Chaves,11 de Setembro de 1975Pátria sem rumo,minha voz paradaDiante do futuro!Em que rosa-dos-ventos há um caminhoPortuguês?Um brumoso caminhoDe inédita aventura,Que o poeta,adivinho,Veja com nitidezDa gávea da loucura?Ah, Camões, que não sou, afortunado!Também desiludido,Mas ainda lembrado da epopeia...Ah, meu povo traído,Mansa colmeiaA que ninguém colhe o mel!...Ah, meu pobre corcelImpaciente,AladoE condenadoA choutar nesta praia do Ocidente...Miguel Torga
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Pátria sem rumo
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June 10 2010, 9:32am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
No dia de Camões...
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No mais, Musa, no mais, que a lira tenhodestemperada e a voz enrouquecida,e não do canto, mas de ver que venhocantar a gente surda e endurecida.O favor com que mais se acende o engenhonão no dá a pátria, não, que está metidano gosto da cobiça e na rudezaduma austera, apagada e vil tristeza.Lusíadas, Canto IX, 145
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June 10 2010, 4:26am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Esplendor de Portugal
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Como levantar hoje, de novo, o esplendor de Portugal?Relendo a Causa da Decadência dos Povos Peninsulares de Antero de Quental.(...)Não posso pois apelar para a fraternidade das ideias: conheço que as minhas palavras não devem ser bem aceites por todos. As ideias, porém, não são felizmente o único laço com que se ligam entre si os espíritos dos homens. Independente delas, se não acima delas, existe para todas as consciências rectas, sinceras, leais, no meio da maior divergência de opiniões, uma fraternidade moral, fundada na mútua tolerância e no mútuo respeito, que une todos os espíritos numa mesma comunhão - o amor e a procura desinteressada da verdade. Que seria dos homens se, acima dos ímpetos da paixão e dos desvarios da inteligência, não existisse essa região serena da concórdia na boa-fé e na tolerância recíproca! Uma região onde os pensamentos mais hostis se podem encontrar, estendendo-se lealmente a mão, e dizendo uns para os outros com um sentimento humano e pacífico: és uma consciência convicta! É para essa comunhão moral que eu apelo. E apelo para ela confiadamente, porque, sentindo-me dominado por esse sentimento de respeito e caridade universal, não posso crer que haja aqui alguém que duvide da minha boa-fé, e se recuse a acompanhar-me neste caminho de lealdade e tolerância. (...)
June 10 2009, 8:10am | Comments »
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