perspectiva construtivista e interacionista reafirma isto: o aluno é que aprende, em seu ritmo, seguindo seus próprios modos de pensamento. Os professores podem apenas propiciar situações didáticas, esperando que elas sejam fecundas, que sejam apresentadas no momento mais adequado, quando o aluno quererá e poderá investir nelas. Isso é o que tentam as novas pedagogias, as correntes da escola ativa, desde o século passado. Geralmente, esses movimentos apoiam a diferenciação pedagógica no plano dos princípios. O problema é que as pedagogias mais promissoras também são as mais difíceis de gerenciar de forma diferenciada. Isso ocorre simplesmente porque a escola ativa não só se acomode a uma certa desordem, mas também se serve dela: uma pedagogia cooperativa, uma pedagogia do projeto, uma pedagogia da descoberta são empreendimentos incertos, que dependem em grande parte da negociação, da improvisação, da personalidade e das iniciativas dos atores. Como garantir, ao mesmo tempo, aprendizagens programadas? Sabemos muito bem que as escolas ativas mais convincentes são aquelas que não utilizam um programa estrito e visam a aprendizagens significativas para os alunos, fundamentais para seu desenvolvimento global e a longo prazo, sem se preocupar muito com a sincronização dos percursos nem com a passagem por etapas obrigatórias em momentos determinados. Com essa condição, com objetivos amplos e a longo prazo, é possível tirar o melhor partido possível das ocasiões e da dinâmica dos projetos, retomando seus passos. Na escola pública, mesmo que os ciclos fossem substituídos por programas anuais, mesmo que se renunciasse a planos de estudos detalhados para privilegiar domínios globais, os professores deveriam sempre levar em consideração o próximo encontro, a próxima fase de seleção, orientação ou certificação para a qual devem preparar igualmente todos os alunos. Conclui-se, então, que a diferenciação do ensino, como vontade de gerar progressões coordenadas, muitas vezes entra em conflito com as dinâmicas das pessoas e dos grupos. Em L'école mode d'emploi (Meirieu, 1988), há um esforço para conciliar métodos ativos e pedagogia diferenciada. Também acredito que o paradoxo pode ser superado se passar por uma rigorosa análise. O mais grave seria acreditar que a coerência das intenções é suficiente para garantir a coerência das práticas.Por outro lado, as atividades mais fecundas geralmente fazem parte de um projeto coletivo, que não pode ser aplicado considerando-se somente os alunos em dificuldade. As novas pedagogias podem ser elitistas (Bernstein, 1975; Perrenoud, 1985c, ver Capítulo 3 desta obra), favorecer os favorecidos, talvez ainda mais que as pedagogias tradicionais, a menos que isso seja reconhecido e reconsiderado de outra forma que não seja o pensamento mágico. Philippe Perrenoud, Obra citada Infra
July 7 2010, 5:06am | Comments »
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Paradoxo do silêncio
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"O silêncio é o grito mais forte" (Schopenhauer)
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February 26 2009, 4:15pm | Comments »
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Paradoxo da Fruição
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Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e fruimos pouco do muito que temos. (Shakespeare)
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February 21 2009, 3:36pm | Comments »
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Paradoxo da ajuda
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"Se quiseres que alguém te faça um trabalho, pede-o a quem está ocupado; o que está sem nada fazer dir-te-á que não tem tempo".
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February 19 2009, 12:46pm | Comments »
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Paradoxo do Conhecimento
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"O Homem busca respostas e encontra perguntas."
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February 18 2009, 4:05pm | Comments »
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Paradoxo da Sabedoria
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"Quem sabe muito, escuta; quem sabe pouco, fala. Quem sabe muito pergunta; quem sabe pouco, sentencia."
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February 18 2009, 11:35am | Comments »
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Dos milagres...
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O "milagre económico irlandês", que tantos analistas portugueses invejavam, não resiste à crise internacional e dá mostras de acabar em desgraça. Muito dependente do investimento e das trocas comerciais com os Estados Unidos, a Irlanda foi dos primeiros países europeus a entrar em recessão. Segundo previsões do Economist um crescimento de 5% em 2007 afundou para -2% no corrente ano! No próximo
December 2 2008, 2:43pm | Comments »
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